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Caçadores usam lança para matar gorila ameaçado de extinção

Rafiki, que aparece ao lado de uma fêmea na foto, foi morto por caçadores (Foto: Allan Carlson/WWF)

Rafiki, um gorila-das-montanhas de 25 anos que vivia Parque Nacional da Floresta Impenetrável de Bwindi, em Uganda, teve sua vida ceifada por caçadores. Ameaçado de extinção, o animal foi morto ao ter uma lança fincada em sua barriga.

O crime representa um retrocesso na luta pela preservação da espécie. Desde 2011, gorilas-das-montanhas não eram mortos por caçadores.

Líder de um bando de gorilas desde 2008, Rafiki sofreu ferimentos em seus órgãos internos, conforme comprovou exame de autópsia. As informações são de uma reportagem de Jack Losh, do National Geographic Brasil.

O gorila desapareceu em 1º de junho. No dia seguinte, foi encontrado morto, com o corpo mutilado. Um dos caçadores foi encontrado por guardas florestais em um vilarejo próximo, munido de armadilhas, uma lança, sinos para prender nas coleiras de cães explorados para caçar animais, além de carne de caça. Ao ser questionado, ele confessou o crime e disse que matou o gorila para se defender enquanto caçava antílopes com outros três homens. Eles podem ser condenados à prisão perpétua ou multa de US$ 5,4 milhões caso sejam considerados culpados pela Justiça.

Diretora do Programa Internacional de Conservação de Gorilas, Anna Behm Masozera afirmou ao National Geographic que Rafiki e sua família buscavam alimentos fora dos limites do parque, tornando-se “um símbolo de convívio harmônico” com as pessoas.

“A morte de Rafiki e as circunstâncias que a envolvem são devastadoras. Ele era o único macho maduro desse bando emblemático”, disse Masozera.

E a situação pode ficar pior por conta da pandemia de coronavírus. Com os parques nacionais fechados, perdeu-se a principal renda voltada à preservação dos gorilas, que era obtida por meio do ecoturismo. Além disso, conservacionistas e oficiais do governo alertam para o risco da população caçar animais por desespero, devido à crise. “Os gerentes do parque de toda a área de ocorrência dos gorilas-das-montanhas estão alertando para atividades humanas acima do normal, muitas delas ilegais”, reforçou Masozera.

E a presença de caçadores nos parques é prejudicial aos animais não só pelos risco de serem mortos, mas também pela possibilidade de uma pessoa contaminada pelo coronavírus ter contato com os macacos, que podem contrair a doença respiratória por conta da semelhança genética com os humanos.

Apesar desse cenário alarmante, há esperança para a espécie. Atualmente existem mais de mil gorilas-das-montanhas, divididos em duas populações principais em Bwindi e em uma rede de parques na área de vulcões extintos de Virunga. O número é prova da capacidade de recuperação da espécie, que foi dizimada na década de 1980, após décadas de caça e guerra civil, chegando a cerca de 350 animais. Em 2018, o status da espécie, antes considerada criticamente ameaçada, passou para ameaçada, conforme atualização da União Internacional para a Conservação da Natureza.

Para isso, foi necessário trabalhar em conjunto com comunidades locais e apoiar suas iniciativas de ecoturismo, segundo Masozera. Mas a falta de turistas, por causa da pandemia, prejudicou as pessoas que necessitam do ecoturismo para sobreviver – como carregadores de malas, lojistas, funcionários de hotéis, entre outros. Alguns deles podem recorrer à agricultura de subsistência, mas também há insegurança quanto a isso, já que a estação seca reduzirá a produção agrícola.

No que se refere à morte de Rafiki, conservacionistas temem que a perda do líder do bando fragmente a família dele, conhecida como Nkuringo. “Os dorsos prateados, como Rafiki, desempenham um papel muito importante na estabilidade e coesão do bando, de modo que essa perda surtirá um grande impacto sobre o bando”, afirmou Cath Lawson, primatologista e gerente regional especializada na África Oriental da organização não governamental WWF do Reino Unido. “Sua morte é trágica”, completou.

Além disso, existe a possibilidade de outro gorila de dorso prateado assumir a liderança, mas não ser habituado às pessoas, o que poderia afastar os turistas, reduzindo a arrecadação de recursos voltados à conservação da espécie e prejudicando a economia da região, o que poderia abrir ainda mais espaço para novas atividades ilegais de caça.

Em outras situações vivenciadas no passado, famílias se dispersaram após a morte dos líderes de dorso preteado. Com isso, filhotes podem acabar sendo mortos por outros líderes de dorso preteado nos novos bandos.

Todas as dificuldades, no entanto, não desanimam os conservacionistas, que seguem dispostos a lutar pela preservação desses animais. “É uma perda. Mas o convívio pacífico é uma empreitada incessante que não é alcançada da noite para o dia”, concluiu Masozera.


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Turistas registram um raro encontro entre hipopótamo e hiena, na Zâmbia

Momento foi observado por turistas que passavam no local.


