Notícias

Elefanta Mara chega à santuário e inicia nova vida após décadas de exploração

Reprodução/Diário de Cuiabá

A elefanta Mara chegou na última quarta-feira (13) ao Santuário de Elefantes Brasil (SEB), em Mato Grosso. Ela percorreu mais de 2,5 mil quilômetros do zoológico onde vivia na Argentina até a Chapada dos Guimarães, onde passa a viver ao lado das elefantas Maia, Rana e Lady.

Assim que chegou, a elefanta comeu beterrabas, goiabas e abóboras, e jogou terra sobre seu corpo, tomando o que é conhecido como um banho dentre animais da espécie.

“A Mara parece estar um pouco cansada, mas foram vários dias de viagem. Ela parece estar bem e se alimentou bem durante a viagem”, disseram representantes do santuário através das redes sociais.

Para que a viagem fosse possível, a fronteira entre a Argentina e Brasil, que está fechada como medida de segurança contra o coronavírus, foi aberta exclusivamente para a passagem do caminhão que transportou o animal.

Mara tem entre 50 e 54 anos e, segundo informações divulgadas pelo Diário de Cuiabá, nasceu na Índia. Posteriormente, foi levada a um zoológico na Alemanha para ser exposta como se fosse um objeto. Em 1970, foi tratada como mercadoria ao ser vendida e trazida para a América do Sul, onde continuou a ser explorada para entretenimento humano, mas dessa vez em circos.

Com a aprovação de um decreto que proibiu a exploração de animais em circos, Mara foi levada, em 1995, para um zoológico em Buenos Aires, onde permaneceu sendo explorada para entreter o público.

O sofrimento de Maia, no entanto, acabou. Com sua chegada ao santuário, inicia-se uma nova fase em sua vida. Daqui para frente, a elefanta terá seus direitos respeitados, será tratada como o ser senciente que é e não mais será vista como fonte de lucro ou objeto em exposição. A exploração e a objetificação ficaram no passado.

O santuário que a recebeu é o único neste segmento em toda a América Latina. E o acolhimento aos elefantes fez bem não apenas aos animais, mas também ao meio ambiente. Isso porque o local no qual o SEB atua há três anos era utilizado para pastagem e depois que passou a ser habitado pelos elefantes teve sua fauna e flora restabelecidas.

Além de Maia, Rana, Lady e, agora, Mara, o santuário também já abrigou Guida e Ramba, que morreram no ano passado. O SEB tem licença de operação emitida pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) para acolher até seis animais em uma área de mais de 20 hectares – situação completamente inversa aos zoológicos, que aprisionam os animais em pequenos recintos.

Recentemente, o santuário solicitou à Sema licença para abrigar até 10 elefantes.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


​Read More
Notícias

Elefanta Lady começa a se adaptar à nova vida em santuário no Mato Grosso

Lady viajou durante cinco dias e percorreu 3,2 mil quilômetros para chegar ao Santuário de Elefantes Brasil, no Mato Grosso


A elefanta Lady, que foi explorada por circos durante décadas e viveu seus últimos anos presa em um zoológico de João Pessoa (PB), está se adaptando ao Santuário de Elefantes Brasil (SEB), seu novo lar.

Reprodução/Facebook/Santuário de Elefantes Brasil

Lady chegou ao santuário na sexta-feira (29), após viajar durante cinco dias e percorrer 3,2 mil quilômetros dentro de um contêiner. A elefanta viajou da Paraíba ao Mato Grosso.

De acordo com o santuário, a adaptação da elefanta tem sido “muito emocionante para todos”. Através das redes sociais, o SEB tem abordado a rotina da nova moradora. As informações são do portal OP9.

Lady vivia em um zoológico desde 2013, quando foi entregue aos cuidados da Prefeitura de João Pessoa. Ela foi resgatada de um circo europeu que passava pela cidade. Nascida em cativeiro, a elefanta nunca conheceu a vida em liberdade e foi explorada por circos durante aproximadamente 40 anos.

