Notícias

Cães são salvos de afogamento durante chuva que inundou ONGs no RJ

Reprodução/Instagram/@osindefesos

Três cachorros tiveram suas vidas salvas após serem carregados por uma enxurrada durante as fortes chuvas que atingiram a cidade do Rio de Janeiro na terça-feira (22). As ONGs Grupo de Ação, Resgate e Reabilitação Animal (GARRA) e Indefesos inundaram.

Através das redes sociais, as entidades publicaram apelos em prol dos animais afetados pelas inundações. “Não podemos continuar vivendo esse desespero toda vez que chove”, escreveu o GARRA.

O descaso da sociedade com a proteção animal dificulta o trabalho da entidade, que não tem conseguido arrecadar fundos para a construção de canis em um sítio onde os animais estariam livres do risco de novos alagamentos.

“Estamos há mais de um ano, implorando ajuda para construir novos canis e só conseguimos ajuda para levantar um canil! Todo o resto das obras (mais 5 canis) eu tive que usar o dinheiro do meu seguro de vida, que serviria para a minha sobrevivência. As pessoas exigem ajuda, exigem que estejamos sempre prontas para resgatar. Mas não se comprometem em doar um real para comprar um tijolo que seja”, lamentou a ONG, que publicou um vídeo do abrigo alagado.

“Pedimos socorro mais uma vez! As ONGs sérias e honestas como a nossa não merecem passar por tanto desespero”, completou.

Rosana Guerra, da ONG Indefesos, também usou as redes sociais para fazer um apelo. Imagens do abrigo tomado pela água foram divulgadas no Instagram da entidade. O local é cortado por um canal que transbordou com as fortes chuvas e carregou três cachorros. Os animais, que não viviam no abrigo da associação, foram resgatados. Eles estavam famintos e ensopados.

“Dedico a minha vida aos animais dessa cidade. Com as chuvas incessantes no RJ, nosso espaço está alagado e estamos com muitas dificuldades em manter os animais nesse local. O sítio é atravessado por um canal que transborda sempre com uma chuva mais forte. Até agora foram salvos três cães que foram levados pela correnteza e os outros animais também estão em risco”, afirmou Rosana.

Nas imagens divulgadas, é possível ver a água entrando no local em que os cães estão abrigados. Durante a gravação, Rosana afirma que fazia bastante frio. Casinhas e cobertores foram improvisados para aquecer os animais.

Reprodução/Instagram/@garranimal

“Precisamos de ajuda emergencial para conseguirmos construir canis em outro lugar já disponível para nos mudarmos. Amigos, infelizmente como não paramos de resgatar animais e com as nossas dívidas crescentes em veterinárias, não conseguimos recursos para obras e para transferência dos animais. Nos ajudem por favor!”, concluiu.

A atriz e ativista pelos direito animais Alexia Dechamps também usou as redes sociais para pedir ajuda às entidades. “A tempestade de hoje no Rio de Janeiro inundou as ONGs @garranimal e o @osindefesos. Os animais foram retirados, mas os vídeos mostram todos encharcados. Vamos ajudá-los?”, afirmou.

Para colaborar com qualquer quantia, basta acessar as redes sociais das ONGs GARRA e Indefesos, onde as contas para depósito bancário foram disponibilizadas.

 

Ver essa foto no Instagram

 

Uma publicação compartilhada por G.A.R.R.A. (Garranimal) (@garranimal) em

 

Ver essa foto no Instagram

 

Uma publicação compartilhada por ONG INDEFESOS | RJ (@osindefesos) em


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


​Read More
Notícias

ONGs assinam representação ao MPF contra queimadas no Pantanal

(Crédito: 12.09 2020/Mayke Toscano/Secom-MT)

Trinta e sete ONGs, incluindo a Agência de Notícias de Direitos Animais (ANDA), e inúmeros profissionais sensibilizados com a causa ambiental assinaram uma representação contra as queimadas que já destruíram quase 3 milhões de hectares no Pantanal. O documento foi protocolado no Ministério Público Federal no último sábado (19).

A representação foi elaborada pelos advogados Eliana Cristina Argolo Santos, Michele de Andrade Torres e Yuri Fernandes Lima. Dentre os pedidos feitos, constam a urgência do combate ao fogo, a punição dos responsáveis e o resgate de animais feridos.

No documento, os advogados solicitam “a propositura de Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) e/ou Ação Civil Pública (ACP) em face da União, do IBAMA, do ICMBio, dos Estados do Mato Grosso e do Mato Grosso do Sul e demais entes e órgãos responsáveis, bem como quaisquer outras medidas que se façam necessárias”.

