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Estudo revela que cães podem se comunicar com os tutores pela expressão de seus olhos

Foto: Pinterest
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Cães domésticos podem “conversar” com seus tutores usando os olhos para dizer que estão com fome ou querem atenção, segundo uma nova pesquisa.

Quase dois terços dos tutores de cães disseram que seus animais de domésticos usam o olhar para comunicar suas necessidades, acompanhado de latidos, lamentos ou cutucando fisicamente seus amigos humanos.

Nove em cada dez tutores disseram aos pesquisadores que seus animais domésticos são muito bons em comunicar o que desejam através do olhar e da linguagem corporal.

A pesquisa foi realizada pela empresa de alimentos para cães, Pet Munchies, em conjunto com a revista K9 Magazine, que perguntou a 1.100 tutores de cães em toda a Grã-Bretanha sobre como eles interagem com seus cães.

Os cães geralmente empregam “linguagem de cachorro” porque querem comida, mas muitas vezes um olhar intenso é a maneira do animal de expressar preocupação com a segurança da família, segundo a pesquisa.

Cerca de 58% dos animais que ficam de pé e olham intensamente para os humanos, também recorrem a cutucar a perna do tutor com o nariz se a mensagem não estiver sendo transmitida.

Cerca de 57% dos tutores disseram que latir ou resmungar (ganindo) era uma maneira de chamar a atenção – um pouco menos popular do que dar uma olhada para o companheiro humano – e 39% disseram que seus animais iam até a porta para indicar que queriam sair.

Foto: Pinterest
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Pouco menos de um quarto, 22%, disse que seu cachorro corre em círculos ou para frente e para trás para indicar que queria algo e 7,5% disseram que seus animais domésticos recorriam a roubar algo para obter atenção.

Mas a necessidade de conversar funciona nos dois sentidos, com os tutores dizendo que desejam poder ser entendidos por seus animais, também descobriram os pesquisadores.

Quase metade dos tutores de cães, 40%, disse que gostaria de poder perguntar ao animal o que eles poderiam fazer por eles para torná-los mais felizes.

Outros 19% disseram que gostariam de poder perguntar ao animal se estavam doentes e 18% disseram que gostariam de perguntar sobre o passado de seus cães e o que aconteceu com eles antes de se conhecerem.

O editor da K9 Magazine, Ryan O’Meara, 42 anos, e tutor de três cães, disse: “Aprender a ‘falar com cachorro’ é extremamente importante”.

“É crucial entender o que nossos cães estão tentando nos dizer quando se comunicam conosco”.

“Uma das maneiras pelas quais os cães sempre se comunicam com os humanos é estudando nossos olhos” disse o editor.

“Ao longo das décadas, os cães aprenderam a julgar nosso humor e caráter, por exemplo, olhando para nós. Esta é a maneira de um cachorro tentar realmente falar conosco”.

“Eles sabem que entenderemos o que eles estão tentando nos dizer, porque, à medida que o relacionamento com os cães evoluiu, aprendemos a ler os sinais deles e os nossos”.

“E como os cães são realmente inteligentes, ao longo dos anos, eles ampliaram a forma como conversam conosco usando o olhar com a evolução do visual dos ‘olhos de cachorrinho’, estratagema projetado para atrair nossa atenção, imitando os olhos arregalados, a aparência de bebês.

“Como essa pesquisa revela, a maioria dos cães está usando o poder do olhar como uma forma de nos fazer entender o que eles querem de nós e de fazer os tutores entenderem o que seus cães estão dizendo a eles”.

“Seja indo para fora, recebendo um tratamento ou encorajando-nos a mudar nosso foco para eles e dar-lhes alguma atenção, entendemos claramente o que nossos cães querem”.

“A comunicação se resume a olhar, latir ou ganir para os cães. Onde os olhares falham, latir sempre funciona – embora seja um pouco menos sutil”.

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Estudo revela que porcos usam ferramentas para realizar atividades cotidianas

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

De acordo com um estudo publicado na revista Mammalian Biology, os porcos visayanos – uma espécie ameaçada de extinção, nativa das ilhas Visayan nas Filipinas – foram vistos recentemente usando ferramentas para cavar um ninho.

Priscila, a porca – que vive em um zoológico parisiense – usou cascas de árvore para cavar e construir seu ninho, segundo os pesquisadores.

A ecologista e conservacionista Meredith Root-Bernstein – que foi co-autora do estudo – descobriu acidentalmente Priscilla fazendo uso de suas habilidades de escavação. Ela escreveu em suas observações: “Priscilla depositava algumas folhas, as movia para um local diferente no monte e cavava um pouco com o nariz”.

“A certa altura, ela pegou uma casca plana de cerca de 10 cm x 40 cm que estava no monte e, segurando-a na boca, usou-a para cavar, levantando e empurrando a terra do solo para trás, com muita energia e rapidez”, ela continuou.

Root-Bernstein voltou a ver Priscilla em várias ocasiões, junto com uma equipe de pesquisadores. Eles também viram o companheiro de Priscilla, Billie, cavando com um graveto, embora ele não fosse tão habilidoso como Priscilla.

Segundo o estudo, os porcos pareciam usar os gravetos simplesmente porque gostavam de usá-los, pois cavar com os cascos seria mais eficiente.

