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Cidades pernambucanas proíbem passeio com animais por conta da pandemia

Pixabay/icsilviu

Para evitar o contato entre pessoas na rua, cidades pernambucanas proibiram passeios com animais. O objetivo é conter o avanço do coronavírus. A medida passa a valer neste sábado (16) em Recife, Olinda, Jaboatão dos Guararapes, Camaragibe e São Lourenço da Mata.

Os passeios estão proibidos inclusive nos entornos das residências, obrigando tutores a recorrer a brincadeiras dentro de casa para gastar a energia dos animais. As casas de ração e clínicas veterinárias, que prestam serviço essencial aos animais, continuarão funcionando, segundo a Secretaria de Defesa Social (SDS).

A médica veterinária Ana Carolina Leite lembrou, em entrevista ao portal Folha PE, que é preciso ter paciência neste período.

“É uma mudança radical. A gente passa a vida ensinando aos animais que não podem fazer xixi e cocô dentro de casa e agora teremos que ensinar o contrário. Mas, com paciência, eles entenderão que agora podem e que será necessário. Devemos ter calma ao apresentar a nova situação para eles”, afirmou.

Caso, após um tempo, o animal não se adapte, é necessário se manter atento a sua saúde. “O que pode acontecer é que, passados 2 ou 3 dias sem que o animal consiga fazer as necessidades fisiológicas, haja uma constipação, que pode causar danos e um risco maior de doenças no trato digestivo e urinário do animal”, disse. Neste caso, o indicado é recorrer a um veterinário.

Alterações comportamentais também podem surgiu por conta da mudança de rotina. No entanto, há maneiras de contorná-las e até preveni-las.

É recomendado que o tutor se dedique mais ao animal, envolvendo-o em brincadeiras e presenteando-o com brinquedos novos. Para quem vive em apartamentos ou casas sem quintal, a veterinária orienta que seja escolhido e apresentado ao animal um novo ambiente da residência para ele fazer suas necessidades.

É interessante também retirar a coleira do campo de visão do animal, já que ao vê-la ele irá associá-la ao passeio. Para auxiliar na limpeza, jornais e tapetes higiênicos podem ser usados.

Cães e gatos não transmitem coronavírus

Um documento elaborado por 13 pesquisadores e endossado por mais de 60 cientistas reforça: cachorros e gatos não contraem nem transmitem o coronavírus que está adoecendo humanos em todo o mundo.

Os pesquisadores pertencem ao Laboratório de Etologia Canina (Leca) da Universidade Federal de São Paulo (Unifesf) e são de diversas áreas, como biologia, medicina veterinária e zoonoses. O documento foi divulgado na plataforma Research Gate e elaborado pelos especialistas elaborado a partir do conhecimento pré-existente sobre zoonoses e de uma revisão de estudos sobre a relação entre a Covid e os animais domésticos, considerando as metologias aplicadas. Saiba mais clicando aqui.

O posicionamento de que os animais domésticos não transmitem a doença é reforçado por instituições conceituadas, como a Associação Mundial de Veterinários de Pequenos Animais  e a Organização Mundial da Saúde (OMS).

 


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Cães são capturados de forma agressiva por agentes da Prefeitura de Cabrobó (PE)

Reprodução/Vídeo/Instagram/Goretti Queiroz

Funcionários da Prefeitura de Cabrobó, em Pernambuco, foram filmados submetendo cães abandonados a maus-tratos ao capturá-los de maneira agressiva. As imagens chegaram até a vereadora do Recife Goretti Queiroz (PSB), que encaminhou um ofício ao Ministério Público de Pernambuco (MPPE), nesta terça-feira (5), solicitando que providências sejam tomadas. O MPPE ainda não se posicionou.

O vídeo (veja abaixo) foi divulgado nas redes sociais. Nele, é possível ver um cachorro sendo capturado pelos agentes com agressividade e jogado feito lixo dentro de um automóvel.