Os juristas elencam uma série de motivos que justificam os pedidos feitos ao MPF. Dentre eles, a importância do Pantanal, maior planície alagável do planeta e patrimônio nacional; o recorde de incêndios criminosos, a grilagem e o desmatamento do bioma; a seca histórica “em razão da alteração do regime de chuvas causado pela devastação também igualmente condenável da floresta amazônica”; as “duras repressões, visivelmente agravadas no decorrer da atual gestão”, sofridas pela política ambiental brasileira que “denotam o favorecimento da destruição não só do Pantanal, mas também da Amazônia e do Cerrado”; as estimativas de que os recursos para combate às queimadas tenham sofrido redução de 38%, o que equivale a R$17,5 milhões no ano passado e o uso, em 2019, de “somente 52,49% do orçamento previsto”; a redução do “orçamento público em órgãos como Ibama e ICMBio na ordem de 69% só para a gestão sustentável da biodiversidade” e o corte de R$ 25 milhões dos recursos do Prevfogo, “principal núcleo atuante durante as queimadas”; a morte de milhares de animais nas queimadas e a destruição de terras indígenas.

“O governo federal tem atendido com sucesso aos interesses dos latifundiários e grileiros, que avançam sobre as terras do país e utilizam-nas para as atividades do agronegócio, destruindo nossa biodiversidade. Neste ano de 2020, apenas no primeiro trimestre foi registrado o aumento do desmatamento de 51% e as queimadas têm estreita relação com o desmatamento”, diz o documento.

“Nesse diapasão, todo o conjunto de ações e omissões dos gestores públicos, tanto nas instâncias federal como estaduais, levam a crer em um projeto de destruição do meio ambiente, em vistas de favorecer o agronegócio, do que se depreende que espontaneamente não enviarão o exército, nem destinarão recursos para combater as chamas, motivo pelo qual se faz urgente a atuação constitucional deste Ministério Público Federal!”, completa.

Os advogados citam ainda a Constituição Federal como garantidora da preservação ambiental e lembram que o que está previsto na lei fundamental e suprema do país não está sendo cumprido. “Depreende-se do texto constitucional o surgimento de diversos direitos e deveres à Administração e aos administrados. A priori, o meio ambiente, por ser de uso comum do povo, acarreta a responsabilidade de todos, quer cidadãos, quer pessoas jurídicas de direito público, ou mesmo de direito privado, em preservá-lo. E incumbe ao Poder Público preservar e restaurar os processos ecológicos essenciais e prover o manejo ecológico das espécies e ecossistemas, e não destruí-los! A Constituição Federal está sendo queimada juntamente com nossa biodiversidade!”, diz a representação feita ao MPF.

Segundo os juristas, “cabe ao Ministério Público, ainda, investigar a atuação do Estado na prevenção e no combate às queimadas do Pantanal”.

Dentre os pedidos expressos na representação, estão: o emprego das Forças Armadas no combate aos incêndios, inclusive com uso de aviões da FAB – Força Aérea Brasileira; a elaboração de planos de contingenciamento de incêndios; a construção de hospitais de campanha para recebimento e tratamento dos animais resgatados; a construção de santuários onde esses animais possam morar daqui para frente, já que seu habitat natural foi destruído, não se admitindo o envio para zoológicos e afins; a construção de CETAS –  Centro de Triagem de Animais Silvestres do IBAMA; a investigação e responsabilização de todos os criminosos causadores dos incêndios; a elaboração de Projetos de Recuperação de Área Degradada – PRADs; uma indenização por dano moral coletivo; a abstenção, pelo Presidente da República e pelo Ministro de Estado do Meio Ambiente, de atos e declarações públicas que incitem o descumprimento da lei voltada à proteção do meio ambiente e de quaisquer atos que impliquem desmonte da política brasileira de meio ambiente; e o envio de ofícios ao Tribunal Penal Internacional, para notícia do crime de Ecocídio pelo Estado Brasileiro no Pantanal Mato-Grossense, no Cerrado e na Amazônia, bem como a quaisquer outros órgãos internacionais que possam ajudar o Brasil.

Confira a íntegra do documento clicando aqui.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


​Read More
Notícias

Equipes investigam número de animais mortos por incêndios no Pantanal

Foto: Christine Strussmann/Arquivo Pessoal

Voluntários, representantes de órgãos públicos, membros de universidades e de ONGs se uniram para levantar o número de animais mortos pelas queimadas que estão destruindo o Pantanal. O bioma já perdeu quase 3 milhões de hectares.

Até o momento, 20 pessoas investigam as mortes em ações de campo iniciadas há 10 dias em Mato Grosso e nesta semana em Mato Grosso do Sul. Os resultados serão publicados posteriormente em periódicos científicos.

Os corpos encontrados serão registrados através de um aplicativo, com data e coordenadas geográficas. As equipes precisam localizar os animais mortos em até 72 horas depois do incêndio para que as ossadas não desapareçam.

Fazem parte dos trabalhos representantes do projeto Bichos do Pantanal, da ONG Panthera, do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), do Instituto Nacional de Pesquisa do Pantanal (INPP), do Instituto Homem Pantaneiro, do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), entre outras instituições. Os protocolos são elaborados pela unidade do Pantanal da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), que também ficou responsável por analisar os dados coletados.

