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Cadela adota filhotes de gato órfãos e produz leite para amamentá-los

Foto: Arquivo Pessoal Dayana Rosa

Uma cadela salvou a vida de quatro filhotes de gato órfãos ao adotá-los e produzir leite para amamentá-los. O caso, que aconteceu na cidade de Goiatuba, em Goiás, é um exemplo da sensibilidade dos animais e da força do instinto materno.

Os filhotes foram acolhidos pela secretária Dayana Rosa de Freitas, de 38 anos, que tinha a intenção de deixá-los aos cuidados de sua gata, que acabou de parir e seria uma espécie de “mãe de leite” dos gatinhos órfãos. Grande foi a surpresa da secretária ao perceber que a nova mãe dos bebês seria a cadela Megui, que passou até a produzir leite para amamentá-los.

Os filhotes foram resgatados por uma entidade de proteção animal após serem encontrados na rua, em situação de abandono, ao lado da mãe, que estava morta.

“A ONG postou nas redes sociais que tinha resgatado os gatinhos e que precisava urgente de uma gata para amamentá-los. Pensei na Jurema, minha gata, que está amamentando 4 filhotinhos dela. Mas quem tomou conta foi a Megui, minha cadela, que não deixa a gata chegar perto”, disse Dayana ao G1.

Abandonados ainda com o cordão umbilical, os filhotes recém-nascidos necessitam de cuidados. E a cadela soube disso no momento em que colocou os olhos neles.

“Ela [cadela] ficou cheirando os gatinhos. Eu virei as costas, e ela já deitou perto. Tive medo de ela acabar machucando os filhotes. Fiquei surpresa com a situação, porque ela deu leite”, disse a secretária.

Assim que estiverem em idade adequada para serem doados, os filhotes precisarão de novos lares. Os interessados em realizar a adoção devem entrar em contato com a ONG responsável pelo resgate.

“Um filhotinho acabou não resistindo. Eles foram abandonados assim que nasceram. Com os meus, estou com sete filhotes em casa, mas só os que foram resgatados vão para adoção. Os da Jurema são dos meus filhos”, afirmou.

Dayana pede ajuda também para arrecadar fundos para custear a castração dos filhotes. O procedimento é essencial para evitar crias indesejadas e, dessa forma, combater o abandono. Além disso, a esterilização é benéfica para a saúde do animal, que vive por mais tempo e fica livre de determinadas doenças, incluindo alguns tipos de câncer.


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Cadela se recupera do trauma de perder filhotes após adotar gatinhos órfãos

Reprodução/Metro Jornal

Uma cadela resgatada nas proximidades da fronteira entre Estados Unidos e México se curou do trauma de perder seus filhotes após adotar gatos órfãos. Georgia encontrou nos gatinhos um motivo para viver e, por outro lado, permitiu que eles tivessem uma mãe.

Salva pelos voluntários da Sunshine Dog Rescue, a cadela estava grávida quando foi encontrada comendo restos de comida na rua. No abrigo, os filhotes de Georgia nasceram prematuros e morreram. Desolada, a cadela vivenciou um difícil período de luto que só chegou ao fim graças a sua nova família: os gatinhos recém-nascidos.

Depressiva, a cadela passou a rasgar os colchões do abrigo, num ato visto pelos voluntários da ONG como uma forma de Georgia procurar pelos seus filhotes de maneira desesperada.

A tristeza profunda que a cadela sentia comoveu a equipe do abrigo e levou a fundadora da instituição, Anita Osa, a apresentar filhotes de gato para Georgia numa tentativa de confortar seu coração, que estava aos pedaços.

Anita não sabia se a cadela aceitaria os gatos órfãos, mas decidiu arriscar. E Georgia não só acolheu os gatinhos, como se recuperou de seu trauma graças a eles.

”Foi incrível ver como Georgia se acalmou instantaneamente, e acho que para os gatinhos também, eles não têm ideia de que ela é um cachorro”, afirmou Anita ao Metro Jornal.

Desde que adotou os filhotes, Georgia não só começou a cuidar deles, como tem os amamentado, provando que pode ser a melhor mãe do mundo.


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Cachorro cuida de filhotes de cervos órfãos resgatados por sua tutora

Foto: Reprodução/Instagram/Bucky’s Porch

Sarge é um cão bastante especial. Desde que passou a conviver com os filhotes de cervos resgatados por sua tutora, a vida desses animais mudou. Órfãos, os cervos foram acolhidos por Sarge, que cuida deles com muita dedicação.

A primeira vez que o cachorro teve contato com um cervo foi há seis anos. Esses animais silvestres vivem, assim como Sarge, em uma fazenda em Ohio, nos Estados Unidos.

Cheryl Stephen, tutora dos animais, relevou ao portal Bored Panda que até mesmo o temperamento de Sarge mudou com a chegada dos cervos. Membro da família há 9 anos, o cachorro era um filhote brincalhão no passado, que adorava morder os dedos dos pés das pessoas. Isso mudou, no entanto, com o convívio com os filhotes resgatados por sua tutora.

Tudo começou quando o primeiro cervo foi levado para a fazenda. “Um amigo da família encontrou um bebê cervo no meio da rodovia. Ele esperou para ver se a mãe apareceria, mas isso nunca aconteceu. Ele sabia que nós amamos animais, então o trouxe para cá”, contou Cheryl.

Desde então, Sarge passou a se comportar como uma babá de cervos. Na fazenda, no entanto, vivem também outros animais, incluindo o boi Bucky, resgatado de um matadouro.

