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Rituais com animais preocupam autoridades de São Carlos (SP)

Funcionários do Parque Ecológico de São Carlos (SP) encontraram objetos cortantes e oferendas perto do recinto dos animais. A Delegacia de Investigações Gerais (DIG) da cidade está investigando o caso.

Vários objetos estranhos feitos artesanalmente, parecidos com facas e machados
Foto: Polícia Civil de São Carlos

“Foram apreendidos vários objetos que poderiam ferir os animais: uma machadinha, uma lança com uma lâmina pontiaguda. Os tratadores dos animais e os administradores ficaram preocupados com a integridade dos bichos e comunicaram o fato à Guarda Municipal e à polícia”, explicou Gilberto de Aquino, delegado da DIG, em entrevista ao G1.

A cerca elétrica do parque foi desligada e a pessoa que deixou os objetos se esgueirou pelos pontos cegos das câmeras do local, o que levantou a suspeita de que o invasor trabalha no parque. A Guarda Municipal reforçou a segurança do local.

“Estamos investigando se o invasor veio do lado de fora ou se é funcionário. Não há dúvidas de que essa pessoa conheça o parque porque ela foi até um local que não há circuito de câmeras e desligou a cerca elétrica, a rede energia utilizada para preservar os animais de ataques do exterior. Então ele sabia onde estava, desligou e colocou todos esses apetrechos que poderiam ferir os animais”, acrescentou o delegado.


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Homem que matou cadela em ‘oferenda’ terá de pagar R$ 19 mil em multa

Foto: Divulgação

Um homem de 27 anos foi autuado por maus-tratos a animais e terá de pagar multa de R$ 19.960 (20 salários mínimos), aplicada pelo Instituto Brasília Ambiental (Ibram). O jovem teria matado uma cadela no domingo (20/1), em “oferenda” para conseguir promoção no trabalho. A autarquia deu prazo de 10 dias para o suspeito apresentar a defesa.

O jovem acabou preso em flagrante na segunda-feira (21/1), na Metropolitana, no Núcleo Bandeirante. Ele estava ao lado da cadela já morta.

Primeiro, o homem alegou que o cão teria sido atropelado. Mas a versão levantou suspeitas porque havia um rastro de sangue que ia do local onde a cadela estava até a casa do suspeito. Depois da abordagem, o acusado entrou na residência acompanhado pelos policiais.

No local, militares encontraram uma tigela com sangue e uma carta: “Peço humildemente que eu seja selecionado no processo seletivo para ocupar nova função em meu trabalho e assim aumentar meu salário, pois, enfrentamos dificuldade financeiras e os gastos mensais têm aumentado.”

Policiais também encontraram a faca usada para matar a cadela, que sofreu um corte no pescoço. O companheiro do jovem, de 30 anos, estava na casa e era suspeito de praticar o crime. Contudo, ele não foi autuado pelo Ibram.

Preso em flagrante na 21ª Delegacia de Polícia (Núcleo Bandeirante), o suspeito não confessou o crime. Todavia, o companheiro dele, que testemunhou os fatos, segundo a polícia, afirmou que havia “sacrificado o cachorro para uma entidade como uma oferenda, pois precisava de dinheiro”.

As informações pesaram na decisão do Ibram, para quem o acusado praticou intencionalmente “ato de crueldade contra o cachorro, provocando dor e sofrimento desnecessários”. Na ocasião, ele foi encontrado em situação “flagrancial de sacrifício”, utilizando método não aprovado, sem indicação veterinária para realização do ato.

Fonte: Correio Braziliense

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Projeto que legaliza exposição de oferendas em parques públicos é aprovado em SP

Por Marcela Couto / Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

despacho

Um projeto de lei que prevê a criação de espaços para oferendas em parques públicos acaba de ser aprovado pelos vereadores de São Paulo. Isso pode incentivar o abandono de corpos de animais inocentes mortos em nome da religião.

O Projeto de Lei n° 80/2014, de autoria de Laércio Benko (PHS/SP), foi aprovado em 1º turno. O texto dispõe sobre “a implantação gradual de espaço apropriado nos Parques Públicos Municipais destinado ao depósito de oferendas próprias de cultos religiosos de origem africana”.

Segundo o parágrafo III do artigo Iº do projeto, “é vedado o abate de animais a qualquer título, assim como o depósito de carcaças ou restos animais”. Sabe-se que religiões como o candomblé adotam a prática do sacrifício de animais, salvo raras exceções como a da mãe-de-santo Iya Senzaruban, que optou pelo vegetarianismo e substituiu o uso de animais nos rituais por frutas.

Apesar do veto à exposição de cadáveres de animais expresso, o texto não exime as pessoas de burlarem e colocarem as oferendas com animais. Além disso, as oferendas sem animais nos remetem naturalmente à ideia de que animais foram mortos em outros locais.

Sobre o risco das oferendas atraírem animais e gerarem foco de doenças, o projeto obriga os parques municipais a providenciarem uma equipe de limpeza somente para limpar o local reservado, aumentando custos de manutenção.

Áreas públicas pertencem a todos, e um grupo não pode ser privilegiado em detrimento de outros. Em qualquer parte do mundo, câmaras de vereadores legislam para toda a cidade.

Segundo o artigo 225 da Constituição Federal, o Poder Público tem a obrigação de vetar e proibir práticas que submetam animais à crueldade:

“Art. 225. Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações.

§ 1º Para assegurar a efetividade desse direito, incumbe ao Poder Público:

VII – proteger a fauna e a flora, vedadas, na forma da lei, as práticas que coloquem em risco sua função ecológica, provoquem a extinção de espécies ou submetam os animais a crueldade.”

