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Últimos cavalos resgatados de Paquetá chegam a seus novos lares

Redação ANDA / Agência de Notícias de Direitos Animais

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Os últimos cavalos libertos da exploração de charretes em Paquetá, no Rio, que ainda estavam abrigados na Fazenda Modelo, localiza na zona Oeste da cidade, finalmente foram encaminhados para seus novos lares.

Os animais foram enviados para Minas Gerais, para o Santuário de Teresópolis e Silva Jardim. Segunda a página no Facebook “Alforria Já Paquetá”, os animais foram acompanhando pela veterinária e ativista Patrícia Fittipaldi, fundadora do Santuário das Fadas.

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Boa Notícia, Colunistas

Quando as tradições devem ser quebradas

Uma das poucas notícias positivas desse maio de 2016 veio da Ilha de Paquetá, no Rio: os 31 cavalos usados para passeios de charrete na ilha foram substituídos por carros elétricos. Pelo o que li no G1, os animais, que sofriam maus-tratos e viviam em péssimas condições, serão levados para uma fazenda em Guaratiba.

Apesar da boa notícia, teve gente que reclamou. “É tradição na ilha”, disseram uns. “Gera empregos”, comentaram outros.

Nada disso justifica a exploração desses cavalos. Os carros elétricos permitirão que essas pessoas continuem trabalhando e tradição nenhuma tem justificativa se ela carrega sofrimento ou segregação.

Era tradição mulher não ter direito ao voto. Ainda é tradição, em mais de 20 países africanos, circuncidar meninas. Era tradição queimar hereges na fogueira. Era costume escravizar negros (e tachar abolicionistas de loucos). Ainda é tradição dar meninas para casamentos precoces e forçados.

Tradição? Ou crime contra os direitos humanos? Mas é aquela história, né? Se ainda hoje é difícil falar de direitos humanos, imagina de direitos animais.

Quando se trata de identificar e não financiar a exploração dos bichos, muitas pessoas optam pela indiferença e pelo comodismo. É mais fácil ir junto com a corrente, acreditando que tradições vêm na frente de qualquer animal de tração, do que ser aquela pessoa do contra. Mesmo sabendo que os motivos do “contra” têm como base o respeito à vida.

Mais broxante do que isso é saber que mesmo pessoas com acesso à informação escolhem a cegueira.

Durante um passeio, uma amiga questionou por que eu queria pegar um daquelas bicicletas-táxi, se duas horas antes eu havia comentado o quanto é ultrapassado passear de charrete, puxada por cavalo. “Cavalo não pode, mas ser humano sim?”, me perguntou ela. Sim, amiga, pode, porque o ciclista do bike táxi ESCOLHE fazer esse trabalho e recebe por isso. Ninguém amarra a bunda dele na bicicleta e o chicoteia pra pedalar mais rápido.

Isso é tão óbvio para mim quanto é automático para muitos pais assinarem a autorização para aquela excursão do filho ao zoológico, junto com a escola. Costumes como esses são tão “normais” que nem nos questionamos sobre onde e como esses animais deveriam estar.

A verdade é que nenhum animal, em nenhum lugar do mundo, deve estar dentro de grades, gaiolas, tanques com água, amarrado ou sendo espancado. Se seu filho não pode ver de perto um leão, uma girafa ou um rinoceronte no seu habitat natural, um motivo tem e a gente sabe qual é.

Quer muito que seu filho conheça de perto animais selvagens? Talvez seja mais educativo mostrar à criança um vídeo do canal National Geographic ou então propor à escola um passeio aos santuários, como o Rancho dos Gnomos, na Grande São Paulo, que acolhe animais selvagens (vindos de situações de maus-tratos, como circos) e promovem ações educativas para crianças e adultos.

Por isso, pense, questione antes de se entregar à primeira atração envolvendo animais, vendida como tradição ou algo divertido. Na dúvida, lembre-se:

Passeio turístico de charrete em Nova York, Viena ou Florença?
Exploração e sofrimento dos cavalos.

Passeio de bike táxi?
Diversão. 

Tourada espanhola?
Exploração e morte gratuita de touros.

Tradição espanhola dos Castells?
Garantia de diversão, muitos “uaus” e “owwws”.
 Castells é tradição na Catalunha e consiste em fazer construções humanas semelhantes a castelos. Clique aqui para ver um breve vídeo sobre essa competição que reúne as pessoas da comunidade e exige muito trabalho de equipe. Link do vídeo.

Parque aquático americano ou aquário municipal?
Exploração e prisão de animais marinhos.

Passeio de barco para observação de baleias?
Emocionante!

Mergulho na mar para observação de peixes?
Emoção em dose dupla! 

Prender passarinho na gaiola?
Coisa de gente sem cérebro.

Observação de pássaros na natureza?
Coisa de gente inteligente. 

Circo com animais no Brasil ou na Rússia?
Exploração, prisão e muito sofrimento de elefantes, tigres, leões, macacos e ursos.

