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Oncinha pintada é primeiro grande felino do Novo Rancho

Por Fátima ChuEcco | Redação ANDA – Agência de Notícia de Direitos Animais

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Tupã é uma onça pintada, de cerca de seis meses, que acaba de chegar a nova sede do Santuário Ecológico Rancho dos Gnomos, em Joanópolis, Interior de SP. Apenas um dia antes do desembarque da oncinha em SP, o casal de ambientalistas, Marcos e Silvia Pompeu, já havia resgatado um cachorro-do-mato atropelado na Estrada Entre Serras e Águas. Aliás, o jovem cachorro-do-mato recuperou-se rapidamente e foi solto nas redondezas do Rancho no último domingo, dia 26.

A oncinha chegou à SP no dia 23 numa parceria entre a TAM e a Transportadora Porto Seguro, e foi direto para o Rancho. “Há um mês recebemos a solicitação da ONG Ampara Animal que, por sua vez, foi acessada pelo Ibama de Belém do Pará para acolher um filhote de onça pintada com histórico de violência. Ela apareceu numa vila e acabou apanhando na cabeça, dando inicio a episódios de convulsão. Conseguimos atender a este pedido devido à parceria com a Ampara Animal que viabilizou a construção do recinto para a onça”, conta Silvia.

Segundo a ambientalista, a filhote deve ter se perdido da mãe ou, ainda, a mãe pode ter sido morta. Tupã agora segue em tratamento. Existe a possibilidade das pancadas terem lesionado seu cérebro para sempre. A onça-pintada é o maior felino das Américas. É considerada espécie vulnerável pelo Ibama e pela IUCN – União Internacional para Conservação da Natureza.

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A população da espécie vem caindo em função dos desmatamentos, queimadas, extinção de animais que fazem parte de sua alimentação natural e, especialmente, por serem vítimas de perseguição e caça já que, muitas vezes, buscam alimento perto de áreas já urbanizadas e em fazendas de gado. Ela está praticamente extinta da maior parte das regiões nordeste, sudeste e sul. São animais de hábitos noturnos e tem sido muito difícil convencer fazendeiros de que é obrigação deles cercar e proteger seus animais ao invés de matar as onças.

*Fátima ChuEcco é jornalista ambientalista e atuante na causa animal

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Filhote de onça resgatado no Pará receberá treinamento para voltar à vida selvagem

Como mantém hábito selvagem, animal será treinado para voltar à floresta

Com os dentes à mostra e comportamento ainda selvagem, um filhote de onça com menos de três meses foi resgatado no Pará. Por conta dessas características, receberá cuidados especiais para ser devolvido à floresta, em um trabalho que deve durar ao menos 3 anos.

O comportamento “pouco amistoso”, diga-se, já lhe rendeu um apelido: Ferinha. O animal está abrigado em cativeiro na sede da organização não governamental Nex, em Corumbá de Goiás, perto de Brasília. Mas antes de ser levado à ONG, a oncinha estava em quarentena no Museu Emílio Goeldi, em Belém (PA). Os veterinários contam que ele ficou órfão depois de ter perdido a mãe em uma queimada.

Segundo a Nex, como o animal é muito jovem e sua única referência ainda é a mãe, eles resolveram fazer um cativeiro isolado na fazenda para tentar reintroduzi-lo na floresta. Ferinha é a 13ª onça à chegar na ONG, mas a única que poderá voltar à natureza.

A ideia é ensinar o filhote a sobreviver na floresta, como sua mãe faria. Por enquanto, Ferinha ainda é amamentada com leite. Mas em breve a instituição deverá soltar caças vivas em seu cativeiro, para que ele tenha vivência parecida com a do mato. Todo o trabalho deverá ser documentado.

Fonte: EPTV

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