Root-Bernstein disse à CNN: “Podemos pensar que apenas os seres humanos manipulam o meio ambiente para afetar suas próprias vidas, mas de maneiras diferentes, muitas outras espécies também fazem isso”.

Inteligência dos porcos

Atualmente, cerca de 200 porcos visayanos são mantidos em cativeiro. Organização sem fins lucrativos de conservação filipina, Fundação Talarak, está trabalhando para proteger as espécies e ajudá-las a florescer na natureza.

O presidente da Fundação Talarak, Fernando “Dino” Gutierrez, uma vez testemunhou porcos selvagens empurrando uma pedra em direção a uma cerca elétrica para testá-la.

“Assim que eles empurram e as rochas fazem contato com a cerca, eles então esperam o som do clique ou a ausência dele”, disse ele à National Geographic. “O clic significa que os fios estão quentes e eles se afastam e não cruzam a cerca. Sem sons significa que é seguro investigar o que está além do fio”.

Os porcos gostam de brincar também

Um leitãozinho chamado Baby Mango caiu de um caminhão em Ottawa, no Canadá, no início deste ano. Após a cirurgia, ele se mudou para um santuário vegano chamado “No Meat and Greet”. Apesar dos ferimentos, ele gosta de correr e brincar.

A Dra. Lara Elizabeth Cohen – a veterinária que organizou sua cirurgia – disse ao jornal Ottawa Citizen: “É difícil mantê-lo preso porque ele gosta dos brinquedos do meu cachorro e ele também tomou a cama do cachorro”.

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Estudo revela que peixes sentem dor de forma similar aos mamíferos

A análise se baseou em observação em campo do comportamento e reflexo dos peixes feridos e foi realizada por pesquisadores da Universidade de Liverpool, em Londres


 

Foto: FLPA/Colin Marshall/RE/Shutterstock
Foto: FLPA/Colin Marshall/RE/Shutterstock

Um estudo de observação em campo recente revela que os peixes sentem dor de uma maneira “muito semelhante” aos seres humanos, hiperventilam e param de comer quando sofrem, de acordo com os autores da pesquisa.

A análise do comportamento dos peixes, da Universidade de Liverpool, apresenta evidências de que os peixes dourados feridos por anzóis pararam de se alimentar por três dias, passando fome.

Um tipo de peixe de água doce chamado perca, ao ter a boca ferida por um anzol, para de se alimentar com tanta frequência, sugerindo que sente dor fazê-lo.

Os peixes também foram vistos hiperventilando, agitando caudas feridas e esfregando partes de seus corpos machucadas quando são feridos.

Essas evidências levaram os especialistas a sugerir que os peixes tem mecanismo de dor que são demonstrados por comportamentos documentados.

A Dra. Lynne Sneddon, autora da revisão do Instituto de Biologia Integrativa da Universidade de Liverpool, disse ao Daily Mail: “Quando sujeitos a um evento potencialmente doloroso, os peixes mostram mudanças adversas no comportamento, como suspensão da alimentação e atividade reduzida, que são suspensas quando é fornecido um medicamento para alívio da dor”.

“Quando os lábios do peixe recebem um estímulo doloroso, eles esfregam a boca contra a lateral do tanque, da mesma forma que esfregamos o dedo do pé quando o machucamos”.

“Se aceitamos que os peixes experimentem dor, isso tem implicações importantes na forma como os tratamos. Deve-se tomar cuidado ao manusear peixes para evitar danos à pele sensível e esse é um fator a ser considerado na pesca, que já que não pode ser impedida ainda, deve ser mudada”.

Ainda segundo o estudo todos os animais são capazes de detectar quando são feridos, mostrando um “breve reflexo” de se afastarem do que está causando a lesão.

Mas sempre existiu um debate sobre se os peixes sentem dor ou não, porque, diferentemente das pessoas, eles têm um cérebro anterior mais simples e em uma camada única.

O teste para determinar se um animal sente dor é se eles mudam seu comportamento a longo prazo, a tomada de decisões após uma lesão e se os analgésicos podem corrigir isso.

Foto: FLPA/Colin Marshall/RE/Shutterstock
Foto: FLPA/Colin Marshall/RE/Shutterstock

A revisão, publicada na revista Philosophical Transactions da Royal Society B, descobriu que quando a temperatura da água está mais quente que o normal o peixe-zebra não nada mais tão longe, mas que esse comportamento alterado desaparece quando a aspirina ou a morfina é adicionada à água.

O peixe-zebra e a truta arco-íris mostram reações semelhantes.

Há também evidências de que os peixes têm os mesmos receptores para dor no sistema nervoso que os humanos e mostram padrões semelhantes de “disparo” em suas células nervosas em resposta a ele.

No entanto, uma revisão semelhante, feita em 2013 pela Universidade de Wyoming, concluiu que é improvável que os peixes sintam dor, pois eles não têm uma estrutura de múltiplas camadas no córtex do cérebro como os humanos.

Elisa Allen, diretora da ONG PETA, disse: “Qualquer pessoa que tenha visto peixes ofegando sem ar enquanto presos na rede de uma traineira, presos por um anzol ou se debatendo no convés de um barco, certamente reconhecerá que esses animais sentem medo, dor e angústia – assim como os humanos.

