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Órfã, filhote de peixe-boi fêmea inicia reabilitação após resgate

Foto: Instituto Mamirauá/Divulgação

Um filhote de peixe-boi fêmea que foi resgatado após ser encontrado encalhado, na sexta-feira (17), na orla do Rio Amazonas, em Macapá (AP), iniciou seu processo de reabilitação, que pode durar até dois anos. Ao final do tratamento, o animal, que é órfão, retornará à natureza.

Ameaçado de extinção, o peixe-boi não consegue sobreviver sozinho na natureza durante a fase da infância. Por isso, os cuidados ofertados por pesquisadores, biólogos e veterinários do Bioparque e do Instituto Mamirauá são fundamentais.

Com cerca de um metro de comprimento e mais de 13 quilos, o peixe-boi foi submetido a análises física e clínica, com coleta de sangue para exames. Durante o atendimento veterinário, escoriações leves e uma lesão no olho direito foram identificadas.

O processo de reabilitação do animal é longo porque, segundo a oceanóloga Miriam Marmote, várias etapas precisam ser respeitadas, desde a estabilização da saúde até a readaptação do peixe-boi ao habitat.

Foto: Instituto Mamirauá/Divulgação

“Temos a estabilização do animal em termos de saúde passando por todo processo de amamentação, o desmame e a transição da mamadeira para uma dieta totalmente baseada em plantas aquáticas, seguido de um período de pré-soltura para readaptação ao ambiente natural e finalmente a soltura do animal no ambiente natural”, explicou, em entrevista ao G1.

Mantido em um berçário improvisado, o filhote está sendo alimentado cinco vezes ao dia por meio de uma mamadeira gigante. Ele recebe alimentos calóricos para não perder peso.

“O animal está bem. Ele já passou por avaliação clínica. Está recebendo uma dieta bastante calórica, visando evitar perda de peso nesse início da adaptação ao cativeiro. Coletamos também amostras de sangue para exames, e em breve teremos mais informações sobre o estado de saúde geral”, relatou o veterinário Luiz Sabioni.

Foto: Instituto Mamirauá/Divulgação

Ameaça de extinção

O peixe-boi está ameaçado de extinção, embora a espécie seja protegida por legislação desde 1967. Além disso, conforme explicou Danielle Lima, bióloga do instituto Mamirauá, o ecossistema desses animais tem sido destruído, o que também deixa o peixe-boi mais vulnerável.

“Tanto o peixe-boi marinho, quanto o peixe-boi amazônico são espécies ameaçadas de extinção e são protegidas por lei desde 1967. No passado, essas espécies foram muito caçadas, principalmente para o consumo e utilização do couro na indústria. Atualmente, o maior fator de ameaça é a destruição dos habitats naturais”, afirmou.

Foto: Instituto Mamirauá/Divulgação

O diretor do Bioparque da Amazônia, Richard Madureira, também pede que a população se atente aos animais e solicite resgate ao encontrá-los em área urbana, sem fazer qualquer tipo de contato com o peixe-boi.

“Qualquer pessoa não pode simplesmente pegar esse animal. Tem que ligar para Polícia Militar, Guarda Ambiental, Corpo de Bombeiros ou Ibama. Todos os órgãos que participam de uma rede de proteção e de cuidados ao animal silvestre, para que quando eles tomarem conhecimento possam se dirigir ao local”, concluiu.


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Golfinho e tartaruga são encontrados mortos no litoral de Alagoas

O corpo da tartaruga, da espécie verde, foi encontrado preso a uma rede de pesca


Um golfinho e uma tartaruga marinha foram encontrados mortos no litoral do estado de Alagoas na quinta-feira (5), segundo o Instituto Biota de Conservação.

Os corpos foram retirados das praias por uma equipe do Biota, que também resgatou outro golfinho, na última quarta-feira (4), também morto, em São Miguel dos Milagres (AL).

Reprodução/G1

Um filhote de peixe-boi sem vida, encontrado na Praia de Pajuçara, em Maceió, também teve seu corpo retirado do local pela equipe na quarta-feira.