“Os animais aqui não são criados para virar comida. Nós os criamos para serem amados e celebrados, como todos os animais devem ser”, concluiu Cheryl.

Foto: Reprodução/Instagram/Bucky’s Porch
Foto: Reprodução/Instagram/Bucky’s Porch

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Para salvar cangurus, casal se recusa a abandonar casa cercada pelas chamas

O casal lutou contra o fogo por pelo menos 14 horas, usando extintores, bombas de água e um sistema de borrifador no telhado da residência, para não ter que abandonar o local onde vivem os cangurus


O casal Gary Wilson e Julie Willis não abandonou sua casa de madeira com a chegada dos incêndios à comunidade rural de Wytaliba, onde eles moram, na Austrália, para proteger os filhotes de cangurus órfãos abrigados por eles.

Jorge Silva/Reuters

Além dos filhotes, o casal cuida também de cangurus adultos que chegaram ao local procurando refúgio.

“Tínhamos animais demais dentro da casa e ao redor dela, então realmente não podíamos ir embora. Decidimos ficar e lutar”, disse Wilson. A casa, cercada por uma área carbonizada, está sem energia elétrica. As informações são da agência Reuters.

“Às 15h era um lindo dia de verão, e às 16h parecia meia-noite”, contou Wilson. “Não dava para ver mais que 20 metros à frente, então a tempestade de fogo se aproximou e queimou praticamente tudo”, completou.

Usando extintores, bombas de água e um sistema de borrifador no telhado para apagar as brasas que caíam, o casal lutou por pelo menos 14 horas para proteger a casa. Dois vizinhos deles morreram.

Willis afirmou que este foi o incêndio mais intenso já visto por ele e que a maior parte dos animais não conseguiu fugir do fogo. Mais de 1 bilhão de animais morreram desde setembro de 2019.

“É só depois que você percebe como esteve perto de morrer, mas na hora você está ocupada demais tentando apagar”, disse.

O casal, que costuma abrigar filhotes de cangurus que perderam suas mães atropeladas por carros, têm recebido um número cada vez maior de animais por conta do incêndio, que não só gerou queimadura, como colocou fim ao alimento dos cangurus e poluiu a água que eles bebem na natureza.

Os filhotes recebem leite preparado especialmente para eles e, segundo Willis, futuramente retornarão à natureza. “Nós não tivemos filhos, é com isto que ocupamos nosso tempo”, concluiu.


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Agência dos correios se transforma em centro de regate de animais selvagens em vila

Kyle Moser alimenta canguru salvo dos mesmos incêndios que destruíram sua casa | Foto: Andrew Quilty/The Guardian
Kyle Moser alimenta canguru salvo dos mesmos incêndios que destruíram sua casa | Foto: Andrew Quilty/The Guardian

Em uma sala na parte de trás da agência dos correios da Vila de Cobargo, na costa sul de Nova Gales do Sul, Austrália, Kyle Mos e seu parceiro, David Wilson, cuidam de um filhote de canguru resgatado da bolsa de sua mãe nos incêndios que atingiram a vila na semana passada.

O pequeno ainda não tem nome, mas Moser quer dar a ele o nome de “Ali”. “Como o lutador”, explica ele. Além de Ali o casal cuida de mais dois filhotes de canguru.

Ao lado da agência estão os restos de uma cafeteria que foi toda queimada. Do outro lado da rua estão as ruínas carbonizadas do que costumava ser uma loja de couro, um estúdio de ioga e uma loja de incenso.

“Disseram-nos que os bombeiros realmente lutaram para salvar os correios porque não queriam perdê-los”, disse Moser. “É humilhante, sabia? Por que merecemos isso?”.

Moser e Wilson não tiveram muita sorte. O casal se mudou de Sydney, há quatro anos, para começar uma nova vida juntos, administrando os correios. Após o incêndio do fim de semana (04 e 05), a agência tornou-se a casa deles.

Na segunda-feira (06), eles levaram o jornal The Guardian para ver o que restava de sua casa na vizinha Wandella.

Enquanto alimentavam as ovelhas, vacas e cabras que milagrosamente sobreviveram ao incêndio em meio aos escombros do que costumava ser sua casa, eles explicaram como assistiram as primeiras horas da manhã do Ano Novo enquanto o fogo se aproximava de sua cidade.

Ruínas da casa de Moser e Wilson | Foto: Andrew Quilty/The Guardian
Ruínas da casa de Moser e Wilson | Foto: Andrew Quilty/The Guardian

“Foi aterrorizante”, disse Moser. “Nunca pensei em me envolver em um incêndio florestal e nunca mais espero. Foi tão assustador. Acabei de arrumar o carro. Dave queria lutar no começo, mas estávamos preocupados em sair. Há apenas uma estrada aqui”.

Com seus quatro cães, eles se dirigiram para a cidade costeira de Bermagui, que, às 10h, estava “totalmente escura” de fumaça. Um boato dizia que as vias estavam superlotadas de carros, provocando um congestionamento. Disseram-lhes que os correios haviam sido destruídos, que toda a cidade se fora.

Quando voltaram para casa, alguns dias depois, encontraram os restos de sua casa.

“Eu estava apenas entorpecido”, disse Wilson. “Eu acho que seu corpo simplesmente se desliga. Ainda acho que não processamos o que aconteceu. Eu literalmente acabei de descobrir que estamos cobertos pelo seguro e que me sinto vazio. Acho o estresse que carreguei foi tanto que me anestesiou”.

