Notícias

Elefante esperto pula muro para pegar mangas em árvore do outro lado

Foto: Kennedy News/Ian Salisbury
Foto: Kennedy News/Ian Salisbury

Um menino do condado inglês de Lancashire, em viagem de férias à Zambia, captou o momento “incrível” em que um elefante particularmente ágil escalou um muro de um metro e meio, numa tentativa de pegar mangas de uma árvore.

Os convidados do hotel Mfuwe Lodge no Parque Nacional South Luangwa, na Zâmbia, tinham acabado de sair para um passeio de safári à tarde no sábado (4), quando o elefante do sexo masculino fez uma visita inesperada.

O gerente geral do local, Ian Salisbury, 68, viu o elefante que parecia “calcula” como transportar suas quatro pernas gigantes por cima do muro de pedra sem cair.

Fotos hilárias capturadas por Ian mostram o mamífero gigante erguendo as pernas sobre o muro da mesma maneira que um humano faz para atravessar o obstáculo.

E enquanto entrava no acampamento, Andy Hogg, diretor da The Bushcamp Company, empresa proprietária do hotel, gravou a breve, mas malsucedida, tentativa de pegar a fruta feita pelo animal gigante.

Uma família de elefantes visita o local no sul da África entre outubro e meados de dezembro, mas esse visitante inesperado chegou atrasado – procurando por mangas fora de estação.

Foto: Kennedy News/Ian Salisbury
Foto: Kennedy News/Ian Salisbury

Ian, originário de Bacup, Lancs, disse: “Ele escolheu a rota mais direta até as frutas e se sentiu em casa”.

Os convidados acharam muito divertida a ideia de um elefante escalar um muro. Eles ficaram surpresos ao saber que ele se deu ao trabalho de escalar um muro tão alto.

“Eles estavam em um passeio de safári no Parque Nacional na época, então lamentamos ter perdido a oportunidade de vê-lo em ação pessoalmente”.

Foto: Kennedy News/Ian Salisbury
Foto: Kennedy News/Ian Salisbury

O alojamento possui uma área central de entrada aberta e muitas vezes atrai uma família de elefantes no início do inverno.

Mas o rebanho geralmente segue um caminho pavimentado, em vez de seguir a rota direta do muro.

Ian disse: “Ele era um estranho para nós. Ele queria investigar. Ele queria entrar na área central onde esta grande mangueira cresce”.

Obviamente, ele estava com muita fome e esperava conseguir algumas mangas selvagens para si mesmo, embora não restem mais agora. As frutas já foram todas consumidas ou caíram da árvore com o passar do ano.

Ele veio e se espreguiçou, deu uma olhada ao redor, comeu um pouco de grama, depois estranhamente se virou e voltou da mesma maneira, o que foi bastante divertido.

Foto: Kennedy News/Ian Salisbury
Foto: Kennedy News/Ian Salisbury

A maneira mais fácil de chegar lá era escalar esse muro alto. É um comportamento realmente incomum para um elefante subir tão alto.

“Era impressionante que ele conseguisse coordenar as quatro patas para ultrapassar o muro, porque o elefante era um touro muito importante, talvez por volta dos 30 anos, na meia idade”.

Com o tempo incomumente chuvoso, Ian acredita que o elefante solitário pode ter sido encorajado a fazer um desvio para evitar inundações.

Ian disse: “Os elefantes tendem a vagar por grandes distâncias e, dependendo da disponibilidade de comida, eles aparecem em certas áreas”.

“Estava bastante seco na última semana, tivemos uma quantidade enorme de chuva que quase causou uma inundação. Se isso o encorajou a seguir por outro caminho, não tenho certeza”.

Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


 

​Read More
Notícias

Donald Trump Jr. mata carneiro ameaçado de extinção na Mongólia com “permissão especial”

O carneiro argali é um tesouro nacional na Mongólia | Foto: Galen Rowell/Getty Images
O carneiro argali é um tesouro nacional na Mongólia | Foto: Galen Rowell/Getty Images

Em uma viagem de caça à Mongólia no início do verão americano, o filho do presidente dos EUA, Donald Trump Jr, matou um indivíduo de uma espécie rara de carneiros ameaçados de extinção. Uma permissão para o assassinato do animal indefeso foi emitido retroativamente depois que Trump se encontrou com o presidente do país, de acordo com nova reportagem da agência de notícias ProPublica.

Trump foi acompanhado pela segurança dos dois países, EUA e Mongólia, na viagem, informou a agência. O carneiro argali (Ovis ammon) ou carneiro da montanha como é conhecido, com seus grandes chifres, é considerado um tesouro nacional no país, e a permissão para matá-lo é “controlada por um sistema fraco e inexpressivo de permissão que, segundo especialistas, se baseia principalmente em dinheiro, conexões e política”.

Entre o assassinato e a emissão da permissão no mês seguinte à sua saída do país, Trump teria se encontrado com o presidente Khaltmaagiin Battulga, sugerindo a possibilidade de consideração especial ao filho do presidente dos EUA.