Por Heloiza Dias


Um raro encontro entre dois animais foi observado por turistas e um orientador do Parque Nacional Luangwa do Sul, na Zâmbia. Um hipopótamo se aproximou calmamente de uma hiena-pintada que estava dormindo, ao despertar a hiena apenas o observou e os dois chegaram a tocar os focinhos.

“A hiena não correu e os dois começaram a cheirar um ao outro, quase como se beijassem um ao outro”, disse Njobvu – chefe da Shenton Safaris , à National Geographic.

Os animais permaneceram se cheirando por cerca de vinte minutos, a hiena rolava de um lado para o outro enquanto o hipopótamo a observava de perto.

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Hiena-malhada na Reserva Nacional de Masaai Mara, no Quênia. Foto: Frans Lanting, Corbis

Especialistas especulam que esse é um caso de curiosidade juvenil, animais nessa idade normalmente estão recolhendo dados sobre o ambiente que vivem e com quem o partilham.

A hiena foi surpreendida pelo hipopótamo que apenas apresentava certa curiosidade sobre ela, o fato de nenhum dos animais ter fugido é devido a maneira como essa situação foi dada, ambos não apresentavam comportamento agressivo.

Arjur Dheer – especialista em hienas-pintadas do Tanzânias’s Ngorongoro Crater, uma área de conservação ambiental – afirma que havia interesse mútuo dos animais, mas não descarta o medo que eles sentiam um do outro.

As hienas são os predadores mais bem-sucedidos da África, porém os hipopótamos são animais bastante perigosos, sendo responsáveis por muitas mortes de humanos todos os anos.

Acesse a notícia na íntegra.


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Onça reabilitada após ficar 22 dias presa em caverna é devolvida à natureza

Uma onça-pintada resgatada após ficar 22 dias presa em uma caverna na região de Sento Sé (BA) foi devolvida à natureza no final de junho, depois de passar pouco mais de um mês em recuperação.

Foto: Programa Amigos da Onça/ Divulgação

Com aproximadamente 10 anos de idade, a onça foi resgatada pelo Programa Amigos da Onça. Membros do grupo soltaram-a no Parque Nacional do Boqueirão da Onça. Segundo a bióloga Claudia Campos, coordenadora do Programa Amigos da Onça, uma longa viagem foi feita até o local da soltura.

Ao ser solta, Luísa, como foi batizada, aparentou estar assustada, mas logo percebeu que estava em liberdade para desfrutar de seu habitat e, então, deu um rugido e entrou na mata.

“Ela dá um rugido para espantar qualquer coisa que poderia machucá-la. Assim ela se sentiu segura e foi embora”, explicou Claudia, em entrevista ao portal G1.

Luísa, que tem 58 centímetros de altura e um metro de comprimento, estava bastante debilitada quando foi retirada da caverna. Desidratada e desnutrida, ela pesava apenas 35 kg. Foi devolvida à natureza pesando 46 kg e recebeu um colar de monitoramento para ser acompanhada, via satélite, pelo projeto.

Foto: Programa Amigos da Onça/ Divulgação

Presa na caverna

A onça-pintada foi presa por um grupo de pessoas em uma caverna no Parque Boqueirão da Onça. Luísa havia capturado uma ovelha e levado-a para o local. Moradores seguiram o rastro de sangue do animal morto pela onça e entraram na caverna.

Em seguida, a onça caiu em uma dolina – isso é, uma abertura que se forma no solo quando o teto de uma caverna desaba. Foi então que o grupo colocou pedras sobre a abertura, impedindo a passagem do animal, que ficou preso.

Foto: Programa Amigos da Onça/ Divulgação

Ao saber da situação da onça, a equipe do projeto iniciou os trabalhos para resgatá-la. O resgate durou três dias e foi preciso, inclusive, fazer uso de técnicas de rapel. Bombeiros, veterinários, ajudantes de campo, biólogos e um espeleólogo (especialista em cavernas) participaram da ação.

Após o resgate, a onça recebeu o nome de Luísa, em homenagem à filha de uma integrante do programa. Quando foi retirado da caverna, o animal foi encaminhado para o Centro de Manejo e Fauna da Caatinga (Cemafauna) da Universidade Federal do Vale de São Francisco (Univasf), onde foi reabilitada até estar pronta para voltar para o habitat.

Programa Amigos da Onça

O Programa Amigos da Onça trabalha em prol da preservação das onças e da caatinga e realiza pesquisas com onças-pardas e pintadas em um território que abrange a zona rural de Sento Sé, onde está localizado parte do Boqueirão da Onça, que abrange também as cidades de Juazeiro, Sobradinho, Campo Formoso, Umburanas e Morro do Chapéu. O local tem 850 mil hectares, nos quais estão um parque nacional e uma área de proteção ambiental.

Cerca de 200 onças-pardas e 30 onças-pintadas vivem no Boqueirão. Há dez anos, eram 50 onças-pintadas. Maior felino das Américas, a espécie corre sério risco de extinção e é vítima da caça, do desmatamento e das queimadas.

Para preservar esses animais, a equipe do projeto usam uma armadilha, semelhante a um laço, que é colocada no chão e prende a onça assim que ela pisa no objeto. Sem machucá-la, os pesquisadores a analisam e inserem em um sistema de monitoramento.