Queiroz reforçou que a prática de maus-tratos está evidente. “As imagens são chocantes. Os animais sendo tratados como lixo. Não consegui nem assistir o vídeo todo. É importante lembrar que cometer qualquer ato de maus-tratos nos animais é crime. Estamos protegidos pela Lei n° 9.605, artigo 32, que nos garante isso. Atualmente, a pena prevista na lei é de três meses a um ano de detenção, além de multa, mas estamos brigando no Senado Federal para que a pena seja maior e garanta a prisão de quem cometer qualquer tipo de crueldade com um animal”, disse.

Apesar de ser vereadora no Recife, a parlamentar decidiu agir para defender os animais por conta de seu ativismo em prol deles. Há mais de 10 anos Goretti faz parte da causa animal.

“É inadmissível que esse tipo de captura a animais ainda ocorra. Costumo falar que a causa animal não tem fronteira, sou vereadora do Recife, mas não poderia ver isso e não fazer alguma coisa. Por isso, encaminhei o ofício ao MPPE solicitando máxima urgência nos esclarecimentos sobre o caso. Quero saber qual é a razão da captura dos animais, qual o método aplicado e, principalmente, qual a habilitação que esses profissionais têm para lidar com os animais”, informou.

A vereadora solicitou ainda que seja informado o local para onde os animais foram levados.

“Quero saber quais as condições sanitárias do local, se esses animais estão sendo alimentados, quem são os profissionais que estão à frente da ação e se há laudos dos médicos veterinários informando sobre a condição da chegada e saída desses animais”, explicou.

Confira o vídeo abaixo. As imagens podem ser fortes para pessoas mais sensíveis.


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Voluntários alimentam animais abandonados durante pandemia em PE

Foto: Tammy Casagrande/Acervo Pessoal

Voluntários estão alimentando animais abandonados durante a pandemia de Covid-19 em Fernando de Noronha, em Pernambuco.

Com a chegada do vírus, aumentou o número de animais abandonados por conta da crise gerada pela pandemia e também devido a notícias falsas que levaram a população a crer que cães e gatos podem transmitir a doença. No entanto, especialistas e instituições renomadas, como a Organização Mundial da Saúde (OMS), já alertaram que os animais não são transmissores do vírus. Nenhum caso de transmissão de cães ou gatos para humanos foi registrada em todo o mundo.

Além do fato de que os abandonos, em muitos casos, estão sendo motivados por notícias falsas, os responsáveis por esses atos estão cometendo um crime previsto em lei.

Para tentar minimizar o sofrimento desses animais, o grupo de voluntários tem agido em Noronha. Cerca de 100 cachorros e gatos estão sendo alimentados. De acordo com o grupo, metade deles foram abandonados por pessoas que deixaram a ilha.

Segundo a terapeuta corporal Tammy Casagrande, muitos dos animais eram tutelados por pessoas que trabalhavam com turismo e saíram de Noronha após serem demitidos.

“Nós começamos uma luta para arrumar lar temporário para esses animais. Quando somamos animais abandonados, os que já estavam nas ruas e ainda aqueles de pessoas que perderam a renda, chegamos a cem animais identificados até agora”, disse ao G1.

Foto: Tammy Casagrande/Acervo Pessoal

Comovida com o sofrimento dos cães e gatos, Tammy criou o projeto Pet Noronha com a ajuda de amigos. Com o apoio de um empresário e de moradores da ilha, 600 quilos de ração foram comprados.

“Compramos ração a preço de fábrica, conseguimos a isenção do frete em uma embarcação e fizemos a doação. No sábado (25), vamos enviar mais meia toneladas de alimento”, explicou a administradora de empresas, Andresa Medeiros, que integra o projeto.

Segundo ela, cuidar dos animais contribui para a preservação ambiental da ilha. “Isso ajuda no equilíbrio do meio ambiente. Os animais alimentados não vão caçar espécies nativas, como a mabuya, uma lagartixa endêmica, que só existe na ilha, e também as aves”, finalizou.


