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Gatos mutilados e ensanguentados são abandonados dentro de gaiola na rua

Foto: Arquivo pessoal

Cinco filhotes de gato vítimas de maus-tratos foram abandonados dentro de uma gaiola no bairro Maracanã, em Praia Grande, no litoral de São Paulo. Mutilados e ensanguentados, os gatinhos foram resgatados e receberam cuidados veterinários.

Com cerca de quatro meses de idade, os animais foram encontrados na tarde do último domingo (21) por moradores do bairro. Uma câmera de monitoramento flagrou o momento em que um homem chegou ao local, em uma bicicleta, e abandonou os gatos.

As imagens mostram que o abandono ocorreu por volta das 17h30. O resgate foi feito por volta das 20h. “O meu sogro foi levar o lixo e viu uma gaiola enferrujada, quando percebeu que havia vários gatinhos. Tinha água suja lá dentro, arroz com cebola dentro de uma latinha de sardinha. Eles estavam ensanguentados”, contou ao G1 a autônoma Ana Paula do Nascimento, de 21 anos.

Os gatos foram resgatados e levados para uma clínica. “Chegamos muito nervosos no veterinário e eu ressaltava o tempo todo que eu não entendia o porquê daquilo”, disse.

Foto: Reprodução

A veterinária informou que os ferimentos não foram causados por atropelamento ou mordida de algum animal, mas sim por maus-tratos.

“Os machucados são iguais. Dedos das patas arrancados, pernas cortadas. Tem uma que está com a pata por dentro dilacerada, a veterinária falou que não consegue nem fazer sutura, que precisaria fazer enxerto, porque a pele dela mesmo não ia dar”, afirmou.

A família que resgatou os filhotes precisa de ajuda. Os gastos com o tratamento dos animais está alto, impossibilitando que Ana e seu sogro arquem sozinhos com os valores. Eles também buscam pessoas dispostas a adotar os gatinhos, que ainda necessitam de cuidados e procedimentos, como raio-x. Um deles precisa amputar uma das patas por conta de uma fratura severa que levou à necrose de um osso.

Foto: Arquivo pessoal

“Não podemos ficar com eles. A gente precisava muito de alguém que consiga. A gente acabou gastando uma fortuna no veterinário e estamos sem nada para dar medicação. Ainda temos os cachorros e tem que dar total atenção para eles, porque são fraturas muito delicadas”, afirmou.

Ana também pede justiça para o caso. “Estou revoltada. Quero tentar achar esse cara e fazê-lo pagar pelo que fez, porque foi desumano. Foi um monstro que fez isso com os gatinhos”, concluiu.

Foto: Arquivo pessoal

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Animais têm patas arrancadas e até cabeça decepada em Patos (PB)

Um filhote de cachorro foi encontrado neste sábado (29) com a patinha traseira mutilada. O cachorrinho agonizava de dor e foi resgatado por estudantes da UFCG de Patos, no Sertão da Paraíba. Um gato teve as quatro patas arrancadas. Outro teve as duas patas arrancadas e a cabeça decepada.

Foto: Reprodução / Portal Patos Online

As cenas foram flagradas em várias localidades, entre as quais bairros Mutirão, Jatobá, Monte Castelo e também centro de Patos. Na manhã deste sábado (29), o caso foi levado ao conhecimento da Delegacia de Polícia Civil e um Boletim de Ocorrência (BO) registrado.

O crime grotesco pode estar sendo cometido pela mesma pessoa. É o que acredita Alick, pois em anos anteriores o fato foi registrado neste mesmo período. A estudante está contando com o apoio da Organização Não-Governamental Adota Patos para saber os passos que podem ser dados para que o crime seja interrompido.

A ONG Adota Patos pede a ajuda da sociedade patoense para encontrar o criminoso. Que souber informações que leve ao suspeito deve ligar no número 197 (Disk-Denúncia).

Foto: Reprodução / Portal Patos Online

Fonte: Patos Online


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Porcos são encontrados mutilados e vereador pode ser multado por maus-tratos

O vereador José Aureo Furlan (SD) foi indiciado por maus-tratos a animais e pode ser multado em R$ 50 mil, conforme recomendação que será feita pelo Ministério Público, após a Polícia Civil encontrar porcos com focinhos mutilados, sem água e sem comida em um sítio e uma testemunha ter visto o parlamentar usando uma ferramenta improvisada para torcer o focinho de um dos porcos. O caso aconteceu em Brodowski (SP).