Donald Trump Jr em viagem de caça ao Zimbábue | Foto: Hunting Legends
Donald Trump Jr em viagem de caça ao Zimbábue | Foto: Hunting Legends

“Trump Jr atirou no carneiro argali à noite, usando um rifle com mira a laser, disseram os guias”, de acordo com a ProPublica. “Ele impediu que os guias de caça locais o desmembrassem no local da matança, instruindo-os a usar uma folha de alumínio para transportar a carcaça, a fim de não danificar o pêlo e os chifres”, disse Khuandyg Akhbas, 50, um dos guias. Ele também matou um cervo vermelho, que também exigia uma permissão especial.

A legalidade da importação de troféus de caça para os Estados Unidos tem sido, como muitas outras questões no governo Trump, confusa e em constante mudança. O próprio presidente se manifestou contra a prática, chamando essas práticas de caça de “espetáculo de horror”, apesar de seus dois filhos serem ávidos caçadores de troféus.

Para importar troféus de animais da lista de espécies ameaçadas, um caçador americano deve mostrar que sua morte seria benéfica para as espécies em geral. Em 2017, o governo Trump recuou contra essas restrições à caça de troféus da era Obama antes de restabelecer a proibição. Uma decisão do tribunal constatou posteriormente que a probição foi feita de forma inadequada, permitindo que as importações continuassem. As informações são do The Guardian.

Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


 

​Read More
Notícias

Número de ursos negros mortos em reserva causa preocupação em especialistas

Atingidos por trens, atropelados por carros, e vitimados pela perda de habitat e pela presença humana a população de ursos negros declina no parque canadense


 

Urso preto no parque nacional de Banff | Foto: Great West Publishing
Urso preto no parque nacional de Banff | Foto: Great West Publishing

O número de ursos negros mortos nas estradas e na linha férrea no Parque Nacional de Banff, no Canadá, continua aumentando e causa preocupação entre especialistas responsáveis pela reserva.

Um urso negro foi atingido e morto por um trem, dentro dos limites do parque, perto da tprre de vigia de Storm Mountain (Montanha da Tempestade), por volta das 14h15 de 25 de agosto. A força do impacto jogou o animal no rio Bow.

“O urso flutuou de onde foi atingido quase três quilômetros antes de terminar em um local próximo à beira do rio, onde os funcionários pudessem alcançá-lo e removê-lo da água”, disse Jon Stuart-Smith, especialista em gerenciamento de vida selvagem em Lake Louise, Yoho e Kootenay.

“Não havia grãos, comida ou outros atrativos nos trilhos, então parece que o urso estava apenas passando por ali”.

Essa morte mais recente ocorre na sequência de outras cinco outras fatalidades envolvendo ursos negros, causadas pela ação humana no Parque Nacional de Banff, incluindo uma na ferrovia Canadian Pacific Railway e outras quatro nas rodovias Trans-Canada Highway e Icefield Parkway.

Além disso, houve um urso negro morto na estrada 93 sul no também protegido Parque Nacional Kootenay. Até o momento, não há relatos de mortalidade de ursos negros no Parque Nacional Yoho (outra reserva na região).

Outros dois ursos atingidos foram por veículos no Lake Minnewanka Loop este mês, mas o Parks Canada (autoridade responsável) acredita que os dois sobreviveram depois de subir e correr para a floresta.

“É lamentável que tenha havido um número tão alto de mortes de ursos este ano”, disse Stuart-Smith.

Além disso, dois ursos pardos morreram no parque nacional de Banff neste verão também.

Um urso do sexo masculino foi atingido e morto por um reboque na rodovia Highway 93 South logo após a meia-noite de 4 de junho, cerca de um quilômetro ao sul da Trans-Canada Highway subindo a colina em direção a Storm Mountain (Montanha da Tempestade), dentro dos limites do parque.

Em 22 de junho, a Parks Canada foi forçada a matar uma filhote ferida gravemente que tinha apenas um ano de idade. Acredita-se que um veículo atingiu a ursinha na estrada 10 dias antes. A filhote, o irmão e a mãe estavam do lado errado da cerca, colocada para manter animais selvagens fora da estrada.

Os ursos negros frequentam principalmente a região montanhosa no Parque Nacional de Banff – 80% dos quais se encontra dentro do Bow Valley – e essa é a área com mais atividade e desenvolvimento humano, além de receber mais de quatro milhões de visitantes por ano.

Acredita-se que os ursos negros são mais resistentes à mortalidade causada por seres humanos do que muitos outros animais selvagens devido a taxas de natalidade mais altas, incluindo a idade mais jovem da primeira reprodução que os ursos, densidades populacionais mais altas e uma maior tolerância geral às perturbações humanas.

Dito isto, o status da população de ursos negros no Bow Valley não foi examinado quantitativamente, mas os cientistas locais sugeriram que o Bow Valley pode sofrer uma queda populacional de ursos negros.

Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


 

​Read More
Notícias

Girafa com tumor no olho recebe tratamento após repercussão do caso nas redes sociais

A girafa foi tratada por uma equipe de médicos liderada pelo Dr. Titus Kaitho, que administrou um tratamento paliativo de antibióticos e anti-inflamatórios | Foto: KWS
A girafa foi tratada por uma equipe de médicos liderada pelo Dr. Titus Kaitho, que administrou um tratamento paliativo de antibióticos e anti-inflamatórios | Foto: KWS

Uma girafa com um tumor em um dos olhos finalmente recebeu tratamento médico após uma onda de revolta e indignação pela condição do animal ter tomado conta das mídias sociais. O mamífero pertence a subespécie ameaçada de girafa, a Rothschild, e vive no Quênia, as autoridades dizem que o ferimento trata-se de um tumor ósseo.