Safári na África?
Legal e caro. 

Documentários sobre animais selvagens no National Geographic?
Interessante e barato.

Zoológico em qualquer lugar do mundo?
Exploração e prisão de animais selvagens.

Visita a um santuário de animais?
O primeiro passo em direção à mudança de paradigmas.

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Artigos

Nada bucólica a vida bruta de cavalos escravizados

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Na quinta-feira, 19 de maio de 2016, os 31 cavalos escravizados há décadas para tração de cargas de luxo (turistas) na Ilha de Paquetá, foram tirados das ruas. O propósito e a promessa são de que nunca mais serão escravizados por humanos, seja lá para qual finalidade for, tração de cargas de luxo ou de lixo, performances esportivas, recreativas ou terapêuticas.

Ontem recebi de uma amiga ativista o artigo de um jornalista que lamentava a abolição do uso de cavalos tracionando charretes em Paquetá, porque este uso, segundo ele, teria uma função de nos reportar a cenas bucólicas que já não existem mais. Muito bem montada esta tese.

Agora procedo ao desmonte dela. Todas as cenas bucólicas da infância de nossos pais, avós e bisavós, nós abolimos sem dó nem piedade das nossas vidas nas últimas décadas, por uma única e simplicíssima razão: nossas mães e pais, nossas avós e avôs, em suas infâncias e vidas adultas, muito sofreram com a dureza da vida não mecanizada.

Os homens fazendo trabalhos braçais brutais, as mulheres fazendo trabalhos braçais exaustivos, tipo lavando toda a roupa da casa, acocoradas à beira de um rio, fizesse verão ou gelo nas manhãs, ventasse ou garoasse.

Inventamos máquinas para lavar roupas, máquinas para torrar e moer grãos de café e até mesmo para passar o café, máquinas para encher nossa casa de ar frio ou de ar quente, máquinas para secar nossos cabelos, e máquinas para acender o fogo. Na minha infância de trabalhos duros, eu tinha que acender o fogo sobrando sobre faíscas até que pegassem na acha de lenha, levando-me quase a desmaiar por hiperventilação cerebral. Rotina. Todas as manhãs, por vota das seis, era preciso acender o fogo para aquecer a água (levava uma hora para ferver) e fazer o café antes de sair para andar sobre a geada até o Colégio.

Os homens também fizeram máquinas para cortar florestas, máquinas para levar seu corpo de casa para o trabalho, máquinas para medir o tempo, máquinas para calcular suas vendas, máquinas para escrever e memória nelas para reter o escrito e, pasmem, máquinas para tracionar todo tipo de carga sem necessidade de machucar nem de exaurir nenhum animal.

Tudo o que nos parece “bucólico”, quando lembramos do tipo de vida de nossas mães, avós e bisavós, nós absolutamente não queremos voltar a ter como rotina em nossas vidas, porque isso nos custaria muita dor física e sofrimento psíquico, caso fosse uma vida “imposta” a nós pela necessidade ou pela força tirânica de algum senhor e proprietário de nossos corpos.

Volto ao ponto onde devemos apear dos cavalos. Tracionar cargas, de luxo ou lixo, usando animais sencientes, pode parecer “bucólico” apenas para quem não está ali amarrado àqueles artefatos torturantes. E há humanos que querem manter os cavalos escravizados, para terem como se lembrar do tempo da vovó ou da própria infância, sem a menor lucidez sobre o que essa vida representa para o cavalo, o jegue, a mula, o jumento, a égua, o boi, a ovelha, a rena, a lhama, o camelo, o elefante.

Quanto ao teor do texto, lamentando a retirada dos cavalos das ruas de Paquetá, esses humanos não têm ideia do inferno que é a vida de um cavalo. Vou citar apenas um ponto, para não alongar ainda mais este texto. O cavalo, por natureza, pasta 18 horas por dia. Ele é o animal mais seletivo de pastagem. Ele não pode comer ou digerir qualquer capim. Ele seleciona com a língua os fios de capim ou os brotos frescos que têm os nutrientes mais importantes para ele. Sua digestão precisa ser contínua.

Vamos ao cavalo amarrado a uma charrete. Lá, o cavalo não pode ingerir nada o dia todo. Dão a ele capim murcho, amarelo, seco, com mofo e pó, uma vez por dia, quando dão, sem sequer encharcar o capim em água! Dão a ele o capim seco desidratado, quando sua natureza digestória evoluiu para as gramíneas, como a dos bovinos. Comer coisa inútil, seca, sem nutrientes, é bucólico para quem mesmo? Só para quem tem “olhos de não ver” o cavalo, só quem vê apenas o próprio umbigo, o centro da romantização da dor produzida no corpo do outro para gozo no próprio corpo ou mente.

