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Pato-mergulhão é uma das dez aves aquáticas mais ameaçadas do mundo

Pato Mergulhão (Foto: Chico Escolano/TG)
Pato Mergulhão (Foto: Chico Escolano/TG)

O pato-mergulhão (Mergus octosetaceus) está entre as dez aves aquáticas mais ameaçadas do Planeta. Levantamento recente da União Internacional para Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês) estima que existam cerca de 250 indivíduos no mundo. Criticamente em perigo, a espécie pode desaparecer se não forem preservadas as condições naturais mínimas para sua sobrevivência.

Tímido e arredio à presença humana, o pato-mergulhão padece da escassez de rios límpidos, fartos em peixes pequenos e com margens protegidas por vegetação. Sem essas condições, a ave de pouco mais de 50 centímetros tende a se transformar em mais uma lenda entre os animais extintos pela degradação do hábitat.

O pato de corpo delgado, cinza-amarronzado, de penas verde-metálicas na cabeça e no pescoço e reconhecido pelo indefectível penacho na nuca, foi descrito pela primeira vez em 1817. No Brasil, era encontrado nos estados de Minas Gerais, Goiás, Bahia, São Paulo, Paraná e Santa Catarina. Atualmente, as pequenas populações confirmadas estão em áreas isoladas de Minas, Goiás e no Tocantins.

Uma vez ao ano, a fêmea bota e incuba até oito ovos que eclodem, em média, aos 32 dias. O ninho é feito em oco de árvore ou em barranco de terra ou rocha.

Fonte: G1

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Pato-Mergulhão é uma das aves mais ameaçadas do mundo

O pato-mergulhão é uma das 10 aves mais ameaçadas de extinção no mundo. (Foto: Divulgação)
O pato-mergulhão é uma das 10 aves mais ameaçadas de extinção no mundo. (Foto: Divulgação)

Ele é tão raro, que poucas pessoas se dão conta de sua existência. Vivia na Argentina, Paraguai e Brasil, mas hoje, os últimos 250 indivíduos de sua espécie estão por aqui. Cerca de metade habita a Serra da Canastra (MG) e outros poucos animais  a Chapada dos Veadeiros (GO) e o Jalapão (TO). Não foi caçado, mas encurralado pela falta de habitat adequado. Trata-se do pato-mergulhão (Mergus octosetaceus), uma das 10 aves mais ameaçadas de extinção no mundo, que encontrou no Instituto Terra Brasilis um aliado.

A organização não governamental mineira criou o Programa Pato-Mergulhão com estratégia ambiental específica para estudar a ave e sensibilizar a população e produtores rurais. Conforme explica a coordenadora do programa, Lívia Lins, “a espécie vive apenas em rios de água corrente limpa. Isso porque ela se alimenta basicamente de peixes. E precisa mergulhar com condições de enxergar a presa. Como boa parte dos rios brasileiros está poluída, o pato perdeu espaço”, explica.

Conscientizar a população que vive no entorno da Serra do Canastra quanto à importância da preservação dos recursos hídricos da região é um dos tripés do programa, que visa ainda ao estudo biológico e comportamental da espécie e orientação das melhores práticas de manejo de solo e recursos hídricos dos produtores rurais. Lívia esclarece que a pesquisa objetiva gerar conhecimento. “Temos poucos registros da espécie, até porque é um animal que vive solitário ou apenas com o parceiro. Nunca foi um animal fácil de ser encontrado”, afirma.

A primeira ação executada pelo Terra Brasilis foi diagnosticar onde havia a espécie na Serra da Canastra. O conhecimento anterior era da ocorrência em seis trechos de rios. Lívia diz que já foram diagnosticados cerca de 60 territórios onde a ave está na região. “É um trabalho muito desafiador e conseguimos muitos avanços pelo fato de o pato ser um animal desconhecido. Nosso segundo passo foi acompanhar a rotina de vida das aves para entender melhor sua reprodução, seu convívio no habitat e suas peculiaridades em geral”, acrescenta.

Ao localizar um ninho de pato-mergulhão, a equipe quebrou um tabu que perdurava desde 1951. O último a ser descoberto foi naquela época, na Argentina, em um tronco oco de árvore. Os biólogos também identificaram um novo ambiente onde a espécie deposita ovos – uma fenda num paredão de rocha. “Isso abriu uma nova perspectiva de busca de ninhos. Aprendemos como e onde procurar esses locais e começamos a estudar ainda os filhotes e famílias inteiras do animal”, comenta Lívia, que trabalha ainda pela recuperação de áreas degradadas e proteção de mata ciliares, com o intuito de proteger as nascentes.