Foto: Programa Amigos da Onça/ Divulgação

Após serem registradas no projeto, as onças passam a ser acompanhadas através da rádio-frequência e de satélites, graças a um equipamento colocado na coleira delas. Através de computadores, os pesquisadores conseguem saber, em tempo real, onde e como estão esses animais.

Utilizando os dados coletados a partir desse monitoramento, os pesquisadores estão desenvolvendo um estudo pioneiro para descobrir qual é o impacto da ação humana sobre as onças que vivem na caatinga, a exemplo da instalação de parques eólicos em Sento Sé e região. O objetivo da pesquisa é encontrar meios de equilibrar o desenvolvimento dos municípios com a preservação ambiental. Para isso, a conscientização da sociedade é fundamental.

“O conjunto vai permitir, por exemplo, saber se ela [onça] passou por locais que tenham água, onde ela ficou mais, se ela se aproximou das comunidades, onde moram as pessoas, ou, por exemplo, de alguns locais onde existem animais domésticos”, finalizou a bióloga Claudia Campos, coordenadora do Amigos da Onça.


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Índia registra fugas e mortes de dezenas de animais durante inundações

Dezenas de animais fugiram e morreram durante as inundações registradas no estado de Assam, na Índia. Na quinta-feira (18), um tigre que fugiu do parque nacional de Kaziranga foi encontrado deitado em uma cama de um local denominado shophouse – isso é, um estabelecimento que funciona como comércio e moradia.

Animais silvestres fogem de inundações na Índia (Foto: Pixabay/Ilustrativa)

O parque de onde o tigre de cerca de 90 kg fugiu foi declarado Patrimônio da Humanidade pela Unesco em 1985. O tigre buscava terra firme no momento em que a reserva ficou embaixo d’água após leitos de rios transbordarem. Ele estava caminhando na direção de uma estrada, quando mudou seu percurso e pulou no teto da shophouse e entrou no local.

“O proprietário estava prestes a abrir sua loja às 08h30, quando viu o tigre pular dentro”, disse à AFP Bhaskar Chudhury, veterinário chefe da ONG Wildlife Trust of India.

Para evitar o uso de dardos tranquilizantes, a entidade optou, segundo moradores da casa, por esperar o entardecer para que o tigre saísse do local sozinho.

Búfalos selvagens correndo no meio da água, rinocerontes exaustos descansando em pequenos pedaços de terra e elefantes cruzando uma estrada enquanto guardas do parque tentavam alcançá-los foram algumas das cenas vistas na região.

Tigre deitou na cama de morador na Índia (Foto: Reprodução/Wildlife Trust of India)

Mais de 50 animais foram encontrados mortos. Parte deles morreu em acidentes de trânsito enquanto tentava atravessar uma autopista no entorno do parque para chegar às colinas de Karbi, segundo a mídia local.

Botes foram usados por guardas-florestais para atravessar o parque em uma busca por animais isolados ou machucados. “Há muito tempo que este tipo de inundação afeta o parque nacional Kaziranga”, disse à AFP Pradut Goswami, um guarda-florestal.

As chuvas, acompanhadas dos ventos de monções, são importantes para a lavoura e para prover água à população, mas também causam destruição no sul da Ásia.


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Escritora viaja mais de 4 mil km para salvar filhote de urso

Um filhote de urso de um mês de idade foi resgatado quando estava na cidade de Kizil, na Sibéria, Rússia. A mulher, que o levava no colo, não soube dizer a origem do animal, o que se transformou em uma suspeita de ligação com caçadores que teriam matado os pais do filhote de urso, ou até mesmo uma possível venda do animal para um zoológico ou circo.

Pelo fato de não existirem abrigos ou refúgios para ursos em Kizil, uma petição foi lançada nas redes sociais pela Agência Estatal de Controle dos Recursos Naturais para conseguir algum refúgio de ursos que acolhesse o animal.

E foi então que duas histórias se entrelaçaram. A defensora dos direitos animais e escritora Anna Arbátskaia, oriunda de Kizil, havia se mudado para São Petersburgo há algum tempo. Mas ela teve que voltar à sua cidade para pegar o resto de alguns pertencentes. Quando ela ainda vivia em Kizil ela era integrante de uma comunidade de proteção de animais, onde ela leu o anúncio sobre o filhote de urso que não tinha para onde ir.

“Em poucos dias, o pequeno urso deixou o apartamento [em Kizil] de pernas para cima. Agora, terei que trocar os móveis e fazer alguns reparos. Dei a ele o nome de ‘Adyg’, que na língua tuvana significa urso”, conta a protetora que adotou temporariamente o ursinho.

Filhote se alimentando dentro de gaiola de madeira
O urso foi adotado temporariamente por Anna até que fosse levado a um refúgio de ursos (Foto: Reprodução / Stanislav Chákhov)

Em busca de um lar

Anna e alguns voluntários começaram a pesquisar refúgios para o pequeno urso e descobriram que na Rússia, existe somente um centro de reabilitação para ursos, que fica próximo à Moscou, do outro lado do país. Contudo, para a sorte do filhote, os funcionários do Parque Nacional da Bachkíria estavam à procura de um filhote de urso para integrar o grupo.

