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Ativistas enviam mais de 9 mil fardos de feno para alimentar elefantes famintos

Foto: O Parque Nacional de Hwange, geralmente um refúgio para a vida selvagem, foi gravemente atingido pela seca | Foto: CHRISTOPHER SCOTT/GETTY IMAGES
Foto: O Parque Nacional de Hwange, geralmente um refúgio para a vida selvagem, foi gravemente atingido pela seca | Foto: CHRISTOPHER SCOTT/GETTY IMAGES

Ativistas pelos direitos animais iniciaram o transporte de fardos de feno para os parques nacionais do Zimbábue para alimentar os animais que estão sofrendo com uma seca sem precedentes e que já matou de fome dezenas de elefantes.

A ONG VAWZ – Vets for Animal Welfare Zimbabwe (Veterinários pelo Bem-estar Animal do Zimbábue) operacionalizou o transportou de 9 mil fardos de feno para o Mana Pools, um parque nacional no norte do país, informou a Radio France International.

“Por causa da seca, os poços naturais estão secando e os elefantes ficam presos na lama profunda. Tentamos de tudo para tirá-los, mas mesmo depois de escavar a lama e retirá-los, eles geralmente estão fracos demais para se levantar,”disse Carole Deschuymere, uma fotógrafa da vida selvagem que trabalha em estreita colaboração com a VAWZ.

“Muitos filhotes de elefantes nascem prematuramente e as mães não têm leite suficiente para alimentá-los. Também é a época do nascimento dos potros das zebras. Sem o feno, todos morreriam”, disse ela.

Acredita-se que até 20 elefantes, só no parque nacional Mana Pools, tenham morrido de fome no mês passado. Antes, o Departamento de Parques Nacionais do Zimbábue disse que pelo menos 55 elefantes haviam morrido no Parque Nacional de Hwange, 300 milhas a sudoeste.

A África Austral está passando por sua pior seca em 20 anos. Porém, no Zimbábue, o impacto foi exacerbado por uma crise econômica que deixou o governo e o público privados de moeda estrangeira para pagar por alimentos importados, combustível e eletricidade.

O pior da seca atingiu uma faixa de terra na parte norte do país, que abriga a maioria dos parques nacionais do Zimbábue.

“A situação é terrível. Os animais estão morrendo, as pessoas estão morrendo”, disse Tinshe Farawo, porta-voz da Zim Parks, a autoridade nacional de vida selvagem do Zimbábue.

“Não são apenas os elefantes. Acabei de ler um relatório sobre o salvamento de búfalos que ficaram presos na lama”.

A seca também exacerbou a competição entre humanos e animais pela água, já que os animais, incluindo elefantes, tomam conta de poços escavados por agricultores de subsistência para suprir as demandas de suas colheitas e seu gado.

Pelo menos 22 pessoas foram mortas em razão de conflitos com elefantes desde o início deste ano. A vítima confirmada mais recente foi um fazendeiro que vivia perto de Hwange. O homem tentou espantar agressivamente um elefante de sua terra e foi morto na semana passada, disse Farawo.

Existem cerca de 85 mil elefantes no Zimbábue.

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