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Cientistas alertam para o risco de extinção de baleias, golfinhos e botos

Baleias ameaçadas de extinção | Foto: Reprodução Pixabay

Mais de 350 cientistas e conservacionistas de 40 países estão pedindo uma ação global para proteger baleias, golfinhos e botos da extinção.

Em uma carta internacional, coalizão de cientistas e conservacionistas avisa que mais da metade de todas as espécies vivas de cetáceos agora têm um estado de conservação preocupante: 13 espécies estão “criticamente ameaçadas” ou “ameaçadas”, sete são “vulneráveis”, outras sete estão “quase ameaçadas” e 24 são “não possuem dados”.

Espécies como a baleia franca do Atlântico Norte e uma toninha encontrada no Golfo da Califórnia, estão no “fio da navalha da extinção”, segundo informa a carta.

A coalizão salienta que esses declínios “dramáticos” eram evitáveis, uma vez que faltou vontade política para proteger os animais marinhos.

“É fundamental que os governos desenvolvam, financiem e implementem ações adicionais necessárias para melhor proteger e salvar essas espécies icônicas – para que elas não acabem seguindo o caminho dos baiji”, disse a Dra. Susan Lieberman, da Wildlife Conservation Society, em entrevista à BBC News, referindo-se ao golfinho do rio chinês (baiji), que foi a primeira espécie de golfinho levada à extinção pela atividade humana.

As populações de cetáceos estão ameaçadas pela poluição química e sonora proveniente da pesca e dos navios, bem como pelas mudanças climáticas que interromperam os padrões de migração e esgotaram as fontes principais de alimentos para os mamíferos marinhos.

Golfinhos também ameaçados de extinção | Foto: Reprodução Pixabay

De acordo com o World Wildlife Fund, baleias, golfinhos e botos também são frequentemente prejudicados por “captura acidental” em operações de pesca, causando cerca de 300.000 mortes de cetáceos a cada ano. Os animais marinhos ficam presos em equipamentos de pesca, com ganchos cortando seus corpos e causando infecções ou as redes e linhas os prendem e sufocam o animal. Mesmo que um cetáceo se liberte do equipamento ancorado, ele muitas vezes pode nadar por meses ou anos com o equipamento ainda enrolado em seus corpos, limitando sua capacidade de comer e se reproduzir.

“Temos um longo caminho a percorrer antes que possamos ter certeza de que os peixes que estamos comendo não estão causando a captura acidental de espécies protegidas como baleias e golfinhos”, disse Sarah Dolman, da Whale and Dolphin Conservation,  à BBC News.

A coalizão de cientistas e conservacionistas também observa, que as políticas para proteger os cetáceos são “muito pouco” e “feitas tardiamente”. Atualmente e nas próximas gerações, muitas espécies de cetáceos se extinguirão, a menos que ações abrangentes sejam tomadas para limitar o excesso de poluição das atividades humanas e interromper a pesca excessiva.

Além disso, o grupo também apela às nações, pescadores regionais e organismos internacionais para implementar tecnologias de monitoramento para ajudar a preservar as espécies de cetáceos que são essenciais para a saúde de todo o ecossistema marinho.


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Canadá proibirá sacos plásticos até 2021 para proteger o meio ambiente

Sacolas plásticas serão banidas do Canadá | Foto: Reprodução Pixabay

A partir de 2021, os canadenses precisarão se lembrar de levar sacolas reutilizáveis ao irem aos supermercados. Isso por que o país anunciou que proibirá sacolas plásticas até o final do próximo ano. Também incluídos na proibição estão produtos plásticos de uso único, como colheres, canudos, anéis de lata de refrigerante de seis embalagens, utensílios e recipientes de comida.

A proibição radical do plástico de uso único faz parte do compromisso do país em atingir zero resíduos de plástico até 2030.

Lixo plástico | Foto: Reprodução Pixabay

Em coletiva de imprensa, Jonathan Wilkinson, Ministro do Meio Ambiente e Mudanças Climáticas do Canadá, declarou: “A poluição do plástico ameaça nosso ambiente natural. Enche nossos rios ou lagos e, mais particularmente, nossos oceanos, sufocando a vida selvagem que ali vive. Os canadenses veem o impacto que a poluição tem de costa a costa”.

Segundo informações do governo canadense, cerca de três milhões de toneladas de plástico são desperdiçadas a cada ano. Desse total, apenas nove por cento são reciclados; o resto acaba em aterros ou no meio ambiente.

Em um artigo de opinião publicado no jornal canadense The Chronicle Herald, o ministro Wilkinson disse que esse número é “o equivalente a 570 sacos de lixo cheios de plástico a cada minuto, todos os dias”. E continuou: “Estima-se que, se não fizermos nada a respeito, em apenas 30 anos, poderá haver mais plástico do que peixes no oceano”.

Poluição de praias com lixo plástico | Foto: Reprodução Pixabay

Além disso, Wilkinson apontou que os resíduos plásticos representam cerca de US$ 8 bilhões em valor investido e perdido no meio ambiente, sem qualquer função real.

Mas o ministro acrescentou que a proibição não se aplicaria a equipamentos de proteção individual e a vários plásticos usados ​​na área médica.


