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Boi explorado em novela é covardemente morto no Distrito Federal

O boi Diamante, tutelado pelo produtor rural e adestrador Adelino Barbosa, de 70 anos, foi covardemente morto por vizinhos de seu tutor no Distrito Federal. A Polícia Civil encontrou a ossada do animal em um matagal próximo à chácara de Barbosa, na região do Gama.

“Não dá nem para acreditar. Estou arrasado. Olha, ainda não sei o que fazer. Estou num desespero total”, lamentou Barbosa.

Diamante foi covardemente morto para consumo humano (Foto: Arquivo Pessoal/Reprodução)

O boi ficou famoso após participar de gravações da novela “Em Família”, em 2014, e também era explorado em exposições, nas quais frequentemente era premiado. O animal, que havia sido adestrado pelo tutor, era manso e pesava cerca de uma tonelada. A notícia de que o boi havia sido morto veio 14 dias após ele ter desaparecido após ter sido levado por vizinhos da chácara onde vivia.

De acordo com a Polícia Civil, a dupla matou Diamante, vendeu parte da carne e consumiu o restante. A justificativa dada por eles foi a de quitação de uma dívida. Barbosa, entretanto, contesta a versão dos vizinhos. “Não tenho dinheiro, mas também não sou mau caráter de não honrar os compromissos que faço. Confessaram que fizeram isso para vender e pagar uma dívida, mas não é comigo. Nunca fiz negócio com eles”, afirma Barbosa, que conta que Diamante foi o quarto boi levado pelos homens que não tiveram a identidade revelada pela polícia e foram descritos apenas como “maiores de idade” e vizinhos do tutor do animal.

“Eles foram praticamente criados aqui dentro de casa”, conta Barbosa ao revelar conhecer os homens desde a infância. A dupla vai responder em liberdade a processo na Justiça. Por segurança, os outros dois bois que viviam na chácara foram levados para as terras de um parente de Barbosa. As informações são do portal G1.

Em relação a Diamante, que estava na família há cinco anos, restaram apenas as recordações. “Meus bois são como filhos para mim. Converso com eles da mesma forma como falo com pessoas”, afirma Barbosa, que lembra que o boi que foi morto tinha um valor sentimental para ele.

Nota da Redação: a ANDA reforça que é necessário que os animais não só sejam amados, mas também respeitados em relação aos seus direitos. Não basta considerar o animal como um filho e desrespeitá-lo, explorando-o em exposições e novelas e submetendo-o a treinamentos que os forçam a aprender comandos e truques anti-naturais. Obrigar um boi a participar de uma exposição e da gravação de uma novela são consideradas práticas exploratórias porque nelas o animal é tratado como um objeto que reverte lucro ao seu tutor, o que é inaceitável. Além disso, para que faça tais participações, o boi é mantido em um local inadequado para ele, com grande circulação de pessoas, longe da natureza, o que pode estressá-lo. Adestrá-lo também configura exploração, já que além de ser uma prática realizada para que o animal seja convocado a participar de eventos que o irão tratar novamente como fonte de lucro ao seu tutor, o adestramento o força a aprender comandos que vão contra seu instinto e comportamento natural e, em alguns casos, trata o animal com imenso desrespeito, como acontece quando o adestrador fica de pé em cima do boi. Sendo assim, a ANDA relembra que é preciso enxergar os animais como sujeitos de direito, que devem ser respeitados e que, em hipótese alguma, podem ser explorados como fonte de renda, por serem vidas e não mercadorias. 

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Lançamento de novela “O Rico e Lázaro” é marcado por morte de animais nos bastidores

Por Sophia Portes / Redação ANDA (Agência de Notícias de Direitos Animais)

Divulgação/RecordTV

“O Rico e Lázaro” é a nova novela do canal de televisão brasileiro Record, que estreou na última segunda-feira (13) e já está enfrentando diversos problemas de produção. Presença de abelhas e morte de animais são alguns deles.

No dia 10 de março, as gravações foram interrompidas quando um funcionário da equipe entrou no estúdio gritando com o corpo coberto de abelhas. Dias depois, uma cabra e um burro morreram nos bastidores da produção.

A novela teve sua produção terceirizada pela RecordTV para a produtora Casablanca, que gravou em estúdios localizados na zona Oeste do Rio de Janeiro. A diretora-executiva da Casablanca, Solange Cruz, conversou sobre o caso com o portal Fátima News. “Tivemos problemas com as abelhas e contratamos um técnico para mudar o cantinho delas. Não podemos simplesmente matar abelhas, elas estão em extinção e respeitamos isso”. A executiva disse que desconhece a morte de animais, mas que vai buscar informações sobre o fato. A RecordTV foi procurada, mas preferiu não se pronunciar.

