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Saiba como fazer para que animais acima do peso emagreçam corretamente

Estima-se que mais da metade dos animais domésticos nos países ocidentais esteja acima do peso – condição que contribui para diabetes, problemas ortopédicos, doenças cardíacas e câncer. E uma revisão da Universidade de Guelph, no Canadá, constatou algo ainda mais preocupante: os tratamentos nas clínicas veterinárias não têm sido efetivos.

(Foto: Terryj/)

“Se os animais não emagrecem rapidamente, os tutores desistem e não cumprem o plano completo. Mas, se alcançam o resultado, eles voltam à antiga rotina e o cão, ou o gato, engorda de novo”, justifica a veterinária Caitlin Grant, que participou da pesquisa.

Segundo a expert, o acompanhamento profissional é essencial nesse processo. “Sem monitoramento, há o risco de que certas doenças passem despercebidas”, ressalta. Com a orientação correta, aí, sim, dá para virar o jogo.

Pontos cruciais para ajudar o animal a entrar em forma:

  • Apoio profissional: Consultar e ser acompanhado pelo veterinário é o primeiro passo. Nada de tentar emagrecer o animal por conta própria.
  • Na medida certa: Não corte a ração.”O animal deixa de receber nutrientes essenciais”, alerta Caitlin. O veterinário indicará dose e horários específicos.
  • Petiscos naturais: Prefira os mais saudáveis ou troque por frutas e legumes. Eles não podem ultrapassar 10% das calorias diárias – use só como recompensa.
  • Exercícios físicos: “Eles devem se exercitar 30 minutos ao dia, cinco vezes na semana”, diz Caitlin. Cães podem passear. Brincar com lasers ou escalar estantes são opções para gatos.
  • Reforço à dieta: Suplementos ajudam a corrigir déficits. “Isso será único para cada animal. Portanto, requer avaliação”, avisa a pesquisadora.

Hora de buscar ajuda

Se o animal perdeu a curvatura entre as patas traseiras e o meio do corpo e você não consegue sentir os ossos da costela dele nem discernir a cintura ao olhá-lo de cima, atenção: são sinais de peso extra.

Gatos sem raça definida e cães das raças basset hound, beagle, labrador, pug, golden retriever e dachshund precisam de um olhar especial, pois engordam com mais facilidade.

Fonte: Saúde – Abril

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Especialistas dão dicas sobre como cuidar da saúde de animais obesos

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Com a chegada das estações mais frias, os tutores de cães tendem a praticar menos exercícios com seus animais, o que pode gerar uma maior conversão calórica nos animais. Estudos recentes mostram estimativas de que por volta de 40% dos cães e gatos estão obesos, principalmente os animais domiciliados em apartamentos. Assim como nos humanos, a obesidade pode causar grandes problemas na saúde do animal e é uma doença que vem tomando espaço no dia a dia dos animais.

Por isso, a COMAC (Comissão de Animais de Companhia), do SINDAN (Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para a Saúde Animal), representada pelo Dr. Mauri Moreira, coordenador da instituição, e pela Dra. Fernanda Cioffetti, gerente de Marketing da Agener União, empresa associada à COMAC, preparou algumas dicas para você ficar de olho no peso do seu animal doméstico:

Visite um médico veterinário com frequência
O veterinário é o profissional mais adequado para verificar se o peso do seu cachorro ou gato está ideal à sua idade e raça. Cada espécie possui especificidades que interferem na saúde do animal, por exemplo, a obesidade canina caracteriza-se quando um animal apresenta mais de 15% de excesso de peso.

Incentive o animal a fazer exercícios
A prática de exercícios é recomendada em todas as idades. Passeie com o animal e procure por brincadeiras que ele possa liberar energia, como bolas ou discos. Mas, lembre-se de adequar a intensidade do exercício conforme o limite físico do animal. Ouça sempre a recomendação de um médico veterinário.

Alimentação de forma balanceada
Ofereça sempre alimentos indicados para a espécie do animal, como também de acordo com a raça e condição de vida. Lembre-se que para chegar ao mercado, o produto passou por vários testes e leva em consideração a espécie, o porte e os nutrientes necessários para cada animal. Se o seu cão ou gato já tem propensão para ganhar peso, evite snacks e petiscos.