A condição causou um grande inchaço ao redor de um dos olhos da girafa. Apesar de morar no Parque Nacional do Lago Nakuru, somente a onda de indignação nas mídias sociais foi capaz de forçar o Serviço de Vida Selvagem do Quênia (KWS) a agir em auxílio da girafa doente.

A KWS confirmou na quinta-feira que a girafa sofria de um tumor ósseo. “Embora esteja em condições de se mover, alimentar e beber água, a retirada do tumor se mostrou difícil devido à extensão do crescimento que causaria complicações potencialmente sérias”, escreveu a instituição no Twitter.

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Os quenianos estão furiosos com o fato de que foi preciso uma ação em massa nas mídias sociais para levar as autoridades a agir e salvar um animal sob seus cuidados.

O incidente coincidiu com a conferência da CITES que ocorre em Genebra, na qual nações do mundo inteiro se mobilizaram pela primeira vez para proteger as girafas como espécies em extinção, recebendo elogios de conservacionistas e “carrancas” de alguns países da África Subsaariana.

A votação de quinta-feira realizada por um comitê chave na Conferência Mundial sobre a Vida Selvagem, prepara o caminho para a provável aprovação da medida em seu plenário na próxima semana. O Quênia foi um dos principais defensores da proteção rigorosa.

Foto: KWS/Twitter
Foto: KWS/Twitter

O plano regularia o comércio mundial de partes de girafas, incluindo pele, esculturas ósseas e carne, ao mesmo tempo que impediria uma proibição total. A votação foi de 106 membros a favor e 21 contra, com sete abstenções.

“Muitas pessoas estão tão familiarizadas com as girafas que acham que são abundantes”, disse Susan Lieberman, vice-presidente de política internacional da Wildlife Conservation Society. “E no sul da África, elas podem estar bem, mas as girafas estão criticamente ameaçadas.”

Lieberman disse que as girafas estão particularmente em risco em partes da África Ocidental, Central e Oriental.

A Wildlife Conservation Society disse estar preocupada com as múltiplas ameaças às girafas que já resultaram em um severo declínio populacional, citando a perda de habitat, as secas agravadas pela mudança climática, a caça e o comércio de partes de corpos de girafas como principais responsáveis.

Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


 

​Read More
Notícias

Projeto indiano incentiva as pessoas a contarem histórias sobre as mudanças climáticas e a poluição do ar

“Queríamos simplificar o processo de divulgação dessas histórias e compartilhamos (isso) com as pessoas” (Foto: PLUC/Getty)
“Queríamos simplificar o processo de divulgação dessas histórias e compartilhamos (isso) com as pessoas” (Foto: PLUC/Getty)

Por David Arioch

Tamseel Hussain acompanhou com atenção a escalada da poluição do ar na Índia, que atingiu níveis alarmantes quatro anos atrás. Ele estava tão interessado em documentar o problema que, com um grupo de especialistas em redes sociais e storytelling, construiu a plataforma Let Me Breathe (Me deixe respirar, em tradução livre para o português).

O que começou como uma hashtag, usada pelos moradores de Nova Déli que queriam criar blogs para registrar a elevada poluição do ar, transformou-se hoje numa plataforma central, unindo histórias fragmentadas sobre poluição, mudanças climáticas e sustentabilidade em toda a Índia.

“Queremos ser parte da solução. A maioria das pessoas na Índia tem celulares. Pela resposta que estávamos vendo nas redes sociais, era evidente que as pessoas queriam contar as suas próprias histórias sobre poluição. Eram essas vozes que queríamos amplificar por meio da nossa plataforma e da nossa rede”, informa Hussein.

Hussein criou a iniciativa People Like Us Create (Pessoas como nós criam, em tradução livre), que utiliza vários formatos, incluindo TV e as plataformas Let Me Breathe, para contar histórias sobre poluição compartilhadas por todos — de agricultores a estudantes e catadores de lixo.

O projeto já teve a participação, por exemplo, de estudantes que falaram sobre como descobriram a existência de florestas ao redor das suas casas e sobre como a poluição afetava as árvores. Com isso, os jovens conectavam as suas histórias à narrativa global sobre sustentabilidade e a emergência climática.

Também contribuíram agricultores em Punjab, que queimavam raízes e caules dos arrozais após a colheita. “Percebemos que a queima estava causando muita poluição. E é importante destacar as histórias imparciais de agricultores envolvidos na prática”, conta Hussain.

De acordo com o indiano, em vez de culpar uns aos outros, esses agricultores aprenderam, com cursos sobre storytelling em celulares, a se manifestar e expressar suas preocupações.

“Queremos inspirar as pessoas a usarem os seus celulares para contarem histórias de poluição que talvez não recebam uma cobertura suficiente da mídia tradicional, mas que são cruciais para que as pessoas tomem decisões informadas”, reforça o idealizador.