O Biota informou ao G1 que o primeiro animal encontrado na quinta-feira foi o golfinho e que ele estava em estado de decomposição. O corpo foi localizado na Praia de Barreiras do Boqueirão, em Maragogi.

A tartaruga, da espécie Chelonia Mydas, conhecida popularmente como tartaruga-verde, estava na Praia do Gunga, em Roteiro. O corpo do animal marinho estava preso a uma rede de pesca.

O presidente do Biota, Bruno Stefanis, explicou que a praia do Gunga é a principal área de desovas de tartarugas no estado de Alagoas.


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Peixe-boi é amarrado e arrastado ao longo de uma estrada na Nigéria

No vídeo divulgado, gritos e berros do animal também podem ser ouvidos em segundo plano


Imagens divulgadas do vídeo na internet

Recentemente, imagens divulgadas na internet mostram um peixe-boi em perigo, amarrado e sendo arrastado por uma estrada de terra enquanto tenta escapar. O vídeo foi gravado na Nigéria e mostra pessoas puxando o animal com cordas, enquanto sua pele raspava o chão e o animal clamava por socorro.

Após as imagens se tornarem famosas na internet, o Ministério do Meio Ambiente da Nigéria, ordenou uma investigação completa sobre o vídeo, que foi divulgado em uma mídia social no dia 22/02, depois de ser capturado na região do Delta do Níger.

Embora seja ilegal caçar peixes-boi no país, os animais continuam sendo alvo, pois sua carne, óleo e órgãos são usados ​​na medicina tradicional do país.

Além do vídeo mostrar o animal se contorcendo quando sete pessoas o arrastam pela estrada principal de uma cidade, gritos e berros do animal também podem ser ouvidos em segundo plano.

Imagens divulgadas do vídeo na internet

A vice-ministra do Meio Ambiente da Nigéria, Sharon Ikeazor, condenou no dia 23/03,  a captura do peixe-boi e pediu que as autoridades o investiguem e resgatem o animal.

“Minha atenção foi atraída para um vídeo muito angustiante e desagradável de um peixe-boi capturado na região do Delta do Níger sendo arrastado por terra para um destino cruel ”, disse ela no Twitter.

E completou: “É triste que os peixes-boi continuem sendo um dos mamíferos aquáticos mais caçados”, disse ela, acrescentando que era necessária uma campanha de conscientização “para educar nosso povo a proteger o peixe-boi”.

A pobreza generalizada na região do Delta do Níger, apesar de décadas de riqueza em petróleo, provoca a caça de animais em extinção, além disso, vazamentos de petróleo no sul da Nigéria também danificaram o habitat natural de peixes-boi e outras espécies aquáticas.

De acordo com a Sociedade Conservadora de Vida Selvagem na Nigéria, a legislação que protege espécies ameaçadas de extinção raramente é aplicada pelas agências governamentais.

Confira as imagens dos maus-tratos ao peixe-boi:


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Peixe-boi Vitória é encontrada morta dias após ser reintroduzida em estuário

Vitória foi encontrada em 2015, no Rio Tinto, ainda com o cordão umbilical. Ela foi resgatada e submetida a um longo processo de reabilitação


A peixe-boi “Vitória” foi encontrada morta na quinta-feira (5) nas proximidades da Praia de Pavuna, na Paraíba. O animal, que completaria cinco anos neste mês, foi reintroduzida no estuário da Barra do Rio Mamanguape há pouco mais de uma semana.

Foto: Reprodução/Youtube

Vitória havia sido resgatada em 2015 no Rio Tinto e passou por reabilitação durante quatro anos. As informações são do portal G1.

O projeto Viva o Peixe-Boi Marinho (PVPBM) explicou que Vitória estava sob monitoramento do projeto e de uma equipe da Área de Proteção Ambiental (APA) da Barra do Rio Mamanguape por meio de um satélite. Nos primeiros dias, ela se alimentou bem, interagiu com outros animais da espécie e ganhou independência.