O refúgio já abrigava um filhote, mas precisava de outro para melhorar o processo de reabilitação, uma vez que a espécie tende a aprender rapidamente quando está na companhia de seus semelhantes. E foi assim que ficou decidido que era para lá que o jovem urso deveria ir.

A escritora pediu que levasse pessoalmente Adyg para o novo lar. E para realizar a viagem de maneira segura, os voluntários e amigos de Anna a ajudaram a construir uma gaiola de madeira bem espaçosa, além de comprarem uma caixa repleta de comida para filhotes de urso, como farinha de aveia e trigo-sarraceno.

Anna posando ao lado de ursinho que está dentro de gaiola de madeira
Anna levou viajou com o filhote de urso por 4 mil km (Foto: Reprodução / Stanislav Chákhov)

O ursinho teve que tomar diversas vacinas para fazer a viagem, mas após isso, ele já estava liberada para seguir viagem rumo a seu novo lar. “Viajamos cerca de mil quilômetro por dia. A cada três horas, parávamos para alimentar Adyg. Por quase todo o caminho tive a companhia de amigos caminhoneiros que seguiam na mesma direção. Eles me mostravam o caminho, ajudavam a arrumar a gaiola, e eu dormia em seus caminhões”, disse Anna.

Adaptação

Anna chegou com Adyg no parque quando já era noite. “Naquele dia tinha viajado quase 1.500 quilômetros e estava exausta”, diz Anna. Segundo ela, o primeiro contato entre os dois filhotes de urso foi estressante para ambos, “mas, depois de passaram a primeira noite juntos, os gritos de estranhamento se dissiparam”, contou.

Os dois ursos sendo alimentados dentro do parque nacional
Quando amanheceu os filhotes de urso já estavam acostumados com a companhia do outro (Foto: Reprodução / Anna Arbátskaia)

A partir de agora, os jovens ursos irão ser reabilitados para aprenderem a viver na natureza e a procurar comida sem interferência humana. “Para os animais não habituados a seres humanos, apenas duas ou três pessoas podem se aproximar deles, sempre vestindo as mesmas roupas e com rosto coberto”, explica Vladímir Kuznetsov, o diretor do parque.

“Também não é recomendável falar com eles, pois os filhotes de urso poderiam se acostumar e parar de temer a fala humana, algo que iria prejudicá-los em um ambiente selvagem. Se tudo correr bem, em agosto ou setembro deste ano, eles serão soltos para viver em total liberdade por nosso parque”, acrescenta o diretor.

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Parque Nacional da Tijuca (RJ) inicia reintrodução de bugios

O Parque Nacional da Tijuca, gerido pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), no Rio de Janeiro, conta com uma nova espécie da fauna. O programa de reintrodução do bugio (também conhecido pelos nomes de macaco-barbado e guariba) teve início na sexta-feira (4) com a soltura de quatro animais oriundos de cativeiro e de resgates de órgãos ambientais. Outros grupos devem ser devolvidos à natureza nos próximos anos para estabelecer uma população viável a longo prazo.

ICM Bio
ICM Bio

A soltura do primeiro grupo ocorreu na manhã de sexta depois que os macacos passaram alguns meses no Centro de Primatologia do Estado do Rio de Janeiro (CPRJ/Inea) para realização de exames, quarentena e formação do grupo social. Um período em viveiro instalado dentro do parque permitiu a adaptação gradual ao ambiente natural e adequação da dieta, com inclusão de folhas e frutos típicos de Mata Atlântica.

A soltura do primeiro grupo foi um sucesso. Os dois animais oriundos de resgates saíram mais rapidamente e já exploram o ambiente do entorno, enquanto os dois nascidos em cativeiro ficaram mais próximos ao viveiro, mas o grupo manteve sua coesão.

Esforços

Grande parte da área protegida pelo parque era ocupada por cafezais no século XIX. O Maciço da Tijuca também foi muito empobrecido pela caça e destruição de habitats durante o processo de colonização e ocupação do Rio de Janeiro. Os esforços de reflorestamento aliados ao processo de regeneração natural resultaram na floresta que temos hoje.

No entanto, muitos animais extintos localmente nunca retornaram à floresta. Com a criação do Parque Nacional, em 1961, a diminuição da cultura da caça na população urbana e o aumento da colaboração entre a administração do parque as instituições científicas do Rio de Janeiro, foram criadas agora as condições propícias para a recomposição da fauna da floresta.

Desde 2009, a fauna do parque está sendo recomposta por meio da reintrodução de espécies nativas que tinham sido extintas historicamente. O pesquisador Fernando Fernandez, da UFRJ, destaca a importância da iniciativa. “A refaunação permitirá recuperar processos ecológicos importantes que foram perdidos no ecossistema do Parque Nacional da Tijuca, especialmente a dispersão de sementes das grandes árvores. Isso é importante para garantir que a floresta possa conservar, a longo prazo, a sua biodiversidade”.

