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Tartarugas ameaçadas de extinção são sequestradas por caçadores em reserva na Nicarágua

Em uma praia no sudoeste da Nicarágua, de águas protegidas pela Reserva Natural La Flor Beach, tartarugas marinhas saíam para colocar seus ovos, enquanto famílias brincavam tranquilamente na areia. Mas na última semana, quando os animais atingiam a beira da praia, eles eram carregados à força por caçadores enquanto eram vistos agitando as nadadeiras e se contorcendo.

Uma filmagem capturou o momento exato em que as tartarugas foram sequestradas. Um deles pode ser visto correndo nas águas e atirando o réptil sobre os ombros antes de fugir. Acredita-se que cerca de 700 pessoas estivessem presentes e pelo menos seis delas morreram no incidente.

Liza Gonzalez, diretora da Paso Pacifico, organização em defesa dos direitos animais, disse que o vídeo marcou um novo nível de crueldade por parte dos caçadores, que normalmente esperam que os répteis depositem seus ovos na praia antes de capturá-los.

Reprodução | The Daily Mail

Desta vez, eles simplesmente avistaram as tartarugas e as capturaram – sem esperar sequer um minuto. O intuito de não permitir que os ovos sejam colocados na praia é que, uma vez mantidos em cativeiro, elas serão forçadas a botá-los, para que então sejam assassinadas e vendidas por sua carne.

A Paso Pacifico mandou as imagens para as autoridades locais e o pessoal do exército foi enviado para a praia para dispersar as multidões. Mas quando eles conseguiram chegar, o processo de nidificação das tartarugas (a construção dos ninhos) já estava quase terminado.

A imprensa local disse que quatro pessoas foram presas depois que policiais identificaram os suspeitos a partir de imagens de vídeo divulgadas nas redes sociais. Relatórios também disseram que a caça furtiva está ligada à crise econômica enfrentada pela Nicarágua.

A tartaruga marinha (Lepidochelys olivacea) é uma das cinco espécies nativas da Nicarágua. Todos os anos, incontáveis ​​ovos de tartaruga são capturados ilegalmente nas praias da Nicarágua e transportados para cidades da região, onde são vendidos como alimentos. Estima-se que cerca de 150 mil oliveiras chegarão à área para nidificar todos os anos.

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Tartarugas-oliva chegam para desovar no litoral da Nicarágua

Os primeiros 2.500 espécimes de tartaruga-oliva (“Lepidochelys olivacea”), espécie ameaçada de extinção, começaram a desovar no litoral do Pacífico nicaraguense sob proteção do Exército, para impedir que os moradores roubem os ovos para consumi-los – informou uma fonte militar.

As chegadas ocorreram entre quinta-feira e sábado passado, na costa do Refúgio da Vida Silvestre de Chacocente, situado no departamento de Carazo, na costa sul, declarou o chefe do comando militar da região, coronel José Larios, ao “Nuevo Diario”.

Na quinta-feira, aninharam 1.434 quelônios; na sexta, 910, e no sábado, 197, acrescentou o militar, cujo destacamento resguarda 1.500 metros de praia.

Larios disse que essa é a primeira chegada maciça de tartarugas registrada este ano.

Os quelônios fazem ninho geralmente na costa nicaraguense de Chacocente e Refúgio La Flor, no departamento (estado) de Rivas (sul), entre julho e janeiro.

O militar contou que, em julho passado, chegaram às praias de Chacocente 1.363 tartarugas em pequenos grupos, ou sozinhas. Espera-se que cheguem a La Flor esta semana.

Nessas praias nicaraguenses, anualmente, fazem ninho mais de 120.000 tartarugas-oliva, de pente (“Eretmochelys imbricata”) e negra (“Chelonia agassizii”), explicou à AFP o biólogo Fabio Buitrago.

Fonte: Terra

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Milhares de tartarugas são cruelmente mortas todos os anos na Nicarágua

Exatas 5h da manhã. O ex-mergulhador Octavio Morales, 50, levanta o facão e corta a cabeça de uma gigantesca tartaruga marinha verde. Quinze minutos depois, seu corpo em pedaços está num carrinho de pedreiro, pronto para ser levado ao mercado de Bilwi. Já a carapaça é disputada por cachorros e urubus em busca da carne que sobrou.

A poucos metros do matadouro, outras três tartarugas, de casco virado e patas costuradas com um corda azul, esperarão até 15 dias para ter o mesmo destino. Até a hora da morte, permanecerão vivas e imobilizadas.

A comercialização e consumo de carne de tartaruga é uma prática legal e antiga dos miskitos, que as capturam em alto mar por meio de redes. Os animais são vendidos no porto, onde cada um sai em média por R$ 70. No mercado local, um quilo de sua carne é vendido por cerca de R$ 6.

Anualmente, cerca de 11 mil tartarugas-verdes adultas são mortas por ano na Nicarágua, segundo a ONG Sociedade de Conservação da Vida Selvagem (WCS, na sigla em inglês). A caça desenfreada colocou a espécie na lista dos animais ameaçados de extinção do país.

Pelas ruas de Bilwi, é comum ver tartarugas gigantes vivas de cabeça para baixo diante das casas, enquanto as carapaças vazias se espalham por terrenos baldios e na areia da praia.

A venda de carne de tartaruga é a principal ocupação de Morales, que deixou de mergulhar há sete anos, depois de começar a sentir dormência nas pernas -ele caminha mancando. “Os barcos tiram todo o nosso leite e não dão nada”, afirma.

Fonte: Folha Online

Se você quiser protestar, pode escrever para a embaixada da Nicarágua ou para o consulado da Nicarágua em sua cidade.

Embaixada da República da Nicarágua – Brasília – DF
* Endereço: SHIS QL 22, Conj. 10, Casa 13 – Lago Sul
* Cidade: Brasília
* Estado: Distrito Federal
* Pais: Brasil
* CEP: 71640-245
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Nicarágua e Costa Rica combatem o comércio de animais silvestres

Por Raquel Soldera (da Redação)

As delegações de Nicarágua e Costa Rica realizaram neste final de semana um curso binacional para a aplicação de políticas contra o comércio e os depredadores da fauna silvestre, informou a procuradora ambiental nicaraguense, Carmen Rodríguez.

O curso abordou os êxitos obtidos pela Nicarágua em relação aos processos penais contra traficantes de espécies ameaçadas de extinção, destacou Rodríguez. Também foi analisada a experiência da Nicarágua quanto ao tratamento judicial nos casos de maus-tratos aos animais ameaçados de extinção.

A procuradora ambiental disse que dois processos penais contra traficantes de animais ameaçados de extinção tiveram como resultado a condenação dos responsáveis por aproveitamento de recursos naturais e maus-tratos aos animais.

Segundo os acordos feitos durante o curso, as autoridades de Costa Rica e Nicarágua se comprometeram a melhorar a aplicação da convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas da Fauna e Flora Silvestre (Cites). As delegações de ambos os países uniram critérios para melhorar o controle em relação à convenção de Cites.

Rodríguez disse que o curso foi uma excelente oportunidade para coordenar melhor as ações dos dois países no combate ao comércio de espécies de fauna e flora na fronteira sul entre Nicarágua e Costa Rica.

Com informações de Pueblo en Línea

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