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Tratamento de animais domésticos obesos passa por cuidados com alimentação e exercício

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Encher o cão ou gato de ração ou petiscos não deve ser encarado como ato de amor, mas como mau hábito que pode levá-los à obesidade. Animais gordinhos tendem a sofrer com uma menor expectativa de vida, dores nas articulações, dificuldade de locomoção, problemas de respiração e, até mesmo, diabetes.

O professor Aulus Carciofi, da Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias da Unesp (Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho”), explica como identificar se um animal apresenta sobrepeso: “O saudável é ter as costelas facilmente palpáveis. Na natureza, os animais são atletas, rápidos, e para isso precisam ter o corpo fino e musculoso. Hoje, se você coloca um gato de tamanho ideal para ser analisado por tutores de felinos, a maior parte vai achar que o animal é muito magro, porque existe uma distorção do que é o padrão”.

Balança acusadora
Cães ou gatos que apresentem um acréscimo de 10% ao peso considerado ideal (variável segundo raça, porte, idade e sexo) podem ser considerados com sobrepeso, enquanto o aumento de 25% a 30% é classificado como obesidade. Raças caninas como Cocker Spaniel (ideal: 12 a 15 kg), Labrador (25 a 30 kg) e Rottweiler (37 a 58 kg) estão mais sujeitas ao problema, mas nenhum animal está imune.

O especialista afirma também que a obesidade determina doenças distintas em cães e gatos. No caso felino, além de danos ortopédicos, o diabetes é particularmente comum. Já cães obesos costumam ter expectativa de vida 15% menor e sofrer de dores crônicas nas articulações. Para evitar que isso ocorra a receita é simples: equilibrar a dieta e estimular os exercícios. Comece não deixando a ração disponível de forma permanente e evite atender às súplicas por alimentos “fora de hora”. Aumente a rotina de passeios e brincadeiras e se, ainda assim, o animal permanecer obeso, procure auxílio especializado, pois o sobrepeso e a obesidade podem ser determinados por disfunções endócrinas.

Bolinha e a lanchonete
Foi justamente a dieta aliada à prática de exercícios que fez Bolinha eliminar 20 kg. Resgatado na porta da lanchonete de um posto de combustível na BR-364, em Cuiabá (MT), pela OPA- MT (Organização de Proteção Animal), em setembro de 2014, o cãozinho está sob os cuidados de Michelle Scopel.

Ela conta que o cachorro pesava 36,5 kg ao ser adotado e tem dificuldade para manter o peso saudável. Para isso é preciso manter a alimentação balanceada, os passeios com o adestrador e os exercícios na piscina. O tratamento particular era custeado por doações e foi interrompido em dezembro de 2015 por falta de recursos da ONG. “Desde que parou de fazer as atividades, em janeiro, Bolinha já ganhou dois ou três quilos. Mas percebo que ele é um cão que tem vontade de ser ativo, sabe os dias em que o adestrador viria e fica esperando por ele”, conta Michelle.

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Aruska e o “bulling”
Dieta também faz parte da rotina de Aruska. A cachorrinha tem três anos e pesa 22 kg, mas segundo o veterinário, seu peso ideal é 18 kg. Além dos problemas de respiração (que são comuns em buldogues ingleses) terem se tornado mais evidentes, o peso da cadela se tornou motivo de “bullying” durante os passeios, como conta o tutor Cleber Machado: “As pessoas olham e dizem ‘Nossa! Que gorda!'”

Cansado de tanto falatório e pensando no bem estar do animal, a solução foi adotar hábitos saudáveis: as porções de alimento diminuíram, a ração é especial e os “agradinhos” são contados. Só não mudou a frequência dos passeios, são três por dia. O hábito de agradar os animais, aliás, está entre os principais motivos da balança disparar. “Um dos maiores prazeres do tutor é dar comida ao gato ou ao cachorro”, afirma o veterinário Aulus Carciofi.

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Bento e o agrado
É um misto deste prazer e de uma “dózinha” que bate no peito que fez com que a jornalista Fernanda Mendonça Vicentini ainda não tenha conseguido colocar Bento na linha.