O direito à “liberdade” religiosa termina onde começam os direitos animais, pois assassinato e tortura contra seres sencientes não se justifica por nenhuma crença, e uma lei como essa abre brechas para a promoção dessa prática.

 

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Cabrito e galinhas são sacrificados em ritual de oferenda

Foto: Gazeta do Sul/Ricardo Düren

Mais um episódio de despacho com animais mortos e frutas preocupa os moradores do bairro Bom Fim, em Santa Cruz do Sul, no RS. Na manhã de hoje, 23, populares encontraram um cabrito e três galinhas sacrificadas, utilizadas em um ritual de oferenda.

Os animais foram depositados na esquina das ruas Santana com a Walter Rudi Kipper, nos altos do Arroio Grande, próximo a loteamentos residenciais. O cenário mostra as galinhas com as cabeças inseridas no intestino do cabrito.

Os moradores da área, que comunicaram o fato à Gazeta do Sul,  e pedem que a Vigilância Sanitária recolha os animais do local. Segundo os moradores, abutres já rondam o local.

Linha 7 de Setembro

Em novembro, animais foram deixados em frente a um cemitério do interior do município (Foto: Reprodução/Gaz)

Em novembro, um ritual semelhante provocou revolta nos moradores de Linha 7 de Setembro, no interior do município. Na ocasião, animais foram encontrados mutilados em frente ao cemitério da localidade. Cerca de 13 galinhas e quatro cabritos tiveram os pés, a cabeça e, aparentemente, a genitália cortados.

Fonte: Gaz

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Despacho repleto de aves mutiladas surpreende pesquisadores em reserva dos EUA

Por Marcela Couto (da Redação)

Um estudante voluntário que pesquisava sobre tubarões na reserva de Elkhorn Slough encontrou algo medonho, um espaço repleto de despachos sangrentos.

Despacho com garrafas, velas e partes de animais mutilados
Foto cortesia por Mercury News

“Havia várias galinhas mutiladas e velas,” disse Matt Metzger, 17. “Sou da Carolina do Norte, não costumo ver essas coisas.”

Metzger, um estudante do ensino médio, está passando 10 dias na Califórnia, trabalhando com o pesquisador Sean Van Sommeran na Pelagic Shark Research Foundation. A equipe estava pesquisando tubarões quando Metzger subiu em uma elevação para tirar algumas fotos.

“Comecei a sentir cheiro de cadáver, e fui seguindo o fedor até encontrar as galinhas,” ele disse.

Sommeran relatou que a equipe encontrou diversos despachos, alguns mais recentes e outros antigos, repletos de velas com imagens religiosas de esqueletos, pés e cabeças de aves e garrafas de vinho e uísque.

“Foi uma cena grotesca, isso é crueldade animal,” disse Sommeran.

Ken Collins, integrante da fundação, disse que só havia visto coisas parecidas em fotos. “Nós nunca encontramos nada tão violento e com apelo religioso em nossa propriedade”, disse Collins, demonstrando dúvida ao usar a palavra “religioso”.

O pesquisador complementou que além da questão óbvia de direitos animais, havia ainda todo o lixo deixado nos despachos. A equipe terá que limpar tudo e esperar que os responsáveis pelo ato desistam de continuar, já que seus “trabalhos” foram descobertos.

Nota da Redação: É com enorme estranhamento e repugnância que os americanos reagem aos despachos com animais sacrificados. Nós, brasileiros, por outro lado, nos deparamos diariamente com estas cenas de horror nas encruzilhadas de nossas ruas, claras demonstrações do descaso com os direitos animais e conivência com práticas de crueldade em nome da religião.

Com informações de Mercury News

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Enforcamento de cachorro para ser usado como oferenda em ritual causa revolta no RS

Um cão de grande porte foi encontrado enforcado em uma árvore, na tarde desta quinta-feira (21/05), próximo à estrada Rio Grande-Pelotas (BR-392). Usado como oferenda em uma espécie de ritual, o animal estava rodeado por diversos cartazes em forma de coração, que remetiam à passagem do Dia das Mães. Bebidas e frutas completavam o cenário insólito.

Quem localizou o cachorro foi um motoboy que se deslocava pelo Corredor dos Banhados, estrada vicinal que margeia a rodovia em Rio Grande. Ao vistoriar as proximidades, a Brigada Militar encontrou roupas íntimas, um relógio de pulso, uma niqueleira vazia e uma sacola com ursos de pelúcia.

De acordo com os policiais, denúncias desse tipo são raras à guarnição. A ocorrência não será seguida de procedimento, porque o responsável pelos maus-tratos não estava no local durante a operação. Todos os objetos encontrados permaneceram na área.

Em Rio Grande, são registradas a cada ano cerca de 2 mil ocorrências de maus-tratos a animais. A diretora da Associação Rio-grandina de Proteção aos Animais (Argipa), Lenir Amaral, espera que o crime seja solucionado o mais breve possível.

“Estou estarrecida. Há muitos casos parecidos com esse, mas não há como negar que este em particular é horrível”, disse a diretora, que deve acionar advogados para cobrar uma “ação enérgica” da Promotoria.

O presidente da União Rio-grandina de Cultos Umbandistas e Afro-brasileiros Mãe Iemanjá (Urumi), Pai Nilo de Xangô, explica que esse tipo de ritual não é reconhecido pela umbanda, pois se trata de um ato cruel.

“Nossa religião condena tais atos, porque pedimos saúde e proteção em nossas oferendas, e não o contrário”, explica.

O crime

A Lei de Crimes Ambientais (Lei 9.605, de 12 de fevereiro de 1998) inclui os maus-tratos aos animais. Essa lei, em seu artigo 32, prevê detenção de três meses a um ano, e multa para quem “praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos”.

Fonte: Zero Hora

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