Notícias

População de coalas diminuiu em dois terços em 20 anos, diz novo relatório

Incêndios florestais mataram cerca de 5 mil coalas em Nova Gales do Sul (NSW), na Austrália

População de coalas declinou muito nos últimos anos. Foto Annick Vanblaere/Pixabay

Um novo relatório aponta a situação dos coalas, animais nativos da Austrália, foi de mal a pior nos últimos anos se agravando ainda mais nos incêndios de grandes proporções entre 2019 e começo de 2020. Cerca de 5 mil coalas no estado de Nova Gales do Sul (NSW) podem ter morrido nos incêndios e seu número caído em até dois terços em menos de 20 anos.

O resultado preocupa grupos conservacionistas da vida selvagem que exigem que o governo faça uma declaração emergencial de espécies ameaçadas de extinção para os coalas, numa tentativa de oferecer proteção oficial e garantir a plena recuperação dos animais sobreviventes, bem como de seus habitats.

O estudo focou o declínio das populações de coalas ao longo de três gerações – cerca de 18 anos – e incluiu o efeito dos incêndios de 1 de outubro de 2019 a 10 de janeiro de 2020. As perdas foram estimadas entre 29% e 67%, com análises adicionais a serem concluídas, abrangendo os incêndios até 10 de fevereiro.

A pesquisa descobriu que em 2012 havia cerca de 54.284 coalas em NSW. Antes dos incêndios, três gerações de coalas caíram cerca de 20%. Foram analisados mais de 100 incêndios, incluindo várias áreas conhecidas como de “grande significância regional para os coalas”.

O relatório, encomendado pelo grupo internacional “Fundo Internacional para o Bem-Estar Animal”, analisou como os incêndios em sete regiões afetaram os coalas que já estavam em declínio devido à destruição de habitats, mudanças climáticas e secas. Josey Sharrad, ativista do Fundo, disse que o estado de NSW está enfrentando uma “emergência de coalas”.

O Dr. Stephen Philips, principal pesquisador e ecologista de coalas da consultoria ambiental Biolink, que compilou o relatório, disse ao The Guardian: “É uma perda espetacular em termos de critérios de conservação. A situação não vai melhorar. Vai piorar. Para os coalas, a ameaça de extinção [no NSW] se torna elevada porque eles não conseguem aumentar sua população antes do próximo evento de incêndio”.

Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.

​Read More
Destaques, Notícias

Mergulhadores resgatam tubarão prestes a furar os olhos com anzóis

O Aquário de Vida Marinha de Sydney ainda recebeu uma licença do Departamento de Indústrias Primárias da Austrália para que a equipe realizasse mais resgates em Nova Gales do Sul


Facebook/ SEA LIFE Sydney Aquarium

Recentemente, especialistas em vida selvagem conseguiram remover três ganchos grandes de um tubarão, depois de atrair o animal para uma espécie de meia gigante na costa de Nova Gales do Sul, na Austrália.

Especialistas do Aquário de Vida Marinha de Sydney, na Austrália, rastrearam o tubarão depois de relatos do público que o animal tinha anzóis perto dos olhos.  O cientista marinho do Aquário, Rob Townsend, foi um dos mergulhadores encarregados de puxar o animal para dentro da grande meia.

“Esta é a meia em que vamos capturar o tubarão. É agradável, grande e clara, para que o animal não enxergue a meia como uma ameaça”, disse ele ao Daily Mail (19).

Facebook/ SEA LIFE Sydney Aquarium

O gerente de exibição do Aquário, Hope Nugent, disse que no início, a operação foi extremamente frustrante. “Você se sente responsável quando não consegue convencer o animal (a entrar na meia) na primeira ou segunda tentativa e sabe que logo ele irá nadar para longe e talvez a terceira chance seja a última. Então é frustrante”, disse ela.

Foi então, na terceira tentativa, que o animal entrou na bolsa, dessa forma, ele foi levado para o barco,  onde o veterinário, Michael Cannon, removeu os três ganchos grandes.”Após o resgate, demos antibióticos e vitaminas para o tubarão, antes que ele nadasse lindamente e de forma saudável para o oceano”, disse Townsend.