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O gato com 12 anos pesa nove quilos, mas o ideal seria que pesasse seis. Fernanda conta que embora Bento sempre tenha sido alimentado apenas com ração, começou a ganhar peso conforme os anos foram passando. Para evitar que o animal tenha complicações decorrentes do sobrepeso, a veterinária do gatão indicou uma dieta.

“Compramos uma ração especial, mais light, mas não tivemos coragem de dar. Temos outros dois gatos e uma matemática cruel: fazer o Bento perder peso sem alterar a alimentação dos outros”. A relação do gato com a comida, aliás, é bastante peculiar.

Bento tem o costume de retirar os grãos de ração do pratinho e comê-los um a um e pede por mais antes mesmo que a quantidade disponível acabe. Mas essa farra, segundo a cuidadora, terá fim: Bento fará a dieta.

Fonte: UOL

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Hospital veterinário da UFMG passa a oferecer tratamento para animais obesos

Profissional é especializada em endocrinologia de animais de pequeno porte Divulgação/UFMG
Profissional é especializada em endocrinologia de animais de pequeno porte
Divulgação/UFMG

O Hospital Veterinário da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) passará a oferecer tratamento especializado para animais obesos. A veterinária Marina Pellegrino, que possui formação em endocrinologia de animais de pequeno porte será responsável pelos bichinhos.

A demanda crescente por esse tipo de tratamento veterinário está relacionada ao aumento do sedentarismo nos humanos, acompanhados por seus animais. Também há casos em que a obesidade está vinculada ao sexo do animal, a fatores genéticos e a doenças metabólicas.

Segundo os especialistas, animais acima do peso podem ter diabetes mellitus, hiperlipidemia, lesões articulares, síndrome metabólica e diminuição da expectativa de vida.

As consultas devem ser agendadas pelos telefones (31) 3409-2276 ou (31) 3409-2000. O Hospital Veterinário fica no campus Pampulha.

Fonte: R7

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Mais de um terço dos cães são negligenciados por seus tutores

Por Vinicius Siqueira (da Redação)

Foto: Daily Mail
Foto: Daily Mail

Milhões de tutores negligenciam seus animais, deixando de levá-los até mesmo para uma caminhada apropriada, revela estudo.

Mais de um a cada três cães não podem passear adequadamente fora do pequeno espaço que lhes são destinados dentro dos lares onde moram. O estudo também afirma que esta situação acontece todos os dias. As informações são do Daily Mail.

Mais do que nunca os cães estão ficando cada vez mais sedentários. Não por opção, mas por falta de cuidados. Atualmente, um terço dos cães tutelados estão obesos, na Inglaterra.

Segundo um porta-voz da instituição de caridade PDSA, que organizou o estudo, esta negligência torna o cão mais estressado, agressivo e doente.

Foto: Reprodução/Daily Mail
Foto: Reprodução/Daily Mail

Quase um quarto das casas do país tem um cão, mas 35%, ou 2,7 milhões, não praticam nenhuma forma de exércicio diariamente. Estes números revelam um aumento de 600 mil desde 2011.

A proporção de cães que são deixados sozinhos por mais de cinco horas aumentou de 18% para 25% no mesmo período. O que significa que por volta de 1,9 milhões de cães são deixados sozinhos por um longo período de tempo.

Especialistas dizem que isto pode causar diversos incômodos aos cães, que podem ser reconhecidos por seus latidos e rosnar constantes, além da destruição de coisas espalhadas pela casa.

Sthephen Goward, especialista em comportamento animal da instituição Dogs Trust disse que “cães precisam de companhia de outros animais ou humanos. Eles também precisamos correr diariamente em liberdade, para explorar novos lugares”

Mais da metade dos tutores ainda alimentam seus cães com sobras, diz o estudo, violando diretrizes de saúde fundamentais.

PDSA disse que a maioria dos tutores não está preocupada com as necessidades dos animais, mas adicionou, “o que está em questão não é o amor que as pessoas têm por seus cães” – são seus cuidados. Entre os tutores, 91% disse ser importante monitorar a saúde de seus animais.

Nicola Martin, líder da organização de bem-estar animal PDSA disse que “sinais de que os animais estão sofrendo ou que não estão felizes não são tão óbvios quanto as pessoas acham”.