“Os peixes são inteligentes, têm personalidades únicas e valorizam suas próprias vidas. Quanto mais aprendemos sobre esses animais fascinantes, mais difícil é para os humanos justificarem enfiar um garfo neles”.

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Islandeses pedem ao governo o fim da caça as baleias

Vários grupos que atuam em defesa dos direitos animais se uniram e enviaram recentemente uma carta aberta ao governo islandês pedindo a proibição da caça às baleias.

Em fevereiro, Kristján Þór Júlíusson, ministro do departamento de Pesca e Agricultura da Islândia, autorizou a renovação de licenças que permitiriam aos caçadores matar baleias-comuns e baleias-minke até pelo menos 2023.

A decisão de Júlíusson se baseou em um relatório dúbio que alegava que as populações de baleias haviam se estabilizaram na Islândia e que caçá-las novamente não causaria danos ambientais.

No texto da carta carta, os grupos – que incluem Reykjavik Animal Save, Sea Shepherd Islândia e Stop Whaling na Islândia – discordaram da decisão de Júlíusson e ressaltaram o papel fundamental das baleias no combate à mudança climática. A carta acusava a hipocrisia da existência de caça à baleia na Islândia, um país exatamente conhecido e procurado pela observação de baleias como atração turística.

“Não entendemos como é possível que a Islândia proteja as baleias em uma área, promovendo a observação delas vivas e plenas em seu habitat natural e, ao mesmo tempo, mate-as em outras áreas”, diz a carta. “Com o sucesso da observação de baleias na Islândia, é claro que uma baleia viva vale mais que uma baleia morta, especialmente quando a carne de baleia não é uma tradição islandesa, mas um costume adquirido dos noruegueses há décadas.”

De acordo com a carta, apenas 1% dos islandeses comem carne de baleia regularmente e 81% nunca experimentaram esse alimento, de acordo com uma pesquisa Gallup, citada inclusive, no documento. “Nem é possível argumentar a favor do consumo de carne de baleia por seus benefícios para a saúde, uma vez que ela possui uma alta concentração de metais pesados e, portanto, é ainda mais difícil de vendê-la no exterior”, acrescentava o texto da carta.

Além de entregar a carta ao governo, representantes dos grupos protestaram do lado de fora do parlamento esta semana na esperança de acabar com a caça às baleias na Islândia.

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Crédito: Banco de imagens do Instituto Baleia Jubarte
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Baleias jubarte chegam ao litoral da Bahia em temporada de observação

A temporada de observação das baleias está aberta na Bahia entre os meses de agosto e outubro. Os animais que podem chegar a 16 metros de comprimento e pesar 40 toneladas na Praia do Forte, região turística do município de Mata de São João, na região metropolitana de Salvador.

A chegada de baleias jubarte ao litoral da baiano abriram a temporada de observação no estado, que vai de agosto até outubro.
(Foto: Enrico Marcovaldi/Instituto Baleia Jubarte)

As baleias podem ser vistas de barco, com 100 metros de distância. A decisão de chegar mais perto, podem ser feitas pelas baleias. O Projeto Baleia Jubarte é responsável pela pesquisa e o monitoramento dos animais. “Nada melhor do que levar as pessoas para ver esse verdadeiro natural que a gente tem. Com certeza isso agrega um valor muito grande nela porque as pessoas conhecem e só preservam o que conhecem”, disse o coordenador do projeto, Enrico Marcovaldi.

O passeio para ver as baleias atrai turistas e baianos que ficam na esperança de presenciar de perto os animais. “A expectativa é boa e emocionante. Sou baiano e todo mundo vem. Eu não vou conhecer? Complicado. Chegou a hora”, disse o contador, Wallace Brito, que estava com a família.

O trajeto é sempre acompanhado por um biólogo, que serve de guia durante o passeio. “Primeira coisa que a gente tenta ver quando ela vem respirar é o burrifo, ela vai fazer aquela cortina de vapor d’água, é o primeiro sinal. Ou algum outro comportamento aéreo, um salto, um splash quando ela cai. Qualquer movimentação na água é onde a gente está indo na direção”, contou o biólogo, Sérgio Cipolotti.

Fonte: G1

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Amantes da observação de aves rumam a Estarreja, em Portugal

Considerado por muitos como um verdadeiro santuário natural, a área do Bioria, ecossistema situado no Baixo Vouga lagunar, mais concretamente no município de Estarreja, tem vindo a afirmar-se, cada vez mais, junto dos amantes da observação de aves – vêm de vários pontos do país ou da Europa para espiar espécies de aves emblemáticas como a garça-vermelha ou a água-sapeira. Esta elevada acabou por levar os responsáveis pelo projecto Bioria, em conjunto com o Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas, a apostar num grande evento anual dedicado à observação de aves, atraindo especialistas nacionais e internacionais. A Observaria, assim se chama a feira de birdwatching do Bioria, cumpre este ano a sua segunda edição e acontece já este fim-de-semana.

Durante os dias de sábado e domingo, são muitas as actividades dirigidas a profissionais e à população em geral. O programa contempla 11 palestras, 20 workshops e actividades de campo, com a presença de especialistas de renome mundial – como é o caso de Tim Appleton, organizador da British Bird Fair, a mais importante feira de observação de aves do Reino Unido e do mundo –, três exposições e várias actividades de desporto e lazer. Depois da edição de 2014 ter atraído um total de 3.000 visitantes, este ano a organização espera ultrapassar largamente esse número. “Estamos a registar uma maior procura por parte do público às actividades que estão sujeitas a inscrição”, evidencia Norberto Monteiro, coordenador do projecto Bioria, em declarações ao Público. Segundo faz ainda questão de sublinhar, “todas as actividades são gratuitas, mas, à excepção das palestras e da exposição, estão sujeitas a inscrição prévia”.