E completou: “Os anzóis são um equipamento comum usado pelos pescadores e, infelizmente, podem ter impactos devastadores para a vida selvagem. Nosso conselho é evitar o uso de equipamento de aço inoxidável e, em vez disso, usar ganchos sem anzóis”.

O Aquário ainda recebeu uma licença do Departamento de Indústrias Primárias da Austrália, permitindo que a equipe realizasse resgates  em águas específicas na costa norte de Nova Gales do Sul, sendo assim, eles continuarão seus trabalhos para ajudar a proteger a espécie animal criticamente ameaçada.

Confira o vídeo do resgate:


 

​Read More
muitas casas alagadas
Notícias

Além dos incêndios, Austrália sofre com inundações catastróficas

Embora a chuva não apague todos os incêndios, certamente ajudará bastante na contenção, segundo o Corpo de Bombeiros


muitas casas alagadas
Mesmo com os incêndios que permeiam a Austrália, inundações repentinas também acometem o país. É o que revela o site Plant Based News deste domingo (19). Houve inundação e o fechamento de uma grande rodovia em Queensland e pelo menos 50 casas ficaram inundadas em Brisbane, grandes cidades às margens do Rio Brisbane, sul do país.  Um parque que abriga coalas também foi atingido.

Ainda de acordo com o site, para o veículo The Independent ,  a secretária do Bureau de Meteorologia da Austrália, Kimba Wong, disse que em algumas áreas 300 milímetros de chuva caíram em apenas algumas horas. “O total mais alto que registramos é de 330 milímetros em Loder Creek, na Costa Dourada, então algumas chuvas foram muito fortes lá”, relata ela.

O site também diz que embora as inundações tenham apagado alguns incêndios, nos estados de Nova Gales do Sul, mais de 2 mil casas foram destruídas.

“Um alívio para vários bombeiros que trabalham em toda a NSW. Embora essa chuva não apague todos os incêndios, ela certamente ajudará bastante na contenção”, twittou o Corpo de Bombeiros Rural de Nova Gales do Sul.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.

​Read More
Notícias

Coala tem recuperação surpreendente após ser resgatado de incêndio

Keli, como passou a ser chamado, ganhou peso e venceu uma infecção. Ele deverá retornar à natureza em breve


Um filhote de coala resgatado de um incêndio na Austrália apresentou uma recuperação surpreendente. Keli, como passou a ser chamado, foi resgatado na costa norte de Nova Gales do Sul em 8 de setembro e está internado no Koala Hospital em Port Macquarie.

Reprodução/Facebook/Koala Hospital em Port Macquarie

Resgatado com 275 gramas, Keli já está pesando 1kg e será devolvido à natureza em breve, quando atingir os 2,5 kg. As informações são do CM Jornal.

Para comemorar a recuperação do animal, o hospital divulgou imagens do coala nas redes sociais. “Um momento feliz no meio de toda a tragédia na Austrália”, diz a publicação.

Além de ter engordado, Keli venceu uma infecção e seu pelo voltou a crescer. Sobre soltá-lo na natureza, o hospital afirmou que “a libertação não acontecerá até que cheguem os meses mais frios e, felizmente, ainda há bom habitat em locais específicos”.

Até 28 mil coalas viviam na costa norte de Nova Gales do Sul. No entanto, os incêndios florestais registrados na região nos últimos meses tirou a vida de muitos desses animais.

Reprodução/Facebook/Koala Hospital em Port Macquarie

“Até 30% de habitat foi destruído”, disse a ministra do Meio Ambiente, Sussan Ley. “Saberemos mais quando os incêndios cessarem e uma avaliação adequada for ser feita”, completou.

Apesar das autoridades afirmarem que não têm dados exatos que indiquem a quantidade de animais mortos pelos incêndios, especialistas dizem que é provável que milhões tenham morrido.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


​Read More
Notícias

Tenista Novak Djokovic visita santuário de coalas na Austrália

Cerca de 30% dos coalas que viviam em Nova Gales do Sul, na Austrália, morreram, segundo estimativas do governo local


O tenista sérvio Novak Djokovic visitou nesta quarta-feira (1º) o Santuário de Coalas Lone Pine, em Brisbane, na Austrália. A espécie tem sido dizimada por incêndios que assolam Nova Gales do Sul, onde estão localizadas as cidades de Sydney e Brisbane.

