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Passarinhos explorados em rinhas são resgatados em Uberlândia (MG)

Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

(Foto: PM Meio Ambiente /Divulgação)

Mais de 100 pássaros mantidos em cativeiro e explorados em rinhas (confrontos entre animais estimulados por humanos) foram resgatados por equipes da Polícia Militar de Meio Ambiente e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), em Uberlândia (MG). Cinco pessoas foram detidas e enquadradas por crime ambiental.

A operação foi realizada após denúncias anônimas e existe a suspeita que por trás da prática criminosa existe mais envolvidos. Além dos animais vivos e enclausurados, policiais encontraram um canarinho já morto com ferimentos na cabeça.

Os responsáveis foram levados à delegacia para prestar esclarecimento e as multas lavradas somam o valor de R$ 160 mil.

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Suspeitos de caçar passarinhos são detidos em Mogi das Cruzes (SP)

Foto: Reprodução / TV Diário
Foto: Reprodução / TV Diário

Quatro homens foram detidos pela Polícia Militar no último domingo (27), no Brejinho de César de Sousa, em Mogi das Cruzes. Eles são suspeitos de caçar passarinhos na área. A ocorrência será registrada no 1º Distrito Policial.

Os policiais foram acionados pelo veterinário Jefferson Renan de Araújo Leite que estava no local, fazendo a observação de aves. Segundo Leite, por volta das 7h30, ele viu os suspeitos que estavam com gaiolas e alçapão. “Eles já tinham capturado duas aves, uma colerinha e um bem-te-vi, e tinha três aves de ‘chama’ que são usadas para atrair outros pássaros com o seu canto”, explica o veterinário. Ele reforça a importância de combater a ação de caçadores, denunciando à polícia quando houver o flagrante deste tipo de ação.

Brejinho
O lugar tem recebido amantes da observação de pássaros. Os observadores usam roupa camuflada, botas e até o canto do pássaro gravado para tentar atrair as aves. O equipamento fotográfico é utilizado pelos observadores para o registro dos pássaros na natureza.

O grupo costuma se reunir aos finais de semana para admirar as aves no Brejinho de César de Sousa e já encontraram espécies raras. “O caboclinho do chapéu cinzento é uma ave ameaçada de extinção e com aparecimentos raros no Estado de São Paulo. Por isso, ele atrai observadores de várias partes da região”, afirma o veterinário Jefferson Renan de Araújo Leite.

O caboclinho aparece nos registros pessoais feitos pelo veterinário. O tom acinzentado na cabeça é que lhe rendeu o apelido e quando ele aparece, vira o alvo de todas as lentes. A ave é migratória e muda do Sul do País para a região Centro-Oeste e depois volta. Antes de ser visto em Mogi das Cruzes, o pássaro já tinha sido registrado em outras cinco cidades. A ave é ameaçada de extinção. “A extinção ocorre por perda de habitat de áreas iguais a essa do brejinho e também por causa da caça”, explica Leite.

Fonte: G1

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Passarinhos também mudam de voz quando “conversam” com seus filhotes

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Divulgação

Da próxima vez em que você se sentir ridículo balbuciando sílabas infantis para um bebê, conforme-se: não é você que é bobo, a natureza é assim mesmo. O hábito de mudar a voz, exagerar nas repetições e falar mais devagar com filhotinhos – aquilo que em inglês se chama de “baby talk” – não é nem exclusividade humana. Pássaros cantores, outro animal que, como nós, se caracteriza pela complexidade de suas vocalizações, fazem a mesma coisa.

A descoberta é do neurobiólogo Jon Sakata, da Universidade McGill, no Canadá. Estudando os pequenos tentilhões-zebra, uma espécie de passarinho cantor da Austrália, ele notou que os filhotes aprendiam a cantar melhor e mais rápido quando conviviam com adultos. Aí Sakata se pôs a estudar a conversa entre pais e filhos. “Descobrimos que os tentilhões adultos cantam mais devagar quando estão com filhotes. Eles aumentam o intervalo entre frases e repetem elementos do canto”, disse Sakata ao site da universidade. Exatamente como os humanos ensinando os bebês a falar.

