Jornalismo cultural, Notícias

Como a pesca prejudica o meio ambiente

Quando se fala em impacto ambiental é muito comum a associação principalmente com o as implicações em terra firme – envolvendo desmatamento, poluição resultante da industrialização, entre outros fatores já bem conhecidos, ainda que 70% do planeta seja coberto por água.

Importância dos mares e oceanos

No entanto, o que parece acontecer ainda mais distante dos nossos olhos, normalmente não ganha a devida atenção ou nem mesmo qualquer atenção por parte da maioria – e essa é a realidade dos mares e oceanos que recebem mais de 90% da energia armazenada pelos gases do efeito estufa – como já apontado pela ONU.

(Acervo: Let Fish Live)

Ainda que os oceanos tenham condições de absorver até 93% do gás carbônico do planeta, tal capacidade é comprometida por inúmeras atividades humanas – e uma das que merece destaque é a pesca que culmina por ano em captura e matança de 790 bilhões a 2,3 trilhões de peixes, conforme levantamento do site britânico Fish Count.

Pesca interfere na biodiversidade

Segundo a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), a pesca tem reduzido a abundância de espécies de peixes, comprometido o potencial de desova e os parâmetros populacionais – incluindo crescimento e maturação.

A capacidade reprodutiva dos peixes também tem sido afetada pela prática, assim como processos ecológicos em larga escala. O impacto geral da atividade é comparado desde a década de 1990 ao da agropecuária.

Pesquisadores como Villy Christensen e D. Pauly, da Universidade da Columbia Britânica, no Canadá, apontaram há décadas que a pesca pode transformar um ecossistema estável em um ecossistema bastante ineficaz.

Atividade favorece alterações nos ecossistemas 

Isto porque ao interferir na abundância de espécies e na predação natural, a pesca modifica profundamente a cadeia trófica e os fluxos de biomassa e energia do ecossistema; e pode ainda modificar e destruir a topografia dos habitats.

Ao alterar esse cenário, há também o comprometimento das florestas marinhas, que são responsáveis pela absorção de grandes quantidades de carbono, contribuindo no combate às mudanças climáticas.

Afinal, estima-se que as algas marinhas benéficas são responsáveis pela absorção de até 20 vezes mais carbono do que as florestas terrestres, de acordo com a organização norte-americana Oceana. Por esse motivo, o condado de Sussex, na Inglaterra, decidiu banir no início deste ano a pesca por uma área de 304 quilômetros de sua costa.

Contribuição à extinção de muitas espécies 

A pesca global, assim como a acidificação dos oceanos em decorrência das mudanças climáticas, tem contribuído com a extinção de mais de um terço dos mamíferos marinhos, conforme relatório da Plataforma Intergovernamental de Políticas Ciências em Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos (IBPES).

O impacto não está apenas em mares e oceanos, onde o atum e o bacalhau original (gadhus morua) são considerados espécies em extinção. Prova disso é uma estimativa da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN em inglês) que aponta que as ações humanas, incluindo a pesca, culminaram no declínio de 83% das populações de água doce entre os anos de 1970 e 2014.

A pesca também é cruel com os golfinhos. Apenas em um período de quatro meses de 2019 o Observatório Pelagis levantou que 1,2 mil golfinhos foram mortos como efeito colateral da pesca na França. Vale lembrar que a atividade é apontada como responsável pelo Comitê Científico da Comissão Baleeira Internacional (IWC) de aproximar o golfinho de Mauí da extinção. Enquanto em 1971 havia pelo menos dois mil indivíduos da espécie, hoje o total é de 57 golfinhos.

Pesca fantasma afeta 69 mil animais por dia 

Outro problema é a a pesca fantasma, que só no Brasil atinge 70% dos mares, conforme estimativa da organização World Animal Protection (WAP). O termo diz respeito aos equipamentos descartados ou perdidos nos mares, que somam pelo menos meia tonelada por dia, afetando 69 mil animais marinhos – que podem se ferir e morrer. Por ano, o resultado é ainda mais preocupante porque representa o declínio populacional de 5% a 30% de algumas espécies marinhas.

Além disso, para quem se preocupa com o bem-estar dos peixes, “Glass Walls” ou Paredes de Vidro”, um documentário lançado em 2009 e narrado por Paul McCartney mostra como os peixes sofrem em consequência da descompressão, sufocamento e esmagamento em decorrência da atividade.

“Nesse tipo de pesca, geralmente pega-se ‘acidentalmente’ golfinhos, baleias, tartarugas e outros animais indesejados por parte da indústria. São todos rotineiramente fisgados por anzóis e emaranhados em redes. [Quando indesejados] seus corpos são jogados de volta ao oceano”, acrescenta McCartney, ponderando que alguns cientistas ambientais acreditam que nesse ritmo os oceanos estarão vazios até o ano de 2048.

Documentário aponta outros problemas com a pesca

Em “Glass Walls”, a aquacultura e as criações industriais subaquáticas também são qualificadas como extremamente abusivas, já que não é tão incomum os peixes terem de nadar entre seus próprios dejetos em tanques congestionados e até contaminados.

