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ONU critica uso excessivo de agrotóxicos no Brasil

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Baskut Tuncak é relator de Resíduos Tóxicos da ONU desde 2014. Além disso, é também fundador da Common Rights, que desenvolve projetos de desenvolvimento sustentável e direitos humanos e possui cerca de 20 anos de experiência de pesquisa científica farmacêutica e biotecnológica.

Em setembro de 2020, Tuncak publicou um relatório em que critica diretamente o uso excessivo de agrotóxicos e aponta o Brasil como um dos três maiores consumidores do mundo. “A produção de alimentos e o crescimento econômico não são uma desculpa legítima para essas violações e abusos evitáveis”, ressalta Baskut.

Só neste ano, o governo autorizou o uso de mais de 284 produtos que serão utilizados como matéria-prima na produção de pesticidas. Segundo o relatório, até 2019, o consumo da substância nociva já tinha aumentado em 338%.

O relator indica que, para visualizar o cenário de forma mais acertada, seria necessário fiscalizar casos de intoxicação e  registros de mortes ocasionadas pelo uso de pesticidas, já que, até o momento, este índice é muito baixo, o que sugere uma intensa subnotificação. Sem dados claros e confiáveis, se torna complicado determinar o risco desses agroquímicos. O relatório indica, ainda, que tal exposição possivelmente resultou, nos últimos 13 anos, cerca de 30 a 50 mil mortes. No entanto, só foram contabilizados pouco mais de 10 mil casos.

Para o relator da ONU, essa é uma grave ameaça aos direitos humanos. “As vítimas alegam mortes, problemas de saúde, bem como tratamentos cruéis, desumanos e degradantes, por terem sido expostas a pesticidas”, declara.


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Países não cumprem metas para preservar biodiversidade global, alerta ONU

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O quinto relatório do panorama global da biodiversidade – Global Biodiversity Outlook 5 (GBO-5) – alerta para o descumprimento por parte de 193 países, incluindo o Brasil, das 20 metas para deter a perda da biodiversidade global. Apenas seis metas foram parcialmente cumpridas.

O descaso em relação à preservação ambiental pode levar a novas pandemias, à escassez de água e de alimentos, além do agravamento das mudanças climáticas.

O documento foi elaborado pela Convenção das Nações Unidas sobre Diversidade Biológica (CDB) e aborda cinco grandes objetivos e 20 metas globais, denominadas “metas de Aichi”. As informações são da Agência FAPESP.

“Os países precisarão redobrar os esforços para trazer a biodiversidade para o centro da tomada de decisão e reconhecer que as pressões que ameaçam a natureza só podem ser aliviadas se a biodiversidade for explicitamente considerada nas políticas governamentais e em todos os setores econômicos”, afirmou Elizabeth Maruma Mrema, secretária-executiva da CBD, em nota à imprensa.

Apenas sete dos 60 critérios para atingir cada uma das metas foram alcançados. Outros 38 apresentaram progresso e 13 não tiveram qualquer evolução, havendo até retrocessos. Seis das metas foram parcialmente atendidas – isso é, tiveram pelo menos um de seus critérios executados. São elas: identificar e priorizar espécies exóticas e seus vetores; conservar pelo menos 17% de áreas terrestres e de águas continentais e 10% de áreas marinhas e costeiras; operacionalizar o Protocolo de Nagoya sobre acesso a recursos genéticos e repartição justa e equitativa dos benefícios derivados de sua utilização; adotar e começar a implementar uma estratégia nacional de biodiversidade; aplicar o conhecimento ligado à biodiversidade; mobilizar recursos financeiros para implementação efetiva do Plano Estratégico para Biodiversidade entre 2011 e 2020.

O financiamento público, privado, doméstico e internacional para a biodiversidade aumentou em alguns países e foi quase constante em outros, com disponibilidade total de US$ 78 bilhões a US$ 91 bilhões anuais – valores que ainda não são suficientes, já que estimativas conservadoras apontam a necessidade de centenas de bilhões de dólares para financiar ações voltadas à preservação da natureza.

No Brasil e na Indonésia, estima-se que os subsídios para a produção de commodities que são responsáveis pelo desmatamento de florestas superaram em 2015 por um fator de 100 ou mais o valor investido para combater o desmate.

“As ações tomadas até agora precisam ser significativamente expandidas, deixar de ser impulsionadas por projetos e se tornar mais sistêmicas e ampliadas. Além disso, há lacunas na ambição e ação dos países que precisam ser preenchidas”, aponta Mrema.