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Cantor Bryan Adams faz limpeza em praia para ajudar a salvar os oceanos

Bryan Adams recolhendo lixo de praia | Foto: Reprodução Instagram

Celebre cantor e fotografo canadense, Bryan Adams revelou em seu Instagram, compromisso com a sustentabilidade e cuidado com o planeta ao realizar limpezas em praias.

Bryan disse que está “ajudando a tornar um oceano saudável uma prioridade” até que possa voltar ao seu trabalho como músico que estão pausados por conta da pandemia da Covid-19.

O astro que é defensor do veganismo possui um estilo de vida vegano e usa recorrentemente suas redes sociais para discutir a situação dos oceanos.

Em uma postagem realizada recentemente, Adams, está segurando grandes sacos de lixo plásticos, cheio de resíduos que ele coletou na praia. Na legenda da imagem ele colocou: “Limpeza da enseada. Posso muito bem me tornar útil até que chegue o dia em que os músicos possam voltar a trabalhar.”

Além disso, junto a postagem também foram inseridos os detritos de plástico descartados, incluindo garrafas e escovas de dentes, e incentivou que demais pessoas façam o mesmo e adotem um estilo de vida vegano:

“Nesse momento, a @oceanconservancy @ourocean está pedindo aos amantes do oceano em todos os lugares que #CleanOn ajude a tornar um oceano saudável uma prioridade com o Save Our Seas 2.0 e a Lei de Liberação da Poluição por Plástico.

“Tome uma atitude e escreva para seu representante em WeCleanOn.org #savetheoceans #govegan.”


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Poluição sonora afeta comunicação entre as baleias, diz estudo

Baleia Jubarte | Reprodução: Pixabay

Assim como os seres humanos, as baleias e outros mamíferos usam o som como forma de comunicação. Mas pesquisas nos últimos 20 anos, apontam que as baleias estão cada vez mais silenciosas. O motivo é o aumento dos ruídos nos oceanos que tem por razão principal o transporte comercial em navios.

O canto das baleias é exclusivo para grupos e populações delas, e cientistas acreditam que os machos usam as “canções” como forma de atrair parceiros para acasalamento. Essas “músicas”, podem ter inúmeras partes e serem de longa duração, o que torna a poluição sonora dos oceanos cada vez mais nociva para estes mamíferos.

Cientistas afirmam que o barulho pode ser ensurdecedor para as baleias, pois em qualquer dia o oceano está repleto de ruídos de navios, testes sísmicos, perfuração de petróleo e comunicações militares. “É tão barulhento que, para os padrões humanos, as baleias deveriam usar protetores de ouvido para amortecer o barulho ou então ficar surdos”, explica Christopher Clark, da Cornell University.

Barcos comerciais navegam ao lado de baleias jubarte | Reprodução: Pixabay

Estudos recentes analisaram, o impacto que o ruído do transporte marítimo produz nas baleias jubarte, no Japão. E conclui-se que a uma distância de 1.200 metros dos navios, o animal ou reduzia ou parava completamente de se comunicar e só retornava após 30 minutos da passagem dos navios. “Este estudo é muito importante por causa de sua localização única em uma área tão primitiva com muito pouco tráfego de navios” conta Denise Risch da Associação Escocesa de Ciência Marinha, “Nas áreas mais ocupadas, muitas vezes é difícil separar várias causas potenciais para uma mudança observada no comportamento das baleias”.

Para os cientistas, a descoberta trata-se do primeiro passo para estudar com profundida como as baleias interagem com a poluição sonora e como isso as afetará a longo prazo. “Poucos estudos investigaram o impacto de navios acompanhando-os desde sua origem, em animais individuais e no contexto de um comportamento específico. Esses dados são vitais para avaliar e modelar os impactos do ruído de longo prazo e em larga escala ”, finaliza Risch.


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Coalizão luta para que golfinhos sejam reconhecidos como pessoas não humanas

Reprodução: Pixbay

O governo da Índia classificou em 2013 os golfinhos como pessoas não humanas com direitos específicos. Devido a esta declaração, manter golfinhos em cativeiro foi terminantemente proibido no país. A Índia foi o primeiro país no mundo a adotar a classificação, o que trouxe inúmeros questionamentos às pessoas, em sua maioria confusas com o título “pessoas não humanas”. Isso não significa que estes são humanos, mas dá a eles as mesmas proteções que os direitos humanos básicos nos permitem.

O Nonhuman Rights Project (Projeto pelos Direitos de Pessoas não Humanas, tradução livre) uma organização dedicada à luta pelos direitos pessoais dos animais, salienta que o objetivo de conceder aos animais direitos humanos básicos é “… mudar o status de direito comum de pelo menos alguns animais não humanos de serem considerados meras ‘coisas’ que não têm a capacidade de possuir qualquer direito legal, para ‘pessoas’, que possuem direitos fundamentais como integridade e liberdade corporal, e aqueles outros direitos legais aos quais os padrões de moralidade em evolução, descobertas científicas e experiência humana lhes dão direito. ”

Reprodução: Pixabay

Organizações, como Nonhuman Rights Project juntamente com a Dolphin Project estão chamando a atenção para a proximidade dos animais com os humanos. Após a decisão da Índia, Malibu e São Francisco, nos Estados Unidos, aprovaram resoluções pedindo o reconhecimento dos direitos dos cetáceos. Uma resolução semelhante também foi solicitada na Romênia.

