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Ovos de chocolate vegano são aposta deste ano para a Páscoa

O veganismo, estilo de vida que exclui toda alimentação de origem animal, tem atraído cada vez mais adeptos. E pensando nesse mercado, empresários de Sorocaba (SP) estão aproveitando a Páscoa para investir nesse setor.

Por conta do aumento na procura por chocolates sem produtos de origem animal, uma loja de Sorocaba abriu curso para ovos de Páscoa veganos. Cerca de 150 pessoas já se matricularam para as aulas.

Ovos veganos estão disponíveis em diversos sabores (Foto: Arquivo Pessoal/Divulgação)

“Muita gente pedia e falava que não tinha essa opção de curso no mercado”, conta Eliéser Dijos, de 40 anos. “As salas estavam sempre cheias, reflexo de que o curso foi bem aceito. Por isso, teremos o curso todos os meses.”

A falta de opções de chocolates veganos no mercado se transformou em oportunidade para a administradora de empresas Loren Neves, de 27 anos.

“Não consumir leite me deu um ‘start’ sobre a falha do mercado em não ter produtos segmentados aos veganos e pessoas com alergia. Não basta ser algo que seja acessível financeiramente, precisa ser agradável ao paladar”, afirma.
A ideia de montar um negócio surgiu após uma análise de mercado. “Quero abranger todas as necessidades que grandes marcas não atendem e, entre elas, os veganos são os que mais sofrem para encontrar os produtos”, diz Loren.

De acordo com a Sociedade Vegetariana do Brasil (SVB), o setor de produtos veganos registrou um crescimento de 40% no ano passado. A SVB certificou, em menos de três anos, mais de 200 produtos e 25 marcas diferentes.

A curiosidade sobre o tema também aumentou. Em quatro anos, buscas pelo termo “vegano” cresceu 1.000% no país, ainda de acordo com a SVB.

Nada de leite, ovos, manteigas e derivados animais. O leite de coco e de castanha de caju substituem todos os derivados de leite na dieta vegana.

Doceria de Sorocaba (SP) aposta em diversos sabores de ovos veganos para esta Páscoa. (Foto: Arquivo Pessoal/Divulgação)

A biomassa feita com bananas orgânicas dá a cremosidade necessária na composição do leite condensado vegano. O cacau é belga e não tem nada de origem animal.

A restrição alimentar não fez com que a doceria de Loren ficasse sem opções, pelo contrário. “Temos ovos de brigadeiro belga, beijinho, creme de limão, doce de leite, brigadeiro de cereja, prestigio e cajuzinho. Não faltam opções”, conta Loren. Os ovos custam aproximadamente R$ 55.

Os pedidos começaram a chegar antes mesmo do Carnaval, de acordo com a empresária. Ela conta que todos os ovos são produzidos sob acompanhamento de médicos e nutricionistas, para que nada prejudique os clientes.

“Muito além de uma questão de estilo de vida, buscamos atender a pessoas que têm problemas de alergias a leite e ovos, inclusive diabéticos”, conclui.

Fonte: G1

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Confeitaria Doce Vegana lança loja virtual com cardápio para Páscoa

Tem Ovos de Páscoa de casca recheada, de colher ou cake em tamanhos que variam de 250 a 400 gramas

A confeitaria Doce Vegana criadora de bolos e doces sem ingredientes de origem animal lançou, para alegria do mundo vegan, sua confeitaria virtual.

A marca foi criada em outubro de 2015 e atende consumidores com diversas restrições alimentares seguindo a filosofia de vida dos criadores da empresa, Kelly Soares e Erick Loureiro.

Tem Ovos de Páscoa de casca recheada, de colher ou cake em tamanhos que variam de 250 a 400 gramas. O Ovo Cake une o melhor dos produtos Doce Vegana, uma deliciosa casca de ovo feita com chocolate belga recheado por dentro com brownie e brigadeiro ou recheado de palha italiana extra cremosa. Acompanha colher de chocolate belga. Na faixa de R$ 66,00 a R$ 79,00. O Ovo de Casca recheada é feito com chocolate belga com a casca recheada e bombons sortidos sem lactose/caseína ou ovo variando entre R$ 47 e R$ 58. Os Ovos de Colher são feitos com chocolate belga, recheio de brigadeiro gourmet acompanhado de colher feita de chocolate belga, com preços entre R$ 46 e R$ 73, dependendo do tamanho.

A Doce Vegana surgiu da vontade dos donos em ajudar um abrigo de animais. Para arrecadar fundos, decidiram vender os doces que preparavam em casa sem produtos de origem animal, uma das maiores questões da marca. O sucesso foi tão grande que várias pessoas que fizeram encomendas nunca mais pararam de pedir. Ali ficou evidente que o propósito de difundir o veganismo alertando sobre o sofrimento e exploração animal, não era uma causa só deles, mas de muitas outras pessoas que pensam fora do comum e/ou que tem modelos diferentes de vida.

O casal abriu mão de sólidas carreiras – ela, advogada, ele, empreiteiro e, desde então, integram pessoas com as mais diversas restrições alimentares. “Antes essas pessoas eram excluídas na partilha de momentos felizes com pessoas queridas. Por isso, fazemos doces para todos, veganos, não veganos, celíacos, diabéticos, intolerantes à lactose, com ingredientes super escolhidos, muito sabor e visual impactante, mantendo o compromisso de reverter parte dos lucros para a causa animal”, explica Kelly.

