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Acorrentados, elefantes passam fome e podem morrer após anos de exploração

Cerca de 2 mil elefantes estão passando fome e vivendo acorrentados na Tailândia, após seus tutores argumentarem que a pandemia de Covid-19 os deixou sem condições financeiras para cuidar dos animais, que há anos são explorados no país para entretenimento humano. Sem alimentação adequada, os animais correm risco de morte.

Ekasit, de 43 anos, é um desses elefantes. Ele fica trancado, com as patas presas, durante mais de 18 horas diárias em um acampamento de 30 quilômetros – dos quais ele não pode desfrutar – ao oeste de Chiang Mai (norte).

Elefante faminto procura comida em fazenda na Tailândia – foto de 28 de março (Foto: HANDOUT / THAI ELEPHANT ALLIANCE ASSOCIATION / AFP)

Seu tutor argumenta não ter dinheiro para alimentar o animal. Ele tem recorrido a bananas, cedidas por um templo vizinho, e folhagens encontradas na estrada. As folhas, no entanto, estão escassas por conta da seca severa que o país enfrenta.

“Não é suficiente. Ele tem apenas metade de sua ração diária. Sua saúde está em perigo”, disse à AFP seu tutor, Kosin.

Estressados por estarem acorrentados e famintos, os elefantes têm brigado entre si nos locais onde ficam presos, segundo Saengduean Chailert, do Elephant Nature Park, onde vivem 84 desses animais.

Elefante é explorado para entretenimento humano na Tailândia, em fevereiro ( Foto: Mladen Antonov/AFP)

As condições de vida dos elefantes são precárias desde antes da pandemia. Apesar de afirmarem respeitar a vida animal, parques na Tailândia exploram os elefantes em nome do lucro, tratando-os como objetos a serviço dos seres humanos. Mantidos em condições degradantes, esses animais são forçados a transportar turistas e são submetidos a cruéis treinamentos – nos quais sessões de espancamento são comuns – para que aprendam a dançar e pintar quadros – atividades que, depois, são expostas aos turistas, que financiam tamanha crueldade.

Um dos locais que explora esses animais e os força a participar de apresentações humilhantes é o Mae Taeng, um dos maiores do país. O parque recebia até 5 mil visitantes por dia antes da crise do coronavírus, que se intensificou em janeiro e afastou os turistas.

Por volta do mês de março, os parques de elefantes foram fechados por determinação das autoridades para conter o avanço da Covid-19. De acordo com a Universidade Johns Hopkins, há mais de 1,7 mil casos da doença na Tailândia.

Turistas visitam santuário na Tailândia – foto de 13 de março (Foto: Lillian Suwanrumpha/AFP)

Seguindo a lógica da objetificação animal, muitos parques alugam elefantes. Vistos como meras mercadorias, eles são alugados por valores que variam de US$ 700 e US$ 1,2 mil ao mês. A alimentação deles sai por cerca de US$ 50 por dia, além dos gastos com os tratadores. Com a chegada do vírus, parques já devolveram os elefantes aos seus reais tutores.

Esse cenário terrível, no entanto, está longe de se transformar na chance dos elefantes se libertarem da crueldade imposta pelo ser humano. Isso porque, embora a exploração desses animais na indústria florestal tenha sido proibida em 1989, o presidente da Thai Elephant Alliance Association, Theerapat Trungprakan, teme que eles voltem a ser explorados “no transporte de madeira, causador de inúmeros ferimentos”.

No país, elefantes já podem ser vistos nas ruas, “mendigando” ao lado de seus cuidadores.

Elefante em santuário de animais resgatados, no início de março, na Tailândia (Foto: Lillian Suwanrumpha/AFP)

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Ativistas enviam mais de 9 mil fardos de feno para alimentar elefantes famintos

Foto: O Parque Nacional de Hwange, geralmente um refúgio para a vida selvagem, foi gravemente atingido pela seca | Foto: CHRISTOPHER SCOTT/GETTY IMAGES
Foto: O Parque Nacional de Hwange, geralmente um refúgio para a vida selvagem, foi gravemente atingido pela seca | Foto: CHRISTOPHER SCOTT/GETTY IMAGES

Ativistas pelos direitos animais iniciaram o transporte de fardos de feno para os parques nacionais do Zimbábue para alimentar os animais que estão sofrendo com uma seca sem precedentes e que já matou de fome dezenas de elefantes.

A ONG VAWZ – Vets for Animal Welfare Zimbabwe (Veterinários pelo Bem-estar Animal do Zimbábue) operacionalizou o transportou de 9 mil fardos de feno para o Mana Pools, um parque nacional no norte do país, informou a Radio France International.

“Por causa da seca, os poços naturais estão secando e os elefantes ficam presos na lama profunda. Tentamos de tudo para tirá-los, mas mesmo depois de escavar a lama e retirá-los, eles geralmente estão fracos demais para se levantar,”disse Carole Deschuymere, uma fotógrafa da vida selvagem que trabalha em estreita colaboração com a VAWZ.