Na quarta-feira (4) à noite, porém, um colaborador de uma comunidade litorânea informou o projeto que havia um peixe-boi morto na região. Ao chegar no local, a equipe constatou que se tratava de Vitória. Um exame deve indicar a causa da morte.

Órfã, Vitória foi encontrada ainda com o cordão umbilical em 2015. Resgatada, ela foi levada para o  Centro de Reabilitação do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, na Ilha de Itamacará, em Pernambuco, e passou quatro anos em oceanários.

Em abril de 2019, a peixe-boi ficou em um recinto de readaptação em ambiente natural por sete meses na APA. No dia 24 de novembro, já apta para soltura, ela foi reintroduzida ao estuário.

Um curta-metragem que mostra a operação feita para devolver o animal à natureza foi lançado em novembro. O filme recebeu o nome de “Vitória” e tem 15 minutos de duração.


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Óleo atinge 14 unidades de conservação marinhas

A chegada do óleo as reservas aumenta o impacto negativo deste crime ambiental


O óleo que tem sido registrado no Nordeste desde setembro já atingiu 14 unidades de conservação marinhas entre o Maranhão e o Sergipe, segundo levantamento do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), órgão do Ministério do Meio Ambiente.

Marcos Rodrigues/Agência Sergipe Notícias

A chegada do óleo as reservas aumenta o impacto negativo deste crime ambiental. Animais estão sendo resgatados cobertos de óleo e pelo menos 20 deles já morreram. Os dados, no entanto, não subestimados, já que os peixes e outros animais que morrem em alto mar não são contabilizados.

As manchas de óleo já atingiram a Praia do Forte, na Bahia, colocando em risco a principal área de desova de tartarugas do país, e estão se aproximando de Abrolhos, arquipélago que detém o banco de corais de maior diversidade do Atlântico Sul.

“O impacto é presente em todos os ecossistemas. Desde o ambiente de superfície, onde está a mancha, mas aos poucos o óleo vai se depositando e chega aos bancos de gramas marinhos, que é alimento para o peixe-boi, por exemplo. Cobre corais. Nas marés altas, entra nos manguezais. É uma região toda conectada”, explica ao Estadão o biólogo especializado em oceanografia Clemente Coelho Jr, da Universidade de Pernambuco.

“Visualmente, vemos mais o impacto nas tartarugas, que sobem para respirar e acabam ficando oleadas. O problema é o que não estamos vendo”, complementa o pesquisador. “Uma vez incrustado em corais, bancos areníticos e rochosos, é praticamente impossível limpar”, afirma Coelho Jr.

Na Reserva Extrativista de Cururupu, no Maranhão, manchas de óleo já foram registradas. O óleo tem manguezais protegidos que formam um corredor ecológico de relevância mundial.

“Se o óleo chegar aos manguezais ficará praticamente inviável a retirada do produto, uma vez que o acesso é complexo”, explica Leonardo Soares, especialista em gerenciamento costeiro da Universidade Federal do Maranhão.

A reserva abriga tartarugas, golfinhos, peixes, ostras, crustáceos e peixes-boi – que são, inclusive, protegidos por um programa local e estão ameaçados de extinção.

A demora para conter a expansão do óleo foi questionada por Coelho Jr., da Universidade de Pernambuco (UPE).

“Existe o Plano Nacional de Contingência para Incidentes de Poluição por Óleo em Águas que não foi posto em prática. Ele prevê a criação de um gabinete de crise, o monitoramento, a identificação do óleo, a elaboração de modelos computacionais, com dados de circulação oceânica, das correntes, de informações meteorológicas, que mostram para onde vai a mancha. Era possível criar uma previsibilidade, mas nada disso foi feito”, diz.