As temperaturas amenas e o clima úmido que ajudaram os bombeiros em Nova Gales do Sul (NSW) a lidar com as dezenas de chamas ainda queimando fora de controle chegaram tarde demais para muitos lugares como Cobargo.

Na segunda-feira (06), a polícia confirmou que uma oitava pessoa havia morrido nos incêndios na costa sul, elevando para 20 o número total de mortes no estado desde o início desta temporada de incêndios florestais. Um homem de 71 anos foi encontrado em sua propriedade em Nerrigundah, uma pequena vila a cerca de uma hora ao norte de Cobargo.

Mas o que acontece com pessoas como Moser e Wilson após a crise inicial? “Esse foi meu primeiro pensamento: “O que vem a seguir?”, disse Moser. “Como, o que acontece agora? Eu ainda não sei”.

Faz uma semana que pai e filho Robert e Patrick Salway morreram lutando contra o mesmo incêndio em sua casa na vizinha Coolagolite.

Parque de exposições de Cobargo | Foto: Andrew Quilty/The Guardian
Parque de exposições de Cobargo | Foto: Andrew Quilty/The Guardian

O incêndio destruiu dezenas de casas e empresas em Cobargo e no distrito circundante, e a Vila tornaram-se objeto de foco internacional depois que o primeiro ministro australiano, Scott Morrison, foi confrontado por moradores locais durante uma visita.

Mas depois que os holofotes passaram para a próxima cidade no caminho do incêndio, a vida de muitos na região atingiu um impasse. A vila permanece sem energia e o parque de exposições local se tornou o abrigo para várias pessoas.

O local tornou-se referência para encontrar informações, conseguir um lugar para ficar e buscar suprimentos em uma barraca de doações mais bem abastecida do que a maioria das lojas locais.

“Eu nem sei de onde vem a maioria das doações”, disse Jess Collins. “As coisas aparecem e desaparecem antes que eu saiba de onde vieram. Algumas pessoas de Jindabyne (cidade vizinha a cerca de 250 quilômetros a oeste) deixaram algumas coisas antes e saíram”.

Collins está aqui quase todos os dias desde o incêndio. Embora tenha crescido em Cobargo, agora vive cerca de quatro horas ao norte, na cidade de Goulburn.

Ela voltou para casa no Natal para visitar o pai e se refugiou no parque de exposições quando as colinas ao redor de sua casa foram tragadas pelo fogo. “Vou ter que voltar para casa eventualmente, mas por enquanto só quero ajudar”, disse ela. As informações são do The Guardian.

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Dois bebês elefantes são resgatados após caírem e ficarem presos em poça de lama

Foto: Jens Cullmann/Caters News
Foto: Jens Cullmann/Caters News

Dois filhotes de elefante foram resgatados depois de cair em um poço de lama durante uma seca severa no Zimbábue.

Os elefantes, Tess e Mana, foram descobertos pela fotógrafa da vida selvagem Jens Cullmann no Parque Nacional de Mana Pools no mês passado e ela alertou o santuário de animais “‘Wild is life” em busca de ajuda para os pequenos.

Ferramentas como cordas e pás foram usadas em conjunto por membros da organização, moradores e um veterinário, que levaram cerca de metade de um dia para libertar os dois animais presos no poço.

Os elefantes receberam medicação e soro intravenosos para desidratação após serem transportados para fora da lama e depois carregados até um avião de onde foram transportados para o orfanato de elefantes do Zimbábue, Zimbabwe Elephant Nursery.

Cullmann, de 50 anos, disse acreditar que os dois ficaram presos depois de tentar beber água e estavam fracos demais para escapar da lama grudenta.

Alguns dos resgatadores puxavam os elefantes, enquanto outros empurravam. Os dois haviam sido feridos, os socorristas acreditavam que hienas os atacaram, e tiveram que ser tratados pelos ferimentos antes de serem levados para o orfanato.

Foto: Jens Cullmann/Caters News
Foto: Jens Cullmann/Caters News

Os dois bebês estão se recuperando e os funcionários contam que estão “curtindo a vida” no orfanato de elefantes.

Cullmann disse: “Foi uma estadia muito diferente em Mana Pools este ano em comparação com os últimos anos – eu estive lá todos os anos nos últimos nove anos e nunca vi uma seca como esta”.

“Foi muito comovente e devastador ver tantos animais sofrerem – elefantes, especialmente porque eles são, de certa forma, ‘muito humanos’”.

Foto: Jens Cullmann/Caters News
Foto: Jens Cullmann/Caters News

“O incidente deve ter acontecido logo na noite anterior – eu estive nessa área todos os dias e teria percebido se algo houvesse acontecido”.

“Quando os encontrei, os elefantes já estavam feridos, provavelmente por hienas”.

Foto: Jens Cullmann/Caters News
Foto: Jens Cullmann/Caters News

“Depois de testemunhar elefantes morrendo e vendo bebês provavelmente órfãos e solitários vagando sozinhos, foi muito bom que pudéssemos fazer algo também, para ajudar a salvá-los, isso faz você se sentir um pouco menos impotente”, concluiu a fotógrafa. As informações são do Daily Mail.