Responsável pelas ações de campo em Mato Grosso do Sul, o pesquisador Diego Viana, do Instituto Homem Pantaneiro, afirmou ao G1 que “este é um trabalho sem precedentes no Pantanal e muito importante pela união de diversas instituições em prol de um mesmo objetivo”.

“A padronização de método de levantamento de dados é fundamental para que os resultados sejam confiáveis. Nesse caso, adotamos uma técnica reconhecida mundialmente como adequada, uma vez que corrige erros de detecção de animais ou objetos a diferentes distâncias da pessoa que está fazendo os registros”, complementou Walfrido Moraes Tomas, pesquisador da Embrapa Pantanal e coordenador da força-tarefa.

Pequenos mamíferos e serpentes foram os animais mais encontrados neste início da investigação. Por se deslocarem de maneira lenta, eles são alvos mais fáceis do fogo. Os maiores têm mais chance de fugir para áreas úmidas. No entanto, em locais em que há pouca água, quase todas as espécies são atingidas pelas queimadas. Os pesquisadores já encontraram jacarés, onças e antas mortas.

Com base em levantamentos anteriores, o projeto Bichos do Pantanal apresentou estatísticas sobre o impacto dos incêndios. Entre 30% e 35% da flora e aproximadamente 20% dos mamíferos podem ter sido afetados pelo fogo. Cerca de 2 mil espécies de plantas, 580 de aves, e 280 de peixes, 174 de mamíferos, 131 de répteis e 57 de anfíbios vivem no Pantanal. Não há dados sobre o número de invertebrados.

Foto: Christine Strussmann/Arquivo Pessoal

“A gente está no meio do inferno. É uma das piores estações de fogo que já vimos ocorrer no Pantanal nos últimos 10 anos. De algumas semanas para cá tivemos uma diminuição dos focos de incêndio, mas foi porque tudo o que havia para ser queimado, já foi”, lamentou Wilkinson Lopes Lázaro, doutor em ictiofauna do projeto Bichos do Pantanal, doutor em ecologia e recursos naturais pela UFRJ e professor da Unidade do Estado de Mato Grosso (UNEMAT).

A força-tarefa não conta com linha de financiamento e, por isso, tem limitações financeiras, de pessoal e de logística. Instituições com o ICMBio e o INPP apoiam as ações ao ceder funcionários e arcar com diárias. Parte dos pesquisadores atua voluntariamente e todos os membros das equipes enfrentam o trabalho sobrecarregado, a exposição às cinzas e à poeira e o risco de fogo subterrâneo. As polícias militares ambientais de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul auxiliam na investigação, além de brigadistas do Prevfogo e do ICMBio.

“É uma luta muito árdua, porque muitas das áreas que salvamos mês passado, o fogo dá a volta e está queimando agora. Muitas vezes o resultado de sucesso de um mês atrás está perdido. Os bombeiros já têm a infraestrutura de turnos, toda a rotina de equipes, de rendimento. Para o brigadista voluntário, o guia de turismo, fazendeiro, pesquisador, não tem turno. Vai depender da demanda. Houve vários dias de varar a noite, de 24 horas, 30 horas de combate. A gente não tem outra opção, não tem ninguém para substituir. A gente se dedica até a exaustão”, relatou o brigadista voluntário Fernando Tortato, que é biólogo e pesquisador da ONG Panthera.

Outra vertente da investigação está relacionada à vida aquática. Isso porque um estudo da ONG Bichos do Pantanal concluiu que o bioma perdeu 17% das áreas com água nos últimos 10 anos, cerca de 14 mil quilômetros quadrados – o que afeta diretamente a alimentação e o ciclo de reprodução de peixes e a cadeia alimentar de outros animais.

O agravamento da “dequada” – quando a vegetação aquática morre no recuo das águas por decomposição de matéria orgânica em excesso – também deve aumentar a mortandade de peixes por conta do esgotamento temporário de oxigênio na água.

Foto: Christine Strussmann/Arquivo Pessoal

“A fauna toda vai ser impactada em função da alteração da qualidade da água. É interessante levantar essas informações agora para elaborarmos estratégias para mitigar situações futuras como essa. Se não tivermos chuvas em 10 dias, a situação vai piorar ainda mais. O ambiente pantaneiro é muito dependente do ciclo da chuva. Estamos perdendo água no Pantanal, e isso é preocupante. O Pantanal é sinônimo de água”, reforçou Claumir Muniz, doutor em ecologia e recursos naturais e professor da Universidade do Estado de Mato Grosso (UNEMAT).

Pesquisadores citaram ainda as mudanças climáticas como agravante das queimadas, que são provocadas, em sua maioria, pela ação humana. Para piorar, previsões indicam o aumento da presença do fogo e a redução do ciclo de chuvas nos próximos anos.