Radar

Com a captura das aves, implantação de anilhas e radiotransmissores nos indivíduos para um monitoramento mais rigoroso e o rastreamento e acompanhamento dos deslocamentos, foi possível identificar alguns hábitos do pato-mergulhão. “Um único casal demanda de cinco a 12 quilômetros de rio para viver. Daí se percebe que para aumentar a população será preciso ter longas extensões de água corrente e limpa. Também pudemos constatar que eles reutilizam o ninho e chegam a ter até oito filhotes numa postura, com período de encubação entre 30 e 33 dias. Os patos já nascem aptos a nadar, mas desses jovens, apenas dois ou três vão chegar à vida adulta”, lamenta. E o mergulhão é fiel ao parceiro. “Pudemos perceber que os casais sempre ficam juntos. Só mudam de parceiro se um dos dois morre.”

Buscando facilitar a vida dos casais e aumentar as chances de reprodução, o Terra Brasilis idealizou caixas-ninho para instalar na região. “Ainda não temos certeza se vai funcionar. Mas pensamos num ninho com características próximas às que eles buscam na natureza. Depois desse período de reprodução, que ocorre entre maio e setembro, é que saberemos a eficácia dessa estratégia.” Até os seis meses, os filhotes ficam com os pais. O que ocorre depois e para onde vão quando se dispersam são questões ainda a serem respondidas pelas pesquisas.

A condição de preservação da espécie, que precisa de água limpa, também é importante para os seres humanos. O trabalho se iniciou com a distribuição de calendários em estabelecimentos comerciais e produtores rurais, explicando como era o hábito de vida dessa espécie e a importância do auxílio da população no cuidado com as águas, solo e vegetação. “Procuramos mostrar nas escolas e comunidades essa relação de benefício mútuo. Mas nem sempre o saber gera um comportamento adequado. Temos pessoas completamente cientes dos cuidados necessários, mas que continuam levando bois e vacas até o rio. O convencimento é um trabalho longo”, afirma.

Nas escolas, mais de 1,5 mil crianças assistiram a teatros infantis e palestras de conscientização. “Fizemos oficinas e um material didático voltado para os professores para que o assunto pato-mergulhão estivesse também dentro de sala de aula”, ressalta Lívia.

Ficha técnica

Destaca-se o longo penacho nucal e os pés vermelhos; tem bico negro longo, estreito e serrilhado nas bordas. Cabeça e pescoço escuros, com reflexos verde-metalizados.

É uma ave delgada, com comprimento  total entre 48cm e 55cm e peso médio de 800 gramas.

Alimenta-se principalmente de peixes e de invertebrados aquáticos. Na Serra da Canastra, seu principal alimento é o lambari. Os peixes são capturados nos mergulhos, que podem durar até 30 segundos.

O pato-mergulhão é extremamente sensível à degradação e perda de seu ambiente natural. Por isso, é considerado um bom indicador da qualidade dos ambientes aquáticos.

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Entre as principais ameaças  à espécie estão:

– Destruição de matas ciliares, perda de árvores de maior porte e a degradação das margens e dos leitos dos cursos d’água;

– Uso de pesticidas nas pastagens e lavouras que são carregados para os cursos d’água;

– Mineração, que impacta diretamente os cursos d’água e, consequentemente, sua fauna associada;

– Construção de barragens, que modificam profundamente os ambientes aquático;

– Atividades esportivas mal planejadas realizadas ao longo dos cursos d’água.

Fonte: EM

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Concurso mostra fotos de pássaros ameaçados de extinção

A foto de uma espécie de papagaio da Nova Zelândia registrada por Shane McIness venceu o concurso na categoria “Extinto na natureza ou sob grave ameaça”.

Foto: Divulgação/Shane McInnes - The World Rarest Birds

Um brasileiro foi um dos premiados no concurso Os Pássaros Mais Raros do Mundo, o qual as fotos serão publicadas em um livro homônimo. Sávio Freire Bruno conquistou o segundo lugar com uma foto que mostra um pato-mergulhão e seus filhotes.