A pesquisa confirma a tese de que o aprendizado da linguagem é um processo mais complexo do que se supunha. Não são só as crianças que vão aprendendo a falar cada vez mais como os adultos – os adultos também modificam sua fala, para se aproximar das crianças, como que convidando-as para a conversa.

Sakata foi além e investigou a química do cérebro dos passarinhos. Descobriu que os filhotes que escutavam adultos cantando tinham quantidades maiores de dopamina e norepinefrina, neurotransmissores ligados à motivação e à atenção. É indício de que falar feito bebê realmente tem um efeito fisiológico poderoso nos filhotes. E isso vale para passarinhos tanto quanto para pessoas.

Fonte: Super Interessante

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Saiba o que fazer quando encontrar um filhote de passarinho fora do ninho

Foto: Fabio Nunes
Foto: Fabio Nunes

Se você já encontrou um filhote de passarinho no chão, sabe que o principal instinto é o de ajuda. Porém, é importante saber que para ajudar, é necessário estar atento com algumas situações.

Pensando nisso, vimos essa dica diretamente no Facebook do Fabio Nunes, mestre em Ecologia e Recursos Naturais, e resolvemos compartilhar aqui. Olha só as orientações que ele deixou:

– Não leve o filhote para longe do local onde o encontrou, é ali que os pais irão procurá-lo e, mesmo fora do ninho, continuarão lhe dando comida.

Foto: Fabio Nunes
Foto: Fabio Nunes

– Tire o filhote do chão para não ser atacado por formigas ou devorado por predadores, o ideal é devolver o filhote ao alcance dos pais, em alguma árvore próxima onde poderia estar seu ninho.

– Cuidado onde colocar o animal, pois se você colocar em um galho ele provavelmente voltará a cair.

Veja a dica abaixo:

– Você pode fazer uma improvisação do ninho com um recipiente forrado (furado embaixo para não acumular água) pendurado em uma árvore (escondido dos humanos), como mostra a foto abaixo. “Funciona muito bem e ele só sairá quando suas asas estiverem desenvolvidas”, explica.

– Para garantir, observe de longe se os pais encontram o filhote, pois eles são atraídos pelo chamado dele.

Foto: Fabio Nunes
Foto: Fabio Nunes

Também encontramos mais um artigo com dicas do que fazer, clique aqui para acessar.

Fonte: Por Acaso

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Filhote de elefante é flagrado brincando com passarinhos

Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

A última semana foi triste para quem adora animais: a morte de Cecil, o leão, repercutiu por toda a internet. Mas hoje temos um vídeo mais alegre direto da savana – um filhotinho de elefante foi flagrado perseguindo e brincando com passarinhos, simplesmente, se divertindo.

O vídeo foi publicado pelo canal Kruger Sightings. Vale a pena conferir:

Fonte: Galileu

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Força Verde apreende 40 pássaros em Apucarana (PR)

Localizadas após uma denúncia anônima,
aves estavam em cativeiro em residência na Vila Regina

Quarenta. Este foi o total de aves silvestres apreendidas na manhã de ontem, em Apucarana. A apreensão foi realizada por policiais militares da Força Verde, na Vila Regina. Entre as espécies encontradas estavam trinca-ferros, pássaros-preto, azulões, coleirinhas, tico-ticos, sabiás, sangrinhos, canários da terra e pintassilgos. Todos os pássaros estavam presos em gaiolas.

Aves de nove espécies diferentes fora encontradas. Foto: Delair Garcia

De acordo como cabo da Força Verde Marcelo de Assis da Cunha, as aves estavam no interior de uma residência, na Rua Alexandre Adolfo. O proprietário, cujo nome não foi divulgado, não estava no local. “Tivemos de deixar o auto de infração com a esposa dele. Mesmo assim, essa pessoa terá de pagar multa, já que não possuía registro da maioria das aves. Além disso, alguns pássaros também estavam machucados”, aponta.

Cunha relata que os policiais ambientais chegaram até o cativeiro após uma denúncia anônima. O criador, conforme ele, também já havia sido autuado antes. “Levamos os pássaros, mas ele apareceu com outros. Agora, vamos fazer um ofício para o Ministério Público, em função da reincidência do proprietário”, salienta.