Foto: Arquivo pessoal/Divulgação

Uma audiência, ainda sem data marcada, será realizada, segundo o promotor Leonardo Bellini. Se não houver acordo, o vereador poderá responder pelo crime na Justiça, com pena que pode chegar a um ano de detenção, além de multa. As informações são do portal G1.

A defesa do parlamentar não comentou o caso, que foi descoberto após uma denúncia. Dois sitiantes que vivem numa propriedade vizinha ao sítio desconfiaram dos grunhidos altos e constantes dos porcos. O eletrotécnico Vanderlei Marcos Silvério decidiu, então, ir até o local. Foi quando ele encontrou Furlan torcendo o focinho de um dos animais.

Foto: Reprodução/Câmara dos Vereadores de Brodowski

“Chegando lá, eu o vi com uma espécie de pau em uma corda na ponta, torcendo o focinho e cortando com a tesoura, sem anestesia, sem nada. Estava mutilando os focinhos dos porcos”, relatou Silvério, que fez fotos dos animais mutilados. No sítio, havia um coxo com sangue na água e um filhote morto.

A visita ao sítio, feita pelo eletrotécnico, contou com a participação do construtor Jairo Antunes da Silva. Segundo ele, um dos porcos estava agonizando. As testemunhas contam que o parlamentar se assustou com a presença dos vizinhos e tentou justificar a cena, tendo recolhido as tesouras usadas em seguida e ido embora. Segundo Silva, a quantidade de sangue existente no local impressionou os policiais.

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‘Abominável’, diz membro de ONG sobre porcos mutilados em sítio de vereador do SD

Fabiana Gioielli defende punição a suspeito de mutilar porcos em Brodowski, SP (Foto: Reprodução/EPTV)

Voluntária de uma ONG em defesa dos animais, a bióloga Fabiana Gioielli denunciou o vereador José Aureo Furlan (SD) por maus-tratos à Polícia Milita Ambiental, em Brodowski (SP). Na semana passada, o parlamentar foi flagrado por sitiantes, enquanto mutilava porcos em sua propriedade na zona rural do município.

“Nós ficamos chocados, é abominável essa atitude. Por ser uma pessoa que tem um cargo público, ele deveria ser o primeiro a dar exemplo para a sociedade de como ser um cidadão. Ele não está sendo cidadão”, diz Fabiana.

Furlan está no sétimo mandato na Câmara dos Vereadores de Brodowski.

A Polícia Civil investiga o caso por maus-tratos. A pena para o crime pode chegar a um ano de reclusão.

Denúncia

José Aureo Furlan (SD) está no sétimo mandato na Câmara dos Vereadores de Brodowski, SP (Foto: Reprodução/Câmara dos Vereadores de Brodowski)

Segundo testemunhas, os animais foram encontrados com os focinhos mutilados e também sem água e sem comida – alguns agonizavam.

O caso foi denunciado à Polícia Civil na quarta-feira (5) depois que dois sitiantes desconfiaram dos grunhidos altos e constantes dos animais da propriedade vizinha. O eletrotécnico Vanderlei Marcos Silvério decidiu ir até o sítio e encontrou o parlamentar com uma ferramenta improvisada para torcer o focinho de um dos porcos.

“Chegando lá, eu o vi com uma espécie de pau em uma corda na ponta, torcendo o focinho e cortando com a tesoura, sem anestesia, sem nada. Estava mutilando os focinhos dos porcos.”

Crueldade

Segundo testemunhas, porcos foram alvo de crueldade praticada por vereador em Brodowski, SP (Foto: Arquivo pessoal/Divulgação)

Fotos feitas pelo eletrotécnico mostram vários animais feridos. No local, havia um coxo com sangue na água e um filhote morto.

O construtor Jairo Antunes da Silva, que acompanhava o vizinho, diz que um dos animais estava agonizando. “Ele a deixou sem comida e sem água e ainda cortou o focinho dela, porque parece que ela estava brigando com uma porca e ele deu esse castigo nela.”

Segundo os sitiantes, o vereador ficou assustado com a presença dos vizinhos e tentou justificar a cena. Em seguida, ele recolheu as tesouras usadas e foi embora.