Foto: Divulgação/Savio Freire Bruno - The World Rarest Birds

Diversos fotógrafos de todas partes do mundo participaram enviando suas fotos. A ideia do concurso vem de uma iniciativa não lucrativa para chamar atenção para aves em risco de extinção.

A competição teve três categorias: Extinto na natureza ou sob grave ameaça; Ameaçado ou com dados insuficientes e Espécies migratórias criticamente ameaçadas de extinção.

Veja as outras fotos aqui.

Fonte: Terra

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Animais correm sérios riscos causados por incêndios criminosos em parques

Araras-azuis voltam a planície devastada pelo fogo (Foto: Divulgação/ICMBio)

Quase a metade da área de dez unidades de conservação federais foi castigada por queimadas de agosto a setembro deste ano. Um levantamento do G1 revela que dos quase 3 milhões de hectares ocupados pelos dez parques (2.941,824 ha), mais de 1,3 milhão (1.373.542 ha) foi atingido, o equivalente a 46% da área. E todos os representantes das reservas nacionais ouvidos afirmam que as causas dos incêndios são intencionais.

Os dez parques são uma amostra do prejuízo causado pelos incêndios ao bioma brasileiro, sobretudo ao cerrado. A quantificação oficial da área queimada é um processo demorado e, às vezes, subjetivo, de acordo com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) – autarquia vinculada ao Ministério do Meio Ambiente. Segundo o coordenador geral de proteção ambiental do ICMBio, Paulo Carneiro, a estimativa total ainda vai demorar algumas semanas. “Estamos nesse processo, mas não estamos conseguindo acompanhar o ritmo dos incêndios”, afirma.

Algumas unidades das regiões Centro-Oeste e Sudeste, que registraram a maioria das ocorrências da temporada, só conseguiram extinguir o fogo depois que mais de 60% da área havia sido queimada. O caso mais grave foi do Parque Nacional das Emas, em Goiás, que é Patrimônio Mundial da Natureza e contabiliza 93% da área consumida pelo fogo. Outra fonte de preocupação para os ambientalistas foi o Parque Nacional da Serra da Canastra, em Minas Gerais, onde há espécies de animais em risco de extinção e os danos chegaram a 72% da unidade.

Parque das Emas criou bebedouros para animais (Foto: Divulgação/Parque das Emas)

O chefe do parque, Darlan Alcântara de Pádua, ressalta que não é possível quantificar as perdas da fauna e flora. “A perturbação do ecossistema é imediata, mas o impacto é mais complexo e aparece lá na frente. Uma boa parte do que se morre no incêndio é transformado em cinzas, um exemplo são os ninhos de pássaros. E muitos bichos que escapam do incêndio morrem depois, por ferimentos, estresse ou fome”, lamenta.

Outra unidade severamente afetada foi a Área de Proteção Ambiental Meandros do Rio Araguaia, na divisa de Goiás com Mato Grosso e Tocantins, que estima prejuízos em 71% da região. O chefe do parque, José Vanderlei Cambuim, relata que a ocorrência de vários focos simultâneos deixou animais encurralados. “Os brigadistas encontraram um bando de 40 queixadas mortos. Vimos capivaras mortas e até uma paca, que é um animal bem esperto e ágil”, disse.

Nos demais parques, animais de maior porte conseguiram escapar para regiões que não queimaram, onde havia água ou mata fechada. Répteis e anfíbios, porém, foram bastante afetados.

Cuidado especial

Especialistas estão ansiosos por sinais de vida e adaptação das espécies sob risco de extinção. Os animais mais citados foram as onças, lobo-guará, tamanduás e especialmente o pato-mergulhão, do qual se tem notícia de apenas 250 indivíduos em todo o país. Na Chapada dos Veadeiros, em Goiás, o pato-mergulhão costuma ser avistado em áreas de canyon. Segundo o chefe do parque, Leonard Schumm, “ele não deve ter sido afetado, porque sai voando, mas o ambiente em que ele mora ficou impactado”.

Lobo-guará está na lista de espécies em extinção (Foto: Divulgação/Parque das Emas)

O cenário se repete na Estação Ecológica Serra Geral do Tocantins. A analista ambiental Lara Côrtes conta que os únicos oito pássaros da unidade ocorrem em uma área de conflito com a comunidade local, que queima a vegetação para forçar a rebrota do pasto para o gado. “O pato-mergulhão fica num trecho específico do rio onde estamos tentando fazer um acordo com os residentes, para usarem o fogo controlado, pelo menos”, explica Côrtes.