“As doenças prosperam. As condições em algumas fazendas são tão horríveis que 40% dos peixes morrem antes mesmo dos criadores matá-los e empacotá-los como comida”, critica Paul McCartney.

Outro fator a se considerar é que, segundo o documentário, o consumo de peixes é a causa número um de intoxicação alimentar, e o único meio realmente significativo dos seres humanos estarem expostos à intoxicação por mercúrio, o que, dependendo da quantidade, pode causar problemas neurológicos.


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Startups buscam futuro sem matança de peixes

Considerando que quanto mais animais matamos, mais abalamos os ecossistemas, essas empresas entendem a importância de desestimular esse consumo


Algumas startups estão na vanguarda de um mercado em desenvolvimento que visa recriar a experiência do consumo de peixes e frutos do mar, mas sem que seja necessário matar animais ou gerar grandes impactos ambientais.

Enquanto muitas empresas do mercado de carnes vegetais mantêm sua atenção voltada somente às alternativas à carne bovina, startups norte-americanas como Impossible Foods, Good Catch Foods, BlueNalu e Finless Foods miram a realidade dos mares e oceanos que, segundo a ONU, absorvem quase 25% das emissões de carbono e 90% do calor adicional gerado pelo CO2 produzido pelos humanos.

Além disso, de acordo com a organização britânica Fish Count, pelo menos 970 bilhões de peixes são capturados e mortos por ano no mundo todo. Considerando ainda que quanto mais desses animais matamos, mais abalamos os ecossistemas marinhos, essas empresas entendem que desestimular o consumo de peixes deve ser uma prioridade.

Impacto da pesca comercial já é definido como urgência ambiental (Foto: Our Fish)

Experiência do consumo de peixe sem peixe

Sobre o assunto, o CEO da Impossible Foods, Patrick Brown, argumentou em entrevista ao New York Times que as populações de peixes nos oceanos estão passando por uma fase que podemos definir como “esgotamento”.

Isto porque muitas espécies estão simplesmente desaparecendo em consequência do impacto da pesca comercial, que se aproxima da urgência ambiental da agropecuária.

Por essa razão, a Impossible Foods, que hoje é uma das startups de maior visibilidade no mercado internacional de carnes vegetais, está desenvolvendo um produto que imita a experiência do consumo de peixe utilizando um tipo de levedura conhecida como heme.

Atum de origem vegetal (Foto: Good Catch Foods)

Objetivo é salvar um bilhão de animais

Já a Good Catch Foods, que já lançou seus produtos no mercado norte-americano, anunciou recentemente por meio do CEO e investidor Chris Kerr, que quer salvar pelo menos um bilhão de animais ao dar um bom incentivo para as pessoas não se alimentarem deles.

Kerr tem defendido em seus discursos que se não alcançarmos mudanças mais significativas de hábitos de consumo, causaremos danos irreversíveis ao planeta. Vale lembrar que os oceanos desempenham papel fundamental na manutenção da vida na Terra, considerando que cerca de 71% da superfície terrestre é coberta por água.

“Cada um de nós pode dar pequenos passos em direção a um mundo melhor. Quando reunimos coletivamente milhares ou milhões de pequenos passos, estamos dando um salto enorme em direção a um mundo melhor (e esperamos salvá-lo)”, declarou o investidor em entrevista ao Live Kindly.

“Estamos dando um salto enorme em direção a um mundo melhor (e esperamos salvá-lo)” (Foto: Good Catch Foods)

Demanda é cada vez maior 

Em janeiro, a Good Catch Foods arrecadou 32 milhões de dólares para ampliar a produção de “atum vegano” e alternativas a outros tipos de peixes e “frutos do mar”. Os investimentos foram conquistados por meio das empresas Stray Dog Capital e Rocana Ventures.

Os recursos serão utilizados para expandir a circulação dos produtos da marca para outros países e continentes, assim como melhorar o processo de manufatura. “A demanda do consumidor por alternativas vegetais é quase insaciável, e essa tendência é definida por fatores como sabor e disponibilidade”, disse Kerr.

Observação semelhante foi feita pelo diretor geral do Good Food Institute (GFI) no Brasil, Gustavo Guadagnini, que defende que o primeiro passo de uma transformação na cadeia de produção de alimentos é o investimento em ingredientes mais sofisticados, sustentáveis e saudáveis, que permitem novas aplicações, transformando os hábitos alimentares dos consumidores.

BlueNalu também reconhece potencial e importância desse mercado (Foto: BlueNalu)

Mercado tem grande potencial

BlueNalu também reconhece o potencial desse mercado. Esta semana a startup arrecadou 20 milhões de dólares para criar produtos baseados em células cultivadas em laboratório que possam contribuir para reduzir a matança de peixes, camarões, lagostas, polvos, lulas e mexilhões.

Os recursos permitirão que a empresa vá além dos laboratórios e invista na inauguração de uma indústria, na expansão de sua equipe e na implementação de estratégias de distribuição, assim como na preparação para lançar seus produtos no mercado.