“Muitos filhotes de elefantes nascem prematuramente e as mães não têm leite suficiente para alimentá-los. Também é a época do nascimento dos potros das zebras. Sem o feno, todos morreriam”, disse ela.

Acredita-se que até 20 elefantes, só no parque nacional Mana Pools, tenham morrido de fome no mês passado. Antes, o Departamento de Parques Nacionais do Zimbábue disse que pelo menos 55 elefantes haviam morrido no Parque Nacional de Hwange, 300 milhas a sudoeste.

A África Austral está passando por sua pior seca em 20 anos. Porém, no Zimbábue, o impacto foi exacerbado por uma crise econômica que deixou o governo e o público privados de moeda estrangeira para pagar por alimentos importados, combustível e eletricidade.

O pior da seca atingiu uma faixa de terra na parte norte do país, que abriga a maioria dos parques nacionais do Zimbábue.

“A situação é terrível. Os animais estão morrendo, as pessoas estão morrendo”, disse Tinshe Farawo, porta-voz da Zim Parks, a autoridade nacional de vida selvagem do Zimbábue.

“Não são apenas os elefantes. Acabei de ler um relatório sobre o salvamento de búfalos que ficaram presos na lama”.

A seca também exacerbou a competição entre humanos e animais pela água, já que os animais, incluindo elefantes, tomam conta de poços escavados por agricultores de subsistência para suprir as demandas de suas colheitas e seu gado.

Pelo menos 22 pessoas foram mortas em razão de conflitos com elefantes desde o início deste ano. A vítima confirmada mais recente foi um fazendeiro que vivia perto de Hwange. O homem tentou espantar agressivamente um elefante de sua terra e foi morto na semana passada, disse Farawo.

Existem cerca de 85 mil elefantes no Zimbábue.

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TripAdvisor suspende a venda de ingressos para atrações que criam baleias e golfinhos em cativeiro

O TripAdvisor confirmou que sua nova política afetará as principais atrações, incluindo os parques do SeaWorld (foto, San Diego) e Loro Parque. | Foto: Alamy
O TripAdvisor confirmou que sua nova política afetará as principais atrações, incluindo os parques do SeaWorld (foto, San Diego) e Loro Parque. | Foto: Alamy

O TripAdvisor, um dos maiores sites de viagens do mudo, anunciou que não venderá mais ingressos para as atrações que importam ou criam golfinhos e baleias em cativeiro para entretenimento. Esta atualização afetará os principais parques temáticos do mundo, incluindo o SeaWorld. Ativistas pelos direitos animais consideram o fato uma vitória.

O TripAdvisor criou uma política de bem-estar animal em 2016 e esta é sua atualização mais recente. Tanto a empresa quanto a Viator, sua subsidiária, encerrarão todos os vínculos comerciais com instalações que não possuem ou não planejam ter ambientes alternativos para baleias golfinhos e botos que vivem em cativeiro. A política estará totalmente consolidada até o final de 2019.

Como exemplo entre um fornecedor que o site de viagens venderá ingressos e o que não venderá, o SeaWorld disse que não criará orcas, mas que criará outros cetáceos, como golfinhos e botos. Já o National Aquarium em Baltimore tem um santuário de golfinhos. O SeaWorld não será um fornecedor aceitável, o National Aquarium será.

Falando sobre as alterações atualizadas na política, Dermot Halpin, Presidente da TripAdvisor Experiences & Rentals disse ao One Green Planet: “As extensas evidências apresentadas a nós pelos especialistas foram convincentes. Baleias e golfinhos não prosperam em ambientes limitados, ou seja, em cativeiro, e esperamos ver um futuro onde eles vivam como deveriam – livres e em estado selvagem. Acreditamos que a atual geração de baleias e golfinhos em cativeiro deva ser a última, e esperamos ver essa posição adotada mais amplamente em todo o setor de viagens”.

A proibição do TripAdvisor já incluía proibição da venda de ingressos para lugares com “shows e performances degradantes de animais” e a proibição de shows em que os viajantes podem brincar ou interagir com animais selvagens em cativeiro.

Os cientistas especializados em animais sentiram-se encorajados pela proibição. Naomi Rose é uma cientista de mamíferos marinhos do Instituto de Bem-Estar Animal, “baleias e golfinhos não podem prosperar em cativeiro e turistas conscientes não toleram mais explorar esses seres tão inteligentes e socialmente complexos para o entretenimento humano”.

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Vitória histórica para os elefantes em conferência internacional de proteção à vida selvagem

Ramadiba no zoológico de Johannesburg | Foto: Sarah Koning
Ramadiba no zoológico de Johannesburg | Foto: Sarah Koning

Uma votação na 18ª reunião da Convenção sobre Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas em favor da limitação do comércio internacional de animais vai mudar a regulamentação atual que permite que quatro países da África Austral – Zimbábue, Namíbia, Botswana e África do Sul – vendam seus elefantes a zoológicos e parques de vida selvagem em outros continentes.

Estes locais são finalmente considerados inadequados e inaceitáveis, graças aos quarenta e seis países que votaram a favor da decisão.