Cultura do fogo

O hábito de usar queimadas para renovar pastos, limpar terrenos e dar fim ao lixo é antigo no Brasil e um desafio considerável para autoridades e ambientalistas. O monitoramento dos focos de incêndio via satélite já permite algumas conclusões. Segundo o Coordenador da Gestão do Fogo da Defesa Civil do Mato Grosso, major Márcio Paulo da Silva, “a noite é o horário mais propício para pessoas atearem fogo. A cultura do uso do fogo no nosso estado é muito arraigada, não só na população rural como na urbana, que usa o fogo na limpeza dos quintais. As pessoas apostam na impunidade e na extensão territorial”, conclui.

Queimadas são ameaça constante aos parques (Foto: Divulgação/Parque Serra Geral do TO)

Paulo Carneiro, do ICMBio, destaca que, este ano, houve condições atípicas de baixa umidade do ar que propiciaram a propagação dos incêndios, mas aponta a pecuária como um desafio histórico para os parques nacionais. “As queimadas têm uma relação muito grande com a renovação de pastagem. Pecuaristas põem fogo numa área para que venha a brota e perde o controle, levando prejuízo até pra ele mesmo. Nas nossas unidades de conservação do cerrado, essa prática está muito associada ao gado”, sentencia.

O Parque Nacional do Itatiaia, no Rio de Janeiro, conseguiu um feito raro para os administradores das unidades nacionais, prendeu em flagrante dois incendiários no fim de agosto. Gustavo Tomzhinski, responsável pelo núcleo de combate a incêndio do parque, conta que dois agricultores foram vistos pelo helicóptero empenhado no combate de outro foco. Para ele, as prisões e multas de R$ 84 mil para cada infrator “têm um efeito simbólico muito grande paras pessoas estarem conscientes que realmente é crime”, disse.

Fonte: G1

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Fundação O Boticário destina R$ 600 mil para apoio a 21 novos projetos de conservação

A Fundação O Boticário de Proteção à Natureza acaba de aprovar o apoio a 21 novos projetos de conservação da biodiversidade brasileira. Serão doados para estes estudos R$ 600 mil, distribuídos ao longo do período de duração dos projetos, que varia entre um e dois anos.

A instituição é uma das principais financiadoras de projetos na área de conservação do país. Desde a sua criação, em 1990, até novembro deste ano, o valor investido foi U$ 8,9 milhões em 1.197 projetos de 379 instituições em todo o Brasil.

Os 21 novos projetos contemplam o ambiente marinho e cinco dos seis biomas brasileiros (Mata Atlântica, Caatinga, Amazônia, Pampas e Cerrado). São ações e pesquisas voltadas à conservação de espécies e comunidades silvestres em ecossistemas naturais; prevenção ou controle de espécies invasoras; e vulnerabilidade, impacto e adaptação de espécies e ecossistemas às mudanças climáticas.

Além destas linhas de trabalho, a Fundação O Boticário também apoia projetos de políticas voltadas à conservação de ecossistemas naturais, conservação e regeneração de ecossistemas naturais, e criação ou manejo de unidades de conservação.

“A natureza conservada é um dos maiores bens que podemos deixar às futuras gerações. É fonte de vida. E o Brasil é o país com maior biodiversidade no mundo. Proteger todo esse patrimônio natural significa garantir os serviços ambientais que a natureza nos fornece, como água em quantidade e qualidade, manutenção do clima, qualidade do ar, fornecimento de matéria-prima para indústria e novos fármacos para a medicina”, afirma a diretora executiva da Fundação O Boticário, Malu Nunes.

A diretora executiva explica que o objetivo da Fundação O Boticário com o apoio a projetos é impulsionar o desenvolvimento científico no Brasil, ampliar o movimento em prol da conservação da natureza e contribuir para manter os ciclos ecológicos vitais para a sobrevivência de todas as espécies. “Investir em projetos que garantam a conservação da biodiversidade a médio e longo prazos é um dos caminhos para amenizar e evitar os impactos negativos da degradação ambiental”, diz.

O apoio a projetos de conservação já permitiu a descoberta de 37 novas espécies de plantas e animais, e contribui com a preservação de mais de 160 espécies ameaçadas de extinção. Além disso, 222 unidades de conservação contaram com recursos da Fundação O Boticário para a sua criação, proteção ou manejo.