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Walcyr Carrasco emociona ao abordar os temas abandono e adoção de animais

Walcyr Carrasco cumpriu com sua palavra e abordou o tema de adoção e abandono de animais ontem em sua novela na TV Globo da faixa das 21 horas, Amor à Vida.

Na cena que foi ao ar neste dia 1º, Bernarda (Nathalia Timberg), Jonathan (Thalles Cabral) e Edith (Barbara Paz) decidem dar um passeio e visitar a Cidade Universitária da USP. Logo depois, uma cadelinha SRD é vista pelo espectador quase sendo atropelada, enxotada por um cozinheiro enquanto procura comida e fugindo das pedradas que crianças na rua jogam em sua direção.

Cenas de "Amor à Vida" retratam abandono e adoção de animais. (Foto: TV Globo)
Cenas de “Amor à Vida” retratam abandono e adoção de animais. (Foto: TV Globo)

Já na USP, Bernarda vê a cadelinha e se encanta por ela, levando-a a uma clínica veterinária para fazer um check-up. Apesar de um pouco desidratada, a cadelinha se encontra com boa saúde.

Foto: TV Globo
Foto: TV Globo

Em um diálogo com a veterinária, a médica acredita que a cadela tenha sido abandonada pelo antigo tutor, para a incredulidade de Bernarda. A veterinária continua e explica que muitas pessoas pegam o cachorro ainda quando filhote, gostam, mas depois enjoam e abandonam. Cita o exemplo de cães que são abandonados nas próprias clínicas, fingindo ser para um tratamento, e depois nunca mais vão pegar o animal.

A conversa passa para os anjos, protetores, pessoas que formam abrigos para acolher esses animais, estando sempre em uma busca constante no combate contra o abandono, negligência e maus-tratos contra os animais.

Foto: TV Globo
Foto: TV Globo

Bernarda então decide levá-la para casa, e quando alguém comenta que preferia um cachorro de raça, ela declara “Eu sou contra essa história de comprar e vender animais, tanto bichinho abandonado, é melhor adotar”

Foto: TV Globo
Foto: TV Globo

Mas como a família não aceita, ela dá a cadelinha para o amigo da família, Doutor Lutero.

Antes disso, Bernarda ainda emocionou Pilar (Susana Vieira), sua filha na ficção, ao contar sobre os últimos dias de Diamante, seu cachorrinho que viveu por 20 anos com ela. Segundo Bernarda, eles se entendiam apenas com o olhar e tinham uma relação de muita amizade.

Vamos ficar acompanhando o desfecho.

Fonte: Portal do Dog

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Fina Estampa e nossa triste viagem ao fundo do poço

Foto: Reprodução

Uma vizinha amarra a outra e a mantém presa no jardim da casa enquanto se insultam: “Chimpanzé!”. “Orangotango!”. “Cadela!”. “Gorila!”. Aí a vizinha que amarrou se compromete a soltar a amarrada desde que ela confesse a maior das ofensas: “Eu sou uma vira-lata!”

Este é um capítulo típico de Fina Estampa. A Rede Globo estabeleceu no passado um nível de profissionalismo e qualidade artística em entretenimento que conquistou o resto do mundo. Há alguns anos, elogiei na revista Época o autor Agnaldo Silva pela coragem temática de sua novela anterior, a notável Duas Caras. Hoje, Fina Estampa é um triste passo para trás.

Dois “cachorrinhos de madame” viraram coadjuvantes da vilã, reforçando todos os preconceitos contra animais mimados por gente inconsequente. Uma cobra supostamente venenosa foi usada como arma, multiplicando o medo generalizado de serpentes no telespectador. Dois personagens vivem exclusivamente à base de peixe, que matam aos montes para não ter que trabalhar. São atitudes que vão além do “politicamente incorreto”. Nós estamos em 2012. Hoje felizmente não se admitem mais absurdos como racismo e homofobia. O respeito mínimo aos animais deveria fazer parte dessa lista de obrigações naturais à evolução humana.

Tem mais. Em Fina Estampa funcionam dois restaurantes fazendo propaganda obsessiva de pratos de carne, capítulo após capítulo. Nenhum desses chefs, nenhum dos restaurantes, nenhum dos seus clientes é vegetariano. (Os hippies da pensão eram, mas apareceram lá por uma única cena).

Não quero censura nas novelas. Mas essa das nove é o programa mais assistido da TV brasileira. Exige alguma ética pelo imenso poder de influência que tem. Além disso, mostra nossa cara para o resto do mundo, com as exportações. O fato é que ouvir gente xingando pessoas com nomes de animais todos os dias é muito agressivo para quem gosta de animais. E um péssimo exemplo para qualquer espectador.