Pensando nisso, estas intuições elencaram à similaridade existente entre pessoas humanas e não humanas, de modo a aprendermos o quanto temos em comum com eles. Abaixo, estão alguns dos motivos apresentados:

Animais sociais

Assim como nós, os golfinhos têm famílias, bem como grupos sociais denominados, “pods”. Os golfinhos viajam em grupos de diversos números. Como nós, eles poderiam ter apenas dois indivíduos em seu grupo ou até 1.000 indivíduos.

Falamos dialetos diferentes

Dependendo do grupo ou área geográfica, as orcas (que na verdade não são baleias, mas golfinhos) podem “falar” em diferentes dialetos. Há até evidências de que orcas e golfinhos nariz de garrafa podem aprender as línguas uns dos outros, do mesmo modo que aprendemos outras línguas.

Damos nome uns aos outros

Estudos mostram que os golfinhos possuem apitos personalizados para cada membro de seu grupo

Práticas sexuais por prazer

Existem poucos mamíferos que praticam sexo enquanto a fêmea não está ovulando. Chimpanzés são um deles, assim como os golfinhos e os humanos.

Identidades sexuais

Cientistas australianos seguiram 120 golfinhos por cinco anos para analisar sua vida sexual. Eles descobriram que existem relações homossexuais e bissexuais dentro dos grupos, sendo essas relações principalmente entre golfinhos machos.

Cérebros semelhantes

A cientista Lori Morino, comparou o crânio de golfinhos e baleias com os dentes de macacos. E descobriu que em termos de tamanho em relação ao corpo os golfinhos têm cérebros maiores. Tendo eles o segundo maior cérebro depois do humano. Além disso estudos mostram que os golfinhos se comunicam melhor que os humanos, podendo enviar e receber informações 20x mais rápido que nós.

Genética similar

Ao longo dos estudos, os geneticistas descobriram que o genoma humano e o genoma do golfinho são basicamente o mesmo. O cientista da Texas A&M, Dr. David Busbee, explica: “É que existem alguns rearranjos cromossômicos que mudaram a forma como o material genético é reunido”.


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Poluição de plástico nos oceanos pode espalhar doenças fatais aos humanos

Pixabay

Microplásticos que entram em nossas águas podem atuar como um mecanismo de transporte de longa distância para que patógenos humanos e animais, como bactérias, se espalhem para novas áreas.

Mesmo sendo ultra-minúsculas, essas partículas de plástico estimulam a formação de biofilmes — uma comunidade de micróbios, incluindo patógenos, que formam uma camada viscosa na superfície.

Moluscos como mexilhões e ostras têm um sistema alimentar de filtragem que os torna muito suscetíveis à ingestão desses pedaços de plástico contaminados. Essa transferência de patógenos do plástico para a vida marinha pode exterminar as populações de moluscos em algumas regiões ou até mesmo passar os patógenos para os humanos que consomem esses animais.

Os pesquisadores afirmam que ainda existem lacunas de conhecimento sobre como os microplásticos oceânicos transportam bactérias e vírus assim que se infiltram no oceano, e se isso afeta a saúde de humanos e animais.

“Fragmentos de microplásticos se diferem marcadamente de partículas flutuantes naturais, e há evidências crescentes de que eles representam um reservatório potencial de patógenos”, disse o Dr. Ceri Lewis, do Instituto de Sistemas Globais da Universidade de Exeter. “O que é particularmente preocupante são os relatos crescentes da presença de vários patógenos em superfícies de plástico nos oceanos ao redor do mundo.”

Existem milhões de toneladas de plástico atingindo os oceanos do mundo anualmente e trilhões de partículas flutuando na superfície. Porém, essas partículas de plástico são conhecidas por transportar combinações específicas de metais, poluentes e patógenos — bactérias, vírus e outros microorganismos que causam doenças.

Um estudo anterior encontrou bactérias resistentes a antimicrobianos em concentrações entre 100 e 5.000 vezes maiores nas superfícies microplásticas do que na água do mar circundante.

A resistência antimicrobiana (AMR) ocorre quando as bactérias se adaptam em resposta aos modernos medicamentos e produtos químicos antibacterianos. Mas os efeitos de tudo isso sobre os animais marinhos e os humanos são desconhecidos, disse Lewis.

