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ONG resgata 40 cães explorados para a venda em canil clandestino no PR

Foto: ONG Salvando Vidas/Divulgação

Uma operação conjunta entre a Guarda Municipal, a Prefeitura de Sarandi, no Paraná, e a ONG Salvando Vidas promoveu o resgate de 40 cachorros de raça explorados para venda. Os animais foram encontrados na terça-feira (29) nos fundos de uma casa, em um canil clandestino.

A força-tarefa criada para o resgate dos cães levou mais de quatro horas para retirar todos os animais do local. Seis veículos foram usados no transporte dos cachorros.

Apesar de não terem sido constatados maus-tratos, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente informou ao G1 que o local não tinha alvará de funcionamento e, portanto, funcionava na clandestinidade.

Tratados como objetos lucrativos, as fêmeas eram exploradas para dar à luz filhotes objetificados e vistos como mercadorias. O canil clandestino, que funcionava em um imóvel no bairro Jardim Novo Panorama, foi descoberto após denúncias anônimas.

De acordo com a prefeitura, um casal e uma idosa de 82 anos moram na residência, onde também vivia um papagaio, aprisionado ilegalmente em cativeiro. A idosa era a responsável pelos cuidados dos animais na maior parte do tempo.

Resgatados, os cachorros foram levados para o abrigo da entidade de proteção animal, onde permanecerão até que a Justiça decida o destino deles. Enquanto a decisão judicial não for expedida, a ONG não poderá disponibilizar os cães para adoção. O destino do papagaio não foi informado.

Atualmente, a Salvando Vidas abriga 105 cachorros. Para mantê-los, a associação pede a colaboração da sociedade. Para doar ração, remédio, dinheiro ou outros itens necessários aos animais basta entrar em contato com os voluntários através do telefone (44) 99954- 6950 ou pelas redes sociais.


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Lhamas são exploradas em estudos sobre tratamento para Covid-19

Pixabay/Greg70/Imagem Ilustrativa

Lhamas estão sendo exploradas em um estudos que buscam um tratamento para o coronavírus. Pesquisadores da Bélgica, dos Estados Unidos e da Alemanha imunizaram uma lhama com uma mistura de proteína spike do coronavírus (a ponta da coroa que permite que o vírus entre na célula do hospedeiro) para que o animal produzisse nanocorpos, que foram extraídos e testados contra o coronavírus em laboratório, tendo neutralizado o vírus.

A ideia de explorar as lhamas se deu porque, ao contrário dos humanos, esses animais desenvolvem o nanocorpo, que é um anticorpo menor, do tamanho de um nanômetro. Por ser pequeno, ele pode ser mais facilmente manipulado, purificado e reproduzido em laboratório para formular medicamentos.

O estudo, que vergonhosamente repete o cruel padrão da ciência de reduzir animais a objetos de laboratório, será reproduzido no Brasil. O projeto será executado por cientistas da Unesp de Botucatu para desenvolver os anticorpos e produzi-los caso eles realmente sejam capazes de combater a Covid-19.

O projeto brasileiro tem parceria com o Instituto Vital Brazil e a Fundação Ezequiel Dias, além do Instituto Biológico de São Paulo e a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS).

O método usado é semelhante ao da vacina, que faz o corpo humano produzir anticorpos quando aplicada. No caso das lhamas, elas são submetidas a uma espécie de “vacina” para que produzam os nanocorpos.

No Brasil, duas ou três lhamas devem ser exploradas pela ciência. Uma parte de vírus isolados de pacientes brasileiros será usada, como foi feito na Bélgica. Dois meses depois, aproximadamente, os nanocorpos serão colhidos e purificados. Uma parte deles é extraída para ser submetida a uma síntese orgânica.

Conforme explicado em reportagem publicada no portal Terra, a lhama irá produzir vários anticorpos que serão testados para que seja identificado qual deles neutralizam mais o vírus. Quando essa seleção for finalizada, o anticorpo escolhido será clonado.

Para que os pesquisadores brasileiros iniciem o projeto falta a liberação de recursos por parte do Ministério da Saúde e do Ministério da Ciência e Tecnologia. A expectativa, no entanto, é de que eles comecem a fazer o experimento em 15 de junho.

Pesquisadores envolvidos no projeto admitem que, embora a pesquisa feita na Bélgica tenha mostrado que o anticorpo produzido pelas lhamas tenha sido eficaz na neutralização da doença nos testes in vitro, pode não haver uma porcentagem grande de neutralização quando colocado no corpo de ser humano infectado pelo coronavírus.

