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Pane em avião da FAB atrasa transferência da ursa Marsha para santuário

A transferência da ursa Marsha do Parque Zoobotânico, em Teresina (PI), para o Santuário Ecológico Rancho dos Gnomos, na cidade de São Paulo, sofreu um atraso devido a uma pane no avião da Força Aérea Brasileira (FAB). A previsão inicial era que o resgate da ursa iniciasse nas primeiras horas da manhã desta sexta-feira (21).

(Foto: Arquivo/O Dia)

Devido ao problema, uma equipe de 18 pessoas – composta por ativistas, veterinários e integrantes do santuário – que estava no avião teve que pernoitar em Natal, no Rio Grande do Norte. As informações são do portal Cidade Verde.

Em um vídeo, uma das ativistas, a atriz Alexia Dechamps, divulgou informações sobre o caso. “Tivemos um probleminha com o avião. Estamos em Natal e vamos ter que pernoitar aqui. A viagem que já era muito longa, ficou mais longa ainda, mas vai dar tudo certo, gente. Tá difícil, há um ano e meio lutando pra gente tirar ela. A gente tá muito perto. Estamos em 15 pessoas extremamente comprometidas por amor, indo resgatar essa bichinha do calor”, contou.

A atriz afirmou ainda, em publicação nas redes sociais, que o resgate será arriscado. “A operação é muito complexa. A gente tá tentando não dopá-la, que ela entre sozinha no recinto de transporte dela e que a gente entre no avião e consiga chegar em Guarulhos-SP amanhã (22)”, explicou Alexia.

A ursa mais triste do mundo

Marsha ficou conhecida como “a ursa mais triste do mundo” por viver aprisionada no Parque Zoobotânico de Teresina sob o calor intenso da cidade piauiense – que chega aos 40º C – e ser alimentada com comida de cachorro, segundo órgãos de defesa animal e ONGs.

A vida da ursa, até o momento, resume-se em exploração para entretenimento humano. Isso porque, antes de ser levada ao zoológico, ela viveu cerca de 20 anos em um circo, sendo explorada como atração e submetida a maus-tratos. Marsha vivia em uma jaula minúscula e era obrigada a fazer truques em troca de comida.

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