O novo estudo enfoca nas implicações para a indústria da aquicultura — a reprodução, criação e a colheita de peixes, crustáceos e outros organismos marinhos.
A aquicultura é agora o setor de alimentos de mais rápido crescimento e um bom caminho para aumentar a produção de alimentos em todo o mundo, visando alimentar uma população global em crescimento.
A Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura reconheceu a necessidade de dobrar a produção de frutos do mar até 2050 para atender à demanda global, com um deficit de 28 milhões de toneladas projetado na próxima década.
Em particular, os bivalves, uma classe de moluscos que inclui mexilhões e ostras, “sem dúvida oferece a rota primária para a intensificação sustentável da produção global”, dizem os especialistas.
Os bivalves são filtradores, o que significa que eles ingerem partículas de alimentos ou pequenos organismos filtrando-os aleatoriamente da água circundante.
No entanto, essa estratégia é muito suscetível à absorção de microplásticos, e estudos de laboratório e de campo já mostraram que mexilhões e ostras absorvem rapidamente partículas de microplástico da água do mar.
A contaminação microplástica média para bivalves varia de 1,5 a 7,64 partículas por indivíduo, mas com registros de até 178 partículas por indivíduo.
De maneira preocupante, números surpreendentemente altos de um tipo de bactéria marinha chamada vibrião foram encontrados em níveis elevados em microplásticos, incluindo aqueles do meio do Oceano Atlântico Norte.
“Sabe-se que algumas bactérias vibrião contribuem para doenças em bivalves, muitas vezes causando mortalidade em massa entre as larvas e, em alguns casos, em populações de bivalves adultas”, disse o Dr. Craig Baker-Austin, da Universidade de Exeter.
A equipe afirma que os biofilmes que surgem rapidamente em superfícies microplásticas provavelmente desempenham um papel fundamental no apoio às comunidades patogênicas únicas em sua superfície.

As superfícies lisas e comparativamente grandes dos plásticos em microescala podem ser adequadas para o crescimento de comunidades patogênicas. Viver dentro de um biofilme é altamente benéfico para os micróbios e pode torná-los mais infecciosos, conforme relatado para a bactéria Vibrio cholerae, com aumento no nível de resposta metabólica.

Pesquisas anteriores também descobriram uma riqueza maior de microorganismos que possuem genes antimicrobianos em plásticos do que na água do mar. Os microplásticos poderiam atuar como um local especial para uma troca mais eficaz de genes entre as bactérias, aumentando sua resistência a produtos químicos antibacterianos feitos pelo homem.

Até o momento, nenhum estudo analisou as diferenças entre como os biofilmes se formam em partículas naturais e de plástico, como alimentos e zooplâncton, embora os pesquisadores planejem investigar no futuro.

“Há uma série de artigos que descobriram bactérias potencialmente patogênicas em números muito maiores em microplásticos do que em partículas naturais, mas outros estudos não encontraram nenhuma diferença real entre o número de patógenos potenciais entre partículas de plástico e naturais”, disse o Dr. Lewis ao MailOnline. “É o que mais é absorvido na partícula plástica e sua composição química em comparação com as partículas naturais, como madeira ou zooplâncton, que acreditamos que torna os microplásticos uma preocupação maior para a fixação de patógenos.”

Os pesquisadores também mapearam a abundância de plásticos da superfície do mar em relação às áreas onde animais marinhos são explorados para consumo de maneira intensiva. Isso revelou áreas onde a transferência de patógenos poderia teoricamente ocorrer.

Um desses pontos de acesso está na China, onde 57 partículas microplásticas por indivíduo foram relatadas no molusco Yesso, explorado para consumo humano. Apesar de ter uma grande abundância de microplásticos, o Mediterrâneo possui um número relativamente baixo de partículas microplásticas por mexilhão.

Muitos estudos sugeriram que pode ocorrer a transferência de doenças do plástico para os organismos que os ingerem, mas isso não foi demonstrado experimentalmente.

“É um dos muitos riscos emergentes que devemos considerar como resultado do impacto humano no oceano e destaca a conexão entre os riscos do oceano, da saúde e segurança públicas”, concluiu Geir Myre, chefe global da empresa AXA XL.

O estudo foi publicado na Trends in Microbiology.


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Poluição dos oceanos por microplásticos foi subestimada, revela estudo

Foto: Luciano Candisani

A poluição oceânica causada pelos microplásticos pode ter sido subestimada. Números de um estudo publicado no jornal Environmental Pollution revelam que a quantidade de microplástico nos oceanos é bastante superior ao que se acreditava existir.

Para o estudo, foram usadas redes de malha de 100 microns (0.1mm), 333 mícrons e 500 mícrons. Os pesquisadores encontraram 2,5 vezes mais plásticos nas redes de 100 microns do que nas de 333 e 10 vezes mais do que na de 500 mícrons. As malhas de 333 mícrons são as comumente usadas para filtrar os microplásticos.

Líder da pesquisa, a professora Pennie Lindeque, do Laboratório Marítimo de Plymouth, no Reino Unido, afirmou ao portal Earth.org que “a estimativa da concentração de microplásticos marinhos atualmente pode ser muito subestimada”. E, segundo ela, os números podem ser ainda maiores do que os identificados por sua pesquisa, isso porque podem existir partículas ainda menores do que as capturadas pela malha fina.

Segundo o estudo, estimativas anteriores apontavam a existência de 5 trilhões a 50 trilhões de partículas de plástico nos oceanos. Com a atualização, o número subiu para 12 trilhões a 125 trilhões. A pesquisa foi realizada nas águas que banham a Inglaterra e os Estados Unidos. As partículas mais comuns dentre as encontradas pelos cientistas são de fibras de cordas, redes e roupas.