A dúvida acerca da eficácia expõe ainda mais a exploração animal, já que a ciência insiste em submeter animais a experimentos que, além de serem cruéis por tratarem os animais como objetos a serviço dos humanos, podem ser completamente ineficazes, o que indicaria que os animais estariam sendo expostos a essa situação desnecessariamente.

Pesquisa com animais é uma falácia

O médico norte-americano Ray Greek milita contra a pesquisa científica envolvendo animais. E a bandeira dele não é a defesa dos animais, mas sim a ciência. Segundo o especialista, “a pesquisa científica com animais é uma falácia”.

“A falácia nesse caso é de que devemos testar essas drogas primeiro em animais antes de testá-las em humanos. Testar em animais não nos dá informações sobre o que irá acontecer em humanos. Assim, você pode testar uma droga em um macaco, por exemplo, e talvez ele não sofra nenhum efeito colateral. Depois disso, o remédio é dado a seres humanos que podem morrer por causa dessa droga. Em alguns casos, macacos tomam um remédio que resultam em efeitos colaterais horríveis, mas são inofensivos em seres humanos. O meu argumento é que não interessa o que determinado remédio faz em camundongos, cães ou macacos, ele pode causar reações completamente diferentes em humanos. Então, os teste em animais não possuem valor preditivo. E se eles não têm valor preditivo, cientificamente falando, não faz sentido realizá-los”, explicou, em entrevista à Veja.

A argumentação do médico acerca da diferença do organismo de humanos e animais vale para a situação da lhama. E é justamente por valer que os próprios pesquisadores admitem que a eficácia in vitro pode não ser a mesma no organismo as pessoas. Remédios, cosméticos, tratamentos, qualquer que seja a finalidade, experimentos feitos em animais não são ideais para medir a resposta que o corpo humano dará.

Exploração animal

Animais existem por propósitos próprios, não para atender aos anseios humanos. Experimentos científicos muitas vezes causam incômodo, dor física e sofrimento psicológico aos animais, que não raramente acabam mortos.

E mesmo no caso de um experimento que não os mate ou submeta a maus-tratos, é antiético usá-los como se fossem coisas.

Animais não têm condições de consentir e, por isso, forçá-los a qualquer situação antinatural significa submetê-los a abuso. Nenhum ser vivo deve ser envolvido em qualquer atividade sem que ele mesmo decida fazê-la.


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Gusttavo Lima e Leonardo ignoram sofrimento animal e posam para foto com frangos mortos

Reprodução/Instagram/Gusttavo Lima

Os cantores Gusttavo Lima e Leonardo posaram para uma foto segurando dois frangos mortos. Os animais aparecem sendo segurados pelas patas, de ponta cabeça. A imagem, que demonstra o descaso dos artistas em relação ao sofrimento animal, rendeu muitas críticas à dupla nas redes sociais.

Não bastasse terem sido mortos, os frangos foram objetificados pelos cantores, já que foram expostos mortos como se fossem “coisas” sem importância, vistos como verdadeiros objetos a serviço dos prazeres humanos.

Essa objetificação chocou muitos internautas, que se posicionaram contra a foto, publicada no sábado (9) por Gusttavo Lima no Instagram. Na legenda, o cantor escreveu que estava garantindo a janta e que mais tarde teria “franguinho na panela”. Há outras maneiras, porém, de garantir uma refeição sem compactuar com a exploração e o sofrimento animal. O aumento da adesão ao veganismo é prova disso.

Mais de 31 mil pessoas comentaram a publicação de Gusttavo, até que os comentários foram restringidos pelo cantor. Muitos deles, repletos de críticas. “Não bastasse comer, tem que transformar o animal em objeto de exposição”, disse um internauta. “Foto desnecessária! Eles sendo famosos, tanta lutas dos ativista para acabar com esse consumo que é tão cruel”, escreveu outro.

Um dos comentários alertou para a necessidade das pessoas evoluírem diante da pandemia, que, inclusive, surgiu graças à exploração animal, assim como outras podem surgir se os humanos não mudarem seus hábitos, conforme alertado por especialistas. “Que foto desnecessária e deprimente. Nem com essa pandemia devastando o mundo vocês melhoram como seres humanos, que pena que vocês só tem dinheiro e nada mais”, disse a internauta.

Entre os comentários, destaca-se o posicionamento de uma menina de apenas 10 anos, que em seu perfil afirma amar os animais. “Vocês acham bonito tirar uma foto assim, falando que vai matar os animais e que vai comer? Tenham um pouco de vergonha e olha que eu sou criança, imagina alguns adultos vendo isso”, afirmou.