Em junho de 2019, um inquérito civil aberto pelo Ministério Público Federal (MPF) passou a investigar as condições nas quais a elefanta era mantida. O caso passou a ser investigado graças a denúncias de maus-tratos feitas por ONGs.

Um laudo técnico solicitado pelo MPF e pela Procuradoria da República na Paraíba apontou que a elefanta estava com a saúde comprometida e que o zoológico não oferecia estrutura adequada para abrigá-la. Diante disso, ONGs passaram a pedir que Lady fosse levada para o santuário.

O pedido das entidades foi reforçado pela presidente da Comissão de Direito Animal da OAB-PB, Marília Meira, que, na época, afirmou que Lady deveria ser liberada “para que viva com seus pares”. “Não é porque ela nasceu e viveu isolada que tem que morrer assim”, disse Marília.

Em audiência realizada no dia 30 de outubro, a transferência da elefanta foi determinada. A Justiça estipulou um prazo de 45 dias para que o animal fosse levado ao santuário. ONGs de proteção animal e representantes da Secretaria de Meio Ambiente (Semam), do Ibama e do santuário participaram da audiência.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


​Read More
Notícias

Transferência da elefanta Lady para santuário deve ser feita em até 45 dias

Antes de chegar ao zoológico de João Pessoa (PB), Lady foi explorada em espetáculos circenses por quase 40 anos


Uma audiência de conciliação entre membros de ONGs, da Secretaria de Meio Ambiente (Semam), do Ibama e do Santuário de Elefantes Brasil (SEB), realizada na quarta-feira (30) na sede da Justiça Federal na Paraíba, estabeleceu um prazo de até 45 dias para a execução da transferência da elefanta Lady para o santuário.

O chefe do Parque Zoobotânico Arruda Câmara, conhecido como Bica, Thiago Nery afirmou que o santuário tem as condições necessárias para cuidar da elefanta.

Foto: Alessandro Potter/Secom-JP

“Não podíamos em hipótese nenhuma enviar um animal para outro local sem atestar a qualidade do outro recinto. Lady é um animal que vai poder se socializar com outros animais”, explicou.

Lady vive na Bica, em João Pessoa (PB), onde é explorada para entretenimento humano ao ser exposta para os visitantes. A história dela começou a mudar quando o Ministério Público Federal abriu um inquérito, em junho, para investigar a situação dela após serem feitas denúncias de maus-tratos e também por conta de Lady ter derrubado a cerca de seu recinto e fugido da área protegida do zoológico.

Emitido em julho, um laudo entregue ao MPF concluiu que Lady estava com a doença que mais mata elefantes em cativeiro no mundo e que corria risco de morte. Além disso, o documento atestou que a elefanta está sofrendo maus-tratos no zoológico por conta da falta de estrutura adequada, da ausência de capacitação dos funcionários e de negligência veterinária e administrativa. O laudo relata ainda que Lady passou por violência psicológica por parte de um tratador.

O diretor da Bica, Jair Azevedo, negou as denúncias e disse que a elefanta recebe os cuidados necessários, inclusive tratamento para a doença nas patas – chamada pododermatite.

Em outubro, o santuário afirmou, por meio de nota, que estava “profundamente preocupado” com a “grave situação” da elefanta e que se responsabilizaria pela transferência do animal, sem cobrar pelas despesas.

Lady chegou ao zoológico em 2014. Antes disso, ela foi explorada por circos durante quase 40 anos. Nascida em cativeiro, sem qualquer chance de viver a vida em liberdade, a elefanta foi doada à Prefeitura de João Pessoa (PB) após ser vítima do Circo Europeu Internacional.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


 

​Read More
Notícias

Após viver presa, cadela que seria sacrificada é adotada por lar para idosos

A cadela viveu presa por longos 6 anos e quando estava prestes a ser sacrificada, ganhou uma nova chance.