“Contar as carcaças dos animais mortos permite estimar o impacto dos incêndios. Essa informação tem um valor inestimável por informar numericamente o impacto desses eventos catastróficos, e assim sensibilizar a população em geral, mas também as autoridades, proprietários, gestores de áreas protegidas, sobre a necessidade de se adotar práticas de manejo que evitem esta sinergia entre eventos climáticos extremos e comportamento de risco ambiental”, concluiu o pesquisador Walfrido Moraes Tomas.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


​Read More
Notícias

Justiça italiana anula decisão de governador que ordenava que ursa fosse morta

Pixabay/Imagem Ilustrativa

A Justiça Administrativa da Itália anulou uma ordem do governador da província autônoma de Trento, Maurizio Fugatti, que determinava a morte de uma ursa após o animal se sentir ameaçado por duas pessoas e se defender. A dupla sobreviveu e um deles se posicionou contra a decisão de tirar a vida da ursa, que ao menos por enquanto está a salvo.

A decisão judicial, do Tribunal Administrativo Regional de Trento, acolheu parcialmente um recurso apresentado por ONGs como a WWF e a Liga contra a Vivissecção (LAV), que defendem os direitos animais.

Identificada como “JJ4”, a ursa não poderá ser morta antes que outras alternativas sejam executadas, segundo a decisão. Resgatar e levar o animal para outro local, ainda não definido, é uma dessas medidas que devem ser realizadas.

“Ao menos por enquanto, a JJ4 está salva, mas em breve haverá outras audiências. Faremos todo o possível para que isso dure para sempre”, disse a LAV à agência de notícias Ansa Brasil.

O governador determinou que a ursa fosse morta após Fabio Misseroni, de 59 anos, e seu filho Christian Misseroni, de 28, terem vivenciado em junho um confronto com o animal, que se sentiu ameaçado com a presença deles em uma trilha e reagiu de maneira instintiva.

Pai e filho sobreviveram e recentemente Christian chegou a defender o direito da ursa a permanecer viva. Na última sexta-feira (11), o governador de Trento se posicionou novamente sobre o caso, afirmando que irá acatar a decisão judicial. Ele cobrou, no entanto, que Roma aponte um local para onde ursos podem ser levados.

“Os números [de ursos] que temos são superiores ao que podemos administrar”, afirmou Fugatti, que disse não querer esperar um novo acidente envolvendo animais e humanos para resolver a situação.

Atualmente, há entre 82 e 93 ursos em Trento. O número, porém, deve ser maior, já que há animais que ainda não foram contabilizados.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


​Read More
Notícias

Bolsonaro deve ser denunciado à ONU por promover desmonte ambiental

DIEGO BRESANI/DIVULGAÇÃO

Uma denúncia contra o presidente Jair Bolsonaro deve ser apresentada nesta quinta-feira (9) à Organização das Nações Unidas (ONU) pelo advogado popular Pedro Martins durante a 44ª sessão do Conselho de Direitos Humanos da ONU, em agenda com a relatora especial Cecilia Jimenez-Damary, responsável por reportar questões relacionadas às mudanças climáticas e aos direitos humanos. A denúncia aponta o desmonte ambiental promovido pelo presidente do Brasil.

Assessor jurídico da ONG Terras de Direitos, responsável pela denúncia, Pedro Martins aparece em um vídeo feito para informar a situação do país à ONU. Nele, o advogado afirma que “as violações de direito ao território, ataques a defensores ambientais, o desmonte da legislação de proteção ambiental e os avanços de empreendimentos e da mineração ameaçam o futuro da governança climática no Brasil”.

O informe elaborado para denunciar a situação apresenta as ações promovidas por Bolsonaro contra o meio ambiente, aborda o aumento alarmante de desmatamento no Brasil e demonstra temor em relação ao “crescente papel das Forças Armadas nas operações de fiscalização ambiental na Amazônia, pois além de controlar os órgãos ambientais, representa a maior utilização de recursos públicos e menor transparência de gastos e controle da social”. As informações são do Diário de Pernambuco.

A entidade lembra ainda que as políticas climáticas estão ligadas à gestão territorial, área na qual “o governo Bolsonaro tem atuado para não titular territórios quilombolas e demarcar terras indígenas, mas, em vez disso, para facilitar a grilagem de terras”.

Além da Terra de Direitos, outras entidades apoiam o informe, dentre elas os grupos Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), Conselho Indígena Tapajós Arapiuns (CITA), Amigos da Terra Brasil, Conselho Nacional das populações Extrativistas (CNS), Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab), Coordenação das Associações das Comunidades Remanescentes de Quilombos do Pará – Malungu e Fase -Federação de Órgãos para Assistência Social e Educacional.