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Prestes a se afogar, capivara é resgatada do mar em Olinda (PE)

Fotos: Divulgação CIPOMA

Uma capivara foi resgatada na quinta-feira (16) após quase se afogar no mar em Olinda, no estado de Pernambuco.

Moradores da região de Casa Caiada viram o animal no mar e acionaram a Companhia Independente de Policiamento de Meio Ambiente (Cipoma), que realizou o resgate com a ajuda do Corpo de Bombeiros.

Após ser retirada da água, a capivara foi encaminhada à sede do Centro de Triagem de Animais Silvestres de Pernambuco (Cetas Tangara), unidade da Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH).

O Major Coelho, da Cipoma, explicou que o resgate levou cerca de duas horas e que o animal estava bastante assustado. Diante da agitação da capivara, a equipe foi bastante cautelosa para não feri-la.

“Recebemos ligação de várias pessoas, informando sobre o animal no mar e nos pedindo para fazer o socorro”, comentou o Major, em entrevista do Diário de Pernambuco.

Bastante assustada, a capivara chegou ao Cetas Tangara com ferimentos leves, segundo o coordenador do órgão, Yuri Valença, a capivara chegou ao Cetas com ferimentos leves e muito assustada.

“Recebeu os primeiros socorros e está sob observação. Logo que estiver bem, nós a devolveremos para a natureza. Um local próximo a um rio, que é onde as capivaras gostam de habitar”, explicou Valença.


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Pesquisadores dos EUA estudam impacto das mudanças climáticas nas tartarugas-verdes

O estudo monitora machos e fêmeas, além de ninhos, de tartarugas que vivem em Fernando de Noronha, em Pernambuco


Pesquisadores da Universidade Estadual da Flórida, nos Estados Unidos, estão estudando os impactos das mudanças climáticas nas tartarugas-verdes, que se reproduzem em Fernando de Noronha (PE).

Foto: Cleverson Souza/Tapyoca (Divulgação)

Pesquisas indicam que quanto maior a temperatura da areia, mais fêmeas nascem. As informações são do portal G1.

Desenvolvido em parceria com a Fundação Pró-Tartarugas Marinhas (Tamar), o estudo foi financiado pela National Science Foundation (NSF). Os dados estão sendo coletados na ilha pelo biólogo brasileiro Armando Barsante, que durante 18 anos trabalhou no Tamar e atualmente é estudante de doutorado da universidade norte-americana.

“Pouco se sabe sobre o comportamento das tartarugas macho no mundo. Essa é uma pesquisa inédita. Vamos investigar a paternidade das tartarugas e quantos machos contribuem em um mesmo ninho, entre outras informações”, disse Barsante.

De acordo com ele, as fêmeas são mais acessíveis porque precisam sair da água para desovar. Já os machos, quase não saem do mar, o que dificulta a realização de análises sobre seu comportamento. Em alguns locais do mundo, a proporção é de quatro fêmeas para cada macho.

“Em 28 graus [de temperatura], metade da ninhada seria macho e a outra metade, fêmea. À medida que esquenta a temperatura, gradativamente, mais fêmeas serão produzidas. Caso se chegue a 32 graus, só nascerão fêmeas”, observou o pesquisador.

Em 23 de dezembro de 2019, um macho passou a ser monitorado através de um transmissor que emite sinais de satélite. Júlio Grande, como passou a ser chamado, ficou em Noronha até 8 de janeiro, quando deu início à migração. Percorrendo mais de mil quilômetros, o animal já passou pelo Rio Grande do Norte e chegou ao Ceará.

Foto: Paulo Lara/Projeto Tamar

Os pesquisadores pretendem monitorar outras oito tartarugas do sexo masculino, através dos transmissores, em 2020 e outras oito em 2021.