Trabalho em equipe

O programa de recomposição da fauna está sendo realizado por uma equipe composta de pesquisadores de várias instituições, especialmente a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a Universidade Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) e a equipe técnica da própria unidade de conservação. As primeiras duas espécies de mamíferos devolvidas ao parque são as cotias (Dasyprocta leporina), reinseridas há seis anos, e agora os bugios (Alouatta guariba).

O chefe do parque, Ernesto Viveiros de Castro, explica a escolha da espécie. “Bugios são macacos relativamente grandes que têm importante papel ecológico na dispersão de sementes e na ciclagem de nutrientes no ecossistema. São notáveis por sua poderosa vocalização, que pode ser ouvida a quilômetros de distância”.

Além disso, ressalta ele, os bugios são muito carismáticos, o que ajuda na sensibilização da população para a importância da conservação e reintrodução de espécies na Mata Atlântica. “Outras espécies devem ser reintroduzidas nos próximos anos”, adianta Viveiros de Castro, ao garantir que, apesar dos altos guinchos ou chiados (vocalização, sons produzidos pelo animal), o bugio é uma espécie dócil, que se alimenta de folhas e frutos e não representa ameaça a animais domésticos ou pessoas.

Florestas vazias

Um dos maiores problemas para a conservação da biodiversidade no mundo atual são as florestas vazias, segundo os especialistas. Muitas florestas que parecem intactas à primeira vista não têm mais animais de grande porte, que foram exterminados pela caça (comercial e de subsistência). O processo de perda de fauna que produz florestas vazias é chamado tecnicamente de defaunação.

Em uma floresta vazia, a perda dos grandes animais leva à interrupção de vários processos ecológicos que eles realizam em matas intactas, tais como dispersão de sementes de grandes árvores, regulação de populações de presas e ciclagem de nutrientes. A perda desses processos faz com que o ecossistema de uma floresta vazia não funcione adequadamente. Se nada for feito, a tendência é que uma floresta vazia vá perdendo, pouco a pouco, a sua biodiversidade.

Projeto Refauna

O que está em andamento no Parque Nacional da Tijuca é parte de um projeto maior para a recomposição da fauna de florestas do estado do Rio de Janeiro, o Projeto Refauna. O projeto, que tem a participação do ICMBio, é uma parceria entre universidades do Rio de Janeiro (UFRJ, Universidade Rural do Rio de Janeiro e Instituto Federal do Rio de Janeiro) e várias outras instituições como o Instituto Estadual do Ambiente do RJ (INEA), a Prefeitura do Rio de Janeiro (Fundação Parques e Jardins e Fundação RioZoo), a Fundação Instituto Oswaldo Cruz (Fiocruz) e o Centro de Reabilitação de Animais Silvestres da Universidade Estácio de Sá.

Os principais pesquisadores envolvidos no Refauna são Fernando Fernandez e Marcelo Rheingantz (UFRJ), Alexandra Pires (UFRRJ) e Maron Galliez (IFRJ), além de estudantes de pós-graduação e de graduação que têm desempenhado um papel fundamental. No parque, iniciativa é coordenada pelo biólogo Ernesto Viveiros de Castro, chefe da unidade.

O Projeto Refauna é atualmente financiado com recursos da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza, da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico.

Mais informações:
Parque Nacional da Tijuca
Julia Barroso – julia.barroso@icmbio.gov.br
(21) 2491-1700 / 99504-9668
www.parquedatijuca.com.br
Comunicação ICMBio
(61) 2028-9280

Fonte: ICM Bio

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Mais de 13 mil borboletas mortas são apreendidas em parque nacional

Borboletas eram usadas para confeccionar quadros decorativos (Foto: Rafael Junckes/RBSTV)
Borboletas eram usadas para confeccionar quadros decorativos (Foto: Rafael Junckes/RBSTV)

Uma operação de combate a crimes ambientais no Parque Nacional (PARNA) da Serra do Itajaí, no Vale, encerrou neste domingo (22) com a apreensão de mais de 13 mil borboletas mortas e cerca de 50 quilos de carne de animais silvestres. Também foram recuperados 34 pássaros vivos de espécies ameaçadas de extinção, além de armas e munições usados para a caça de animais.

A operação ‘Caderno Vermelho’ iniciou na última quinta-feira (19) e reuniu 27 agentes dos estados de Roraima, Distrito Federal, Espírito Santo, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Ao todo, foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão na região e cinco pessoas foram autuadas. Elas devem responder por crime ambiental, além de pagar multa de no mínimo R$ 500 reais por animal apreendido.

A ação ocorreu em parceria entre o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), o Ministério Público Federal e as policias Ambiental, Militar e Federal. De acordo com agentes que participaram da operação, os objetos foram encontrados escondidos em um rancho no meio da mata. As borboletas seriam usadas clandestinamente para confeccionar quadros decorativos.

De acordo com a chefe do Parque Nacional, Viviane Daufemback, “denúncias e situações recorrentes relacionadas à fauna no parque fizeram com que a articulação fosse feita com a Polícia Federal para viabilizar os mandados”. Além da operação dentro da área de preservação, blitzes foram realizadas entre as cidades de Guabiruba e Blumenau, a fim de resguardar o patrimônio ambiental da região.