Sem sanções previstas ao Brasil, o informe tem o objetivo de gerar recomendações ao governo de Jair Bolsonaro.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


​Read More
Destaques, Notícias

ONGs lutam pela vida de urso condenado à morte após morder humanos

Pixabay/Imagem Ilustrativa

Um urso foi condenado à morte na Itália por agir segundo seus próprios instintos e se defender do que ele considerou uma ameaça presente em seu habitat: humanos. O que integra a natureza da espécie foi colocado contra ela para ceifar uma vida. Grupos de proteção animal pedem que o governo não prossiga com tamanha crueldade.

A decisão de assassinar o animal se deu após dois italianos acusarem o urso de mordê-los. Fabio Misseroni, 59, e seu filho Christian Misseroni, 28, afirmaram que estavam caminhando na última segunda-feira (22) em uma trilha no Monte Peller, na região de Trentino, quando foram mordidos pelo animal, segundo entrevista concedida por Christian à CNN.

Seguindo regulamentos especistas do Instituto Nacional de Proteção Ambiental e Pesquisa da Itália, que exigem o assassinato de ursos que mordem humanos, o governador de Trentino, Maurizio Fugatti, determinou que o animal seja morto. Diante disso, autoridades passaram a tentar identificar o urso através do DNA retirado da saliva e do pelo deixados nas feridas das garras e mordidas nas roupas do pai e do filho. A combinação do DNA com os animais costuma ser feita no país através de câmeras de vigilância.

A decisão do governo, porém, não é a mesma do ministro do Meio Ambiente e de grupos de defesa animal. O ministro escreveu uma carta se posicionando contra o assassinato do urso. Na opinião dele, o animal pode ser uma fêmea protegendo filhotes.

“Somente depois de coletar certas informações científicas sobre o animal envolvido no acidente com os dois cidadãos, poderemos avaliar soluções técnicas que, na minha opinião, não devem resultar na morte do animal”, escreveu Sergio Costa a Fugatti.

Os grupos de proteção animal Animalisti Italiani e o Fundo Mundial para a Natureza, por sua vez, pediram ao governador de Trentino que a ordem que determina a morte do urso, assinada por ele, seja suspensa e que o caso seja investigado para que se descubra se pai e filho não tomaram alguma atitude para provocar o urso – o que a dupla nega ter feito.

No último sábado (27), uma petição criada pelo Fundo Mundial para a Natureza coletou 15 mil assinaturas contrárias ao assassinato do urso.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


​Read More
Notícias

Após ser criticado por tentar sortear cão, Latino anuncia doação para ONGs de proteção animal

Reprodução/Instagram/@latino

Para se retratar da tentativa de sorteio de um cachorro de raça, o cantor Latino decidiu reverter parte da arrecadação de sua última live para ONGs de proteção animal. O anúncio da retratação foi feito na tarde de quarta-feira (6).

Latino havia iniciado uma campanha por meio da qual fãs teriam que mandar vídeos dançando com animais para concorrer ao sorteio de um cachorro da raça Lulu da Pomerânia. Ao tratar o cão como mercadoria, o artista foi duramente criticado nas redes sociais e, depois disso, apagou a publicação sobre o sorteio.

“Muita gente me pedindo para que as doações feitas pudessem ser revertidas para as ONGs de animais. Não vejo nenhum problema em relação a isso. Se isso for visto como uma forma de retratação eu acho bem justo”, disse o cantor.

“Achei uma boa ideia, ainda mais se isso reforçar uma retratação minha, já que todos nós temos o direito de errar e o dever de corrigir. O importante é seguir em frente, tentar ser melhor todos os dias e perceber que nem sempre nossas intenções, por melhores que sejam, serão bem-sucedidas”, completou.

As críticas direcionadas ao cantor vieram de seus seguidores no Instagram, mas não só. A ativista pelos direitos animais Luísa Mell também se pronunciou sobre o caso após Latino demonstrar ter ficado incomodado com as críticas recebidas.

“Infelizmente, o Latino não entendeu a mensagem. Ele acha que se trata de haters [quem criticou]. Mas não tem nada a ver com haters, não, Latino. São pessoas conscientes que estão tentando te ensinar que animais não são coisas”, afirmou.

Confira o vídeo que o artista publicou falando sobre a retratação:

 

Ver essa foto no Instagram

 

Uma publicação compartilhada por 🇧🇷🎤 LÅTĮNØ (@latino) em


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


​Read More
Notícias

Abrigos para animais enfrentam dificuldades e buscam ajuda durante quarentena

Foto: Pixabay

A quarentena imposta pelo coronavírus está aumentando as dificuldades vivenciadas por abrigos para animais no Distrito Federal. Para continuar oferecendo qualidade de vida aos cães e gatos resgatados, as entidades buscam ajuda.

O Abrigo da Ceiça é um deles. Mantido pela aposentada Conceição de Maria Parente, o local está com 200 cães, 60 gatos e dois cavalos em sua dependência. Por integrar o grupo de risco, Ceiça depende da ajuda de pessoas que levem as doações até Águas Lindas (GO). As informações são do jornal Correio Braziliense.

