Destaques

Elefantes são espancados em treinamento para um festival no Nepal

Foto: PETA Asia
Foto: PETA Asia

Imagens de manipuladores de elefantes espancando e esfaqueando os animais com afiados ganchos de ferro e longas varas de madeira durante os preparativos para um festival no Nepal provocaram revolta nas redes sociais.

O vídeo foi feito pela ONG PETA, nas imagens divulgadas elefantes são vistos sendo maltratados com o objetivo de forçá-los a correr, realizar passeios, levando pessoas em suas costas e simular um jogo de futebol para o Chitwan Elephant Festival.

A PETA afirma que, desde que a gravação foi divulgada, uma série de anunciantes cortou os laços com o evento.

No vídeo, os “tratadores” são vistos batendo nos elefantes e cutucando as lâminas na pele enquanto andam de costas.

Foto: PETA Asia
Foto: PETA Asia

Muitos deles usam bullhooks – ferramentas especialmente desenvolvidas para treinar elefantes – varas longas de madeira com um gancho de metal na ponta para ferir os animais.

Os manipuladores os atingem na cabeça e atrás das orelhas para torná-los submissos e participar dos passeios e jogos de pólo ou futebol com elefantes.

Foto: Asia Wire/ PETA Asia
Foto: Asia Wire/ PETA Asia

Testemunhas afirmaram ter visto elefantes com ferimentos profundos nos pescoços e orelhas, enquanto um deles tinha um olho lacrimejante – sugerindo que estava infectado.

Alguns espectadores também filmaram o abuso pois tudo aconteceu à vista do público.

Foto: Asia Wire/ PETA Asia
Foto: Asia Wire/ PETA Asia

O vice-presidente sênior de campanhas internacionais da PETA, Jason Baker, disse: “Elefantes são animais altamente sensíveis e inteligentes que estão sendo usados como sacos de pancada neste evento cruelmente desprezível”.

A PETA pede o fim do festival e pede que as empresas cortem qualquer vínculos com este espetáculo de sofrimento imediatamente.

Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


 

​Read More
Notícias

Ativistas do Nepal saem as ruas pedindo pelo fim dos sacrifícios com animais

Foto: AFP
Foto: AFP

Ativistas nepaleses protestaram em Katmandu na sexta-feira última pedindo o fim dos sacrifícios religiosos de animais, meses antes de um festival regional que no passado já matou dezenas de milhares de animais.

Alguns dos mais de 100 manifestantes usavam cabeças de búfalos, porcos e galinhas, enquanto cantavam e protestavam contra a prática cruel profundamente enraizada nas tradições hindus do país.

“Isso está errado e deve parar”, disse à AFP Sneha Shrestha, da Federação de Bem-Estar Animal do Nepal.

“Somos todos iguais aos olhos de Deus, e Deus não pedirá o sacrifício de seus próprios filhos”.

Foto: AFP
Foto: AFP

Os defensores dos direitos animais enfrentam uma luta difícil no Nepal, onde os hindus compõem 80% da população e onde o sacrifício ritual é parte da vida cotidiana e fundamental para os grandes festivais.

Os cartazes e faixas presentes no protesto também pediram a suspensão dos sacrifícios em Gadhimai, um festival que se acredita ser o maior massacre ritual do mundo.

Uma vez a cada cinco anos, a pequena aldeia de Bariyapur, perto da fronteira do Nepal com a Índia, se afunda em sangue, enquanto milhares de devotos hindus visitam seu templo para homenagear Gadhimai – uma deusa hindu que representa o poder.

Foto: AFP
Foto: AFP

O sacerdote principal do templo inicia o festival centenário com o sacrifício ritual de dois ratos selvagens, dois pombos, um galo, um cordeiro e um porco antes que dezenas de milhares de animais sejam mortos.

Embora o templo tenha proibido a prática sob forte pressão em 2015, os ativistas temem que os sacrifícios ainda sejam realizados no próximo festival, previsto para novembro.

Durante o festival de dois dias, os adoradores do Nepal e da vizinha Índia passam dias dormindo ao ar livre e oferecendo orações à deusa no templo.

Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA

 

 

​Read More
Histórias Felizes

Cadelinha segue alpinistas e é adotada ao final da expedição

Foto: Don Wargowsky

Durante uma expedição através de Mera Peak e Baruntse, duas montanhas no Nepal, o alpinista Don Wargowsky e sua equipe ganhou um novo membro.