Um dos membros do conselho consultivo da empresa sediada em San Diego, na Califórnia, é o filho do renomado conservacionista Jacques Cousteau, Pierre-Yves Cousteau, que disse ter uma relação muito pessoal com o mar e que decidiu se juntar à equipe porque, segundo ele, a BlueNalu tem condições de favorecer a sustentabilidade dos oceanos, além de oferecer produtos mais saudáveis.

Finless Foods, que hoje tem uma equipe de 11 pessoas, começou com dois bioquímicos (Foto: Finless Foods)

Afastando espécies da extinção

Outra promessa desse mercado é a Finless Foods, de San Francisco, que em 2018 arrecadou 3,5 milhões de dólares. De lá pra cá, a empresa tem investido no desenvolvimento de carne de atum-rabilho em laboratório, com a intenção de afastar a espécie da extinção.

Hoje, a Finless, que começou com dois bioquímicos com um histórico de ativismo ambiental e pesquisa agrícola, tem 12 pessoas na equipe e pretende participar de mais rodadas de investimentos em 2020 para definir metas em relação à produção e lançamento.

Salma de microalgas, mesma forma de preparo do verdadeiro salmão (Foto: Odontella)

Salmão de microalgas é uma realidade

Mas não são apenas as startups norte-americanas que têm essa preocupação. A startup francesa Odontella já lançou no mercado um “salmão” baseado em microalgas que pode ser preparado da mesma forma que o verdadeiro salmão.

O produto que recebeu o nome de “Veggie Marine Salmon” começou a ser desenvolvido em 2016, quando a empresa foi fundada por especialistas em microalgas e nutrição.

Em referência à matéria-prima, o biólogo Pierre Calleja, da Odontella, disse ao France Info que nós a encontramos em diferentes formas na cadeia alimentar nos oceanos.

Tem outras vantagens como ser livre de pesticidas e metais pesados encontrados com frequência em peixes (Foto: Odontella)

Livre de impacto na biodiversidade

“Agora ela [a microalga] chega aos nossos pratos em forma de peixe. Tem todas as moléculas que são benéficas para os seres humanos e podemos usá-la como salmão, mariscos e vieiras”, garante.

O biólogo enfatiza que o “salmão” baseado em microalgas é rico em proteínas marinhas, carotenoides e ômega-3, e tem outras vantagens como ser livre de pesticidas e metais pesados encontrados com frequência em peixes.

Além do produto não ter impacto sobre a biodiversidade ou fauna marinha, segundo Calleja, a Odontella está usando embalagens ecologicamente certificadas.

Imitação de carne de peixe lançada pela Superbom em 2019 (Foto: Superbom)

Brasileiros também estão investindo no segmento

No Brasil, a Superbom produz e comercializa o Steak Vegan Sabor Peixe, um produto que imita a carne de peixe a partir de proteína de ervilha e que é enriquecido com vitaminas A, B9 e B12, além de ferro e zinco.

Além disso, uma empresa brasileira fundada em Campinas (SP) está investindo em soluções de alta tecnologia para a produção de alternativas à carne que imitam também cortes de peixes.

A R & S Blumos anunciou que sua mais recente aposta é em uma nova fábrica em Cotia (SP), com processo de extrusão úmida de proteínas, permitindo a criação de “texturas e estruturas até então impossíveis” de versões vegetais de peixes e outros tipos de carnes.

Para alcançar esse objetivo, a empresa firmou uma parceria com o grupo Wenger, que é líder global em processos de extrusão. A previsão é de que no primeiro trimestre de 2020 seja possível fornecer seus produtos ao mercado industrial e de “food service”.

Expectativa é de que a nova linha de ingredientes da marca amplie a presença da empresa no mercado de produtos à base de vegetais (Foto: R & S Blumos)

Maior disponibilidade, mais chances de atrair consumidores

“Trata-se do maior investimento da história da empresa e marcaremos uma nova fase no desenvolvimento do setor no Brasil e na América do Sul”, garante o diretor de estratégia e novos negócios da R & S Blumos, Fernando Santana.

A expectativa é de que a nova linha de ingredientes da marca amplie a presença da empresa no mercado de produtos à base de vegetais. Hoje a marca é conhecida no setor de fornecimento de proteína texturizada de ervilha, ligantes naturais, fibras e amido.

Sobre os investimentos nesse mercado, partindo tanto de uma perspectiva global quanto nacional, claro que nem todas as pessoas vão se interessar em curto prazo pelos produtos que estão chegando ao mercado como novas alternativas. Porém, há um entendimento comum entre empreendedores do ramo de que quanto mais disponibilidade de opções, mais as pessoas se colocarão em posição de experimentá-las.

Chegou a vez do ômega-3 de origem vegetal 

Ganhando popularidade e também se apresentando como uma alternativa mais saudável do que o seu equivalente baseado em óleo de peixe, o ômega-3 à base de algas deve conquistar ainda mais os consumidores nos próximos anos.

De acordo com um relatório publicado pela empresa de pesquisa de mercado Mordor Intelligence, o mercado de ômega-3 à base de algas deve experimentar taxa de crescimento anual composta (CAGR) de 11,3% até 2024, chegando a atingir um valor de mercado de 1,2 bilhão de dólares.