Na natureza, o cavalo pasta feliz a grama fresca e molhada pelo orvalho, pela garoa. Enfim, isso é apenas sobre a alimentação que o forçam a ter, sem qualquer propósito para o organismo dele. E há quem ache “romântico” manter a cena bucólica das charretes, chamando turistas. Quero ver se esse cara que acha romântico adora comer um prato de farofa seca uma vez por dia, trabalhando numa esteira rolante por oito a dez horas, todos os dias, sem chance de livrar-se dessa vida até o tiro letal.

No mesmo texto, o autor insiste que se trata apenas de “educar” os charreteiros para que saibam tratar bem de um animal (bem-estarismo é o flagelo dos animais, sabemos disso!). Esses jornalistas intelectualmente sedentários não sabem que não se trata de educação do charreteiro. Trata-se de impossibilidade de, mesmo o charreteiro mais amoroso, se é que escravização de um animal e amor podem ser pensadas juntas, conciliar o bem próprio do organismo e da psique equinos e de muares com o sistema de escravização de seu corpo para tração de luxo.

Qual dos charreteiros teria condições de encher uma carroça de capim fresco e verdinho todos os dias e levar essa comida consigo para o trabalho, oferecendo ao cavalo atividade ingestiva e digestiva apropriada à saúde do animal o dia todo? Definitivamente, não se trata de educar os homens para saber como cuidar bem de cavalos aprisionados e escravizados. Os homens, mesmo sabendo de tudo isso, não teriam como fazer isso tudo funcionar a contento para o cavalo.

Os ativistas defensores dos direitos animais precisam estar “educados” para manterem a clareza sobre o fato inequívoco de que “nenhuma solução educativa bem-estarista resolve a questão dos animais”, só resolve o peso da consciência dos homens que escravizam esses seres e das mulheres que também sobem nessas charretes pelo mundo afora, sentindo-se bucolicamente transportadas para suas infâncias, ou mesmo, no caso das mais jovens, para as infâncias de suas bisavós. Podem vestir-se e pentear-se como elas. Não precisam maltratar cavalos e jumentos para terem certas emoções. E se detestam fazer força física, como podem aceitar que um animal seja forçado a isso para satisfazer seu capricho no passeio que não dura duas horas, quando o animal é condenado ao trabalho numa sentença vitalícia que o levará à morte por exaustão ou a ser abatido por alguma disfunção?
Animastê!
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Lei que proíbe exploração de cavalos em charretes em Paquetá é sancionada

Por Bruna Araújo / Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

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A libertação dos cavalos exploradores em charretes há anos na Ilha de Paquetá, no Rio de Janeiro, é um marco histórico para a luta pelos direitos animais na cidade e se tornou um grande exemplo para todo País. A luta, que durou décadas, teve início com a mobilização da médica veterinária Andrea Lambert e com o apoio do vereador João Ricardo, que apresentou o projeto de lei de nº 144/2013 na Câmara Municipal do Rio de Janeiro.

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O projeto entrou em pauta em 2014 e quase foi aprovado, no entanto, foi impedido por parlamentares que defendiam a exploração animal. Mas, juntamente com a retirada dos cavalos da ilha, o projeto foi finalmente aprovado e publicado no diário oficial (Lei 6071, de 19 de maio de 2016 – Proíbe a utilização de veículos de tração animal na Ilha de Paquetá).

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A médica Andrea Lambert comemorou a aprovação da PL e a libertação dos animais em seu perfil no Facebook. “Hoje foi um dia muito importante. Finalmente os cavalos explorados nas charretes de Paquetá foram libertados. Uma luta de décadas que ganhou força com o PL 144 de 2013 do vereador João Ricardo Ribas”, postou a ativista. Andrea afirma ainda que desde a apresentação da PL, a pressão por parte dos charreteiros foi muito grande e a situação só teve um desfecho favorável após um acordo oficializado entre a SEPDA, a Prefeitura e os charreteiros, que concordaram em substituir as atividades que exploravam os animais pelo uso de carrinhos elétricos cedidos pela prefeitura da cidade.

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Em entrevista exclusiva à ANDA, o vereador João Ricardo falou sobre a importância da abolição dos animais explorados na ilha. “Eu elaborei esse projeto orientado pela Drª Andreia Lambert, que é a responsável pelas ações efetivas de proteção animal no meu gabinete, e propus o fim da tração animal na ilha. Tiveram pessoas absolutamente contrárias ao fim dessa atividade. Foram quase quatro anos de debate, com forças contra bastante acirradas. Durante a tramitação do projeto na Câmara, outras forças de juntaram a nós, incluindo segmentos importantes da sociedade como defensores da causa animal, artistas e celebridades. O debate se tornou cada vez mais acirrado e mobilizou outros órgãos como a SEPDA, a OAB, o Ministério Público, Conselho de Medicina Veterinária e até uma comissão de Brasília, todos contra a permanência dos animais, naquelas condições, na ilha. A união dessas forças foi importante e fez os charreteiros entenderem que essa atividade chegaria ao fim. Também foi de grande importante o projeto do vereador Eleomar Coelho, que sugeriu a substituição por carrinhos elétricos e favoreceu que a PL que abolia a exploração dos animais fosse finalmente aprovada”, comemora o parlamentar.