No 10º dia da expedição, que duraria 34, a cerca de 18 mil pés de altitude, em uma geleira com toneladas de fendas e obstáculos, uma doce cadelinha apareceu repentinmente. Wargowsky a reconheceu de uma das aldeias pelas quais passaram. Enquanto ela parecia tímida e assustada na aldeia, ela subia confiante na montanha, enquanto e alegremente cumprimentava seus novos amigos.

“Já tive cães que me seguiram nas subidas antes, mas nunca algo assim”, escreveu Wargowsky em um post sobre suas viagens .

“Eu imediatamente começo a imaginar esse cachorro se juntando a nós durante a viagem. Seria ótimo ter um companheiro, um cão temporário de terapia nepalesa. Então começo a pensar exatamente sobre o que faremos nas próximas semanas e o sonho desaparecerá.”

Foto: Don Wargowsky

Wargowsky pensou que não havia como “Baru” conseguir se juntar a eles em sua jornada potencialmente traiçoeira – mas a corajosa cadela mostrou que ele estava errado.

Na primeira noite ela estava nervosa preferiu dormir do lado de fora da tenda, apesar do frio. Ao perceber que ningúem a faria mal, ela dormiu na tenda.

“Ela ficou conosco durante a viagem”, disse Wargowsky ao The Dodo. “Ela se saiu excepcionalmente bem. Ela subiu melhor que a maioria dos humanos. Com o passar dos dias, Baru conseguia ainda se superar.

Foto: Don Wargowsky

Em algum momento, “Baru” se perdeu do grupo, mas logo encontrou o caminho de volta, demonstrando novamente o quão especial ela era.

“Por tudo isso, ela é uma campeã”, escreveu Wargowsky.

“Eu tenho quantidades limitadas de comida, mas eu divido todas as minhas refeições com ela 50/50. Ela nunca implora por comida ou ganância”.

Quando a jornada se aproximava do fim, Wargowsky começou a se preocupar com o destino de sua amiga. Eles formaram um vínculo  forte e o pensar em deixá-la era muito ruim.

Foto: Don Wargowsky

Ainda assim, ele pensou que seria injusto trazê-la para casa com ele para seu minúsculo apartamento, quando ela claramente adorava ter tanto espaço para caminhar e ser livre.

“Meu amor e respeito por essa cadela é imenso”, escreveu Wargowsky. “Pensar em partir… ela sozinha na rua quebra meu coração.”

Para a alegria e a paz do alpinista, o gerente do acampamento de base do grupo, Kaji, ficou tão impressionado com “Baru” quanto todos os outros e decidiu que ele e sua família iriam adotá-la. Wargowsky fez tudo o que pôde para ajudar no processo. Apesar de odiar ter que se separar dela, ele ficou muito feliz por “Baru” ter encontrado uma casa e sabia que, independente de tudo, eles seriam amigos por toda a vida.

“Ela está muito bem”, disse Wargowsky.

“Vou visitá-la no Nepal neste outono.”

​Read More
Notícias

Espécie de tigre ameaçado de extinção mostra aumento populacional

Um homem colocou câmeras escondidas na selva para capturar fotos de tigres, no Nepal. As fotos de Chayan Kumar Chaudhary, que apelidou o animal de “tigre selfie”, foi parte de uma iniciativa de conservacionistas para rastrear a população de tigres selvagens.

Foi registrado que a população desse animal no Nepal quase dobrou nos últimos anos, mostrando uma recuperação da extinção da espécie.

Depois de um esforço de nove anos para proteger os tigres, um censo em 2700 quilômetros das terras baixas do Nepal, concluído no começo deste ano, revelou que a população cresceu de 121 em 2009 para 235 gatos adultos hoje.

A pesquisa foi formada por moradores locais treinados no Parque Nacional Bardia, no Nepal, onde o número de tigres cresceu quase cinco vezes.

Chaudhary ajudou a monitorar e registrar movimentos selvagens de tigres através do parque, escaneando imagens tiradas por câmeras escondidas na selva e afirmou que foi emocionante encontrar espécies dos animais em extinção:

“Foi muito emocionante quando checamos os cartões de memória e encontramos fotos de tigres”, disse Chaudhary à AFP. “Parecia que somos parte de algo grande”.

Um tigre é capturado no Parque Nacional Bardia do Nepal em uma armadilha fotográfica (Foto: Daily Mail Online)

As planícies do sul do Nepal, que abrigam cinco parques nacionais, foram mapeadas em grades, cada uma equipada com um par de armadilhas fotográficas para registrar qualquer atividade de tigre.