“Ele disse que os porcos faziam buraco, que empurram tábua, mas tem outros procedimentos, fazer um chiqueiro para eles não empurrarem tábua. Até cachorro faz buraco, eu vou cortar a pata do meu cachorro?”, questiona Silveira.

Para Fabiana, a denúncia reforça o trabalho feito pela ONG no sentido de conscientizar os moradores de que maus-tratos é crime.

Sitiantes denunciaram vereador por maus-tratos em Brodowski, SP (Foto: Reprodução/EPTV)

“Queremos que fique claro para a população que isso é maus-tratos, um ato de crueldade. Não se deve fazer isso com animal nenhum, com ser vivo nenhum. Nós queremos que essa pessoa não fique impune.”

Fonte: G1

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Animais mutilados são descartados em rua na área central de Santa Maria (RS)

Uma cena na área central de Santa Maria (RS) chocou muitas pessoas na tarde da última quarta-feira (27). Cinco corpos de animais mutilados foram encontrados na Rua General Neto, próximo da esquina com a Rua Conrado Hoffmann.

(Foto: Eduardo Tesch / Diário de Santa Maria)

Conforme relato de testemunhas, os corpos de um gato e dois cachorros e as cabeças de outros dois cães foram descartados no local após o intervalo do jogo da seleção brasileira, por volta das 16h, quando não havia movimento no local. Os olhos dos animais estavam costurados, aparentemente de forma cirúrgica. Os animais aparentavam estar congelados.

A cena foi divulgada no Facebook, que já foi compartilhado por outros internautas. O autor da publicação, o advogado Lucas Kontzen, 31 anos, ficou assustado com a cena e espera que o caso seja investigado.

(Foto: Reprodução / Facebook)

“Moro meia quadra do (local do) fato. Meu irmão saiu para passear com a minha cachorra e viu uma moça descendo a rua chorando. Aí ele andou mais um pouco e viu o motivo. Ele voltou para casa e me falou. Pedi para ele tirar uma foto e me enviar para que algo seja feito”, disse.

Ainda não há registro de boletim de ocorrência sobre o fato na Delegacia de Polícia de Pronto-Atendimento. A médica veterinária Marlene Nascimento, militante da causa animal na cidade, levou os corpos para fazer uma análise na tentativa de ajudar o que possa ter acontecido.

Fonte: Diário SM

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Cães mutilados em Inhapim (MG) podem ser vítimas de até 6 homens

Até o momento seis homens são os principais suspeitos pelas mutilações e agressões cometidas contra dois cãezinhos em Inhapim (MG). Um dos criminoso, um homem de 42 anos, foi detido após ter sido identificado em um vídeo onde maltrata um dos cães.

Nas imagens que chegaram até a Polícia Civil, ele usa um canivete para castrar o cachorro sem nenhum tipo de anestesia e depois o agride com chutes. O capitão da PM, Ronaldo Sanglar, afirma que além da justificativa torpe para o ato de crueldade, o criminoso já maltratara outros animais antes.

Divulgação

“O caso ocorreu no dia 10, mas recebemos a denúncia nesta segunda e fizemos a prisão de um suspeito. Ele disse que o grupo estava fazendo uma farra e os animais derrubaram uma panela de galinhada, por isso quiseram se vingar. Eles estão sendo acusados de maus-tratos a animais e associação criminosa, pois uma testemunha contou que o mesmo grupo já havia mutilado outro animal em 2016”, explicou em entrevista ao G1.

O oficial afirma ainda que os demais responsáveis estão foragidos e têm idades entre 18 e 41 anos. Ele reforça que maus-tratos contra animais é crime federal amparado pela lei de crimes ambientais (Lei n.º 9.605/98), que prevê até um ano de detenção, além de pagamento de multa.

Entenda o caso

Os cães Billy e Spike são irmãos e têm aproximadamente três anos de idade. Eles desapareceram por alguns dias e retornaram para casa com ferimentos infecionados na região escrotal. A veterinária que atendeu os animais afirmou que os ferimentos pareciam ter sido feitos com uma faca.

Devido ao alto grau da inflamação, ainda não é possível realizar uma cirurgia, mas os cães estão sendo medicados com antibióticos, anti-inflamatórios e analgésicos.

Apesar da violência e maldade que sofreram, os cães estão se comportando normalmente e dando um verdadeiro exemplo de força e resiliência.