Foto: Reprodução/Daily Mail
PDSA disse que a maioria dos tutores não está preocupada com as necessidades dos animais, mas adicionou, “o que está em questão não é o amor que as pessoas têm por seus cães”

“Por exemplo, um cão sendo alimentado exageradamente pode parecer estar feliz, mas as consequência da alimentação em demasia, como o ganho de peso e os problemas de saúde associados, como a artrite e algumas doenças do coração, podem ser desvastadoras”, disse Martin.

Ela também disse que seis a cada dez tutores não estão tomando os cuidados conforme as leis ordenam a respeito da tutela responsável de animais e dos tratos básicos que precisam para serem saudáveis e felizes.

Gato de 14 semanas foi torturado.
Foto: Reprodução

O estudo também concluiu que um a cada quatro gatos está acima do peso e milhões não estão vacinados contra diversas doenças.

Já 65% dos coelhos são adotados e acabam vivendo sozinhos, mesmo sabendo-se que se trata de um animal sociável e que precisa de outros de usa espécie para fazer companhia.

A empresa de pesquisa YouGov entrevistou 2149 tutores, 555 crianças e 459 veterinários para a pesquisa da PDSA. A instituição tem alertado os tutores a sempre checarem a saúde de seus animais, pelo bem de todos.

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Mais da metade dos cães nos EUA está acima do peso

Foto: Tony Cenicola/The New York Times
Foto: Tony Cenicola/The New York Times

Mais da metade dos cães americanos está acima do peso, segundo informações do jornal “The New York Times”. Assim como ocorre com os humanos, o excesso de peso em animais está ligado a doenças como diabetes, hipertensão arterial, artrite (inflamação nas articulações), problemas renais e respiratórios.

Para reverter esse problema, nutricionistas e especialistas em reabilitação canina da Faculdade de Medicina Veterinária da Universidade do Tennessee têm ajudado bichinhos como o cão Mabel, que já conseguiu perder 20 kg. Desde então, a mobilidade e o nível de energia do animal melhoraram muito.

Outro espaço destinado aos cães que querem emagrecer é o resort Morris Animal Inn, localizado na cidade de Morristown, em Nova Jersey. O lugar criou um programa de saúde e fitness para animais gordinhos em um complexo com mais de 2 mil metros quadrados.

Lolita, da raça dachshund, é uma das frequentadoras do resort. Seu programa de emagrecimento inclui andar em uma esteira ergométrica – para ajudar as funções cardiovasculares – e nadar em uma piscina. O labrador Ruby também aderiu ao programa do Morris Animal Inn.

Sobrepeso e obesidade nos EUA
Entre os americanos, o excesso de peso (sobrepeso e obesidade) já atinge mais de dois terços da população adulta.

Se for considerada apenas a taxa de obesidade, os EUA têm 31,8%, contra 32,8% dos mexicanos, país que lidera o ranking atualmente, segundo a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO).

Fonte: G1

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Como cuidar do seu bicho de estimação na velhice

Os futuros tutores de animais de estimação ficam encantados com carinhas meigas e fofas do filhotinho desejado. Quase sempre esses tutores não se dão conta de que cães e gatos também ficam velhos. Ainda que as fases de crescimento e de vida adulta sejam fundamentais para uma velhice saudável, é importante que os donos estejam atentos quanto às limitações e às necessidades desta fase.

Como nos humanos, na fase senil, há queda na atividade metabólica do organismo de cães e gatos. Os animais reduzem a atividade física, os dentes ficam enfraquecidos e muitas vezes aparecem doenças geriátricas, como artrites e artroses.

Segundo a veterinária da Vetnil, Isabella Vincoletto, a alimentação de um animal idoso é o primeiro cuidado a ser adotado pelo tutor. Além de um alimento mais tenro, de fácil mastigação, uma alimentação balanceada, condizente com o gasto energético do pet, é indispensável para que o animal não ganhe peso. Na velhice, os animais tendem a apresentar uma diminuição da massa muscular e muitas vezes tornam-se obesos, mostrando a necessidade de uma alimentação com uma quantidade adequada de proteínas de alta qualidade para minimizar as perdas das reservas de proteína do organismo, esclarece Isabella.