Foto: KARIM JAAFAR / AFP

Cerca de 30% dos coalas da região morreram, segundo estimativas do governo local. “Os coalas são muito bonitinhos. É difícil não olhar para eles. Estou com um misto de emoções hoje, por causa dos incêndios que aconteceram na Austrália. Muitos coalas e diferentes animais estão em perigo. Alguns habitats deles foram completamente destruídos. É muito triste saber que tantas pessoas e animais foram afetados por esses incêndios”, disse o tenista. As informações são do portal Lance.

“Fico feliz de poder falar sobre isso em público, conscientizar e enviar o apoio e todo o meu coração às pessoas e animais afetados. Não acho que o estilo de vida dos coalas nos ajude muito a jogar tênis, mas nós também podemos aprender algo com eles. Às vezes as coisas simples são as melhores. Poder dormir, descansar e não se preocupar tanto é uma experiência única”, completou.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


​Read More
Destaques, Notícias

Mais de 2 mil coalas morrem em incêndios australianos

Foto: Getty/Reuters
Foto: Getty/Reuters

Milhares de coalas morreram vítimas do fogo que toma conta de seu habitat, nas florestas australianas e teme-se que mais mortes ocorram à medida que os incêndios continuam a atingir Nova Gales do Sul ou NSW (Austrália).

Especialistas disseram que o incêndio devastou o habitat dos coalas tão rapidamente que “provavelmente alguns corpos nunca serão encontrados”, depois que milhares de hectares de florestas foram destruídos.

Um inquérito urgente do parlamento ficou de ouvir evidências na segunda-feira (09) sobre a morte de mais de 2 mil coalas após sucumbirem a terríveis queimaduras.

Foto: Koala Hospital Port Macquarie
Foto: Koala Hospital Port Macquarie

Cerca de 90 incêndios ainda estão se espalhando por NSW – metade dos quais já se acredita estarem contidos – e o país está preparado para uma nova onda de calor que se inicia nesta semana.

Especialistas temem que mais florestas do habitat dos animais vulneráveis seja queimado, já que o incêndio de “proporções imensas” nos arredores de Sydney, que mediu mais de 335 mil hectares, pode levar semanas para ser apagado.

Mark Graham, ecologista do Conselho de Conservação da Natureza, disse ao METRO UK que os coalas “realmente não têm capacidade de se mover rápido o suficiente para fugir”.

Foto: The Port Macquarie Koala Hospital/Getty
Foto: The Port Macquarie Koala Hospital/Getty

Como o fogo está se espalhando pelas copas das árvores, eles não têm como chegar ao chão a tempo de evitar ferimentos. Graham disse: “Os incêndios queimaram tão forte e tão rápido que houve uma mortalidade significativa de animais nas árvores, mas há uma área tão grande agora que ainda está em chamas e novos focos de fogo que provavelmente nunca encontraremos os corpos”.

“Perdemos uma quantidade tão grande de habitat reconhecido de coalas que acho que podemos dizer sem dúvida que haverá declínios expressivos em curso nas populações de coalas a partir deste momento”, acrescentou o ecologista.

Voluntários do Hospital Port Macquarie Koala têm trabalhado ao lado de equipes de Parques Nacionais e Serviços de Vida Selvagem em busca de coalas, após semanas de incêndios devastadores tanto em NSW quanto em Queensland.

Foto: Getty Images
Foto: Getty Images

Imagens e vídeos comoventes dos animais enfaixados gritando de dor comoveram pessoas em todo o mundo. Uma mulher foi elogiada por arrancar heroicamente sua blusa para embrulhar um coala e resgatá-lo do topo de uma árvore, onde estava preso, cercado por enormes chamas que se aproximavam rapidamente.

Os coalas estão listados como vulneráveis em NSW, Queensland e no Território da Capital Australiana, principalmente devido à limpeza de terras que compõem seu habitat.

A audiência em relação aos incêndios foi instaurada para analisar a extensão dos danos causados à população de coalas. Ecologistas alertaram que não havia planejamento algum de resgate dos animais.

