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Febre amarela: grupo tenta salvar macacos com a ajuda da homeopatia

Após mais de dois mil macacos terem morrido, e os bugios terem praticamente desaparecido, na Serra da Cantareira, em São Paulo, devido à contaminação por febre amarela, um grupo de pessoas que fazem parte do projeto Um Sonho de Bugio, em parceria com a empresa Sigo Homeopatia Veterinária, passou a tentar salvar a vida dos primatas com homeopatia.

Os bugios são os macacos mais sensíveis à doença (Foto: Carla Possamai)

Doados pela empresa, os produtos homeopáticos começaram a ser aplicados nas nascentes onde os macacos e outros animais – também afetados pela doença, como aves e esquilos – bebem água. O objetivo é fortalecer a saúde deles para tentar prevenir uma maior infestação da febre amarela.

A Sigo Homeopatia Veterinária explica que não há risco de alteração no equilíbrio da água e do solo com a aplicação dos produtos devido à característica de ultradiluição da homeopatia.

“Quando fomos contactados a ajudar nessa situação, a intenção era oferecer aos macacos algum tipo de medicação preventiva e curativa. Mas, infelizmente, capturar os animais para medicar era impossível. No caso da Serra da Cantareira, foi estudado qual o princípio homeopático que equilibraria o ambiente, então foi usada a mesma estratégia do desastre de Mariana, o de colocar o princípio homeopático nas minas de água; essa conduta reequilibra o ecossistema como um todo levando a informação curativa da homeopatia de forma preventiva e curativa para todos os seres vivos do ambiente, de firma ampla e eficaz”, explica a médica-veterinária Mônica Souza.

A médica Adriana Homem, moradora da Serra da Cantareira e idealizadora do projeto Um Sonho de Bugio, conta que a aplicação da homeopatia já tem surtido efeito. “Não sabemos se foi coincidência, mas acreditamos na homeopatia. Os bugios estão voltando e os animais estão reagindo melhor. Vale lembrar que não foram só macacos que morreram de febre-amarela, muitas aves e até esquilos foram vítimas da doença”, revela Adriana ao portal Mídia Max.

O projeto Um Sonho de Bugio foi criado em novembro de 2017 e atualmente conta com a participação de aproximadamente 100 pessoas. A proposta do grupo é salvar a fauna local, combatendo a proliferação de larvas dos mosquitos transmissores da doença – que são o Haemagogus, o Sabethes e o Aedes argypti, o último, entretanto, age no meio urbano, enquanto os dois primeiros, em área de mata.

Os integrantes do projeto também trabalham com a conscientização da população. O objetivo é esclarecer que o macaco não transmite a doença e, portanto, é uma vítima da febre amarela assim como os humanos.

A Sigo Homeopatia Veterinária, que tem sede no Mato Grosso do Sul, tem atuado agora na Serra da Cantareira, para ajudar a salvar os macacos, mas já colaborou também com a descontaminação do solo e a recuperação de animais vítimas da tragédia de Mariana, em Minas Gerais, e também prestou auxílio aos animais feridos no incêndio de grandes proporções que atingiu a Chapada dos Veadeiros, em Goiás.

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