Mais de 3200 dessas armadilhas fotográficas especiais foram instaladas, algumas por trabalhadores de campo em elefantes para navegar na selva densa. Essas câmeras eram equipadas com sensores que acionavam um clique sempre que qualquer movimento ou mudança de temperatura fosse detectada.

Logo as fotos começaram a aparecer: tigres solitários passando, mães com seus filhotes brincalhões e um ocasional tigre festejando uma matança fresca.

O censo começou em novembro de 2017, e no mês de março seguinte, mais de 4 mil imagens de tigres foram coletadas.

“Não foi um processo fácil, e foi arriscado também”, disse Man Bahadur Khadka, chefe do departamento de vida selvagem e parques nacionais do Nepal. “Começamos a analisar as fotos. Assim como as nossas impressões digitais, os tigres têm listras únicas. Não há dois tigres iguais”.

Mais de 3200 armadilhas fotográficas especiais foram instaladas (Foto: Daily Mail Online)

Registro histórico

Um século atrás, as exuberantes selvas do Nepal eram um playground para os governantes do país e visitantes britânicos que vieram caçar o tigre real de Bengala.

Em 1900, estimava-se que mais de 100 mil tigres percorriam o planeta. Mas isso caiu para um recorde de 3200 no mundo em 2010.

O número de tigres do Nepal atingiu o fundo do poço após a guerra civil que durou uma década, que terminou em 2006, quando caçadores furiosos percorreram as planícies do sul.

Em 2009, o governo mudou de rumo, recrutando grupos comunitários para proteger os animais. Centenas de jovens voluntários foram recrutados para proteger os parques nacionais do Nepal, patrulhando os caçadores furtivos, conscientizando e protegendo o habitat natural.

A espécie desses animais foi muito ameaçada por caçadores furtivos (Foto: Daily Mail Online)

“Os tigres são a nossa riqueza, nós temos que protegê-los”, disse Sanju Pariyar, 22, que era apenas uma adolescente quando se juntou a um grupo anti-caça.

“As pessoas entendem que se o nosso número de tigres e rinocerontes crescer, os turistas virão e trarão oportunidades. É bom para nós”.

Armado com um bastão, Pariyar sai regularmente em patrulha para procurar armadilhas estabelecidas por caçadores.

Os moradores locais também se tornaram informantes, alertando os funcionários do parque se eles vêem alguma coisa, ou qualquer suspeito.

Ato e consequência

O Nepal tem penas duras para os caçadores – até 15 anos de prisão e uma multa pesada – e recentemente criou um banco de dados genético de seus tigres para ajudar nas investigações.

Em março, a polícia prendeu um caçador que fugiu por cinco anos depois de ser pego com cinco peles de tigre e 114 quilos de ossos.

Acredita-se que o contrabando tenha sido destinado à China, um mercado importante para contrabandistas de vida selvagem, onde partes raras de animais são usadas na medicina tradicional.

Caçadores furtivos tem penas duras no Nepal, de até 15 anos de prisão e uma multa pesada (Foto: Daily Mail Online)

Em 2010, o Nepal e 12 outros países com populações de tigres assinaram um acordo para dobrar seus números de grandes felinos até 2022. A nação do Himalaia está preparada para ser a primeira a atingir essa meta.

“Se um país como o Nepal – pequeno, menos desenvolvido, com muitos desafios – pode fazer isso, os outros também podem fazê-lo”, disse o representante do WWF no Nepal, Ghana Gurung.

Mas os conservacionistas estão cientes de que o aumento do número de tigres também é uma boa notícia para os caçadores ilegais e para o lucrativo mercado negro que eles fornecem com partes de animais ameaçadas de extinção.

“Agora é mais importante do que nunca ficar atento”, disse o diretor do parque nacional, Ashok Bhandari.

​Read More
Destaques, Notícias

Ativistas fazem campanha contra o sacrifício de animais em festivais religiosos no Nepal

Defensores dos direitos animais estão realizando uma campanha a favor do fim de sacrifícios de animais em festivais no Nepal.

O festival Dasain, que dura 15 dias e teve início esta semana no país do Himalaia, é marcado pelo sacrifício de dezenas de milhares de cabras, búfalos, galinhas e patos para agradar os deuses e deusas da religião local, oferecendo o sangue desses animais para os deuses.