As críticas, porém, não foram feitas apenas por pessoas anônimas. A cantora Tati Zaqui usou sua influência para reprovar a atitude de Leonardo e Gusttavo. “Que decepção! Nenhum animal merece ser exposto dessa forma, cruel”, afirmou a famosa.


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Páscoa: o abandono de coelhos reduzidos à condição de presente

SimonaR/Pixabay

A Páscoa, celebrada em 12 de abril, é um momento trágico para os coelhos. Reduzidos à condição de presente, eles são objetificados, comercializados e, muitas vezes, descartados posteriormente.

Comprados por impulso por famílias que levam o animal para casa apenas com a intenção de presentear alguém – geralmente uma criança -, sem considerar que se trata de um ser vivo que requer cuidados e com o qual deve-se ter um compromisso para a vida toda, esses animais costumeiramente são abandonados após passar a euforia do momento.

O erro se inicia na compra. Fêmeas exploradas são forçadas a dar crias para que seus filhotes sejam precificados como se fossem objetos. Muitas vezes deixados em cercados dentro de pet shops, eles acabam sendo comprados por famílias sem consciência no que se refere aos direitos animais.

Esses direitos têm como uma de suas premissas respeitar a condição de ser senciente de cada animal, rejeitando qualquer prática contrária à preservação de sua dignidade. Tratar uma vida como mercadoria é uma das tantas ações que atentam contra a dignidade animal. Abandoná-la posteriormente, quando ela perde a graça, é outra.

Nesta Páscoa, o pedido de quem se importa verdadeiramente com os animais é um só: respeito. Coelhos não são objetos, não devem ser tratados como uma “coisa” a serviço do ego humano. Eles existem por propósitos próprios, não para agradar as pessoas com sua fofura ou serem exibidos pelo tutor como se fossem um objeto decorativo.

Levar um coelho para casa é uma ação que deve ser realizada de maneira planejada e nunca através do comércio. A adoção de animais é um ato altruísta, mas deve haver responsabilidade. Nesta data comemorativa, a melhor forma de demonstrar afeto pelos coelhos é deixando de comprá-los, conscientizando outras pessoas a respeito da crueldade do comércio de animais e optando por adotar coelhos que necessitam de lares.


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Ex-BBB Paulinha Leite posta foto com golfinho explorado para entretenimento

A ex-participante do Big Brother Brasil, Paulinha Leite, postou em rede social fotos com um golfinho explorado para entretenimento humano. As imagens foram feitas em Cancún, no México.

Condenados à vida em cativeiro, longe da imensidão do mar e privados de liberdade, os golfinhos são submetidos a intenso sofrimento, inclusive de ordem psicológica, ao serem explorados para fotos com turistas. Objetificados, eles são tratados como coisas a serviço dos seres humanos.

Reprodução/Instagram/Paulinha Leite

Sob a justificativa de estarem encantados com a oportunidade de aproximação com esses animais, turistas financiam a exploração de vidas inocentes munidos de um “amor” distorcido, que visa apenas satisfazer seus próprios interesses, sem levar em consideração o sofrimento ao qual o alvo desse suposto amor – o golfinho – é submetido.

“Foi perfeito, eu estou apaixonada demais”, escreveu a ex-BBB, ao publicar fotos ao lado do animal, que parece sorrir – a expressão do golfinho, porém, não reflete a sua realidade, já que seu “sorriso” é apenas uma característica física da espécie que não tem qualquer relação com o psicológico e o emocional desses animais.

Embora tenha recebido muitos elogios de pessoas que se alinham ao seu pensamento em relação a fotos com golfinhos, Paulinha também foi criticada por internautas conscientes da exploração e da crueldade impostas aos animais.

“Muito bonito por foto, mas os golfinhos sofrem demais com essa indústria do turismo”, escreveu um internauta. “Podia mostrar também a exploração animal por trás de cada foto”, disse outra pessoa. “Os animais não estão felizes nessas condições”, acrescentou um terceiro usuário do Instagram, onde as fotos da ex-BBB foram publicadas.

 

Ver essa foto no Instagram

 

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Porca tratada como objeto em rifa é salva e procura novo lar em SC

Peppa, como passou a ser chamada, está vivendo em um lar temporário enquanto aguarda pela adoção definitiva


Tratada como um objeto, uma porca foi rifada em Palhoça (SC). O destino dela mudou, no entanto, quando ela foi salva pela ganhadora da rifa. Peppa, como passou a ser chamada, agora espera por um novo lar.

Foto: Arquivo Pessoal

A porca foi rifada por uma família de agricultores para ajudar a pagar a festa de aniversário da filha. O animal seria morto para que sua carne fosse consumida durante as comemorações de Réveillon. As informações são do portal NSC Total.