Journey, de 6 anos, passou a vida inteira presa em uma fazenda em Virginia, nos Estados Unidos. Após a morte de seu tutor, ela foi levada para um abrigo de cães. No entanto, por estar superlotado, a instituição decidiu sacrificar a cadela como forma de controle populacional. A história dela, porém, sofreu uma reviravolta e ganhou um final feliz: Journey foi resgatada e adotada.

Foto: Knine Rescue Inc. Facebook

Amy Creel, da equipe de resgate de animais Knine, decidiu intervir e salvou a vida da cadela, tirando-a do abrigo um dia antes da data marcada para a execução do procedimento de morte induzida.

A equipe de Amy, com a ajuda de voluntários da comunidade de Ashton, transferiu a cadela da Virgínia para Maryland, estado vizinho. Eles também ofereceram água, alimento e abrigo para ela. As informações são do portal Good News Network.

Para tentar encontrar um novo lar para Journey, os voluntários decidiram levá-la a uma feira de adoção de cães que estava sendo realizada no Centro de Vida Sênior de Sunrise (CVSS). Eles não esperam, porém, que ela acabaria sendo adotada pelos próprios idosos do local, que se encantaram por ela.

Journey se tornou, então, a alegria do lar para idosos. Hoje, ela passa o dia se divertindo, passeando pelo local e recebendo o carinho das pessoas que vivem no Centro de Vida Sênior.

“Esta cachorrinha nunca teve alguém para cuidar dela. Agora, tem uma comunidade inteira de pessoas que a adoram. Isso é incrível!”, disse Amy Creel. “Estamos muito felizes por ela”, completou.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


​Read More
Notícias

Ursa Kátia chega a SP após iniciar transferência de zoo para santuário

A ursa Kátia chegou, na manhã desta quinta-feira (29), ao Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos (SP), após sua transferência para o santuário Rancho dos Gnomos ter sido iniciada. Explorada por um circo, ela foi resgatada e, depois, levada a um zoológico no Ceará.

Reprodução/Globo

A transferência da ursa Kátia e do urso Dimas, que vivia com ela no zoológico, foi determinada pela Justiça devido ao calor excessivo do Ceará, inadequado para a espécie. As informações são do G1.

Após chegar no aeroporto, a ursa foi levada para um local seguro onde permanecerá enquanto aguarda para ser transferida para o santuário, em Joanópolis (SP). O urso Dimas permanece em Fortaleza, onde aguarda o embarque.

Dimas e Kátia viveram onze e oito anos, respectivamente, no zoológico São Francisco de Chagas, em Canindé, no Ceará, após sofrerem maus-tratos em um circo e serem resgatados. No mês passado, o zoológico chegou a um acordo com a Associação Viva Bicho para fazer a transferência dos animais, mas sem estabelecer um prazo. Foi então que a ONG recorreu da decisão e conseguiu estipular uma data.

Kátia (Mizar) após desembarcar em SP e ser levada para um local seguro, que não teve sua localização divulgada (Foto: Instagram/Divulgação)

O Rancho dos Gnomos, para onde os ursos irão, é o mesmo local que abrigou Rowena, ursa que morreu recentemente e ficou conhecida como a mais triste do mundo devido a seu histórico de exploração e sofrimento.

No santuário, Dimas e Kátia terão novos nomes. A ursa se chamará Mizar, que significa “a estrela mais brilhante da constelação da Ursa Maior”. Dimas, por sua vez, foi rebatizado como Verru, do hebraico “força da superação”.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


​Read More
Notícias

‘Pais’ de cachorros deixam a solidão de lado ao dividir a vida com os animais

Neste Dia dos Pais, as histórias de tutores de cachorros que se transformaram em verdadeiros “pais” de cães mostram o quanto a companhia de um animal pode transformar a vida de uma pessoa. Antes solitários, esses homens encontraram uma nova alegria em suas vidas e deram adeus à solidão.