Palestras e arte urbana

Um dos destaques da Observaria 2015 vai para a palestra “Baixo Vouga Lagunar – Laboratório vivo de investigação científica”, marcada para o primeiro dia do evento (14h30 ) e na qual serão divulgados os principais resultados de estudos científicos desenvolvidos pela Unidade de Vida Selvagem da Universidade de Aveiro.

Prometida está também a exibição de uma instalação urbana, criada pelo artista Artur Silva, mais conhecido como Bordalo II. Com recurso a desperdícios e lixo, o artista, de 27 anos, irá moldar as formas de um animal, numa obra que, segundo anunciou a organização, estará em execução ao longo dos dois dias da Observaria 2015.

A feira irá dividir-se entre os espaços do Parque Municipal do Antuã, os percursos naturais do Bioria e o Multiusos de Estarreja, num programa que ficará ainda marcado pela apresentação de uma nova aplicação móvel que vai guiar o visitante pelos percursos pedestres e cicláveis de Estarreja. Trata-se da app “Trekking BioRia”, que recria os oito percursos do BioRia – ao longo dos seus 50 quilómetros -, com georreferenciação, e fornece ao visitante informação adicional e complementar à que se encontra nos placards informativos instalados no terreno.

*Esta notícia foi escrita, originalmente, em português europeu e foi mantida em seus padrões linguísticos e ortográficos, em respeito a nossos leitores.

Fonte: Público

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Festa da Arara Vermelha promove observação de aves em Jardim (MS)

A Administração de Jardim, Construindo e o Conselho Municipal de Turismo – COMTUR, realizaram dois grandes eventos nos dias 10, 11 e 12 de outubro em Jardim. A primeira edição da Festa da Arara Vermelha e do Encontro de Observadores de Aves, mobilizou o trade turístico e autoridades do Governo do Estado ligados ao setor.

O evento foi iniciado com uma primeira reunião com os participantes do Encontro de Observadores de Aves, que aconteceu no Centro de Atendimento ao Turista – CAT, no dia 10. A Secretária de Turismo do Estado, Nilde Brum esteve presente parabenizando pela iniciativa, já que Jardim é o primeiro município que promove, no interior do Estado, um evento voltado ao turismo de observação. Ela entregou ao prefeito Erney Cunha Bazzano Barbosa, o livro “Araras da Cidade – músicas do mato”, de autoria do músico e fotógrafo Thiago Quevedo.

Foi apresentado o roteiro turístico, Buraco das Araras, Recanto Ecológico Rio da Prata e Lagoa Grande, e a equipe organizadora anunciou horários e locais de transporte dos turistas que foram devidamente cadastrados anteriormente.

O prefeito Erney Cunha Bazzano Barbosa agradeceu a presença e o apoio do Estado, lembrando das dificuldades financeiras da prefeitura, ele parabenizou a equipe organizadora que fez um evento de grande porte com baixíssimo custo.

Na sexta-feira foi montado na Praça Evandro Bazzo, o stand do Departamento de Turismo e Cultura contendo material de divulgação dos atrativos ecológicos de Jardim e uma praça de alimentação com comidas típicas. No palco, foi realizado também o Festival Estudantil da Canção, que premiou os melhores cantores indicados pelas escolas participantes. O júri, composto por Francisco Soares, radialista e cantor em Jardim; Edna Joana Duarte Slaver, representante da Fundação de Turismo e o cantor Dinho, do Grupo Chora Cavaco, votaram e decidiram os premiados da noite que foram:

Em terceiro lugar a Dupla Michell e Tauany, da Escola Municipal Antonio Pinto Pereira; em segundo, Vitória Miranda, do Colégio Girassol e em primeiro lugar Beatriz de Souza, do Colégio Dom Bosco. Eles receberam certificados de participação do evento e houve premiação que somou mil reais. A noite foi encerrada com o show de Osmar da Gaita.

No sábado logo pela manhã que os turistas puderam apreciar as aves exóticas do município. A equipe da prefeitura disponibilizou transporte aos cadastrados que partiram para o Buraco das Araras, o Recanto Ecológico Rio da Prata e a Lagoa Grande.

A Festa da Arara Vermelha e o Encontro de Observadores de Aves foram encerrados no domingo com um almoço no Seus Assis Camping e Balneário.

(Foto: divulgação)
(Foto: divulgação)

Fonte: Jornal Dia Dia 

 

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Lindas fotografias mostram a vida de doces baleias gigantes

Por Vinicius Siqueira (da Redação)

Nadando perto de baleias de 40 toneladas, estes corajosos aventureiros mergulham perto dos dóceis gigantes do mar. As informações são do Daily Mail.

As fantásticas fotos abaixo foram tiradas por uma companhia de mergulho profundo enquanto exploravam o oceano em Tonga.

O gerente de nado com “Gigantes Dóceis” (com as baleiras são chamadas), Scott Portelli, 41, revela: “Eu já nado com baleias há 12 anos”.