A aparição de placas bacterianas e de mau hálito, além da perda de dentição também é muito comum durante a velhice, podendo dificultar a ingestão dos alimentos e, em casos mais graves, ser a causa da anorexia. Por isso, é importante o tutor realizar a escovação dos dentes do animal ou uma vez por ano levá-lo ao veterinário para prevenir a formação de tártaro.

Outro cuidado, para prevenir a progressão das mudanças metabólicas naturais, resultantes do processo de envelhecimento, é a prática de atividade física. Os exercícios contribuem para manter o tônus muscular dos pets e favorecem a circulação do sangue. A manutenção do peso corporal é um dos fatores determinantes para a prevenção de artrites e artroses. Cães em forma são menos predispostos a desenvolver problemas articulares, explica.

Valer-se de paciência e atenção, além de dispensar uma parte do tempo para brincar com o pet, também pode prevenir problemas comportamentais, como resistência a mudanças da rotina diária ou mesmo a depressão. Cães, ainda mais do que gatos, são animais de grande sociabilidade e gostam de ter companhia.

De acordo com a Associação Cinológica do Brasil, a longevidade dos cães varia conforme o porte da raça, sendo a expectativa média de um cachorro de pequeno e médio porte cerca de 12 anos e dos cães grandes ou gigantes mais curta. Essa idade, entretanto, não é uma regra. Os cuidados recebidos desde a infância são determinantes da expectativa de vida dos animais. Por isso, ao adquirir um cão filhote, é bom ter em mente que o animal também vai envelhecer e requerer cuidados geriátricos para viver mais. Estar disposto a ter esse amigo fiel significará cuidar dele quando ele mais precisar, na velhice.

Fonte: Cruzeiro do Sul

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Cuidados para seu cão curtir o verão

“Vem chegando o verão…”. Isso é verdade no calendário e na bela balada-rock de Renato Rocketh celebrizada por Marina Lima, pois na prática não precisamos esperar até 21 de dezembro. Sim, o verão já chegou, com todo mundo derretendo de vontade de aproveitar as férias de virada de ano. É claro que nossos companheiros e amigos caninos estão dentro.

Vamos apenas lembrar alguns detalhes para que eles curtam o verão a ponto de levar o prazer e a alegria pelo outono, inverno e primavera adentro. E essa música que citamos serve de mapinha.

Foto: Reprodução/Yahoo
Foto: Reprodução/Yahoo

“Um calor no coração…”. No corpo todo, isso sim, especialmente os caninos, cuja temperatura normal é mais elevada que a nossa e os torna mais sensíveis ao clima quente. Se seu cão latir e ofegar muito, ele pode estar dizendo no idioma dele aquela frase que ouvimos de vez em quando: “Mas está calor, hein?”. Portanto, não se esqueça de aliviá-lo e de cuidar para que ele não venha ou volte a sofrer com o clima quente.

Mantenha a tigela do canino sempre cheia de água fresca (e na sombra) e, ao levá-lo a passeio, leve uma garrafinha especial de água para ele; em viagens e passeios mais longos, um recipiente dobrável para água também é indispensável. Se o calor estiver mesmo daqueles, uma bandana úmida ou deixada no freezer em volta do pescoço do peludo vai bem. Em casa, as piscininhas das crianças são ótimas também para os caninos – mas, se a piscina for de verdade e meio grande, o cão deverá estar bem treinado para entrar e sair, pois ele pode nadar demais e afundar de cansado. Sempre comparo cães a crianças pequenas; pois bem, não se larga um bebê, humano ou canino, totalmente sozinho numa piscina.

“De bundinha de fora…”. Para o cão tanto faz, especialmente se ele for dos mais peludos. Escove-lhe o pelo diariamente para aliviar o calor (mas não tose muito curto, pois os pelos ajudam a proteger o canino do Sol). Passe filtro solar no focinho e pontas das orelhas, partes sensíveis por excelência e não protegidas com pelagem (mas convém verificar com o veterinário o tipo e quantidade de filtro solar). Procure evitar que ele pise em lugares que acumulam calor, como o asfalto das ruas e calçadas ou mesmo o metal das carrocerias de caminhões ou caminhonetes. Escolha caminhos alternativos com muita grama e/ou sombra e faça o cão se acostumar com o calor do solo, começando por passeios bem curtos e aumentando aos poucos.