E acrescenta: “Além disso, queríamos simplificar o processo de divulgação dessas histórias e compartilhamos (isso) com as pessoas, em apenas alguns passos simples. Foi aí que entrou a plataforma”.

​Read More
Artigos

A vaquejada é crime em todo território nacional

Por Eduardo Pacheco

62ª edição da Vaquejada de Itapebussu no Parque de Vaquejada Novilha de Prata Foto: Natinho Rodrigues, em 23/09/2007
62ª edição da Vaquejada de Itapebussu no Parque de Vaquejada Novilha de Prata
Foto: Natinho Rodrigues, em 23/09/2007

Muito se tem comentado a respeito do julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade 4983 no Supremo Tribunal Federal no último dia 6. O STF decidiu que a lei cearense que regulamenta as vaquejadas é inconstitucional por haver violação do Art. 225 da Constituição Federal. O tema é objeto de um verdadeiro debate social que vai das ruas ao legislativo e o judiciário.

Projetos de lei como o PLC 24/2016 de autoria do Deputado Capitão Augusto tentam elevar as vaquejadas e o rodeio à condição de manifestação cultural nacional e de patrimônio cultural imaterial. Na prática, o que se pretende é blindar as atividades contra o alcance do Art. 32 da Lei 9605/98.

O Senado consultou a população e 74% das pessoas foram contrárias à lei, enquanto apenas 26% foram favoráveis.

Por outro lado, o projeto de lei do senado PLS 650/2015 de autoria da senadora Gleisi Hoffmann cria diversas proteções aos animais e entre elas proíbe explicitamente as vaquejadas e o rodeio. A população foi consultada e o resultado é que 92% das pessoas são favoráveis ao projeto enquanto apenas 8% são contra.

Do contraste entre os projetos fica evidente que existe uma profunda mudança nos valores sociais: os animais adquiriram uma importância muito grande. A jurisprudência da Corte máxima do país, em casos de conflito entre a cultura e a integridade dos animais, consolidou-se no sentido de proteger os sencientes mesmo contra interesses humanos. Foi assim no caso da Farra do Boi enfrentado no Recurso Extraordinário nº 153.531/SC, e nas ações diretas de inconstitucionalidade números 2.514/SC e 1.856/RJ, que declararam inconstitucionais leis estaduais que “regulamentavam” a Rinha de Galo.

Aqueles favoráveis à vaquejada argumentam que a decisão no STF meramente declarou uma lei estadual inconstitucional, não existindo portanto efeito nas outras leis estaduais e na prática em si.

Apresento aqui duas respostas ao argumento. A primeira é que os casos de Rinha de Galo também foram contra leis estaduais e não há dúvidas sobre a proibição da prática em si. A segunda resposta decorre e explica a primeira. Quer dizer, como é que os julgamentos a respeito da inconstitucionalidade de uma lei local podem “proibir” uma prática?

A explicação para isso é que a prática já era proibida ; o que o STF fez foi apenas considerá-la crueldade de maneira inequívoca . A crueldade contra animais em si já é objeto de proibição. Do Art. 225 da Constituição Federal, lemos no parágrafo primeiro, inciso VII:

Art. 225. Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá- lo para as presentes e futuras gerações.
§ 1º Para assegurar a efetividade desse direito, incumbe ao Poder Público:
VII – proteger a fauna e a flora, vedadas, na forma da lei, as práticas que coloquem em risco sua função ecológica, provoquem a extinção de espécies ou submetam os animais a crueldade.

A norma programática da Constituição pede uma lei que dê a forma da submissão dos animais a crueldade. Ao investigar a Lei 9605/98, a lei dos crimes ambientais, tem-se no Art 32 os detalhes da proteção.

Art. 32. Praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos: Pena – detenção, de três meses a um ano, e multa.
§ 1º Incorre nas mesmas penas quem realiza experiência dolorosa ou cruel em animal vivo, ainda que para fins didáticos ou científicos, quando existirem recursos alternativos.
§ 2º A pena é aumentada de um sexto a um terço, se ocorre morte do animal.

Não só a vaquejada como qualquer prática que cause maus tratos, ferimentos, mutilações ou abuso em animais já são crime desde 1998.

O art. 37 da mesma lei elenca algumas exceções para o abate , entre elas, saciar a fome, proteger lavouras e ser nocivo o animal. Nenhuma das exceções elencadas inclui práticas culturais

Assim sendo, a vaquejada já é ilegal . A Lei do Estado do Ceará 15.299/2013 tentou burlar essa proibição por meio da regulamentação da prática, estratégia semelhante àquela usada pelas leis do Rio de Janeiro e de Santa Catarina no contexto da Rinha de Galo.

O STF decidiu pela inconstitucionalidade da lei, da mesma forma que fez nos julgados anteriores. A decisão diz:

Decisão: O Tribunal, por maioria e nos termos do voto do Relator, julgou procedente o pedido formulado para declarar a inconstitucionalidade da Lei nº 15.299/2013, do Estado do Ceará, vencidos os Ministros Edson Fachin, Gilmar Mendes, Teori Zavascki, Luiz Fux e Dias Toffoli. Ausentes, justificadamente, os Ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes, que proferiram votos em assentada anterior. Presidiu o julgamento a Ministra Cármen Lúcia. Plenário, 06.10.2016.