Pequenos avanços foram registrados nos últimos cinco anos, como a preservação estimada de 11 para 28 espécies de aves e de 25 para 48 de mamíferos. O território protegido das principais áreas de biodiversidade cresceu de 29% para 42% em 2000 e 91 países-membros da CDB adotaram estratégias nacionais de biodiversidade.

“Isso demonstra que houve um esforço efetivo da maioria dos países em dar mais atenção à questão da biodiversidade de modo que as ações tenham efeito não só sobre o meio ambiente, mas em toda a sociedade”, avalia Bráulio Dias, professor da Universidade de Brasília (UnB) e ex-secretário da CDB.

“Nesse sentido, as metas de Aichi cumpriram uma parte substantiva de seu papel: o de incentivar os países e organizações a avançar na agenda de biodiversidade. O fracasso parcial das metas de Aichi mostra que a maioria dos países não conseguiu envolver todos os setores para reduzir a perda de biodiversidade e promover os três grandes objetivos da CDB de forma mais efetiva: conservação, uso sustentável e repartição de benefícios do uso da biodiversidade”, completa.

Dentre as vitórias apontadas pelo relatório, está a redução de 33% nas taxas globais de desmatamento nos últimos cinco anos do período analisado em comparação com os registros feitos até 2010. No Brasil, o desmate da Amazônia caiu 84% de 2004 até 2012. No entanto, o trabalho de preservação vem sendo desmontado atualmente e taxas altas de desmatamento têm sido registradas.

Outros progressos do Brasil durante o período analisado pelo relatório retrocederam nos últimos dois anos, como a ampliação de áreas protegidas, as ações de recuperação e conservação de espécies ameaçadas e a realização de projetos de restauração de áreas degradadas.

“Temo que algumas das conclusões do relatório estejam defasadas porque já não refletem mais a realidade de um dos grandes players nas negociações internacionais sobre biodiversidade que é o Brasil”, diz Carlos Joly, professor do Instituto de Biologia da Universidade Estadual de Campinas (IB-Unicamp) e coordenador do Programa BIOTA-FAPESP.

Segundo ele, o Brasil desempenhou um papel importante na CDB e propôs soluções inovadoras, como o Protocolo de Nagoya, mas isso mudou radicalmente nos últimos dois anos.

“Ninguém esperava uma mudança tão radical na posição do Brasil, inclusive nas negociações internacionais preparatórias para a COP-15 [15ª reunião da Conferência das Partes da CBD, prevista para acontecer em 2021 em Kunming, na China]”, diz Joly.

“O Brasil teve uma posição isolada nessas duas reuniões preparatórias, sem alinhamento com os outros países da América Latina e do Caribe ou com os megadiversos em biodiversidade”, acrescenta.

Para reverter a destruição ambiental no planeta, a COP-15 da CBD irá discutir uma nova estratégia global, com duração de 30 anos – mais do que o comum, que é 10 anos.

“Isso permitirá dar mais tempo para os países implementarem suas metas e objetivos. Há ações que demoram muito tempo para atingir o resultado, como a restauração de ecossistemas e a recuperação de espécies”, diz Dias.

“Espera-se evitar a conversão de ecossistemas únicos, com espécies endêmicas e ameaçadas, por exemplo, e promover sistemas de compensação adequados”, conclui.


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Bolsonaro deve ser denunciado à ONU por promover desmonte ambiental

DIEGO BRESANI/DIVULGAÇÃO

Uma denúncia contra o presidente Jair Bolsonaro deve ser apresentada nesta quinta-feira (9) à Organização das Nações Unidas (ONU) pelo advogado popular Pedro Martins durante a 44ª sessão do Conselho de Direitos Humanos da ONU, em agenda com a relatora especial Cecilia Jimenez-Damary, responsável por reportar questões relacionadas às mudanças climáticas e aos direitos humanos. A denúncia aponta o desmonte ambiental promovido pelo presidente do Brasil.

Assessor jurídico da ONG Terras de Direitos, responsável pela denúncia, Pedro Martins aparece em um vídeo feito para informar a situação do país à ONU. Nele, o advogado afirma que “as violações de direito ao território, ataques a defensores ambientais, o desmonte da legislação de proteção ambiental e os avanços de empreendimentos e da mineração ameaçam o futuro da governança climática no Brasil”.