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Destaques, Notícias

Vacas são espancadas e têm os olhos mutilados em matadouros

Em uma tentativa de silenciar as vozes contra o movimento há seis meses, o governo argumentou que a proibição era uma tentativa de “prevenir a crueldade em uma escala inimaginável” contra os animais.

Foto: AFP

Porém, nada mudou desde então. Vídeos de uma investigação realizada por grupos de direitos animais durante um período de dois anos revelam a brutalidade cometida contra os animais indefesos em nome da indústria. As imagens mostram a extrema crueldade daqueles que se beneficiam com o horror.

Em uma das fitas, um touro é levado para ser morto. O açougueiro o atinge com um martelo na testa. Conforme ele tem um colapso e se contorce de dor, é assassinado para satisfazer as papilas gustativas de algumas pessoas.

Outra fita mostra uma barbaridade similar e expõe como os regulamentos são violados. Vacas conscientes são mortas sem serem atordoadas. De acordo com o Times Now, elas são assassinadas na frente umas das outras, o que é claramente proibido pelas diretrizes estabelecidas pelo governo.

Os registros mostram que os açougueiros não são os únicos que torturam os animais e que os proprietários dos matadouros também são culpados. As vacas são espancadas com bastões, varas e correntes. Além disso, seus ossos são quebrados e seus olhos são arrancados.

Agora o governo planeja reverter a proibição da venda e compra de bois e vacas dos mercados de animais para matadouros que foi feita no dia 26 de Maio por meio de uma notificação do Ministério do Meio Ambiente sob a Lei de Prevenção de Crueldade para Animais.

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Cães são mutilados e mortos após serem explorados por caçadores

 

Foto: Reprodução, The Holidog Times

Seis cães – um da raça grand bleu de gascogne, um griffon, 2 jack russells e um terrier – foram encontrados, sendo que alguns tiveram as orelhas arrancadas para dificultar a identificação.

Considerando as raças dos cães, a polícia acredita que eles eram explorados para a caça. Embora o responsável pelas mortes ainda não tenha sido encontrado, dois cães possuem microchips, o que pode levar à captura.

A polícia local abriu um inquérito, descrevendo as mortes como uma destruição desnecessária dos animais e possui diversas teorias para tentar solucionar o caso.

O tráfico de cães, as disputas entre grupos de caça ou simplesmente alguém que tentou se livrar dos animais são apenas algumas das teorias em investigação.

Foto: Le Dauphine Libéré

Uma fonte próxima ao caso informou ao jornal francês Le Parisien: “Primeiro, devemos determinar como esses cães foram mortos, como foram mutilados ou se vieram de um canil, que tentou se livrar deles. […] A investigação começou agora. Também é possível que eles tenham sido despejados após um fracasso em revendê-los”.

Uma sensação de paranoia se instalou sobre a região e áreas vizinhas, onde diversos sequestros de cães foram registrados. Os caçadores alegaram que traficantes são responsáveis pelas capturas.

“Os cães têm desaparecido há semanas […] Furtos. Eles não se importam em entrar nas casas das pessoas, então não estamos dormindo bem. Nossos animais significam tudo para nós”, afirmou um deles ao jornal local Dauphine Libéré.

Foto: Le Dauphine Libéré

O preço de um cão treinado pode ser de até dois mil euros, o que é lucrativo para um traficante. Porém, eles são considerados valiosos por um breve período de tempo.

“Uma vez sequestrados, os cães devem ser vendidos com muita rapidez. Aqueles que não são mortos e não podem ser mantidos em um só lugar por muito tempo sem atrair a atenção dos vizinhos. Além disso, o custo para alimentá-los também é muito grande. Essas pessoas preferem matá-los ou abandoná-los na natureza”, explicou uma mulher preocupada com a crueldade.

Os cães explorados em  esportes sanguinários e cruéis não merecem ser maltratados: eles não possuem escolha. A legislação francesa afirma que o abuso animal pode resultar em até dois anos de prisão, juntamente com uma multa de 30 mil euros. A investigação está em andamento.

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Exploração de camarões
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Camarões explorados em fazendas têm os olhos mutilados para acelerar a reprodução

 

Exploração de camarões
Foto: Wet Tropics Healthy Waterways Partnership

A Animals Australia fez um apelo para que a Australian Prawn Farmers Association acabe com a prática extremamente cruel.