Um pouco de responsabilidade espiritual e compaixão deveriam fazer parte das obrigações mínimas para quem ocupa o cargo mais poderoso e bem pago que um escritor pode ocupar no Brasil.

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Você é o Repórter

Novela "Fina Estampa" da Rede Globo é acusada de incitar a violência contra animais

Phedra Adnay
phedra.danay@hotmail.com

Leiam abaixo a carta redigida pela Comissão de Preservação Animal da sociedade Helênica de São José dos Campos (SP), entidade beneficente da qual faço parte e enviada à Rede Globo:

No dia 30.12.2011 a personagem Tereza Cristina passeava a pé pelo condominio, quando parou em uma das residências onde tinha dois cachorros que latiram. Ela imediatamente disse que iria providenciar um bife com chumbinhos ou vidro moído para que eles parassem de latir para sempre.

O autor foi muito infeliz nessa observação, porque esta cena absolutamente desnecessária, só serviu para instruir os maus de como se matam os cachorros, mesmo não oferecendo nenhum perigo. Todos os dias a sociedade de bem luta pelo bem estar dos animais e por leis mais severas que punam com pena de prisão os criminosos que espancam, abandonam, arrastam, esquartejam, decepam, mutilam, esfaqueiam, matam animais. As notícias divulgadas pela imprensa são diárias e toda a sociedade tem se manifestado pelo fim da impunidade. E como a novela das oito é vista por milhões de pessoas, o autor não deveria ter inserido no texto e na boca da personagem mais uma modalidade de extermínio de cachorros, e esperamos que a globo na mesma novela venha a sanar essa frase impensada, substituindo-a por outra, que sirva de exemplo de como devem ser tratados os animais em geral, inclusive o melhor amigo do homem, o cão.

Agradecemos a atenção e esperamos ter a nossa sugestão acatada, para que enfim, o ser humano seja merecedor do adjetivo de “homem civilizado” de verdade.

Comissão de Preservação Animal da sociedade Helênica de São José dos Campos

Caso achem necessário, manifestem-se, cadastrando-se neste link:

Http://falecomaredeglobo.globo.com

 

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“Minha missão é a defesa dos direitos animais”

Depois de dez anos afastado da TV, o ator, diretor e produtor Claudio Cavalcanti, vegetariano declarado e eterno defensor dos direitos dos animais, voltou à telinha para uma participação especial na novela “Amor e Revolução”, no SBT.

Antes de regressar às novelas, o ator, que completará 55 anos de carreira no dia 13 de dezembro, se dedicou à atividade parlamentar, como vereador no Rio. “Eu estive afastado cumprindo minha missão na vida que é a defesa dos animais. E agora voltei à minha paixão que é ser ator”, disse Cavalcanti, que estreou na carreira artística em 1956, aos 16 anos, no Teatro Brasileiro de Comédia (TBC), ao lado de nomes como Natália Thimberg e Fernanda Montenegro. O ator acumula em seu currículo mais de 30 peças.

Fonte: Jovem Pan

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Transmissão da toxoplasmose é mais comum por alimentos mal lavados ou cozidos

Colocados ao lado de um cão esfuziante e brincalhão, são facilmente considerados antipáticos, frios, distantes, esnobes e desinteressados. Além dessa “fama”, os gatos ainda sofrem com outro tipo de preconceito: são vistos como vilões, por serem agentes transmissores da toxoplasmose, doença que pode passar despercebida em pessoas com imunidade normal, mas gera complicações sérias naquelas com imunidade comprometida, sendo também transmitida de mãe para filho pela placenta.

A doença e, por tabela, os felinos ganharam algum destaque recentemente, quando a novela Insensato Coração, da Globo, colocou o personagem de Lázaro Ramos alertando a personagem de Camila Pitanga sobre o perigo de ficar perto de gatos, já que ela está grávida.

Segundo a veterinária do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) de Rio Claro, Camila Ramos, o gato é realmente o único agente transmissor, mas é nos alimentos mal higienizados que reside o maior perigo para o humano: “A principal forma de infecção é através da ingestão de alimentos. A transmissão gato – homem é mais difícil, pois, após eliminar os cistos nas fezes, elas têm que permanecer no ambiente por pelo menos dois dias para tornarem-se infectantes”.

Ou seja, assim como outras doenças, é a falta de limpeza do ambiente doméstico, dos alimentos e das próprias pessoas que determina as chances de contaminação. Segundo Camila, é importante destacar que “gatos criados em casa, cujas fezes sejam recolhidas diariamente, não apresentam risco. Eles não devem comer carne crua, para não serem contaminados. Outros animais somente transmitem toxoplasmose pela carne, não pelas fezes”, explica.