“Desde o início da pandemia, as doações diminuíram muito. As pessoas que ajudam, no geral, dependem do comércio e, como está fechado, fica difícil doarem”, explicou Ceiça.

A entidade Atevi Proteção Animal, que mantém 1,5 mil animais, também está enfrentando dificuldades. Para conseguir comprar ração, presidente da organização e professora da rede pública de ensino, Ana Teresa Casasanta França, está vendendo máscaras de proteção contra a Covid-19 e dando aulas on-line.

“Só no meu apartamento, estou com 16 animais. O bazar que eu tinha para complementar a renda está fechado. Daí, o que eu faço?”, questionou.

Para manter o Projeto Acalanto, idealizadora e coordenadora, Lucimar Aparecida Pereira, está pedindo ajuda. Formado por voluntários, o projeto mantém atualmente cerca de 700 animais. “Nosso trabalho é rotativo. Agora que o animais não estão sendo adotados, precisamos da ajuda da população para comprar rações, medicamentos, produtos de higiene. Estamos gritando por socorro. Alguns voluntários já estão sem ração, então estamos dividindo uns com os outros. Precisamos de cestas básicas para os protetores que estão sem trabalho e, além de se sustentarem, precisam cuidar dos bichinhos”, disse.

O projeto Olívia Ajuda fabrica e vende diversos produtos para arcar com os gastos dos animais. “Neste momento, as nossas vendas estão paradas, porque elas acontecem principalmente em feiras de adoção. Começamos, então, a fazer campanha para pedir ajuda. Estamos recebendo as doações e levando aos protetores”, explicou Yzabella Vieira, uma das sócias do projeto.

O Projeto Adoção São Francisco, que abriga 120 animais, também busca ajuda. ”Ainda não estamos sentindo diferença nas doações, talvez porque estamos com três ou quatro casos bem fortes. As pessoas se sensibilizam, mas o cenário não é fácil”, disse Daniela Nardeli, diretora do projeto, que depende de poucas doações fixas. Ela acredita, porém, que a situação deve piorar. “As pessoas também estão tendo uma grande perda econômica”, completou.

A equipe do Resgate Noroeste mantém os animais em hotéis. Atualmente, o grupo abriga 15 animais e oferece suporte a outros 20. “Há praticamente um mês, as doações pararam. Temos algumas parcerias, mas, com o comércio fechado, todos estão com muita dificuldade”, relatou a advogada e coordenadora do projeto, Stephanie Cunha.

Animais resgatados da rua também recebem cuidados na Toca Segura. Quatro voluntários cuidam atualmente de 150 animais. “Fisicamente, o nosso trabalho está bem complicado; economicamente, estamos completamente endividados”, lamentou Danielle Mansur, responsável pelas redes sociais do projeto.

A situação não é boa também para a Associação Protetora dos Animais do DF (ProAnima), que ampara uma rede de voluntários que oferecem lar temporário aos animais através da venda de canecas, camisetas e adesivos. Atualmente, a entidade está realizando campanhas para arrecadar cestas básicas e produtos para animais.

“Toda a ração que ganhamos repassamos para os voluntários — alguns cuidam na rua mesmo. Formamos uma corrente”, relatou a diretora Mara Moscoso.

Confira abaixo o contato das entidades e ajude da maneira que puder:

Abrigo da Ceiça

Telefone (61) 99191-3533; Facebook: abrigodaceicaoficial/ e
Instagram: @abrigo_da_ceica

Atevi Proteção Animal

Telefone: (61) 98101-5733
Instagram: @atevi.df
Site: https://atevidf.wixsite.com/protecao-animal-pt

Projeto Acalanto

Sites: https://apoia.se/projetoacalanto ou www.vakinha.com.br/vaquinha/ajude-o-projeto-acalanto-df
Instagram: @projetoacalantodf

Olívia Ajuda

É possível comprar os produtos do projeto no site http://oliviaajuda.com.br/
Instagram: @oliviaajuda

Projeto Adoção São Francisco

Instagram: @adocaosaofrancisco
Ponto fixo de coleta na CLS 114, Bloco C, Loja 31, de segunda a sexta, das 8h às 18h

Resgate Noroeste

Os que puderem ajudar podem procurar as redes sociais ou participar da vaquinha no endereço: www.vakinha.com.br/vaquinha/nos-ajudem-a-ajudar-o-heitor

Toca Segura

Site: https://apoia.se/tocasegura
Instagram: @ tocasegura

ProAnima

Site: www.proanima.org.br/
Instagram: @proanimadf


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


​Read More
Notícias

Pedidos de adoção de animais aumentam durante quarentena em Campinas (SP)

Maria Imaculada e Bob (Foto: Reprodução / EPTV)

Um levantamento realizado pela emissora EPTV registrou um aumento de até 54% nos pedidos de adoção de animais recebidos por ONGs de Campinas, no interior de São Paulo, durante o isolamento social imposto pelo coronavírus.