A decisão declarou a inconstitucionalidade da lei cearense “nos termos do voto do Relator”. É necessário, então, saber quais são esses termos do voto do relator para entender a abrangência da decisão.

O voto do Ministro Marco Aurélio destacou o confronto entre o direito fundamental à cultura e a proteção aos animais contra a crueldade. Considerou tanto a jurisprudência da Corte quanto a crueldade da prática . Não se ateve a algum aspecto meramente formal da lei, ao contrário, debateu a vaquejada em si . Do voto:

“Os precedentes apontam a óptica adotada pelo Tribunal considerado o conflito entre normas de direitos fundamentais – mesmo presente manifestação cultural, verificada situação a implicar inequívoca crueldade contra animais, há de se interpretar, no âmbito da ponderação de direitos, normas e fatos de forma mais favorável à proteção ao meio ambiente, demostrando-se preocupação maior com a manutenção, em prol dos cidadãos de hoje e de amanhã, das condições ecologicamente equilibradas para uma vida mais saudável e segura.
Cabe indagar se esse padrão decisório configura o rumo interpretativo adequado a nortear a solução da controvérsia constante deste processo. A resposta é desenganadamente afirmativa, ante o inequívoco envolvimento de práticas cruéis contra bovinos durante a vaquejada. (…)

Ante os dados empíricos evidenciados pelas pesquisas, tem-se como indiscutível o tratamento cruel dispensado às espécies animais envolvidas. O ato repentino e violento de tracionar o touro pelo rabo, assim como a verdadeira tortura prévia – inclusive por meio de estocadas de choques elétricos – à qual é submetido o animal, para que saia do estado de mansidão e dispare em fuga a fim de viabilizar a perseguição, consubstanciam atuação a implicar descompasso com o que preconizado no artigo 225, § 1º, inciso VII, da Carta da República. (…)

Inexiste a mínima possibilidade de o touro não sofrer violência física e mental quando submetido a esse tratamento. A par de questões morais relacionadas ao entretenimento às custas do sofrimento dos animais, bem mais sérias se comparadas às que envolvem experiências científicas e médicas, a crueldade intrínseca à vaquejada não permite a prevalência do valor cultural como resultado desejado pelo sistema de direitos fundamentais da Carta de 1988.

O sentido da expressão “crueldade” constante da parte final do inciso VII do § 1º do artigo 225 do Diploma Maior alcança, sem sombra de dúvida, a tortura e os maus-tratos infringidos aos bovinos durante a prática impugnada, revelando-se intolerável, a mais não poder, a conduta humana autorizada pela norma estadual atacada. No âmbito de composição dos interesses fundamentais envolvidos neste processo, há de sobressair a pretensão de proteção ao meio ambiente.
“Tal foi o voto do Relator cuja decisão considera a lei cearense que regula as vaquejadas inconstitucional. A razão da inconstitucionalidade da lei é a crueldade contra os animais. Portanto, a Vaquejada foi considerada pela Corte máxima prática cruel”.

O que o STF fez não foi “proibir” as vaquejadas, já que a norma que a proíbe existia previamente. O que houve foi o enquadramento da conduta nos abstratos “violência”, “crueldade”, “ferimentos” e “abuso” que constituem o tipo penal do Art. 32 da Lei dos Crimes Ambientais.

O dispositivo que proíbe os maus tratos é genérico e não há que se falar em necessidade de lei específica para que as práticas que impliquem crueldade sejam proibidas. Não são propriamente determinados atos que são proibidos, o que a norma veda são os resultados maus tratos, ferimento, mutilação ou abuso, independente de quais atos os causem. É uma proibição genérica e de resultado.

Assim como não é necessário ter uma lei que proíba “matar alguém com bisturi”, outra proibindo “matar alguém enforcado”, outra “matar alguém afogado” e outra “matar alguém com machado”, bastando a norma genérica “matar alguém”, independente dos instrumentos, de modo análogo proíbe-se os maus tratos a animais, independente do instrumento empregado no ato de crueldade.

​Read More
Notícias

ONG cria em Minas Gerais 1ª reserva nacional para abrigar espécie de cágado ameaçado de extinção

17
Divulgação

A ONG Biodiversitas anunciou que criou em Minas Gerais o primeiro “santuário” para abrigar o cágado-de-hogei. A espécie, que se assemelha a uma tartaruga, está ameaçada de extinção e, segundo o Ibama, só é encontrada em Minas Gerais, no Espírito Santo e no Rio de Janeiro.

Conforme a ONG, a Reserva Ninho da Tartaruga fica às margens do rio Carangola, em Tombos, na Zona da Mata mineira, local que tem maior ocorrência da espécie. Ao todo são 6 quilômetros protegidos em uma área-chave para conservação do cágado.

O Ninho da Tartaruga tem cerca de 100 hectares, que foram adquiridos pela Fundação Biodiversitas com o apoio das instituições norte-americanas Rainforest Trust e da Turtle Survival Alliance.

A ONG também conta com a parceria do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Répteis e Anfíbios do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (RAN/ICMBio), do Centro de Estudos Ecológicos e Educação Ambiental (CECO) e da Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG( – Campus Carangola.

