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Veterinários denunciam as condições abusivas em que são mantidos os golfinhos no zoo de Madrid

Golfinho no zoo e aquário de Madrid | Foto: SEA SHEPHERD CONSERVATION SOCIETY
Golfinho no zoo e aquário de Madrid | Foto: SEA SHEPHERD CONSERVATION SOCIETY

Em uma tarde comum no Zoo Aquarium de Madrid, três treinadores em roupas de mergulho se movimentam ao ritmo da música, enquanto os golfinhos são obrigados a fazer truques para a plateia que aplaude alienada ao sofrimento escondido por trás daquelas piruetas e saltos.

Uma narradora no microfone fala sobre os mamíferos marinhos, ela ressalta inteligência, anatomia, hábitos e o sorriso que nunca deixa seus rostos. Ela também fala sobre as ameaças que eles enfrentam na natureza.

Os sons agudos desses cetáceos despertam aplausos das crianças e de seus pais. Eles acham os golfinhos engraçados. Depois de uma hora, a música pára e a mulher despede os visitantes enquanto os golfinhos afundam sob a superfície da piscina semi-circular que eles habitam 24 horas por dia, 7 dias por semana. Os animais se retiram com seus sorrisos sempre presentes, que na verdade não são sorrisos.

O fato é que, mesmo que estivessem tristes, eles pareceriam estar sorrindo. Um relatório veterinário enviado à Seprona – o departamento de proteção da natureza da Guarda Civil Espanhola – conclui que os nove golfinhos do Aquário Zoológico de Madri estão, de fato, doentes. Eles têm problemas oculares e dois deles, Lala e Guarina, apresentam lesões na pele.

A Seprona aceitou a denúncia de uma associação espanhola chamada Proyecto Gran Simio (ou Projeto Grande Macaco) com base no relatório veterinário. Este grupo realizou uma investigação denominada Operação 404, sob o patrocínio da organização internacional Sea Shepherd Conservation Society. A investigação concentrou-se nas consequências de manter os animais em cativeiro, sendo os golfinhos de Madri um exemplo disso.

Pedro Pozas, diretor executivo do Proyecto Gran Simio, entregou fotos para as autoridades responsáveis juntamente com um vídeo e um resumo das conclusões do veterinário Agustín González, especialista em animais marinhos selvagens, com 15 anos de experiência trabalhando com cetáceos nas Ilhas Canárias. “Eu vi o relatório do veterinário e meu coração se partiu”, diz Pozas. “Então, decidimos apresentar uma queixa formal como representantes de uma organização de bem-estar animal.”

O relatório veterinário concluiu que os nove golfinhos-nariz-de-garrafa estão doentes por terem sido mantidos em cativeiro, embora o foco principal seja dois deles chamados Lala e Guarina. Todos eles têm problemas oculares, provavelmente devido ao contato constante com o cloro, enquanto os dois últimos também têm problemas severos de pele.

“Nas fotos, você pode ver claramente que um deles tem todo o seu corpo coberto por uma condição dermatológica ulcerosa que aparece na forma de crateras”, diz Pozas. “As lesões vão da cabeça até as costas e dali até a barbatana caudal. As lesões medem vários centímetros de diâmetro e estão em diferentes fases de desenvolvimento, desde inflamação, inchaço, eritema e caroços até úlceras profundas”.

As descobertas reacenderam o debate sobre se é ou não ético criar animais no cativeiro em uma piscina ou tanque quando seu habitat natural é o mar aberto. No que diz respeito à associação de bem-estar animal, isso é um abuso criminoso. Mas os gerentes do Aquário do Zoológico de Madri discordam das alegações e afirmam que estão “ajudando a proteger a espécie”.

Mas o veterinário González é categórico em sua postura. “É bárbaro”, diz ele. “Os golfinhos nadam uma média de 100 quilômetros por dia na natureza. Eles fazem muito exercício. Quando estão em cativeiro, dão voltas e voltas na piscina e vivem o dia todo no mesmo lugar onde comem e defecam. Eles precisam limpar a água com cloro porque vivem submersos em bactérias. É por isso que eles mantêm os olhos fechados”.

González continua explicando que os golfinhos são muito exigentes com quem passam o tempo. Eles escolhem seus próprios grupos, que são em torno de 80, e eles se comunicam usando sons agudos que, de acordo com o veterinário, ecoam das paredes da piscina e os enlouquecem aos poucos.

González está atualmente trabalhando em um centro veterinário em Málaga com animais domésticos, mas ele ainda se sente profundamente perturbado pelas imagens desses golfinhos em cativeiro. “Lala está coberta de úlceras”, diz ele. “É obviamente uma doença de pele. Você pode ver que algumas de suas lesões melhoraram e outras estão apenas começando a emergir e isso é muito doloroso porque a peles dos golfinhos é muito sensível. Idealmente, você faria uma biópsia e, é claro, impediria que eles trabalhassem. Porque quando eles estão se apresentando, não é só exercício que esses pobres animais estão fazendo, eles estão trabalhando por comida”.