A funcionária pública Maria Imaculada dos Santos foi uma das pessoas que engrossou a estatística da adoção durante a quarentena. Ela levou para casa o cachorro Bob, retirado de um lixão por uma entidade.

“É uma companhia, eu brinco com ele. Foi ótimo para mim”, disse ao G1.

Uma das entidades da cidade, que costuma doar 37 animais por mês, encontrou novos lares para 57 no primeiro mês da pandemia. “As pessoas estão ficando mais em casa. As que estavam pensando em adotar, acho que agora têm um tempo para fazer uma adaptação, estar junto do animal neste começo”, explicou a fundadora e presidente da ONG, Ana Carolina Pimenta.

No entanto, para adotar um animal, é preciso atender a determinados requisitos, como ter condição financeira para arcar com os custos da alimentação e das vacinas, além de disponibilidade para cuidar do animal.

Família adotou cadela de dois meses (Foto: Reprodução / EPTV)

“A pessoa precisa estar preparada tanto com a questão de custo, quanto emocionalmente. Disponibilizar seu tempo e amor ao bichinho”, ressaltou Ana Carolina.

A família do engenheiro de sistemas Gustavo Mendes também optou pela adoção. Com isso, uma cadela de dois meses passou a ter um lar para viver, e já se tornou o xodó da casa.

“Muda um pouquinho o clima. Trouxe um pouco de vida, alegria para casa, esperança nesse momento difícil que passamos”, destacou o engenheiro.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


​Read More
Notícias

‘A raça humana que está em risco’, diz juiz ao negar pedido para alimentar gatos no Iate Clube

O pedido feito por ONGs de proteção animal para garantir a alimentação de 48 gatos que vivem no Iate Clube de Brasília foi negado pelo juiz Carlos Frederico de Medeiros, da Vara de Meio Ambiente do Distrito Federal. Cabe recurso.

Apesar do Iate Clube alegar que está alimentando os gatos, as entidades afirmam que os animais sofrem maus-tratos no local e que a gestão atual do clube está impedindo que uma sócia do local continue cuidando da alimentação deles.

Foto: TV Globo/Reprodução

A sócia, segundo as ONGs, está impedida de entrar no local desde que o Iate foi fechado por conta do coronavírus, no dia 15 de março. As informações são do G1.

No entanto, na decisão divulgada nesta quinta-feira (9), o magistrado afirmou que não existem maus-tratos porque o Iate “tolera a presença dos gatos”. “O amor pelos animais não pode justificar o desprezo pelo ser humano. No momento atual, não são os gatos, mas a raça humana que está em risco”, disse o juiz.

Segundo o magistrado, a permissão para que a mulher entre no clube infringiria normas sanitárias “e não apenas poria em risco a saúde e vida da pessoa que pretende sair de casa […], mas também dos funcionários do clube”.

“A preocupação ambiental não pode desconsiderar os cuidados com um animal que também é merecedor da tutela jurídica: o animal humano. Ao contrário, não se pode ser ambientalista sem ser também humanista”, disse.

O Iate Clube, por sua vez, publicou nota anterior à decisão afirmando que os animais estão recebendo cuidados durante a quarentena.

“A cada dia aparece um gato novo dentro do clube. Eles entram e vai aumentando a família”, disse o responsável pelo estabelecimento, Rudi Finger. Segundo ele, os gatos estão “recebendo comida e água normalmente.”

Notificação ao Estado

A Vara de Meio Ambiente determinou, na decisão judicial, que o governo do Distrito Federal seja notificado sobre o caso pelas autoras da ação em até 15 dias por se tratar de um caso de “saúde pública e de proteção à fauna”.

A medida mais adequada a ser tomada, de acordo com o juiz, seria levar os gatos para o centro de zoonoses. No entanto, o magistrado afirmou que essa possibilidade precisa ser avaliada “à luz dos elementos de convicção e da participação do Ministério Público”.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


​Read More
Notícias

Pombos passam fome durante pandemia e ONGs saem em defesa da espécie

Num momento de forte crise em todos os setores, em que os animais não são exceção, Organizações de Proteção dos Animais têm tornado públicas as suas diversas preocupações com o presente e futuro dos animais. Uma das espécies que está sofrendo as consequências do necessário Estado de Emergência, e que não tem sido levada em conta, são os pombos.

Pixabay/Congerdesign

Assim, três entidades de proteção dos animais de Portugal uniram-se na elaboração de um documento (disponibilizado na íntegra em: https://we.tl/t-WVLTfNdkX5) que tem o objetivo de trazer explicações sobre o tema para ajudar a acabar com mitos absolutamente obsoletos e infundados sobre a espécie.