“O mercado de ingredientes de ômega-3 de algas é dinâmico e altamente fragmentado, com pequenos e domésticos atores ocupando a maior parte do mercado global”, informa o relatório.

Sem riscos de contaminação por poluentes como os bifenilos policorados, encontrados em diversas espécies de peixes (Foto: Divulgação)

Produtos mais saudáveis e livres de contaminação

A pesquisa também destaca esses ácidos graxos “essenciais” obtidos a partir de algas como benéficos para a saúde cardiovascular, ocular e cerebral, finalidades para as quais têm sido amplamente utilizados em suplementos, alimentos e bebidas.

Outro diferencial apontado é que não apresenta riscos de contaminação por poluentes como os bifenilos policorados, encontrados em diversas espécies de peixes.

“O mercado [de ômega-3 baseado em algas] fornece ainda os tipos de ingredientes com base nos níveis de concentração de baixo, médio e alto e cenário de mercado no nível global”, enfatiza.

Na Índia, as algas já se tornaram a principal fonte de obtenção de ômega-3, e seu uso deve crescer ainda mais.


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Anitta faz apelo para que cavalos-marinhos não sejam aprisionados em aquários

Anitta pediu aos fãs para que deixem os cavalos-marinhos livres e vivos nos oceanos ao invés de mantê-los em aquários


A cantora Anitta fez publicações nas redes sociais para pedir aos seus seguidores que não aprisionem cavalos-marinhos em aquários. Fazendo um alerta sobre a ameaça de extinção a qual esses animais estão expostos, ela usou sua voz para defender a preservação da espécie.

Reprodução/Twitter/Anitta

As publicações foram feitas após Anitta anunciar que sua fantasia para o carnaval de Pernambuco seria de um cavalo-marinho, como forma de homenagear esses animais.

“Cavalos-marinhos são peixes bem diferentões. Além de parecerem um cavalinho e serem mestres dos disfarce, são os machos que ficam ‘grávidos'”, publicou na terça-feira (25) no Twitter. “Apesar de toda essa habilidade, eles estão ameaçados de extinção”, completou.

Anitta disse ainda que estes “inofensivos peixinhos” sofrem com a pesca e a destruição crescente de seu habitat.

“O inacreditável é que eles são capturados para viverem presos em aquários ou mortos e secos para servirem de peça decorativa, amuleto, chaveiro, alimento, afrodisíaco e remédio na medicina oriental”, criticou a cantora, que pediu: “aqui fica meu apelo para que os deixem em paz! Vivos e livres no oceano, que é seu lugar, sua casa”.


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Extinção do peixe-espátula-chinês é confirmada por especialistas

Foto: Chutian Metropolis Daily
Foto: Chutian Metropolis Daily

O peixe-espátula-chinês ou peixe-espada-do-rio-amarelo (Psephurus gladius), rei de todos os peixes de água doce chineses e uma espécie rara endêmica do rio Yangtze, foi declarado extinto, segundo um relatório divulgado na sexta-feira (03).

Ele já pode ter sido extinto entre 2005 e 2010, de acordo com um estudo publicado na Science of The Total Environment por especialistas do Instituto de Pesquisa em Pesca do Rio Yangtze.

Wei Qiwei, autor do estudo, disse que em meados de setembro de 2019 a União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) declarou extinto a espécie extinta após avaliação.

Os cientistas resgataram um peixe-espátula-chinês em 2003, liberando-o e rastreando-o para fins de observação. No entanto, o barco deles foi destruído depois de atingir um recife, com os sinais de rádio obtidos a partir do peixe desaparecendo.

Este foi considerado o último contato com um peixe-espátula-chinês, na ausência de outros indivíduos selvagens ou cultivados.

A IUCN disse que atualmente não há evidências da existência de peixes-espátula-chinês, mas que se um for capturado ou gravado, seu status de “ameaçado de extinção” será reconsiderado.

Um dos 10 maiores peixes de água doce do mundo, o peixe-espátula-chinês cresce até oito metros de comprimento. Foi um dos poucos peixes antigos que sobreviveram ao período cretáceo mesozóico.

Os esturjões chineses e do rio Yangtze, ambos endêmicos da bacia do Yangtze, são classificados em risco crítico de extinção pela IUCN.

Na quarta-feira (01), o Ministério da Agricultura e Assuntos Rurais da China anunciou uma proibição de pesca de 10 anos em áreas-chave do rio Yangtze para proteger a biodiversidade na hidrovia mais longa do país.

A partir deste ano, a proibição será observada em 332 áreas de conservação na bacia do rio Yangtze, incluindo cursos de água naturais de grandes lagos conectados ao rio.As informações são do China News Service (CNS).

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Jovem encontra peixe encalhado e o mata em parque em Taquaritinga (SP)

Um dos pescadores revelou que segurou o peixe com as mãos para conseguir matá-lo após encontrá-lo em uma poça de água


Um jovem encontrou um peixe encalhado em uma poça de água, após uma forte chuva, e ao invés de salvar a vida do animal, decidiu matá-lo. O caso aconteceu em Taquaritinga, no interior de São Paulo, no Parque Municipal da cidade.