Juntos, os quatro abrigam quase metade dos elefantes africanos do mundo e têm menos restrições comerciais do que as nações onde os paquidermes estão sob grave ameaça. O Zimbábue enviou dúzias de elefantes pequenos para a China nos últimos anos e disse em junho que está aberto para vender sua vida selvagem a quem quiser.

A diretora e bióloga de elefantes da Humane Society International (HSI) África, Audrey Delsink, estive presente na conferência e reiterou que a exportação de elefantes selvagens vivos, animais que já não prosperam em cativeiro, “não serve para fins de conservação e é combatida por numerosos biólogos especialistas em elefantes”.

“A captura de filhotes de elefantes é horrivelmente cruel e traumática para as mães, seus filhos e seus rebanhos que são deixados para trás. Os bebês sofrem danos físicos e psicológicos quando tomados de suas mães. Os zoológicos e outras instalações em cativeiro forçam esses filhotes a viver em um ambiente não natural e insalubre que não atende às suas complexas necessidades”, explicou Delsink.

Os elefantes em Botswana e no Zimbábue, no entanto, tinham uma anotação específica que permitia ao comércio “destinos apropriados e aceitáveis”, explicou a HSI.

Botsuana e Zimbábue dizem ter elefantes demais e querem que Cites relaxe algumas de suas regras, incluindo uma moratória sobre as vendas de marfim, que será discutida na convenção ainda esta semana. Os países abrigam as duas maiores populações de elefantes do mundo, com mais de 200 mil vivendo nas duas nações no total.

Somente nos últimos sete anos, o Zimbábue capturou e exportou mais de 100 filhotes de elefantes, muitos dos quais morreram posteriormente devido a traumas e abusos.

A HSI, juntamente com a African Elephant Coalition, formada por 32 países membros que garantem o bem-estar dos elefantes e a proteção do comércio de marfim, saudaram a decisão da CITES.

A 18ª Conferência da CITES está sendo realizada em Genebra, na Suíça, de 17 a 28 de agosto.

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Reservas naturais vão receber cerca de 3 mil animais selvagens em Moçambique

A Administração Nacional das Áreas de Conservação de Moçambique (ANAC) anunciou este sábado que cerca de três mil animais selvagens vão chegar este ano aos parques e reservas nacionais provenientes dos países vizinhos.

“Temos em perspetiva a reintrodução de cerca de três mil animais provenientes do exterior, dos países vizinhos, ainda este ano”, declarou Mateus Muthemba, diretor-geral da ANAC, em conferência de imprensa alusiva ao oitavo aniversário da Anac.

KELLY BARNES/EPA

Internamente, prosseguiu, serão deslocados cerca de dois mil animais de alguns parques e reservas para outros, no quadro da política de repovoamento dos espaços da vida selvagem, com défice de população animal.

Mateus Muthemba considerou “difícil” indicar em concreto quantos animais existem nos parques e reservas moçambicanas, dado que essa informação carece de um censo geral da população animal.

Assinalou que a introdução de novos animais nos parques e reservas moçambicanas enquadra-se no programa de reposição de efetivos destruídos pela guerra civil que terminou em 1992 e pela caça.

“Desde 2015 até ao momento foi feito um investimento considerável na área da conversação, foram reintroduzidos cerca de seis mil animais de diferentes espécies”, frisou Muthemba.

Elefantes, búfalos, leões, pivas, zebras e impalas incluem-se entre os animais reintroduzidos nos parques e reservas nacionais, acrescentou.

O administrador da ANAC destacou que a instituição intensificou a luta contra a caça e como resultado não há registro de nenhum elefante morto na reserva do Niassa, o maior habitat da espécie em Moçambique neste momento.

“Potenciamos a proteção dos animais intensificando a fiscalização, através do aumento de fiscais e recorrendo a tecnologias de vigilância mais sofisticadas, o que contribuiu para a redução da caça”, sublinhou Mateus Muthemba.

A dinâmica introduzida pela ANAC permitiu igualmente o apetrechamento das áreas de conservação em termos de infraestruturas, aumentando o potencial turístico dessas zonas.

“Os nossos parques e reservas estão mais apetecíveis, mais atrativos para o turismo”, frisou Mateus Muthemba.

Para reforçar a consciência cívica sobre a importância da conservação da vida selvagem, a ANAC promoveu este sábado uma excursão para cerca de 200 crianças de duas escolas à Reserva Especial de Maputo (REM), onde foram avistar diversos tipos de animais.

“Todo o entusiasta da conservação teve uma experiência com a vida selvagem ainda em criança, de pequenino se torce o pepino”, disse o administrador da ANAC.

Fonte: Observador


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Empresa descumpre promessa de encerrar vendas para parques com cativeiros

Protestos, revelações e episódios lamentáveis com orcas e outros animais marinhos em cativeiros aumentada a consciência das pessoas em relação a estes animais.

Baleia Beluga.  Foto: Shutterstock.com

Desde o sucesso do documentário “Blackfish”, em 2013, o SeaWorld tem sido criticado por negligenciar o bem-estar animal. O parque está saindo da moda e a venda de ingressos caiu. Infelizmente, outras empresas continuam lucrando com a exploração destes animais

A Thomas Cook, um dos principais grupos de viagens de lazer do mundo, foi a primeira empresa de viagens internacionais a anunciar a eliminação das vendas para destinos que lucram com orcas em cativeiro. Apesar disto, a empresa continua a apoiar a terrível indústria de mamíferos marinhos em cativeiro em parceria com investidores que exploram belugas e golfinhos.