Os ativistas estão visitando templos onde os animais são mortos e estão pendurando faixas e panfletos denunciando a prática. Ainda, estão falando com os devotos na esperança de persuadi-los a levar os animais que compraram para sacrifícios aos santuários de animais.

Ativistas estão tentando impedir que animais sejam mortos em festivais religiosos no Nepal (Foto: NBC4 Washington)

O movimento a favor do bem-estar animal é novo no Nepal, onde quatro em cada cinco pessoas são hindus e o sacrifício de animais é uma tradição profundamente enraizada.

A campanha deste ano para combater essa prática também servirá para a matança de animais muito maior programada para o ano que vem, no quinquenal festival de Gadhimai.

Números caem, mas ainda preocupam

Ativistas organizaram-se pela primeira vez após o festival de Gadhimai em 2009, quando cerca de 250 mil animais foram mortos em um único templo no sul do Nepal.

Imagens de carcaças empilhadas em campo aberto foram amplamente divulgadas mostrando os rituais. Embora não haja dados oficiais, acredita-se que menos animais tenham sido sacrificados no subsequente festival de Gadhimai em 2014, segundo o grupo Animal Nepal.

De acordo com o ativista Pramada Shah, o número de sacrifícios de búfalos caiu de 20 mil em 2009 para 3 mil em 2014. “Somos muito poucos defensores, mas temos uma voz muito alta. Somos uma minoria barulhenta”, ele afirma.

No festival de Gadhimai em 2009, cerca de 250 mil animais foram mortos (Foto: Asia News)

No templo de Bhandrakali, no coração da capital do Nepal, Katmandu, padres e voluntários se prepararam para os cerca de 100 mil devotos esperados durante o festival. O templo é um dos principais locais para sacrifícios de animais.

Caminhões de cabras foram trazidos de outras partes do Nepal e da Índia para o mercado de cabras de Katmandu. Chandra Pokhrel, que tem vendido caprinos nas últimas duas décadas, disse que as vendas para o festival Dasain deste ano caíram em relação aos anos anteriores.

Um dos sacerdotes, Anuj Pujari, disse que embora o número de devotos tenha aumentado, parece haver menos animais trazidos para o sacrifício. “É porque mais e mais pessoas estão agora contra isso”, disse ele.

 

​Read More
Notícias

Leonardo DiCaprio ajuda a salvar tigres do Nepal

Divulgação

Tigres do Nepal, o seu número está crescendo muito, até o dobro. Boas notícias que chegam da frente de conservação dos animais selvagens. Graças também ao apoio de Leonardo DiCaprio e sua fundação, a população de tigres do Nepal hoje tem 235 animais.

O país está destinado a ser o primeiro a dobrar a população de tigres selvagens. A divulgar esses números foi a WWF Nepal em ocasião do National Conservation Day, anunciando que existem atualmente 235 tigres selvagens no país, quase o dobro em comparação aos 121 existentes em 2009.

A este ritmo, o Nepal será o primeiro do mundo a alcançar o importante objetivo “Tx2” estabelecido pela Summit de São Petersburgo em 2010.

A notícia também foi divulgada por Leonardo DiCaprio, membro do conselho da WWF-EUA. Sua fundação financia a conservação de tigres do Parque Nacional de Bardia no Nepal, e em outros lugares desde 2010.

Nos últimos 100 anos, as populações de tigres selvagens caíram drasticamente – de cerca de 100.000 para alguns milhares – devido à caça desenfreada e à destruição do habitat deles. Esses esplêndidos animais correm sério risco de extinção. Para responder a esta crise, os governos dos 13 países onde os tigres vivem em estado selvagem, se uniram em 2010 para criar um ambicioso plano de recuperação, com a intenção de dobrar o número de tigres em estado selvagem em até 2022.

Mas não só. DiCaprio e sua fundação também contribuíram para melhorar as condições de vida destes animais com a construção e gestão de 31 zonas úmidas e poças d’água.

“Este aumento significativo na população de tigres do Nepal é uma prova de que quando trabalhamos juntos, podemos salvar a fauna do planeta – até mesmo espécies que estão ameaçadas de extinção”, disse Leonardo DiCaprio. “O Nepal tem sido um líder nos esforços para dobrar o número de tigres dentro de suas fronteiras e servir de modelo para toda a Ásia e o mundo”.