Foto: Getty Images
Foto: Getty Images

A diretora executiva da Science for Wildlife, Dra. Kellie Leigh, disse na audiência: “Estamos aprendendo muito com isso e essa tragédia está mostrando como estamos despreparados. Não há procedimentos ou protocolos em vigor, mesmo os cuidadores da vida selvagem não possuem protocolos para quando podem entrar após o incêndio”.

“Estamos desamparados no momento. Não temos como lidar com isso”, desabafou a diretora.

O ecologista e presidente da Aliança Florestal do Nordeste, Dailan Pugh, disse que estima-se que mais de 2 mil coalas tenham morrido nos incêndios, enquanto até um terço do habitat da espécie foi perdido na costa norte.

Foto: Getty Images
Foto: Getty Images

No domingo, Cate Faehrmann, presidente do inquérito, disse que a perda “devastadora” de tantos animais deve pressionar as autoridades a introduzir esforços mais fortes de conservação.

Ela disse: “Ouvir que perdemos até um terço do habitat de coalas e mais de 2 mil dessas preciosas vidas é totalmente devastador e deve ser um alerta para este governo”.

Há incêndios nos estados de Nova Gales do Sul, Queensland, Victoria, Austrália do Sul, Austrália Ocidental e Tasmânia. O “mega incêndio” nos arredores de Sydney foi causado por vários incêndios que se fundiram em um.

Os incêndios florestais são comuns na Austrália, mas os cientistas dizem que a temporada deste ano chegou mais cedo e com mais intensidade devido a uma seca prolongada e às condições climáticas alimentadas pelo aquecimento global.

Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


 

​Read More
Notícias

Coalas sofrem encurralados por incêndios florestais na Austrália

Por causa dos incêndios, um hospital foi montado para cuidar dos coalas e tentar salvá-los


Os incêndios florestais continuam a ser registrados na Austrália, condenando os coalas e outros animais silvestres ao sofrimento e à morte.

Foto: Reprodução/BBC

Recentemente, uma mulher entrou em uma área consumida pelas chamas e saiu do local com um coala nos braços. Casos assim têm se tornado cada vez mais comuns no país, já que, diante deste cenário alarmante, moradores tomam a iniciativa de resgatar esses animais.

No estado de Nova Gales do Sul, autoridades declararam situação de emergência e centenas de moradores tiveram que abandonar suas casas. Para cuidar dos coalas e tentar salvá-los, um hospital foi montado. As informações são do G1.

Mais de 1 milhão de hectares já foram destruídos. A área equivale à metade do estado de Sergipe e seis vezes a cidade de São Paulo.

Foto: Reprodução/BBC

Cerca de 50 focos de incêndio permanecem no interior e na costa. Mais de 460 casas foram destruídas desde 8 de novembro e seis pessoas morreram – quatro em novembro e duas em outubro.

Com as queimadas, as cidades estão sendo atingidas por poluição e baixa qualidade do ar. Um desses casos é a capital de Nova Gales do Sul, Sydney, que amanheceu coberta por fumaça na terça-feira (19).


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


​Read More
Notícias

Vídeo: mulher enfrenta incêndio para salvar a vida de coala na Austrália

Dados do governo australiano indicam que pelo menos 350 coalas já morreram nos incêndios


Uma mulher enfrentou um incêndio florestal em Nova Gales do Sul, na Austrália, para salvar a vida de um coala nesta terça-feira (19).

Reprodução/YouTube

Toni passava passava de carro pela região quando viu o coala atravessando a estrada e subindo em uma árvore. Usando sua camiseta para proteger o animal, ela o pegou no colo e o retirou do local.

Para diminuir a temperatura do corpo do animal e aliviar suas queimaduras, Toni jogou água no corpo dele e ofereceu o líquido para ele beber. As informações são da Veja.

Após ser retirado do incêndio, o animal foi levado para um hospital veterinário especializado em colas, em Port Macquarie, a 50 km de distância do local do resgate.

Os veterinários que examinaram o animal concluíram que as queimaduras sofridas por ele estavam “em condições muito graves”, mas afirmaram que ele estava bem.