Um camarão fêmea possui uma glândula hormonal atrás do olho que regula a reprodução, permitindo que ele se reproduza em ambientes adequados.

As condições estressantes e a lotação das fazendas podem fazer com que os animais relutem em se reproduzir. Ao cortar uma das partes do olho, os fazendeiros destroem a glândula, forçando-a a ter uma rápida maturidade sexual.

“A ciência mostra a dor e o trauma experimentados pelos camarões submetidos a este procedimento horrível, mas que ocorre na maioria das incubadoras de camarão do mundo e, geralmente, sem qualquer alívio efetivo da dor”, declarou Lisa Chalk, diretora de campanhas da Animals Australia.

“Se eles consomem camarão ou não, o australiano médio ficará chocado ao ouvir que um procedimento tão terrível existe e que é uma prática rotineira e legalizada da indústria”, completou.

A ablação ocular foi usada pela primeira vez em fazendas de camarões na década de 1970. Desde então, as pesquisas descobriram que, dentro do ambiente apropriado, os camarões fêmeas se reproduzem sem serem submetidos a esse procedimento doloroso.

Um dos maiores produtores de camarão do mundo, Seajoy, encerrou a prática.

“Cortar os olhos de um animal sempre foi considerado um meio aceitável de aumentar os lucros e é mais um   exemplo chocante de uma indústria enxerga seres vivos e sencientes como nada mais do que unidades de produção”, disse Chalk.

“Seja cortar o rabo dos leitões, os bicos sensíveis das galinhas ou os olhos dos camarões, estamos novamente observando as terríveis consequências da produção industrial na Austrália e a falta de proteção legal para os animais criados”, acrescentou.

A organização escreveu para a Australian Prawn Farmers Association  e as principais empresas de criação de camarão instando-os a parar de perpetuar essa crueldade. O assunto também foi debatido com os principais varejistas australianos, informou a Animals Australia em seu site.

Cerca de 100 milhões de camarões são mortos em fazendas australianas anualmente, sendo que 95% desses locais estão em Queensland, com uma fazenda em Nova Gales do Sul.

Cortar e espremer um olho de camarão é a maneira mais comum de realizar a ablação, embora existam outros métodos, incluindo a cauterização (um par de pinças aquecidas é colocado no olho) e a ligadura (amarração de um fio ao redor do olho fazendo com que ele caia após alguns dias).

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Corpos de vacas mutiladas
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Milhares de bois e vacas são mutilados nos EUA e na América do Sul

No banco de dados do FBI, constam os assassinatos dos bois e vacas, que chocaram fazendeiros no passado e ainda continuam atualmente.

Corpos de vacas mutiladas
Fotos: TMV Archive e mutton.com

A especulação em torno de quem  pode ser responsável pela morte e mutilação de milhares de vacas inclui adoradores do diabo e agentes governamentais.

Desde o início da década de 1970, os fazendeiros descobrem que os animais mortos tiveram vários órgãos mutilados – incluindo olhos, narizes, línguas, corações, fígados e genitais removidos com precisão.

Embora muitas teorias tenham sido apresentadas,  tratam-se de casos que ninguém – nem mesmo o FBI – consegue solucionar.

Em 1974, os jornais começaram a divulgar as mutilações, que inicialmente ocorreram principalmente em terras agrícolas rurais no Centro-Oeste. Elas foram relatadas em todo o país, mas se disseminaram principalmente entre Dakota do Sul, Colorado, Kansas e Nevada.

O FBI fez um relatório de 32 páginas sobre a matança, que é precedido por uma curta explicação de que sua investigação foi dificultada pela falta de jurisdição na maioria dos casos.

O órgão disse que isso ocorreu porque  na época não existia uma lei federal que considerasse a mutilação de animais um crime, o que não permitia a continuidade da investigação.

Muitos moradores relataram que viam helicópteros nas áreas das mortes. Isso despertou preocupações de que as mutilações, chamadas de “mutes” por aqueles familiarizados com o assunto, se espalhassem e fossem encobertas pelo governo.

Isso ocorreu durante o auge da paranoia com extraterrestres nos Estados Unidos. As explicações sobrenaturais eram as únicas que faziam sentido na época – já que a tecnologia não tinha evoluído suficientemente.

