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Polícia prende homem que teria participado de matança de onças-pintadas em MT

A fazenda onde imagens das onças mortas teriam sido feitas também foi localizada


A Polícia Civil de Mato Grosso localizou nesta quarta-feira (13) a fazenda onde teriam sido registradas imagens de três onças-pintadas mortas e prendeu um homem que teria participado da matança. A propriedade está localizada em Cocalinho, no Mato Grosso.

Reprodução/Agora MT

A polícia informou que três homens que aparecem no vídeo das onças, se vangloriando por elas estarem mortas, fugiram. O dono da fazenda, apesar de ter sido preso, foi liberado após pagar fiança.

A caminhonete na qual os corpos das onças aparecem no vídeo foi encontrada na fazenda e apreendida por falta de documentação. As informações são do portal Agora MT.

A fazenda, que está localizada a quase 200 km do centro, foi localizada graças a denúncias de populares, segundo o delegado Valmon Pereira da Silva.

Ao chegarem no local, os policiais foram recebidos por um caseiro que está trabalhando na propriedade há cerca de quatro dias. Ele alegou que o imóvel estava vazio e que não sabia o que havia acontecido.

A polícia prossegue com as investigações para tentar localizar os suspeitos de terem matado as onças-pintadas – espécie ameaçada de extinção.


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Jornalismo cultural, Notícias

Safári de caça à onça no Pantanal segue impune após oito anos

Por David Arioch

Em 2010 e 2011, a Operação Jaguar, coordenada pela Polícia Federal, revelou que em uma fazenda no Pantanal havia um safári de caça à onça. Oito anos depois, os envolvidos seguem impunes.

De acordo com a legislação brasileira, os envolvidos não podem mais ser culpabilizados por “crime de associação criminosa”, porque houve prescrição de prazo (Foto: Polícia Federal/Ibama)

E de acordo com a legislação brasileira, os envolvidos não podem mais ser culpabilizados por “crime de associação criminosa”, porque houve prescrição de prazo.

No entanto, após sentença do juiz Ronaldo Gonçalves Onofri, da Vara Criminal de Aquidauana (MS), no último dia 26 uma audiência foi marcada para 18 de março de 2020. O processo original listava sete réus, incluindo um búlgaro e um russo, e 22 testemunhas.

Porém, agora o processo prossegue para a pecuarista Beatriz Rondon, proprietária da Fazenda Santa Sofia, onde as onças eram caçadas; assim como Oleg Veber e Juscelino Machado de Araribe. Já a pena de Augustinho Stalin Machado da Silva foi extinta após o falecimento do réu.

Beatriz, que se passava por ambientalista, também foi indiciada por crimes ambientais praticados entre os dias 27 de junho e 8 de julho de 2004, segundo o Ministério Público de Mato Grosso do Sul.

Mas como a ré já conta com mais de 70 anos, os prazos prescricionais foram reduzidos pela metade, e a prescrição da pretensão punitiva ocorreu antes da instauração do inquérito policial, em 2011, quando os fatos vieram à tona, conforme nota do MP.

Saiba Mais

As investigações da Polícia Federal e do Ibama, que revelaram que turistas pagavam até R$ 50 mil para caçar cada animal, começaram após a divulgação de um vídeo em que um caçador atira contra uma onça sobre uma árvore em Aquidauana (MS).


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