16
Divulgação

Fonte: Hoje Em Dia

​Read More
Notícias

Construção de ferrovia na Índia afetará a vida de milhares de animais selvagens

Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

Leoas Jespha e Gopa que vivem no parque nacional Sanjay Gandhi, fotografadas em 2013. Foto: Vasant Prabhu
Leoas Jespha e Gopa que vivem no parque nacional Sanjay Gandhi, fotografadas em 2013. Foto: Vasant Prabhu

“Como ativista de direitos animais e nativa de Mumbai, eu estou extremamente triste com a decisão do departamento de florestas em usar 58 hectares de terras florestais preservadas para a construção de um corredor ferroviário”, disse a atriz Raveena Tandon em um artigo para o Indian Express, no qual critica o projeto do Primeiro Ministro Modi. “Eliminar um precioso espaço verde para permitir a passagem de comboios de mercadorias irá, sem dúvida, causar imenso dano e perturbar ou deslocar animais que habitam essas amadas área naturais, resultando em mais conflitos entre humanos e vida selvagem”. Uma das atrações que torna Mumbai diferente de outras metrópoles é esse parque nacional dentro dos limites da cidade, diz ela, acrescentando que além do local ser uma “pulmão verde”, ele também é lar de mais de mil espécies de animais e vegetais.

Conforme a reportagem, o Parque Nacional Sanjay Gandhi tem a mais alta densidade populacional de panteras da Índia, dentro de cem quilômetros quadrados. De acordo com autoridades do parque, atualmente há 35 panteras vivendo no local mas, devido aos planos de desmatamento do governo, o seu futuro agora está sendo questionado.

Em adição aos 10 hectares do parque, o projeto de corredor ferroviário também deverá abranger outros 16 hectares da floresta de Thane e mais de 31 hectares da floresta de Dahanu. E não só as panteras serão negativamente afetadas por esse plano: leopardos, cervos, macacos, javalis, hienas, civets, e outros felinos selvagens igualmente terão seus habitats perdidos e suas rotas interrompidas, bem como as suas fontes de alimento serão gravemente comprometidas. Funcionários da gestão de parques do país apresentaram objeções ao plano e alertaram o departamento de florestas que os leopardos já estão sendo atropelados por carros na rodovia Ghodbunder, que passa diretamente através da região. Entre 2013 e 2015, pelo menos cinco leopardos foram mortos por carros na área de Mumbai. Após o desmatamento de uma ampla faixa para construção do corredor, todas as espécies que lá vivem irão enfrentar o perigo adicional de serem atingidos por trens. Invasões humanas e assentamentos já representam mais uma ameaça.

Foto tirada em Dankuni , onde se planeja construir um corredor ferroviário. Na região já há rodovias onde animais são constantemente atropelados. Foto: Divulgação
Foto tirada em Dankuni , onde se planeja construir um corredor ferroviário. Na região já há rodovias onde animais são constantemente atropelados. Foto: Divulgação

A Sociedade de História Natural de Bombay recomendou um conjunto de medidas básicas de segurança que incluem um plano para tentar reduzir o impacto negativo do projeto sobre os animais – tais como a construção de passarelas subterrâneas (“ecodutos”), pontes altas e uma cerca separando as trilhas do trem de áreas florestais. Mas o planejamento divulgado pelo governo não previa nenhuma dessas provisões. Além de roubar valioso espaço verde de Mumbai e eliminar terras do parque nacional e das florestas, o projeto deverá igualmente expulsar muitos animais selvagens sobreviventes para áreas habitadas por humanos, à procura de comida e água. De acordo com a reportagem, já são frequentes no país histórias sobre leopardos vagando em vilas e elefantes em pânico se defrontando com carros. É muito comum esses animais serem mortos por humanos quando tais encontros acontecem. Destruir mais do pouco habitat que restou para a vida selvagem apenas irá piorar esse quadro. Conforme diz Raveena, “Todos nós temos a responsabilidade fundamental de proteger os animais e o meio ambiente”, acrescentando que isso está até mesmo na constituição do país, que diz que “É dever de cada cidadão da Índia proteger e melhorar o meio natural que inclui as florestas, lagos, rios e vida selvagem, e ter compaixão com as criaturas viventes”.

“É por isso que dedico a minha vida a advogar pelos direitos animais”, diz Raveena, que atua tanto na promoção de resgate e adoção de animais domésticos quanto em campanhas de conscientização sobre a crueldade da indústria de peles, lutando para fazer da Índia um lugar melhor e mais seguro.

​Read More
Notícias

Marcha da Defesa Animal reivindica hospital público veterinário

(Foto: Divulgação)
(Foto: Divulgação)

Reivindicar hospital público veterinário, uma delegacia especializada e a castração como política pública de controle populacional é o pleito de militantes da causa animal de todo o país. Os ativistas tem um encontro marcado neste domingo (26), durante a Marcha da Defesa Animal, evento nacional que ocorrerá simultaneamente em mais de 60 cidades brasileiras. Em Maceió, a manifestação acontece às 14h, na orla da praia de Pajuçara, com saída em frente ao Pavilhão do Artesanato.

