De olho no planeta

Agricultura orgânica é chave para alimentar o mundo, dizem os cientistas

Foto: Fernando Dias/ Divulgação
Foto: Fernando Dias/ Divulgação

Pesquisadores da Universidade Estadual de Washington concluíram que alimentar a população global, em constantemente crescendo, com metas de sustentabilidade em mente é possível.

A equipe de estudiosos realizou uma revisão de centenas de estudos publicados que fornece evidências de que a agricultura orgânica pode produzir rendimentos suficientes, ser lucrativa para os agricultores, proteger e melhorar o meio ambiente e ser mais segura para os trabalhadores agrícolas.

O estudo de revisão, intitulado “Agricultura Orgânica no Século 21”, é apresentado como matéria de capa da edição de fevereiro da revista Nature Plants e é de autoria de John Reganold, professor de ciência do solo e agroecologista e do doutorando Jonathan Wachter, segundo informações do Science Daily.

É o primeiro estudo desse tipo a analisar 40 anos de ciência comparando a agricultura orgânica e a convencional entre os quatro objetivos de sustentabilidade identificados pela Academia Nacional de Ciências: produtividade, economia, meio ambiente e bem-estar comunitário.

“Centenas de estudos científicos mostram agora que a agricultura orgânica deve desempenhar um papel na alimentação do mundo”, disse Reganold, principal autor do estudo. “Trinta anos atrás, havia apenas alguns poucos estudos comparando a agricultura orgânica com a convencional. Nos últimos 15 anos, esse tipo de estudo disparou”.

A produção orgânica atualmente representa apenas um por cento de todas as terras usadas para agricultura no mundo, apesar do rápido crescimento nas últimas duas décadas.

Foto: Nossa Causa/ Divulgação
Foto: Nossa Causa/ Divulgação

Os críticos argumentam há muito tempo que a agricultura orgânica é ineficiente, exigindo mais terras para produzir a mesma quantidade de alimentos. O artigo de revisão descreve casos em que os resultados do cultivo orgânico podem ser superiores aos métodos convencionais de cultivo.

“Em condições severas de seca, que devem aumentar com a mudança climática, as fazendas orgânicas têm o potencial de produzir excelentes colheitas por causa da maior capacidade de retenção de água dos solos organicamente cultivados”, disse Reganold.

No entanto, mesmo quando os rendimentos forem menores, a agricultura orgânica ainda é mais lucrativa para os agricultores pois os consumidores estão dispostos a pagar mais. Preços mais altos podem ser justificados como forma de compensar os agricultores por fornecer serviços ecossistêmicos e evitar danos ambientais ou custos externos.

Numerosos estudos na revisão também comprovam os benefícios ambientais da produção orgânica. No geral, fazendas orgânicas tendem a armazenar mais carbono do solo, têm melhor qualidade do solo e reduzem a erosão do solo.

A agricultura orgânica também cria menos poluição no solo e na água e reduz as emissões de gases de efeito estufa. Além de ser mais eficiente em termos energéticos porque não depende de fertilizantes sintéticos ou pesticidas.

Foto: Organicsnet/Reprodução
Foto: Organicsnet/Reprodução

O modo de produção também está associado à maior biodiversidade de plantas, animais, insetos e micróbios, bem como à diversidade genética. A biodiversidade aumenta os serviços que a natureza oferece, como a polinização, e melhora a capacidade dos sistemas agrícolas de se adaptarem às mudanças de condições.

Reganold disse que alimentar o mundo não é apenas uma questão de produção elevada, mas também requer o exame do desperdício de alimentos e a distribuição da comida.

“Se você analisar a produção de calorias per capita, estamos produzindo comida mais do que suficiente para 7 bilhões de pessoas agora, mas desperdiçamos de 30% a 40% disso”, disse Reganold. “Não é apenas uma questão de produzir o suficiente, mas tornar a agricultura ambientalmente correta e garantir que a comida chegue àqueles que precisam dela”.

Reganold e Wachter sugerem que nenhum tipo de agricultura pode alimentar o mundo. Em vez disso, o que é necessário é um equilíbrio de sistemas, “uma mistura de orgânicos e outros sistemas agrícolas inovadores, incluindo sistemas agroflorestais, agricultura integrada, agricultura de conservação, culturas mistas e sistemas ainda a serem descobertos”.

Reganold e Wachter recomendam mudanças nas políticas para lidar com as barreiras que impedem a expansão da agricultura orgânica. Tais obstáculos incluem os custos da transição para a certificação orgânica, falta de acesso a mão-de-obra e mercados, e falta de infraestrutura apropriada para armazenar e transportar alimentos. Ferramentas legais e financeiras são necessárias para incentivar a adoção de práticas agrícolas inovadoras e sustentáveis.

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Vegana e orgânica, marca de maquiagem alemã chega ao Brasil

A marca alemã Baims, do ramo de maquiagem totalmente sustentáveis, vai começar a ser produzida e comercializada no Brasil.