Foto: Reprodução/Yahoo
Foto: Reprodução/Yahoo

“O dia inteiro de prazer…”. Ótimo, mas cuidado com o período das dez da manhã às três da tarde, quando o Sol ataca com mais força. Se para a maioria de nós já é um sufoco literal, imagine para os peludos. Ao sair com o canino em longas caminhadas, dê várias paradas para descanso.

“Não demora muito agora…”. Não demore é nada: nem pense em deixar o cão no carro nem por “um minutinho”, pois dentro do veículo a temperatura sobe muito, e bem depressa, e o risco de o cão pegar insolação e falecer devido ao calor é muito grande. Também não demore se perceber algum cão preso por corrente embaixo de sol forte, sem nenhum abrigo, sombra ou circulação de ar (ou mesmo deixado dentro de um automóvel!); avise as autoridades ou possíveis tutores mais próximos.

Os sintomas de insolação são excesso de salivação, respiração acelerada, perda de coordenação, ansiedade, falta de resposta a comandos, alto da cabeça muito quente e temperatura retal acima de 41 graus. Leve o cão para onde houver sombra, molhe-o com água fria (se houver banheira ou algo parecido, melhor ainda) por cerca de meia hora (mas não mergulhe a cabeça do peludo se ele tiver desmaiado) e corra ao veterinário para o cão receber soro e daí se re-hidratar. Ah, sim: nada de ir dando ao cão aspirina ou outros antitérmicos que podem funcionar muito bem nos humanos. E atenção especial à sensibilidade acentuada ao calor com que podem sofrer os Pugs, Buldogues e outras raças de focinho curto, bem como os cães obesos e idosos. Não deixe seu canino “todo se ardendo” para ninguém!

“Eu quero te ter, te envolver…”. Isso vale também para mosquitos, pulgas, carrapatos e outros bichinhos incômodos e até perigosos que proliferam no calor. Vermifugar o peludo ajuda a prevenir e afastar risco de zoonoses. E atenção para a ração: com o calor ela tende a se fermentar e estragar mais rapidamente.

Foto: Reprodução/Yahoo
Foto: Reprodução/Yahoo

“Top less na areia, virando sereia…”. Para pessoas sim, cães não! Basta lembrar detalhes de senso comum como o sofrimento do cão ao pisar a areia quente e a impossibilidade de limpar seu cocô e xixi sem contaminar a praia. Inclusive, há leis proibindo a permanência de cães (e também gatos) na praia, com penalidades variando para cada cidade, que, além de multa para o tutor, incluem até risco de o cão ser levado pelo Centro de Controle de Zoonoses para ser resgatado ou mesmo doado a terceiros. Quando muito, o cão só pode passear na praia se ficar no colo do tutor.

“Tudo que quiser eu vou te dar…”. Bem, já falei em outros artigos sobre como lidar com peludos pidões. Sim, no Brasil, começo de verão coincide com Natal, mas nada de dar ao canino panetone para humanos e outros quitutes achocolatados, pois o cacau é maligno para eles. Se você realmente precisar dar panetone ao seu canino, que seja do especial para ele, e algumas versões incluem até pedaços de carne.

“Coisas da vida…”. Nunca é demais repetir: ao sair para sua merecida viagem de férias, não se esqueça de verificar os locais em que é permitido se hospedar ou se alimentar na companhia de amigos mais peludos que Tony Ramos. Caso você viaje sem os cães, verifique se eles têm espaço para se movimentarem e abrigo contra sol forte e chuva, deixe mais de uma vasilha de água e providencie alguém para cuidar deles, pelo menos para verificar e trocar água , ração e limpar a cocozeira.

“Essa magia colorida…”. É isso mesmo, basta unir atenção e cuidado ao carinho e amor pelos caninos para que eles e seus guardiões e amigos, todos juntos, tenham um verão divertido, prazeroso e inesquecível. Afinal, não são só os humanos que gostam – e precisam – das proverbiais sombra e água fresca!

Fonte: Yahoo

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