Enquanto países como o Nepal, Butão, Índia e Rússia fizeram progressos consideráveis ​​na recuperação de suas populações, a conservação do tigre continua sendo um desafio no Sudeste Asiático, onde a caça desenfreada e o desmatamento continuam sendo ameaças sempre presentes.

Fonte: Green Me

​Read More
Destaques, Notícias

Último urso dançarino do Nepal é acomodado em santuário

O último urso dançarino do Nepal instalou-se em seu novo lar na Unidade de Resgate de Ursos da Wildlife SOS em Agra, na Índia, no dia 11 de julho, após meses de espera.

No final do ano passado, equipes de resgate da ONG World Animal Protection, do Instituto Jane Goodall Nepal e do grupo Wildlife SOS, em parceria com a polícia local, salvaram os dois últimos ursos dançarinos do Nepal.

O único sobrevivente do resgate foi o macho Rangila.

Os dois ursos-preguiça, Rangila, um macho de 19 anos, e Sridevi, uma fêmea de 17 anos, eram maltratados e explorados ​​ilegalmente para entreter os visitantes do estabelecimento.

Os animais tinham sinais claros de sofrimento causados pelos anos de abuso. Ambos tinham o focinho perfurado para que uma corda fosse inserida e o animal fosse controlado durante a dança. Eles também tinham os dentes danificados, resultado do processo de remoção de seus dentes caninos sem anestesia. Além disso, demonstraram sinais de estresse, incluindo encolhimento e estimulação.

O último urso dançarino do Nepal instalou-se em seu novo lar na Unidade de Resgate de Ursos da Wildlife SOS em Agra, na Índia, após meses de espera.
Os ursos são perfurados para serem manipulados enquanto “dançam”. Foto: Reprodução

Rangiva e Sridevi deveriam ser temporariamente transferidos para o Parque Nacional de Parsa antes de serem levados para um santuário. Porém, inexplicavelmente os animais foram enviados para um zoológico em péssimas condições, onde permaneceram após o resgate.

A fêmea infelizmente morreu no local, mas os socorristas não pouparam esforços para proporcionar a liberdade à Rangila.

Finalmente, no dia 11 de julho, a Wildlife SOS publicou em sua página no Facebook uma mensagem afirmando que o macho havia chegado à Unidade de Resgate de Ursos da Wildlife SOS em Agra em segurança, após completar uma jornada de mais de mil quilômetros.

“Gostaríamos de aproveitar este momento para agradecer a todas as pessoas que tornaram essa operação de resgate bem-sucedida! Este é um esforço único e a Índia se orgulha de trazer seu cidadão selvagem para casa!”, escreveu o grupo na rede social.

Rangila agora reside com outros ursos em um grande recinto florestal com uma piscina e muitas árvores para escalar. “A coisa mais importante é que ele será capaz de exibir um comportamento natural como um urso-preguiça”, disse a co-fundadora e secretária da Wildlife SOS, Geeta Seshamani.

​Read More
Notícias

Morre uma das últimas “ursas dançarinas” do Nepal

Uma das últimas “ursas dançarinas” morreu após ser alojado em gaiolas pequenas e imundas pelo governo de Nepal, após o resgate de um grupo de direitos animais.

Dois ursos foram resgatados no sul do Nepal em dezembro do ano passado de um par de artistas de rua itinerantes que usavam os animais para entretenimento humano. Os ursos Rangila, de 19 anos e Sridevi, de 17 anos, foram transferidos para um zoológico perto da capital Kathmandu, onde foram colocados em gaiolas para exposição. Mas algumas semanas depois, a fêmea morreu.

Um grupo de defesa dos direitos animais envolvido no resgate afirmou que os animais foram levados para um zoológico conhecido e criticado por suas condições extremamente precárias e desumanas ao invés de um santuário, e que isso aconteceu sem o conhecimento deles.

um urso foi amordaçado em um zoológico de Nepal.
Animal amordaçado em um zoológico em Nepal. (Foto: World Animal Protection)

O Grupo “Word Animal Protection“, em tradução livre “Proteção Animal Global” declarou: “Discussões com autoridades nepalesas e indianas, antes e durante o resgate dos ursos, identificaram o santuário de ursos da organização de cuidados animais Wildlife SOS em Agra, na Índia, como o melhor lugar para lhes fornecer cuidados vitalícios. Mas os ursos infelizmente não foram levados para o santuário. Se tivessem sido, Sridevi ainda poderia estar viva”.

