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Menina de oito anos pede ração de presente de Natal para ajudar os animais necessitados

Foto: Abrigo de animais Tri-Cities Animal Shelter
Foto: Abrigo de animais Tri-Cities Animal Shelter

Uma menina de oito anos foi presenteada com doações que resultaram em cerca de 270 kg de ração neste Natal depois de demonstrar seu desejo de ajudar os animais necessitados.

Em vez de brinquedos, Landyn Wadsworth, pediu dinheiro para comprar ração para cães e gatos sem teto do Abrigo de Animais das Tri-Cities que fica na cidade de Pasco, no estado de Washington (Estados Unidos).

O abrigo de animais postou uma foto de Landyn em sua página no Facebook, mostrando a pilha de sacos de ração para animais que se erguia ao lado da jovem.

Com o dinheiro que recebeu ela conseguiu comprar cerca de 270 quilos de comida para os moradores do abrigo.

Foto: Abrigo de animais Tri-Cities Animal Shelter
Foto: Abrigo de animais Tri-Cities Animal Shelter

“O desejo de Landyn para o Natal era doar comida para o abrigo e parece que seu pedido se tornou realidade! Somos muito gratos por sua gentileza e tenho certeza de que os cães e gatos também são!”, dizia o post.

A mãe de Landyn, Alisha, disse à afiliada da CNN KEPR que a jovem caridosa começou a fazer essas doações desde 2016, tornando este ano o terceiro em que ela repete o gesto.

Segundo a mãe ela começou a doar ração depois de visitar o abrigo e ficar chateada com tantos animais de rua que permaneciam lá durante o período festivo.

Landyn já começou a coletar valores para sua doação de 2020.

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Rapper Jaden Smith se une a restaurante vegano para servir refeições à base de vegetais ao sem-teto

Foto: Cafe Gratitude
Foto: Cafe Gratitude

O músico, celebridades e ativista, Jaden Smith, se uniu ao restaurante Cafe Gratitude (Café Gratidão, na tradução livre) para doar 10 mil refeições a quem precisa.

A estrela foi co-criadora do bowl (prato vegano servido em uma tigela) I LOVE YOU – com couve de bruxelas, abóbora, arroz preto proibido e quinoa – que agora está disponível no Cafe Gratitude.

A colaboração tem o objetivo de servir 10 mil tigelas no restaurante e, em seguida, doar 10 mil refeições gratuitas no Skid Row (bairro ou vizinhança onde ficam os necessitados) do caminhão I LOVE YOU (EU TE AMO) de Jaden em 2020.

“Sinto-me nutrido”

Falando sobre a tigela no Instagram, Jaden disse: “Quando eu como, me sinto nutrido, me sinto feliz e também me sinto saudável. É ótimo saber que nenhum animal teve que morrer para que eu fizesse minhas refeições”.

Foto: Instagram
Foto: Instagram

“Quando eu era mais jovem, gravei um filme chamado The Pursuit of Happyness – lançado no Brasil com o título “Em Busca da Felicidade” – com meu pai e, durante todo o processo, trabalhamos com muitas pessoas sem-teto”.

“Ver isso na vida real, foi o que realmente me fez decidir criar o caminhão de comida I LOVE YOU – apenas para poder contribuir com algo à comunidade”.

Ryan Engelhart, diretor de inspiração e co-proprietário do Cafe Gratitude acrescentou: “Alimentando seu corpo com amor, mas também alimentando outra pessoa que também é menos afortunada com amor”.

“Sinto que é assim que o mundo deve funcionar”

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Empresa de tecnologia lança ferramenta de busca vegana que beneficia os animais

Foto: Adobe
Foto: Adobe

Uma empresa de desenvolvimento de sites com “uma paixão pelo veganismo e pelo bem-estar animal” desenvolveu um novo mecanismo de busca vegano.

O fruitbox.io é uma ferramenta de busca livre para ser usada, sem custos e é um projeto sem fins lucrativos, além de ser o primeiro do mundo desse tipo.

