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Amapá registra aumento de casos de animais acorrentados sob chuva e sol

A maior parte das denúncias de maus-tratos é de negligência, com animais sem alimento e água, e também sem tratamento veterinário

Foto Gabriele Gabi/Pixabay

As denúncias formais de abandono e maus-tratos a animais vem aumentando desde 2018 no Amapá, segundo a Delegacia do Meio Ambiente (Dema), sendo a maioria dos crimes  contra cães e gatos. Em 2018 foram registrados 21 casos, em 2019 o número pulou para 58 e, este ano, em pouco mais de 2 meses, já são 24 contabilizados.

Os casos mais comuns são de animais presos em correntes curtas sob o sol e a chuva, falta de alimento e de assistência veterinária quando o animal adoece. As negligências no Amapá são consideradas crime e podem resultar em prisão e pagamento de multa.

A titular da Dema, delegada Lívia Pontes, contou ao G1 que esse aumento de registros se deve às ações de conscientização realizadas pela própria delegacia em conjunto com as ONGs, fazendo com que as pessoas se sintam mais impelidas a denunciar. Mas, para ela, o “saldo” está longe de representar o número concreto de casos de maus-tratos e abandonos.

“Em conversa com as ONGs, elas dizem que esse número de ocorrência anual representa quase o mesmo número de denúncias que eles recebem em um mês. Nós temos muitos sub-registros, que é quando os denunciantes nos avisam, mas não comparecem para registrar a ocorrência de fato. Nós precisamos do mínimo de informações para dar continuidade ao inquérito”, explicou.

A delegada disse ainda que esses crimes são tratados como de baixo potencial ofensivo e, caso o tutor seja condenado, pode responder em liberdade. “Apenas em casos muito graves, que envolvem muitas mortes de animais, nós abrimos um inquérito policial e encaminhamos o caso para a Justiça. Quando vemos que o animal não pode mais ficar com os tutores, por meio de parcerias, encaminhamos para que as ONGs possam cuidar deles”, frisou.

Na reportagem do G1 ela conta o caso do cão Ben Hur que foi encontrado deitado embaixo de uma pia e acorrentado no meio de fezes e água de fossa, agravando a doença de sarna que ele já sofria. Ele foi resgatado pela ONG Anjos Protetores em um estado muito delicado, desnutrido e ferido, mas após duas semanas melhorou com a alimentação e remédios. A ONG conseguiu um lar para Bem Hur que ainda segue em recuperação.

A Dema recomenda que em caso de maus-tratos, as pessoas denunciem a situação pelo número (96) 98148-7378. Para mais informações e denúncias a ONG Anjos Protetores disponibiliza o número (96) 98100-8148.

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