A Fosun, uma empresa de investimentos chinesa, possui 11% das ações da empresa de viagens Thomas Cook, construiu um resort de luxo chamado Atlantis Sanya, localizado na ilha de Hainan, na China . As informações são do World Animals News.

Foto: Depositphotos

O resort abriu suas portas em maio de 2018 e tem duas atrações marinhas no local para clientes: o Aquário de Câmaras Perdidas, que abriga  baleias belugas e é gratuito para todos os hóspedes do hotel; e por uma taxa extra, os clientes podem nadar com golfinhos, no Dolphin Cay .

Além de viver em um ambiente antinatural, onde eles são usados ​​para entretenimento, a maneira como esses cetáceos foram tirados de suas casas e famílias também é trágica. As baleias beluga foram capturadas na Rússia, e os golfinhos nariz-de- garrafa e brancos foram tirados em uma caçada em Taiji, no Japão, uma área conhecida pela morte em massa de golfinhos do filme, The Cove .

Enquanto a Thomas Cook está abandonando as instalações do SeaWorld e do Loro Parque, está promovendo  simultaneamente  a indústria de parques marinhos na China através de sua parceria com a Fosun.

 

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Disney World inclui menus veganos em resorts e parques

O Walt Disney World de Orlando, o “lugar mais feliz do mundo”, recentemente adicionou várias opções veganas em resorts e parques. A mudança atende a crescente população de veganos que visitam as atrações e não tinham escolhas na hora de comer.

Foto: Pixabay

No Caribbean Beach Resort da Disney, a mais nova opção vegana a chegar é o Just Egg. A opção atualmente disponível apenas no café da manhã do Centertown Market, um restaurante fast-casual.

A combinação de ovo e linguiça vegan pode ser substituída no lugar de produtos de origem animal como opção de “café da manhã americano”, que inclui fritas caseiras e torradas. De acordo com o Instagram @ vegandisneyworld , os convidados podem pedir o Breakfast Bowl Create-Your-Own (9,49 dólares) com o Just Egg, o vegan Beyond Sausage, e escolher alguns temperos, como a salsa.

Café da manhã vegano com ovos e salsicha. Foto: Vegandisneyworld.com

Beyond Burgers também já chegou ao Disney Resorts e o Beyond Sausage apareceu pela primeira vez no Magic Kingdom no Friars Nook e agora está em vários locais da Disney World! Queijos veganos também estão disponível em muitos restaurantes e fast-foods.

Taverna Liberty Tree. Foto: Vegandisneyworld.com

O Liberty Tree Tavern, também no Magic Kingdom oferece agora o novo bolo de carne vegan Meatloaf Revolucionário, com purê de batatas e fatias de maçã.

Meatloaf Revolucionário. Foto: Vegandisneyworld.com

Outro parque icônico em Orlando também se adaptou à mudança, o Universal Studios Florida, acrescentou opções veganas a sete de seus restaurantes no início deste ano.

Os produtos veganos

O Just Egg foi desenvolvido a partir de feijão pela startup californiana JUST e Beyond Sausage é feito pela marca vegana Beyond Meat– mais popular por seu Beyond Burger, baseado em proteína de ervilha.

Parques de diversões icônicos em Orlando estão se adaptando à mudança de fábrica, incluindo a Universal Studios Florida, que acrescentou opções veganas a sete de seus restaurantes no início deste ano.

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Seis rinocerontes estão a caminho do Chade, terra onde foram extintos há mais de cinquenta anos, em uma tentativa de reinserção da espécie no local (Foto: Pixabay)
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Rinocerontes ameaçados de extinção são levados da África do Sul para o Chade

Começaram os processos de translocação de 6 rinocerontes negros da África do Sul para o Chade, na África Central, quase 50 anos após a extinção local desses animais.

Em uma iniciativa de conservação internacional para reintroduzir os animais ameaçados de extinção na área do Chade, seis rinocerontes negros foram retirados de uma instalação de retenção no Cabo Oriental da África do Sul para iniciar uma translocação por via aérea para o Parque Nacional Zakouma, no Chade.

Seis rinocerontes estão a caminho do Chade, terra onde foram extintos há mais de cinquenta anos, em uma tentativa de reinserção da espécie no local (Foto: Pixabay)
Seis rinocerontes negros estão a caminho do Chade, terra onde foram extintos há mais de cinquenta anos, em uma tentativa de reinserção da espécie no local (Foto: Pixabay)

Os rinocerontes estão sendo realocados por meio de uma colaboração entre o Departamento de Assuntos Ambientais da África do Sul (DEA), o governo do Chade, os Parques Nacionais Sul-Africanos (SANParks) e os parques africanos sem fins lucrativos.