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Cavalos libertos

Os 31 cavalos explorados em charretes na Ilha foram resgatados durante uma mega operação realizada pela Secretaria Especial de Promoção e Defesa dos Animais e contou com o apoio da Polícia Militar, da Guarda Municipal, além da presença da promotora de justiça Christiane Monnerat, da Delegacia de Proteção do Meio Ambiente, da Comissão de Direitos Animais da OAB e por defensores da causa animal de toda a cidade do Rio. O vereador João Ricardo é médico e estava de plantão no momento do resgate, mas representando seu gabinete, compareceu Francisco Aieta. A operação sofreu com um pouco de resistência de alguns moradores que realizaram um pequeno protesto contra a retirada dos animais e contra a chegada dos carrinhos elétricos.

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Os animais foram levados para a Fazenda Modelo da Prefeitura, na zona Oeste da cidade, onde receberão atendimento e serão disponibilizados para adoção responsável. Segundo Andrea Lambert, alguns animais ganharão um novo lar em Teresópolis, na região serrana, mas por questões de segurança, o endereço não será revelado.

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Moradores confirmam maus-tratos

Segundo o vereador João Ricardo as denúncias de maus-tratos aos animais tiveram inicio por defensores animais e pelos próprios moradores. “A elaboração desse projeto teve inicio a partir de denúncias de moradores, pois a grande maioria nunca concordou com as condições insalubres e desumanas a que eram submetidos os animais na ilha, não só pelos maus-tratos diários, mas também pela questão das cocheiras, que sempre geraram um grande incômodo, não há local para os animais sentarem, deitarem, dormirem, além de serem muito frias, desconfortáveis e estarem desabando. Os próprios moradores não toleravam a situação em que os animais viviam”, afirma o parlamentar.

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João afirma também que as questões sanitárias eram uma grande preocupação. “As autoridades de saúde da ilha também não concordavam com a forma em que os animais eram alocados, além da higiene precária, o local se tornou um foco de doenças”, diz.

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O futuro da ilha

A retirada dos animais sob protestos gerou um grande debate sobre o futuro das atividades econômicas da ilha. O envio de carrinhos elétricos, adotados em vários países como substitutos de veículos que utilizam a tração animal, encontra forte resistência de alguns moradores da ilha, que temem acidentes e o crescimento desordenado da atividade. O vereador João Ricardo afirma que um projeto de lei visando a regulação de veículos alternativos já está em fase de apreciação. “Já apresentamos um projeto de lei que limita a entrada de carrinhos elétricos somente a 17, que é número de charreteiros que serão beneficiados e restringe a atividade daqueles que tiveram os cavalos substituídos por outras atividades”, finaliza.

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Campanha "Paquetá sem Charretes" dá mais um passo à frente

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Uma reunião ocorrida ontem (16) entre os membros da Comissão de Proteção e Defesa dos Animais da OAB/RJ, e os integrantes da Associação de Charreteiros de Paquetá, selou definitivamente o destino das charretes da Ilha.

No encontro, foi assinado o Protocolo de Intenções e Acordo entre a Charretur, Associação de Charreteiros de Paquetá , representada por Jorge Rosas e a Comissão de Proteção e Defesa dos Animais da OAB/RJ, através do presidente Reynaldo Velloso, em que ficam estabelecidos critérios para as substituições das charretes de Paquetá por veículos elétricos.

A campanha deverá ser feita no padrão internacional, quando arrecadações vultuosas resolvem os problemas diversos nos casos considerados insolúveis, incapazes de serem resolvidos pelo poder público, devido ao alto custo e ausência de mobilização.

Como seria a campanha

Velloso afirmou que longe de ser um sonho, o projeto é perfeitamente viável. Constará de uma ampla campanha, com apoio sócio-responsável da mídia, com a supervisão do Ministério Público na arrecadação e na compra dos equipamentos e ainda comportaria a parceria com o SENAC, com expertise em cursos de capacitação. O empresariado também será abordado para apoiar o Projeto.

“O que precisamos é acabar com a “herança do chicote”. Uma nova vida surgiria para eles, dentro do próprio slogan do SENAC, que é “ Profissionalizando pessoas. Transformando vidas,” finalizou Velloso.

Por fim, a regularização seria resolvida dentro dos trâmites legais e um documento seria redigido proibindo que no futuro novas charretes fossem implantadas na região.

Nesta reunião inicial, a posição unânime por parte dos profissionais da Ilha pelo fim das charretes, facilitou o entendimento no sentido de construir a parceria com a Comissão da OAB, que inclusive propôs a criação futura da Associação de Transportes Turísticos da Ilha de Paquetá, de acordo com as normas e regulamentos do Poder Público.