Foto: Reprodução/EPTV

O animal, que era uma carpa de 36 kg, foi parar fora da represa, assim como outros peixes, após a chuva.

O caso foi noticiado pelo jornal EPTV 2 como se fosse um ato a ser comemorado. Um dos pescadores disse que “grudou em cima” do peixe, enquanto o animal tentava escapar. “Enfiei a mão na guelra dele, na boca e fui puxando”, disse o homem, que considerou “divertido” e “emocionante” o ato brutal promovido contra o animal.

Um caso semelhante foi registrado em dezembro envolvendo o presidente Jair Bolsonaro, que torturou e matou um peixe por diversão em Salvador, na Bahia, durante o recesso de final de ano. A cena foi registrada na Base Naval de Aratu.

Imagens divulgadas pelo G1 mostram o presidente pescando o animal, que é retirado da água por dois homens que acompanham Bolsonaro. O peixe se debate, tentando resistir à ação da dupla, mas é levado até o presidente, que o segura nas mãos, faz uma foto e depois deixa o animal caído no chão, agonizando.

Nota da Redação: peixes são animais sencientes – isso é, têm capacidade de sentir – que possuem sistema nervoso central e, portanto, sentem dor e sofrem. Retirá-los da água, condenando-os a sofrer por asfixia, é um ato de crueldade. Assim como qualquer ser vivo, os peixes devem ter resguardado seu direito à vida e ao bem-estar, sem que sejam pescados e covardemente mortos.


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Tubarão branco encalhado em praia é chutado por abusadores que tiram selfies com o animal

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Um grande tubarão branco encontrado morto em uma praia teria sido chutado por um grupo de homens que ainda tiraram selfies com o animal moribundo.

Imagens capturadas na praia de Orewa, em Auckland, na Nova Zelândia, mostraram um salva-vidas e banhistas tentando arrastar o tubarão de volta para águas mais profundas, apenas para descobrir que ele estava morto.

Testemunhas na praia disseram que um grupo de homens foi visto chutando o tubarão na mandíbula e rindo enquanto o animal jazia ferido na areia sem ajudá-lo, informou o site de notícias neozelandês Stuff.

Os banhistas horrorizados tentaram intervir e impedir a brutalidade do grupo, mas os homens se tornaram “excepcionalmente intimidadores”, informou a publicação.

“A polícia e o Departamento de Conservação chegaram ao local enquanto outros banhistas tentavam puxar o tubarão de volta à água”, disse a testemunha.

“O grupo de homens deu detalhes falsos à polícia e se juntou ao grupo maior de pessoas que cercavam o animal”.

Um porta-voz da polícia confirmou que eles haviam recebido relatos de que o animal havia sido arrastado para a praia e chutado repetidamente.

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Os salva-vidas então tentaram arrastar o tubarão de volta para águas mais profundas, na esperança de salvá-lo, mas notaram que o animal não estava se movendo.

Pouco depois, o tubarão foi levado de volta à praia e confirmado como morto.

Acredita-se que o tubarão branco ficou preso em uma rede de emalhar usada para capturar peixes.

Os grandes tubarões brancos estão protegidos nas águas da Nova Zelândia sob uma legislação que aplica uma multa máxima de 250 mil dólares e seis meses de prisão para quem mata o representante da vida marinha. As informações são do Daily Mail.

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Bolsonaro se diverte torturando e matando peixe em Salvador (BA)

Ferido na boca por um anzol, o peixe foi retirado da água e agonizou até a morte, sofrendo com a asfixia


O presidente Jair Bolsonaro torturou e matou um peixe por diversão neste domingo (29), em Salvador, na Bahia, durante o recesso de final de ano. A cena foi registrada na Base Naval de Aratu.

Reprodução/G1

Imagens divulgadas pelo G1 mostram o presidente pescando o animal, que é retirado da água por dois homens que acompanham Bolsonaro. O peixe se debate, tentando resistir à ação da dupla, mas é levado até o presidente, que o segura nas mãos, faz uma foto e depois deixa o animal caído no chão, agonizando.

Além de sofrer ao morrer por asfixia, o peixe também foi ferido na boca pelo anzol usado pelo presidente. A violência do anzol foi comentada pelos homens que participaram da pescaria. Um deles afirmou que o apetrecho de pesca é o “satanás”.

O presidente comemorou o fato de ter pescado um animal de cerca de 15 kg, mas ignorou todo o sofrimento que impôs ao peixe.


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Peixe coberto de óleo é encontrado morto em praia em Ilhéus (BA)

Uma tartaruga também foi encontrada morta, mas sem sinais de óleo pelo corpo


Um peixe coberto de óleo foi encontrado morto nesta quarta-feira (6) em Ilhéus, na Bahia. O animal, da espécie baiacu, estava na Praia do Cururupe, onde também foi encontrada uma tartaruga morta.

Foto: Reprodução/TV Santa Cruz

A tartaruga não tinha manchas de óleo pelo corpo. A causa da morte dos animais será investigada por uma equipe do Projeto (A)mar.