Informações do World Animal News contam que o último rinoceronte negro do país foi registrado em 1972, nos últimos sete anos, o African Parks implementou extensas medidas para praticamente eliminar a caça furtiva em Zakouma, tornando possível reintroduzir estas espécies criticamente ameaçadas apenas após quase meio século de sua ausência, estabelecendo o Chade como um novo estado de alcance para esses animais.

Menos de 25 mil, dos quais cerca de 5 mil são rinocerontes negros, permanecem no deserto da África após um triste surto devastador de caça desses animais.

O Chade costumava ser o lar do rinoceronte negro ocidental e do rinoceronte branco do norte, este último que recentemente teve a morte do último macho, Sudan, anunciada, em uma derrota de conservação.

Peter Fearnhead, CEO da African Parks, disse em comunicado referente ao transporte desses animais: “Estamos participando de um evento histórico e analisando um futuro melhor para essa espécie, que persiste neste planeta há milhões de anos. A cooperação regional é fundamental se quisermos dar a esses animais icônicos um futuro neste continente”.

Os governos da África do Sul e do Chade assinaram um memorando de entendimento em outubro de 2017 para permitir a translocação dos rinocerontes. O progresso de hoje segue dois anos de planejamento para prezar pela segurança e o bem-estar dos animais.

Após a chegada ao parque, os rinocerontes serão liberados em recintos especialmente construídos por um curto período de tempo para permitir o monitoramento e a aclimatação antes de serem liberados em um santuário mais amplo e intensamente protegido.

O embaixador do Chade na África do Sul, Sagour Youssouf Mahamat Itno, ressaltou o comprometimento com o ato. “Estamos decididos a criar um futuro seguro e próspero para a vida selvagem e as pessoas, para que as gerações de chadianos possam experimentar os benefícios de paisagens naturais saudáveis ​​e intactas”.

Campanhas de tentativa de salvamento das espécies de rinocerontes estão sendo realizadas por entidades de direitos animais e por ativistas de grande alcance mundial. O dia do “Salvem os Rinocerontes” foi em maio, e discussões sobre a conscientização desses animais foram colocadas à tona.

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Um canguru foi morto e outro ferido em zoo na China após visitantes atirarem tijolos nos animais. (Foto: Twycross Zoo)
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Canguru morre após ser atingido com tijolos em zoo na China

Um canguru de 12 anos de idade foi morto e outro de cinco anos ficou ferido após visitantes de um zoológico no sudeste da China atirarem tijolos contra os animais, em tentativa de fazer os animais reagirem.

Conforme informações da mídia local, pedaços de concreto foram jogados em direção aos animais no fim de fevereiro deste ano, no Zoológico de Fuzhou, província de Fujian.

Um canguru foi morto e outro ferido em zoo na China após visitantes atirarem tijolos nos animais. (Foto: Twycross Zoo)
Um canguru foi morto e outro ferido em zoo na China após visitantes atirarem tijolos nos animais. (Foto: Twycross Zoo)

Os grandes mamíferos marsupiais, após a agressão, receberam atendimento veterinário, de acordo com o New Straits Times. O canguru mais velho, fêmea, morreu dias depois, e a causa da morte, de acordo com o relatório veterinário, foi o rim rompido do animal devido a um projétil – no caso, o tijolo atirado. No relatório, constavam também fotos de um dos pés do animal esmagado pelos tijolos.

O marsupial mais jovem foi ferido de forma semelhante, mas sobreviveu após tratamento.

No zoológico de Fuzhou, é comum que os visitantes provoquem os marsupiais australianos em busca de entretenimento, para que os cangurus exibam seus saltos realizados por suas fortes pernas traseiras.

Não foi divulgado pelo zoológico se os culpados pela morte e agressão dos animais foram localizados, identificados ou punidos. O zoo apenas divulgou que procuraria instalar câmeras de segurança para evitar que os visitantes voltassem a machucar os animais cativos.

Locais que mantém animais em cativeiro na China são conhecidos por regulamentação e segurança precários, comumente noticiados, tanto por condições de maus-tratos e crueldade dos animais cativos quanto por violências realizadas por visitantes de zoológicos ou parques que exploram animais.

A noção dos direitos animais na China não é praticada e exaltada pela sociedade, já que o país oriental acumula exemplos de maldades – além das tradicionais – cometidas por vários estabelecimentos de exploração animal.

Recentemente, tigres mataram um jumento em Jiangsu, em um zoológico cujos investidores liberaram os animais em consequência de uma disputa comercial relacionada ao estabelecimento. Meses antes, um visitante de um zoo em Ningbo foi morto por tigres após ter invadido o recinto dos animais.

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Cavalos sendo explorados para puxar carruagens nos parques da companhia Walt Disney. (Foto: Disneyland Paris)
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Walt Disney explora animais para entretenimento em parque temático

A companhia Walt Disney possui 12 parques temáticos localizados em 6 complexos ao redor de todo o mundo.

Sendo idealização do sobrinho de Walt Disney, Roy E. Disney, o Magic Kingdom é um parque inteiramente com a temática animal, que propõe simular a ‘vida selvagem real’. Dos doze parques temáticos, o Animal Kingdom é o maior, abrangendo 218 hectares.