Confira abaixo a lista de unidades de conservação afetadas pelo óleo:

Área de Proteção Ambiental (APA) Delta do Parnaíba (PI)

Reserva Extrativista (Resex) Delta do Parnaíba (PI)

Resex Cururupu (MA)

Parque Nacional (Parna) Lençóis Maranhenses (MA)

Resex Prainha do Canto Verde (CE)

Área de Proteção Ambiental (APA) Barra do Rio Mamanguape (PB)

Área de Relevante Interesse Ecológico (Arie) Manguezais da Foz do Rio Mamanguape (PB)

APA Costa dos Corais (PE)

Parna Jericoacoara (CE)

Resex Acaú-goiana (PB)

Resex Batoque (CE)

Resex Marinha Lagoa do Jequiá (AL)

APA Piaçabuçu (AL) – São Francisco

Reserva Biológica (Rebio) Santa Isabel (SE)


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Biólogos encontram óleo em santuário de peixes-boi após desaparecimento dos animais

Dados do Ibama indicam que o peixe-boi é o mamífero aquático mais ameaçado de extinção


Manchas de óleo foram encontradas em capim-agulha, principal alimento de peixes-boi, na Praia da Lama, em Cajueiro da Praia, no Piauí. A região, de onde os animais desapareceram, é considerada um santuário da espécie.

O material, encontrado por biólogos, foi coletado e entregue à Capitania dos Portos, que ficou responsável por enviá-lo para análise.

Foto: Pesca Solidária da Comissão Ilha Ativa

De acordo com a bióloga Liliana Souza, ainda não há indícios de que o óleo esteja relacionado ao desaparecimento dos peixes-boi.

“Essa diminuição da frequência de avistagem dos animais é algo que sempre acontece nesse período, devido à alta salinidade, ou outros fatores. Mas mesmo com essa diminuição ainda era possível observar animais em um ponto e não estamos conseguindo mais”, afirmou Liliana ao G1.

“Estamos verificando os bancos de alimentação, porque como encontramos capim-agulha associado ao óleo, é necessário intensificar isso, pois em alguns trechos não foi possível mergulhar devido à turbidez da água”, completou.

Dados do Ibama indicam que o peixe-boi é o mamífero aquático mais ameaçado de extinção e que a espécie já desapareceu do Espírito Santo, da Bahia e do Sergipe, sendo considerada “criticamente em perigo”.

A bióloga informou que foi relatada a existência de pontos de óleo em uma área de manguezal.

“A informação repassada pela comunidade agiliza as saídas de campo e possivelmente constatação da presença ou ausência desse material, assim como a busca pela solução do problema. As visitas continuarão para averiguação dos possíveis impactos causados pelo óleo”, explicou.

“Pedimos à população que continue atenta as tais manchas na praia, no mangue ou até mesmo em animais. Caso encontrem, evitar o contato direto e informar o mais rápido possível aos órgãos ambientais”, acrescentou.

Peixes-boi não foram encontrados mortos no Piauí até o momento. No entanto, duas tartarugas marinhas foram localizadas já sem vida no litoral do estado. Uma necrópsia feita pelo Instituto Tartarugas do Delta confirmou a presença de óleo nesses animais.

O óleo surgiu, segundo a Capitania dos Portos, na Praia do Arrombado, em Luís Correia, em 27 de setembro. Depois, foram afetadas também as praias Coqueiro, Itaqui, Peito de Moça, Porto da Lama e Atalaia, no município de Luís Correia; e Pedra do Sal, na cidade de Parnaíba.


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Dugongo resgatado morre de infecção causada por plástico marinho no estômago

Foto: Sirachai Arunrugstichai/AP
Foto: Sirachai Arunrugstichai/AP

Um dugongo do sexo feminino, órfã, chamada de Marium, se tornou uma estrela da internet depois de ter sido resgatada sozinha e desnutrida na Tailândia em abril, infelizmente ela faleceu em decorrência da infecção causada por plásticos em seu estômago.

Veterinários que cuidavam do dugongo na ilha de Koh Libong, na província de Trang, sul da Tailândia, disseram que uma infecção causada pela ingestão de plástico contribuiu para sua morte. Eles acrescentaram que a perda do animal, chamado de “o amor da nação” pelo departamento de recursos marinhos e costeiros da Tailândia (DMCR), deveria servir como um alerta sobre os efeitos dos resíduos de plástico na vida selvagem.