Dados do governo australiano indicam que pelo menos 350 coalas já morreram nos incêndios que têm atingido o leste do país. Mais de 450 casas foram destruídas e 1 milhão de hectares foram atingidos pelas queimadas.

Os incêndios são comuns no verão australiano. Neste ano, no entanto, o fogo chegou mais cedo graças aos ciclos climáticos que causaram uma seca excepcional, um baixo índice de umidade e ventos fortes, que contribuem para causar queimadas.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


​Read More
Jornalismo cultural, Notícias

Ativista vegano James Aspey está concorrendo à eleição na Nova Gales do Sul

“A política é uma parte importante do movimento dos direitos dos animais” (Foto: Reprodução)

O ativista vegano James Aspey está concorrendo a uma vaga na Assembleia Legislativa da Nova Gales do Sul, na Austrália, pelo partido Animal Justice (AJP). Ao portal PBN, ele declarou que sua luta é por um mundo mais pacífico. O partido de Aspey já elegeu dois deputados – Mark Pearson e Andy Meddick.

“A política é uma parte importante do movimento dos direitos dos animais. Com a mudança individual e a mudança política, podemos alcançar a abolição da exploração animal ainda mais rápido. A batalha é travada em muitas frentes. Vamos nos unir para ganhar essa também”, declarou. A eleição vai ser no dia 23 de março.

​Read More
Notícias

Intervenção humana destrói irreversivelmente habitat de coalas

O habitat dos coalas está cada vez mais precário devido á intervenção humana. Imagens desoladoras mostram as péssimas condições que esses animais estão enfrentando na natureza.

Nos últimos 20 anos, um quarto da população de coalas desapareceu. Teme-se que a espécie esteja extinta em apenas três décadas. Segundo o WWF, espera-se que o animal seja extinto em 2050 em Nova Gales do Sul, na Austrália.

Os coalas vivem em eucaliptos, florestas e bosques, dos quais dependem para sua comida e abrigo. Dessa forma, o desmatamento de árvores estão sendo grandes causas do rápido declínio desses animais.

Dois coalas são retratados segurando-se em cima de sua antiga casa depois que as árvores foram derrubadas (Foto: WWF Austrália)

Quando suas casas são destruídas, os animais são forçados a irem em busca de outros lugares para viver e correm o risco de ser atropelados por um carro, atacados por outros animais ou ficarem vulneráveis ​​a doenças como a clamídia.

O conservacionista do WWF-Austrália, Stuart Blanch, disse que havia menos de 20 mil coalas em Nova Gales do Sul.

“Temos que parar com essa derrubada excessiva de árvores se quisermos manter coalas vivos na natureza para as gerações futuras”, disse Blanch ao News.com.au.

Em um documento divulgado pela organização de proteção animal e pelo Conselho de Conservação da Natureza de Nova Gales do Sul, pelo menos 14 campos de futebol de mata são limpos por dia.

O desflorestamento em Nova Gales do Sul está colocando os animais em risco de extinção (Foto: WWF Austrália)

A derrubada excessiva de árvores triplicou no estado desde o desmatamento da Lei de Vegetação Nativa da Nova Gales do Sul em agosto de 2017. Desde então, cerca de 5 mil hectares do habitat do coala foram destruídos em Moree e Collarenebri.

O WWF-Austrália e o Conselho de Conservação da Natureza lançaram petições pedindo ao governo que tome medidas e proteja os coalas.

​Read More
Notícias

Aves gigantes buscam abrigo em cidade australiana ao fugirem de seca

Os emus, a maior ave dentre todas as espécies existentes na Austrália, estão migrando para a cidade de Broken Hill, no estado de Nova Gales do Sul, para fugir de uma seca severa. De acordo com as autoridades, bandos desses animais estão sendo vistos circulando pelas ruas do município.

A presença da espécie em ambiente urbano sempre ocorreu, mas em menor número. “Nós tínhamos alguns regulares, provavelmente cinco ou seis. Agora eles estão literalmente caminhando na nossa avenida principal. Estamos vendo bando deles”, contou Emma Singleton, porta-voz da unidade de Resgate e Reabilitação de Animais Nativos da Austrália em Broken Hill, em entrevista à Reuters.