O Animal Kingdom é um dos parques dos complexos da companhia Walt Disney. (Foto: Bruce Pecho)
O Animal Kingdom é um dos parques dos complexos da companhia Walt Disney. (Foto: Bruce Pecho)

Em ambientes que simulam seu verdadeiro habitat, estão cerca de 2 mil animais de cerca de 300 espécies no Animal Kingdom. Os animais ali residentes foram trazidos de zoológicos credenciados pela Associação de Zoológicos e Aquários.

O Animal Kingdom é focado em manter espécies selvagens e exóticas, e a maioria dos animais que residem nele e em outros parques da Disney são mantidos em cativeiro após terem sidos resgatados de situações precárias ou abusivas, ou por estarem em reabilitação. No AK, encontram-se também espécies ameaçadas, como os tigres de Sumatra, os gorilas das planícies ocidentais e os micos-tigres.

O AK já enfrentou denúncias em seus primeiros anos de existência. Em 1998, a Disney reconheceu doze mortes enquanto “vinte e nove animais morreram no ou para o novo parque Animal Kingdom da Disney, de acordo com um relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos divulgado pela Associated Press”, conforme informação da CBS News.

Mas, além do Animal Kingdom, outros parques da companhia também beneficiam-se da imagem e exploração de animais. Com zoológicos e inúmeros aquários em suas instalações, não pode-se negar que, infelizmente, ainda promovem lucro em cima da exploração animal.

Cavalos explorados em carruagens

Como exemplo podemos citar a diária exploração de cavalos para carregar cargas pesadas de visitantes durante todos os dias, cercados por multidões e barulho. Os animais são forçados a puxar carruagens pesadas, em uma experiência não tão mágica quanto a que o parque propõe ao público.

Cavalos sendo explorados para puxar carruagens nos parques da companhia Walt Disney. (Foto: Disneyland Paris)
Cavalos sendo explorados para puxar carruagens nos parques da companhia Walt Disney. (Foto: Disneyland Paris)

A crueldade existente por trás da indústria de carruagens foi repetidamente destacada e protestada por defensores da causa animal, mas muitas instalações continuam a explorar cavalos para entretenimento humano.

Uma petição recente proposta pela equipe da Care2 está pedindo à Walt Disney Company que seja posto um fim aos bondes puxados por cavalos em seus parques.

Os cavalos são animais que se assustam de forma fácil, e nenhuma quantidade de treinamento pode livrá-los completamente dessa tendência natural. O ambiente da Disneylândia é caótico a esses animais, o que torna suas vidas não apenas estressantes, mas perigosas também.

Inúmeros casos de cavalos se assustando e derrubando suas carruagens já foram registrados em parques da Disney, o que caracteriza um grave risco aos passageiros ou aos cavalos. Entretanto, a companhia Walt Disney já provou ter alguma compaixão por seus cavalos. Os animais trabalham por poucas horas e vivem em uma fazenda fora da Disney.

Porém, evitar maus-tratos e fornecer um tratamento digno aos animais é tarefa básica de qualquer companhia que compacte com entretenimento animal e explore animais para lucrar ou promover diversão ao seu público.

Altos padrões não anulam a exploração

Mesmo com padrões incrivelmente altos de atendimento aos animais, com o seu próprio hospital veterinário e uma vasta equipe de profissionais, a Disney está cumprindo apenas com a obrigação de se responsabilizar por animais em prol do entretenimento, sem contar os lucros bilionários que a empresa recebe, e a exploração animal não deixa de ser contada como impulsionamento para o lucro de determinados parques que ainda utilizam animais como entretenimento.

Os tempos são outros, e atualmente a exploração de animais para entretenimento humano está se tornando cada vez mais um tabu e uma atitude digna de denúncia e repulsa.

Já que a Disneylândia tem muito a oferecer em termos de entretenimento para seu público, ainda utilizar cavalos carregando carruagens é atitude completamente desnecessária, cujos ganhos seriam maiores por extinguir tal realização do que por mantê-la acontecendo.

Os animais no Animal Kingdom parecem estar vivendo a céu aberto, em estado selvagem. Os animais selvagens, os cavalos e os animais marinhos dos aquários, mesmo possuindo altos padrões de bem-estar, não deixam de ser explorados, e Disney se beneficia de lucros bilionários também com responsabilidade de exploração de animais como atrações.

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Gatos de parques: combater o abandono, castrar e cuidar é a melhor estratégia

Roma abriga dezenas de colônias de gatos | Divulgação

O Parque Independência em SP é referência no método de CED – Captura, Esterilização e Devolução já adotado com gatos das maiores cidades do mundo como Nova York, Paris e Roma. Mas os últimos relatórios internacionais apontam que o método de CED deve ser acompanhado por uma forte política pública contra o abandono. Num estudo realizado com 103 colônias de gatos em Roma, na Itália, onde houve a castração e devolução ao local de origem de cerca de 8 mil felinos em 10 anos, constatou-se que em paralelo a esse trabalho, as colônias cresceram em torno de 21% por conta de novos abandonos.