Foto: Jens Cullmann/Caters News
Foto: Jens Cullmann/Caters News

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Dois filhotes de elefantes órfãos e gravemente feridos são resgatados da morte certa

Kadiki que foi atacada por um leão quando tinha apenas um dia de idade, sofrendo profundas feridas na tromba e no rabo | Foto: Roger Allen
Kadiki que foi atacada por um leão quando tinha apenas um dia de idade, sofrendo profundas feridas na tromba e no rabo | Foto: Roger Allen

Perdidos, sozinhos, sofrendo de dores atrozes resultado de ferimentos fatais e no meio da savana africana devastada pela seca, o futuro parecia sombrio para esses dois filhotes de elefante órfãos.

Kadiki havia sido atacada por um leão quando tinha apenas um dia de idade, sofrendo profundas feridas deixadas pelas garras do felino na tromba e danos terríveis no rabo. Ela era tão jovem que ainda não havia sido alimentada por sua mãe.

Em um incidente separado no calor escaldante do Zimbábue, Bumi, de um mês, ficou preso de alguma forma estranha entre as rochas e sofreu queimaduras solares graves. Geralmente, os filhotes de elefante são protegidos do sol pela sombra de suas mães.

Bumi, de um mês de vida, ficou preso entre as rochas e sofreu queimaduras solares graves antes de ser resgatado | Foto: Roger Allen
Bumi, de um mês de vida, ficou preso entre as rochas e sofreu queimaduras solares graves antes de ser resgatado | Foto: Roger Allen

Felizmente, os socorristas os encontraram a tempo e agora sua sobrevivência já pode ser anunciada, mesmo contra as todas as probabilidades, e foi registrada nessas imagens encantadoras.

Kadiki e Bumi foram acolhidos pela resgatadora de animais veterana Roxy Danckwerts, 53, fundadora da ONG de proteção animal Wild Is Life (Selvagem é a Vida) e do Zimbabwe Elephant Nursery (Orfanato de Elefantes do Zimbábue) conhecido como ZEN, o único santuário de elefantes bebês do país.

Desde que os filhotes foram transportados de avião para o orfanato apoiado pelo Fundo Internacional para o Bem-Estar Animal (IFAW, na sigla em inglês), perto de Harare, ela e sua equipe ficaram ao lado deles.

Kadik já consegue caminhar, ela segue ao lado de seu cuidador que segura seu acesso | Foto: Roger Allen
Kadik já consegue caminhar, ela segue ao lado de seu cuidador que segura seu acesso | Foto: Roger Allen

Kadiki, cujo nome significa “o pequeno” no idioma local de Shona, passou por uma cirurgia para amputar parte de sua cauda e tratamento para sua tromba. Agora com cerca de dez dias, ela está bem o suficiente para andar de novo, apesar de estar recebendo soro e medicação endovenosa ainda.

Quanto a Bumi, a equipe do berçário diz que agora ele está “quase irreconhecível” desde a sua chegada, desenvolveu uma personalidade travessa e adora brincar com pneus.

Não se sabe o que aconteceu com suas mães. Assim como por causa da seca, os filhotes podem acabar sozinhos ou feridos devido à caça, cair em valas, separar-se de seus rebanhos ou sofrer ataques de predadores, diz a IFAW.

Roxy Danckwerts com Kadik | Foto: Roger Allen
Roxy Danckwerts com Kadik | Foto: Roger Allen

Graças a um projeto inovador entre a ONG Wild é Life e a IFAW, com a criação do orfanato ZEN, o primeiro do gênero no Zimbábue, eles e outros elefantes resgatados têm a chance de um futuro totalmente novo, de volta à natureza, onde podem andar em segurança com outros rebanhos em uma vasta reserva florestal, protegida contra caça.

À medida que o restante do rebanho do santuário continua aprendendo as habilidades necessárias para sobreviver na natureza, nove dos elefantes residentes originais já estão parcialmente realocados, tendo sido transportados 17 horas via terrestre no ano passado para Panda-Masuie, uma reserva florestal de 86 mil acres perto da cidade de Victoria Falls. As entidades IFAW e ZEN garantiram juntas um belo futuro para esta antiga terra de caça.

Bumi medicado das queimaduras brinca com pneus | Foto: Roger Allen
Bumi medicado das queimaduras, brinca com pneus | Foto: Roger Allen

Danckwerts, que resgatou mais de 20 elefantes nos últimos cinco anos, disse: “Os elefantes são altamente inteligentes, com necessidades físicas e emocionais incomparáveis em outros mamíferos”.

“A conservação do quadro geral de populações da espécie é extremamente importante. Ao trabalhar com a IFAW, estamos fazendo isso acontecer e estou feliz por podermos criar juntos um legado de proteção a longo prazo”, concluiu a conservacionista. As informações são do Daily Mail.

Bumi medicado das queimaduras brinca com pneus | Foto: Roger Allen
Bumi medicado das queimaduras brinca com pneus | Foto: Roger Allen

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Cachorrinha em situação de rua salva gatinhos abandonados ao mantê-los aquecidos em meio ao frio

Serenity e os filhotes seguros no abrigo | Foto: Pet and Wildlife Rescue
Serenity e os filhotes seguros no abrigo | Foto: Pet and Wildlife Rescue

Esta é uma daquelas histórias que comovem e tocam o coração. E o melhor de tudo é que trata-se de um caso real: cinco gatinhos bebês foram resgatados junto a uma cachorra, sendo que os filhotes só sobreviveram graças ao cuidado do animal zeloso.