E também muito importante é ressaltar que apenas os gatos já contaminados podem transmitir a doença: nada de generalizações. Um gato sadio, bem cuidado, em uma casa limpa, não trará problemas. Além desses equívocos sobre a toxoplasmose, o senso comum empurra para os bichanos a pecha de pouco amigos. Tal definição é prontamente demolida pela pediatra Silvana Ciabotti Rillo. Ela convive com gatos há 25 anos e hoje tem quatro animais, entre um e 14 anos: “Eles nos esperam chegar e, quando adoecemos, ficam próximos, como que cuidando de nós. Sempre pedem carinho e, diferente do que dizem, não vêm apenas quando querem algo”, relata. A médica destaca a importância de um animal de estimação no desenvolvimento de uma criança: “Desenvolve a personalidade da criança e o amor ao próximo, independente de qual animal seja”, explica.

A veterinária Camila informa que no CCZ há atualmente 10 gatos e nove cães para adoção, todos castrados e vermifugados. A disparidade entre as adoções concluídas chama atenção: neste ano, 20 cães e apenas oito gatos conseguiram um tutor. Para adotar um animal do CCZ basta comparecer com o documento de identidade e, se o interessado for menor de idade, é indispensável que pais ou responsáveis estejam presentes. No site do CCZ (www.cczrioclaro.tk) podem ser encontradas imagens dos animais que esperam por adoção, além de informações e fotos de animais encontrados ou perdidos. A adoção deve ser um ato muito bem planejado, já que “ter um animal e não fornecer a ele abrigo, alimentação e cuidados veterinários também pode ser considerado maus-tratos contra o animal”, pontua a veterinária.

Fonte: Jornal da Cidade

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Toxoplasmose e a ética na propagação de informações

Por Renata de Freitas Martins (da Redação)

Na última segunda-feira (04.04.2001) tivemos no chamado horário nobre da televisão brasileira mais uma disseminação totalmente errônea e preconceituosa de informação.

Trata-se de novela no canal de maior audiência em todo o país, em cena na qual uma personagem que está grávida avista um gato em cima de seu carro e fala para outra personagem algo como “ai que gracinha… mas tire-o daí porque não posso nem chegar perto pois posso pegar toxoplasmose”.

Não apenas na citada novela, mas por vezes em programações distintas, tais informações são infelizmente disseminadas, sendo que até mesmo alguns médicos aconselham grávidas a se livrar dos bichanos, o que gera, consequentemente, um enorme aumento no abandono destes animais, que são simplesmente descartados como qualquer objeto que não mais tem valia.

Assim, faz-se necessário urgentemente que mais uma vez tratemos do assunto, visando esclarecer certas lendas sobre a toxoplasmose, em especial a transformação de gatos em seus vilões, o que, definitivamente não é correto.

Toxoplasmose é doença causada pelo protozoário Toxoplasma gondii. O parasita é capaz de invadir, naturalmente, qualquer organismo animal de sangue quente (homeotermos), nos quais se multiplica em ciclo assexuado. É parasita estrito do interior da célula (intracelular), e principalmente células do sistema nervoso central, endotélios e dos músculos estriados, como o são aqueles esqueléticos e do coração (miocárdio).

Sua transmissão, diferentemente do que a cultura popular prega, não é dada exclusivamente por gatos (note-se que não é o gato que transmite, e sim o contato direto com as fezes “velhas” de animal que porventura esteja contaminado) . Aliás, muito pelo contrário. O modo mais comum de transmissão da toxoplasmose é a ingestão alimento contaminado, principalmente carnes cruas e mal cozidas.

Quando um ser humano tem seu primeiro contato com agente causador da toxoplasmose, ele pode desenvolver sintomas semelhantes aos de uma gripe, como dores no corpo, tosse, entre outros. As defesas do organismo costumam ser suficientes para conter o processo, embora pessoas com deficiências imunológicas (portadores de Aids e câncer, por exemplo) possam desenvolver sintomas graves em função dessas infecções. O parasita pode ainda retornar caso a imunidade seja afetada no futuro. Após esta primeira infecção o indivíduo normal ganha imunidade contra a doença.

O grande perigo da infecção ocorre quando uma mulher gestante entra em contato com o Toxoplasma pela primeira vez em sua vida e desenvolve a infecção, mas a mulher gestante pode se prevenir não comendo alimentos crus ou mal cozidos, usando luvas ao fazer jardinagem (lavando as mãos depois). É bom que a gestante possa saber se já tem ou não anticorpos contra a toxoplasmose, até para poder regular o grau de atenção para as medidas preventivas. Isso se consegue por meio de um exame de sangue.