Jesse e Shurastey (Foto: Reprodução / Instagram)

Um deles decidiu viajar pelas Américas e levou consigo o amor incondicional que conheceu ao passar a dividir a vida com Shurastey, um golden retriever. Há dois anos, Jess Kos, 26, largou o emprego, vendeu a moto, comprou um fusca 1978 e começou a viajar. No Instagram, ele mostra as aventuras que vive ao lado do cachorro. As informações são do portal Correio 24 Horas.

João Gabriel Galdea, 35 e Leandro Garcia, 37, são outros dois “pais” de cachorro que tiveram suas vidas transformadas. Eles moravam sozinhos em seus apartamentos e tinham uma rotina entediante, que foi completamente mudada quando Pandora, uma cadela sem raça definida, e a golden retriever Lara chegaram.

Confira abaixo os emocionantes relatos dos três e entenda porque adotar um animal é uma das melhores decisões que você poder tomar na vida.

Jesse e Shurastey – depoimento retirado do perfil @shurastey_ no Instagram.

Que amizade é essa que move essa viagem maluca há mais de 2 anos pela América? Que amizade é essa que não precisa de uma só palavra para se entender! As vezes vejo ele olhando fixamente pra mim como que tivesse querendo me dizer algo. Quase sempre é quando não estamos fazendo nada. Ele olha fixamente e esse olhar entra na alma.

Parece sempre dizer a mesma coisa: “Qual, é! Meu tempo aqui é curto. Bora brincar, correr, nadar. Sai dessa moleza, joga a bolinhaaaa”.

Às vezes eu tô na minha querendo fazer nada e lá vem ele, senta na minha frente e fica me olhando bem no olho. As vezes ele pega a bolinha e simplesmente joga em cima da mão que está o celular. E em lugares como esse onde estamos em Cartagena, se nada disso funciona ele vai sozinho pro mar como quem diz “Vá a merda, marzão desse aí, um calor do carvalho. Se você não quer ir eu to indo”.

Jesse e Shurastey (Foto: Reprodução / Instagram)

Além disso, muitas vezes em que estive mal, ele não saía de perto, deitava nos meus pés e ficava ali comigo até eu melhorar! Nas alegrias e em todas as manhãs a festa é garantida, sempre que acordo ele festeja o novo dia e a nova possibilidade de estar comigo o dia inteiro!

Viajar sozinho é duro, nós seres humanos não fomos feitos pra sermos sozinhos, vivemos em comunidades desde sempre, com a companhia de outras pessoas, e eu nesses mais de 2 anos viajando sozinho só consegui porque escolhi levar comigo o Shurastey. Creio que sozinho mesmo eu não teria vindo tão longe!

Uma das coisas que move essa loucura é a nossa amizade!

João e Pandora

Mês passado fez dois anos que Pandora abriu sua caixinha de surpresas aqui em casa. Em 2017, eu tinha acabado de completar 10 anos morando sozinho e além de habituado com a solidão voluntária, gostava da paz e silêncio do lar. Até que essa criatura, resgatada no meio da rua, me foi oferecida por uma vizinha, que não escondeu o prenúncio de barulho. Narrou mais ou menos assim o salvamento de Dorinha: “amarraram no meio do mato, e talvez fosse morrer de fome, mas ela latiu tanto e tão alto que alguém ouviu, tirou ela de lá e amarrou num latão de lixo em frente a um prédio no Bairro da Paz. Quando a gente passou pelo lugar, ela tava latindo tanto que a gente foi ver se tinha algo errado, mas o povo contou a história e disse que a gente podia levar”. Trouxe, botou na minha porta, ela já entrou e tomou conta.