Pesquisas feitas no mecanismo geram receita por meio de anúncios da rede de pesquisa (retorno). Estes rendimentos são doados aos santuários de animais.

Ferramenta de busca vegana

“Lançamos recentemente o primeiro mecanismo de busca vegano do mundo que doa a receita dos anúncios aos santuários de animais em todo o mundo para melhorar a vida dos animais sob seus cuidados”, disse Chris Gibbs, co-fundador da Fruitbox, ao Plant Based News.

“Trabalhamos com instituições de caridade em todo o mundo e estamos atualmente tentando aumentar a conscientização sobre esse serviço.

“Fizemos uma parceria com o Google para permitir que os usuários vejam os resultados do Google nos feeds, além de haver uma opção de pesquisa refinada que pesquisará somente os sites veganos listados e aprovados.”

Para conhecer mais sobre o Fruit Box clique aqui.

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

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Banco de alimentos ajuda veganos em situação de pobreza em Toronto

Por Lauren-Elizabeth McGrath/Ecorazzi (Tradução: Vera Martins/ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais)

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Foto: Ecorazzi

Segundo reportagem do Ecorazzi, um argumento contrário falso, porém comum contra o veganismo, é o de que o movimento não costuma fazer o suficiente para atender às necessidades de pessoas com poucos recursos financeiros.

O “Toronto Vegetarian Food Bank” – que distribui comida vegana, mas também busca ajudar vegetarianos que vivem em situação de pobreza – busca solução para esse problema ajudando a alimentar pessoas carentes que querem manter uma alimentação livre de produtos animais.

A organização foi criada em janeiro de 2015 e viu-se diante do aumento assombroso tanto do numero de pessoas assistidas como de voluntários interessados em fazer parte do projeto.

“É como eu sempre digo: para cada não-vegano que acusa o movimento de ser “classista” há uma rede inteira de pessoas veganas buscando fazer com que esse tipo de alimento seja acessível a todos. Tive a sorte de poder falar com Matt Noble, idealizador do projeto”, declarou Lauren-Elizabeth McGrath, do Ecorazzi.

Noble contou que a decisão de fundar o “Toronto Vegetarian Bank Food” (arrecadação e distribuição gratuita de alimentos veganos a pessoas de baixa renda) lhe ocorreu de repente, mas de maneira natural. Segundo ele, as pessoas que buscam uma dieta livre de produtos animais encontram dificuldades em Toronto, dada a falta de alimentos desse tipo (veganos).

“Então, eu tive vontade de ajudar a acabar com essa dificuldade. Os postos de distribuição de alimentos existem porque há pessoas que enfrentam enormes dificuldades financeiras. E eu não queria que essas pessoas, já em situação tão vulnerável, fossem obrigadas a comprometerem sua saúde e sua ética também. Todas as peças pareceram se encaixar quando percebi que os postos de distribuição poderiam também ser usados como veículo para educar sobre compaixão, saúde e escolhas alimentares sustentáveis do ponto de vista ambiental”, disse ele.

Como norte-americana, McGrath confessa ter admitido a sua ignorância, pois de início relutou em acreditar que em Toronto houvesse pessoas pobres em número suficiente para justificar a necessidade daquelas ações. Para a sua surpresa, porém, a cidade utópica que ela tinha em mente revelou-se totalmente falsa. Bem ao contrário: Toronto é conhecida como a capital da pobreza infantil no Canadá, título que indica que a cidade abriga não apenas indivíduos vivendo abaixo da linha da pobreza, mas famílias inteiras. Tal fato tem sido chamado de “epidemia oculta” pela imprensa canadense – o que sugere que ela não era a única a desconhecer a gravidade do problema. Dados revelam que, surpreendentemente, 30% das crianças de Toronto são de famílias de baixa renda e, com a pobreza, vem a fome.

Noble também relatou que, em Toronto, geralmente as famílias carentes não podem escolher por sua vontade para qual ponto de arrecadação de alimentos devem se dirigir. “Os outros projetos são geograficamente distribuídos de forma que as pessoas são obrigadas a procurarem assistência em seus bairros. Mas como temos ciência de que as opções para pessoas veganas são limitadas, nós permitimos que elas venham receber alimentos veganos, seja de que parte da cidade elas forem. O nosso critério consiste apenas em saber se a pessoa é vegetariana ou não”, explicou.