As baleias são os gigantes dóceis do mar.
As baleias são os gigantes dóceis do mar.
As fotos foram tiradas por uma companhia de mergulho ultramarino enquanto exploravam o oceano em Tonga.
As fotos foram tiradas por uma companhia de mergulho ultramarino enquanto exploravam o oceano em Tonga.

“É difícil descrever o que se sente, mas de uma perspectiva visual, nós estamos em um ambiente vasto e completamente azul com uma baleia de 40 toneladas e 18 metros”, explica o mergulhador.

“Baleias são os gigantes dóceis do mar e jubartes são especificamente as mais carismáticas. Elas são curiosas e frequentemente procuram por interações com humanos”.

“Eu nunca me sinto em perigo, mesmo sabendo que elas tem a habilidade de me atingir fortemente com suas caudas caso queiram, mas elas são tão conscientes de seu espaço que irão nadar a uma boa distância de você”.

As baleias nadam próximas aos mergulhadores.
As baleias nadam próximas aos mergulhadores.
E os mergulhadores podem observar um gigante dos oceanos.
E os mergulhadores podem observar um gigante dos oceanos.
"Meu simples objetivo é dar consciência para as pessoas sobre a vida destes lindos animais", diz Portelli.
“Meu simples objetivo é dar consciência para as pessoas sobre a vida destes lindos animais”, diz Portelli.
Os mergulhadores tiram lindas fotos a cada contato.
Os mergulhadores tiram lindas fotos a cada contato.

Assim como baleias, outros animais do oceano como golfinhos, arraias, tartarugas, tubarões e focas também aparecem para experimentarem o contato com humanos, os “estranhos” das águas.

Portelli complementa, “as pessoas saem da água em lágrimas depois de estarem junto com uma baleia. Algumas choram de alegria e ficam extremamente impressionadas, e outras não conseguem nem falar sobre a experiência que acabaram de passar”.

“Fica claro que a vida muda para todos que nadam com uma baleia, suas perspectivas mudam, e nadar com baleias é viciante, eu tenho muitos pedidos de retorno ao longo do ano”.

“Meu simples objetivo é dar consciência para as pessoas sobre a vida destes lindos animais”, explica Portelli, que continua, “No japão, cerca de 1050 baleias são caçadas todo verão, mas não há razão nenhuma para esta prática”

“É ótimo estar por perto de pessoas que tenham consciência sobre as baleias e é ótimo poder levar alegria para pessoas que passam pela experiência de observar uma baleia em seu habitat, de nadar perto delas. Eu não me imaginaria fazendo outra coisa”.

Assim como baleias, outros animais do fundo das águas como golfinhos, arraias, tartarugas, tubarões e focas também aparecem para experimentarem o contato com humanos.
Assim como baleias, outros animais do fundo das águas como golfinhos, arraias, tartarugas, tubarões e focas também aparecem para experimentarem o contato com humanos.
"No japão, cerca de 1050 baleias são caçadas todo verão", alerta Portelli.
“No japão, cerca de 1050 baleias são caçadas todo verão”, alerta Portelli.
"Baleias são os gigantes dóceis do mar e jubartes são especificamente as mais carismáticas."
“Baleias são os gigantes dóceis do mar e jubartes são especificamente as mais carismáticas.”
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“Eu não me imaginaria fazendo outra coisa”, finaliza Portelli.
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Ave rara é avistada no Recanto Ecológico Rio da Prata, em Jardim (MS)

Peixe-frito Pavonino. (Foto: Terra da Gente)
Peixe-frito Pavonino. (Foto: Terra da Gente)

Durante o passeio de observação de aves no Recanto Ecológico Rio da Prata (Jardim-MS), realizado com a equipe do Programa Terra da Gente , no dia 18 de junho, foi avistado uma ave que não estava catalogada no registro Diagnóstico e Plano de Manejo da Reserva Particular do Patrimônio Natural Fazenda Cabeceira do Prata elaborado em 2007, no qual foram registrados 228 espécies de avifauna, dentro dos diferentes ambientes encontrados na fazenda.

A nova espécie avistada era o Peixe-frito-pavonino (Dromococcyx pavoninus), uma ave difícil de observar, conhecida pela garganta e peito amarelado e a bela cauda manchada.

Confira algumas informações feitas por Valdenir Roberto de Souza, Engº Ambiental e funcionário do Grupo Rio da Prata:

Habita bordas de mata em geral e cerrados com vegetação alta, sendo de difícil visualização. Bem discreto, oculta-se entre a folhagem, quase nunca detectado, exceto ao cantar. Há variações, mas o canto típico é um “puu-pi, puu-pi-pi” assobiado.

Não sendo diferente das informações, foi ouvido o canto na qual o Guia Passarinheiro Alyson Melo fez a utilização de play-back (reprodução do canto da ave), no entanto foi gravado e reproduzido o próprio canto da ave. Isso fez com que ele aproximasse onde permitiu a visualização e registros fotográficos.

Melo declarou que nunca tinha avistado-o nos 14 anos de trabalho com aves, para ele foi um presente ver este animal.