Criado em 2004, o PARNA protege aproximadamente 57 mil hectares de florestas e envolve os municípios de Apiúna, Ascurra, Blumenau, Botuverá, Gaspar, Guabiruba, Indaial, Presidente Nereu e Vidal Ramos.

Fonte: G1

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Petição aproveita Fuleco para criar Parque Nacional do Tatu-bola

Foto: San Diego Shooter/Photopin
Foto: San Diego Shooter/Photopin

O ativista Felipe Melo está utilizando a plataforma de petições online Change.Org para pressionar a ministra Izabella Teixeira, do Meio-Ambiente, para a criação do Parque Nacional do Tatu-Bola.

O texto disponível na petição explica em detalhes alguns motivos para a criação de uma área que proteja a espécie e explica que a Copa do Mundo é o momento oportuno para a criação do Parque:

“Tolypeutes tricinctus, o tatu-bola, é uma espécie endêmica e ameaçada do Brasil, e sua escolha como o mascote oficial da Copa do Mundo FIFA 2014 é uma oportunidade única para chamar a atenção do mundo inteiro para a preservação da espécie. O tatu-bola está há mais de 10 anos na lista de extinção e por enquanto nada foi feito para evitar seu desaparecimento, nem sequer um Plano de Ação que identifique as medidas necessárias e um cronograma para a sua conservação. Frente ao mal estado de conservação de seu habitat principal, a Caatinga, nós estamos pedindo que o Ministério do Meio Ambiente se comprometa imediatamente com a criação do Parque do Tatu-Bola no Nordeste do Brasil.”

Até o momento a petição já tem mais de 50 mil apoiadores. É possível ler o texto completo e assinar a petição clicando neste link.

Fonte: Info

 

 

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Animais em extinção vivem em harmonia no Parque Torres del Paine

Crédito: Reprodução / Portal MS - Alisson Figueiredo Rosa

Para chegar a Torres del Paine, no Chile, escolhemos o caminho mais demorado e mais espetacular. Partimos de Puerto Natales, capital da província Última Esperança. Vamos partir para conhecer as primeiras geleiras chilenas. De Puerto Natales até o Parque Torres del Paine, são sete horas. Nesse lugar, a água do mar se mistura à água do degelo e forma canais, rios e lagoas que abrigam pequenas ilhas. Quase que inesperadamente, surgem paredões enormes com cascatas feitas da água que vem das geleiras. As rochas servem de abrigo.

Olhando de longe, parecem pinguins. Mas as aves pretas e brancas são cormorões que ficam atentos ao barulho do barco, mas não se incomodam com nossa presença.

O tempo instável na Patagônia deixa a paisagem ainda mais interessante. A chuva fina e o vento gelado vêm e vão. Tudo muda em questão de minutos e por isso mesmo não incomoda, até porque nós temos muito mais com o que nos ocupar.

Acabamos de desembarcar com chuva no maior parque nacional do Chile. O Parque Nacional Bernard OHiggins tem 2,5 milhões de hectares. Por ele, andamos sob chuva fina, durante uma hora para trocarmos de embarcação.

No caminho, encontramos o Glaciar Serrano. Ele está bem à nossa frente, mas nós perdemos a noção de distância e de tamanho. Tudo parece sempre perto e menor do que realmente é. A trilha estreita ao lado da lagoa é rodeada por arbustos e flores. Uma vegetação muito simples, feita de poucas espécies, mas muito delicada e pequena. Até parece que é para não competir com a exuberância do lugar. Como não é possível levar a geleira para casa, tem gente que improvisa.

E vamos seguir viagem. Para nossa segurança, por causa do clima e do tipo de embarcação, precisamos vestir uma roupa especial. A roupa é térmica e flutua em caso de queda na água, porque nós vamos navegar durante uma hora e meia pelo Rio Serrano. Vamos até a próxima geleira.

São 40 quilômetros seguidos de uma margem onde a ação da água recorta a terra, um lugar de pequenos bosques, de montanhas e de correntezas que se transformam em corredeiras.

O caminho que nós escolhemos para chegar a Torres del Paine é lindo, mas gelado. Apesar de ser verão na Patagônia e da roupa térmica, faz muito frio e chove.

No meio do caminho, tinha uma família de cisnes de pescoço negro. E um barco por essas águas é assustador. Mas eles se defendem como podem. Nem que seja de carona nas costas da mamãe. E como dois não cabem, o jeito é se pendurar nas penas da asa dela.

Finalmente, chegamos ao Parque Nacional Torres del Paine. A imagem local depende do tempo e do vento. Lá em cima torres e picos, alguns com mais de três mil metros de altura, formam um dos maiores conjuntos de montanhas mais impressionantes do mundo. Mas como que por um capricho da natureza, as montanhas raramente se mostram por inteiro. Há sempre algumas nuvens passando ou neve caindo lá no alto.

O Parque Torres del Paine se estende por mais de 180 mil hectares, em um cenário de picos, geleiras, icebergs, lagos, vales verdes e montanhas envoltas de nuvens, como as três torres que deram nome ao Parque Nacional Torres del Paine, no Chile. Quando aparecem por inteiro, temos que aproveitar para admirar.