Além dos benefícios éticos de consumo da marca, os produtos também possuem propriedades anti-envelhecimento e clareadoras.

Linha de maquiagem tem produto para pele, olhos e boca
A linha de maquiagens vegana e orgânica será produzida e vendida no Brasil (Foto: Divulgação)

Os itens poderão ser comprados através do site da Baims ou na Esmell, estabelecimento voltado para a estética, do bairro do Leblon, na Zona Sul do Rio de Janeiro.

Os produtos de beleza são criados em Frankfurt, na Alemanha, e produzidos em Santa Catarina, no Brasil, por meio de matéria-prima totalmente orgânica e livre de testes em animais.

“Primeiro me apaixonei pelos produtos e depois recebi o convite para ser embaixadora da marca, justamente, porque me encantei pela qualidade de tudo”, contou Alana Rox, apresentadora do programa ‘Diário de uma Vegana’, transmitido pelo canal de TV GNT, ao se tornar embaixadora da marca Baims no Brasil.

Apresentadora afirma ter adorado os produtos da marca vegana
A apresentadora de TV Alana Rox se tornou embaixadora da marca vegana no Brasil (Foto: Divulgação)

 

 

 

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ONG de defesa animal faz campanha provocativa para combater o consumo de carne

Por Lobo Pasolini (da Redação)

Fonte: Veggies UK

Os moradores da cidade de Nottingham, Inglaterra, que terça feira (02) se depararam com o pequeno trailer de comida dizendo vender carne de cachorro levaram um susto.

É que para fazer o cidadão pensar porque ele come alguns animais enquanto ama outros, AnimalAid, uma ONG de direitos animais inglesa, montou um trailer na cidade “vendendo” produtos feitos do chamado “melhor amigo do homem”. Tudo uma paródia, claro, e uma crítica explícita da onda de carne orgânica que promete que os animais foram “criados eticamente”.

A reação das pessoas variou do choque a surpresa, mas segundo a ONG, aqueles que tiveram a paciência de discutir o tema, perceberam a lógica do raciocínio.

Segundo Andrew Butler, um voluntário da AnimalAid, “a maioria das pessoas come diferentes partes de animais todos os dias, sem pensar muito sobre como foram os últimos momentos daqueles animais”.

Turnê

A experiência em Nottingham foi o lançamento de uma turnê chamada Friend or Food (Amigo ou Comida) que está levando o debate para as ruas de várias cidades durante o mês de novembro, quando se comemora o mês do veganismo.

“Seja orgânico, caipira, alimentado com milho ou alojado nas melhores condições, o final é sempre o mesmo para os animais criados por sua carne. Todos terminam nos matadouros, sozinhos e aterrorizados; todos são pendurados de cabeça para baixo para sangrar até morrer”, disse AnimalAid em uma anúncio para a imprensa sobre a campanha.

Mais fotos da campanha:

 

Fonte: Veggies UK
Fonte: Veggies UK
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Vegetarianismo marca último dia de feiras orgânicas em SP

A importância da adoção de uma dieta vegetariana por questões éticas e de sustentabilidade e os prejuízos dos alimentos geneticamente modificados em relação aos orgânicos foram os temas que mais chamaram a atenção dos participantes das feiras Bio Brazil Fair e Naturaltech que encerraram neste domingo (26), no Pavilhão da Bienal do Ibirapuera, em São Paulo. Somente no último dia foram 25 palestras, com muitas pessoas circulando pelas dezenas de estandes de produtos naturais e orgânicos.

Salão Vegetariano

Em palestra no 2º Salão Vegetariano, a nutricionista esportiva Priscila Di Ciero abordava a importância da alimentação vegetariana. A nutricionista discorreu sobre o seu percurso de vida em prol dos animais. “Nosso estilo de vida”, argumentou, “envolve, também, a nossa alimentação, o que vai determinar o desenvolvimento – ou não – de doenças. O que aumenta o risco de câncer é uma alimentação desequilibrada e a ingestão de alimentos de origem animal.

Em seguida, a própria Nina Rosa, fundadora do Instituto que leva seu nome, explicou aos presentes como foi sua trajetória até a criação da organização, que desde 2000 atua voluntariamente promovendo conhecimento sobre defesa animal, consumo sem crueldade e vegetarianismo. “Já trabalhei com moda, fui modelo fotográfico, mas só me senti preenchida quando descobri a minha verdade”, disse Nina.

Vegetarianismo por ética

Outro tema que sempre suscita dúvidas é sobre nutrição e câncer. E foi falando sobre essa questão que o médico Eric Slywitch, especialista em nutrição e nutrologia, apresentou pesquisas e trabalhos acerca da alimentação onívora e vegetariana. Segundo ele, a maior parte de seus pacientes vegetarianos adotaram essa dieta por ética. “Carnes e derivados de animais aumentam o nível de insulina, substância que está diretamente ligada ao câncer de mama, colo, reto e próstata. Estar acima do peso também contribui para diversas doenças e vários tipos de câncer”, complementou.

*com informações de Vida Sustentável

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