“Será o fim dos cavalos escravos, que irão para santuários particulares, o início de uma nova era para esta região e a transformação decisiva na vida das pessoas. Vamos agora articular as parcerias, avançar no planejamento e pragmatizar as ações”, disse o presidente da CPDA/OAB.

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OAB RJ quer fim da exploração de cavalos em charretes em Paquetá

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Aconteceu na manhã de segunda-feira(14) uma reunião entre o presidente da Comissão de Proteção e Defesa dos Animais (CPDA) da OAB/RJ, Reynaldo Velloso e os membros da Associação de Charreteiros de Paquetá (RJ). O encontro decidiu o destino das charretes da Ilha. Na ocasião, foi discutida a ideia de se realizar uma campanha nacional de arrecadação de fundos para a aquisição de carros elétricos que seriam utilizados em substituição às charretes.

A campanha deverá ser feita seguindo o padrão internacional. No exterior temos exemplos de arrecadações expressivas que resolveram diversos problemas deixados de ser resolvidos pelo poder público.

Como seria a campanha

Velloso afirmou que o projeto é perfeitamente viável, e terá a supervisão do Ministério Público na arrecadação e na compra dos equipamentos e ainda contaria com a parceria do SENAC, oferecendo cursos de capacitação. “O que precisamos é acabar com a “herança do chicote”. Uma nova vida surgiria para eles”, disse.

Após a regularização de forma legal, um documento seria expedido proibindo no futuro novas charretes na região. A posição unânime por parte dos profissionais da Ilha pelo fim das charretes, facilitou o entendimento no sentido de construir a parceria com a CPDA-OAB/RJ. “Será o fim dos cavalos escravos, que irão para santuários particulares, o início de uma nova era para esta região e a transformação decisiva na vida das pessoas”, afirmou o presidente da CPDA-OAB/RJ.

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Cavalos de Paquetá: OAB vai cobrar posição do Ministério Público

Por CPDA OAB (em colaboração para a ANDA)

Cavalos em péssimo estado
Cavalos em péssimo estado

A CPI de Maus-tratos da Câmara Federal, fez ontem (13) uma visita surpresa à Ilha de Paquetá. O objetivo foi constatar possíveis maus-tratos aos cavalos, que servem como meio turístico de tração.

O solicitação da Diligência na Ilha foi feita pelo Deputado Federal Áureo (RJ), integrante da CPI da Câmara dos Deputados, em Brasília.

O Presidente da Comissão de Proteção e defesa dos Animais da OAB do RJ, Reynaldo Velloso, foi convidado para acompanhar e fiscalizar os trabalhos, inclusive para emitir relatório a respeito do problema.

Reynaldo Velloso (esq) e Áureo: Diligência em Paquetá
Reynaldo Velloso (esq) e Áureo: Diligência em Paquetá

A Marinha do Brasil colaborou na vistoria e colocou duas lanchas à disposição dos membros.

Agora, eles estudam uma possível finalização dos serviços com tração animal na Ilha.

Segundo o deputado Áureo, “esta solução não pode demorar”.

Para Velloso, “é inadmissível que ainda estejamos discutindo este problema, que já deveria estar resolvido Há muito tempo, com o fim desta crueldade.”

Reynaldo Velloso constatou cocheiras em péssimo estado de conservação
Reynaldo Velloso constatou cocheiras em péssimo estado de conservação

Agora a OAB pretende buscar uma solução junto ao Ministério Público. “ A Constituição tem a previsão de que o MP deve defender os animais, vamos cobrar esta posição. Como está é que não pode continuar”, completou.

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Apesar dos maus-tratos, passeio de charrete continua permitido em Paquetá (RJ)

Manutenção de passeio divide moradores: ideia é substituir cavalos por meios que não agridam o ambiente Foto:  João Laet / Agência O Dia
Manutenção de passeio divide moradores: ideia é substituir cavalos por meios que não agridam o ambiente
Foto: João Laet / Agência O Dia

O tradicional passeio de charrete da Ilha de Paquetá, que faz a alegria de crianças e casais de namorados e também é alvo recorrente de críticas de entidades protetoras dos animais, continuará sendo atração turística garantida no bairro. Uma decisão do desembargador Eduardo Gusmão Alves de Brito Neto, da 16ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio (TJRJ), rejeitou um pedido do Ministério Público do Estado (MPRJ), como adiantou terça-feira a coluna ‘Justiça e Cidadania’, de Adriana Cruz, para suspender a atividade por denúncias de maus-tratos contra os animais. O magistrado ponderou que não há provas de que todos os animais sejam maltratados na região.

“Determinar a interrupção da atividade poderia causar prejuízo financeiro a quem atua em conformidade com a legislação”, afirma Neto na decisão. Entre os moradores, o assunto é motivo de discussão e sem consenso formado. Há os que defendem a preservação de uma cultura, que atravessa séculos e se preocupam com a subsistência dos charreteiros, e aqueles que sugerem a substituição dos cavalos por alternativas que não agridam o meio ambiente.