De acordo com o Projeto, 131 tartarugas já foram encontradas mortas no litoral sul da Bahia, entre os municípios de Maraú e Canavieiras. Oito baiacus também morreram na região. As informações são do G1.

O óleo chegou a Ilhéus em 25 de outubro. Na Bahia, 31 cidades já foram contaminadas pelo poluente, assim como o Parque Nacional de Abrolhos, que está com visitação suspensa até 14 de novembro por causa do petróleo encontrado na região. Mucuri foi a última cidade a ter registro das manchas. O município faz divisa com o Espírito Santo.

Quase um mês depois do óleo aparecer em estados do Nordeste, a substância chegou na Bahia. Diante da situação, o governo estadual decretou estado de emergência que envolve 21 municípios.


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Estudo revela o impacto da pesca e das mudança climática nos oceanos

Foto: Livekindly/Reprodução
Foto: Livekindly/Reprodução

Leis mais duras com relação à pesca podem ajudar a proteger os oceanos e no combate as mudanças climáticas, diz um novo relatório.

O relatório, encomendado pela ONG Our Fish, examinou a literatura para avaliar como o fim da sobrepesca poderia equipar melhor os oceanos para combater as mudanças climáticas.

Os oceanos são importantíssimos para toda a vida na Terra. Eles produzem mais da metade do oxigênio do mundo e absorvem 50 vezes mais dióxido de carbono do que a nossa atmosfera.

As populações de peixes e seus habitats estão sendo dizimados pela pesca em excesso, de acordo com o estudo. A Organização para Alimentação e Agricultura das Nações Unidas diz que o excesso de pesca e a destruição de habitats levaram à morte de cerca de um terço da população global de peixes. Em algumas regiões, como no Mediterrâneo e no Mar Negro, esse número salta para 87%, segundo o Comitê Científico, Técnico e Econômico de Pesca.

Ao mesmo tempo, a mudança climática está “perturbando a física, a química e a ecologia do oceano”, que tem “consequências significativas” para a vida marinha, afirma o relatório da Our Fish. Mudanças em larga escala na distribuição das espécies já foram registradas nos últimos 20 anos. O aquecimento da temperatura do mar interfere com a reprodução da vida marinha e acaba por arriscar a sobrevivência das espécies, segundo o estudo.

Oceanos no limite

O artigo encomendado pela ONG Our Fish afirma que “a pesca tem ocorrido em excesso e isso somando as consequências da mudança climática impactam o oceano de forma brutal e não são problemas mutuamente exclusivos a serem tratados separadamente”.

Rashid Sumaila – professor do Instituto de Oceanos e Pescas da Universidade da Colúmbia Britânica e principal autor do relatório – disse durante um seminário on-line organizado pela Our Fish: “Se você tem um sistema que já está exaurido e tem outro ponto de pressão que o está atingindo ao mesmo tempo, como mudança climática ou pesca excessiva, isso tornará as populações marinhas menos resistentes ainda”.

“Se o oceano estivesse saudável, ele teria mais capacidade de suportar o estresse”, acrescentou ele.

O controle sobre a pesca pode ser resolvido por meio da criação de reservas marinhas, da redução de subsídios à pesca e da melhoria da gestão da pesca em todo o mundo, explicou Sumaila. Grupos de conservação marinha sem fins lucrativos, como a Sea Shepherd, têm como alvo a pesca ilegal, que também contribui para o desequilíbrio dos oceanos.

A Our Fish lançou um site chamado Fishyleaks, baseado no conceito WikiLeaks e que visa monitorar empresas do setor pesqueiro que violam a lei de pesca e despejo ilegal de resíduos.

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Quinze espécies de tubarão são classificadas como criticamente ameaçadas de extinção

Foto: Wold Animal News
Foto: Wold Animal News

O lançamento, semana passada, da avaliação da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) conhecida como Lista Vermelha das Espécies classificou espécies de peixe-guitarra-gigante (Rhynchobatus djiddensis) e arraia como os peixes marinhos mais ameaçado no mundo.

As novas avaliações da Lista Vermelha da IUCN classificaram todas, exceto uma das 16 espécies de tubarões de águas mornas, como criticamente em perigo, com declínio nas populações das espécies de mais de 80% nos últimos 30 a 45 anos, principalmente devido à pesca.

As avaliações atualizadas e a pesquisa revisada ocorrem quatro meses após a IUCN ter anunciado um aumento no nível de ameaça atualizado para espécies de tubarões mako de barbatana longa e curta com uma queda de 90% nas águas do Atlântico nos últimos 75 anos.

Esses declínios são em grande parte devido ao valor de suas barbatanas – que são comercializadas globalmente e valorizadas para uso em sopa de barbatana de tubarão, essas quedas fazem com que o preço de todas as barbatanas aumentem ainda mais em centros comerciais como Hong Kong.

As avaliações da IUCN acrescentam peso ao argumento sobre a necessidade de regulamentos comerciais mais severos que serão debatidos durante a próxima 18ª Conferência das Partes (CoP18) da Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas de Fauna e Flora Silvestres (CITES) a partir de 17 de agosto em Genebra.

