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PETA organiza protesto para impedir Jimmy Fallon de receber animais selvagens em seu programa

Apresentar receberá expositor de animais selvagens nesta quinta-feira (26).


Por Heloiza Dias


O apresentador do programa de televisão norte-americano “The Tonight Show”, Jimmy Fallon, se prepara para receber nesta quinta-feira o expositor de animais Robert Irwin. Os animais são fornecidos a Irwin por Grant Kemmerer, que foi condenado por violar mais de cinco leis novaiorquinas, multado em 7.300 dólares no ano passado.

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Andrew Lipovsky / NBC / NBCU Photo Bank via Getty Images

Um grupo de apoiadores do PETA (Pessoas pelo Tratamento Ético dos Animais), está organizando um protesto para se dirigir aos estúdios da NBC em Nova York.

“Quando eles não são arrastados para o caos e confusão de um estúdio de televisão, os animais selvagens usados para aparições na TV são frequentemente mantidos em confinamento íntimo e privados de oportunidades de praticar exercício, enriquecimento e companhia”, diz Lisa Lange, vice-presidente sênior da PETA.

O PETA defende o boicote ao programa de TV, pede que as pessoas tenham consciência e não compactuem dando audiência para esse tipo de conteúdo que expõe e maltrata animais.

Uma reportagem recente do National Geographic expôs em detalhes as condições as quais animais usados em entretenimento são expostos. Em sua maioria são separados de suas mães ainda filhotes e destinados a rigorosos treinamentos, onde são submetidos a espancamentos e castigos.

O PETA pediu ainda, para que ao invés de Fallon apoiar animais em condições degradantes, ele incentivasse a adoção de animais domésticos em situação de vulnerabilidade.


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Destaques

Caçador atira em elefante em programa de TV e depois comemora com champagne

Por Juliana Meirelles (da Redação)

após matar o elefante. (Foto: Reprodução)
Tony Makris após matar o elefante. (Foto: Reprodução)

É terrível o suficiente ouvir sobre um elefante sendo morto e é ainda pior ver uma coisa dessas acontecer. Exatamente a morte violenta de um animal em extinção que foi exibida terça-feira (24) no programa da NBC Sports “Under Wild Skies”. As informações são da Care2.

“Under Wild Skies” é patrocinado pela Associação Nacional do Rifle (NRA) americana. O programa é apresentado por Tony Markis, lobista de armas e um amigo de longa data do CEO da NRA Wayne LaPierre. Como diz o Chicago Tribune, Makris também foi muito envolvido na ascensão do falecido ator Charlton Heston em escalões superiores da NRA.

Dado o patrocínio do programa e a história de seu apresentador, os espectadores são avisados ​​que “Under Wild Skies” não vai ser exatamente um programa celebrando as muitas maravilhas do reino animal. Mas esse episódio de terça-feira simplesmente foi longe demais.

No show, Makris é mostrado caçando com um grupo no Botswana. Depois ele vê um elefante, se aproxima e atira no rosto do animal duas vezes. Há uma curta perseguição depois que Makris dispara seu rifle .577 e o elefante morre; Makris então posa com o animal morto enquanto empunha sua arma.

O episódio termina com Makris e os outros membros do grupo bebendo champanhe, admirando o pôr do sol e fazendo comentários como “caçar um elefante e voltar com o marfim ao acampamento é uma ocasião muito, muito especial.”

É simplesmente desnecessário, para não mencionar antiético, para a NBC Sports colocar no ar imagens do assassinato brutal de um elefante. O orgulho de trazer “o marfim de volta ao acampamento” é inconcebível num momento em que os conservacionistas preveem que os elefantes da África podem ser extintos nas próximas décadas.

NBC Sports e Makris respondem às queixas dos espectadores

Depois de receber uma (não é surpreendente) enorme quantidade de críticas, a NBC Sports disse através de um comunicado divulgado nesta quinta-feira o jornal Los Angeles Times que não vai voltar a passar o episódio de “Under Wild Skies” em que Makris mata o elefante e que a filmagem “não deveria ter ido ao ar”. Mas a última afirmação parece, pelo menos, um pouco contraditória, já que “Under Wild Skies” é um programa sobre “mostrar a melhor caça do mundo”. O programa, diga-se de passagem, também já foi cancelado, após a onda de críticas.

Ambos NBC Sports e Makris têm procurado justificar a morte do elefante. “Este tipo de caça é legal”, a NBC Sports disse em comunicado. Na mídia, Makris acusou os críticos da prática de “racismo animal”, com o fundamento de que as pessoas não se importariam se ele tivesse sido mostrado atirando em patos ou esquilos.

Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

Elefantes no Zimbábue envenenados com cianeto

Há um tom desafiador, tanto nas observações da NBC Sports e nas de Makris. Ambos estão se desviando do verdadeiro problema, que os elefantes são uma espécie em extinção.

Este fato triste é a razão pela qual Botswana tem dito que vai proibir a caça da fauna em janeiro de 2014. Relatórios sobre elefantes morrendo e/ou sendo mortos (e de outros animais sendo mortos – um recorde de 688 rinocerontes foram mortos neste ano na África do Sul) estão repugnantemente comuns. Recentemente, a ANDA informou que 80 elefantes morreram nas últimas semanas no Parque Nacional Hwange após caçadores envenenaram sua água com cianeto. Junto com o veneno e 19 presas, a polícia e os guardas também encontraram armadilhas de arame.

Algumas das maiores manadas de elefantes da África vivem no Zimbábue, cerca de metade estão em Hwange, com seu número estimado entre 20.000 e 75.000. Na quarta-feira, o governo do Zimbábue anunciou que estava declarando guerra aos caçadores, três dos que foram pegos foram condenados a pelo menos 15 anos de prisão. Muitos argumentam que as sanções têm de ser muito, muito mais duras, afinal os elefantes continuam a ser mortos por suas presas de marfim.

Na verdade, a proibição da caça da vida selvagem precisa acontecer em breve. O cancelamento de um programa como “Under Wild Skies”, que mostra o assassinato brutal da vida selvagem e glorifica a violência – e colocar os freios em algum programa futuro com conteúdo semelhante – é tão importante quanto.

 

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