“Como as bicicletas são uma tradição forte em Paquetá, o triciclo e o quadriciclo elétricos respondem bem às nossas necessidades e ainda preservam o lugar”, sugere a moradora Lucimar Medeiros, que participa de um grupo de defesa dos direitos dos animais e do meio ambiente. “Os cavalos não têm espaço para trotar nem para o descanso e ainda dividem o lugar onde dormem com urina e fezes. Não há razão de existir qualquer tradição que explora e maltrata os animais ”, acrescenta ela.

O promotor que conduziu a denúncia na primeira instância, Paulo José Andrade de Araújo Sally, lamentou a decisão e classificou o tratamento aos cavalos em Paquetá como situação de calamidade.

“Os animais são abrigados em lugar inadequado. O esgoto é despejado ao lado das baias, onde os cavalos dormem, um lugar altamente insalubre. O argumento para a manutenção da atividade, de que aquilo seria o meio de subsistência dos charreteiros, não os autoriza a desrespeitar os direitos animais”, pondera o desembargador.

O desembargador determinou que a Charretur, empresa responsável pelas charretes de Paquetá, apresente em até dez dias toda a documentação de controle dos animais, sob pena de multa diária de R$ 10 mil. A prefeitura deverá ainda enviar uma equipe à Paquetá para proceder à fiscalização e recolher os cavalos que estiverem em condição de maus-tratos.

Fonte: O Dia

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Após muitas denúncias de maus-tratos, charretes podem finalmente desaparecer em Paquetá (RJ)

Um dos cavalos do charreteiro Edir Rosa, apreendido pela Sepda: magreza e feridas Foto: Carlos Ivan / Fotos de Carlos Ivan Leia mais: http://extra.globo.com/noticias/rio/devido-maus-tratos-de-cavalos-paqueta-pode-perder-charretes-8032809.html#ixzz33rBogqmL
Um dos cavalos do charreteiro Edir Rosa, apreendido pela Sepda: magreza e feridas Foto: Carlos Ivan / Fotos de Carlos Ivan

Doente, subnutrido e, ainda assim, obrigado a trabalhar até a exaustão, o cavalo “Parceiro” foi socorrido em estado grave na Ilha de Paquetá por veterinários da Secretaria Especial de Defesa dos Animais (Sepda) em 26 de março, após denúncias de moradores. Transferido para o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) da prefeitura, em Santa Cruz, o animal, que apresentava sinais de tortura e uma grave lesão na medula que o impedia de ficar em pé, segundo a Sepda, morreu cinco dias depois. Um detalhe torna a história ainda mais triste: o tutor de “Parceiro”, Edir Rosa, já fora denunciado por ONGs antes, tendo outros dois animais apreendidos pelo município. A morte do cavalo chamou a atenção para as péssimas condições de saúde dos animais de charrete na região e levou a Sepda a estudar o fim desse tipo de transporte. Nesta sexta-feira, uma equipe de veterinários vai ao local fazer uma fiscalização no serviço de charretes, retirar de lá os outros dois cavalos de Edir e decidir o destino do serviço.

Acusado de maus-tratos, o tutor do cavalo está sendo indiciado pela Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA) e teve sua licença de trabalho cassada por tempo indeterminado. O caso de “Parceiro”, um cavalo branco, foi denunciado à 21ª Região Administrativa por moradores, que não aguentavam mais ver o animal se arrastando e levando chicotadas. Procurado, Edir não foi encontrado para comentar as denúncias. Também não foi localizado qualquer representante da Associação de Charreteiros de Paquetá. O titular da DPMA, José Rezende, pretende apurar casos semelhantes na ilha.

“Recebi a denúncia e fomos verificar. Em seguida, chamamos a Sepda, que mandou um veterinário para prestar os primeiros socorros ao animal. Tomamos todas as providências possíveis. É uma situação muito ruim, que precisa ser muito bem estudada, pois entre os charreteiros há alguns que trabalham direito. Além disso, muitas famílias dependem da charrete para viver, e moradores precisam do transporte”,  explica a administradora regional Janaína Marques.

Outra denúncia há 12 anos

O secretário de Defesa dos Animais, Claudio Cavalcanti, declarou-se chocado com o péssimo estado em que os veterinários encontraram “Parceiro”:”Ele tinha sinais de tortura. Um horror. Não podemos deixar que casos como esse se repitam”.

Segundo o secretário, a primeira providência da Sepda foi denunciar o caso à polícia e pedir a apreensão dos outros dois cavalos de Edir, que serão levados nesta sexta-feira para o CCZ. Janaína acrescentou que no CCZ já estão mais dois cavalos de Edir, que é vice-presidente da Associação de Charreteiros de Paquetá, também confiscados após denúncias de maus-tratos.