João e Pandora (Foto: Fernanda Souza/Acervo pessoal)

Desde então, a casa é mais de Dora que minha. As marcas de patas nas paredes, os bolos de pelos na vassoura, os grãos de ração no chão da cozinha, as marcas da destruição que deixou quando era pequenininha… Há Dora por todos os lados, em todos os momentos, e isso é maravilhoso. Sou doido por ela, adoro as maluquices e gaiatices, as correrias e manias. Sim, porque ela é cheia de leutria. Tem mais personalidade que muita gente: tem dia que tá agitada ou mal humorada, mas na maioria das vezes é engraçada, conta piadas, inventa caprichos que sinto prazer em atender. Sou um pai de cachorro dedicado e orgulhoso, que enche essa pentelha barulhenta de beijos mesmo quando ela apronta alguma estripulia. Não tem como não adorar minha Dorinha.

João e Pandora (Foto: Fernanda Souza/Acervo pessoal)

Léo e Lara

Sempre fui apaixonado por animais e um dia queria realizar meu sonho em ter um cão da raça Golden Retriever para me fazer companhia. Moro sozinho há 8 anos. Sempre tive uma rotina muito cansativa e árdua por conta dos empregos. Desta forma, passava muito tempo no trabalho e quando chegava em casa só queria descansar. Aí vem os problemas do dia a dia, estresse, cansaço físico e mental. Então, em 2018, resolvi diminuir minha ocupação profissional e ganhar mais tempo pra mim.

Passei a ter tempo livre e achei que havia chegado a hora.

Em outubro de 2018, Lara chegou. Sem dúvida, foi a melhor escolha que fiz na vida. Fui questionado por amigos e familiares quanto ao trabalho que teria. Que pena tenho de quem nunca teve o amor de um cão. O trabalho se tornaria prazer!

Léo e Lara (Foto: Acervo Pessoal / Divulgação)

Somos companheiros inseparáveis. Você muda toda a sua rotina sem perceber. O happy hour após o trabalho já não existe mais, a saudade de estarmos juntos é maior. A felicidade e o amor puro ao chegar em casa é indescritível. Se tem festa, praia, aniversário, barzinho, viagem, procuro as opções Pet Friendly e os amigos já sabem que Lara vai tá presente.

Se adoece, a preocupação é intensa, liga pra mãe, amigos, veterinário, não dorme direito, chora. É um sentimento mútuo. Quando sou eu que estou cansado, chateado, ela parece perceber e se aproxima mais ainda de mim, oferecendo carinho. As vezes paro e percebo que estou conversando com ela. Me pergunto se estou ficando louco. A resposta é não! Eu apenas sou pai de cachorro!


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


​Read More
Bebê chimpanzé
Destaques, Notícias

Chimpanzé bebê é resgatada de traficantes e demonstra gratidão a socorristas

Uma chimpanzé bebê foi resgatada do tráfico cruel de animais, na Libéria, e agora só consegue demonstrar gratidão aos seus socorristas por estar sã e salva.

Bebê chimpanzé
Bebê chimpanzé resgatada (Foto: LCRP)

Chamada carinhosamente de Gaia, a chimpanzé perdeu sua mãe, que foi morta por carne de caça. Esses belos primatas são traficados como animais domésticos ou para fins de caça, o que perpetua o cruel e terrível tráfico de animais.

Na natureza, as chimpanzés que são mães fazem contato visual com seus bebês mais de 20 vezes em uma única hora, se conectando com sua cria, e geralmente passam seus dias com seus filhotes, agarrados a eles. Dessa forma, com a morte de sua mãe, Gaia certamente sentiu solidão e tristeza.

Bebê chimpanzé
A bebê chimpanzé Gaia dorme nos braços de socorrista no santuário em que está após o resgate (Foto: LCRP)

Felizmente, Gaia foi socorrida pela Liberia Chimpanzee Rescue & Protection (LCRP), organização de resgate a animais violentados e vítima do tráfico e violência.