Feito esse breve esclarecimento, de se ressaltar que a divulgação de informações de forma equivocada, além de ser prejudicial aos gatos, também faz com que a omissão na informação da transmissão por meio da alimentação, por alimentos como leite, verduras mal lavadas e carne, que é a grande fonte de infecção, é um grande erro no ponto de vista sanitário e de saúde pública, pois nega à população uma importante informação para a prevenção da contaminação. Assim o preconceito sempre estará acima da verdade e informação.

Neste mesmo sentido discorre Nara Amélia da Rosa Farias, en “Toxoplasmose: Realidade e Preconceitos”, Revista Acadêmica de Medicina Veterinária da Faculdade de Veterinária- UFPel- v.01,n.02 , 02/2002:

“(…) ainda existe uma grave falta de informação entre os profissionais da área da saúde e, consequentemente, do público, quanto aos riscos de infecção dos humanos a partir de seu gato de estimação. Por isso, ainda são frequentes recomendações preconceituosas e sem embasamento científico feitas por médicos e veterinários, quanto aos animais de estimação.

O conhecimento de características biológicas e epidemiológicas do parasita esclarece os verdadeiros riscos de infecção para o homem e os animais, tornando possível a recomendação de medidas realmente efetivas para seu controle.”

Um trabalho de informação à população é fundamental para se esclarecer sobre a toxoplasmose e evitar a contaminação.

Aliás, sobre este assunto, muito bem nos ensina o insigne promotor de Justiça, Dr. Laerte Levai, em seu livro Direitos dos Animais:

“Não é justo discriminar os gatos pela transmissão da toxoplasmose, mesmo porque esses animais têm costumes higiênicos bem apurados (enterram nas próprias fezes e demonstram asseio corporal). O que pouca gente sabe, no entanto, é que os gatos – em regra quando pequenos – eliminam naturalmente o toxoplasma, ficando livres, em definitivo, do protozoário. A situação de penúria e abandono que tantas vezes atinge os bichanos, fazendo com que eles precisem caçar para sobreviver, pode eventualmente trazer a doença. Nesta hipótese, medidas efetivas de conscientização ambiental e de guarda responsável mostram-se fundamentais para enfrentar o problema”.

Portanto, pelo breve exposto, é notório que a contaminação de toxoplasmose por meio do contato com gatos é mais uma das maldosas lendas urbanas, e, infelizmente, adotada por muitos, e inclusive pela imprensa, que, infelizmente, deixa de cumprir seu próprio código de ética (art. 2º: “A divulgação de informação, precisa e correta, é dever dos meios de comunicação pública, independente da natureza de sua propriedade”).

Ética nos meios de comunicação é essencial para a correta disseminação de informações e consequente formação de uma sociedade com atitudes corretas e justas!

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Notas

– Texto baseado em artigo originalmente publicado em [http://www.conjectura.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=90:toxoplasmose&catid=4:etica&Itemid=2]

– É importante salientar que o contato direto com o gato, não representa risco de infecção para o ser humano, pelos motivos a seguir expostos: – o período de eliminação de oocistos é muito reduzido; – os oocistos precisam de, no mínimo, um dia no ambiente para se tornarem infectantes e, portanto, o contato com fezes frescas não representa risco; – mesmo durante a eliminação de oocistos, os gatos geralmente não apresentam diarreia. Este fato, somando-se aos hábitos de higiene do animal, faz com que não permaneçam resíduos fecais na região perianal, nem em sua pelagem, eliminando o risco de infecção dos humanos que o acariciem; –  mordidas e arranhões de gato são improváveis formas de transmissão do protozoário, uma vez que, mesmo durante a fase aguda da doença, dificilmente existirão taquizoítos na cavidade oral do felino, e nas unhas, essa possibilidade é nula.

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Você é o Repórter

Novela dá informações erradas sobre gatos e gravidez

Vivi
babykisses@gmail.com

No capítulo de ontem da novela Insensato Coração, a personagem grávida Carol divulgou informações equivocadas sobre toxoplasmose e gravidez.

Ao ver uma linda gatinha tricolor descansando no capô do carro, ela se recusa a pegar no animal. “Eu não posso nem chegar perto. A Sônia disse: eu corro o risco de pegar toxoplasmose. É perigoso!”, disse para a amiga.

Pura ignorância! Pra quem não sabe, segundo a ONG Projeto Esperança Animal (PEA), a única forma de se pegar toxoplasmose de um gato é comendo as fezes contaminadas dele. É mais fácil contrair a doença comendo carne mal cozida e vegetais mal lavados!