Desde o dia 1º, fotos de “Parceiro”, com denúncias de que outros cavalos de Edir morreram em situação parecida, circulam nas redes sociais. A veterinária Andrea Lambert, da ONG Anida, diz ter fotografado o mesmo charreteiro há 12 anos e que outros agem da mesma forma: não dão alimentos, batem e forçam os animais a trabalharem até cansar. Pelas regras da prefeitura, os cavalos só podem trabalhar das 8h às 17h.

“Há 12 anos recebi uma denúncia de que havia um cavalo muito debilitado, não conseguindo levantar de fraqueza e exaustão de tanto trabalhar, em Paquetá. O tutor era Edir, um dos mais denunciados por maus-tratos. Eu mesma denunciei à prefeitura na época. Imaginem quantos cavalos não sofreram e morreram em 12 anos sem que nada fosse feito pela prefeitura”, diz.

Moradora de Paquetá, a advogada Regina Linhares defende mais fiscalização:
“Acabar com as charretes não é solução, pois precisamos delas. Mas a prefeitura precisa fiscalizar periodicamente não apenas como os animais são tratados, mas as condições do serviço”.

Segundo a prefeitura, hoje há 18 charretes e 49 cavalos em Paquetá. A Sepda já recebeu denúncias de que maioria deles é maltratada e subnutrida.

Fonte: Extra

Nota da redação: Cavalos não devem ser explorados para tração, meio de transporte ou entretenimento. Eles têm direito à vida e à liberdade, assim como qualquer outro ser vivo. O trabalho escravo de animais deveria ser criminalizado, e não ser induzido pelos municípios com a imposição de que se tenha um cuidado mínimo com o animal, o que deveria ser obrigação do tutor em qualquer circunstância.

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Comissão pede suspensão do uso de charretes em Paquetá (RJ)

A Comissão Especial para Acompanhar Políticas de Proteção aos Animais da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) esteve nesta segunda-feira (30) na Ilha de Paquetá, litoral da capital, para apurar a situação dos cavalos utilizados nas charretes, e defendeu a extinção da atividade, por conta dos maus tratos verificados contra os animais. A inspeção foi feita em parceria com a Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente e com a Secretaria Especial Municipal de Promoção e Defesa dos Animais (SEPDA). O presidente do grupo, deputado Thiago Pampolha (PSD), considerou as condições dos cavalos como “degradantes”. “Independente de melhoria, sempre haverá sofrimento para os animais. Não teremos escolha, será pedido o fechamento. Aqui faltam os cuidados primários, como ferrador profissional. Eles se encontram em estado degradante”, lamentou Pampolha, que anunciou os próximos passos do colegiado: uma vistoria em Petrópolis, para averiguar as condições em que vivem e são tratados os animais usados para turismo na cidade.

Pratica será extinta (Foto: Reprodução Internet)
Pratica será extinta (Foto: Reprodução Internet)

Ao chegar ao ponto de encontro das charretes, Pampolha não demorou a encontrar irregularidades, como cavalos sem arreio. O parlamentar também vistoriou as cocheiras, onde estavam os problemas mais graves: animais vivendo em pequenas baias, com chão cimentado, sem forro algum de serragem ou qualquer outro, sem local para pastar e expostos às próprias fezes e urina, devido à falta de pessoal para manutenção. Também foi apurado no local que a Associação dos Carreteiros de Paquetá não tem um veterinário responsável pelo atendimento contínuo dos animais, prática indispensável já que eles são submetidos a regime de trabalho.

Segundo o veterinário especializado em equinos Alceu Cardoso, este já seria um motivo relevante para a extinção da prática. “Existe uma comissão formada pela SEPDA e a Secretaria Municipal de Transporte acompanhando alguns casos, e chegamos à conclusão de que, mesmo melhorando a situação, a Associação não tem estrutura para manter os animais de forma adequada”, argumentou Cardoso.

O inspetor Ricardo Catarina disse que a delegacia irá abrir um registro de ocorrência, onde o presidente da Associação, Jorge Rocha Lima , será colocado como autor e chamado para depor. “Nossa vinda aqui nos fez reunir fotos comprobatórios. Não há dúvida quanto aos maus-tratos e péssimas condições de vida destes animais”, frisou Catarina. Já a comissão apresentará dois relatórios: um para a Prefeitura do Rio, onde pedirá oficialmente a extinção da atividade, e outro para a delegacia, onde serão expostos pontos detalhados que serão incluídos no registro.

Pampolha defendeu a parceria com os órgãos do Executivo, como a Delegacia de Meio Ambiente, uma vez que o Legislativo fluminense não tem alçada para instaurar procedimentos criminais. “A comissão, sozinha, fica limitada quanto às punições dos acusados”, ponderou o parlamentar, para quem o fato de os crimes contra os animais serem categorizados como de menor potencial ofensivo, ou seja, com menos de quatro anos de reclusão, é um fator que contribui para a ousadia dos criminosos.