Os pesquisadores descobriram também que em algumas regiões existe mais microplástico do que zooplâncton (espécie essencial na cadeia alimentar marinha e responsável por regular o clima global).

“Usando uma extrapolação, sugerimos que as concentrações microplásticas podem exceder 3.700 partículas por metro cúbico – muito mais do que o número de zooplâncton que você encontraria”, disse Lindeque.

“Compreender mais sobre os microplásticos menores é importante, pois essas partículas menores são mais suscetíveis de serem ingeridas pelo zooplâncton que forma a base das redes alimentares marinhas”, explicou o Dr. Ceri Lewis, biólogo marinho da Universidade de Exeter que também integra a pesquisa.


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Startups buscam futuro sem matança de peixes

Considerando que quanto mais animais matamos, mais abalamos os ecossistemas, essas empresas entendem a importância de desestimular esse consumo


Algumas startups estão na vanguarda de um mercado em desenvolvimento que visa recriar a experiência do consumo de peixes e frutos do mar, mas sem que seja necessário matar animais ou gerar grandes impactos ambientais.

Enquanto muitas empresas do mercado de carnes vegetais mantêm sua atenção voltada somente às alternativas à carne bovina, startups norte-americanas como Impossible Foods, Good Catch Foods, BlueNalu e Finless Foods miram a realidade dos mares e oceanos que, segundo a ONU, absorvem quase 25% das emissões de carbono e 90% do calor adicional gerado pelo CO2 produzido pelos humanos.

Além disso, de acordo com a organização britânica Fish Count, pelo menos 970 bilhões de peixes são capturados e mortos por ano no mundo todo. Considerando ainda que quanto mais desses animais matamos, mais abalamos os ecossistemas marinhos, essas empresas entendem que desestimular o consumo de peixes deve ser uma prioridade.

Impacto da pesca comercial já é definido como urgência ambiental (Foto: Our Fish)

Experiência do consumo de peixe sem peixe

Sobre o assunto, o CEO da Impossible Foods, Patrick Brown, argumentou em entrevista ao New York Times que as populações de peixes nos oceanos estão passando por uma fase que podemos definir como “esgotamento”.

Isto porque muitas espécies estão simplesmente desaparecendo em consequência do impacto da pesca comercial, que se aproxima da urgência ambiental da agropecuária.

Por essa razão, a Impossible Foods, que hoje é uma das startups de maior visibilidade no mercado internacional de carnes vegetais, está desenvolvendo um produto que imita a experiência do consumo de peixe utilizando um tipo de levedura conhecida como heme.

Atum de origem vegetal (Foto: Good Catch Foods)

Objetivo é salvar um bilhão de animais

Já a Good Catch Foods, que já lançou seus produtos no mercado norte-americano, anunciou recentemente por meio do CEO e investidor Chris Kerr, que quer salvar pelo menos um bilhão de animais ao dar um bom incentivo para as pessoas não se alimentarem deles.

Kerr tem defendido em seus discursos que se não alcançarmos mudanças mais significativas de hábitos de consumo, causaremos danos irreversíveis ao planeta. Vale lembrar que os oceanos desempenham papel fundamental na manutenção da vida na Terra, considerando que cerca de 71% da superfície terrestre é coberta por água.

“Cada um de nós pode dar pequenos passos em direção a um mundo melhor. Quando reunimos coletivamente milhares ou milhões de pequenos passos, estamos dando um salto enorme em direção a um mundo melhor (e esperamos salvá-lo)”, declarou o investidor em entrevista ao Live Kindly.

“Estamos dando um salto enorme em direção a um mundo melhor (e esperamos salvá-lo)” (Foto: Good Catch Foods)

Demanda é cada vez maior 

Em janeiro, a Good Catch Foods arrecadou 32 milhões de dólares para ampliar a produção de “atum vegano” e alternativas a outros tipos de peixes e “frutos do mar”. Os investimentos foram conquistados por meio das empresas Stray Dog Capital e Rocana Ventures.

Os recursos serão utilizados para expandir a circulação dos produtos da marca para outros países e continentes, assim como melhorar o processo de manufatura. “A demanda do consumidor por alternativas vegetais é quase insaciável, e essa tendência é definida por fatores como sabor e disponibilidade”, disse Kerr.

Observação semelhante foi feita pelo diretor geral do Good Food Institute (GFI) no Brasil, Gustavo Guadagnini, que defende que o primeiro passo de uma transformação na cadeia de produção de alimentos é o investimento em ingredientes mais sofisticados, sustentáveis e saudáveis, que permitem novas aplicações, transformando os hábitos alimentares dos consumidores.

BlueNalu também reconhece potencial e importância desse mercado (Foto: BlueNalu)

Mercado tem grande potencial

BlueNalu também reconhece o potencial desse mercado. Esta semana a startup arrecadou 20 milhões de dólares para criar produtos baseados em células cultivadas em laboratório que possam contribuir para reduzir a matança de peixes, camarões, lagostas, polvos, lulas e mexilhões.