McGrath perguntou-lhe sobre o valor inestimável do programa, e a importância dele estar disponível a todos da cidade de Toronto. “No primeiro mês, depois de certa cobertura e alarde feitos pela mídia, atendemos 38 pessoas. No ultimo evento, em fevereiro de 2016, foram 161. A média tem sido de 150 pessoas nos últimos meses, embora ainda esteja havendo um crescimento lento. Tem sido um trabalho duro levantar recursos para dar conta da crescente demanda”, respondeu Noble.

Algumas pessoas têm a opinião de que, se alguém vai a um posto para receber alimentos oferecidos de forma gratuita, deve ficar agradecida e satisfeita com o que quer que lhe seja dado; mas o TVFB pensa diferente.

“Nós queremos que nosso sistema de distribuição de alimentos reflita as diversas dietas e necessidades de toda a cidade”, disse Noble. “Os programas de distribuição de alimentos existem porque há pessoas que enfrentam enormes dificuldades financeiras. E eu não queria que essas pessoas, já em situação tão vulnerável, fossem obrigadas a comprometerem sua saúde e sua ética também”.

Ela diz concordar absolutamente: se vamos promover o veganismo como escolha moral, devemos estar prontos para auxiliar aqueles que não teriam acesso a uma dieta vegana saudável de outra forma, e seguir o exemplo daqueles que trabalham com a população carente e a apoiam.

“Lágrimas têm sido comuns no TVFB”, diz Noble, falando daqueles que têm podido manter uma dieta livre de crueldade graças ao esforço de sua equipe no projeto. “No ultimo fim de semana tivemos uma jovem vegetariana de Ontário, que recebe auxilio da assistência social daquela cidade, que me disse que estava muito contente de ter nos descoberto. ‘Eu nem lembrava da ultima vez em que tinha comido uma fruta’, disse ela. Aquilo me deixou bastante triste, mas ao mesmo tempo me lembrou do motivo pelo qual faço isto”.

Promover o veganismo pode ser um trabalho emocionalmente extenuante. Mas com projetos como o TVFB trabalhando para colocar comida na mesa de todos, independentemente de renda, a carga fica um pouco mais leve. O próximo evento do TVFB será em 26 de março. Se você desejar doar qualquer quantia ou ser voluntário, saiba mais acessando o site.

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Você é o Repórter

Resposta à pergunta: “Por que não vão defender as crianças com fome?”

Gato Verde
gato.verde@terra.com.br

RESPOSTA À PERGUNTA DE ALGUMAS PESSOAS: “Por que não vão defender as crianças com fome?”
por Francisco José Papi

Questão interessante.

Vamos ver se essa eu consigo responder de modo  didático.

1) Quem faz esta pergunta admite que existem dois tipos de pessoas no mundo: as Pessoas Que Ajudam e as Pessoas Que Não Ajudam.

Além disso, admite também que faz parte das Pessoas Que Não Ajudam, afinal, do contrário,  diria  “Por que não me ajudam a defender as crianças com fome?”, ou “Venham defender comigo as crianças com fome!”, ou “Não, obrigada, vou defender as crianças com fome”.

Então ela se coloca claramente através de sua escolha de palavras como uma Pessoa Que Não Ajuda.

É curioso a Pessoa Que Não Ajuda, não faz nenhum esforço para ajudar, mas, sim, para tentar dirigir as ações das Pessoas Que Ajudam. É bastante interessante. Se eu fosse até sua casa organizar sua vida financeira sob a alegação de que eu sei muito mais sobre administração familiar eu estaria interferindo, mas ela se sente no direito de interferir nas ações que uma pessoa resolve tomar para aliviar os problemas que ela encontra ao seu redor.

É uma Pessoa Que Não Ajuda, mas ainda assim quer decidir quem merece ajuda das Pessoas Que Ajudam e o nome disso é “prepotência”.