Fonte: Jus Clip

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Autoridades ignoram maus-tratos a cavalos em Paquetá (RJ)

A Comissão de Defesa dos Animais da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) comprovou, em visita à Ilha de Paquetá nesta segunda-feira (30), que os cavalos estão sendo maltratados pelos charreteiros. A fiscalização flagrou animais abrigados em baias apertadas com falta de alimentação adequada, falta de veterinário e de ferreiro, falta de higiene e outros problemas.

(Foto: Reprodução Facebook)
(Foto: Reprodução Facebook)

O deputado Thiago Pampolha, presidente da Comissão de Defesa dos Animais, disse que os fiscais encontraram “uma certa maquiagem” quando chegaram à ilha. Por isso, ele acredita que a situação dos cavalos é bem pior no dia a dia do que foi verificado. “Aqui carece de tudo, desde veterinário até instalações condizentes com os animais. As condições são as piores possíveis”, afirmou.

O deputado sinalizou que o relatório da fiscalização será entregue ao prefeito Eduardo Paes e ao Ministério Público para que sejam tomadas as medidas cabíveis. Os 34 cavalos existentes na Ilha podem ser transferidos para uma fazenda modelo localizada em Pedra de Guaratiba.

“A cocheira onde estavam os animais já foi interditada em 2010 pela Defesa Civil Municipal. O estado das suas baias é de calamidade”, acrescentou o deputado.

A vistoria contou com a participação da Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA), Secretaria Especial de Defesa dos Animais (SEPDA), e da Região Administrativa da Ilha de Paquetá, além de veterinários e da Associação Nacional de Implementação dos Direitos dos Animais (ANIDA).

Relatos de maus-tratos não são de hoje

Uma página criada no Facebook por pessoas preocupadas com os insistentes descasos do poder público com a Ilha de Paquetá denuncia os maus-tratos aos animais desde 2010. As fotos abaixo, publicadas no perfil “Ilha de Paquetá SOS” em 2010, mostram que os cavalos vivem em meio a esgoto e tratados como mero meio de ganho de capital há tempos. Feridos, amarrados, tristes e explorados.

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(Foto: Reprodução Facebook)
(Foto: Reprodução Facebook)

Em dezembro de 2010, membros da Secretaria Municipal do Meio Ambiente realizaram uma vistoria no local, mas a solução não foi dada. “Secretaria do Meio Ambiente, Administrador Geral, e Zoonoses. Ninguém faz nada!”, denuncia a página.

Um dilema compartilhado entre os habitantes da Ilha de Paquetá é a divisão de opiniões sobre as charretes. Parte deles defende que a atividade seja regularizada e teme que o fim das charretes represente a perda de um traço cultural preservado desde a época da Colônia. Já outros são totalmente contrários à manutenção de uma cultura que maltrata os cavalos.

“Tristeza ver esses animais assim e eles não tem nem como se defender”, comentou a internauta Marcelinha Sameiro em agosto de 2011.

“Falta água, milho, ração… O pouco verde vem de São Gonçalo, os cavalos sofrem muito, um fedor horrível nas baias, muita sujeira, muita doença”, afirmou Roberto Luiz Machado em julho do mesmo ano.

(Foto: Divulgação)
(Foto: Divulgação)

As charretes são um dos mais antigos meios de transporte do bairro, onde não é permitida a presença de automóveis, ônibus e nenhum veículo poluente. As únicas outras formas de locomoção são os táxis ecológicos (de bicicleta) e o bondinho. Outro fato que se tornou motivo de discussões entre os moradores foi a chegada das bicicletas elétricas que atingem uma alta velocidade, apontadas como um perigo à segurança de crianças e idosos.

Fonte: SRZD

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Prefeitura proíbe charretes na Ilha de Paquetá (RJ)

A Secretaria Especial de Promoção e Defesa dos Animais (SEPDA) vai encerrar, a partir deste sábado (29), o serviço de charretes na ilha de Paquetá, na baía de Guanabara. A decisão foi tomada nesta sexta (28), após reunião entre o secretário da pasta, Cláudio Cavalcanti, e o prefeito Eduardo Paes. A decisão de remover os cavalos veio após denúncias de maus-tratos aos animais.

Segundo a Secretaria, 43 cavalos que circulam pelo bairro serão retirados de circulação. Os animais serão removidos via balsa até a Ilha do Governador e, em seguida, serão transportados de caminhão para a fazenda-modelo da Prefeitura, em Pedra de Guaratiba, na Zona Oeste do Rio. Após a remoção dos animais, a Prefeitura pretende demolir as cocheiras que abrigam os cavalos.

A proposta da Secretaria de Defesa dos Animais é substituir, até o fim de julho, o transporte via charrete por carrinhos elétricos, que serão conduzidos pelos mesmos charreteiros. Eles serão submetidos a um treinamento para manejar os veículos.

Fonte: G1

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