Vaca assassinada
Foto: TMV Archive

As áreas em torno das mutilações, muitas vezes ao redor do ânus dos animais assassinados, exibiam uma aparência escurecida e queimada, o que sugeria o uso de um laser de alta potência. Porém, outros pesquisadores apresentaram conclusões diferentes.

Christopher O’Brien, um autor e jornalista que investiga o assunto, disse à reportagem do Daily Mail que, quando uma vaca se decompõe, a matéria vegetal que está dentro de um dos quatro estômagos faz o animal inchar.

Conforme a umidade deixa o corpo, ele começa a desinchar – fazendo com que as bordas expostas do animal sejam escurecidas.

O’Brien ressalta que a explicação alienígena é usada para abordar a tragédia de forma sensacionalista.

Em uma ocasião em que O’Brien chama de seu “caso mais estranho” – ele foi chamado para ver um bezerro mutilado em Del Norte, no Colorado.

“Foi realmente estranho, não apodrecia. Foi encontrado em um campo sem uma gota de sangue na neve. Todo o sangue havia sido removido do animal. O coração e o fígado foram retirados com conhecimento e deixados na cavidade do corpo”, contou.

Em seu livro, “Stalking the Heard”, ele descreve que o bezerro de um mês também não tinha a espinha dos quadris até o crânio e o cérebro havia desaparecido. A perna dianteira direita também estava ausente e a grande maioria das costelas, olhos, ouvidos, intestinos, trato reprodutivo e pulmões foram removidos. Para agravar o horror, o reto também foi mutilado.

Duas testemunhas também viam um grande feixe de luz perto da casa na noite anterior, antes que o bezerro fosse encontrado. Embora algumas pessoas aleguem que isso foi feito por outros animais, o jornalista explicou que as evidências mostram o contrário.

Embora as ocorrências nos Estados Unidos tenham diminuído consideravelmente, já que estavam no auge no início da década de 1970, elas certamente não pararam. O’Brien observa um grande número de casos similares na América do Sul, especialmente no Brasil e na Argentina.

Bezerro morto encontrado em Nebraska
Foto: TMV Archive

Segundo ele, desde 2002, houve mais de quatro mil casos de mutilação de bois e vacas na América do Sul e ocorrem de três a 12 casos por semana em outros lugares do mundo.

Nos Estados Unidos, pouco antes do Ano Novo em 2016, e novamente alguns dias depois, duas vacas foram mutiladas em cidades rurais próximas no Kansas.

No condado de McPherson, Carla e John Shearer encontraram uma das vacas grávidas com um olho removido e sem as pálpebras e os cílios superiores e inferiores.

Um boi encontrado morto no condado próximo de Harvey teve os órgãos genitais removidos  com precisão cirúrgica.

O’Brien acredita que as mutilações em massa – das quais milhares foram relatadas apenas na década de 1970 – fazem parte de um esforço secreto do governo para pesquisar pragas de animais, como a vaca louca ou doenças de priões.

“Notamos isso muitas vezes ao longo da história – onde um caso acontece e dentro de uma semana ocorre uma dúzia. Acredito que eles estão procurando por algo – essa é a melhor explicação que posso oferecer. Acho que estão procurando algo dentro da cadeia alimentar”, afirmou.

“Estamos lidando com um grupo interessado em vigiar a cadeia alimentar. A indústria da carne de vacas é a maior e mais poderosa indústria da qual você ouviu falar. Acho que estamos lidando com algo que tem sido protegido por algum grupo quase governamental”, completou.

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Um vendedor tenta vender um pedaço de pele de elefante seca e uma presa de marfim em uma loja de medicina tradicional em Myanmar
Destaques

Elefantes são mutilados para produção de medicamentos

Até agora, Naing prendeu 11 pessoas suspeitas de ter ajudado os caçadores. Entretanto, os assassinos permanecem em liberdade.

Um vendedor tenta vender um pedaço de pele de elefante seca e uma presa de marfim em uma loja de medicina tradicional em Myanmar
Um vendedor tenta vender um pedaço de pele de elefante seca e uma presa de marfim em uma loja de medicina tradicional em Myanmar/ Foto: Romeo Gacad/AFP/Getty Images

“Estes são os dois homens que acreditamos que mataram um dos elefantes. Ainda estão em fuga”, diz, apontando para duas fotos.