No fim de semana passado (23/24), uma pessoa em Ontário, no Canadá, encontrou uma cachorrinha aconchegado, toda enrolada em si mesma em meio ao frio congelante. O observador da cena notou então que haviam cinco gatinhos colados ao corpo da cadelinha e ela os mantinha aquecidos, protegendo-os do frio. A pequena família inusitada estava presa e abandonada no meio da neve em uma noite gelada. Felizmente, a pessoa que os encontrou os levou para o abrigo de animais.

Certamente a temperatura estava baixa demais para os gatinhos que eram apenas filhotes recém-nascidos e muito jovens para ficar sozinhos, sem mãe. Possivelmente estava frio demais para a cachorrinha também. Mas uma coisa é certa – essa cadelinha é um heroína!

O abrigo Pet and Wildlife Rescue postou no Facebook uma foto (acima) da cachorrinha ao lado dos filhotes quando eles já estavam seguros no abrigo.

A cachorrinha incrível, cujo nome agora é Serenity, está indo muito bem e já há muito interesse em adotá-la segundo o One Green Planet. Como os filhotes são muito jovens, eles precisam permanecer no abrigo um pouco mais, mas serão colocados para adoção em breve e encontrarão lares e famílias amorosas.

Depois de 3 de dezembro, quando Serenity será castrada, ela estará pronta para voltar para sua casa eterna. Eles explicaram tudo, bem como o tipo de casa em que ela deveria ir, em outro post no Facebook.

O pessoal do abrigo conta que Serenity é absolutamente doce e carinhosa, mas o mais importante é que ela é uma heroína. Esperamos que ela a encontre um lar amoroso onde seja muito feliz. Muitos animais estão à espera de um lar nos abrigos e ONGs de proteção animal. Animais não são produtos para serem vendidos, não compre, adote.

Embora estejamos quase no verão é importante lembrar que o clima frio representa uma ameaça aos animais, é importante mantê-los seguros, e caso você se depare com um animal em situação de rua passando frio ou necessidade, ajude, eles não têm quem os proteja ou não sabem pedir socorro.

Foto: Pet and Wildlife Rescue
Foto: Pet and Wildlife Rescue

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Filhotes órfãos de onça-parda são encontrados em rodovia em Mato Grosso

Os filhotes estão saudáveis e foram levados para o Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas)


Moradores de Cáceres (MT) encontraram nesta quinta-feira (19) dois filhotes órfãos de onça-parda às margens da BR-070. Os animais silvestres foram entregues ao Batalhão Ambiental da Polícia Militar.

Foto: Batalhão de Polícia Militar de Proteção Ambiental (BPMPA)

Saudáveis, os filhotes não aparentam ter ferimentos e, segundo a tenente Joelma Carvalho, a mãe deles não foi encontrada. Não se sabe se ela foi morta ou se os filhotes se perderam dela.

“Moradores os viram perto do mato, pegaram e nos chamaram. Não sabemos se a mãe foi morta ou se é [consequência] das queimadas e secura”, pontuou a tenente ao G1.

Joelma percebeu que os filhotes, que não completaram nem três meses de vida, já tiveram cicatrização do cordão umbilical. Eles foram levados ao Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) do Batalhão de Polícia Militar de Proteção Ambiental (BPMPA).

“Eles vão passar por atendimento médico e identificação da espécie. Mas são tranquilos e estavam sem fome e com a barriguinha cheia”, disse a tenente.

Os filhotes devem permanecer no Cetas por um tempo. No futuro, a expectativa é de que sejam levados para outro local especializado no cuidado de animais silvestres, como universidades do estado.


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Cachorra é envenenada e morta a facadas deixando 12 filhotes recém-nascidos órfãos

Corpo de Luna a buldogue envenenada e esfaqueada encontrada três dias depois | Foto: RSPCA
Corpo de Luna a buldogue envenenada e esfaqueada encontrada três dias depois | Foto: RSPCA

Uma cachorrinha indefesa sofreu uma morte lenta e dolorosa depois de ter sido espancada, envenenada e esfaqueada pelos próprios durante três dias de tortura.

A cachorra da raça buldogue americano, chamada Luna, foi atacada por seus tutores Leila Horvath e Norbert Farkasin no jardim de sua propriedade em Birkenhead, Merseyside, Inglaterra.

O Tribunal de Magistrados de Wirral ouviu a RSPCA que revela em depoimento ter encontrado o corpo de Luna coberto de facadas em um beco atrás da casa dos réus em 5 de abril deste ano.

Um exame post-mortem mostrou que ela foi atacada com uma faca e também foi envenenada com um anticongelante.

Quando o inspetor da RSPCA, Anthony Joynes, visitou o endereço dos tutores, eles tentaram justificar suas ações como “autodefesa”.

Sr. Joynes disse ao tribunal: “Farkas disse que Luna tinha ido” para o pé “e que, embora não houvesse lesão, doeu e ele sentiu medo por sua vida e de seu parceiro.

Ele descreveu o uso de uma barra de halterofilismo de metal para acertar Luna duas ou três vezes na cabeça.

“Farkas declarou que Luna permaneceu viva no jardim por cerca de uma hora. Horvarth admitiu então que após isso, ela saiu e deu um anticongelante a Luna misturado com salsichas”.

A corte ouviu também que Luna tinha dado à luz recentemente 12 filhotes e se tornado muito protetora com relação a eles.

Horvath disse aos magistrados que ela sabia que machucar Luna “não estava certo”, mas seu comportamento ficou “terrível” depois que ela deu à luz e eles não podiam se dar ao luxo de mantê-la.