O estudo, porém, não avaliará apenas os machos, mas também as fêmeas e os ninhos. “Como a tartaruga faz várias desovas, pode ser que uma ninhada tenha mais fêmeas e outra tenha mais machos. Concentramos o estudo na Praia do Leão, onde há maior quantidade de ninhos”, contou Armando.

Dispositivos que medem a temperatura da areia por hora foram colocados nos ninhos em Fernando de Noronha. “Ainda não tivemos nascimentos no primeiro ninho onde colocamos o equipamento. A previsão é 4 de fevereiro. A desova completa 45 dias em 2 de fevereiro. Vamos resgatar o dispositivo e identificar a temperatura, acreditamos que será mais de 28 graus”, informou.

Foto: Paulo Lara/Projeto Tamar

Amostras de tecido das fêmeas também estão sendo colhidas pelo biólogo. Trinta e duas amostras de filhotes para estudo de DNA serão retiradas de cada ninho e será possível identificar os pais das tartarugas.

“Com o estudo genético, nós temos 99% de chance de saber qual indivíduo é o pai. Vamos identificar se existem ninhos de fêmeas diferentes com o mesmo macho como pai dos filhotes”, explicou.

A coleta de dados do estudo, iniciado em dezembro de 2019, irá durar três anos e a pesquisa deve ser concluída em cinco anos. No dia 2 de fevereiro, uma pesquisadora norte-americana irá participar da coleta de campo na ilha.


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Câmara Municipal do Recife (PE) aprova voto de aplauso à ANDA

O voto de aplauso, que reconhece o pioneirismo da ANDA no jornalismo animalista, foi proposto pela vereadora e ativista pelos direitos animais Goretti Queiroz


A Câmara Municipal do Recife, em Pernambuco, aprovou um voto de aplauso à Agência de Notícias de Direitos Animais (ANDA) pelos serviços prestados à sociedade por meio de um trabalho de conscientização sobre direitos animais e preservação do meio ambiente.

Divulgação

O voto de aplauso foi proposto pela vereadora Goretti Queiroz (PSC), que é jornalista, ativista pelos direitos animais e presidente do Movimento de Defesa Animal de Pernambuco e do Projeto SOS Cavalos.

Na justificativa apresentada pela vereadora para solicitar o aplauso à ANDA, Goretti lembrou que a agência, criada em 2008, é pioneira no jornalismo animalista e “motiva toda a mídia no sentido de abrir cada vez mais espaço para notícias que envolvam os animais, sejam casos de maus-tratos ou inspiradores”.

“A ANDA é abolicionista porque entende que o nosso planeta não pertence aos humanos, mas sim a todas as espécies que nele habitam, com igual direito a uma vida livre”, escreveu.

A parlamentar reforçou ainda que a ANDA “foi a primeira a divulgar e produzir 100% de conteúdo em defesa dos direitos animais, abordando todo tipo de exploração, inclusive a da indústria alimentícia” e citou convites feitos à agência, por conta do trabalho sério que realiza, para participar de eventos internacionais “como a Animal Rights National Conference (Conferência Nacional de Direitos Animais), em Luxemburgo, e o Animal Rights Academy, no Canadá”.

A presidente da ANDA, Silvana Andrade, agradeceu o reconhecimento e apoio à agência e parabenizou a vereadora por sua luta em prol dos animais.

Nota da Redação: a ANDA agradece à iniciativa da vereadora Goretti Queiroz e à contribuição dos demais parlamentares que garantiu à agência de notícias um reconhecimento pelo árduo trabalho realizado há anos com carinho e dedicação. A aprovação do voto de aplauso nos serve de estímulo para continuar lutando pelos animais e pelo meio ambiente.


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Jornalismo cultural, Notícias

Vozes em Luto Nordeste realiza ato contra envenenamento de animais no Recife

Por David Arioch

Reprodução | Facebook

No último sábado (24), o Movimento Vozes em Luto Nordeste realizou uma manifestação contra o envenenamento de animais no bairro Areias, no Recife (PE). De acordo com os ativistas, o 4º Ato Abandono é Violência! foi organizado de forma emergencial após inúmeras denúncias de crueldade contra animais no Conjunto Residencial Ignês Andreazza.

