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Pit bull condenado a morte é salvo e adotado pela veterinária que o atendeu

Pacino e sua tutora | Foto: Brittany Elder
Pacino e sua tutora | Foto: Brittany Elder

Pacino foi encontrado sozinho e muito ferido em um quarto de uma casa abandonada em Camden, Nova Jersey, nos Estados Unidos. Ele tinha ferimentos extremos em todo o corpo, e os agentes do controle de animais que o encontraram o levaram direto para uma clínica veterinária para avaliar sua condição.

A situação definitivamente não parecia boa para o pobre cachorro, mas felizmente, era Brittany Elder quem estava trabalhando como um dos veterinários naquele dia e, assim que ela conheceu Pacino, tanto a vida dele quanto a dela mudaram para sempre.

Os policiais que trouxeram Pacino disseram à veterinária que ele estava “em estado lastimável” e era “agressivo demais”, mas Elder imediatamente passou por tudo isso.

Foto: Brittany Elder
Foto: Brittany Elder

“Quando eles o levaram para a sala de tratamento, ele estava dentro de uma caixa gigante”, disse Elder ao The Dodo. “Eu abri a caixa e ele estava encolhido em um cantinho e não saía dali, mas eu podia ver que ele estava todo ensanguentado e extremamente ferido. Eles o jogaram pra fora do caixote e ele caiu no meu colo porque ele não se aguentou em pé. Ele estava tremendo de tão assustado. Seu corpo estava frio, magro e imundo”.

Elder sentou-se no chão da clínica veterinária com Pacino no colo e apenas o segurou por um tempo. Ficou claro que esse pobre cachorro passara pelo inferno e havia retornado, e Elder queria desesperadamente mostrar a ele como era ser amado pela primeira vez em sua vida.

Foto: Brittany Elder
Foto: Brittany Elder

E com ele nos braços ela tomou uma decisão silenciosa.

Quando Elder segurava Pacino, os veterinários e oficiais de controle de animais começaram a discutir a situação de Pacino. Com base em sua condição e onde ele tinha sido encontrado, eles assumiram que ele tinha sido usado como um cão de isca para brigas de cães.

Suas feridas eram tão severas e seriam extremamente caras e difíceis de tratar, então o veterinário chefe e o oficial de controle de animais decidiram juntos que o melhor curso de ação seria aplicar morte induzida ao cachorro. Enquanto isso Elder segurava e confortava Pacino e ela sabia que jamais iria permitir que isso acontecesse ao cachorro.

Foto: Brittany Elder
Foto: Brittany Elder

“Em determinado momento, apesar de estar com muita dor, ele olhou para mim e lambeu meu rosto”, disse Elder. “Foi nesse momento que eu soube que esse cachorro não era ‘muito agressivo’ como haviam dito e que eu tinha que fazer algo para salvar sua vida. Eu decidi que iria assumir total responsabilidade financeira por ele, encorajá-lo a trazê-lo de volta à saúde e descobrir como oficializar a adoção mais tarde. Eu só precisava fazer algo e rápido”.

Elder assumiu total responsabilidade por Pacino e rapidamente providenciou para que ele tivesse suas feridas limpas e cuidadas. Seus ferimentos eram tão graves que não puderam ser costurados, e por isso a veterinária colocou cerca de uma dúzia de drenos por todo o corpo dele para evitar a infecção.

Foto: Brittany Elder
Foto: Brittany Elder

Após a cirurgia de Pacino, Elder e seu namorado começaram a tomar providências para levar o pit bull para casa com eles. Ele ainda estava muito inseguro e com muito medo de tudo, além do mais, eles não tinham ideia de como ele reagiria ao chegar em sua casa – mas assim que ele chegou, eles perceberam que não tinham nada com que se preocupar.

Nos primeiros dias em sua nova casa, Pacino estava incrivelmente nervoso, e definitivamente mostrou sinais claros de que havia sido abusado em sua vida anterior.

Mas ele rapidamente percebeu que podia confiar em Elder e seu namorado, e não teve nenhum problema em deixá-los limpar suas feridas ou dar-lhe remédios. Pacino apegou-se a eles muito rapidamente, e pareceu entender, quase imediatamente, que eles o amavam e só queriam ajudá-lo a se curar.

Foto: Brittany Elder
Foto: Brittany Elder

“Ele confiou tanto em nós que nos permitiu fazer o que precisávamos para ajudá-lo”, disse Elder.

Enquanto o casal sabia muito pouco sobre o passado de Pacino, ficou claro que ele não teve uma vida muito feliz – porque o pobre filhote não tinha ideia de como ser um cachorro.

“Ao longo de sua recuperação, nós literalmente tivemos que ensiná-lo TUDO”, disse Elder. “Nós tivemos que treiná-lo, mostrar a ele onde comer, ensiná-lo a andar na coleira, mostrar a ele os brinquedos e como brincar e fazê-lo ver que ele era um cão normal.”

Foto: Brittany Elder
Foto: Brittany Elder

Quanto mais tempo Pacino passava em sua nova casa, mais ele começava a sair de sua concha e, em pouco tempo, ele era o cão mais doce e brincalhão do mundo, que só queria estar perto das pessoas que amava sempre que podia.

Suas feridas eventualmente se transformaram em cicatrizes e suas feridas emocionais pareciam se curar também. A dedicação de Elder, seu amor e sua mão sempre tocando Pacino foram o remédio ideal para sua alma machucada.

Foto: Brittany Elder
Foto: Brittany Elder

“A coisa que mais se destaca na minha mente, foi quando um dos meus amigos deu-lhe um pacote de cuidados com uma grande bola vermelha dentro”, disse Elder. “Eu acho que deve ter sido a única vez que ele viu um brinquedo, porque ele não sabia o que fazer com ele no começo. Depois de alguns lances, ele ficou obcecado com isso e foi quando vi seu primeiro sorriso! Ele era bobo, desajeitado e, em geral, super doce e ansioso para agradar. Ficou claro para nós que éramos de fato sua família, e nós nunca poderíamos deixá-lo ir”.

Agora, Pacino está com sua família há cinco anos e todos amam cada segundo juntos. Enquanto ele ainda não está confortável em torno de outros cães por causa de seu passado como um cão de isca, ele ama todos os bebês, crianças e adultos que ele conhece, e não se cansa de conhecer e brincar com novas pessoas. Ele adora comida e passa o tempo com seus pais, e sua nova guardiã é tão grata por ter sido ela a segurá-lo aquele dia no consultório veterinário pois foi ali que ela percebeu que os dois jamais se separariam.

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