Três propostas que juntas listariam os tubarões mako, de barbatana longa e curta, 10 espécies de arraias e seis espécies de peixe-guitarra-gigantes no Apêndice II da CITES, atraíram um número recorde de apoiadores, com 67 governos co-patrocinando uma ou mais propostas de listagem. .

“Estes declínios preocupantes da população de importantes espécies de tubarões não podem mais ser ignorados – 17 das 18 espécies consideradas para inclusão agora são avaliadas como em perigo ou criticamente ameaçadas globalmente”, disse Luke Warwick, diretor associado de conservação de tubarões e arraias na Wildlife

ConservationSociety ( WCS). “Se não agirmos agora, perderemos esses animais e o papel único que eles desempenharam nas redes de alimentos marinhos desde a época dos dinossauros.”

A WCS uniu forças com o Pew Charitable Trusts, a Humane Society International, o International Fund for Wild Animals e a Florida International University com financiamento e gerenciamento da Vulcan Inc. e Shark Conservation Fund para apoiar as propostas de listagem por meio de divulgações de fundo educativo e de defesa dos animais.

De acordo com essa coalizão que Warwick representa, dois terços dos governos presentes na CoP da CITES precisarão votar a favor das propostas progressistas de listagem de tubarões para sua aprovação.

Todas essas espécies são muito comercializadas por suas barbatanas que alcançam um alto valor e, no caso dos tubarões mako, também por sua carne. Eles são pescados e comercializados globalmente, e têm taxas reprodutivas muito baixas que deixam suas populações especialmente vulneráveis à pesca.

“A conferência da CITES é um ponto crucial nos esforços globais para salvar esses tubarões e os arraias”, disse Warwick. “Esta pode ser nossa última chance de estabelecer medidas que gerem proteção e manejo adequado para essas espécies, antes que elas sejam perdidas para sempre.”


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Destaques

Vaquitas marinhas podem estar extintas em menos de um ano

Foto: National Geographic
Foto: National Geographic

A vaquita (Phocoena sinus) também conhecida como toninha-do-golfo, boto-do-pacífico é apenas uma das muitas espécies vítimas de “captura acidental”, pelos métodos destrutivos de caça dos cartéis de drogas mexicanos e traficantes chineses, que se juntam para caçar o peixe raro totoaba por sua bexiga natatória.

O documentário da National Geographic, Sea of Shadows (mar de sombras), estreou em Londres, na Inglaterra, nesta semana e revelou as últimas estatísticas sobre a situação da vaquita.

Os números da espécie tem caído drasticamente na última década e agora restam menos de 15 indivíduos no mundo.

As vaquitas podem desaparecer para sempre nos próximos 12 meses devido a inúmeras milhas de redes de captura ilegais submarinas no mar de Cortez que os caçadores usam para prender totoabas.

Foto: Nation of Change
Foto: Nation of Change

O peixe totoaba é considerado a “cocaína do mar” porque possui uma bexiga natatória que vale mais do que ouro.

As bexigas natatórias desses peixes têm um preço elevado devido as crenças medicinais chinesas que afirmam que elas têm poderes milagrosos de cura.

Algumas pessoas consideram a bexiga natatória da totoaba uma “droga sexual”, porque acredita-se que ajuda na fertilidade.

Outras alegações infundadas por qualquer evidência atribuem ao órgão benefícios medicinais incluem o poder de curar problemas circulatórios, artrite e doenças da pele.

Bexiga de totoaba foi apreendida pela alfândega de Hong Kong, o item vale mais do que ouro no mercado paralelo | Foto: National Geographic
Bexiga de totoaba foi apreendida pela alfândega de Hong Kong, o item vale mais do que ouro no mercado paralelo | Foto: National Geographic

Também é considerado uma iguaria na China e é consumido em sopa.

Existem restrições de pesca que foram adotadas no mar de Cortez para tentar proteger a vida marinha de métodos destrutivos de caça furtiva.

No entanto, eles são ignorados, apesar de serem aplicados pela marinha mexicana.

O documentário Sea of Shadows alega que alguns oficiais da marinha mexicana estão sendo pagos pela máfia para fechar os olhos à caça aos totoabas e ao comércio com os chineses.

O filme também mostra como uma equipe de especialistas tenta e falha em salvar uma vaquita, colocando-a em um compartimento marinho durante uma missão Vaquita CPR.

Os esforços da Sea Shepherd Conservation Society provam ser um pouco mais bem-sucedidos, pois usam drones para identificar pescadores ilegais e trabalham para remover as letais redes de emalhar subaquáticas.

As observações mais recentes de vaquitas no mar de Cortez foram de apenas seis das pequenas toninhas.

O diretor do comentário, Richard Ladkani, disse a plateia na estreia no Sea of Shadows em Londres: “Precisamos que as pessoas acordem e façam o que puderem para salvar essa espécie”.

“Novas políticas estão sendo colocadas em ação agora e novas leis estão sendo implementadas”.