Reprodução | Facebook

Além dos membros do Vozes em Luto Nordeste, a iniciativa contou com a participação de mais de 70 moradores. Durante o ato, foram exibidas faixas e cartazes, além da distribuição de panfletos informando sobre o impacto do abandono animal.

Reprodução | Facebook

“Também explicamos por meio de um megafone que envenenar animais é crime de maus-tratos, tipificado no Artigo 32 da Lei de Crimes Ambientais (9.605/98). Durante a marcha nas ruas do residencial, pedimos aos moradores que ao presenciar alguma prática de crime de maus-tratos, procurem, munidos de provas, órgão competente para que sejam tomadas as medidas criminais cabíveis”, informa o movimento.

E acrescenta: “Além de envenenamento, infelizmente outros tipos de violência contra os animais também são comuns no conjunto.” Em homenagem aos animais mortos no Ignês Andreazza, os participantes da manifestação realizaram um funeral simbólico, com entrega de flores e leitura de um poema representando um animalzinho agradecendo por ter sido resgatado.

Saiba Mais

Construído há mais de 30 anos, o Ignês Andreazza é o maior conjunto habitacional da América Latina, com 2.464 apartamentos divididos em 23 blocos, 176 prédios e mais de 14 mil moradores.

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Intenção de Bolsonaro de rever taxa para visitar Fernando de Noronha (PE) ameaça o meio ambiente

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) afirmou que vai rever uma taxa ambiental cobrada para visitar o Parque Nacional Marinho, do qual fazem parte algumas das praias mais famosas de Fernando de Noronha (PE), como a do Sancho e a Baía dos Porcos. A declaração do presidente expõe mais uma ação de desmonte das políticas de proteção ambiental promovida pelo governo. Atualmente, os turistas brasileiros pagam R$ 106 para visitar o local e os estrangeiros desembolsam R$ 212 – valores válidos por dez dias.

Morro dos Dois Irmãos, em Fernando de Noronha (Foto: Fábio Seixo / Agência O Globo)

O parque é administrado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), do Ministério do Meio Ambiente, e a taxa cobrada para visitação, além do controle rígido do número de visitantes, para que não exceda o permitido, são ações importantes para garantir a manutenção do local e proteger a fauna e a flora. Além dessa cobrança, para entrar em Fernando de Noronha o turista também paga a Taxa de Preservação Ambiental (TPA), cobrada e arrecadada pelo Governo Estadual de Pernambuco. O valor, usado para administrar a ilha, varia de acordo com a quantidade de dias que o visitante permanece em Noronha e começa em R$ 73,52, segundo informações do jornal O Globo.

Ao criticar a taxa, Bolsonaro afirmou que o valor dela “explica porque quase inexiste turismo no Brasil”. Os dados divulgados pelo portal oficial do Ministério do Turismo, no entanto, desmentem o presidente. Isso porque, em 2018, os turistas gastaram US$ 5,9 milhões em viagens pelo Brasil.

“Isso é um roubo praticado pelo GOVERNO FEDERAL (o meu Governo). Vamos rever isso”, escreveu o presidente ao criticar a taxa instituída em 2012 por uma portaria do Ministério do Meio Ambiente.

Projeto Tamar presta atendimento à tartaruga (Foto: Eduardo Vessoni)

Não satisfeito em atacar a medida que visa a proteção do parque, Bolsonaro ainda pediu que a população “denuncie práticas porventura semelhantes em outros locais”, deixando claro que pretende estender o desmonte das políticas ambientais para outras regiões.

O ICMBio e o Ibama foram procurados para comentar a declaração de Bolsonaro, mas não se posicionaram e deram a orientação de que o Ministério do Meio Ambiente fosse consultado. A pasta, por sua vez, não respondeu ao questionamento até a publicação da reportagem. O governo de Pernambuco disse que não se pronunciaria.