O ato é organizado pela ativista Nelma Lobo, da cidade de São Paulo, desde de 2013. Em Maceió, a iniciativa conta com o apoio Grupo Pata Amada e reúne centenas de protetores de animais, associações, organizações não-governamentais (ONGs) de defesa animal e simpatizantes. “Essa manifestação é uma forma de chamar a atenção da sociedade para a questão da falta de apoio no caso de violência contra os animais, ato que ainda é tratado como um crime de menor potencial ofensivo, com pena revertida em serviço comunitário. A falta de atendimento gratuito e uma política de controle populacional também são fundamentais para a redução do abandono, zoonoses e acidentes. Essa realidade precisa mudar”, explica a coordenadora do Grupo Pata Amada, Monique Taciane. “Convidamos a todos que amam os animais e não acham justo todo o sofrimento que eles passam a se juntar a nós nesse dia de cobrança de atitudes do poder público, ano passado foram mais de 300 pessoas, participe”, convida Monique.

Pelo menos 60 cidades brasileiras já confirmaram participação no ato, entre elas Rio Branco-AC, Santos-SP, Fortaleza-CE, Belém-PA, Foz do Iguaçu-PR, Goiânia-GO, Manaus-AM, Natal-RN, Rio de Janeiro-RJ e São Paulo-SP. Durante a passeata, haverá ações de conscientização, com cartazes e faixas alertando sobre os crimes e crueldades cometidos contra animais. Quem quiser participar pode usar a camisa oficial do evento, que está disponível para venda na loja Bikini Fox (3025-6214), no valor de R$ 15,00, o uso do adereço não é obrigatório.

Serviço

Evento: Marcha da Defesa Animal

Dia: 26/04/15

Horário: 14h

Local: Praia de Pajuçara, em frente ao Pavilhão do Artesanato.

Fonte: Tribuna Hoje

​Read More
Home [Destaque N2], Notícias

Marcha da Defesa Animal convoca manifestantes em todo o país

Por Alex Avancini (da Redação)

marcha2 Promovida desde 2013, a Marcha da Defesa Animal se consolidou no Brasil como uma manifestação nacional, pacífica, que pede o aumento das penas em casos de maus-tratos aos animais. A próxima edição será no dia 26 de abril com manifestações em todo o país.

Idealizada pela ativista Nelma Lobo, a Marcha da Defesa Animal tem como objetivo demonstrar a força popular frente à legislação e aos legisladores brasileiros. De caráter apartidário, a manifestação não conta com respaldo político nem de grandes empresas e é composta, em sua maioria, por protetores de animais já organizados ou independentes. O movimento também conta com uma grande parcela mista da sociedade que embora ainda não esteja inserida no movimento de proteção, são apoiadores das reivindicações feitas para melhoria dos direitos animais.

“Nós limitamos a organização da Marcha da Defesa Animal a políticos, candidatos a cargos políticos, partidos ou representantes destes, direta ou indiretamente. Isso não impede – muito pelo contrário – que estes possam participar, possam divulgar a manifestação em seus sites e páginas, possam se colocar a favor, possam defender a causa. Nós temos a consciência de que existem muitos protetores políticos, mas também sabemos que existem muitos políticos protetores – aos montes. E esses, quando nós precisamos deles, não os encontramos. Sendo assim, a central da Marcha da Defesa Animal decidiu que vai dar a chance aos que verdadeiramente estão engajados na causa da proteção animal mostrarem sua real intenção, tirando do caminho, qualquer objetivo que não seja a defesa dos direitos dos animais”, diz Nelma em entrevista à ANDA.

A ativista complementa: “Estamos lutando como população, na garra, e queremos provar que somos fortes, que temos condição de alcançar nosso objetivo nos unindo. Os manifestantes poderão criar cartazes ou faixas com o tema da defesa animal, abrangendo todos os tipos de maus-tratos a toda espécie animal. Esperamos os verdadeiros, os ativistas, os defensores da causa animal indo pra rua, levantando a bandeira, exigindo mudanças, independente de quem sejam, pois vamos todos como cidadãos brasileiros. Contamos com o apoio de todos os brasileiros. Estamos nesta causa juntos.”

marcha

Na sua sexta edição, o movimento já conta com 39 cidades confirmadas e os números continuam a crescer.

As cidades interessadas em participar da mobilização devem entrar em contato com a Marcha da Defesa Animal pelo Facebook ou email favillalobo@hotmail.com.
Acompanhe neste link as atualizações da lista.
Confira abaixo todas as cidades confirmadas até o momento:
Captura de tela de 2015-03-20 00:12:46
​Read More
Notícias

ANDA participa do I Encontro Nacional do Ministério Público de Proteção à Fauna

Por Rafaela Pietra (da Redação)

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Nos próximos dias 3 e 4 de outubro, a fundadora e presidente da ANDA, a jornalista Silvana Andrade, estará em Belo Horizonte (MG) participando do I Encontro Nacional do Ministério Público de Proteção à Fauna, uma iniciativa do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), por meio da Escola Institucional e do Grupo Especial de Defesa da Fauna (Gedef).

Silvana Andrade falará sobre o papel da mídia na disseminação dos direitos animais durante a palestra O papel da imprensa na proteção à fauna, no dia quatro, às 9h, a partir da experiência da ANDA, a maior agência de notícias sobre animais do mundo.

