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Número de mortes de porcos com peste suína na Ásia sobe para 5,92 milhões

São 11.182 animais a mais em relação ao levantamento anterior, feito em 13 de setembro


O número de porcos mortos com peste suína em países asiáticos subiu para 5.920.727, segundo dados da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) divulgados na sexta-feira (20). São 11.182 animais a mais em relação ao levantamento anterior, feito em 13 de setembro. Os dados foram atualizados até quinta-feira (19).

FOTO: DIVULGAÇÃO GOVERNO FEDERAL

O aumento no número de porcos mortos tem relação com o anúncio feito na última terça-feira (17) pela Coreia do Sul, quando o país anunciou a identificação da doença em seu território. Foram detectados focos nos municípios de Paju e Yeoncheon e 11,1 mil porcos foram mortos. Com os casos da Coreia do Sul, foram registrados, segundo a FAO, 348 focos da doença na Ásia. Antes eram 346.

Os demais países asiáticos afetados pela peste suína – China, Vietnã, Filipinas, Mongólia, Camboja, Laos, Mianmar e Coreia do Norte – não registraram alterações nos números em relação ao último levantamento. As informações são da Época Negócios.

No Vietnã, país que registra o pior cenário, 4,7 milhões de porcos foram mortos e, desde o relato da doença, em 19 de fevereiro, 63 províncias foram afetadas. A China, em termos de extensão, é o caso mais crítico. No país, há 157 focos da doença em 32 províncias, incluindo Hong Kong. Foram mortos, desde agosto de 2018, quando a peste suína foi identificada no local, 1,17 milhão de porcos.

A doença atingiu também sete aldeias de duas províncias das Filipinas. Identificada em 9 de setembro, a peste resultou na morte de 7,59 mil animais. No Camboja, foram 2,85 mil porcos mortos. Cinco províncias foram atingidas desde 2 de abril.

Desde 23 de maio, apenas um foco da doença foi identificado na Coreia do Norte. Foram mortos 77 porcos. Na Mongólia, com 11 casos em seis províncias, 3,1 mil porcos foram mortos desde 15 de janeiro.

Quatorze províncias foram atingidas no Laos. A epidemia teve início em 20 de junho e já registra 94 focos, com 25 mil porcos mortos. Já em Mianmar, quatro focos registrados desde 1º de agosto em aldeias da província de Shan State levaram 131 porcos à morte.

Os dados da FAO se baseiam em levantamentos feitos por órgãos oficiais de cada país.


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Sobe para 4,869 milhões o número de porcos mortos após contaminação por peste suína

A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) anunciou que 4.869.155 porcos foram mortos em países asiáticos, até quarta-feira (24), devido à contaminação pela peste suína africana (ASF, na sigla em inglês). Ainda não há tratamento disponível para a doença, que não tem cura. São 700.338 animais mortos a mais do que o registrado em 18 de julho. A FAO informou que faz um levantamento com base nos casos informados por órgãos federais de cada país.

Foto: Pixabay/Ilustrativa

No Vietnã, o número de porcos mortos subiu de 3 milhões para 3,7 milhões. O país registra o pior cenário no que se refere à peste suína. O Ministério da Agricultura e Desenvolvimento Rural local revelou que 62 províncias foram atingidas pela doença desde 19 de fevereiro.

Quatro novos casos da enfermidade foram registrados no Laos. Novos surtos foram identificados na província de Phongsaly. Desde 20 de junho, quando houve a identificação da doença, 14 focos foram encontrados em quatro províncias. No levantamento desta quinta, registrou-se a morte de 338 porcos, totalizando 3,05 mil.

São 238 focos da doença espalhados pela Ásia, segundo a FAO. No último levantamento eram 234. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

A China é o país que, em termos de extensão, tem a situação mais crítica, com 149 focos em 32 províncias, incluindo a região administrativa de Hong Kong. O surto foi identificado em agosto do ano passado. Desde então, 1,16 milhão de porcos foram mortos, segundo o Ministério da Agricultura e Assuntos Rurais do país. Os dados não sofreram alterações em relação ao levantamento anterior.