Os recursos permitirão que a empresa vá além dos laboratórios e invista na inauguração de uma indústria, na expansão de sua equipe e na implementação de estratégias de distribuição, assim como na preparação para lançar seus produtos no mercado.

Um dos membros do conselho consultivo da empresa sediada em San Diego, na Califórnia, é o filho do renomado conservacionista Jacques Cousteau, Pierre-Yves Cousteau, que disse ter uma relação muito pessoal com o mar e que decidiu se juntar à equipe porque, segundo ele, a BlueNalu tem condições de favorecer a sustentabilidade dos oceanos, além de oferecer produtos mais saudáveis.

Finless Foods, que hoje tem uma equipe de 11 pessoas, começou com dois bioquímicos (Foto: Finless Foods)

Afastando espécies da extinção

Outra promessa desse mercado é a Finless Foods, de San Francisco, que em 2018 arrecadou 3,5 milhões de dólares. De lá pra cá, a empresa tem investido no desenvolvimento de carne de atum-rabilho em laboratório, com a intenção de afastar a espécie da extinção.

Hoje, a Finless, que começou com dois bioquímicos com um histórico de ativismo ambiental e pesquisa agrícola, tem 12 pessoas na equipe e pretende participar de mais rodadas de investimentos em 2020 para definir metas em relação à produção e lançamento.

Salma de microalgas, mesma forma de preparo do verdadeiro salmão (Foto: Odontella)

Salmão de microalgas é uma realidade

Mas não são apenas as startups norte-americanas que têm essa preocupação. A startup francesa Odontella já lançou no mercado um “salmão” baseado em microalgas que pode ser preparado da mesma forma que o verdadeiro salmão.

O produto que recebeu o nome de “Veggie Marine Salmon” começou a ser desenvolvido em 2016, quando a empresa foi fundada por especialistas em microalgas e nutrição.

Em referência à matéria-prima, o biólogo Pierre Calleja, da Odontella, disse ao France Info que nós a encontramos em diferentes formas na cadeia alimentar nos oceanos.

Tem outras vantagens como ser livre de pesticidas e metais pesados encontrados com frequência em peixes (Foto: Odontella)

Livre de impacto na biodiversidade

“Agora ela [a microalga] chega aos nossos pratos em forma de peixe. Tem todas as moléculas que são benéficas para os seres humanos e podemos usá-la como salmão, mariscos e vieiras”, garante.

O biólogo enfatiza que o “salmão” baseado em microalgas é rico em proteínas marinhas, carotenoides e ômega-3, e tem outras vantagens como ser livre de pesticidas e metais pesados encontrados com frequência em peixes.

Além do produto não ter impacto sobre a biodiversidade ou fauna marinha, segundo Calleja, a Odontella está usando embalagens ecologicamente certificadas.

Imitação de carne de peixe lançada pela Superbom em 2019 (Foto: Superbom)

Brasileiros também estão investindo no segmento

No Brasil, a Superbom produz e comercializa o Steak Vegan Sabor Peixe, um produto que imita a carne de peixe a partir de proteína de ervilha e que é enriquecido com vitaminas A, B9 e B12, além de ferro e zinco.

Além disso, uma empresa brasileira fundada em Campinas (SP) está investindo em soluções de alta tecnologia para a produção de alternativas à carne que imitam também cortes de peixes.

A R & S Blumos anunciou que sua mais recente aposta é em uma nova fábrica em Cotia (SP), com processo de extrusão úmida de proteínas, permitindo a criação de “texturas e estruturas até então impossíveis” de versões vegetais de peixes e outros tipos de carnes.

Para alcançar esse objetivo, a empresa firmou uma parceria com o grupo Wenger, que é líder global em processos de extrusão. A previsão é de que no primeiro trimestre de 2020 seja possível fornecer seus produtos ao mercado industrial e de “food service”.

Expectativa é de que a nova linha de ingredientes da marca amplie a presença da empresa no mercado de produtos à base de vegetais (Foto: R & S Blumos)

Maior disponibilidade, mais chances de atrair consumidores

“Trata-se do maior investimento da história da empresa e marcaremos uma nova fase no desenvolvimento do setor no Brasil e na América do Sul”, garante o diretor de estratégia e novos negócios da R & S Blumos, Fernando Santana.

A expectativa é de que a nova linha de ingredientes da marca amplie a presença da empresa no mercado de produtos à base de vegetais. Hoje a marca é conhecida no setor de fornecimento de proteína texturizada de ervilha, ligantes naturais, fibras e amido.

Sobre os investimentos nesse mercado, partindo tanto de uma perspectiva global quanto nacional, claro que nem todas as pessoas vão se interessar em curto prazo pelos produtos que estão chegando ao mercado como novas alternativas. Porém, há um entendimento comum entre empreendedores do ramo de que quanto mais disponibilidade de opções, mais as pessoas se colocarão em posição de experimentá-las.

Chegou a vez do ômega-3 de origem vegetal 

Ganhando popularidade e também se apresentando como uma alternativa mais saudável do que o seu equivalente baseado em óleo de peixe, o ômega-3 à base de algas deve conquistar ainda mais os consumidores nos próximos anos.