Santuário para espécies ameaçadas

Reconhecido e tombado, em 2001, pela UNESCO como Patrimônio Natural Mundial da Humanidade, o Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha (PARNAMAR-FN) foi criado em 14 de setembro de 1988 para proteger os animais, os ecossistemas e os demais recursos naturais da região.

Piscina natural na Trilha dos Abreus (Foto: Eduardo Vessoni)

A área, segundo o parque, é considerada uma das mais importantes para a reprodução de aves marinhas do Atlântico e funciona como “um refúgio perfeito para diversos grupos ameaçados de extinção, como cetáceos (baleias), tartarugas, ouriço-satélite, coral-de-fogo e tubarão-limão”.

O parque abriga aproximadamente 230 espécies de peixes e 15 de corais. Também vivem no local golfinhos-rotadores e várias espécies de tubarões e raias.

Suspensão de taxa compromete parque

Ambientalistas denunciam que a suspensão da taxa cobrada para que visitantes acessem o parque comprometeria ainda mais a já insuficiente infraestrutura do local.

De acordo com o professor do Instituto Oceanográfico da USP e responsável pela Cátedra Unesco para Sustentabilidade dos Oceanos, Alexander Turra, o fim da taxa tem caráter populista e pode afetar o meio ambiente de maneira negativa.

“Se há uma taxa de turismo e limitação de acesso de pessoas, é porque esse instrumento de gestão está adequado e dimensionado de acordo com a capacidade de esgoto, de água do local. Sem isso, há risco para o meio ambiente”, disse Turra, em entrevista ao jornal O Globo. “O que compromete o turismo no Brasil não são as taxas, cujas cobranças são feitas em poucos parques. O problema do turismo é a falta de estrutura, saneamento, coleta do lixo, que é o que faz com que as praias percam qualidade e se tornem impróprias”, completou.

Trilha do Piquinho, localizada na ilha de Fernando de Noronha (Foto: Eduardo Vessoni)

Além de prejudicar o parque, a declaração do presidente contraria uma política do próprio Ministério do Meio Ambiente, conforme explicou a diretora Executiva da Rede Nacional Pró Unidades de Conservação, Angela Kuczach. Isso porque a pasta defende concessões para administração de parques e o ministro Ricardo Salles anunciou, inclusive, que pretende fazer 20 novas concessões até o final de 2019.

“Quando Bolsonaro fala do acesso à Praia do Sancho, está falando do valor pago para chegar naquelas áreas através do serviço prestado por uma concessionária, que é exatamente a agenda que o Ministério do Meio Ambiente vem defendendo”, disse. “Ainda sobre as concessionárias, o valor é este porque foi feito um estudo de viabilidade econômica para determinar que aquela área poderia ser concessionada, foi aberto um edital. Não é algo que saiu da cabeça de alguém. Teve todo um processo que ele parece desconhecer”, acrescentou.

Pousadeiros são contra extinção da taxa

A Associação dos Pousadeiros de Fernando de Noronha criticou a decisão de Jair Bolsonaro de rever a taxa cobrada para acessar o Parque Nacional Marinho e se posicionou contra a declaração do presidente de que “quase inexiste turismo no Brasil”.

Pousada com vista para a Baía do Sueste (Foto: Eduardo Vessoni)

“Não dá pra encher a ilha de visitantes como quer o presidente. Precisamos alertar que é necessário controlar o número de pessoas”, disse Ivan Costa, presidente da Associação dos Pousadeiros, em entrevista à revista Época. “Somos contra cobrar mais caro dos estrangeiros. Deveria ser o mesmo valor para todos. Mas o ingresso garante que a manutenção do parque seja realizada por uma concessionária que cuida, por exemplo, dos acessos às praias”, completou.

O empresário José Maria Coelho, de 63 anos, explicou ainda que o aumento do número de turistas na ilha esbarra também na infraestrutura local.