A multa a ser paga por cada ave apreendida é de R$ 500. Os pássaros devem ser encaminhados para o Centro de Triagem de Animais Silvestres de Tijucas do Sul.

Nessa semana, a Força Verde já havia apreendido outras 40 aves, em Rolândia. Denúncias sobre delitos ambientais podem ser repassadas à polícia através do telefone 0800-643-0304.

Fonte: TN

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Aumentam as ocorrências com animais silvestres em áreas urbanas do MS

Resgate de tamanduás, gambás, passarinhos, sucuris, jibóias, além de atropelamento de onças tem se tornado diário nas ocorrências da Polícia Ambiental (PMA) em estradas e área urbana de Mato Grosso do Sul, estado detentor de grande parte do Pantanal, maior planície alagada do mundo, habitado por uma fauna de milhares de mamíferos, aves, répteis e peixes que se estendem por todo o MS.

De acordo com o comandante da PMA, Major Matoso, todos os dias a corporação atende a pelo menos três ocorrências de animais silvestres em área urbana da Capital. Segundo o CRAS (Centro de Reabilitaçãoo de Animais Silvestres) que é o órgão que recebe os animais. Os principais capturados são: gambá, tamaduá-bandeira e pássaros.

“São verificadas as condições dos animais, se estiver apto, vai à soltura nas mais de 100 fazendas cadastradas” disse a bióloga do Centro, Nara Teodoro Fontes. Segundo ela, o gambá, principal espécie capturada, é a que mais se adapta ao ambiente urbano.

“Nós estamos dentro do ambiente deles. Outros motivos são os avanços das áreas urbanas, transformação da área rural e desmatamentos”, argumenta a bióloga Ieda Maria Ilha da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) especializada em Ecologia e Conservação.

Tanto o major da PMA, quando a bióloga do CRAS são unânimes em afirmar que o número de animais que aparecem próximos a residências em cidades do Estado aumentam após chuvas e temporais. “O CRAS recebe muitos pássaros e filhotes depois de tempestades e chuvas”, afirma Nara.

Resgates
No último dia 5, uma cobra jibóia, de 1,5 metros de comprimento, foi encontrada no quintal de uma casa na Avenida Mascarenhas de Moraes, em Campo Grande. O Corpo de Bombeiros foi acionado para atender a ocorrência.

Outro fato aconteceu na noite do último dia 15, onde um tamanduá-bandeira foi resgatado no bairro Santo Amaro em Campo Grande.

A PMA foi acionada e o fez andar até entrar em um corredor de uma casa na rua Antônio Carlo onde foi pego e levado ao Centro de Reabilitação.

Já no dia 10, uma onça-parda adulta foi atropelada por um caminhoneiro e morreu no anel rodoviário, trecho que liga a saída de Rochedo a de Terenos, na Capital. O animal pesava aproximadamente 60 kg.

Quem se deparar com algum animal silvestre em área urbana pode entrar com a Polícia Ambienta pelo número (67) 3314-4920.

Fonte: MidiaMax

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Polícia apreende 40 aves silvestres em Ouricuri (PE)

(daRedação)

Uma operação da Polícia Militar conseguiu apreender animais silvestres na cidade de Ouricuri, no Sertão pernambucano. A ação foi realizada ontem (30) e recuperou um total de 40 aves de espécies como: azulão, galos de campina, viana, papa-capim, entre outras.

O agricultor Lendo Luis de Souza, 20 anos, preso em flagrante, foi autuado por crime ambiental. As aves foram entregues à Polícia Civil.

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Polícia investiga denúncia de maus-tratos a animais em Itapecerica da Serra (SP)

A polícia investiga uma denúncia de maus-tratos a animais que foram encontrados nesta terça-feira (10) em uma residência, em Itapecerica da Serra, na Grande São Paulo. Segundo informações da polícia, na casa havia diversos animais mortos e alguns ainda vivos, porém doentes.