Niraj Gautam, do “Jane Goodall Institute Nepal“, em tradução livre “Instituto Jane Goodall em Nepal”, que também esteve envolvido no resgate dos ursos. acrescentou: “Disseram-nos que ela tinha algum problema no fígado e que era icterícia. Estes animais deveriam ter sido cuidadosamente examinados. Não havia nada. Essa é a negligência que queremos ressaltar.”

os animais foram resgatados na rua, mas o governo de Nepal apreendeu os animais.
Defensores dos direitos animais restaram os ursos, mas os animais foram apreendidos pelo governo do país. (Foto: World Animal Protection)

Os animais exibiam comportamentos que sugeriam que estavam angustiados e foram mantidos em pequenas gaiolas que não foram devidamente limpas. Apesar das denúncias de maus-tratos contra os ursos, o governo afirma que animais receberam cuidados e que zoológico é a única instalação no Nepal capaz de abrigá-los. O “Jane Goodall Institute” está fazendo um acordo com o governo do Nepal para que o urso sobrevivente seja transferido para um santuário especial para ursos dançarinos resgatados na Índia, onde a tradição de usar animais para entretenimento humano só foi erradicada em 2012.

“Há obstáculos legais na transferência do animal para outro país e o zoológico é a única instalação que temos”, disse Gopal Prasad Bhattarai, vice-diretor do Departamento de Parques Nacionais e Conservação da Vida Selvagem.

Uma fêmea morreu após ser mantida em uma gaiola pequena e sem alimentos necessários.
O governo manteve os animais presos em pequenas gaiolas sem o alimento necessário, uma fêmea não resistiu. (Foto: World Animal Protection)

O Nepal proibiu a prática manter ursos em cativeiro em 1973, um ano depois de ter sido oficialmente proibido na Índia, porém a prática permaneceu em partes do sul do país. Os ursos dançantes são caçados e treinados desde filhotes para dançar em suas patas traseiras. Seus focinhos são perfurados com uma aço aquecido para que possam ser controlados pelo puxão de uma corda ou corrente. Eles podem crescer até seis metros de altura e pesar até 310 quilos.

Os urso-preguiça dançam no subcontinente indiano desde do século XIII, quando os caçadores pertencentes à tribo muçulmana Qalandar. Esta é uma espécie criticamente ameaçada de extinção e são encontrados na Índia, Nepal, Sri Lanka e Butão. Mas o encolhimento de habitats e a caça causaram um declínio populacional, segundo a União Internacional para a Conservação da Natureza.

Veja o vídeo abaixo sem legendas:

​Read More
Home [Destaque N2], Notícias

Ursos ”dançantes” submetidos a uma vida miserável encontram a paz

Os dois ursos-preguiça, Rangila e Sridevi, estão se recuperando do estresse psicológico decorrente da exploração contínua para o entretenimento humano.

Foto: World Animal Protection

A World Animal Protection disse que contou com o Instituto Jane Goodall do Nepal e com a polícia para finalmente acabar com a miséria dos animais.

Rangila, um macho de 19 anos, e Sridevi, uma fêmea de 17 anos, foram vítimas da crueldade depois de serem vendidos aos seus exploradores para serem usados como ursos dançantes, uma prática ilegal.

Os exploradores arrancaram seus dentes e perfuraram o seu nariz com uma haste em chamas, antes de inserirem uma corda no nariz dos animais para controlá-los. Eles viviam amarrados com cordas e correntes.

Não se sabe quantos anos eles permaneceram em cativeiro. A prática das danças de ursos foi popular na Idade Média até o século XIX na Europa e na Ásia, mas agora está quase desaparecida.

A organização disse que a polícia local ajudou a localizar os ursos em Iharbari, no Sudeste do Nepal, rastreando o celular do abusador, revelou o Independent.

“Os ursos estavam extremamente perturbados e mostraram sinais de trauma psicológico, como se esconder, andar de um lado para o outro e sugar a pata”, disse a instituição.

“Estamos orgulhosos de ter realizado um resgate tão incrível. Esta é uma ótima maneira de encerrar 2017. Estamos emocionados de que os dois últimos ursos dançantes conhecidos do Nepal tenham sido salvos de sua vida de sofrimento”, afirmou Manoj Gautam, do Instituto Jane Goodall do Nepal.