Dugongos – mamíferos marinhos que crescem até três metros de comprimento – são vulneráveis à extinção, acredita-se que apenas 250 indivíduos da espécie vivem atualmente em águas tailandesas. Uma equipe de cerca de 10 veterinários e 40 voluntários cuidaram de Marium em águas rasas de Koh Libong, depois de descobri-la sozinha e desnutrida na província de Krabi.

Com cerca de quatro meses de idade, Marium ficou famosa depois que fotos de seus veterinários abraçando-a foram postadas on-line e o DMCR montou câmeras para transmitir ao vivo o momento em que ela era amamentada com mamadeira. Na semana passada ela mostrou sinais de estresse e se recusou a se alimentar, depois de encontrar outro dugongo no oceano.

Plástico encontrado no estomago do Dugongo | Foto: Nantarika Chansue
Plástico encontrado no estomago do Dugongo | Foto: Nantarika Chansue

Na quarta-feira, Marium foi transferida para um tanque-viveiro para um monitoramento mais próximo, mas morreu cedo, na manhã de sábado. Veterinários disseram que o animal mostrou sinais de choque, e que a autópsia revelou que pequenos pedaços de plástico tinham entupido e inflamado seus intestinos, causando a infecção fatal.

Eles encontraram também alguns hematomas no corpo de Marium, que, segundo eles, podem ter sido causados por um ataque de outro dugongo

“Todo mundo está triste com essa perda”, disse Nantarika Chansue, diretora da unidade de medicina animal da Universidade de Chulalongkorn, em Bangcoc. “A coisa que precisa ser resolvida, se vamos preservar animais marinhos raros, é preciso proteger o meio ambiente tanto para pessoas como para animais“.

Um segundo dugongo órfão, que é mais novo que Marium e foi encontrado em junho perto do local de resgate original de Marium, está sendo cuidado no Centro de Biologia Marinha da ilha de Phuket. Veterinários estavam considerando mover o animal, um macho chamado de Jamil, para Koh Libong, quando ele estivesse forte o suficiente para lidar com as condições do oceano. Eles esperavam que Marium e Jamil fossem liberados sozinhos no mar quando tivessem 18 meses, a idade em que os dugongos deixam suas mães em estado selvagem.

Falando no mês passado, Chansue disse: “Todo mundo se apaixonou por esses dois bebês.”

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Peixe-boi Paty se prepara para retornar à natureza

Por David Arioch

A fêmea com quatro anos e nove meses foi levada, entre os dias 29 e 30 de julho, para o cativeiro de aclimatação em Porto de Pedras, em Alagoas (Foto: Michelly Gadelha)

De acordo com informações do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), o peixe-boi Paty está se preparando para voltar para casa. A fêmea com quatro anos e nove meses foi levada, entre os dias 29 e 30 de julho, para o cativeiro de aclimatação em Porto de Pedras, em Alagoas, na Área de Proteção Ambiental Costa dos Corais.

Lá, ela será preparada para a soltura, devendo se adaptar às variações das marés, interagir com outros animais do manguezal e receber alimentação natural. Paty é o primeiro encalhe de filhote vivo de peixe-boi em Alagoas, ocorrido em outubro de 2014, na praia de Pratagy em Maceió. Durante os anos de permanência no cativeiro, o animal se desenvolveu bem e hoje tem 2,48 metros de comprimento, pesando 317 quilos.

Na época, o peixe-boi foi resgatado pelo Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Mamíferos Aquáticos (CMA) e pelo Instituto Biota de Conservação, e foi transportado para o Centro de Reabilitação de Animais Silvestres – CRAS/ICMBio em Itamaracá (PE). As equipes ainda tentaram encontrar a mãe do filhote recém-nascido, mas ela não foi localizada.