Em outra cena, o pai André pesquisa na Internet sobre a doença. Tomara que ele consiga achar informações sobre o mito da toxoplasmose e sobre a convivência perfeitamente saudável entre gatos e mulheres grávidas.

No capítulo de hoje, “André alerta Carol sobre alguns cuidados que ela precisa tomar em relação à gravidez”. Espero que ele cite estas medidas:

– Tomar água filtrada,

– Lavar frutas e verduras com cuidado,

– Cozinhar bem as carnes,

– Usar luvas para cuidar do jardim

– Usar luvas para limpar a caixa sanitária do gato diariamente

– Não dar comida crua para o bichano,

– Impedir que o peludo tenha acesso à rua.

Eu prefiro acreditar que, no capítulo de hoje, a novela mostre as informações corretas. Se isso acontecer, o erro será menor, pois quem vir apenas o capítulo de ontem e perder o de hoje ficará com um preconceito em relação aos gatos. Portanto, as duas cenas, se é que existirão, deveriam passar juntas, coladas uma na outra.

Eu acho que a melhor campanha para combater esse preconceito seria fazer uma exposição de fotos de mulheres grávidas ao lado dos seus gatinhos. O que acha? Você tem uma foto assim? Manda pra mim (gata.lili2@gmail.com).

Quem quiser reclamar na Rede Globo, basta escrever em http://falecomaredeglobo.globo.com

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Cobra morre de calor durante gravação da próxima novela da Rede Globo

(da Redação)

Filmagens sob calor intenso no Alto da Boa Vista, bairro da zona norte carioca (Foto: AgNews)

“Morde & Assopra”, a próxima novela das 19h da Rede Globo, causou recentemente a morte de uma cobra.

Por conta do calor no Rio, o animal explorado durante as gravações não aguentou e morreu antes do fim da cena, segundo informou a coluna Outro Canal, da jornalista Keila Jimenez da Folha de S. Paulo.

Este é mais um caso em que animais sofrem as consequências da falta de consciência ao serem cruelmente utilizados para o entretenimento.

Usar animais em entretenimento, mesmo que sua presença seja acompanhada de uma mensagem ‘positiva’, não é de interesse do sujeito em questão. Primeiro, ele não tem escolha no assunto. Segundo, como novelas trabalham com caricaturas, elas tendem a representar os animais de uma forma estereotipada e distorcida.

Recentemente, uma girafa de 18 anos que estava sendo  explorada nas filmagens da comédia de Kevin James, Zookeeper, morreu um dia após fazer sua cena final. Suspeita-se que o estresse a que foi submetido o animal durante as gravações  tenha sido o causador da morte precoce, já que uma girafa pode viver até 30 anos.

Tortura e maus-tratos nos bastidores

De acordo com Chris Palmer, um veterano da indústria cinematográfica, programas de TV que cativam o público por focarem em animais selvagens, veiculados através de canais como Discovery Channel e  Wild America por Marty Stouffer, apesar de criarem uma impressão de intimidade com a chamada ‘vida selvagem’, apelam para recursos não éticos como tormento de animais, cenas montadas e o uso de animais treinados.

Chris diz que a manipulação é motivada por dinheiro porque economiza tempo. Ele resolveu “abrir o bico” porque se cansou de ver tanto tormento de animais durante filmagens, o público sendo enganado e a falta de conservação nos filmes. Para tentar mudar a situação no futuro, ele fundou um centro de cinema ambiental na American University para educar a nova geração de cineastas sobre como produzir filmes sobre animais usando uma metodologia ética.

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Você é o Repórter

Desfile com casacos de peles marca estreia de novela da Globo

Movimento Mineiro pelos Direitos Animais
Via Rede dos Bichos, com informações do Instituto Nina Rosa

A novela Ti-t-ti, da Rede Globo, estreou exibindo cenas de desfile de moda com o uso de casacos de peles.

Se outrora este hábito justificou-se para aquecer nossa espécie do frio, e até por simples modismo, atualmente, nossa racionalidade proporcionou-nos criar alternativas eficazes para nos aquecer. Quanto à moda, cremos ser mediocridade e futilidade em demasia a manutenção de tal prática, considerando todo o sofrimento dos animais utilizados.

Usar casacos de pele tornou-se brega, “out” e até criminoso sob a ótica da Legislação vigente, nos casos em que se matam animais silvestres/selvagens. Para nós, ativistas da causa animal, a exploração/tortura/morte de qualquer animal é criminosa, sob a ótica da senciência e do respeito a todas as vidas.  