Fonte: Bonito Notícias

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Turismo de observação ameaça golfinhos e baleias no mar do Algarve

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Desde a antiguidade que a imaginação humana é alimentada pela graciosidade que o golfinho transmite. O fascínio humano por estes cetáceos ajuda a compor histórias e mitos carregados de espiritualidade. Segundo os povos do Pacífico Sul, os golfinhos são mensageiros divinos e parentes próximos do Homem.

Também a mitologia grega é rica em referências a cetáceos. Numa das suas lendas, Poseidon, o Deus do Mar e de todas as criaturas marinhas, escolheu um golfinho como mensageiro do amor para cortejar Afrodite, uma ninfa marinha, que  passeava pelo mar, numa galera puxada por golfinhos. Afirma-se que o nível de inteligência dos golfinhos encontra-se acima da de um cão. Não há conclusões evidentes, nem respostas concretas. Apenas é certo que os golfinhos são animais independentes, que devem ser respeitados. Em vez de lhes confiarmos o título de personalidades humanas ou o estatuto de deuses, devemos apreciar a sua independência e liberdade.

Quando iniciamos a nossa navegação rumo a Sul, a bordo do Creoula, a maioria dos elementos e biólogos da campanha Marbis Algarve 2013 era para mim desconhecida. Um dos investigadores cativou-me particularmente invocando-me para um fado: Na amurada de um veleiro, velava certo marinheiro…

Não estava certo que André Cid sofresse da lânguida saudade portuguesa, mas intrigou-me o facto de passar cerca de dez horas à proa, varrendo o mar com o seu olhar. Especialista em cetáceos e instrutor de mergulho embarcou nesta campanha com a missão de monitorizar os avistamentos de cetáceos e tartarugas marinhas na costa algarvia. É fundador da AIMM, Associação para a Investigação do Meio Marinho, que tem como base as zonas operacionais de Albufeira e Sagres, locais de eleição para a observação e estudo dos “semideuses” que povoam o nosso mar.

“Existe um interesse enorme no estudo dos golfinhos do Sado, no entanto, o conhecimento sobre as demais espécies e habitat é muito limitado. O Algarve reúne excelentes condições de mar, constitui uma rota importante de passagem e de possível residência, sobretudo para os cetáceos que frequentam o Mediterrâneo e a confluência com o Atlântico.

A nossa associação cria redes de trabalho conjuntas com as empresas de whale whatching. Os últimos anos promoveram uma vaga sem precedentes destas empresas, infelizmente muitas operam sem conhecimentos científicos, desrespeitando os animais apenas pensando no lucro fácil. Os pescadores e as escolas de atividades marítimas são para nós parceiros importantíssimos no alargamento do nosso conhecimento sobre as rotas e comportamentos dos cetáceos do sul de Portugal”, conta André Cid, enquanto aponta para um grupo de golfinhos comuns que se cruza conosco a bordo.

Intrigados com a presença do nosso navio aproximam-se e permitem as primeiras fotografias. Todos acorrem à borda do Creoula com as suas máquinas fotográficas, na expectativa de registrar os ágeis movimentos desta espécie. É incrível o fascínio e a energia que transmitem, impossível ficar indiferente à sua presença. Tal foi a afluência ao convés que julguei ver o navio adornar na direção do numeroso grupo. Ilusão minha, o navio de treino de mar convertido em plataforma oceanográfica segue o seu rumo de forma intrépida em direção a Sagres.

Junta-se a nós Joana Castro, responsável da AIMM e que coordena a base de dados de cetáceos da costa Sul de Portugal, baseando-se nos seus habitat, georeferênciando-os, identificando a sua estrutura social e os seus comportamentos, bem como compilando a foto identificação dos indivíduos onde a barbatana dorsal serve como impressão digital.

“Existe um catálogo de foto-identificação dos indivíduos. Com o cruzamento dessas informações, conseguimos aprofundar o nosso conhecimento sobre cetáceos. Todos podem contribuir para o enriquecimento da base de dados, desde clubes de vela, às embarcações de recreio. Queremos consolidar o nosso conhecimento, partilhá-lo e sobretudo contribuir para a preservação deste recurso que facilmente se extingue se não criarmos medidas rígidas de observação e aproximação aos grupos de golfinhos. Eles são animais selvagens, a sua proximidade só continuará a ser possível se os conhecermos e não os assustarmos. Apesar da existência de regras e legislação, a falta de bom senso e fiscalização pode fazer perigar este negócio e sobretudo destruir a ponta do icebergue da biodiversidade marinha dedicada aos cetáceos. Trabalhamos em parceria ativa com as empresas de whale whatching e passamos a mensagem da educação e sensibilização ambiental. Há empresas que promovem saídas sem terem guias especializados com conhecimentos científicos profundos, muitas vezes nem conseguem identificar as espécies e as suas características de forma rigorosa, explica a investigadora Joana Castro.

Existem, no entanto, empresas a promover a natação com golfinhos, embora a legislação proíba esta atividade em Portugal Continental. É ótimo como chamariz comercial, mas sem que exista uma responsabilização nem percepção de que os golfinhos são animais selvagens. Imagine-se a relaxar, nadando tranquilamente nas águas de uma praia do Algarve. Um grupo de turistas cerca-o, grita histericamente e fotografa de forma ostensiva colando as objetivas na sua testa, batendo na água e assobiando. Em simultâneo duas motas de água e três potentes lanchas rasgam o mar chão só para o ver de perto. Numa espiral de stress e desespero, sem perceber exatamente qual o verdadeiro interesse por si, tenta nadar para longe daquele caos marítimo. Só ao chegar a terra percebe que a t-shirt que tem vestida com um golfinho estampado jamais será boa aliada para um próximo mergulho.