2) Pessoas Que Ajudam nunca vão ajudar as “crianças com fome”. Nem tampouco os “velhos”, os “doentes” ou os “despossuídos”. E sabe por quê?

Porque “crianças com fome” ou “velhos” ou qualquer outro destes é abstrato demais. Não têm face, não são ninguém. São figuras de retóricas de quem gosta de comentar sobre o estado do mundo atual enquanto beberica seu uisquezinho no conforto de sua casa.

Pessoas Que Ajudam agem em cima do que existe, do que elas podem ver, do que lhes chama atenção naquele momento. Elas não ajudam “os velhos”, elas ajudam “os velhos do asilo X com 50,00 reais por mês”.
Elas não ajudam “as crianças com fome”, elas ajudam “as crianças do orfanato Y com a conta do supermercado”.
Elas não ajudam “os doentes”, elas ajudam o “Instituto da Doença Z com uma tarde por semana contando histórias aos pacientes”.

Pessoas Que Ajudam não ficam esperando esses seres vagos e difusos como as “crianças com fome” baterem na porta da sua casa e perguntar se elas podem lhe ajudar.

Pessoas Que Ajudam vão atrás de questões muito mais pontuais.

Pessoas Que Ajudam cobram das autoridades punição contra quem maltrata uma cadela indefesa sem motivo.

Pessoas Que Ajudam dão auxílio a um pai de família que perdeu o emprego e não tem como sustentar seus filhos por um tempo.

Pessoas Que Ajudam tiram satisfação de quem persegue uma velhinha no meio da rua.
Pessoas Que Ajudam dão aulas de graça para crianças de um bairro pobre.

Pessoas Que Ajudam levantam fundos para que alguém com uma doença rara possa ir se tratar no exterior.
Pessoas Que Ajudam não fogem da raia quando vêem QUALQUER COISA onde elas possam ser úteis. Quem se preocupa com algo tão difuso e sem cara como as “crianças com fome” são as Pessoas Que Não Ajudam.

3) Pessoas Que Ajudam são incrivelmente multitarefa, ao contrário da preocupação que as Pessoas Que Não Ajudam manifestam a seu respeito.
(Preocupação até justificada porque, afinal, quem nunca faz nada realmente deve achar que é muito difícil fazer alguma coisa, quanto mais várias).

O fato de uma Pessoa Que Ajuda se preocupar com a punição de quem burlou a lei e torturou inutilmente um animal não significa que ela forçosamente comeu o cérebro de criancinhas no café da manhã. Não existe uma disputa de facções entre Pessoas Que Ajudam, tipo “humanos versus animais”.

Geralmente as Pessoas Que Ajudam, até por estarem em menor número, ajudam várias causas ao mesmo tempo. Elas vão onde precisam estar, portanto muitas das Pessoas Que Ajudam que acham importante fazer valer a lei no caso de maus-tratos a um animal são pessoas que ao mesmo tempo doam sangue, fazem trabalho voluntário, levantam fundos, são gentis com os menos privilegiados e batalham por condições melhores de  vida para aqueles que não conseguem fazê-lo sozinhos.

Talvez você não saiba porque, afinal, as Pessoas Que Ajudam não saem alardeando por aí quando precisam de assinaturas para dobrar a pena para quem comete atrocidades contra animais, que estão fazendo todas estas outras coisas, quase que diariamente. E acho que é por isso que você pensa que se elas estão lutando por uma causa que você “não curte”, elas não estão fazendo outras pequenas ou grandes ações para os diversos outros problemas que elas vêem no mundo. Elas estão, sim. E se fazem ouvir como podem, porque sempre tem uma Pessoa Que Não Ajuda no meio para dar pitaco.

Então, como dizia meu avô, “muito ajuda quem não atrapalha”. Porque a gente já tem muito trabalho ajudando pessoas e animais que precisam (algumas até poderiam ser chamadas tecnicamente de “crianças com fome”, se assim preferem os que não ajudam).

(Este texto pode e deve ser reproduzido – Escrito em 13/04/2005)

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