O intuito da organização é dar aos chimpanzés órfãos do brutal e ilegal comércio de carne de animais selvagens da Libéria um lugar seguro para crescer e aumentar a conscientização sobre as ameaças a esses incríveis animais. Agora, Gaia vive feliz no santuário da LCRP.
Em comunicado no Facebook, a LCRP escreveu: “Gaia é um exemplo perfeito de porquê pedimos às pessoas que respeitem as leis e nunca comprem animais silvestres”, reforçando a maldade do tráfico destes animais.

Nova vida

Gaia tinha pouco menos de dois meses quando chegou à LCRP, pouco antes do Dia das Mães, e em um dia que tinha um significado especial para uma das socorristas, Jenny: o aniversário do dia em que ela perdeu a própria mãe, cujo nome era Gaia.

Assim, Jenny nomeou a bebê chimpanzé de Gaia e a manteve por perto, fornecendo amor e proteção. Jenny começou a dar a Gaia a maternidade que ela tanto precisava, como um lugar confortável para dormir.

Bebê chimpanzé
A chimpanzé Gaia e sua cuidadora, Jenny. Após se recuperar, Gaia começará a interagir com os outros chimpanzés do santuário (Foto: LCRP)

A bebê chimpanzé quase imediatamente começou a fazer aquele importante contato visual com Jenny. “Ela está perto de mim 24 horas por dia”, contou Jenny em entrevista ao The Dodo.

“Chimpanzés da idade de Gaia não choram – eles não precisam”, explicou a socorrista e cuidadora de chimpanzés no Facebook. “Eles são abraçados pela mãe que atende a todas as suas necessidades 24 horas por dia. Nós tentamos o nosso melhor para reproduzir isso no santuário da LCRP“.

Bebê chimpanzé
A chimpanzé Gaia é brincalhona e demonstra gratidão e carinho aos socorristas (Foto: LCRP)

Depois de apenas alguns dias no santuário, recebendo constante amor e conforto, Gaia já parecia estar em um espírito muito mais brilhante. Após se recuperar, a bebê chimpanzé começará a interagir com outros chimpanzés resgatados no santuário.

​Read More
Novo santuário de elefantes em Mianmar pretende restaurar a vida de mais de 300 animais explorados pela indústria madeireira (Foto: Pixabay)
Notícias

Elefantes explorados em madeireiras ganham lar em santuário

Um novo santuário de elefantes promete fornecer um lar seguro para animais aposentados da brutal indústria madeireira que explorou muitos animais. A FourPaws, uma organização internacional de bem-estar animal, iniciou a construção do Lago dos Elefantes na região de Bago, em Mianmar, que será um dos maiores santuários desses mamíferos no sudeste da Ásia.

O Ministério da Conservação Ambiental e Florestal de Mianmar forneceu a terra para o santuário, que pretende reabilitar até 300 destes mamíferos. Enquanto a organização florestal estatal “Myanmar Timber Enterprise” recebeu a tarefa de colocar os animais, a “Mingalar Myanmar”, uma ONG local, fornecerá apoio comunicando-se com os cuidadores dos elefantes madeireiros.

Novo santuário de elefantes em Mianmar pretende restaurar a vida de mais de 300 animais explorados pela indústria madeireira (Foto: Pixabay)
Novo santuário de elefantes em Mianmar pretende restaurar a vida de mais de 300 animais explorados pela indústria madeireira (Foto: Pixabay)

Há cerca de 7 mil elefantes em Mianmar, dos quais cerca de 2 mil vivem em estado selvagem. O restante, está em propriedade privada ou pertence a empresas estatais, e cerca de mil destes últimos são elefantes já idosos que são explorados para trabalho na indústria madeireira. A demanda por esses animais nesse ambiente cruel diminuiu devido aos controles ambientais mais rígidos e, desde os esforços em Mianmar para reduzir a quantidade de desmatamento no país produzida pela produção de teca, esses elefantes não tem sido mais tão necessários.

Os elefantes que estão sob propriedade privada não têm mais nenhum propósito econômico, assim tendem a ser vistos como um fardo para seus guardiões, que acabam os matando ou vendendo para a indústria do turismo, para serem explorados para entretenimento, ainda vistos como atrações na Ásia.