Segundo a coordenadora-substituta do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação da Biodiversidade Marinha do Nordeste (Cepene) e responsável pelas ações de conservação do peixe-boi marinho, Iara Sommer, é uma fêmea com comportamento bastante sociável com as outras fêmeas, contudo, mantém uma postura arisca quando se sente ameaçada, demonstrando que, apesar do tempo em cativeiro, apresenta características positivas para um animal que em breve será reintroduzido.

O transporte do peixe-boi Paty da base avançada do Cepene até o cativeiro natural em Porto de Pedras, na APA Costa dos Corais, foi realizado por via terrestre utilizando um caminhão munck, em uma piscina forrada com colchões umedecidos. A ação teve início na segunda às 23h30, com a retirada do animal do recinto, estabilização na piscina e formação do comboio com seis veículos, incluindo dois batedores e o caminhão.

O trajeto durou mais de cinco horas e durante todo o período o animal teve sua temperatura, frequência cardíaca e comportamento monitorados por uma equipe composta pela veterinária Michelly Gadelha, biólogos e tratadores.


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Jornalismo cultural, Notícias

Filhote de peixe-boi é resgatado na Flona de Caxiuanã (PA)

Por David Arioch

O peixe-boi foi encontrado este mês pelos moradores da comunidade Itaperú, no Rio Anapú (Foto: ICMBio)

Servidores da Floresta Nacional de Caxiuanã (PA) resgataram um filhote de peixe-boi-da-Amazônia (Trichechus inunguis). O animal é um macho de aproximadamente um mês de idade, pesa seis quilos e foi batizado de Itaperúzinho, em homenagem à comunidade ribeirinha onde o localizaram.

O peixe-boi foi encontrado este mês pelos moradores da comunidade Itaperú, no Rio Anapú, se debatendo às margens do rio, e, segundo os moradores, não estava junto da mãe. Os moradores resgataram o animal e entraram em contato com a chefia da Flona de Caxiuanã. Foi acionado então um plano de resgate do mamífero, já que devido ao pouco tempo de idade e a identificação de ferimentos, havia risco de morte.

Itaperúzinho foi colocado num tanque improvisado e transportado até o município de Portel, com apoio da Coordenação Regional do ICMBio de Belém, que disponibilizou um veterinário especializado para prestar as orientações sobre os cuidados preliminares a serem adotados. Depois o mamífero foi transportado para Santarém, onde existe um centro de reabilitação e reintrodução da espécie à natureza.

Este é o segundo resgate de peixe-boi da Amazônia na Flona de Caxiuanã. Em 2016, foi resgatada na Vila do Brabo, na comunidade Santo Antônio, uma fêmea chamada Kaluanã. Ela também recebeu os cuidados iniciais da equipe da Flona e posteriormente foi auxiliada pelo Grupo de Mamíferos Aquáticos da Amazônia (GEMAM) e veterinários do grupo Bioma, pertencente à Universidade Federal do Pará (UFPA).

Kaluanã foi transferida para o zoológico da Unama, em Santarém, para receber os cuidados necessários para sua reabilitação e devolução ao seu habitat.

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Filhote de peixe-boi é encontrado preso à rede de pesca no interior do AM

Um filhote de peixe-boi foi encontrado nesta sexta-feira (19) no município de Silves, a 206 km de Manaus (AM). As pessoas que o encontraram acionaram as autoridades.

Foto: Divulgação/Corpo de Bombeiros

O Corpo de Bombeiros informou que o filhote foi encontrado em uma rede de pesca. Bombeiros lotados no município de Itacoatiara, a 270 km de Manaus, realizaram o resgate.

O animal foi levado em seguida para o quartel dos Bombeiros, onde foi entregue à Polícia Ambiental.

O filhote foi encaminhado para o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), na Zona Centro-Sul da capital amazonense.

Fonte: G1

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Filhote de peixe-boi é resgatado por agentes ambientais no Pará

Um filhote de peixe-boi com pouco mais de um mês de vida foi encontrado sozinho por moradores da comunidade Maria Tereza, em Óbidos, no Pará.