De acordo com um relatório publicado pela empresa de pesquisa de mercado Mordor Intelligence, o mercado de ômega-3 à base de algas deve experimentar taxa de crescimento anual composta (CAGR) de 11,3% até 2024, chegando a atingir um valor de mercado de 1,2 bilhão de dólares.

“O mercado de ingredientes de ômega-3 de algas é dinâmico e altamente fragmentado, com pequenos e domésticos atores ocupando a maior parte do mercado global”, informa o relatório.

Sem riscos de contaminação por poluentes como os bifenilos policorados, encontrados em diversas espécies de peixes (Foto: Divulgação)

Produtos mais saudáveis e livres de contaminação

A pesquisa também destaca esses ácidos graxos “essenciais” obtidos a partir de algas como benéficos para a saúde cardiovascular, ocular e cerebral, finalidades para as quais têm sido amplamente utilizados em suplementos, alimentos e bebidas.

Outro diferencial apontado é que não apresenta riscos de contaminação por poluentes como os bifenilos policorados, encontrados em diversas espécies de peixes.

“O mercado [de ômega-3 baseado em algas] fornece ainda os tipos de ingredientes com base nos níveis de concentração de baixo, médio e alto e cenário de mercado no nível global”, enfatiza.

Na Índia, as algas já se tornaram a principal fonte de obtenção de ômega-3, e seu uso deve crescer ainda mais.


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Oceanos atingem a maior temperatura já registrada em 2019

Um estudo descobriu que 90% do calor gerado pelos gases de efeito estufa desde 1970 chegou aos oceanos


Os oceanos atingiram a maior temperatura já registrada e o maior aumento anual da década em 2019, segundo um estudo publicado na revista Advances in Atmospheric Sciences. A temperatura esteve 0,075°C acima da média para o período de 1981 a 2010.

De acordo com Lijing Cheng, um dos autores do estudo e professor associado do IAP (Instituto de Física Atmosférica) da Academia de Ciências Chinesa, a quantidade de energia necessária para gerar este aumento de temperatura oceânica equivale a explosão de 3,6 bilhões de bombas nucleares como a que foi lançada em Hiroshima.

“Esse aquecimento dos oceanos é irrefutável e é mais uma prova do aquecimento global. Não há alternativas razoáveis além das emissões humanas de gases captadores de calor para explicá-lo”, diz Cheng.

O estudo descobriu que 90% do calor gerado pelos gases de efeito estufa desde 1970 chegou aos oceanos. Apenas 4% chegou à atmosfera no mesmo período.

Para a elaboração da pesquisa, os cientistas calcularam a temperatura dos oceanos até 2 mil metros de profundidade, corrigindo possíveis vieses de cada equipamento usado em estudos anteriores, e elaboraram simulações baseadas nos modelos passados para preencher as lacunas.

“Como um único valor anual de emissões pode ser impactado por variabilidades internas (como El Niño) ou erros instrumentais, as tendências de longo prazo são muito mais importantes do que qualquer ano individual para mostrar as mudanças climáticas; e essas tendências foram calculadas neste trabalho”, afirma o estudo.

As seis décadas analisadas pelo estudo foram divididas em dois períodos – de 1955 até 1986 e 1987 até 2019 – para determinar o ritmo do aquecimento. Os pesquisadores descobriram que o aumento da temperatura nas últimas três décadas foi 450% superior que o registrado no primeiro período, o que indica que o aquecimento dos oceanos não só aumentou, como está ocorrendo mais rapidamente.

Essa situação gera, entre outras questões, ondas de calor marinha, como a registrada em 2013, que recebeu o nome de “blob” e causou grande destruição.

“A blob está documentada por ter causado grande perda de vida marinha, do fitoplâncton ao zooplâncton e aos peixes –incluindo 100 milhões de bacalhaus”, disse à imprensa Kevin Trenberth, co-autor e pesquisador Centro Nacional de Pesquisa Atmosférica dos EUA.

O impacto chega também às cidades, por meio dos furacões. Trenberth lembrou que a junção dos prejuízos causados pelos furacões Harvey, em 2017, e Florence, em 2018, alcança US$ 146 bilhões (R$ 605,4 bilhões) e 153 mortes.

“O preço que pagamos é a redução do oxigênio dissolvido no oceano, a vida marinha prejudicada, o fortalecimento das tempestades e a redução das economias relacionadas ao oceano”, afirma Cheng.


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‘Vou cuidar direitinho pra ela não fugir’, diz menina de 3 anos após resgate de gata

A gata e Brenda Emanuelly, de três anos, são inseparáveis. Elas passam o dia juntas e até dormem na companhia uma da outra


Um filhote de gato foi resgatado na quinta-feira (5) após subir em uma árvore de 10 metros de altura em Montes Claros (MG). Depois que o animal, que é uma fêmea, foi salvo, sua amiga inseparável, Brenda Emanuelly, de três anos, prometeu impedir uma nova fuga.

“Quando entregamos a gatinha, a menina ficou eufórica e disse ‘vou cuidar direitinho para ela não fugir mais’. Essa relação entre animais e crianças é de muito apego e carinho”, contou ao G1 o soldado Diego Caldeira.