Para conhecer todos os cantinhos do parque, os caminhos nos levam até uma ponte inglesa de 1928. O problema é que ela é tão estreita que só passa um carro por vez e com os retrovisores dobrados.

A paisagem que passa ao nosso lado às vezes provoca espanto. São muitas as marcas do que o fogo já tirou desse lugar. Incêndios provocados por turistas descuidados mataram animais, destruíram árvores centenárias. No lugar, estão apenas troncos e um vazio de cores.

“Temos um lugar muito especial com um número muito baixo de pessoas, animais e plantas. Por isso, é preciso muito cuidado, porque qualquer dano que aconteça é muito difícil de recuperar. Se uma árvore cair, teremos que esperar uns 200 anos para que tenhamos uma árvore do mesmo tamanho. Porque há o vento constante, o frio, a variação solar. Tudo isso afeta. Então, qualquer problema vai realmente prejudicar as espécies, fazer com que diminuam muito”, aponta o biólogo Morty Ortega, da Universidade de Connecticut, EUA.

A vida é barulhenta na Patagônia. Salto Grande é uma cascata feita de águas que vêm do Lago Nordenskjöld e deságua no Lago Pehoe. Despenca branca e verde e ainda por cima tem um arco-íris que parece brincar com nossos olhos.

Torres del Paine é um santuário onde vivem principalmente aves e mamíferos. O céu é dos carcarás. Mas quem reina no alto são os gigantescos condores. De asas abertas, essas aves chegam a medir três metros. Hoje, os condores viajam tranquilos ao sabor das correntes de ar, mas, no passado, eram alvo de caçadores.

A bióloga Gládis Garay, que viveu por dez anos no parque estudando as espécies, conta que os condores eram mortos por ignorância de muitos fazendeiros: “As pessoas viam os condores comendo animais mortos e achavam que eles caçavam. Então, matavam os condores porque pensavam que elas iriam caçar os filhotes das ovelhas, das cabras”.

As águas são dos flamingos e de várias espécies de patos. Para fugir da nossa câmera, um deles mergulhou e, por quase um minuto, ficou debaixo da água escondido. Os vales e também o alto dos morros são deles.

No meio do caminho, nós encontramos também um grupo de guanacos. Eles são dóceis e ágeis. Para eles, não existem barreiras. Atravessam rios, galopam pelas estradas, andam por onde querem. São protegidos por lei. A caça está proibida.

Os guanacos costumam viver em grupos. O macho demarca território elegendo um lugar como banheiro, para que seu cheiro seja intenso e espante a concorrência. E ele está sempre em posição de guarda, seja no pasto ou na Laguna Amarga. As margens prateadas são ricas em minerais, e os guanacos adoram.

O guanaco é uma das 25 espécies de mamíferos que vivem na Patagônia. Seu predador é o puma. É difícil ver um puma de perto. Eles vivem escondidos na montanha e, geralmente, só saem à noite para caçar. Apesar de leis para protegê-los, estão ameaçados pelos fazendeiros, já que também caçam ovelhas.

Nos bosques, vivem os cervos, animais ameaçados de extinção. Andando pela estepe patagônica, nós avistamos os mamíferos menores. São as lebres e raposas também chamadas de zorros. São ariscas, mas curiosas. O pequeno animal anda rápido, mas depois para, olha melhor. Parece que faz pose para a nossa câmera. Depois, sai em disparada.

“Torres del Paine é uma vitrine, mas é mais do que isso. É um lugar protegido há mais de 50 anos. A fauna e a flora chegaram a um ponto de equilíbrio que eu não creio que exista em outra parte do mundo. Chegou a um ponto em que os predadores controlem as presas. Então, em Paine, o motivo pelo qual eu gosto de trabalhar aqui é que todas as espécies se encontram em equilíbrio. Não vai haver muitos pumas, porque não tem que ter muitos pumas. Eles se controlam, têm seus próprios territórios. Esse é o lugar perfeito para estudar a fauna e a flora em estado natural e controlando a si mesmas. Isso é a maravilha de Paine”, aponta a bióloga Gládis Garay.

Fonte: Portal MS

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Incêndio em parque que ameaçava vida de espécie rara de leopardos é controlado na Rússia

No planeta existem apenas cerca de 30 espécimes de leopardos do extremo Oriente. Foto: RIA Novosti

Hoje, funcionários do parque nacional “Kedrovaia Padh”, no território de Primorie, na Rússia, conseguiu extinguir o incêndio que durante dois dias assolava uma área de preservação especial, habitada por leopardos do Extremo Oriente, – um animal único, que consta no Livro Vermelho Internacional da IUCN (do original em inglês International Union for Conservation of Nature – União Internacional para Conservação da Natureza).

No planeta existem apenas cerca de 30 espécimes desta espécie rara. Graças a ações do pessoal do parque nacional e da zona florestal vizinha “Barabachinskoie”, que pertence ao ministério da guerra, os animais não foram afetados e agora estão fora do perigo. Atualmente o pessoal do parque “Kerovaia Padh” está empenhado em inspecionar a área de preservação especial.