A fim de tornar as colônias mais estáveis, estão sendo inseridas câmeras e programas de conscientização desde 2000 nos principais pontos turísticos onde os gatos escolheram para viver. O governo italiano assimilou que, mesmo com esse residual de 21% de crescimento registrado ao longo dos anos, ainda é mais seguro, tanto para os animais quanto para a população humana, que os gatos sejam castrados pelos órgãos públicos e tratados pelos voluntários, afinal, com a retirada dos felinos, novas colônias sem tratamento veterinário se formariam e se reproduziriam rapidamente.

O método de CED começou na Inglaterra em 1960 como controle populacional de gatos ferais ou ariscos. Outras medidas de controle como remoção dos gatos para fins de eutanásia ou de colocação em abrigos, mostraram-se totalmente ineficazes. Primeiro porque os gatos não podiam ser manuseados e muito menos adotados já que ainda mantinham uma essência selvagem. E, segundo, porque ao se remover uma colônia, outra logo se formava no local conforme explicado acima.

A American Society for the Prevention of Cruelty to Animals (ASPCA), importante instituição internacional de proteção animal, considera esse procedimento como o mais ético, efetivo e economicamente viável para controle de gatos em parques e espaços públicos. Vale lembrar que, assim como os cães, os gatos não se “materializaram” nas cidades. Eles foram introduzidos pelo homem. Aliás, os gatos sempre foram recrutados para manter os ratos afastados e é deles a vitória contra a peste bubônica que matou 25 milhões de pessoas na Europa. O que o homem não conseguiu com medicamentos durante anos, os gatos conseguiram em pouco tempo apenas perambulando pelas ruas.

Os gatos do Museu do Ipiranga

“Eles são todos castrados, vacinados, vermifugados e têm nome. Conhecemos todos. Hoje são 50, mas já doamos mais de 100 nos últimos anos. Nosso grupo de nove voluntários emprega os próprios recursos no cuidado com esses gatos que, na verdade, não são selvagens. São gatos domésticos abandonados no Parque Independência sem dó nem piedade. Não somos ONG, não temos abrigo. O maior problema não são os gatos, mas a falta de consciência das pessoas”, conta a bióloga Francielli Vergino que há oito anos ajuda no tratamento e monitoramento da colônia felina.

Gatinhos sobrevivem à covardia humana no Parque Independência | Divulgação

Embora o método de CED esteja sendo executado com êxito no Parque Independência, os gatos de lá, eventualmente, também sofrem preconceito e perseguição. Muito tempo atrás já houve uma tentativa de acabar com a colônia e a prefeitura retirou os gatos: “Mas foi uma operação frustrada porque, segundo a Dona Madalena, que acompanha a colônia há 20 anos, outro grupo de gatos logo se instalou no local. Portanto, é bem melhor manter uma colônia tratada e estável do que abrir espaço para infinitas novas colônias não castradas nem vacinadas”, diz a bióloga.

Existe ainda uma crença de que os gatos afetam a população de pássaros, mas os nascidos nas cidades perdem muito de seu instinto, habilidade e interesse para a caça. Além disso, gato alimentado não sai caçando conforme assinala Francielli: “Os gatos do museu são bem alimentados com ração. Eles comem e dormem. É isso que eles fazem. Os pássaros não estão fugindo do parque por conta dos gatos, mas por causa da escassez de comida e água. Quando as poucas árvores frutíferas dão jacas e abacates, os munícipes levam tudo embora. E não tem fonte, por isso, é comum vermos os passarinhos se banhando nos potes de água dos gatos”.

Além do abandono, gatos que vivem no Parque Independência sofrem com o preconceito | Divulgação

Assim como os gatos, os saguis (macacos de pequeno porte) também foram sendo abandonados no Parque Independência e hoje são bem numerosos. Por isso Francielli ressalta: “Nas florestas esses pássaros contam com um número muito maior de predadores como répteis, aves maiores como gaviões, falcões, corujas, dentre outros. No Parque os macaquinhos são os verdadeiros predadores das aves! Na falta de alimento eles predam os ovos e filhotes de pássaros!”.

Outra acusação contra os gatos é de serem transmissores de doenças à fauna silvestre mas, em primeiro lugar, sabe-se que os gatos cobrem suas fezes (o que, aliás, vira adubo) e as doenças tipicamente felinas (contra as quais os gatos dos museus são vacinados) não se desenvolvem em aves. E eles também não são um perigo à saúde humana, caso contrário, os milhares de frequentadores do Parque Independência e milhões de pessoas que possuem gatos em casa viveriam sempre doentes com patologias felinas. Portanto, essa é outra lenda felina urbana.

O gato não é vilão

Felinos fizeram do Parque Independência seu próprio habitat | Divulgação

O gato não é inimigo da fauna, mas integrante dela – e estamos falando de uma fauna urbana, ainda que os indivíduos sejam descendentes da silvestre. É preciso ressaltar que animais urbanos desenvolvem novos hábitos alimentares e de comportamento, às vezes bem distintos dos indivíduos de sua espécie que vivem na floresta. Os mecanismos de defesa, confecção de ninho e busca de alimento dos passarinhos que habitam o Museu do Ipiranga e de outros parques urbanos não são os mesmos averiguados nas matas.

