Jornalismo cultural, Notícias

Petição do movimento Nação Vegana Brasil deve receber moção de aplausos na Câmara dos Deputados

Por David Arioch

Movimento Nação Vegana Brasil protestando em frente à Embaixada da China no último dia 12 (Foto: Nação Vegana Brasil)

O deputado Fred Costa (Patri-MG) encaminhou hoje uma solicitação de moção de aplausos à petição do movimento Nação Vegana Brasil e da ativista Raquel J. Sabino, conhecida como Kaz, que obteve mais de 2,3 milhões de assinaturas contra o Festival de Lichia e Carne de Cachorro, realizado em Yulin, na China.

O abaixo-assinado foi entregue pela própria ativista e pelo movimento Nação Vegana Brasil à Embaixada da China. Em reconhecimento a esse trabalho, Fred Costa destaca que a Comissão Especial responsável pelo parecer ao Projeto de Lei (PL) 1095/2019, que visa ampliar a pena contra maus-tratos aos animais, classifica como justa a homenagem em reconhecimento ao trabalho em defesa do fim do Festival de Yulin.

Fred lembra que durante ato do Nação Vegana Brasil no último dia 12 em Brasília, Kaz explicou que a luta dos ativistas é contra toda e qualquer forma de exploração.

“Toda essa mobilização em torno da luta pelo fim do Festival de Yulin traz para o campo de atuação aqueles e aquelas que já são sensíveis à dor e ao sofrimento dos animais. A nossa luta é abolicionista porque visa o fim de toda e qualquer prática de exploração da vida animal”, reforçou Kaz.

E acrescentou: “O nosso ativismo abolicionista vem crescendo justamente por isso, porque nós estamos nos fortalecendo a partir daqueles e daquelas que chegam e percebem que a luta é antiespecista, independente de qualquer espécie.”

O requerimento também ressalta que é importante reconhecer a contribuição da China para o planeta, mas que em relação a determinados hábitos é importante defender a vida e repensar práticas que envolvem maus-tratos. A solicitação de moção de aplausos será apreciada pelo presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), mas tudo indica que o reconhecimento por parte da casa legislativa deve se confirmar.


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Jornalismo cultural, Notícias

Nação Vegana Brasil realiza ato contra Festival de Carne de Cachorro na próxima semana

Por David Arioch

Já tem alguns anos que o Festival de Yulin, como também é conhecido, conquistou má fama fora da China (Acervo: HSI)

Na próxima quarta-feira (12), a partir das 11h, o movimento Nação Vegana Brasil vai realizar na Embaixada da China, em Brasília, um ato contra o Festival de Carne de Cachorro, que ocorre entre os dias 21 e 29 deste mês.

Na ocasião, será entregue um abaixo-assinado com mais de 2,2 milhões de apoios contra a realização do evento em Yulin, na província de Guangxi, onde anualmente são mortos cerca de 10 mil cães, segundo a organização Humane Society International (HSI).

O primeiro festival foi realizado em 2009, e surgiu a partir da crença de que comer carne de cachorro durante o verão chinês traz sorte e boa saúde. Há até mesmo uma crença de que afasta doenças e aumenta o desempenho sexual dos homens.

O problema é que o custo disso é a morte violenta de milhares de cães, além de gatos, que com certeza não gostariam de ter suas vidas precocemente usurpadas para atender interesses humanos não imprescindíveis, assim como fazemos com bois, vacas, porcos, frangos, galinhas, etc.

Embora tenha se tornado tradicional, já tem alguns anos que o Festival de Yulin, como também é conhecido, conquistou má fama fora da China. Além disso, não são poucos os cães e gatos servidos no evento que são abatidos aos olhos do público.


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Destaques

Ato mundial alerta para a preservação do meio ambiente e o futuro do planeta

Convidamos você para participar da Ação Mundial pelo Planeta no dia 02 de junho, evento idealizado para chamar atenção das pessoas, instituições governamentais e não-governamentais sobre os grandes danos ambientais que o planeta vem sofrendo devido à exploração desenfreada de recursos.

Foto: Pixabay

Para muitos especialistas, 2019 é o ano limite para um debate real e decisivo sobre meio ambiente e o futuro do planeta. Atualmente os seres humanos produzem cerca de 50 milhões de toneladas de plástico de uso único anualmente e grande parte deste material não reciclável está em todos os oceanos e continentes. Palavras como aquecimento global, mudanças climáticas, desmatamento e poluição se tornaram parte da rotina e agenda de todos os países do mundo. Um recente relatório da ONU aponta que cerca de 1 milhão de espécies de animais e plantas correm risco de extinção na próxima década se esforços radicais não forem adotados em caráter emergencial. Todos estes danos foram causados exclusivamente pela ação humana e sua ganância descontrolada.

Muitas consequências causadas pela industrialização e inconsciência humana são irreversíveis, mas ainda há muito que pode ser feito se todos assumirem a responsabilidade na luta pela preservação do meio ambiente. Este é o objetivo da Ação Mundial pelo Planeta, uma grande manifestação pacífica que será realizada em vários locais do mundo no dia 02 de junho para alertar sobre a importância do impacto da ação humana sobre o meio ambiente e conscientizar a toda a sociedade que salvar o planeta é um dever de todos. “O meio ambiente é nossa casa! É nosso ar! É nossa água! É nossa saúde! É nosso alimento! É nosso futuro!”, lembra a página do evento no Facebook.