Entre as espécies descobertas em projetos apoiados pela Fundação O Boticário estão a perereca Scinax peixotoi, encontrada na Ilha da Queimada Grande, em Itanhaém, litoral de São Paulo; e o lagarto Bachia oxyrhina, descoberto na Estação Ecológica Serra Geral do Tocantins, no Cerrado.

Algumas das espécies descobertas receberam, inclusive, o nome Boticário em homenagem à instituição, como o peixe anual Aphyolebias boticario, encontrado no rio Purus, que faz parte da bacia Amazônica, no Acre; a rã Megaelosia boticariana, encontrada no Parque Estadual de Itapetinga, localizado na Serra da Mantiqueira, em São Paulo; e o peixe Listrura boticario, encontrado na Reserva Natural Salto Morato, criada e mantida pela Fundação O Boticário e localizada no litoral norte do Paraná. Além delas, outra homenagem recebida pela instiutição foi o nome dado ao maracujá Passiflora boticarioana Cervi pelo pesquisador que o descreveu, Armando Carlos Cervi, em agradecimento pelo acompanhamento de sua trajetória. A planta foi encontrada por um grupo de botânicos da Universidade Federal de Minas Gerais, na cidade de Bandeira, Minas Gerais.

Entre os projetos apoiados relacionados com a conservação de espécies ameaçadas, estão os que desenvolvem estratégias para a preservação do pato-mergulhão na Chapada dos Veadeiros, em Goiás, realizados pela Funatura. O pato-mergulhão é considerado uma das aves mais ameaçadas das Américas. É classificado como criticamente ameaçado, tanto na Lista de Espécies da Fauna Brasileira Ameaçadas de Extinção quanto na Lista Vermelha dos Animais Ameaçados da IUCN. A população de pato-mergulhão está estimada em cerca de 250 indivíduos no mundo todo, e é um tipo de ave que necessita de requisitos específicos para sobreviver, pois habita áreas montanhosas com rios encachoeirados.

Como funciona

A Fundação O Boticário apoia projetos por meio de dois editais anuais, que têm como data limite 31 de março e 31 de agosto. As inscrições são realizadas pelo site www.fundacaoboticario.org.br.

Podem concorrer ao financiamento propostas desenvolvidas por organizações não governamentais ou fundações ligadas a universidades e que contribuam efetivamente para a conservação da natureza no Brasil.

O processo de seleção das propostas é independente. Os pareceres são emitidos por consultores voluntários e a aprovação final é feita pelos membros Conselho Curador da Fundação O Boticário.

São selecionados projetos que tragam resultados concretos para a conservação; tenham impacto duradouro para a conservação dos habitats e espécies alvos do projeto; gerem informações imprescindíveis para a tomada de medidas conservacionistas; elucidem aspectos relevantes ou promovam a conservação de espécies ameaçadas de extinção, de hábitats e de espécies-chave para o funcionamento do  ecossistema onde estão inseridas; e promovam o conhecimento e a conservação de ambientes naturalmente isolados. 

 “O apoio a projeto tem como premissa ser uma ação contínua, já que a proteção ao meio ambiente requer ações permanentes e urgentes, realizadas enquanto ainda há tempo para protegermos parte do que resta do rico patrimônio natural brasileiro”, afirma Malu Nunes.

Sobre a Fundação O Boticário

A Fundação O Boticário de Proteção à Natureza é uma organização sem fins lucrativos, cuja missão é promover e realizar ações de conservação da natureza.

Criada em 1990 por iniciativa do fundador do Boticário, a atuação da Fundação O Boticário é nacional.

Além de financiar projetos de outras instituições, a Fundação O Boticário mantém duas reservas naturais, a Reserva Natural Salto Morato, na Mata Atlântica; e a Reserva Natural Serra do Tombador, no Cerrado, os dois biomas mais ameaçados do país.

Outra iniciativa é um projeto pioneiro de pagamento por serviços ecossistêmicos em regiões de manancial, o Projeto Oásis. Criado em 2006, o projeto premia financeiramente proprietários que protegem suas áreas de mananciais na região da Bacia do Guarapiranga, na Região Metropolitana de São Paulo. Com base na expertise adquirida com os trabalhos em São Paulo, a Fundação O Boticário oferece assessoria técnica para o Projeto Oásis Apucarana, no interior do Paraná, realizado pela prefeitura do município.

Fonte: Paranashop

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