De acordo com o One Green Planet, o Dr. Amir Khalil, veterinário da FourPaws e chefe do projeto piloto, disse: “Esses magníficos animais em extinção não merecem a morte ou uma mudança de carreira igualmente cruel. Em nosso primeiro santuário de elefantes, os animais podem se recuperar dos esforços do passado e, idealmente, serem reintroduzidos na natureza”.

Esses animais são criaturas belas e compassivas, conhecidas por sua inteligência. Quando esses animais acabam na indústria do turismo ou nascem nela, suas vidas são cruéis, muitas vezes gastas inteiramente em correntes e sofrendo nas mãos de treinadores cruéis. O Lago do Elefante reabilitará esses animais em um ambiente adequado e atencioso.

​Read More
Notícias

Cadela descobre o amor e ganha uma vida cheia de aventuras

Reprodução

A cachorrinha Penni teve uma vida difícil até ser resgatada pelo seu atual tutor Blaine DeLuca. Ela passou seu primeiro ano de vida trancada em um porão, em Nova Jersey (EUA), sendo maltratada verbalmente e fisicamente todos os dias em uma casa onde os moradores tinham problemas com drogas.

Reprodução

Por causa desse cenário, a cadela vivia assustada. O local que a resgatou ficou preocupado com o futuro processo de adoção do animal, já que ela tinha muitos traumas.

Reprodução

Mas desde que conheceu Blaine, Penni sempre se mostrou muito carinhosa: na primeira vez que se conheceram, ela deixou a timidez de lado, lambendo a cara de Blaine e sentando em seu colo, surpreendendo todos em volta.

Reprodução

Depois de adotada, Blaine precisou de alguns meses para formar uma relação de confiança com a cachorra, uma vez que ela ainda tinha certos medos. Ele não desistiu do processo, e fez tudo que podia: até mesmo se mudar para uma república onde os outros moradores tinham cachorros. Aos poucos, a relação foi ficando mais forte.

Reprodução

Em 2015, a dupla se mudou para Las Vegas. Os dois começaram a passar muito tempo fora de casa, e Blaine agora leva sua companheira para suas aventuras, como por exemplo escalada. Penni não só perdeu seu medo, como agora ama viver ao ar livre.

Reprodução

 

​Read More
Notícias

Após viver em um porão por 8 anos, cadela aproveita a nova vida

Lola é uma cadela que passou oito anos de sua vida presa em um porão frio, dormindo em um chão de concreto. Felizmente, a ONG AMA Animal Rescue de resgate e proteção animal, salvou Lola. Hoje, sua vida está bem diferente: vivendo com sua nova tutora amorosa em Manhattan, nos Estados Unidos.

Após sua vida ter dado uma reviravolta, a cadela aprendeu muito bem a desfrutar dos mimos do novo lar. “Ela descobriu sozinha onde ficavam suas novas caminhas e percebeu que era macio e confortável”, contou a tutora Charlène Von Saher ao jornal The Dodo.

Lola descansa em cadela de piscina acolchoada
Cadela aprendeu facilmente a desfrutar da boa vida (Foto: Reprodução)

E na tentativa de descobrir a melhor forma de descansar, Lola fez diversos testes. Já dormiu em duas camas e até roubou o travesseiro da tutora. “Quando cheguei em casa, ela havia feito uma cama com o meu travesseiro. Acho que ela gosta de dormir com várias caminhas”, disse Charlène.

Cadela deitada em cama, com semblante de relaxamento
Após resgate, Lola ganhou uma nova chance de ser feliz (Foto: Reprodução)

A tutora conta que sempre teve uma vida muito corrida e atarefada e, agora, com a adoção cadela Lola, ela tem aprendido com a companheira a importância de relaxar. “Ela já acrescentou muita coisa na minha vida”, revelou a tutora.