Afinal, qual objeto tem valor para uma consciência sã e ética, se advém da morte de outrem – seja um banco de carro, vestimentas diversas, tapetes, almofadas etc.?

Repudiamos a exibição e, por conseguinte, o incentivo do uso de peles na novela  Ti-t-ti, e solicitamos à Rede Globo que inove a reedição desta novela, não só eliminando o uso desse material como, principalmente, lançando uma campanha de conscientização da população quanto à importância de evoluir, usando vestuário sintético, tendo assim uma ação ecologicamente correta. 

Uma moda que se restringe ao benefício de quem a confecciona, a comercializa e a usa ignorando os prejuízos alheios, não deve ter adesão.

A seguir, site que expõe a realidade sobre o que é um caso de pele, informando a quantos animais mortos equivalem cada um deles. Um trabalho de Philip Kling David, psicólogo e artista gráfico:

http://popdesign.wordpress.com/2008/12/01/a-lista-dos-mais-mediocres/

Veja os vídeos sobre extração de pele indicados no site do Instituto Nina Rosa:

— Fourrures à prix sacrifiés! – http://www.strasbourgcurieux.com/fourrure 

— Massacre de focas no Canadá – http://stream.realimpact.net/?file=realimpact/hsus/seal-hunt/rebecca4-1-package-hunt.wmv&type=wmv

Manifeste-se à Rede Globo:

http://falecomaredeglobo.globo.com/

— follow @JacquesLeclair_
 
 

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Você é o Repórter

A verdade sobre a chimpanzé Kate na novela Caras e Bocas

Projeto GAP

projetogap@projetog ap.com.br

Esta é a primeira vez que falamos publicamente da novela Caras e Bocas, da TV Globo, que terminou no dia 8 de janeiro, após quase 10 meses de exibição e com altos índices de audiência.

Durante todo este tempo, acompanhamos a novela diariamente (apesar de não ser nosso costume) e também tivemos contato com a direção da Globo sob vários aspectos da mesma. A novela teve um mérito: mostrou o que os chimpanzés são capazes de fazer, sua inteligência, sua esperteza, sua capacidade de planejar o futuro, seus sentimentos, praticamente tudo sobre o que temos falado nos últimos 10 anos – sua humanidade.

No entanto, alertamos a Globo sobre o lado negativo da novela:  a falsa imagem deixada para a sociedade de que um chimpanzé pode viver na casa de humanos, andar pela rua, relacionar-se com qualquer tipo de pessoa sem que um acidente trágico ocorra (como já relatado em nosso site).

Agora que o programa Fantástico (exibido no dia 10 de janeiro) revelou que o destino de Kate foi o de voltar para o local de onde saiu – o Zoológico do Parque de Diversões Beto Carrero World, em um ilha mínima (180m2), exposta ao público – nos sentimos livres para contar a verdadeira história sobre o destino de Kate.

Durante o desenrolar da novela, a Rede Globo fez uma proposta ao filho de Beto Carrero para a compra de Kate. No início ele aceitou. A idéia era entregá-la ao Santuário do GAP em Sorocaba, onde moram sua mãe e dois de seus irmãos, e onde poderia desfrutar da vida longe da exploração comercial, sem visitação pública, em recintos de 1000m2 ou mais.

Quando a operação foi oficializada, a Globo deveria informar ao Beto Carrero World o destino final da Kate, por norma do IBAMA. A emissora, obviamente, não tinha qualificação para recebê-la, por não se tratar de um Mantenedouro de Fauna Exótica, como a Lei exige. Quando o Santuário do GAP foi mencionado, os responsáveis pelo parque de diversões não aceitaram. Por quê? Vamos relatar aqui um caso judicial que tivemos com Beto Carrero nos últimos anos e que motivou essa retaliação.

Caso ex- Circo Garcia: O Circo Garcia foi um dos circos com maior quantidade de chimpanzés no Brasil. Anos atrás chegou a ter 27 em jaulas dentro de duas carretas de transporte. Reproduziam intensamente, chegando a produzir uma dúzia de bebês em poucos anos.

O circo teve dificuldades financeiras mais de 5 anos atrás e terminou fechado. Sua proprietária, Carola Garcia, tinha aposentado os chimpanzés em uma pequena chácara em Vargem Grande Paulista, junto ao Santuário do GAP local, de propriedade de Selma e Sonia Mandruca, que mantinham uma relação de amizade com Carola.

Quando Carola adoeceu, ficou hospitalizada e recebeu a visita de Beto Carrero, fazendo-lhe mudar uma doação já realizada por ela, protocolada no IBAMA, dos 14 chimpanzés que lhe restavam e estavam na chácara. Ela sugeriu a divisão dos primatas ( 7 para cada local), mas a promessa não foi cumprida já que Carola morreu antes de os chimpanzés serem transferidos para qualquer lugar.

