Notícias

Deputado denuncia morte de cachorro no estacionamento do Carrefour da Torre, no Recife (PE)

Divulgação

Segundo uma denúncia feita pelo deputado estadual Romero Albuquerque (PP), um cachorrinho foi atropelado no estacionamento do supermercado Carrefour no bairro da Torre, no Recife (PE). O cachorrinho não sobreviveu.

Testemunhas afirmam que o motorista estava dirigindo de forma imprudente e acima da velocidade permitida no estacionamento. Ele também estaria falando ao telefone e fugiu ao notar que seguranças do mercado iam em sua direção.

O motorista não prestou nenhum atendimento ao cãozinho. O deputado encaminhou um ofício à Delegacia de Polícia do Meio Ambiente pedindo que todas as medidas cabíveis sejam tomadas, além de solicitar a colaboração do supermercado, através da liberação das imagens registradas pelas câmeras do local.

“Talvez, o animal estivesse ali para fugir do barulho de fogo, já que estamos em época de São João, e fogos de artifício causam danos horríveis e até colocam a vida dos animais em risco. Testemunhas me disseram que ele fugiu sem prestar socorro ao cãozinho, além da imprudência e da covardia, ele foi negligente com o animal. Cometeu diversas infrações e deve ser punido dentro do que a lei prevê”, disse Albuquerque em comunicado enviado à ANDA.

O deputado é o autor da lei que aumentou de R$ 1 mil reais a R$ 10 mil reais o valor da multa para crimes de maus-tratos contra animais.“Como representante da causa animal em Pernambuco, é meu dever não só construir políticas públicas, mas cobrar um olhar humano e medidas efetivas contra quem pensa que animais são seres inferiores a nós”, concluiu.

Foto: Facebook/Romero Alburquerque

Em seu perfil no Twitter, o Carrefour disse estar acompanhado o caso e providenciado o sepultamento do animal. “Através de uma ONG parceira, a vitima foi recolhida por uma empresa de cremação de animais para os últimos cuidados” disse.

Projeto de lei

Desde do ano passado tramita na câmara dos Deputados o projeto de lei (PL) 1362/19, que obriga a prestação de socorro ao animal atropelado ou o pedido de ajuda à autoridade competente. A medida visa proteger os animais e também vidas humanas.

Celso Sabino (PSDB- PA), deputado autor do projeto, argumenta que muitos animais, sejam domésticos nas vias urbanas ou silvestres nas rodovias, poderiam ser salvos da morte se recebessem socorro imediato.

No caso dos animais silvestres, o parlamentar cita uma estimativa realizada pelo Centro Brasileiro de Estudos em Ecologia de Estradas da Universidade Federal de Lavras (CBEE) que aponta que, a cada segundo 15 animais silvestres são atropelados nas rodovias Brasileiras, totalizando aproximadamente mais de 475 milhões de atropelamentos de animais no Brasil por ano.

Inquérito é aberto para investigar morte de cãozinho em supermercado no Recife.
Foto: Reprodução: Portal Legalmente Legal

Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


 

​Read More
Notícias

Em SP, Secretaria da Saúde mantém orientação de suspender antirrábica

Em nota técnica enviada às autoridades municipais responsáveis pela vacinação, a Secretaria de Estado da Saúde mantém a recomendação de não aplicação das doses. “Isso porque, embora ciente da importância da vacinação contra a raiva em cães e gatos para o controle da doença em humanos, esclarece que, diante de um número de ocorrências de efeitos adversos sem precedentes em anos anteriores neste Estado, mantém a Recomendação de Suspensão da Campanha de Vacinação de Cães e Gatos, até que os casos sejam investigados e esclarecidos”.

A nota chega depois que o Ministério da Saúde emitiu esclarecimento, salientando que a campanha deveria ser mantida em todo o território nacional. O texto explicava que “Não há evidências, até o momento, que os eventos adversos apresentados justifiquem a interrupção da campanha, pois os mesmos estão abaixo do relatado na literatura internacional e do produtor”. No documento, o Ministério ressalta que “a não vacinação de animais contra raiva representa um risco para a vida da população, pois pode gerar a ocorrência de casos humanos, que apresentam taxa de letalidade próxima de 100%”.

Fonte: O Serrano

​Read More