A corte ouviu como, depois de comer o veneno (anticongelante), Luna foi deixada no jardim “morrendo lentamente” de envenenamento até ser apunhalada três dias depois.

O inspetor Joynes disse: “É absolutamente horrível pensar no que Luna passou. Luna foi torturada e passou por um sofrimento inimaginável que ocorreu em múltiplos níveis durante vários dias, o que foi de uma crueldade absurda e inaceitável”.

Horvath e Farkas sabiam que Luna poderia ter sido posta para dormir humanamente por um veterinário, mas evidências mostram que ela foi morta em seu próprio caminho durante vários dias, deixando-a sofrer muito.

”Os 12 filhotes de Luna e outro bulldog americano foram resgatados pela polícia, enquanto uma investigação sobre o abuso e crueldade com animais foi iniciada.

Exames veterinários realizados nos filhotes mostraram que eles estavam sofrendo de doenças respiratórias.

Todos os 12 bebês foram realojados, enquanto o cão macho está aos cuidados da RSPCA e estará pronto para encontrar um novo lar em breve.

Horvath e Farkas receberam de imediato uma sentença de 10 semanas de prisão e uma proibição vitalícia de manter animais em sua companhia.

Eles foram condenados a um total de oito crimes envolvendo bem-estar animal no caso (processo) apresentado pela RSPCA.

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Filhotes de tigre órfãos são acolhidos em reserva após sua mãe ser morta por caçadores

Foto: @ITV documentary Counting Tigers - A Survival Special
Foto: @ITV documentary Counting Tigers – A Survival Special

A dedicação ilimitada dos guardas florestais na Índia é demonstrada pela forma como eles lutam para conservar a população de tigres selvagens do país

Um dos cuidadores de animais da Reserva de Tigres de Bandhavgarh, Yogendra Singh, adotou dois jovens filhotes de tigres órfãos abandonados, Bhandhav e Bhandavi, cuja mãe deve ter sido morta por caçadores em busca de sua pele.

Os filhotes tinham apenas 10 dias de idade quando foram encontrados lutando contra o fio do inverno e a beira da morte, quando foram levados para a Reserva de Tigres de Bandhavgarh, no centro da Índia.

Como os filhotes não estão fora de perigo até os 180 dias de idade, Yogendra decidiu assumir o desafio de criá-los manualmente, levantar-se a cada poucas horas para alimentá-los e cuidar deles “como se fossem seus próprios filhos”.

Cenas comoventes mostram Yogendra cuidando dos bebês, brincando com eles e alimentando-os a cada duas horas, como é necessário uma vez que que os jovens tigres ainda estão vulneráveis.

E seus esforços parecem estar valendo a pena, já que uma contagem de números feita por conservacionistas, da população de tigres selvagens realizada a cada quatro anos mostra que eles finalmente subiram – para 700.

Foto: @ITV documentary Counting Tigers - A Survival Special
Foto: @ITV documentary Counting Tigers – A Survival Special

A contagem, realizada pela Autoridade Nacional de Conservação do Tigre da Índia, é a primeira pesquisa totalmente científica da população de tigres indianos já realizada.

Seus resultados mostram que o número de tigres selvagens no país subiu de 2.226 há quatro anos para 2.967 – um aumento de 741. É entendido como o maior aumento no número de tigres na natureza desde que os registros começaram.

Um momento alegre capturado em vídeo mostra o Dr. Yadvendradev Jhala, do Instituto de Vida Selvagem da Índia, e cientista-chefe na contagem oficial de tigres, compartilhando as descobertas.

Foto: @ITV documentary Counting Tigers - A Survival Special
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Ele exclama: “A população subiu! Nós não esperávamos isso, mas aconteceu, e isso é incrível. Eu acho que o aumento está nas áreas onde os números de tigres já eram altos. Isso é algo que é difícil para nós absorvermos”.

“Estávamos pensando que eles haviam atingido a capacidade máxima, mas muitas dessas áreas subiram e é isso que aumentou o número, basicamente.”

Martin, que acompanha a contagem, responde à notícia de que os números aumentaram, dizendo: “Eu tenho que dizer que quando cheguei aqui eu estava tão preocupado com o que a contagem iria revelar”.

Foto: @ITV documentary Counting Tigers - A Survival Special
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“Mas tendo visto o que está acontecendo, vendo os números, eu estou calmo e confiante, apesar de todos os desafios que este animal enfrenta, o tigre vai continuar a sobreviver aqui na Índia. Então eu posso ir para casa tranquilamente feliz”.

Acredita-se que atualmente existam menos de 4.000 tigres selvagens em todo o mundo, e a Índia abriga cerca de 60% dos que restam. Se os números da Índia caíssem este ano, poderia ter soado a sentença de morte para estes felinos que são um dos mais icônicos da natureza.

Caçadores de troféus, caçadores em busca de partes de corpo para tráfico e expansão humana básica devastaram todas as populações de tigres, acabando com os habitats em que eles vivem. Estima-se que o número de tigres no planeta tenha diminuído em mais de 95% no último século.

Foto: @ITV documentary Counting Tigers - A Survival Special
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Atualmente, dois tigres são mortos a cada semana por caçadores, e muitas vezes seus filhotes são deixados órfãos para se defenderem na natureza, com poucos chegando à idade adulta.