O IBAMA “lavou as mãos” e, apesar de ter um documento protocolado para a doação dos 14 chimpanzés para Sorocaba, não quis tomar partido. Ante essa situação e porque nós já estávamos cuidando daqueles infelizes chimpanzés há mais de um ano, decidimos, entre os Santuários de Sorocaba e do Paraná, pela compra da herdeira do espólio do Circo, a chácara com todos os chimpanzés e instalações. Foi tudo realizado transparentemente, com registro em cartório.  O IBAMA nos deu, então, os documentos para transferir os chimpanzés – uma parte para o Paraná e outros para Sorocaba.

Em uma medida surpresa e ocultando da Justiça que nós éramos os legítimos proprietários das instalações e dos chimpanzés, Beto Carrero entrou com uma ação judicial e conseguiu uma liminar para retirar os 7 chimpanzés que alegou pertencerem a ele por uma promessa da ex-dona do circo, falecida. Uma juíza de São Paulo deu a liminar e eles entraram com força policial e armas expostas no Santuário do Instituto Anami do Paraná, afiliado ao GAP, levando 5 chimpanzés. O Santuário do Paraná entrou com uma ação de restituição de posse e, após vários meses, conseguiu a vitória no Tribunal Regional de São Paulo. Fomos até lá e retiramos os chimpanzés seqüestrados por Beto Carrero.

Após o fracasso do intento de sequestro, eu me reuni com Beto Carrero em São Paulo para tentar acabar com as brigas e pedi que ele transferisse os 6 chimpanzés restantes – moradores de ilhas minúsculas de seu parque, por onde passa um trenzinho com visitantes a cada meia hora, infernizando a vida dos pobres primatas.

O teor daquela conversa foi muito positivo, mas a inesperada morte de Beto Carrero ocorreu uma semana após a nossa conversa. O filho de Beto tentou insistir com o processo dos 7 chimpanzés, porém, novamente perdeu o recurso semanas atrás, sendo fortemente desqualificado pelo Tribunal por sua tentativa de seqüestro dos chimpanzés. Uma ação indenizatória dos proprietários do Santuário, de vários milhões, corre no Judiciário do Paraná. Haviam pessoas idosas, com mais de 80 anos, que precisaram receber tratamento médico urgente após a invasão policial comandada pelos advogados de Beto Carrero quando levaram os 5 chimpanzés.

Quem é a Kate? A novela “Caras e Bocas” precisava de um chimpanzé macho. Como o único “em condições de ser usada” era Kate, resolveram escolhê-la e tratá-la como um macho na novela. Nos capítulos finais, inclusive, “arrumaram uma namorada” para a personagem, representada pela própria Kate, fazendo ambos os papéis.

Kate nasceu em um zoológico do interior de São Paulo. Ela e sua mãe Margarete foram transferidas ou vendidas para um Criadouro Comercial que existia na época. Kate terminou sendo vendida para um dos circos de Beto Carrero. A Margarete continuou tendo bebês, até chegar ao Santuário do GAP de Sorocaba, junto com seus dois últimos filhos: Noel (agora com 12 anos) e Emílio (com 10 anos).

O Silêncio: Nós não falamos nada até hoje, apesar de sermos questionados e até criticados por não dar nenhum posicionamento, porque a participação de um chimpanzé na novela tinha sido aprovada pelo IBAMA e sabíamos que pouco poderíamos fazer. Vale lembrar que o próprio IBAMA e seu setor de Fauna, publicamente, rechaçaram e condenaram o uso de animais nesse tipo de programa.

Sabíamos que a Globo usava muitos truques e recursos de computação para substituir o trabalho real do chimpanzé, o que reduzia seu stress. A maioria das pessoas, no entanto, não percebia. Praticamente nenhum dos atores contracenava realmente com Kate.

Por outro lado, a novela tinha o mérito de mostrar o delito do tráfico de animais, os maus tratos realizados pelos circos e o fato de Kate (“Chico”) ter fugido de um circo, além de dar a ele (Chico), como destino final, um Santuário para a Fauna Silvestre, como falado no último capítulo. Por este lado, existia sintonia entre a novela e os princípios do GAP.

No fim, o mais triste de tudo isso é o destino de Kate, de volta a um zoológico para ser explorada e enriquecer empresários que pouco se importam com a vida destes seres inocentes tão próximos a nós.

Dr. Pedro A. Ynterian

Presidente, Projeto GAP Internacional

www.projetogap.org.br

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