Foto: Pixabay

A ação foi idealizada pela organização independente VIVA Baleias, Golfinhos e cia / Instituto Verde Azul com a coorganização da Agência de Notícias de Direitos Animais (ANDA) e de um coletivo de ONGs e grupos de proteção animal e ambiental como a Proteção Animal Mundial (WAP, na sigla em inglês), Greenpeace, WWF Brasil, Fundação Mamíferos Aquáticos, AMPARA Animal, Projeto Baleia Jubarte, Faos/SP, Projeto Baleia à Vista, Nação Vegana Brasil, Instituto Nina Rosa, e muitas outras organizações, incluindo coorganizadores de Portugal e do Canadá. A página do evento pede que todos os participantes levem faixas, cartazes e vão vestidos de verde e azul, simbolizando o planeta Terra.

Para a jornalista e presidente da ANDA, Silvana Andrade, o evento será realizado em um momento oportuno para a discussão sobre o tema, principalmente no país. “O Brasil vive atualmente a maior onda de retrocesso ambiental da história. Com o atual governo, vemos o desmonte de políticas e ações voltadas para a defesa do meio ambiente. É preciso clarear a consciência humana para aquilo que temos de mais urgente e importante: nosso planeta”, afirmou.

Foto: Pixabay

A crise ambiental é mundial e cresce diariamente. Os parlamentos do Reino Unido e da Irlanda declararam emergência climática. O partido português Pessoas, Animais e Natureza (PAN) fez um apelo para que toda a União Europeia também declare estado de emergência climática e adote medidas de conversão para um modelo de produção sustentável em até 10 anos. Nos últimos 120 anos o mundo perdeu 20% de toda sua biodiversidade. Das 1 milhão de espécies que estão ameaçadas, mais de 40% são anfíbios. Cerca de 33% dos corais e mais de um terço de todos os mamíferos marinhos estão ameaçados. Estima-se que aproximadamente 700 espécies de vertebrados tenham sido levadas à extinção desde o século 16, segundo informações da Plataforma Intergovernamental sobre Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos (IPBES).

O ato chama a atenção também para consequências da criação, confinamento e exploração de animais para consumo humano. Dados da IPBES apontam também que um terço das áreas terrestres e cerca de 75% de toda água limpa usada no mundo são destinados à agropecuária. Há ainda outros problemas envolvendo esta indústria, como a destruição de ecossistemas e destruição de habitats, desmatamento, poluição, destruição e contaminação do solo e da água. Três quartos do ambiente terrestre e cerca de 66% do ambiente marinho foram significativamente alterados por ações humanas.

Foto: Pixabay

Desde 1980 as emissões de gás carbônico dobraram, levando ao aumento da temperatura global em pelo menos 0,7 graus Celsius. A derrubada de árvores aumentou cerca de 45% e aproximadamente 60 bilhões de toneladas de recursos renováveis e não renováveis são extraídos globalmente a cada ano. A poluição plástica aumentou dez vezes. Cerca de 400 milhões de toneladas de metais pesados, solventes, lamas tóxicas e outros resíduos de instalações industriais são despejados anualmente nas águas do planeta. Fertilizantes que entraram nos ecossistemas costeiros produziram mais de 400 “zonas mortas” oceânicas, totalizando mais de 245.000 km2, uma área maior que todo o território do Reino Unido.

Para a bióloga e fundadora da organização VIVA, Mia Morete, é necessário um esforço conjunto para mudar o quadro atual. “Nossa casa, nosso planeta está em risco. É preciso unir esforços para garantir o futuro da humanidade e da preciosa e vital biodiversidade”, disse. A conservação da fauna e da flora também é considerado um ponto vital para a bióloga do VIVA Rafaela Souza. Segundo ela, preservar a natureza também é assegurar a sobrevivência humana e o futuro das nações. “A perda de biodiversidade não é apenas uma questão ambiental, mas também uma questão econômica, de segurança, social, moral e de desenvolvimento. Esse evento foi idealizado para chamar a atenção das pessoas, instituições governamentais e não governamentais, dos grandes danos ambientais que nosso planeta está sofrendo”, afirmou.

Pixabay

Representando o coletivo Nação Vegana Brasil, a ativista em defesa dos direitos animais Raquel Sabino (Kaz), acredita que a manifestação é uma forma de chamar atenção para a sobrevivência dos seres humanos e dos animais. “Entendemos, sabemos e lutamos por um planeta livre de exploração abusiva, descontrolada e irresponsável. Todos os preciosos recursos naturais, água, terra, os minerais, todos estão sob a ameaça de grandes exploradores, grandes empresas que buscam apenas o lucro. Nós estamos aqui, muito como veganos que têm uma visão ampla da dinâmica da exploração que atinge os animais humanos e não humanos. A nossa luta é por todos. A extinção de todos está em risco. O nosso planeta pede socorro”, disse em entrevista à ANDA.

Para a bióloga do VIVA Marina Leite Marques, lutar pela preservação do meio ambiente é uma atitude política e um dever de todos. “Precisamos que os governos sejam mais efetivos em ações para conter a perda de espécies, combatendo o desmatamento, tráfico e a poluição ambiental e promovendo medidas para evitar as mudanças climáticas. Nosso objetivo principal é levar às ruas o maior número de pessoas vestidas de verde e azul para que possamos mostrar nossa indignação com a destruição ambiental. Será uma ação apartidária e pacífica. Temos que cobrar ações urgentes para minimizar nosso impacto no planeta e no nosso futuro”, asseverou.

Serviço

São Paulo capital

Ação Mundial pelo Planeta
Avenida Paulista, em frente ao Parque Trianon, no Centro de SP
Dia 02 de junho (sábado), às 14h
Confirme sua participação no evento clicando aqui.

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