Seguindo o trabalho de guardiões e cientistas nas belas paisagens da Índia, a Martin Hughes-Games acompanha a nova contagem do início ao fim, pois usa a mais recente tecnologia para determinar números.

Ele diz: “A Índia é um país que está se industrializando incrivelmente rápido. Existem estradas e linhas ferroviárias e indústrias em todos os lugares que você procura e, é claro, as necessidades humanas sempre virão antes das da vida selvagem. Assim, as populações de tigres estão sendo isoladas cada vez mais. Então está ficando mais difícil para o tigre sobreviver neste país”.

Foto: @ITV documentary Counting Tigers - A Survival Special
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As armadilhas fotográficas capturam mais de 30 mil imagens de tigres, suas listras, como impressões digitais, são usadas para identificar cada tigre individual, enquanto aplicativos especiais de mapeamento de telefones celulares e análise de DNA também são empregados.

Martin também explora o território dos tigres – e contá-los pode ser um negócio perigoso. Nos manguezais de Sunderbans, os tigres adaptaram-se para tornar-se mais leves e pisar “como se flutuassem”. Os guardas do parque podem facilmente ficar presos nos pântanos lamacentos e se tornarem presas. Mais de 30 pessoas morrem a cada ano como resultado de ataques de tigres de pântano.

Ele descobriu que em pelo menos um dos 50 parques de conservação da Índia, o tigre está tragicamente extinto, e só pode esperar que alguns dos outros parques tenham mostrado um crescimento nos números para compensar essas perdas.

Foto: @ITV documentary Counting Tigers - A Survival Special
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Os caçadores furtivos geralmente capturam um tigre adulto pela sua pata em uma armadilha com mandíbulas de metal e, enquanto esta incapacitados, o tigre é então espetado pela boca e por trás, para evitar danificar sua valiosa pele. Mas os caçadores não estão apenas atrás da pele – há uma enorme demanda por produtos de tigre na China e no Sudeste Asiático.

Debbie Banks, da Environmental Investigation Agency, explica o apelo por alguns produtos de tigre.

Ela diz: “Quase toda parte do corpo do tigre infelizmente tem valor no mercado. As peles são usadas como decoração de luxo para colocar no chão, na parede, no sofá.

“É um mercado que atende àqueles que querem mostrar seu poder, sua riqueza e seu status. O osso do tigre é usado na medicina chinesa para tratar o reumatismo e a artrite, mas também é usado para fazer um vinho que “funciona” como um tônico de reforço ósseo.

“Muitas vezes o item é comprado como um presente de prestígio, se você quiser subornar um funcionário ou ganhar um contrato, você pode dar de presente uma garrafa de vinho de osso de tigre”.

“Em alguns lugares, é vendido como produto que estimula a virilidade. Já seus dentes e garras, são valorizados como itens de joalheria. Mais uma vez é tudo puro luxo. Não há absolutamente nenhuma razão essencial para que uma parte do corpo do tigre seja comercializada”.

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Notícias

Escolas ensinam orangotangos filhotes órfãos a sobreviver na selva

Foto: NHNZ
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As aulas seguem a todo vapor para os grupos de orangotangos órfãos de toda a Indonésia na Orangutan Jungle School (Escola da Selva para Orangotangos, na tradução livre).

A Fundação de Sobrevivência do Orangotango de Bornéu administra vários centros de reabilitação de orangotangos em todo o país, que funcionam como escolas para jovens primatas.

Os orangotangos que não têm pais para lhes ensinar habilidades de sobrevivência podem aprender o que precisam saber para viver sozinhos em aulas ministradas por cuidadores humanos. Esses “ professores especiais” ensinam os orangotangos por meio de aulas, como o “Como abrir um coco” e o “ Cuidado com as cobras”, até que estejam preparados para enfrentar o mundo.

Foto: NHNZ
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Muitos dos orangotangos são capazes de “se formar” e passar a viver na natureza, ajudando a conservar a população de orangotangos de Bornéu que é considerada ameaçada de extinção.

O Dr. Jamartin Sihite, CEO da Borneo Orangutan Survival Foundation, foi consultado pela People Mag sobre a educação dos orangotangos filhotes, abaixo seguem suas colocações.

Como essas escolas começaram?

No início dos centros de reabilitação de orangotangos da Fundação BOS, havia playgrounds para muitos orangotangos órfãos, mas logo ficou claro que eles não seriam suficientes para promover comportamentos selvagens nos jovens primatas.

Os orangotangos órfãos precisavam retornar às árvores. Através de pesquisas da Estação de Pesquisa de Orangotangos Tuanos na Área de Conservação de Mawas sobre comportamento de orangotangos selvagens, um currículo foi desenvolvido para ajudar os órfãos a aprender os mesmos comportamentos que os orangotangos selvagens usam para sobreviver nas florestas de Bornéu.

Foto: NHNZ
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O objetivo da “escola da selva” é simples: ajudar os orangotangos nos centros de reabilitação a serem iguais aos da natureza. Mas, como a maioria dos objetivos na vida, é mais fácil falar do que fazer.

Por que os orangotangos vêm para essas escolas?

Uma vez que tenhamos resgatado os orangotangos órfãos, devemos ensiná-los a ser “selvagens”. Geralmente, os jovens órfãos passaram um longo período de tempo em lares humanos e não conseguem mais lembrar dos seus comportamentos naturais.