Cadela gordinha deitada em cama fofinha
Tutora diz que tem aprendido a relaxar com a nova companheira de quatro patas (Foto: Reprodução)
​Read More
Notícias

Após 2 anos, gata que foi mordida por homem ainda tem ‘traumas’, diz tutor

Antônio Júnior adotou a gata auxiliou na recuperação da gata e a adotou (Foto: Arquivo pessoal)
Antônio Júnior adotou a gata auxiliou na recuperação
da gata e a adotou (Foto: Arquivo pessoal)

Em 2013, um vídeo que mostrava uma gata com a cabeça entre os dentes de um homem causou repercussão no Amazonas. As cenas, filmadas em Iranduba, a 27 km da capital, deixaram o farmacêutico Antônio Oliveira Júnior, de 38 anos, indignado. Ele adotou o animal e ajudou na recuperação do felino. “Dubinha”, como cariosamente é chamada, agora é companheira de Antônio. Apesar de ter se recuperado fisicamente depois de cirurgias, a gata ainda sofre com traumas da agressão.

No fim da tarde do dia 19 de janeiro de 2013, o produtor audiovisual Zeudi Souza flagrou o momento em que um homem visivelmente embriagado mordia a cabeça e o pescoço da gata, no estacionamento de uma feira de frutas, em Iranduba. O vídeo foi publicado do You Tube. Depois da repercussão do caso, a ONG Pata (Proteção, Adoção e Tratamento Animal) resgatou a gata e os sete filhotes dela um dia após as agressões.

“Eu fiquei bastante comovido e revoltado quando vi o vídeo. Inclusive, a minha intenção era ir até Iranduba acertar as contas com aquele homem. Só que as meninas da ONG Pata foram antes. Acreditávamos que ela estava morta porque, no vídeo, ela aparece com a respiração ofegante no final do vídeo. As meninas da ONG foram para Iranduba no intuito de registrar o Boletim de Ocorrência. Foi quando os policiais falaram que a gata estava viva. Elas foram atrás e trouxeram a gata e os filhotes dela para Manaus. Ela recebeu dos policiais o nome de Irandubinha”, relembrou Antônio Oliveira.

A gata teria sido transferida para a capital em estado grave para receber tratamento. O animal passou por três cirurgias na garganta. Apesar da gravidade das lesões na traqueia e dos ferimentos no pescoço, Dubinha conseguiu se recuperar das lesões durante 40 dias de internação. O farmacêutico, que estava no grupo responsável pelo auxílio ao animal, resolveu adotar a gata em fevereiro de 2013. Os filhotes foram doados pela ONG.

“Dubinha”, como agora é chamada a gata, ainda apresenta traumas, de acordo com Antônio Oliveira. “Ela é minha companheira, é dócil, fica no colo sem reclamar, pesa quase seis quilos e é saudável fisicamente. No início ela estava muito assustada. Até hoje tenho percebido que quando pego ela sem que ela venha até mim, ela não tem total confiança. É como se tivesse medo. Provavelmente é uma sequela daquela maldade”, relatou o farmacêutico, que reside em Manaus.

Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

Agressor

Um pedreiro de 42 anos, suspeito de ser o homem que aprece agredindo a gata, foi preso pela Polícia Civil dois dias após o crime em Iranduba. O homem autuado no Artigo 32 da Lei Federal 9.605/98, que prevê pena de três meses a um ano de detenção para quem maltratar, abusar, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos. A pena pode ser aumentada de um sexto a um terço, em caso de morte do animal. O homem responde ao processo em liberdade.

“Esperamos que ele seja realmente condenado e sofra alguma punição, mas, provavelmente, ele vai pegar algum serviço comunitário. Meu medo é que ele se revolte mais ainda e faça maldade com mais animais. As pessoas comentavam que ele já maltratava animais antes de agredir a Dubinha”, enfatizou Antônio Oliveira Júnior.

Fonte: G1

​Read More