Ao comprar um número da rifa, farmacêutica Cris Trautmann prometeu que salvaria a vida da porca se ganhasse. “Quando cheguei em casa, combinei com meu marido que, caso ganhasse, a porquinha não iria virar comida”, disse.

No dia 28 de dezembro, saiu o resultado. Cris havia ganhado a rifa e cumpriu a promessa que fez, pedindo aos agricultores que não matassem Peppa. Como mora em um apartamento, a farmacêutica não pode abrigar o animal e, por isso, busca um lar para ela.

Num primeiro momento, a porca ficou no sítio dos agricultores. No entanto, eles informaram que não poderiam ficar com ela por tempo indeterminado porque vivem de agricultura familiar e não têm condições financeiras para sustentar o animal.

No último sábado (4), Cris conseguiu lar temporário para a porca em uma propriedade rural na cidade de Alfredo Wagner. A procura por um adotante, porém, continua. E alguns interessados surgiram, inclusive dois santuários localizados em São Paulo. Cris, no entanto, não tem dinheiro para pagar o transporte, que é caro.

“Se chegou a nós, temos uma missão. Não posso salvar todos, mas se fui sorteada, e o prêmio era esse, tenho um dever com ela e quero dar uma vida digna”, concluiu Cris.


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Animais explorados pelo turismo são condenados a intenso sofrimento

Os animais são torturados durante treinamentos cruéis e anti-naturais para que se comportem da maneira esperada diante dos turistas


A exploração de animais para entretenimento humano é uma prática antiética voltada exclusivamente para o lucro dos organizadores e para a diversão dos turistas, sem que os diretos dos animais sejam sequer cogitados.

Reprodução/Portal Elos

Tratados como objetos a serviço dos seres humanos, os animais são desrespeitados, explorados e submetidos a intenso sofrimento físico e psicológico.

Os turistas, muitas vezes, participam dos passeios acreditando que os animais são bem tratados. Devido a uma lógica exploratória enraizada na sociedade, eles não refletem sobre o equívoco que é usar animais para divertir pessoas, independentemente de haver ou não maus-tratos. As informações são do portal Elos.

Estes animais são torturados durante treinamentos cruéis e anti-naturais para que se comportem da maneira esperada diante dos turistas, fazendo truques ou posando para serem fotografados ao lado das pessoas.

Dados da Organização Mundial de Turismo indicam que o turismo com animais representa de 20% a 40% do valor anual gerado pela indústria turística, o que representa US$ 1,5 trilhão.

Um dos animais frequentemente explorados pelo turismo é o elefante. Em países como a Tailândia, eles são forçados a jogar futebol, pintar quadros e posar para fotos, executando comportamentos inadequados à espécie que comprometem seu psicológico e os condenam a viver situações desconfortáveis e cruéis em prol da diversão humana.

Reprodução/Portal Elos

É comum, também, que animais de outras espécies sejam explorados para fazer “selfies” como os turistas. Dentre eles, tigres, cobras, macacos e golfinhos.

Separados de suas famílias, esses animais costumam ser aprisionados, acorrentados e até mesmo drogados para que fiquem dopados durante as fotos.

Na Tailândia, elefantes de apenas dois meses de idade são separados das mães, presos e espancados. A agressão é denominada por parte dos treinadores como uma prática para quebrar o espírito do animal e controlá-lo através do medo, mantendo-o dócil para as fotos com os turistas.

Reprodução/Portal Elos

Ursos também estão entre as espécies exploradas pelo turismo. Forçados a ficar em pé, sobre as patas traseiras, por meio de um treinamento cruel executado com o uso de correntes, e ainda a sentar como seres humanos, esses animais são objetificados e vistos como atração. Muitos deles desenvolvem dificuldades de locomoção.

Para combater essas práticas, o caminho é o boicote a cada uma delas, já que o turismo que explora animais se sustenta com base no dinheiro dos visitantes.


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Animais aprisionados em zoológico de hotel desativado sobrevivem graças a voluntários

Mais de 200 animais que vivem em cativeiro no zoológico do Tropical Hotel, em Manaus (AM), são alimentados com a ajuda de voluntários. O hotel fechou as portas em maio, por conta de dívidas trabalhistas e com a concessionário de energia elétrica. Ainda não há destino certo para o local, que seria leiloado na quinta-feira (25).

Foto: Reprodução / JAM / Rede Amazônica / G1

Ao todo, são 230 animais, entre macacos, caititus, quatis e araras, para alimentar todos os dias. Uma onça pintada chamada Manoel é um dos animais que vivem em um cativeiro no zoológico do Tropical Hotel há cinco anos. Ele come, em média, 15 kg de carne por dia.