Segundo González, a saúde de Guarina também é preocupante. “Ela está perdendo parte do nariz”, diz ele. “Imagine, os golfinhos não têm mãos; eles usam o nariz para tocar e é como se [o nariz] estivesse cru. Isso pode ter sido causado por um arranhão de uma roupa de mergulho dos treinadores ou por se bater contra as paredes da piscina”.

González diz que não consegue entender como o público pode aceitar ser cúmplice desse “abuso”, pagando a entrada, que custa em média 23,85 euros para um adulto e 19,30 euros para uma criança, especialmente quando você pode sair em um barco no mar aberto para observar os mesmos animais em estado selvagem. Ele acredita que o negócio funciona graças a ignorância das pessoas.

“O grande problema dos golfinhos é que eles parecem sempre estar felizes porque a anatomia lhes dá um sorriso”, diz ele. “Um golfinho triste simplesmente não parece triste. Eu tive que colocar um número de golfinhos que estavam sofrendo “para dormir”, mas que pareciam estar felizes. De fato, eles expressam felicidade pulando e nadando, e as pessoas não percebem que ele fazem isso para conseguir comida. Muitos deles ficam deprimidos e circulam ao redor de si mesmos o tempo todo. Alguns param de comer e, o que é pior, param de respirar porque respirar para golfinhos e baleias é voluntário, assim como acontece com os humanos. Então, quando eles não querem [fazer isso], eles simplesmente param. O famoso golfinho Flipper cometeu suicídio. Ele não aguentava mais e foi para a água e parou de respirar voluntariamente. Isso foi desencadeado pela vida em cativeiro”.

Seja em um zoológico ou em um aquário, a vida em cativeiro causa uma morte lenta e dolorosa aos animais, que nascidos livres jamais serão felizes presos em pequenos espaços – que não chegam a frações mínimas de seus habitats naturais – apenas para entretenimento tendo em vista os lucros obtidos com sua exploração.

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Conheça as principais doenças oculares que acometem os cães

Gláucia percebeu que Noah andava apático e o levou ao veterinário. O diagnóstico: catarata precoce (Foto: Reprodução/Correio Braziliense)

Noah, um simpático maltês de 5 anos, estava com alguns sintomas de estresse e apatia. Sua tutora, a bancária Gláucia Mendonça, 25 anos, lembra que ele apresentava comportamento estranho e tinha dificuldades para realizar tarefas simples do dia a dia. “Ele não parava de lamber a patinha, dava para perceber que estava acontecendo alguma coisa, mas eu não conseguia identificar o que era. Além disso, ele parou de brincar. Eu jogava a bolinha e ele não buscava, parecia estar sempre cansado.”

O cão estava sofrendo de catarata precoce. Após o diagnóstico, Gláucia procurou um serviço especializado para garantir um bom tratamento. “É melhor procurar um profissional com experiência em doenças oculares. Eles têm aparelhos para fazer exames mais precisos. Com os resultados, foi possível saber se Noah ia voltar a enxergar ou não,” acrescenta.

Felizmente, após a cirurgia e o tratamentos com colírios, Noah recuoperou a visão. Gláucia conta que ele voltou a “ser criança”. “Agora ele não para de brincar, voltou a ser o cachorrinho feliz de sempre”, comemora. As recomendações para Noah, agora, são as mesmas para qualquer animal de estimação: visitas periódicas ao veterinário, alimentação correta e passeios à vontade. “O veterinário explicou que é muito importante não dar comida que não seja ração para o cachorro. O açúcar presente nos alimentos comuns pode facilitar o desenvolvimento de diabetes, o que traria consequências para a vista dele.”

De acordo com o veterinário Leandro Arezalo, sintomas como vermelhidão, excesso de secreções, coceiras e dificuldade em encontrar objetos, associados a comportamento diferente do habitual do cão, sinalizam algum problema ocular. Entre as doenças mais comuns, ele cita, a catarata, a úlcera de córnea, as uveítes e o glaucoma. “A maioria dessas doenças tem tratamento e, quanto mais cedo for feito o diagnóstico, maiores são as chances de cura. O ideal é procurar um profissional ao primeiro sintoma,” ensina.

O veterinário Luiz Gustavo Silveira alerta para o risco de tratar o animal por conta própria. Ele explica que é comum que a uveíte, por exemplo, seja confundida com conjuntivite. “Esse erro pode ser cometido até por veterinários, daí a importância de sempre procurar um profissional de confiança, e nunca tratar dos bichos sem prescrição médica.”

De acordo com ele, a uveíte é uma doença intraocular causada por deposição de anticorpos formados por outros males. “Ela se manifesta quando o cachorro está com alguma doença, que infecta o sangue e, por consequência, o olho. Por isso, é fundamental tratar a causa. Colírios são importantes, mas sozinhos não resolvem o problema,” alerta.