Este poderá ser o sentimento comum de um golfinho ao ser abordado pelas 27 embarcações das 17 empresas de observação de cetáceos que operam no Algarve. Vendem-se cerca de sete mil bilhetes por época. Com uma receita anual de mais de quatro milhões de euros torna-se urgente sensibilizar as entidades competentes e estreitar os laços com a ciência no sentido de preservar este tesouro vivo.

Os golfinhos não são peixes, nem nadam em cardume. Cada um consome cerca de 25 quilos por dia, o que leva alguns pescadores a não os querer ver por perto.

Facilmente deixamo-nos monopolizar pelas várias espécies de golfinhos; dos roazes aos botos, dos comuns aos grampos, sem no entanto nos debruçarmos sobre baleias. De fato, no Algarve, também podem ser observadas várias espécies de baleias. Não se pense que temos que avançar mar adentro. Desde o premonitório de Sagres é possível observar algumas das dez espécies mais comuns, entre baleias e golfinhos presentes no mar português.

Uma das minhas grandes paixões no mundo aquático são as tartarugas. Estes répteis marinhos também podem ser observados no Algarve, ainda que não exista nenhuma praia de reprodução, onde deixem os seus ovos. Passam por aqui várias espécies a caminho do Mediterrâneo e é sempre uma recompensa poder avistá-las a nadar tranquilamente.

Marina Laborde e Rita Patrício dedicam-se ao estudo destes répteis marinhos. Rita perscruta com a ajuda dos seus binóculos quaisquer movimentos da água que deixem antever um avistamento.

“São animais muito sensíveis e frágeis, conseguimos avistar sobretudo a espécie mais comum a Caretta caretta. Migram pelo Atlântico alimentando-se de medusas, peixes, outros invertebrados e algas. Um dos maiores perigos são os micro plásticos, facilmente confundidos com alimentos. Acompanhamos esta campanha com o desejo latente de avistarmos e observarmos tartarugas, ao mesmo tempo este universo de biólogos e cientistas encaixa na perfeição sobre a nossa sede de conhecimento em biologia marinha. Procuramos partilhar o que sabemos sobre tartarugas”, comenta a estudante de doutoramento em ecologia marinha, regressando ao seu posto de observação, sem esconder a ansiedade por um possível avistamento.

A Associação para a Investigação do Meio Marinho (AIMM) revela-se como uma plataforma científica de excelência, composta por verdadeiros apaixonados pelo mar. Pude comprovar em todos os avistamentos – e foram muitos até agora – toda a excitação com que estes investigadores observam e identificam cada grupo. Desligam-se do mundo, falam em código entre eles registrando todos os dados possíveis. Comungam com o oceano e estão sempre disponíveis para poder fazer a tão necessária ponte entre a ciência e o grande público.

De todos os avistamentos de cetáceos que tive o privilégio de observar, jamais esquecerei as sensações de ter uma baleia juvenil junto ao Creoula, num calmo fim de tarde, bem como uma colossal receção de golfinhos comuns junto ao ilhéu do Martinhal irrompendo de um incrível mar chão. Impossível de descrever a emoção e toda a magia de uma visita noturna em torno do Creoula, os sons e o rasto de bioluminescência ficarão para sempre registados na minha mente como a minha melhor foto de golfinhos.

Fonte: Visão

Nota da Redação: Recentemente, a ANDA publicou um Guia sobre Turismo Responsável com Animais. Um dos assuntos abordados é a observação de cetáceos, confira!

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Tribunal mantém a suspensão do turismo de observação de baleias francas no litoral de Santa Catarina

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Considerando a preservação das baleias franca a finalidade preponderante da Área de Proteção Ambiental da Baleia Franca (APA), o Tribunal Regional Federal 4ª Região confirmou a suspensão do Turismo de Observação de Baleias determinado pela Justiça Federal de Laguna em maio. Na ação civil pública movida pelo Instituto Sea Shepherd Brasil (ISSB) em 2012 contra o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) ficou comprovado que não existem estudos sobre a viabilidade ambiental da atividade, mesmo que a APA tenha sido fundada há treze anos.

Para Luiz André Albuquerque, coordenador jurídico do ISSB, nenhuma ação que prejudique o desenvolvimento e preservação da espécie pode ser justificada. “(…) a preocupação em não só estimular a educação ambiental, como menciona o ICMBio, e em proteger a atividade econômica dos trabalhadores que dela dependem mas, principalmente, a necessidade de se preservar a espécie em unidade de conservação em que é imprescindível o devido licenciamento ambiental. As fotos juntadas pelo peticionante ISSB demonstram que a ação antrópica pode colocar em risco a reprodução dos cetáceos”, fundamenta o Desembargador Federal Fernando Quadros da Silva na decisão que negou o pedido de retorno da atividade pelo ICMBio.

As baleias franca constam no Livro Vermelho das Espécies Ameaçadas de Extinção do IBAMA, sendo esta a condição mundial desses cetáceos o que levou diversos países a proibirem a utilização de barcos para a sua observação. Dois fatores justificam essa proibição, a espécie possui o hábito de permanecer a menos de 20 metros da faixa terrestre, e procuram as enseadas para constituir seus berçários, tornando-se mais vulneráveis ao molestamento.

