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Grupo de baleias raras é visto no Atlântico Norte

Quatro baleias-bicudas-de-true, espécie extremamente rara, foram avistadas na costa da cidade de Santander, no norte da Espanha, no início deste mês. Os animais, de aproximadamente cinco metros, só foram observados outras três vezes na porção norte do Oceano Atlântico.

Quatro baleias-bicudas-de-true, espécie extremamente rara, foram avistadas na costa da cidade de Santander, no norte da Espanha, no início deste mês.
Os passageiros da embarcação conseguiram ver o animal, que só foi observado no Norte do Atlântico outras três vezes. (Foto: Reprodução)

Os animais foram flagrados durante uma viagem voltada para a fotografia da vida selvagem, organizada pela ONG de conservação marinha, ORCA e pela Academia Jessops. As quatro baleias fizeram o mesmo percurso que a balsa que viajava de Porthsmouth, cidade ao sul da Inglaterra, até a cidade de Santander, e foram fotografadas pelos passageiros da embarcação.

As baleias-bicudas-de-true foram descobertas apenas em 1913, e são extremamente difíceis de serem identificadas por serem facilmente confundidas com outros animais marinhos. Devido à dificuldade de avistamentos, muito pouco se sabe sobre a distribuição e abundância da espécie.

A ORCA confirmou que os animais fotografados eram, de fato, baleias-bicudas-de-true, e que as imagens feitas pelos viajantes são algumas das melhores já capturadas dessa espécie. Características singulares da baleia-bicuda-de-true, como a coloração mais clara na parte inferior do corpo e dentes salientes no focinho, foram observadas.

A espécie 

As baleias-bicudas-true são membros da família Ziphiidae, a segunda maior família de cetáceos, que também inclui baleias, golfinhos e botos. Muitas das 22 espécies de baleias-bicudas estão entre os mamíferos menos conhecidos e compreendidos no mundo.

Esse animais são vistos tão raramente, que nas últimas décadas, apenas três novas espécies de baleias-bicudas foram descobertas. Elas habitam as águas profundas do Oceano Atlântico, nos Hemisférios Norte e Sul, e passam 92% do tempo debaixo d’água.

Estes comportamentos, combinados ao fato de que vivem em pequenos grupos, geralmente não são atraídos por barcos, e não realizam acrobacias aéreas, como os golfinhos, por exemplo, resultam em uma extrema dificuldade em detectar as baleias-bicudas no mar.

A União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) relata que “as baleias-bicudas-de-true raramente são identificadas”.

A diretora da ORCA, Sally Hamilton, disse: “Este encontro foi verdadeiramente algo que ocorre uma vez na vida, com as fotos e vídeos reunidos representando uma rara oportunidade de estudar esses animais misteriosos e esquivos.”

Infelizmente, o pouco conhecimento que se tem dessa espécie foi obtido através da análise de 51 baleias-bicudas encontradas mortas, principalmente na costa oeste da Irlanda.

O Dr. James Mead, do Smithsonian National Museum of Natural History, em Washington (EUA) é um dos maiores especialistas do mundo em baleias-bicudas, e afirmou nunca ter visto imagens “tão magníficas” quanto as capturadas nessa surpreendente aparição. “Este avistamento de quatro animais, que estão pulando alegremente, nos dá uma nova imagem dessa espécie”, disse Mead.

Além das satisfatórias evidências para os especialistas, a aparição de baleias-bicudas traz esperança. O fato de uma espécie tão ameaçada conseguir sobreviver em meio a tantas ameaças, principalmente vindas de ações humanas, é extremamente reconfortante.

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73% dos peixes de zonas remotas do Oceano Atlântico ingerem microplásticos

Uma pesquisa publicada na revista científica Frontiers in Marine Science concluiu que 73% dos peixes que habitam zonas remotas do Oceano Atlântico ingerem microplásticos. No total, 452 minúsculas partículas plásticas foram encontradas no estômago e intestino de 280 peixes.

Plásticos contaminam meio ambiente e colocam animais marinhos em risco (Foto: Divulgação)

A descoberta se baseia em peixes que vivem em uma região a 1200 quilômetros da costa da província canadense de Terra Nova e Labrador. O estudo foi feito por pesquisadores da Irlanda e do Reino Unido. As informações são da revista Exame.