Foto: Ascom Prefeitura de Óbidos/Divulgação

O animal foi resgatado por agentes ambientais na terça-feira (2) após os moradores acionarem a Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Sema). Para levar o filhote em segurança até a sede da secretaria, uma operação foi montada. As informações são do portal G1.

A equipe que fez o resgate afirmou que o peixe-boi está sendo alimentado e recebendo os primeiros cuidados. Ele ficará aproximadamente seis meses sob os cuidados da Sema, por ser um filhote. Depois, será devolvido à natureza.

O animal marinho deve ser levado para um sítio. O local adequado para a transferência dele ainda está sendo avaliado pela Secretaria.

O peixe-boi amazônico mede entre 2,8 a 3,0 metros de pesa até 450 quilos. Dócil e com movimentos lentos, o animal é vulnerável e corre risco de extinção. Apesar da espécie ser protegida desde 1967, esse animal ainda é vítima da caça. Além disso, a morte acidental em redes de pesca, o encalhe de filhotes órfãos e a degradação ambiental também oferecem riscos à sobrevivência do peixe-boi.

Ele tem o corpo escuro, com uma mancha esbranquiçada ou rosada no peito. Ao contrário do peixe-boi-marinho e do peixe-boi-africano, esse animal não tem unhas nas nadadeiras peitorais e é o único a viver exclusivamente em água doce.

O peixe-boi-da-amazônia é herbívoro e se alimenta de capins flutuantes, tendo papel fundamental na cadeia alimentar e no ecossistema aquático onde vive, já que ele controla o crescimento dessas plantas e também fertiliza o solo das águas com suas fezes e urina, contribuindo para a manutenção do ambiente.

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Filhote de peixe-boi encalha duas vezes no litoral do Piauí

Filhote de peixe-boi foi resgatado e será levado para Centro de Recuperação. — Foto: Reprodução/ICMbio

Um filhote de peixe-boi marinho encalhou duas vezes na última terça-feira (6) na praia do Coqueiro, em Luís Correia, litoral do Piauí. Na primeira vez, turistas tentaram levar o animal para perto dos pais, mas ele voltou para a areia e foi resgatado por biólogos do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

O chef de cozinha Fernando Araújo tentou a primeira reintrodução do animal ao seu habitat. “Vi a movimentação de turistas, troquei de roupa e entrei na água. Toda vez que a gente colocava na água, ele voltava, aí eu nadei cerca de 20 metros e deixei ele perto da mãe e do pai dele”, contou.

Segundo Heleno Francisco, coordenador da Base Peixe-Boi, localizada em Cajueiro da Praia, essa foi a ação mais correta. “É a atitude perfeita. Se ele não estiver doente ou machucado, o ideal é deixar ele perto dos pais, porque esse animal é amamentado até os dois anos”, explicou.

Contudo, horas depois, o filhote voltou a encalhar. A situação não é comum, o que deixa os especialistas em alerta porque o animal pode estar doente. Devido ao encalhe recorrente, o filhote foi resgatado e passará por um processo de biometria.

“Vamos medir, pesar, coletar fezes, sangue, pele, será um processo laboratorial para obter dados sobre a saúde, saber por que ele está encalhando. Depois ele irá para um centro de recuperação, onde será amamentado em cativeiro até poder voltar ao habitat natural”, disse o coordenador.

Ameaçados de extinção

O último encalhe de peixe-boi no litoral piauiense aconteceu em julho deste ano, mas o animal já estava morto. Antes disso, o último caso havia sido registrado em 2012. A maior preocupação dos especialistas se dá porque o animal está ameaçado de extinção.

“A gente precisa entender por que estão acontecendo esses encalhes, que antes não aconteciam. Pode ser o lixo jogado na praia, a interação com a pesca de arraste, ou ter contraído alguma doença”, disse a bióloga Liliana Sousa, coordenadora do Projeto Pesca Solidária, que luta pela proteção dos peixes-boi do Piauí.

Fonte: G1

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