“Sabe qual é o principal problema de Noronha? É a água. Obtemos por meio de poços artesianos ou pelo processo de dessalinização. É uma capacidade limitada que não daria conta de um aumento repentino do número de pessoas na ilha”, afirmou Coelho.

Morro Dois Irmãos (Foto: Eduardo Vessoni)

De acordo com o empresário, o fornecimento de energia elétrica é outra vulnerabilidade da ilha que impede o aumento do número de visitantes no local. “Quase 95% da energia vem de uma termelétrica existente em Noronha. Um aumento do consumo de energia também precisa ser levado em consideração se a ideia for aumentar a presença de turistas”, disse.

“O governo tem todo o direito de revisar os valores. Não acho que o cancelamento seria a solução ideal. Mas, com taxa ou sem taxa, é preciso ter um controle e dimensionar a entrada de pessoas, porque existe uma limitação na ilha para receber os turistas”, finalizou.


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Jornalismo cultural, Notícias

Documentário vegano é exibido em praça pública no Recife

Por David Arioch

“Muitas lágrimas, e muitas promessas de mudança em relação à alimentação” (Foto: 269life Nordeste/Vozes em Luto Nordeste)

No sábado, o documentário vegano “Dominion”, do australiano Chris Delforce, foi exibido na Praça José Sales, no bairro da Torre, no Recife (PE). A exibição, que fez parte da programação do 1º PunkVeg Fest, organizado pela banda punk vegana Guerra Urbana, contou com iniciativa dos movimentos 269life Nordeste e Vozes em Luto Nordeste.

“Foi incrível presenciar cada reação de empatia e reflexão dos presentes. Muitas lágrimas, e muitas promessas de mudança em relação à alimentação. Essa é a real intenção dos movimentos 296life Nordeste e Vozes em Luto Nordeste, levar o veganismo abolicionista a todos aqueles que não têm a oportunidade de conhecê-lo”, informam.

Além da exibição do filme, os movimentos também levaram alimentos veganos para o público experimentar. “Para que entendam que podemos nos alimentar bem sem causar danos aos animais, a nós mesmos e ao planeta”, justificam.

Com duas horas de duração, o documentário “Dominion”, que completou um ano no mês passado, explora seis facetas primárias da relação humana com os animais – animais de companhia, vida selvagem, pesquisa científica, entretenimento, vestuário e alimentos. A partir daí, se propõe a questionar a moralidade e a validade do nosso domínio sobre o reino animal.

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Ativistas fazem protesto contra morte de mais de 30 gatos no Recife (PE)

Divulgação

Ativistas e protetores da causa animal realizarão neste sábado (27), às 14h, na Avenida Beira Rio, na Torre, em Recife (PE), um protesto em repúdio à recente morte de mais de 30 gatos que vivem no local. O ato, que está sendo organizado pelo movimento Vozes em Luto Nordeste, pedirá justiça para o caso.

Durante o movimento, os protetores irão solicitar penas mais rigorosas contra os maus-tratos aos animais, além da segurança da praça. De acordo com a Lei Nº 9.605/98 maltratar animais é crime com pena prevista de um até quatro anos de detenção, além de multa.

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Essa não é a primeira chacina que ocorre no local. De acordo com a vereadora do Recife e ativista da causa animal, Goretti Queiroz (PSC), em 2011 foi realizado um grande ato mundial no mesmo local onde ocorreu a chacina. “A avenida virou um verdadeiro local de desova de animais. Em 2011, foi realizado um ato mundial contra a crueldade animal ali mesmo na praça e, neste sábado, faremos outro grande movimento repudiando esse crime”, disse.

Goretti pede ainda que os protetores compareçam ao local vestindo roupas pretas e com velas brancas para simbolizar o luto pela morte dos animais.