Neste momento, milhares de pombos estão condenados à fome e a uma morte lenta, ainda mais cruel do que a costumeira captura e posterior matança, através de métodos capazes de traumatizar qualquer indivíduo com sensibilidade.

Os três grupos colocam-se à disposição dos organismos estatais para ajudar a fazer parte da solução de um problema que acreditam que, com trabalho e vontade política, poderá ter um fim à vista.

Para Joana Antunes, coordenadora da PVDP, “é fundamental que se aposte definitivamente no método de controle da população de pombos urbanos através da implementação de pombais contraceptivos e se procure apostar na sua gestão coordenada e eficaz. É preciso aprender com quem estudou e estuda estes animais há tantos anos lá fora, uma vez que em Portugal não existem especialistas nesta matéria”.

“Os pombos são animais sencientes e as cruéis capturas levadas a cabo pelos municípios são passíveis de violar legislação interna e também comunitária, pelo que a insistência neste método cruel acabará por trazer consequências também a nível legal aos municípios”, completou.

Segundo Sandra Duarte Cardoso, Presidente da SOS Animal, “a gestão populacional exercida pela maioria das entidades governamentais não recorre à ciência aliada à ética. Recorrentemente perpetuam metodologias desatualizadas, que custam sofrimento e morte a milhares de animais todos os anos. Não é aceitável do ponto de vista civilizacional, que o controle de populações possa ser exercido pela escassez ou ausência de alimento e outros métodos como a matança indiscriminada. É uma prática cruel, sem ética e não há ciência alguma que possa justificar esta barbárie para com mais estes animais não humanos.”

Rita Silva, Presidente da ANIMAL reforça: “num momento como o que atravessamos, em que se impõe que tenhamos ainda mais empatia para com quem nos rodeia, seja de que espécie for, felizmente é permitido pelo Decreto que regulamenta o Estado de Emergência, sair, com os devidos cuidados, para alimentar os animais. Os pombos também são animais! Pois bem, o mínimo que se pode requerer é que sejam cessadas quaisquer capturas e que ninguém seja punido por matar a fome a quem, mais tarde ou mais cedo, a fome acabará por matar”.

O documento poderá ser conferido em: https://we.tl/t-WVLTfNdkX5


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


​Read More
Notícias

Dia Mundial do Animal de Rua: ajude cães e gatos abandonados

Hoje, 04 de abril, é o Dia Mundial do Animal de Rua. Uma data desta, no entanto, só poderia ser celebrada se não precisasse mais existir. Afinal, enquanto houver animal na rua, não existirá razão para comemorações.

Reprodução/Instagram/MRSC

Este dia, no entanto, é importante no que se refere à conscientização. É preciso educar a sociedade para que os abandonos cessem e, enquanto eles existirem, pedir para aqueles que se importam com os animais que tomem atitudes.

Toda pessoa pode promover alguma ação em prol de um animal abandonado. O ideal seria resgatá-lo, levá-lo ao veterinário – com recursos próprios ou através de vaquinhas entre amigos, familiares e até mesmo internautas, por meio das redes sociais -, tratá-lo, vaciná-lo e castrá-lo para, depois, decidir dar um lar para ele ou procurar alguém que possa adotá-lo.

Quem, no entanto, não tem meios de executar tais medidas, deve ao menos minimizar o sofrimento desses animais, oferecendo água e alimento para eles e socorrendo-os caso adoeçam, sejam atropelados ou vítimas da maldade humana.

Reprodução/Instagram/MRSC

Outra opção é ajudar protetores independentes e entidades de proteção animal, que dependem da solidariedade da sociedade para seguir com seu trabalho.

Moradores de Rua e Seus Cães

Exercendo seu papel nesta empreitada de conscientização, a ONG Moradores de Rua e Seus Cães (MRSC) iniciou uma campanha em prol dos cães e gatos abandonados – além de seus humanos que dividem as ruas com eles.

“Nada a comemorar, nem às ruas estamos podendo ir, né?”, afirmou a ONG ao falar do Dia Mundial do Animal de Rua, citando a impossibilidade de manter as mesmas ações sociais de antes por conta da pandemia de coronavírus.

Reprodução/Instagram/MRSC

De acordo com a entidade, quase 2 milhões de animais estão abandonados na cidade de São Paulo, local onde a MRSC age, levando às ruas itens necessários aos animais e seus tutores.

“Estamos nos preparando bem para a próxima ação com eles [humanos e animais], no dia 26 de abril. Enquanto isso, devemos postar e chamar as atenções para eles! Para que não abandonem mais por aí, não haja maus-tratos e para os que já estão nas ruas, os dois milhões, sejam vistos e respeitados!”, afirmou a ONG. “Pois é por eles, e por seus tutores, que existimos! São eles o nosso DNA”, completou.

Para ajudar a MRSC a continuar realizando suas ações em prol dos animais e das pessoas em situação de rua, basta entrar nas redes sociais da entidade para ter acesso aos dados bancários.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


​Read More