“Eu não imaginava outra decisão do Tribunal. Desde o momento em que o ICMBio admitiu na ação judicial de que não existem estudos sobre essa atividade que gera impactos direitos nas baleias franca que a situação não se alterou, mesmo que a APA siga afirmando que eles existem”, comenta a advogada do ISSB Renata Fortes, e conclui “A necessidade de análise da viabilidade não parte de uma exigência do ISSB, mas do cumprimento da legislação e, para quem realmente se importa com as baleias, exigir o esclarecimento dos impactos é uma questão de coerência. Antes de serem consideradas recursos financeiros, as baleias são seres vivos.”

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

A decisão foi da Vara da Justiça Federal de Laguna e foi confirmada pelo Tribunal Regional Federal (TRF), de Porto Alegre. O Tribunal entende que a atividade precisa de um licenciamento específico para ser executado. A decisão destacou que o objetivo é preservar a área e evitar impactos ambientais pela prática desregulada da atividade.

“O Poder Judiciário está atento às causas ambientais e a decisão vem corroborar a crescente preocupação na proteção do meio ambiente, um direito de todos. Neste caso específico, a alegação de prejuízos econômicos não pode se sobrepor a preservação de uma espécie ameaçada de extinção, principalmente, pela possibilidade da realização do turismo de avistamento de baleias franca por terra, em vários pontos da região, bem como a execução de monitoramento aéreo e também terrestre, para fins de censo de identificação visual”, pondera Luiz André Albuquerque.

Nadadeiras peitorais e o borrifo quente dos pulmões do mamífero que, em contato com a temperatura exterior, torna-se vapor d’água. Essa é a visão que já foi registrada fotograficamente (nítido) de uma das mais ilustres visitantes do litoral Sul catarinense, as Baleias Francas. As fotografias foram capturadas no município de Laguna, via observação aérea. Nas fotos, postadas pelo fotógrafo Júlio Cesar Vicente e compartilhadas pelo Projeto Baleia Franca no Facebook, é possível ver o animal por diversos ângulos.

Com informações de Sea Shepherd

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Justiça mantém suspensão do turismo de observação de baleias

Turismo de observação ocorria no Sul de SC Litoral de SC (Foto: Paulo Flores, ICMBio/PBF-Brasil)
Turismo de observação ocorria no Sul de SC
Litoral de SC (Foto: Paulo Flores, ICMBio/PBF-Brasil)

A Justiça negou o recurso do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e mantém a suspensão da atividade turística de avistamento de baleias-francas em Garopaba, Imbituba e Laguna, no Sul de Santa Catarina, conforme reportagem do RBS Notícias exibida nesta quarta-feira (3).

A decisão foi da Vara da Justiça Federal de Laguna e foi confirmada pelo Tribunal Regional Federal (TRF), de Porto Alegre. O Tribunal entende que a atividade precisa de um licenciamento específico para ser executado. A decisão destacou que o objetivo é preservar a área e evitar impactos ambientais pela prática desregulada da atividade.

Segundo a responsável pela Área de Proteção Ambiental (APA) da Baleia-franca, Maria Elizabete da Rocha, o turismo de observação de baleias não faz parte das atividades licenciáveis. O que o órgão fazia era estabelecer, por temporada, critérios de observação em alto mar. “Incluir essa atividade na lista de atividades licenciáveis é um processo que ainda precisamos nos debruçar sobre ele. O que precisamos fazer agora é obedecer a decisão da Justiça e aguardar que a procuradoria especializada que presta serviços à ICMBio defina os rumos da instituição, se é possível recorrer em Brasília”, complementou.

Turismo de observação ocorria no Sul de SC Litoral de SC (Foto: Paulo Flores, ICMBio/PBF-Brasil)
Turismo de observação ocorria no Sul de SC
Litoral de SC (Foto: Paulo Flores, ICMBio/PBF-Brasil)

A ação civil pública foi movida pelo Ministério Público Federal a partir de denúncia feita pela Sea Sheperd Brasil – Instituto Guardiões do Mar. O órgão pedia que o ICMBio fosse “condenado a adotar, de forma permanente, as medidas necessárias e eficazes para proteção das baleias-francas, inclusive mediante fiscalização das empresas que praticam a observação com uso das embarcações”, destaca a introdução da sentença favorável ao MPF.

Conforme a APA da Baleia Franca, as empresas passam por um “rigoroso” processo de autorização e são liberadas a cada temporada. “Em 2012, apenas três foram liberadas. Elas estão sempre com uma espada na cabeça, no sentido de que, se cometerem qualquer deslize, podem perder a licença”, afirma Maria Elizabeth.

A chefe da unidade ressaltou que, semanalmente, as operadoras apresentam relatórios com informações sobre a atividade praticada. “Precisam indicar números de avistamentos, informações de passageiros. Elas também têm que informar quantos animais foram avistados, o comportamento deles, se existem baleias emalhadas”, explica Maria Elisabeth. Além disso, as empresas necessitam fotografar todos os cetáceos avistados e informar o trajeto percorrido por meio do registro feito por um aparelho GPS.

Fonte: G1

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