O informe elaborado para denunciar a situação apresenta as ações promovidas por Bolsonaro contra o meio ambiente, aborda o aumento alarmante de desmatamento no Brasil e demonstra temor em relação ao “crescente papel das Forças Armadas nas operações de fiscalização ambiental na Amazônia, pois além de controlar os órgãos ambientais, representa a maior utilização de recursos públicos e menor transparência de gastos e controle da social”. As informações são do Diário de Pernambuco.

A entidade lembra ainda que as políticas climáticas estão ligadas à gestão territorial, área na qual “o governo Bolsonaro tem atuado para não titular territórios quilombolas e demarcar terras indígenas, mas, em vez disso, para facilitar a grilagem de terras”.

Além da Terra de Direitos, outras entidades apoiam o informe, dentre elas os grupos Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), Conselho Indígena Tapajós Arapiuns (CITA), Amigos da Terra Brasil, Conselho Nacional das populações Extrativistas (CNS), Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab), Coordenação das Associações das Comunidades Remanescentes de Quilombos do Pará – Malungu e Fase -Federação de Órgãos para Assistência Social e Educacional.

Sem sanções previstas ao Brasil, o informe tem o objetivo de gerar recomendações ao governo de Jair Bolsonaro.


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ONU alerta que proibição de consumo de animais selvagens deve ser permanente para evitar pandemias

Foto: Aleksandar Plavevski / EPA-EFE

A chefe de biodiversidade da Organização das Nações Unidas (ONU), Elizabeth Maruma Mrema, solicitou uma proibição global dos mercados de vida selvagem, com o intuito de evitar futuras pandemias que possam assolar o mundo. De acordo com ela, os países devem agir para evitar futuras pandemias e proibir os chamados “mercados úmidos”, que vendem animais vivos e mortos para consumo humano.

Em uma mensagem para o portal de notícias The Guardian, Elizabeth utilizou como exemplo a crise causada pelo surto de Ebola na África e vírus Nipah na Ásia. Segundo ela, existem claras ligações entre a destruição da natureza e as novas doenças humanas: “A mensagem que estamos recebendo é que, se não cuidarmos da natureza, ela cuidará de nós. Seria bom proibir os mercados de animais vivos, como a China fez e alguns países fizeram. Mas também devemos lembrar que você tem comunidades, particularmente de áreas rurais de baixa renda, particularmente na África, que dependem de animais selvagens para sustentar os meios de subsistência de milhões de pessoas. Portanto, a menos que tenhamos alternativas para essas comunidades, pode haver o risco de abrir o comércio ilegal de animais selvagens, que atualmente já está nos levando à beira da extinção de algumas espécies. Precisamos ver como equilibramos isso e realmente fechamos o buraco do comércio ilegal no futuro”, explicou.

Após a pandemia causada pelo coronavírus, a China proibiu temporariamente os mercados de vida selvagem no país, no entanto, vários cientistas têm pressionado o governo de Pequim a tornar a proibição permanente, já que esses comércios além de não possuírem uma condição de higiene adequada, também contribuem para a extinção de diversas espécies ameaçadas.

“Concordo que deve haver uma proibição global de mercados úmidos, o que ajudará muito na conservação da vida selvagem e na proteção de nós mesmos contra contatos impróprios com a vida selvagem. Mais de 70% das doenças humanas são de animais selvagens e muitas espécies estão ameaçadas de extinção por comê-las”, explica o secretário-geral da Fundação para a Conservação da Biodiversidade e o Desenvolvimento Verde da China, Jinfeng Zhou.

Apesar de tudo, Elizabeth se mostrou otimista em relação às atitudes que o mundo irá tomar de agora em diante, após o surto de Covid-19, levando as consequências da destruição da natureza mais a sério: “Preservar ecossistemas intactos e biodiversidade nos ajudará a reduzir a prevalência de algumas dessas doenças. Portanto, a maneira como cultivamos, como usamos os solos, como protegemos os ecossistemas costeiros e como tratamos nossas florestas destruirá o futuro ou nos ajudará a viver mais tempo”, concluí.


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corais no mar
De olho no planeta, Notícias

ONU propõe que 30% do planeta deve ser protegido até 2030

Medida deve entrar em vigor em outubro de 2020


corais no mar
Fonte The Guardian

Os cientistas alertam que é preciso combater o sexto evento de extinção em massa na história do planeta, para isso, de acordo com um projeto da ONU, é preciso que até 2030 hajam  áreas de conservação e de restauração de ecossistemas e vida selvagem que executem serviços primordiais aos seres humanos.