Luiz Gustavo explica que o glaucoma, entre as doenças oftalmológicas, é a mais difícil de detectar. “Ele vem de forma silenciosa, é muito difícil o tutor perceber. A única forma de prevenção é fazer, a cada seis meses, o exame que verifica a pressão ocular.” Segundo ele, o glaucoma pode ser rápido e trazer consequências irreversíveis. “Após 30 horas submetido a uma alta pressão ocular, o cão pode perder a visão.”

Hereditariedade

Os irmãos Maila e Horus herdaram catarata da mãe: diagnóstico cedo evitou cirurgia nos cocker spaniels (Foto: Reprodução/Correio Braziliense)

Os irmãos Maila e Horus herdaram catarata da mãe: diagnóstico cedo evitou cirurgia nos cocker spaniels

Outro fator que contribui para o aparecimento das doenças oftalmológicas em cães está ligado à genética. No caso dos cocker spaniels Maila e Horus, a tendência de desenvolver catarata foi herdada da mãe. O jardineiro Jerônimo Ciro, 34 anos, conta que foi fácil identificar os sintomas dos bichinhos porque já havia passado por essa experiência quando cuidava de Helena, mãe dos dois. Maila e Horus estão com 6 e 8 anos, respectivamente. Jerônimo conta que os dois começaram a apresentar muita secreção nos olhos há dois meses. “Eu percebi que eles estavam produzindo muito muco. Normalmente, eu limpo os olhinhos deles pela manhã e se mantêm limpos. Com a doença, após uma hora, eles já estavam cheios de remelas de novo.”

Como a doença foi percebida logo na fase inicial, Jerônimo evitou que os cães tivessem que passar pela cirurgia. O tratamento foi à base de colírios. “Primeiro, eu tinha que pingar o colírio de 12 em 12 horas; depois, uma vez por dia e, agora, a cada 36 horas. O tratamento todo vai durar seis meses, mas vale a pena. Tudo pelo bem estar deles.”

Doenças, sintomas e tratamentos

– Catarata: é uma opacidade no cristalino, mais comum em cães mais velhos. Em casos severos, pode levar à cegueira.

Sintomas: o cachorro perde o senso de orientação. A doença causa inflamação. Por isso, os olhos produzem mais muco. Além disso, a pupila do animal fica clara e opaca.

Tratamento: cirurgia. Antes da cirurgia, é importante fazer exames de ultrassom ocular e eletroretinografia. Eles fornecem informações necessárias para saber se o animal vai recuperar a visão após a intervenção cirúrgica.

– Úlcera de córnea: é causada por traumatismo decorrentes de arranhões, algum corpo estranho ou o xampu.

Sintomas: o cachorro fica com os olhos fechados e passando a patinha para tentar coçar. Além disso, apresenta fotofobia.

Tratamento: colírio antibiótico e anti-inflamatório.

– Glaucoma: caracteriza-se pelo aumento da pressão intraocular. A doença pode levar à cegueira em poucas horas. Existe o risco de ser confundida com conjuntivite. Para distinguir, é necessário fazer um exame que mede a pressão ocular.

Sintomas: pupila dilatada e olhos vermelhos.

Tratamento: colírios que melhorem a drenagem dos olhos.

– Uveíte: manifesta-se quando o cachorro tem outra doença, como, por exemplo a erliquiose — um mal transmitido pelo carrapato. Também é grande o risco de ser confundida com conjuntivite. Pode levar à cegueira.

Sintomas: olho vermelho, pode ter sangramento intraocular e deslocamento de retina.

Tratamento: é fundamental identificar a causa primária da doença e tratá-la. O colírio ajuda a amenizar os efeitos da doença nos olhos do animal, mas não cura.

Fonte: Correio Braziliense

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Cães também sofrem de problemas oculares

Alguns cães sofrem com problemas de visão e isso requer muita atenção dos tutores. Os primeiros sinais de que a visão de seu animal de estimação não está saudável são fáceis de detectar: o cão passa a ter dificuldades em encontrar seus brinquedos e também a “topar” com objetos e móveis da casa. Além destes, existe uma série de fatores que pode identificar doenças como coceira nos olhos, vermelhidão e secreções.

Os problemas mais comuns encontrados nos cães são glaucoma (aumento da pressão intra-ocular), entrópio (mau posicionamento das pálpebras), olho seco, úlceras de córnea, inflamação do globo ocular e catarata.

Além da possibilidade de o cão contrair essas doenças, há o fator hereditário, que contribui para o surgimento dos problemas de visão. No caso do cachorro apresentar sintomas, é preciso encaminhá-lo a um veterinário para realizar exames oftalmológicos.

A prevenção é uma medida de grande importância, por isso, os animais devem realizar exames anuais, evitando uma série de problemas que pode chegar à cegueira.

Com Informações de Ribeirão Preto Online

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