Fonte: Voz da Rússia

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Milhares de espécies na Amazônia equatoriana estão ameaçadas pela exploração de petróleo

Imagem AFP

Milhares de espécies fazem de Yasuní, na Amazônia equatoriana, o local de maior biodiversidade do planeta, mas sua sustentabilidade depende de um plano que visa a manter inexplorados milhões de barris de petróleo neste gigantesco jardim.

Como um tapete verde, o parque Yasuní se estende pela margem leste da selva amazônica, entre as províncias de Orellana e Pastaza, e é o lar de 150 espécies de anfíbios, 121 de répteis, 596 de aves, 200 de mamíferos, 500 de peixes e 4.000 de plantas, muitas endêmicas.

“A evidência científica nos diz que nesta região (de 982.000 hectares) se concentra a maior biodiversidade do planeta”, disse o biólogo equatoriano Pablo Jarrín, diretor de uma estação científica da Universidade Católica de Quito, que monitora a reserva desde 1995.

“É o que nos resta do jardim original”, acrescentou o cientista durante uma visita a este paraíso de sons mágicos, que ele descreveu como uma “bolha de bosque quase intato” apesar de ter sido “afetada relativamente” pela exploração de petróleo.

Tudo isso fez com que Yasuní fosse declarada Reserva Mundial da Biosfera pela Unesco, em 1989, passaria a ser uma lembrança se a natureza perder a queda de braço contra a visão desenvolvimentista, advertiram os cientistas.

Para evitar que isto aconteça, o presidente socialista Rafael Correa propôs não explorar os 846 milhões de barris de petróleo nos campos de Ishpingo, Tambococha e Tiputini, no Yasuní, em troca de uma compensação internacional de 3,6 bilhões de dólares.

A fim de cristalizar este desejo, o Equador e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) constituíram, em 3 de agosto, um dispositivo que captará os recursos, e a partir de setembro, o país iniciará uma ofensiva mundial em busca de apoio.

Se o Yasuní não for preservado, “perderíamos prosperidade e saúde a curto prazo, uma parte importante da nossa estabilidade ambiental, política e econômica e da nossa espiritualidade”, afirmou Jarrín.

Com informações da AFP/Google

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Elefantes são envenenados e eletrocutados em reserva na Índia

Por Giovanna Chinellato (da Redação)

Desde abril, ao menos vinte elefantes asiáticos morreram no Simlipal National Park, Índia, segundo matéria recentemente publicada no site da Animals Change. Catorze deles foram vítimas de caça e seis morreram em eventos separados, eletrocutados. O Simlipal National Park, localizado no distrito de Mayurbhani, é conhecido principalmente como reserva de tigres, mas é também o lar de muitos pássaros, mamíferos e répteis.

Relatos indicam que os comerciantes de marfim são caçadores tradicionais que usam flechas envenenadas. Eles também envenenam lagos, matando outras espécies incluindo leopardos e javalis. Mais perturbador ainda é como os empregados do parque se envolveram em destruir evidências – os restos mortais dos elefantes foram queimados e enterrados. Quatro outras mortes podem estar relacionadas à caça por marfim, mas ainda não existem provas.

Um relato investigativo demonstra preocupação com tribos locais e grupos de caçadores entrando no parque e matando por pelo menos um ano. Mais ataques à vida selvagem estão por vir, o parque está precisando urgente de funcionários e tem falhas de segurança. Aparentemente, os trabalhadores estão mais do que dispostos a vender os animais que deveriam estar protegendo. Como Stephanie Feldstein escreveu, o comércio ilegal de marfim está vivo e vai bem na Índia e na África.

Seis outros elefantes foram encontrados recentemente, mortos eletrocutados em Simlipal. Essas mortes não foram associadas à caça, mas sim à negligência de homens quando a questão é defender a segurança dos animais. Uma média de 15 elefantes morrerram eletrocutados por ano desde 2000. Três outros elefantes morreram eletrocutados há duas semanas no distrito de Keonjhar. Um comitê foi estabelecido para investigar estas mortes e reportará conclusões dentro de um mês.

Algo precisa ser feito. O censo mais recente indica que cerca de 300 elefantes vivem no Simlipal National Park. O que significa que, desde abril, 8% da população de elefantes morreu de forma dolorosa. Sem mencionar as outras espécies que foram envenenadas. Enquanto 8% de uma população de elefantes pode parecer pouco, esses animais viveriam mais de 60 anos na natureza. A taxa reprodutora das fêmeas é tão baixa que elas dão a luz a cada quatro ou cinco anos.

Oficiais do parque estão encobrindo evidências para os caçadores, e as mortes em fios elétricos só provam ainda mais que a Índia pouco se importa com seus elefantes. Há um ano, a Central Zoo Authority prometeu soltar elefantes cativos de zoos e circos em santuários e parques de safári. Até agora, nada foi feito.

Com preocupações acerca do futuro do Simlipal Park e seus elefantes, é hora de a Índia manter sua promessa e se erguer para proteger os que ainda restaram na natureza, libertando os que sofrem no cativeiro.

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