Foto: Charlotte Edwards
Foto: Charlotte Edwards

“Siga e apoie, mostre às pessoas que você se importa”.

“Temos uma petição no Change.org também basta apenas pesquisar por vaquita”.

Ele acrescentou: “Todos vocês podem fazer a diferença para o planeta”.

“Esta é uma história simbólica para a vaquita, mas é apenas um símbolo. Isso está acontecendo agora no planeta”.

Ao ser questionado se a marinha mexicana estava fazendo o suficiente para ajudar nos esforços de conservação e derrubar a máfia no mar de Cortez, Ladkani revelou como ele enfrentou um vice-almirante sobre a situação, fora das câmeras.

Ele disse: “Tirei a câmera e ele disse: ‘essas pessoas sabem onde eles moram, essas pessoas sabem os nomes da minha filha, minha esposa, sabem tudo sobre nós’ ”.

“Se nós os ferirmos seriamente, se os derrubarmos pra valer, eles virão atrás de nós e nos matarão”.

“Não apenas eu, mas eles matam minha filha e minha esposa, e essa é a razão pela qual não estamos lutando contra eles”, concluiu ele.

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Notícias

Estudo revela que peixes sentem dor de forma similar aos mamíferos

A análise se baseou em observação em campo do comportamento e reflexo dos peixes feridos e foi realizada por pesquisadores da Universidade de Liverpool, em Londres


 

Foto: FLPA/Colin Marshall/RE/Shutterstock
Foto: FLPA/Colin Marshall/RE/Shutterstock

Um estudo de observação em campo recente revela que os peixes sentem dor de uma maneira “muito semelhante” aos seres humanos, hiperventilam e param de comer quando sofrem, de acordo com os autores da pesquisa.

A análise do comportamento dos peixes, da Universidade de Liverpool, apresenta evidências de que os peixes dourados feridos por anzóis pararam de se alimentar por três dias, passando fome.

Um tipo de peixe de água doce chamado perca, ao ter a boca ferida por um anzol, para de se alimentar com tanta frequência, sugerindo que sente dor fazê-lo.

Os peixes também foram vistos hiperventilando, agitando caudas feridas e esfregando partes de seus corpos machucadas quando são feridos.

Essas evidências levaram os especialistas a sugerir que os peixes tem mecanismo de dor que são demonstrados por comportamentos documentados.

A Dra. Lynne Sneddon, autora da revisão do Instituto de Biologia Integrativa da Universidade de Liverpool, disse ao Daily Mail: “Quando sujeitos a um evento potencialmente doloroso, os peixes mostram mudanças adversas no comportamento, como suspensão da alimentação e atividade reduzida, que são suspensas quando é fornecido um medicamento para alívio da dor”.

“Quando os lábios do peixe recebem um estímulo doloroso, eles esfregam a boca contra a lateral do tanque, da mesma forma que esfregamos o dedo do pé quando o machucamos”.

“Se aceitamos que os peixes experimentem dor, isso tem implicações importantes na forma como os tratamos. Deve-se tomar cuidado ao manusear peixes para evitar danos à pele sensível e esse é um fator a ser considerado na pesca, que já que não pode ser impedida ainda, deve ser mudada”.

Ainda segundo o estudo todos os animais são capazes de detectar quando são feridos, mostrando um “breve reflexo” de se afastarem do que está causando a lesão.

Mas sempre existiu um debate sobre se os peixes sentem dor ou não, porque, diferentemente das pessoas, eles têm um cérebro anterior mais simples e em uma camada única.

O teste para determinar se um animal sente dor é se eles mudam seu comportamento a longo prazo, a tomada de decisões após uma lesão e se os analgésicos podem corrigir isso.

Foto: FLPA/Colin Marshall/RE/Shutterstock
Foto: FLPA/Colin Marshall/RE/Shutterstock

A revisão, publicada na revista Philosophical Transactions da Royal Society B, descobriu que quando a temperatura da água está mais quente que o normal o peixe-zebra não nada mais tão longe, mas que esse comportamento alterado desaparece quando a aspirina ou a morfina é adicionada à água.

O peixe-zebra e a truta arco-íris mostram reações semelhantes.

Há também evidências de que os peixes têm os mesmos receptores para dor no sistema nervoso que os humanos e mostram padrões semelhantes de “disparo” em suas células nervosas em resposta a ele.

No entanto, uma revisão semelhante, feita em 2013 pela Universidade de Wyoming, concluiu que é improvável que os peixes sintam dor, pois eles não têm uma estrutura de múltiplas camadas no córtex do cérebro como os humanos.

Elisa Allen, diretora da ONG PETA, disse: “Qualquer pessoa que tenha visto peixes ofegando sem ar enquanto presos na rede de uma traineira, presos por um anzol ou se debatendo no convés de um barco, certamente reconhecerá que esses animais sentem medo, dor e angústia – assim como os humanos.

“Os peixes são inteligentes, têm personalidades únicas e valorizam suas próprias vidas. Quanto mais aprendemos sobre esses animais fascinantes, mais difícil é para os humanos justificarem enfiar um garfo neles”.

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