Porcos e cachorros foram encontrados vivos. Já os gatos, passarinhos, galinhas e até uma vaca já estavam mortos. No interior da residência, segundo a Polícia Militar, havia diversos objetos de ritual de magia negra. A suspeita é de que o local era usado como terreiro de umbanda.

Um vizinho teria feito a denúncia após perceber um cheiro muito forte vindo da casa. Segundo a PM, o homem chegou a dizer que viu quando urubus nas proximidades do terreno.

Ainda de acordo com a PM, um advogado que mora no bairro Alto de Pinheiros, na Zona Oeste de São Paulo, seria o proprietário da casa. Ele foi localizado e informou que quem cuida dos animais é seu filho, que está doente. À polícia, o homem ainda teria dito que não sabe se o local era usado como terreiro de umbanda.

Os animais serão levados para o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) de Itapecerica da Serra e vão passar por tratamento médico. O caso foi registrado na Delegacia de Itapecerica da Serra, local onde o suspeito deverá prestar depoimento.

Fonte: G1
 


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Você é o Repórter

Fios de cabelos, sacos plásticos e chicletes são um grande perigo para aves

Iracema Hochman
iracema.hochman@gmail.com

A câmera ao vivo, cujo link indico,  está instalada em Massachusetts/EUA. Ela mostra um casal de águias que  está no ninho alimentando seu filhote. De repente,  um saco preto de plástico, voando, se prende ao ninho. Está no lado esquerdo do ninho. Com isso, o vento faz barulho no saco e a ave fica com medo.

Sem contar que aqueles negócios azuis que estão no ninho, são fios e pedaços de sacos de lixo, que os primeiro-mundistas jogam na rua.

Casal de águias fez um ninho com fios de sacos de lixo. Um perigo para as aves. Foto: reprodução de imagem

Foi por conta disso, de fios dentro do ninho que meu Fonchonchon (um sanhaço que eu salvei), ficou preso pela patinha e perdeu todos os dedinhos. Só que no caso dele eram cabelos que as madames jogam pelas janelas, pelas varandas. 

Pouca gente imagina que fios de cabelos, de sacos de lixo podem matar pássaros. Foto: Iracema Hochman

Os fios de cabelo acabaram matando (enrolado) o irmão mais novo que também estava no ninho. Por sorte,  os pais davam comida a ele (apesar de já ser adulto) e um porteiro de um prédio se deu conta que o pássaro queria voar e não conseguia.

Passei quase um mês retirando os cabelos das patinhas. Perdeu todos os dedinhos.

Não guarde essas informações só para você.  Ensine, mostre àqueles que,  além de não saber nada, nem olham para os pombos, por exemplo, sendo que muitos têm as patinhas enroladas, infeccionadas e acabam perdendo dedos e patas.

Esse pombo foi salvo, mas nem todos têm a mesma sorte. Foto: Iracema Hochman

Muitos pássaros morrem presos às árvores, sem poderem voar e se alimentar.

E, nos lixões da vida, muitos urubus também perdem seus dedinhos, porque ninguém se digna a enrolar os fios adequadamente antes de colocá-los no lixo.  Quando colocam, claro!

Foto: sem crédito

Pense nisso.  Ensine o outro mostrando o que acontece.  Afinal, o que os olhos não veem, o coração não sente. Mostre, eduque. Tem gente que diz que “não posso ver”.  Pode, sim!   Se o bicho pode sofrer graças aos nossos descasos, que tão sensível é o olho do outro que  não pode ver?

Pombo fotografado com fios nos pés. Foto: Iracema Hochman

Nota da Redação: Não nos esqueçamos dos chicletes. Atraídos pelo cheiro adocicado e pelo sabor de fruta, muitos passarinhos acabam comendo restos de chicletes deixados, irresponsavelmente, em qualquer lugar. Ao sentirem o chiclete grudando em seu biquinho, tentam, desesperados, retirá-lo com os pés. E aí, acontece o pior: acabam sufocados. Por favor, tenha consciência e embrulhe o chiclete num pedaço de papel e jogue-o no lixo.