Além disso, quase um terço dos oceanos e terras do mundo também deve ser protegido até o final da década, para que o declínio da biodiversidade possa ser revertido.

Segundo o site The Guardian, o texto, redigido pela Convenção da ONU sobre Diversidade Biológica, deve entrar em vigor em outubro de 2020, uma vez que os países falharam em cumprir as metas acordadas para a década anterior.

Além disso, o compromisso visa proteger pelo menos 30% do planeta e foi comparado ao acordo de Paris de 2015 sobre a crise climática.

Ainda segundo o site, o diretor da Campanha pela Natureza, Brian O’Donnell, disse: “O texto mostra que os países estão ouvindo e reconhecem o papel cada vez mais importante que a proteção da terra e da água deve desempenhar no enfrentamento das mudanças climáticas, na prevenção de extinções da fauna silvestre e no apoio a pessoas,  animais e comunidades locais. Este é um primeiro passo muito encorajador.”

Por fim, até 2030, ano de fechamento do projeto, o comércio de espécies selvagens deverá ser legal e sustentável, promovendo também  a participação plena e efetiva dos povos indígenas e comunidades locais com relação as decisões sobre a biodiversidade.


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Ricardo Salles posta foto de carne e debocha de convenção sobre mudanças climáticas

Para o ministro, a Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas “não deu em nada”


O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, publicou no domingo (15) uma foto de carne nas redes sociais e debochou da Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP25), realizada em Madri, na Espanha.

Marcelo Camargo/Agência Brasi

“Para compensar nossas emissões na COP, um almoço veggie!”, ironizou o ministro.

A postura do ministro é um desrespeito aos animais, que são explorados, torturados e mortos para consumo humano, e à luta pela preservação ambiental, já que a produção de carne está diretamente ligada à destruição do meio ambiente e, por essa razão, a adoção do veganismo é um dos importantes caminhos a serem tomados para combater as mudanças climáticas.

O ministro chegou a dizer, através do Twitter, que a “COP 25 não deu em nada”. Salles alegou que países ricos não querem abrir seus mercados de créditos de carbono. “Exigem medidas que apontam o dedo para o resto do mundo, sem cerimônia, mas na hora de colocar a mão no bolso, eles não querem. Protecionismo e hipocrisia andaram de mãos dadas, o tempo todo”, afirmou.

“Apesar de todos os esforços do Brasil para ajudar na consecução do Acordo de Paris, na regulamentação do artigo sexto, não foi possível encontrar um texto que fosse de comum acordo, prevaleceu infelizmente uma visão protecionista de fechamento do mercado e o Brasil e outros países que poderiam oferecer crédito de carbono em razão de suas florestas e boas práticas ambientais, saíram perdendo”, disse o ministro.

Embora Salles afirme que o Brasil executa boas práticas ambientais, os dados desmentem o ministro. Além das queimadas que devastaram a Amazônia, o último levantamento do sistema de Detecção do Desmatamento em Tempo Real (Deter), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), concluiu que o desmatamento na floresta amazônia cresceu 104% em novembro, em comparação com o mesmo mês de 2018, e aumentou também 84% de janeiro a novembro de 2019, em relação ao mesmo período do ano passado.

Reprodução/Twitter/Ricardo Salles

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Greta Thunberg é premiada por seu papel e sua dedicação no combate às mudanças climáticas

Foto: Anders Hellberg
Foto: Anders Hellberg

A ativista ambiental Greta Thunberg, que em agosto de 2018, ausentava-se das aulas escolares para protestar, ficando em frente ao parlamento sueco e exigindo mais ações para combater as mudanças climáticas por parte dos políticos de seu país acabou influenciando e inspirando jovens e adultos do mundo todo com seu ativismo dedicado.

Greta foi reconhecida com o prêmio “Modelo para a Juventude” do ano pela ONG de defesa dos direitos animais PETA.

A ativista climática de 16 anos recebeu a honra como parte da premiação anual da entidade. Os prêmios “reconhecem os jovens mais poderosos que estão promovendo a causa pró-animal”.

Ser vegano pelos animais e pelo planeta

Segundo a instituição, Thunberg ‘”nunca perde a oportunidade de abordar a ligação entre a criação de animais para consumo e a mudança climática global e instar outras pessoas a se tornarem veganas”.

