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Onças, elefantes e tubarões ganham proteção em acordo internacional

Na reunião realizada na India, cerca de 130 países assinaram a Convenção das Nações Unidas sobre Conservação de Espécies Migratórias de Animais Silvestres


Skeeze/Pixabay

Recentemente, onças ameaçadas, elefantes asiáticos e tubarões galha-branca-oceânicos, ganharam proteção permanente por meio de uma reunião para conservar a vida selvagem, realizada na índia.

Na reunião, cerca de 130 países assinaram a Convenção das Nações Unidas sobre Conservação de Espécies Migratórias de Animais Silvestres, que tem por objetivo reunir nações para proteger espécies de aves, mamíferos e outros animais selvagens.

Durante o evento, novas medidas para proteger a fauna ameaçada foram propostas por ativistas ambientais que disseram que as medidas ajudarão principalmente espécies em risco de extinção.

Um caso de urgência é o tubarão oceânico, que já foi um dos tubarões tropicais mais comuns do mundo, no entanto, agora está listado como ameaçado de extinção, com perdas de 98% a 100% em todo o mundo em função da pesca excessiva do animal.

Os países aceitaram a proposta do Brasil de listar o tubarão no Apêndice I da Convenção, que oferece o mais alto nível de proteção possível, para proibir que ele seja capturado em toda a sua extensão.

Megan O’Toole, do Fundo Internacional para o Bem-Estar Animal (Ifaw), que tem sede nos Estados Unidos, declarou durante a reunião: “Décadas de sobrepesca não gerenciada, impulsionadas pela demanda internacional de sopa de barbatana de tubarão, fizeram com que a população fosse dizimada em toda a sua extensão”.

E completou: “A Ifaw acredita que esta lista de tubarões oceânicos reforçará as medidas já implementadas para protegê-los e também pode preencher as lacunas de gerenciamento atuais e adicionar uma obrigação legal adicional de proteção”.

A reunião também trouxe boas notícias para outro animal em extinção, a onça-pintada, que perdeu 40% de seu habitat nas Américas nos últimos 100 anos e está ameaçada pela perda adicional de habitat. O animal também foi listado no Apêndice I da convenção.

Matt Collis, chefe da delegação de Ifaw na reunião, disse: “É vital deter a perda de habitat e a destruição de corredores migratórios, especialmente para populações isoladas e ameaçadas, se a onça-pintada sobreviver nas Américas”.

Outros animais também em perigo são os elefantes asiáticos, que também ganharam proteção na reunião, uma proposta do país anfitrião, a Índia, de oferecer a maior proteção possível com uma lista do Apêndice I.

Ademais, a Índia também anunciou sua intenção de trabalhar com outros países para proteger o animal, uma vez que o país abriga 60% dos elefantes asiáticos, embora algumas populações cruzem regularmente as fronteiras para estados vizinhos, como o Nepal, e também sejam encontradas da Birmânia à Indonésia.

“Os elefantes atravessam muitos países da Ásia sem reconhecer fronteiras e a Ifaw espera que os países se reúnam para fazer todo o possível para garantir uma passagem segura à medida que migram entre os países”, concluiu Collins.


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Notícias

Livro traz a história da onça-pintada e alerta para conservação

Jaguar: o Rei das Américas, livro inédito que reúne pela primeira vez os aspectos biológicos e antropológicos sobre o mais possante e imponente animal das Américas, será lançado no dia 6 de dezembro, às 19 horas, na Livraria Martins Fontes, na Avenida Paulista em SP (preço de capa: 89,00, Editora Metalivros).

Com texto bilíngue (inglês ao final) do pesquisador Evaristo Eduardo de Miranda e da jornalista Liana John, a obra trata sobre o jaguar ou onça-pintada.

O livro divide-se em duas partes: a biologia e a ecologia da espécie, com texto de Evaristo, e os mitos e os significados culturais, de Liana John.

Os autores alertam para a urgência de conservação da espécie em seu habitat, já reduzido à metade do império iniciado há cerca de 10 mil anos: hoje a onça-pintada se espalha por 9 milhões de km², sendo 50% dessa área no Brasil.

Fonte: Da Hora 

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