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Pássaro raríssimo reaparece no Afeganistão e aciona proteção à vida selvagem no país

Por Marcela Couto (da Redação)

A agência responsável pela conservação e criação de aves do Afeganistão tomou uma iniciativa para proteger um dos pássaros mais raros do mundo no último domingo (28), logo depois da espécie ter sido redescoberta em uma área devastada pela guerra.


Foto: Associated Press


A remota região das Montanhas Pamir é o único local conhecido onde o pássaro de nome científico Acrocephalus orinus pode ser encontrado, já que sua existência só foi documentada duas vezes em mais de um século.A ave pertence a um grupo de pássaros conhecidos como “warblers”, caracterizados por serem pequenos e insetívoros.

Um pesquisador da Sociedade de Conservação da Vida Selvagem de Nova York encontrou o pequeno pássaro de cor oliva durante uma pesquisa em 2008, e o reconheceu pelo seu canto diferenciado. Algum tempo depois, um grupo conseguiu capturar e libertar em seguida 20 indivíduos da espécie, o maior número já registrado.

A  Agência Nacional de Proteção Ambiental do Afeganistão adicionou o Acrocephalus orinus à lista de animais protegidos do país, criada ainda no ano passado.

Mustafa Zahir, o diretor da agência, falou sobre a dificuldade em proteger a vida selvagem em um país onde a grande preocupação é a revolta dos Talibans – na sexta-feira, homens-bomba mataram pelo menos 16 pessoas em Kabul, a capital.

Mas, Zahir acredita que a reaparição da ave raríssima é uma boa notícia. “Não é verdade que nosso país só é feito de más histórias,” disse. “Esse pássaro reapareceu aqui depois de muitos anos, depois que todos pensaram que estaria extinto.”

A descoberta do pássaro representa um grande passo para a consciência conservacionista do Afeganistão, que ainda está em sua infância.

Apesar disso, alguns sucessos recentes foram alcançados. As autoridades de Badakhsan resgataram na semana passada um leopardo que foi capturado por alguns cidadãos de um vilarejo e pretendiam vender o animal – um dos pouquíssimos 150 restantes da espécie.

Com informações de Los Angeles Times

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Anticongelante é segredo de animais que sobrevivem ao frio

Enquanto a temperatura despenca ao ponto mais baixo do ano, aqueles de nós que vivem em latitudes mais altas se recolhem a abrigos aconchegantes. Podemos simpatizar com os esquilos e passarinhos, sujeitos ao frio abaixo de zero que varre o mundo exterior, e deixar-lhes comida, mas não pensamos muito em criaturas menores e menos fofinhas: por exemplo os insetos e aranhas que habitam quintais e bosques durante o verão. Eles ressurgirão na primavera, o que significa que, de alguma forma, sobrevivem ao frio intenso. Mas como o fazem, se não contam com a proteção de pelos ou penas?

A ameaça à vida nas baixas temperaturas não é o frio, mas o gelo. Já que células e corpos se compõem primordialmente de água, o gelo pode ser letal porque sua formação perturba o equilíbrio entre os fluidos externos e internos das células, o que resulta em encolhimento celular e dano irreversível a tecidos.

Os insetos desenvolveram múltiplas maneiras de evitar congelamento. Uma estratégia é escapar de vez ao inverno. Borboletas como a monarca migram para o sul. Uma ótima solução, mas a capacidade é rara. A maioria dos insetos permanece em seu habitat de origem, e precisa encontrar outra forma de evitar congelamento. Eles fogem ao gelo rastejando para buracos ou fendas por sob a cobertura de neve ou linha de congelamento, ou, como algumas larvas de insetos, hibernam nos fundos de lagos que não se congelem de todo.

Mas muitos insetos e outros animais se defendem contra a exposição direta a temperaturas abaixo de zero por meio da engenhosidade bioquímica, ou seja, produzem anticongelantes.

O primeiro anticongelante de origem animal foi identificado décadas atrás no plasma sanguíneo de peixes da Antártida, por Arthur DeVries, hoje na Universidade do Illinois, e seus colegas. Os mares antárticos são muito frios, com temperaturas da ordem de menos dois graus. A água é salgada o suficiente para que se mantenha líquida a alguns graus abaixo da temperatura de congelamento da água fresca.