Ao se descrever como vegana por “razões éticas, ambientais e climáticas”, Thunberg incentivou outras pessoas – incluindo seus pais – a abandonar ou reduzir os produtos de origem animal.

“Ela se recusa a sentar e assistir”

“Esteja ela liderando uma greve, participando de uma passeata ou comendo uma refeição, a PETA saúda Greta Thunberg, por se recusar a sentar e assistir enquanto o planeta é destruído e seus cidadãos animais morrem por um sabor fugaz de um nugget de frango ou uma fatia de queijo”, disse Marta Holmberg, diretora sênior de programas para jovens da PETA.

“A PETA está reconhecendo Greta por falar a verdade e inspirar jovens ativistas apaixonados a rejeitar qualquer coisa que seja proveniente de um animal”.

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Greta Thunberg fala dos impactos da mudança climática em discurso na COP25

Foto: Euronews
Foto: Euronews

A ativista climática de 16 anos, Greta Thunberg, fez uma segunda visita à cúpula do clima da ONU, COP25, realizada em Madri, na Espanha, em um dia em que o foco da reunião internacional eram as “finanças sustentáveis”.

Após um breve discurso, ela deu a palavra a outros jovens ativistas climáticos de diferentes partes do mundo. “Suas histórias devem ser ouvidas”, disse ela. Thunberg explicou que o objetivo do evento era criar uma plataforma “para compartilhar as histórias que precisavam ser conhecidas”.

A ativista também mencionou a importância de ouvir os povos indígenas por seu valioso conhecimento sobre a natureza.

Thunberg comparecerá mais tarde ao evento de alta repercussão promovido pela UNICEF “Crianças e jovens contra as mudanças climáticas”. A ex-presidente chilena, Michelle Bachelet, e a ex-presidente da Irlanda, Mary Robinson, também estarão presentes.

A emergência climática “não é um problema futuro, é algo que já está nos afetando, as pessoas estão sofrendo e morrendo por isso hoje”, disse a jovem sueca durante seu discurso de abertura. As informações são da EuroNews.

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De olho no planeta, Notícias

Secretário geral da ONU avisa que a mudança climática se aproxima de um “ponto sem retorno”

Foto: Independent
Foto: Independent

O secretário-geral da ONU alertou que o planeta está próximo de um “ponto sem volta” e classificou os esforços globais para combater as mudanças climáticas de “totalmente inadequados”, enquanto os líderes mundiais se reúnem para uma conferência vital sobre o Acordo de Paris.

Antonio Guterres deu o aviso contundente antes da conferência da ONU sobre mudança climática (COP25), que se iniciou segunda-feira (02) e vai durar duas semanas, em Madri, na Espanha.

Governantes e delegados de quase 200 países tentarão firmar os compromissos assumidos em 2015, estabelecer novas regras internacionais para o comércio de emissões de gases e intermediar sistemas de compensação para os países mais pobres já afetados pelo aquecimento global.

A Aliança dos Pequenos Estados Insulares, representando as nações em maior risco com a subida do mar, vê as negociações como a última chance de evitar uma potencial catástrofe, enquanto a organização Save the Children (Salve as Crianças) adverte que 33 milhões de crianças africanas estão enfrentando a fome como resultado de ciclones e secas mais provável pelas mudanças climáticas.

“O ponto sem retorno das mudanças climáticas não está mais no horizonte”, disse Guterres a repórteres em Madri. “Ele já está à vista e avançando em nossa direção”.

“Observando que o mundo tem conhecimento científico e os meios técnicos para limitar o aquecimento global, o secretário da ONU denunciou a falta de ação dos formuladores de políticas diante de uma “emergência climática global”.

Guterres disse: “Os sinais de esperança estão se multiplicando. A opinião pública está despertando em todos os lugares, os jovens estão mostrando liderança e mobilização notáveis”.

“Mais e mais cidades, instituições financeiras e empresas estão se comprometendo com um caminho de 1,5°C (nível de aumento temperatura que não deve ser ultrapassado), o que ainda falta é vontade política”.

“Vontade política de colocar um preço no carbono. Vontade política de interromper os subsídios aos combustíveis fósseis. Vontade política de parar de construir usinas a carvão a partir de 2020. Vontade política de mudar a tributação da renda para o carbono. Tributando a poluição em vez das pessoas”.