Foto: Corpo de Bombeiros / Divulgação

Diego Alberto Moreira, pai de Brenda, relevou que a família tutela outro gato, mas que a menina queria adotar um que fosse só dela.

“Há três meses, a gata do nosso vizinho teve filhotes e nós ganhamos um. As duas são assim, ficam o dia todo grudadas, dormem juntas e minha filha vive com ela no colo. Quando Brenda viu que ela estava em cima da árvore falava ‘olha minha gatinha miando lá em cima, tira ela de lá papai’, é uma relação impressionante, são inseparáveis”, disse.

A gata foi resgatada em segurança, sem ferimentos. O resgate durou uma hora.

“Usamos uma escada e um sistema de ancoragem com cordas no resgate. Algumas pessoas já haviam tentado pegar o animal, mas a orientação é para que isso não seja feito, já que há riscos por conta da altura. Além disso, a árvore também estava muito escorregadia devido à chuva”, explicou o sargento Anivaldo Dias Júnior, chefe da equipe de resgate da qual também faz parte o cabo Wesley Dias.

O soldado Diego Cadeira tem um carinho especial por este tipo de ação. Isso porque ele adotou um cachorro resgatado pelos colegas bombeiros.

“Ele estava muito machucado, parecia ter tido até a orelha cortada. A guarnição que fez o resgate trouxe o cachorrinho para o quartel, quando vi, quis ficar com ele. Para nós, bombeiros, todas as vidas têm valor”, concluiu.


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Mergulhadores convencem polvo a deixar copo plástico e buscar abrigo em concha

Mergulhadores convenceram um filhote de polvo a abandonar um copo plástico para se abrigar dentro de uma concha durante um mergulho no mar em Lembeh, na Indonésia.

Reprodução/YouTube/
Pall Sigurdsson

Engenheiro e mergulhador, Pall Sigurdsson contou ao Bored Panda que gosta de filmar os animais que encontra durante os mergulhos que faz.

“Esse era nosso terceiro mergulho naquele dia, e todos estávamos começando a ficar um pouco cansados. Meu companheiro de mergulho me fez um sinal indicando que ele havia encontrado um polvo e me pediu ajuda”, contou.

“Não é a primeira vez que vejo polvos fazendo casas com lixo. Eles são animais inteligentes e usam seu ambiente em proveito próprio, e o lixo é uma parte permanente de seu ambiente agora”, disse Sigurdsson. “No entanto, o polvo com seus tentáculos macios não sabia que este copo praticamente não oferece proteção e, em um ambiente competitivo como o oceano, esse copo era uma sentença de morte garantida”, completou.

Os mergulhadores levaram tanto tempo para salvar o animal que usaram todo o oxigênio que dispunham. Eles ofereceram várias conchas ao polvo, até que ele escolheu uma.

Além de estar mais exposto aos predadores, o polvo também os colocava em risco ao se abrigar no copo. Isso porque, ao comer o polvo, o predador também comeria o plástico e morreria ou ficaria doente, o que o deixaria frágil e em risco.

Reprodução/YouTube/
Pall Sigurdsson

Sobre a incidência de lixo no oceano, o mergulhador disse que a situação é variável, porém preocupante. “Há dias bons e dias ruins, dependendo das correntes oceânicas. Alguns dias, você vê tanto lixo que é quase impossível filmar criaturas marinhas sem incluir também o lixo”, disse.

“Tento o máximo possível fazer as pessoas verem o oceano quando ele está ‘melhor’. Certa vez, vi uma família de peixes anêmona vivendo ao lado de uma bateria corroída. Isso foi de partir o coração”, lamentou.

“A maioria dos lixo afunda (incluindo plástico). E a maioria das pessoas fala apenas das partes que consegue ver, ou seja, as partes que flutuam, mas essa é apenas uma parte do problema”, concluiu.


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Pinguins são encontrados mortos no litoral do Rio Grande do Sul

Pinguins foram encontrados mortos no litoral do Rio Grande do Sul. Na quinta-feira (10), dois animais da espécie foram localizados, já sem vida, pela vendedora Daniela Schwalm Abade, de 38 anos. No dia anterior, outros cinco pinguins mortos foram encontrados por ela.

Pixabay

De acordo com o Centro de Estudos Costeiros, Limnológicos e Marinhos (Ceclimar), trata-se de um fenômeno comum. Durante monitoramento, equipes já encontraram 200 pinguins mortos entre Tramandaí e Dunas Altas.

“Ainda estamos sob a influência da corrente das Malvinas, então vários pinguins juvenis acabam se deslocando até o nosso litoral em busca de comida. Mas muitos acabam não conseguindo vencer a seleção natural”, explicou ao GaúchaZH o professor do Ceclimar, Ignacio Moreno.

De acordo com ele, os pinguins morrem por doenças características da espécie, também pelo contato com poluição, especialmente com o plástico, e por ferimentos causados por redes de pesca.

“Todos os anos, aqui no nosso litoral, a mortalidade é relativamente grande. Provavelmente, alguns animais serão coletados para pesquisa. Mas, aparentemente, está tudo dentro da normalidade”, concluiu.


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