As abundantes partículas de gelo flutuando nessas águas representam risco para os peixes porque, caso ingeridas, podem iniciar formação de gelo nas tripas dos animais, com consequências devastadoras. A menos que algo impeça o crescimento dos cristais de gelo.

É isso que as proteínas anticongelantes dos peixes fazem. Os tecidos e corrente sanguínea de cerca de 120 espécies de peixes pertencentes à família dos Notothenioidei estão repletos de anticongelante. As proteínas têm uma estrutura incomum de repetição que permite que se conectem aos cristais de gelo e reduzam para menos três graus a temperatura em que os cristais de gelo crescem. Isso fica um pouco abaixo da temperatura mais baixa do Oceano Antártico, e cerca de dois graus acima da temperatura de congelamento do plasma sanguíneo de peixes que não produzem o anticongelante. Essa pequena margem de proteção tem consequências profundas. Os peixes produtores de anticongelante hoje dominam as águas antárticas.

A capacidade de sobreviver e prosperar em águas frígidas impressiona, mas os insetos sobrevivem a temperaturas muito mais baixas em terra. Alguns, como a pulga da neve, ficam ativos até no inverno e são vistos saltando sobre montes de neve em temperaturas de menos sete graus ou mais baixas. Na verdade, esses insetos não são pulgas, mas Collembolae, um inseto sem asas primitivo capaz de saltar por longas distâncias usando a cauda.

Laurie Graham e Peter Davies, da Universidade Queens, em Kingston, Canadá, isolaram as proteínas anticongelantes das pulgas de neve e descobriram que elas também constituem uma estrutura repetitiva simples que se aglutina ao gelo e impede que os cristais cresçam.

As proteínas anticongelantes das pulgas de neve diferem completamente das que foram isoladas em outros insetos, como o besouro vermelho, que apresenta proteínas anticongelantes por sua vez diferentes das encontradas nas Choristoneurae, uma espécie de lagarta. E todos os anticongelantes desses insetos diferem da espécie que impede o congelamento dos peixes antárticos. O anticongelante de cada espécie é uma invenção evolutiva separada.

Mas a inovação dos insetos vai além dos anticongelantes. Biólogos descobriram outra estratégia para enfrentar o frio extremo. Alguns insetos simplesmente toleram o congelamento.

Nas latitudes mais setentrionais, como o interior do Alasca, as temperaturas de inverno caem a menos 50 graus, e a neve e temperaturas abaixo de zero podem perdurar até maio. Nessas temperaturas extremas, a maioria dos insetos vira picolé. O besouro upis, do Alasca, por exemplo, congela em torno dos menos oito graus. Mas ainda assim pode sobreviver mesmo se exposto a temperaturas de menos 73 graus.

Para tolerar o congelamento, é crucial que os insetos minimizem os danos do congelamento e do degelo. Os insetos desenvolveram diversas substâncias protetoras. Quando o inverno se aproxima, muitos desses insetos produzem elevada concentração de glicerol e outras moléculas de álcool. Elas não previnem o congelamento, mas retardam a formação de gelo e permitem que os fluidos que cercam as células congelem de modo mais controlado, enquanto o conteúdo da célula não congela.

Para proteção máxima, alguns insetos árticos combinam materiais protetores e anticongelantes. De fato, um novo tipo de anticongelante foi recentemente descoberto no besouro upis. Ao contrário das proteínas anticongelantes de outros besouros, mariposas e pulgas de neve, o produto do upis é um complexo açúcar de alta eficiência.

A necessidade de evitar o congelamento de fato foi mãe de muitas invenções evolutivas. Essa nova descoberta torna mais provável que tenhamos truques químicos a aprender dos métodos de proteção contra o frio extremo usados por insetos.

E a questão não envolve apenas entomologia ártica esotérica. Um desafio persistente para a preservação de órgãos humanos é exatamente o problema que esses insetos resolveram – como congelar tecidos por um longo período e depois degelá-los sem dano. Equipes de pesquisa agora estão estudando como aplicar percepções ganhas no mundo animal às salas de cirurgia.

Fonte: Terra

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