Ele disse que, o fato dos líderes de todos os países, mostrarem “algo menos” que prestação de contas e responsabilidade, além de disposição para se comprometer com metas ambiciosas, “seria uma traição a toda a nossa família humana e a todas as gerações vindouras”.

Mas ele insistiu que sua mensagem era “uma fala de esperança, não de desespero. Nossa guerra contra a natureza deve parar e sabemos que isso é possível”.

Cerca de 70 países – muitos deles entre os mais vulneráveis às mudanças climáticas – se comprometeram a parar de emitir mais gases de efeito estufa até 2050. Mas alguns dos maiores emissores do mundo ainda o fazem.

O chefe da ONU disse esperar que a reunião de Madri leve os governos a almejarem emissões líquidas zero até 2050, antes do prazo para fazê-lo na COP26 em Glasgow no próximo ano.

Na semana passada, a Organização Meteorológica Mundial das Nações Unidas alertou que o nível de gases de efeito estufa havia atingido outra máxima histórica, “sem sinais de desaceleração e muito menos de declínio”.

Quatro anos após o Acordo de Paris, os negociadores ainda devem abordar a questão controversa da criação de um mercado mundial de emissões – um elemento-chave do sexto artigo do acordo de 2015.

“Estamos aqui para encontrar respostas para o artigo seis, não para encontrar desculpas”, disse Guterres.

Embora essas conversas representem a última chance dos países manterem o Acordo de Paris vivo, firmando suas metas para 2050 após um período de carência de cinco anos, a conferência também marca a primeira desde o anúncio de Mike Pompeo de que os EUA recusariam o acordo, como Donald Trump havia ameaçado há muito tempo.

Os EUA serão representados por Marcia Bernicat, a secretária de Estado assistente para assuntos ambientais internacionais, enquanto a presidente da Câmara, Nancy Pelosi, também liderará uma delegação de legisladores democratas.

Os organizadores esperam cerca de 29 mil visitantes no total, incluindo 50 chefes de estado e de governo para a abertura na segunda-feira (02), além de cientistas, negociadores experientes e ativistas durante a reunião de duas semanas.

As conversações seriam inicialmente organizadas no Chile, mas protestos violentos contra o governo em Santiago fizeram a conferência ser transferida para a Espanha.

Greta Thunberg está atravessando o Atlântico em um catamarã (barco) para participar das negociações e deve chegar em Lisboa na terça-feira (03) de manhã. As informações são do Indepedent.

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De olho no planeta, Notícias

Fundo britânico para proteção animal é anunciado na Assembleia Geral da ONU

Fundo foi anunciado em discurso realizado na Assembleia Geral da ONU.


Por Heloiza Dias


O Primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, anunciou na Assembleia Geral da ONU em New York um fundo de 220 milhões de libras, destinados a proteção de animais ameaços de extinção, como o rinoceronte-preto, o elefante africano, o leopardo-das-neves e o tigre de Sumatra.

O novo Fundo Internacional para a Biodiversidade do Reino Unido não só será utilizado para proteger esses animais, como apoiará projetos que visem interromper a destruição dos habitats naturais. Esse investimento de 220 milhões de libras é só o primeiro passo, o governo britânico afirma que existem outros fundos a serem revelados.

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Primeiro-ministro britânico discursando em Assembleia Geral da ONU. Foto: Spencer Platt/Getty Images/AFP

“A população global de animais está despencando mais depressa do que em qualquer momento da história da humanidade. Agora há mais pessoas na Câmara dos Lordes do que tigres de Sumatra. E corremos o risco de não haver mais tigres quando o próximo ano do tigre chegar, em 2022”, afirmou o Primeiro-ministro.

Em seu discurso, o Primeiro-ministro também deixou claro que as mudanças climáticas e a preservação da biodiversidade, são causas que precisam ser abordadas em conjunto para que haja uma efetiva mudança que promova a preservação do planeta.

“É um privilégio compartilhar nosso planeta com animais majestosos como o elefante africano, o rinoceronte preto e o belo pangolim. Não podemos simplesmente nos sentar e observar como as espécies ameaçadas de valor inestimável são varridas da face da terra por nosso próprio descuido e criminalidade.”, declarou Johnson.


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ONU diz que emergência climática é ameaça à paz

“Estamos em guerra com a natureza e ela não perdoa”, afirmou o secretário-geral da ONU


Por David Arioch


Hoje a paz enfrenta um novo perigo: a emergência climática, que ameaça nossa segurança, nosso sustento e nossas vidas. O alerta é do secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, em mensagem para o Dia Internacional da Paz, lembrado a cada dia 21 de setembro.