Dependendo da sua idade também, há uma alta probabilidade de que eles nunca terem aprendido as habilidades inestimáveis de sobrevivência no mundo de suas mães. Na natureza, uma criança orangotango pode ficar com a mãe por mais de 8 anos, durante os quais aprendem inúmeras lições sobre forrageamento, escalada e sobrevivência na selva.

Os orangotangos têm o mais longo intervalo de nascimento que qualquer mamífero na Terra, isso mostra o quão vital é esse longo período de dependência da descendência para a sua sobrevivência.

Projetamos nossas escolas florestais para tentar imitar esse processo de aprendizado. Ninguém pode substituir as mães que eles perderam, mas usamos todas as ferramentas à nossa disposição para prepará-las para um retorno ao seu verdadeiro lar nas florestas de Bornéu.

Foto: NHNZ
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O que eles aprendem?

Em nosso programa de escolas florestais, e durante todo o processo de reabilitação, esses orangotangos estão aprendendo a ser “selvagens” mais uma vez. Identificamos os principais comportamentos e habilidades exibidos pelos orangotangos selvagens na Área de Conservação de Mawas, que são fundamentais para sua sobrevivência na floresta.

Com base nessa pesquisa, os alunos das escolas florestais aprendem comportamentos vitais, como independência e indiferença em relação aos seres humanos, além das habilidades de sobrevivência mais óbvias.

Em termos de aprendizagem tangível e baseada em habilidades, começamos com a habilidade mais vital para um orangotango, ou seja, como escalar. Uma vez que um orangotango bebê possa se mover com confiança através das árvores, eles aprendem habilidades gerais, como a construção de ninhos, como interagir com outros orangotangos, que animais temer e evitar, e como cuidar de seus próprios filhos.

Foto: NHNZ
Foto: NHNZ

Ao mesmo tempo, cada refeição é uma oportunidade para os alunos aprenderem novas habilidades de forrageamento. Eles aprendem quais plantas da selva são comestíveis e quais não são. Além disso, eles aprimoram suas habilidades de como abrir a vegetação única da floresta e quais porções comer.

Isso inclui lições sobre como descascar cocos, descascar rattan, abrir frutos de pele grossa, sugar cupins de ninhos, usar ferramentas para obter o valioso mel, coletar formigas, abrir colmeias para comer as larvas nutritivas e muito mais.

Você consegue liberar a maioria dos alunos?

Sim, a maioria dos alunos é liberada um dia. Desenvolvemos a escola florestal e o processo de reabilitação através de extensas pesquisas do comportamento dos orangotangos selvagens e através de avaliação e revisão interna. Mas mesmo com nosso programa de melhoria contínua, alguns dos orangotangos, infelizmente, nunca serão liberados.

Atualmente, temos aos nossos cuidados muitos orangotangos que necessitam de cuidados especializados devido a deficiências físicas e doenças infecciosas, como tuberculose e infecções respiratórias crônicas. Mesmo que eles sejam capazes de se recuperar e atingir um estado estável, a liberação de indivíduos como estes, apresentaria um risco de doença para a população saudável, previamente liberada.

Foto: NHNZ
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Outros orangotangos simplesmente não possuem as habilidades de sobrevivência necessárias para viver na natureza. Muitos desses orangotangos não qualificados têm passados extremamente traumáticos ou foram resgatados tarde demais na vida para serem ensinados na escola florestal. Em ambos os casos, fornecemos a esses animais cuidados com santuários ao longo da vida.

Tentamos atender às necessidades dos indivíduos, mas o objetivo final é ter um número suficiente de ilhas especializadas em santuários, onde esses indivíduos possam viver em ambientes semi-naturais e desfrutar de um pouco da liberdade, enquanto ainda recebem o apoio necessário para sobreviver. de nossos cuidadores.

O que é preciso para se formar nessas escolas?

Idealmente, nossos alunos se formam quando demonstram uma aptidão clara para a sobrevivência da floresta. Nossas mães substitutas monitoram e pontuam seu comportamento para indicar quando os orangotangos têm uma compreensão clara de escalada, forrageamento, construção de ninhos, como evitar de predadores e socialização saudável.

Eles também esperam que os orangotangos mostrem um claro senso de independência dos humanos. Neste ponto, podemos considerar o orangotango para ser transferido para uma ilha de pré-lançamento, onde eles podem testar suas habilidades e provar que estão prontos para serem soltos em uma floresta selvagem.

Em certas circunstâncias, a graduação pode ser acelerada se o orangotango ficar muito grande ou muito velho. Quando os órfãos são resgatados mais tarde, o período de tempo durante o qual é seguro para os humanos terem contato direto e regular pode ser limitado. Nesses casos, ensinamos tudo o que podemos, mas, quando estiverem muito velhos, serão forçados a se formar e passar para as ilhas de pré-soltura (adaptação).

Como esses orangotangos acabam órfãos?

Cada órfão que entra em nossas instalações tem uma história única, mas a maioria de seus problemas vem do desmatamento. As florestas tropicais na Indonésia continuam a ser convertidas em assentamentos humanos, plantações de dendezeiros, concessões madeireiras, plantações de papel e celulose, minas e outras indústrias que exigem corte raso.

Esta perda de habitat leva à fome e ao aumento do conflito humano-orangotango. Muitos orangotangos são mortos como pragas agrícolas, caçados por caçadores de animais silvestres ou transformados em animais domésticos e vendidos no comércio de animais. Os incêndios florestais, muitos dos quais resultam de formas brutais de gestão de florestas e terras, também mataram e deslocaram muitos orangotangos.

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