(Foto: SOCIAL MEDIA / REUTERS)

Um gramado de um campo esportivo da cidade foi adotado como lar por um grupo de 14 emus, que, segundo Emma, vive no local há semanas. “Os moradores da área estão oferecendo comida e água”, disse.

A unidade de proteção da qual Emma faz parte não tem tentado resgatar as aves, mas está conscientizando a população. A entidade tem explicado aos moradores de Broken Hill que os emus são inofensivos e que cuidados devem ser tomados para que eles não sejam prejudicados. As informações são do Extra.

Apesar do trabalho de conscientização, cinco emus já foram vítimas de acidentes de trânsito. A unidade de resgate se preocupa também com o risco desses animais serem mordidos por cães, que podem vir a agir devido ao instinto de defesa.

Maior ave nativa da Austrália, no mundo, a espécie perde apenas para o avestruz, originário do continente africano. Com até dois metros de altura e pesando 60 quilos, os emus tem pelagem castanha e são naturais do outback australiano, não dos centros urbanos, onde têm sido encontrados. Eles se alimentam de grãos, frutas, plantas e insetos e não voam, mas são bons velocistas.

​Read More
Destaques, Notícias

Desmatamento destrói habitats de coalas e ameaça sobrevivência da espécie

Por Caroline Bufalo / Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

Foto:FloGabriel/GuardianWitness
Foto:FloGabriel/GuardianWitness

O governo de Nova Gales do Sul, na Austrália, está prejudicando os coalas ao permitir o aumento do desmatamento e, portanto, d destruição de seus habitats, de acordo com um documento escrito pela Associação de Parques Nacionais.

A espécie tem sido ameaçada por três políticas que serão colocadas em prática. Por isso, o documento pressiona pela proteção dos lares dos coalas.

“O governo está falhando completamente ao conservar e proteger os habitats dos coalas. Atualmente, coalas são a espécie mais negligenciada na Austrália oriental, o que é extremamente decepcionante tendo em vista como eles são estimados”, diz o documento.

O relatório conclui que os lares dos coalas estão em declínio e sendo ameaçados por planos de renovação terras públicas em acordos que permitem o desmatamento de florestas nativas. Além disso, há leis fracas em terras privadas e uma falha de proteções do governo para identificar mais habitats para a espécie.

Entre 1990 e 2010, as populações de coalas da região registraram uma queda de 30%. Um relatório divulgado em maio pela Agência de Proteção Ambiental (EPA) revelou que todas as populações de coalas de Nova Gales do Sul, com uma possível exceção, continuam a diminuir e há pelo menos uma população considerada ameaçada.

Desde 1997 e 2001, os governos estaduais e federais assinaram acordos regionais de silvicultura, que permitiram o corte de florestas nativas por 20 anos. Os acordos começam a expirar em 2017, mas a política atual do governo federal é de estendê-los.

Uma análise de maio deste ano descobriu que os acordos haviam falhado em todos os seus objetivos e foi acompanhado por uma carta de 30 organizações pelos direitos animais dizendo que sua extensão “constituirá uma decisão irracional por motivos ambientais, econômicos e sociais”.

O documento informativo diz que a EPA precisa intervir e regular a extração madeireira das florestas nativas.

“Precisamos aproveitar a oportunidade para avaliar honestamente os impactos da exploração madeireira e perguntar se vale a pena”, conclui o documento.

Segundo o documento, nos 21 anos desde que a lei foi introduzida, apenas quatro planos de proteção dos habitats de coalas foram aprovados, informou o The Guardian.

“Isso significa que o habitat central do Coala não é identificado e nem protegido na grande maioria das áreas do governo local em Nova Gales do Sul e não há proteção”, disse o relatório.

Com os acordos regionais florestais prontos para serem renovados e os Estado pronto a transpor para aprovar leis de desmatamento a Associação de Parques Nacionais diz que uma medida deve ser adotada para protegê-los.

“Isso significa que deve ser feita uma escolha: queremos proteger os coalas ou permitir que a exploração madeireira e o desmatamento os levem à extinção?”, questionou o órgão.

​Read More