Doce Vegana: www.docevegana.com

Fonte: Jornal do Brasil

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Jovem deixa relações internacionais para vender ovos de Páscoa veganos

Amanda Resek com ovo de páscoa vegano de cookies (Foto: Luciane Resek)
Amanda Resek com ovo de páscoa vegano de cookies (Foto: Luciane Resek)

Com a proximidade da Páscoa, a recém-formada em relações internacionais, Amanda Resek, de Artur Nogueira (SP), decidiu abandonar a profissão para viver um sonho: vender alimentos e ovos de chocolate veganos, que não levam nenhum ingrediente de origem animal.

Em casa, ela produz ovos de Páscoa que usam água no lugar de leite, chocolate amargo, que é livre de lactose na composição e leite condensado vegano, comprado em supermercado e sem origem animal. O valor médio para venda gira em torno dos R$ 35.

“Eu decidi que eu queria trabalhar com isso, fazer comida vegana e mais para frente até abrir um restaurante. Eu me encontrei muito na gastronomia. É uma coisa que eu sempre gostei de fazer”, confessa a jovem.

Amanda também ressalta o lado da divulgação do movimento vegano. “E também tem o lado do ativismo culinário, que é mostrar para as pessoas que é possível ser vegano e comer bem”, conta a confeiteira, que tem 23 anos e não come carne nem ingredientes de origem animal desde os 16 por amor aos animais.

Estágio foi decisivo

A dúvida de atuar ou não na profissão para qual se formou veio após um estágio na área.”O curso é mais para as áreas de economia e administração. Não tem nada a ver com a minha formação. Para você trabalhar diretamente com relações internacionais, teria que trabalhar em algum órgão do governo ou na ONU”, explica a confeiteira sobre a distância entre atuar em relações internacionais e a realidade nas empresas.

Amanda conta que ainda está aperfeiçoando o talento na gastronomia, mas explica que não é difícil fazer os doces sem ingredientes de origem animal.

“Para mim foi muito mais fácil porque eu já aprendi a cozinhar comida vegana. Quando as pessoas tem que mudar os ingredientes é um pouco mais difícil”, afirma.

Preço é equivalente

A jovem também explica que alguns ingredientes veganos podem ser um pouco mais caros, mas a ausência de leite, ou manteiga, por exemplo, diminui o preço no final das contas.

“Costuma sair quase o mesmo preço, porque, por exemplo, quando eu faço bolo a massa é mais em conta, porque usa água, mas por outro lado a cobertura, que é de leite condensado vegano, é cara”, diz.

Namoro vegano

Por conta da experiência com esse tipo de alimentação, a jovem conseguiu até levar o namorado para o meio. “A gente namora há dois anos e ele comia carne e nem sabia o que era veganismo antes de me conhecer. Aí ele foi experimentando, gostando, hoje ele é vegetariano e já está tentando virar vegano”, se diverte.

E a família?

Mas levou um pouco mais de tempo até a família entender a opção. “Meu pai, quando eu virei vegetariana, até achou legal. Mas quando eu virei vegana ele não gostou muito não, até me levou no médico para ver se estava tudo certo, mas hoje ele adora, ele é o meu maior entusiasta. O que eu acho legal é que hoje ele fala para as pessoas que dá para fazer bastante coisa”, conta.

Opção mais saudável

De acordo com Amanda, que é adepta à causa pelos animais, há simpatizantes desse tipo de alimentação que inclusive comem carne e ingredientes de origem animal.

“A demanda é muito grande de pessoas que não são vegetarianas nem veganas, mas querem comer uma coisa mais saudável, mais natural (…). Eu acho que as pessoas estão tendo mais interesse e ao mesmo tempo é um nicho de mercado que não é muito explorado”, explica.

A nutricionista Ana Ceregatti, de Campinas (SP), também não come nada de origem animal e afirma que é possível escolher ovos de Páscoa mais saudáveis, ainda que não sejam veganos. Para isso, os consumidores devem se atentar, primeiramente, ao chocolate usado na receita.

“O chocolate ideal tem apenas três ingredientes: cacau, manteiga de cacau e açúcar. A massa de cacau tem que estar entre os primeiros na lista de ingredientes porque ela é a parte principal do chocolate e deve ter em bastante quantidade, sendo um indicativo de que o produto é de qualidade. A gordura trans, ou vegetal hidrogenada, é um ingrediente que você não quer no seu chocolate. Se ela aparecer no produto que você escolheu, repense sua escolha”, explica.

Quanto mais cacau, melhor

Ana afirma ainda que quanto mais cacau tiver o chocolate, mais benefícios ele tem, como por exemplo, as propriedades antioxidantes, que ajudam a prevenir e tratar doenças. Além disso, pode ajudar a moderar o consumo.

“Quanto mais massa de cacau, mais amargo o sabor, o que acaba deixando as pessoas comedidas na hora de comer (…). Se um toque especial é desejado, castanhas e nozes são uma boa opção, uma vez que são nutritivas e saborosas”, comenta.

Para Amanda, que usa o chocolate sem adição de leite, o novo negócio pretende ser uma opção mais saudável e deve agradar os consumidores não contemplados pelos doces comuns.

“Eu acho que é mais saudável no geral. Os ovos em específico podem ser uma boa opção pra quem é intolerante à lactose por exemplo (…). A princípio as pessoas falam: como você vai fazer um bolo, por exemplo, sem ovo e sem leite? E aí você mostra que dá certo”, completa.

Fonte: G1

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