Inédito no país, o encontro promove o debate sobre as questões geradas pela relação entre  o homem e os animais animais, com membros do Ministério Público, a comunidade acadêmica, profissionais de diversas áreas e a sociedade.

As vagas são limitadas, a inscrição é gratuita e segue até o dia 2 de outubro. Durante os intervalos será oferecido um lanche vegano.

Para mais informações, ligue  (31) 3330-8299 ou (31) 3330-8266. Para se inscrever, clique aqui.

Programação

3 de outubro – quinta-feira

8h30 – Credenciamento

9h – Abertura e palestra magna

10h – Painel I: Desafios e perspectivas da proteção à fauna
– A Lei Complementar 140/2011 e a gestão da fauna pelo estado de Minas Gerais
– A atuação da Polícia Ambiental na proteção à fauna
– O papel da Polícia Civil no combate aos crimes contra a fauna
– O nexo entre abuso animal e a violência humana

12h – Intervalo para almoço

13h – Painel II: Proteção à fauna silvestre
– Importância ecossistêmica dos animais silvestres em área urbana
– Combate ao tráfico internacional de animais silvestres
– Triagem e reabilitação de animais silvestres apreendidos

15h – Intervalo

15h30 – Painel III: Proteção à fauna doméstica
– Maus-tratos a animais de tração em área urbana
– Uso de animais em exposições
– Bem-estar animal e controle populacional de cães e gatos em área urbana

4 de outubro – sexta-feira

9h – O papel da imprensa na proteção à fauna

10h – Painel IV: A implantação de grandes empreendimentos e os danos à fauna silvestre 
– A avaliação de impactos negativos à fauna no licenciamento ambiental
– A operação de rodovias e danos à fauna
–    Os impactos negativos à fauna em empreendimentos de mineração

12h – Intervalo para almoço

13h – Painel V: A evolução da proteção legal aos animais no Direito brasileiro
– Avanços legislativos na proteção à fauna
– Estrutura legal brasileira e personalidade jurídica dos animais
–    Interpretação ecológica do ordenamento protetivo

15h – Intervalo

15h30 – Painel VI: Proteção à fauna: dilemas éticos
– A questão animal na sociedade contemporânea
– Desafios éticos ao uso de animais na pesquisa e no ensino
– O papel no médico-veterinário na promoção do bem-estar animal

17h – Leitura da Carta de Belo Horizonte e lançamento do Grupo Especial Nacional

18h – Encerramento das atividades

Serviço
I Encontro do Ministério Público em Proteção à Fauna
Dias 3 e 4 de outubro – das 9h às 18h
Local: Salão Vermelho da Procuradoria–Geral de Justiça
Avenida Álvares Cabral, 1.690, 1º andar, Santo Agostinho, Belo Horizonte (MG)

As inscrição estão esgotadas. Entretanto, todos os brasileiros poderão assistir a esse importante evento, que muito nos honra acolher.

O Ministério Público de Minas Gerais promoverá a transmissão em tempo real. Verifique qual o navegador compatível (mozila, explorer, google chrome etc):

 

​Read More
Notícias

Veja fotos dos protestos pelos animais no Brasil

Joinville/SC
Blumenau/SC
Fortaleza/CE
São Carlos/SP
Campinas/SP
Vitória da Conquista/BA
Santos/SP
Três Corações/MG
Recife/PE
Bragança Paulista/SP
Ponta Grossa/PR
Uberlândia/MG
Hortolândia/SP
Salvador/BA
Guarapari/ES
Goiânia/GO
Natal/RN
Pirassununga/SP
Caxias do Sul/RS
Valinhos/SP
Rio do Sul/SC
Manaus/AM
Araraquara/SP
Franca/SP
Aracaju/SE
Pouso Alegre/MG
Campo Grande/MS
João Pessoa/PB
São Luís/MA
Vitória/ES
Maceió/AL
Rio Claro/SP
Presidente Prudente/SP
Maringá/PR
Passo Fundo/RS
Canoas/RS
Paulínia/SP
Barra Bonita/SP
Indaiatuba/SP
Sumaré/SP
Praia Grande/SP
São José dos Campos/SP
Rio das Ostras/RJ
Belém/PA
Sorocaba/SP
Bagé/RJ
Curitiba/PR
Porto Alegre/RS
Niterói/RJ
Ribeirão Preto/SP
Piracicaba/SP
São Paulo/SP
Bebedouro/SP
Jaboatão dos Guararapes/PE
Santa Maria/RS
Copacabana/RJ
Taubaté/SP
Sertãozinho/SP
Porto Velho/RO
Caraguatatuba/SP
Vacaria/RS
Belo Horizonte/MG
São José do Rio Preto/SP
Limeira/SP
Londrina/PR
Teresina/PI
Cuiabá/MT
Araçatuba/SP
São Manuel/SP
Concórdia/SC
Itapetininga/SP
Brasília/DF
Bauru/SP
Santa Bárbara d´Oeste/SP
Palmeira das Missões/RS
Paranavaí/PR
Ubatuba/SP
Mogi das Cruzes/SP
Balneário Camboriú/SC
Americana/SP

A notícia encontra-se em atualização. Se as fotos da manifestação em sua cidade ainda não apareceram por aqui, envie-nos material para faleconosco@anda.jor.br

​Read More