Gatos, cães e pássaros se adaptaram aos espaços das cidades desenvolvendo novas técnicas de sobrevivência. A busca de alimento como restos de comida ou ração ofertada por humanos substituiu a caça. O maior inimigo e caçador da fauna urbana é o ser “desumano” que desmata, acaba com as árvores também nas cidades, polui, aprisiona em gaiolas, utiliza para experiências, enfim, uma infinidade de coisas. Portanto, cabe ao poder público combater o abandono de gatos e investir na castração em massa, ajudando assim os voluntários em sua árdua tarefa de controle da população felina.

E para ajudar as colônias de gatos há também uma lei que confere proteção aos animais comunitários. Diz a lei 12.916, do deputado estadual Feliciano Filho: “O animal reconhecido como comunitário será recolhido para fins de esterilização, registro e devolução à comunidade de origem, após identificação e assinatura de termo de compromisso de seu cuidador principal. Para efeitos desta lei considera-se cão comunitário aquele que estabelece com a comunidade em que vive laços de dependência e de manutenção, embora não possua responsável único e definido”.

Embora a lei use o termo “cão comunitário”, fala também em “animal comunitário” no qual os gatos de parques, praças e clubes, por analogia, podem se encaixar se tiverem essa relação de dependência com humanos. Embora os gatos continuem tendo seus desafetos (muitas vezes por falta de conhecimento técnico e/ou vivencial), a maioria das pessoas não admite mais métodos de remoção e extermínio que, aliás, como mostram experiências no mundo todo, não funcionam.

Método CED reduz número de animais em situação de abandono e rua | Divulgação

Como um último alerta cabe lembrar que o método de CED deve ser feito por profissionais capacitados para isso e não por empresas dedetizadoras cuja atividade limita-se ao controle de pragas. Denuncie se souber de algum episódio. Gato não é praga. Gatos são seres sensíveis, amorosos e que, ao longo de séculos, têm provado que podem ajudar os humanos a superarem traumas emocionais, a detectar doenças, prever ataques epiléticos e desastres naturais.

Veja mais matérias sobre controle populacional de gatos em locais públicos e privados:

https://www.anda.jor.br/2015/10/gatos-cemiterios-castrados-monitorados/

https://www.anda.jor.br/2015/10/gatos-cemiterio-amados-cuidados/

https://www.anda.jor.br/2016/01/gatos-em-situacao-de-rua-viram-mascotes-de-hotel/

https://www.anda.jor.br/2016/02/hotel-iberostar-envia-nota-a-anda-sobre-caso-de-gatos-famintos-e-feridos/

https://www.anda.jor.br/2015/10/gatos-estao-capturados-dedetizadoras/

*Fátima ChuEcco é jornalista ambientalista e atuante na causa animal

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Esquilo
Destaques, Notícias

Milhares de animais selvagens são assassinados em parques britânicos

Mais de 8400 mamíferos e 3240 aves foram assassinados pela agência governamental Royal Parks desde Janeiro de 2013, incluindo 1734 cervos, 2657 coelhos e 1221 corvos.

Coelho em gramado
Foto: Getty Images/National Geographic Creative

Nos oito espaços abertos da organização, que incluem o Hyde Park e o Richmond Park, os guardas mataram 3679 esquilos, 330 raposas, 268 gansos e 382 pegas azuis.

A Animal Aid fez um apelo para que o Royal Parks adote alternativas ao massacre e instrua os membros do público a parar de alimentar os animais.

A organização disse que nenhum conselho londrino aprisiona e mata raposas, mas opta por métodos alternativos de controle da população, como gerenciamento de resíduos e dispersão de ruídos.

Uma política governamental antiga também oferece conselhos contra o extermínio, afirmando que “as estratégias mais eficazes basearam-se primeiramente em métodos não letais”.

Pássaros
Foto: Getty Images/National Geographic Creative

O número total de animais mortos desde janeiro de 2013 varia muito nos oito espaços abertos históricos administrados pelo Royal Parks.

Os guardas do Bushy Park mataram a maioria dos animais: 4108 mamíferos e 1802 pássaros. O Richmond Park, o maior dos parques do grupo, teve 2999 mamíferos e 985 aves assassinados.

A Animal Aid mostrou os números assombrosos exclusivamente para a reportagem do Daily Mail.

“Esses dados chocantes revelam a implacável perseguição sofrida por animais que ajudam a tornar o Royal Park tão popular. Para muitas pessoas, visitar um parque oferece uma rara oportunidade de ver e interagir com animais selvagens”, explicou Isobel Hutchinson, diretora da Animal Aid.

Esquilo
Foto: Getty Images/National Geographic Creative

Mas ao invés de serem apreciados, esses animais são mortos. Se o Royal Parks deseja reduzir o número de animais selvagens em seus parques, então deve utilizar os inúmeros métodos humanos de dispersão que estão disponíveis”, completou.

O Royal Park argumentou que o extermínio “é essencial para manter a diversidade ecológica em seus espaços abertos”.

 

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