A alimentação de todos os animais que ainda estão no zoológico é mantida com a ajuda de voluntários. Segundo o Tropical Hotel, os voluntários buscam a sobrevivência dos animais, até que um novo local seja encontrado.

“Em princípio, não temos muito o que fazer. Temos que lutar para manter esses animais vivos, porque estão sob nossa responsabilidade. É um termo de adoção. Já tentamos até devolvê-los pra o Ibama, mas eles também não tem espaço para receber os animais”, informou um membro da equipe de comunicação do hotel.

Leilão suspenso

O Tropical Hotel havia sido colocado em leilão. Porém, o Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região (TRT11) suspendeu o leilão do hotel, na quarta-feira (24). Ele seria leiloado na quinta-feira (25).

Segundo informações do órgão, a suspensão aconteceu por divergência entre o valor inicial de arremate (R$ 60 milhões) e a avaliação de mercado (R$ 300 milhões).

Nota da Redação: zoológicos são prisões de animais inocentes que deveriam viver em liberdade, desfrutando da vida na natureza, ou em santuários, no caso daqueles que não têm condições de sobreviver no habitat. Trancafiá-los em zoológicos, expondo-os como objetos para os visitantes, é uma prática cruel que desrespeita a condição de sujeito de direito e ser senciente de cada um deles.

Fonte: G1


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Fundação francesa pede cancelamento de leilão de 300 cães de raça

A fundação francesa “30 Milhões de Amigos” denunciou a realização de um leilão de 300 cachorros de raça em Laval e pediu que o evento seja cancelado devido ao tratamento dado aos animais, reduzidos a “meros objetos” passíveis de comercialização.

Foto: Pixabay / Ilustrativa

O leilão está marcado para a próxima terça-feira (9), em local ainda não divulgado, de acordo com informações do site do leiloeiro de Laval. As informações são do jornal Estado de Minas.

Serão explorados para comércio no leilão cachorros das raças shih tzu, yorkshire, chihuahua, jack russel, bichón frisé e golden retriever.

“Lutamos para que os animais sejam reconhecidos como ‘seres vivos e sensíveis’ e não ‘bens móveis’, e hoje estão prestes a colocar esses cães em leilão como meros objetos”, afirmou Reha Hutin, presidente da fundação, em um comunicado.

Os cachorros foram retirados de um criador, após uma ação judicial. E ao invés de serem disponibilizados para adoção, de forma ética e responsável, serão leiloados como se fossem mercadorias.

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Gatos serão expostos como se fossem objetos em evento em São Paulo

Por Robson Fernando de Souza (da Redação)

Gatos são expostos como se fossem peças de museu em evento em São Paulo. Foto: André Hanni/Divulgação/PremieR pet
Gatos são expostos como se fossem peças de museu em evento em São Paulo. Foto: André Hanni/Divulgação/PremieR pet

Uma literal exposição de gatos será realizada no próximo fim de semana em São Paulo, mais especificamente na Sociedade Hispano-Brasileira, no bairro do Ipiranga. O autointitulado Clube Brasileiro do Gato irá expor cerca de 250 animais “de raça”, trazidos por “criadores” comerciais, sendo os gatos tratados como se fossem peças de museu.

O evento, de acordo com o site do Clube Brasileiro do Gato, também deverá incluir venda de gatos com pelo menos três meses de idade. Considerando-se que a entidade representa “criadores” comerciais e promoverá a comercialização de animais, não é esperado que se defenda a adoção.

Além disso, haverá, ao final de cada dia de exposição, “julgamentos” para de decidir qual é o “melhor” gato exposto de cada raça. Em outras palavras, os gatos a serem expostos não parecerão ter qualquer valor fora o estético e o econômico-lucrativo.

O tratamento de animais não humanos como objetos comercializáveis, em eventos como esse, é cada vez mais reconhecido como absurdo, assim como a apologia à comercialização e tratamento deles como posse. E há o agravante de que essa maneira de se ver os gatos é diretamente relacionada ao abandono de muitos animais que, depois de terem sido “adquiridos” como se fossem brinquedos, “perdem a serventia” para aqueles tutores que se dizem seus “donos”. Afinal, tratar um animal como objeto implica a possibilidade de descartá-lo como lixo, como rejeito.

Eventos como esse precisam ser questionados pelos defensores dos direitos animais, de modo que seja desmoralizada essa cultura de objetificar e comercializar animais e ela seja substituída integralmente pela adoção e pelo tratamento dos animais domésticos como pessoas não humanas ao invés de bens sob propriedade de alguém.

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