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A vereadora informou que já foi solicitado à Prefeitura do Recife câmeras de segurança no local com o objetivo de inibir o abandono de animais, bem como dar mais segurança aos moradores dos prédios vizinhos, além da manutenção das lâmpadas da praça. Rondas fixas e ostensivas da Guarda Municipal também foram solicitadas pela vereadora, através de requerimentos à prefeitura.

“O pedido por câmeras de segurança na Beira Rio vem sendo realizado há anos pelos protetores, mas até o momento não obtivemos nenhum retorno do município. Então, por iniciativa própria, eu estou cotando junto a empresas de segurança a instalação de câmeras ao redor do local. O sistema de monitoramento será pago do meu próprio bolso”, finalizou.

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Cão que apanhava de tutor é resgatado da casa onde vivia

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Após inúmeras denúncias de maus-tratos a um cachorro, em Campo Grande, Recife-PE, a vereadora da causa animal, Goretti Queiroz (PSC), enviou sua equipe para resgatar o cão da residência onde ele vinha sendo maltratado.

O caso veio à tona, após vizinhos enviarem vídeos do cão apanhando na cara, amarrado a uma pequena coleira, exposto ao sol e a chuva durante dias. Com a divulgação dos vídeos, a população pediu ajuda a vereadora para auxiliar com o resgate do animal.

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O primeiro procedimento realizado na casa onde vivia o cachorro foi uma conversa da equipe Patrulha Animal com os tutores para explicar como eles deviam proceder para que não virasse caso de polícia e para que o animal não sofresse mais maus-tratos.

Porém, mesmo após a primeira abordagem, o cachorro continuou preso a uma corrente pequena e sob forte sol, o que levou a equipe de Goretti Queiroz a retornar a casa e pegar o animal.

“Fizemos todos os procedimentos necessários, conversamos com os tutores e mostramos a eles o que significava maus tratos, como vimos que a situação não iria mudar e que o animal iria continuar vivendo acorrentado nós entramos em acordo e eles, amigavelmente, nos deram a guarda do animal”, explicou Goretti Queiroz.

Após dois dias do episódio, Marley (nome do cachorro) foi adotado por uma nova família e agora estará sob supervisão e cuidados necessários para que não volte a sofrer.

Goretti Queiroz lembra que sua equipe não tem poder de polícia e foi criada para dar suporte em casos de maus tratos. “Nós mostramos aos tutores que eles estão infringindo as leis e denunciamos os infratores. É necessária deixar claro que não temos o poder de prender e muito menos de invadir residências”, disse.

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Em casos de maus-tratos e abandono a denúncia deve ser feita na delegacia mais próxima, baseada na Lei Federal n. 9.605, de 12.02.1998. (Lei de Crimes Ambientais) e pela Constituição Brasileira, de 05 de outubro de 1988.

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Jacaré ferido é resgatado em Jaboatão dos Guararapes (PE)

Jacaré-de-papo-amarelo é resgatado no Grande Recife — Foto: Prefeitura de Jaboatão dos Guararapes/Divulgação

Um jacaré-de-papo-amarelo, espécie ameaçada de extinção, foi resgatado pela Secretaria Executiva de Meio Ambiente e Gestão Urbana (Semag) de Jaboatão dos Guararapes, no Grande Recife. Segundo a gestão municipal, o animal ficou ferido após a ação da comunidade local.

Por causa dos ferimentos, o animal precisou ser encaminhado para o Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas), onde deve receber o tratamento adequado.

A Semag afirma que, ao se deparar com animais ameaçados de extinção ou espécies silvestres, a população deve entrar em contato com instituições especializadas para realizar um resgate seguro. É importante garantir a preservação do animal e a segurança da população, segundo a administração municipal.

Ainda de acordo com o município, os atos de matar, perseguir ou capturar animais silvestres são considerados crimes ambientais.

A multa para quem pratica maus-tratos contra animais varia de R$ 500 a R$ 5 mil. Em casos de espécies ameaçadas de extinção, o valor pode dobrar.

Fonte: G1

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