Alguns desses animais marinhos migram entre as zonas e nadam até as faixas superiores do oceano para se alimentar, contribuindo, assim, para o transporte de carbono e nutrientes para as camadas mais profundas do oceano. Além disso, eles podem também espalhar microplásticos pelo oceano e também contaminar peixes maiores, como o atum e o peixe-espada, por serem presas deles.

Fibras de plástico (Kichigin / Thinkstock / Imagem Ilustrativa)

Os detritos plásticos fazem parte de um problema sério de poluição. Isso porque, no meio ambiente, o plástico se divide em partículas menores – até mesmo em escala nanométrica – e não se decompõe. E mesmo sendo pequenas, tais partículas contém substâncias químicas tóxicas que podem, inclusive, interferir negativamente no sistema endócrino dos animais marinhos.

Os plásticos podem ainda atrair outros poluentes presentes na água, como dioxinas, metais e alguns pesticidas.

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Cientistas descobrem novas e raras espécies no Oceano Atlântico

Pesquisadores do programa internacional Mar-Eco descobriram animais raros e mais de 10 possíveis novas espécies em uma viagem que, segundo eles, revolucionou o pensamento sobre a vida nas profundezas do Oceano Atlântico. As informações são da Universidade de Aberdeen, no Reino Unido.

Os cientistas estavam completando a última etapa do programa de pesquisa internacional, que faz parte do Censo da Vida Marinha, quando descobriram as espécies. Entre as criaturas capturadas pela equipe foi encontrado um grupo que se acredita estar próximo da conexão evolucionária que falta entre animais invertebrados e vertebrados.

A Euryalid Ophiuroid - Gorgonocephalus sp ., conhecida como Star Basket ou Gorgon Head Starfish, foi capturada a cerca de 800m abaixo do nível do mar no Oceano Atlântico (Foto: David Shale/Divulgação)

A pesquisa está sendo liderada por cientistas da Universidade de Aberdeen e envolve 16 cientistas de vários países, ao longo da crista do meio do Atlântico, que fica entre a Islândia e Os Açores.

A área explorada fica abaixo das águas frias da corrente do Golfo e das águas quentes do sul. Os pesquisadores utilizaram um veículo de exploração submarina operado por controle remoto (ROV, na sigla em inglês) para chegar a profundidades entre 700 m e 3.600 m.

Segundo o professor Monty Priede, diretor do Oceanlab da Universidade, os cientistas envolvidos no projeto ficaram surpresos ao ver quantos animais vivem dos dois lados da crista, e que existem diferenças entre os animais do sul e os do norte.

Fonte: Terra notícias

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Ave marinha percorre 71 mil quilômetros por ano em rota migratória

Gaivina do Antártico. (Foto: Público)
Gaivota do Ártico. (Foto: Público)

Durante décadas desconfiou-se que uma pequena ave marinha chamada gaivota-do-ártico (Sterna paradisaea) fosse a ave que fazia a mais longa rota migratória. Mas não se sabia quanto conseguia mesmo percorrer durante um ano. A resposta é 71 mil quilômetros.

Uma equipe do British Antartic Survey conseguiu seguir a rota migratória da ave por meio de um geolocalizador sensível à luz, que conseguia, pelas horas de luz, traçar as coordenadas geográficas dos locais pelos quais passava a gaivota-do-ártico.

Sabia-se que ela percorria a distância entre os polos norte e sul na sua rota, começando na Groenlândia e acabando no mar de Wedell, no Oceano Antártico. Mas não se sabia por onde passava nem onde parava pelo caminho.

A equipe revela agora, nas páginas da revista Proceedings of the National Academy of Sciences, a PNAS, que a gaivina passa ainda quase um mês no Oceano Atlântico norte, a mil quilômetros dos Açores, em Portugal. É lá que se alimenta para mais uma longa etapa da viagem, escassa em alimento.

Depois, ao chegar à costa africana, parte delas opta por cruzar o continente africano e outra parte escolhe uma alternativa contornando a costa sul-americana. E passam o inverno em vários pontos da Antártida.

Já de regresso não fazem o caminho mais curto. Traçam antes um enorme “S” de regresso ao norte pelo Atlântico, fazendo ainda mais uns milhares de quilômetros por causa deste capricho.

Fonte: Público

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