(Foto: Saeed Khan/AFP/Getty)

Ontem (20) pela manhã, Guterres estava acompanhado dos mensageiros da paz da ONU Yo-Yo Ma e Midori Goto, além de mais de 700 estudantes convidados, representando o crescente número de jovens participando do desafio do clima.

Na ocasião, o secretário-geral da ONU explicou aos estudantes que a paz “não é apenas entre as pessoas” e lamentou que o mundo esteja “em guerra” com a natureza. Para ele, as mudanças climáticas representam uma clara ameaça à paz e à segurança internacionais, com desastres naturais desalojando três vezes mais pessoas do que conflitos e forçando milhões a deixarem suas casas em busca de refúgio.

Neste ano, a ONU reconhece o Dia Internacional da Paz dando poder à voz dos jovens para que compartilhem projetos feitos para um planeta mais saudável, ao mesmo tempo em que promovam a paz. Uma especial Cúpula do Clima para a Juventude ocorre neste sábado (21), quando jovens líderes se reúnem para tratar da emergência climática.

Na segunda-feira (23), o secretário-geral realiza a Cúpula de Ação do Clima, com “planos concretos e realísticos de acelerar a ação”, conforme o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável número 13, e implementar os planos descritos no Acordo de Paris.

“Estamos em guerra com a natureza e ela não perdoa”, afirmou Guterres, acrescentando que precisamos de gigantes transformações – desde a produção de alimentos até o fornecimento de energia e ao modo como nos mobilizamos.

“Sua liderança é essencial, para assegurar que a minha geração está fazendo a coisa certa. Boa sorte em cada atitude comprometida rumo a paz entre as pessoas e entre as pessoas e a mãe natureza”, declarou o secretário-geral aos estudantes.


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Incêndios na Amazônia são um alerta para crises ambientais no mundo

Por David Arioch

“Gerenciá-la de forma sustentável será um ponto crítico para reverter os danos já causados” (Foto: Handout/Marizilda Cruppe/Amnesty Intern)

Os incêndios em andamento na floresta amazônica são um alerta severo das crises ambientais enfrentadas pelo mundo — de clima, biodiversidade e poluição. A afirmação foi feita na sexta-feira (23) pela diretora-executiva da ONU Meio Ambiente, Inger Andersen.

“Não podemos arcar com mais danos a este precioso recurso natural, que abriga 33 milhões de pessoas — incluindo 420 comunidades indígenas —, 40 mil espécies de plantas, 3 mil espécies de peixes de água doce e mais de 370 tipos de répteis”, declarou.

A diretora-executiva da ONU Meio Ambiente lembrou ainda que a Amazônia, juntamente a outras grandes florestas, como as florestas tropicais da Bacia do Congo e da Indonésia, é uma defesa natural contra o aquecimento global devido à sua capacidade de mitigar e se adaptar às mudanças climáticas.

“Gerenciá-la de forma sustentável será um ponto crítico para reverter os danos já causados. Falhar na contenção dos danos terá graves impactos na saúde e nos meios de subsistência humanos, dizimando a rica biodiversidade e deixando o mundo mais exposto às crises climáticas e a ainda mais desastres.”

A oficial declarou que a ONU Meio Ambiente está pronta para trabalhar com Estados-membros — incluindo o Brasil — na resposta “a esta crise atual e no apoio aos seus esforços para alcançar as metas ambiciosas do Acordo de Paris” para o clima.

“O Brasil tem uma longa tradição de ações para proteger a Amazônia e continuaremos a trabalhar com o governo e o povo do Brasil fornecendo ciência, ferramentas e avaliações para orientar políticas baseadas em evidências, convocando os Estados-membros a enfrentar desafios ambientais urgentes e advogando em nome da Amazônia e de outras florestas em todo o mundo.”

“Na Cúpula de Ação Climática do Secretário-Geral, em setembro deste ano, nos uniremos aos Estados-membros, colegas da ONU, setor privado e sociedade civil para pedir por uma proteção mais forte para as florestas da Terra e para os defensores ambientais, que passam a vida trabalhando para salvar estes recursos.”

“Instamos os Estados-membros a se unirem e tomarem as medidas necessárias para extinguir os incêndios em andamento, prevenir o início de incêndios futuros e proteger a Amazônia em benefício do Brasil e do mundo”, concluiu.


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