O Ministério da Agricultura, Florestas e Pesca do Camboja informou que, desde a identificação da doença, em 2 de abril, 2,85 mil porcos foram mortos e cinco províncias foram afetadas. Na Coreia do Norte foi identificado apenas um caso da doença, desde 23 de maio, atingindo uma única província e levando 77 porcos à morte. Na Mongólia, 11 surtos foram notificados em seis províncias e uma cidade desde a detecção do primeiro caso, em 15 de janeiro. Foram mortos 3,1 mil porcos, aproximadamente 10% da quantidade de porcos que vivem no país. Em todos esses países, não houve atualizações em relação ao levantamento anterior.


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Taiwan continua no combate ao consumo de carne cães em contraposição à prática asiática

Cães à espera da morte em fazenda em Wonju, na Coreia do Sul (Foto: Kim Hong / Reuters)

Em 1998, Taiwan tornou ilegal matar cães e gatos para consumo. Mas a medida foi pouco eficaz: ainda hoje é possível comprar carne desses animais em um mercado paralelo fortificado pela tradição milenar. Agora, para combater esse mercado, o governo taiwanês endureceu, em 12 de abril, a pena contra quem infringir o “Ato de Proteção Animal”, acrescentando uma emenda ao texto.

Segundo a emenda, quem consumir ou comercializar carne de cachorro ou gato poderá ser multado em até US$ 8.200. Além disso, de acordo com a Agência de Notícias Central de Taiwan, como medida de constrangimento pela infração, aqueles que forem flagrados terão seus nomes e fotos tornados públicos pelo governo taiwanês. O rigor também aumentou para os casos de crueldade contra cães e gatos. O infrator pode pegar até dois anos de prisão com multa que pode ir de US$ 6.500 a US$ 65 mil, de acordo com o site “The National Geographic”.

O continuado esforço pelo banimento do comércio e consumo de carne de cães e gatos renova a face mais ocidentalizada de Taiwan e bota mais pressão sobre os países orientais que mantêm a prática.

A criminalização do consumo de cães e gatos na Ásia

Na cultura ocidental, cachorros e gatos são tidos como animais domésticos e, até mesmo, como membros da família. Na Ásia, ainda é possível comprar, vender e consumir carne desses animais, legalmente, em pelo menos mais sete países: China, Coreia do Sul, Filipinas, Camboja, Laos, Tailândia e Vietnã.

Em 2016, o Festival de Carne de Cachorro e Lichias de Yulin, na China,  gerou polêmica entre ativistas pelos direitos animais ao manter tradição do consumo de cães e gatos e pelo aumento do efetivo policial para garantir que o festival acontecesse. Organizações de direitos animais em todo o mundo voltaram a pressionar a China e outros países asiáticos pelo fim da tradição de consumo de gatos e cachorros por meio de petições.

Uma delas, feita contra o governo chinês que permitiu a realização do festival Yulin em 2015, diz que manter o evento é abrir precedentes para que os “sequestros de animais domésticos e animais em situação de rua” continuem a acontecer, além de aumentar “as prisões e fazendas de criação de cachorros [para matar]”.

Qin Xiaona, diretor da Associação de Bem-estar Animal de Pequim disse, ao National Geographic em junho de 2016, pouco antes da realização do festival daquele ano em Yulin, que “é vergonhoso que o mundo acredite, erroneamente, que o brutal e cruel festival de Yulin faça parte da cultura chinesa”.

Naquela ocasião, o deputado americano do partido Democrata Alcee L. Hastings pressionou o governo chinês com uma resolução bipartidária que condenava a crueldade contra os animais e pedia seu fim imediato, além de maior atenção à saúde pública dos cidadãos. De acordo com Hastings, 10 milhões de cachorros são mortos anualmente para consumo na China.

Ao saber das novas regras aplicadas em Taiwan em 12 de abril, o Diretor de Proteção Animal e Resposta a Crises da Sociedade Humana Internacional, Adam Parascandola, disse à “The National Geographic” que a tradição não poderia ser um empecilho para se alcançar o fim da violência animal para consumo humano.

Zona cinzenta brasileira

No Brasil, em 2015, cada pessoa consumiu em média 83 kg de carne (bovina, suína e de aves) por ano – o que fez o país ficar em 5º lugar entre os que mais consomem carne no mundo. Para os brasileiros, não há restrição direta na legislação sobre o consumo de cães e gatos, porém, moralmente, consumir a carne desses animais é inaceitável.

Fonte: Nexo

 

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