Neil D’Cruze, especialista em animais selvagens da World Animal Protection, completou: “É extremamente doloroso ver os animais serem capturados na natureza e a triste realidade é que existem mais animais selvagens que sofrem em todo o mundo, apenas para o entretenimento de turistas. Estou satisfeito de que um final feliz finalmente esteja à vista para essas duas preguiças”.

Os abusadores saíram impunes e receberam apenas um “aviso severo” da polícia. Os ursos têm recebido tratamento no Parsa National Park, no Nepal.

​Read More
Notícias

Chimpanzés são alvo de sequestradores no Nepal

A polícia do Nepal (CIB – Central Investigation Bureau) prendeu seis pessoas envolvidas no contrabando de animais protegidos por lei, que chegaram no Nepal vindos da Nigéria. Os presos são dois homens nepaleses, três indianos e um paquistanês.

O porta-voz da CIB, Jeevan Shrestha, afirmou que foram resgatados dois chimpanzés, oito macacos, sete faisões-dourados, dois faisões-ringneck, 38 pombos e 65 pardais.

Chimpanzés e outras espécies de macacos e aves enjaulados em transporte
Foto: The Himalayan Times

Graças a uma denúncia, a CIB invadiu a casa de um dos criminosos, Sanjeev Bhari, em Kathmandu, no dia 18 de outubro, levando ao resgate dos pássaros e de outros animais selvagens.

O destino dos macacos seria a Índia. “Uma investigação preliminar sugere que os contrabandistas levariam os macacos da Nigéria para a Índia, usando a fronteira do Nepal como trânsito”, informou Shrestha. Ele afirmou ainda que os macacos foram trazidos do país africano ao Nepal por via aérea, e que oficiais do Aeroporto Internacional de Tribhuyan falharam em interceptá-los.

Os animais foram levados para o Distrito Florestal de Kathmandu, para serem iniciadas as ações legais sob o National Parks and Wildlife Conservation Act (Lei de Parques Nacionais e Conservação da Vida Selvagem). Criminosos envolvidos no comércio de espécies protegidas podem ser presos por até 15 anos, além de receber multa.

Um dos indianos capturados é reincidente: ele já havia sido preso com 109 tartarugas e 162 pássaros de diferentes espécies de Kathmandu, em junho do ano passado. A polícia invadiu uma casa e resgatou os animais, que estavam confinados em gaiolas. Oficiais disseram que as tartarugas, que pesavam entre 3 kg e 5 kg cada, e os pássaros, incluindo diversas variedades de pardais, foram contrabandeados para o Nepal da Índia.

Acredita-se que os indivíduos sequestrados estavam sendo transportados ilegalmente para a China, onde acabariam em restaurantes ou em mercados no Vietnã que lucram com o contrabando de animais.

​Read More
Notícias

Governo do Nepal toma medidas contra matança de animais em festival tradicional

Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

Reprodução/AFP
Reprodução/AFP

A Suprema Corte de Catmandu, capital do Nepal, emitiu uma ordem em nome de agências governamentais para iniciar programas de sensibilização com o intuito de controlar os brutais assassinatos de animais durante o festival Gadhimai, que ocorre de cinco em cinco anos na região e já matou milhares de animais ao longo dos anos.

Os juízos pressionaram o governo a formar uma comissão especial e tomar as medidas adequadas para impedir as matanças cruéis, informou o porta-voz da Suprema Corte Bishwo Raj Paudel, de acordo com o Himalayan Times.

“As pessoas precisam estar cientes de que o matar animais não é uma boa ação. O governo deve criar um ambiente para que as pessoas ajam de acordo com um código de conduta”, disseram os juízes na decisão.

No entanto, os juízes ainda não consideraram emitir uma ordem para parar completamente as mortes.

Em 20 de novembro, 2014, o advogado Arjun Kumar Aryal tinha apresentado uma petição exigindo o fim dos assassinatos de animais.

​Read More
Notícias

Leopardo é resgatado e retirado de casa após se perder no Nepal

03
Divulgação

Um leopardo precisou ser sedado e retirado de dentro de uma residência na cidade de Catmandu, capital do Nepal. Ele chegou a se perder pelas ruas da cidade, mas depois se escondeu dentro da casa.

Após ser dopado com um tranquilizante, o animal acabou deitando ao lado de um vaso sanitário da residência. O leopardo foi levado para atendimento médico e, durante o transporte para fora da casa, uma multidão se aglomerou para acompanhar o animal ser salvo.

04
Divulgação
05
Divulgação

Fonte: G1

​Read More