Os casos reportados de elefantes mortos em Myanmar aumentaram dramaticamente desde 2010 e ocorreram 112 mortes de elefantes selvagens, a maioria delas nos últimos anos.

Somente em 2015, 36 elefantes selvagens foram mortos, apontam os dados oficiais do Ministério de Recursos Naturais e Proteção Ambiental e da Wildlife Conservation Society (WCS). Existe o receio de que os números de 2016 sejam ainda piores.

A China é o principal destino dos produtos feitos com elefantes. Apesar de o governo do país ter proibido a venda de marfim no início deste ano, as presas ainda são consideradas as partes mais valiosas dos animais.

No entanto, ativistas têm notado uma demanda crescente por outras partes dos elefantes: trombas, pés e até mesmo o pênis, para ser usado na medicina tradicional. Acredita-se que a pele dos animais é um medicamento para o eczema, o que aumenta ainda mais a demanda.

A maioria dos elefantes é assassinada nos municípios de Pathein e Ngapudaw – que é um habitat importante para elefantes selvagens -, mas mortes recentes também foram denunciadas em ambos os lados da cordilheira de Bago, no centro de Myanmar, assim como na divisão Mandalay.

Em novembro, moradores do município de Okekan avistaram um elefante que tinha sido esfolado e mutilado e alertaram as autoridades.

Os caçadores disparam nos elefantes com flechas com veneno, e depois seguem o animal que enfrenta uma morte lenta e agonizante, antes de ser esfolado e retalhado.

Loja de medicina vende partes de elefantes
Loja de medicina vende partes de elefantes/ Foto: Romeo Gacad/AFP/Getty Images

Os caçadores agem em pequenas gangues, muitas vezes persuadindo os moradores locais a trabalhar como seus guias ou ajudantes.

“Muitas gangues são do centro de Myanmar. Algumas incluem pessoas da minoria étnica Chin; são bons caçadores”, diz Saw Htoo Tha Po, coordenador técnico sênior da WCS.

Neste ano, pelo menos 20 cadáveres de elefantes foram encontrados sem pele, informou o World Wildlife Fund.

“Anteriormente, eles seriam caçados por suas presas, mas conforme a população de elefantes do sexo masculino diminui, os caçadores perseguem agora qualquer elefante que possam encontrar para vender outras partes: a pele, a tromba, os pés ou o pênis, tudo o que é demandado no mercado chinês “, esclarece Saw Htoo Tha Po.

Existem poucos dados sobre o comércio de animais selvagens de Myanmar e não há informações confiáveis sobre a quantidade de caçadores remunerados.

Porém, uma visita ao mercado Bogyoke Market, em Yangon, o maior cidade de Myanmar, mostra como esse comércio pode ser lucrativo.

Enquanto muitos fornecedores exibem falsas pulseiras de marfim, algumas lojas oferecem bonecos e joias de marfim, além de dentes de elefantes. Um comerciante vendia dentes de elefante por um valor entre US$ 140 e US $ 250 por dente, dependendo do tamanho.

Pesquisas da Universidade de Yangon mostram que mesmo com preços de atacado, uma pulseira de marfim pode ser vendida por mais de US$ 100, enquanto um colar pode ter um preço de até US $ 150. Nos mercados locais para uso medicinal, a pele de elefante é comercializada por cerca de US$ 120 por quilo.

Rota para a China

Pele de elefante, uma garra de tigre e marfim
Pele de elefante, uma garra de tigre e marfim/ Foto: Taylor Weidman/Getty Images

Em uma tentativa de enfrentar o aumento da caça, o Departamento de Silvicultura e o WCS desenvolveram o Plano de Ação de Proteção do Elefante de Myanmar (Mecap), que define prioridades de 10 anos para proteger os animais.

Segundo o The Guardian, as reformas legais também possuem o objetivo de deixar as leis do país alinhadas a compromissos internacionais como a Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas de Extinção (CITES).

No entanto, o processo legislativo é lento em Myanmar e os ativistas temem que a caça esteja fora de controle.

“O Departamento Florestal só pode patrulhar eficientemente as áreas protegidas, mas a maior parte da caça é feita fora dessas áreas”, enfatiza Saw Htoo Tha Po, da WCS.

“Nestas áreas, não existem recursos suficientes. Elas possuem um guarda- florestal e alguns funcionários administrativos, mas eles sozinhos não podem enfrentar os caçadores. Eles necessitam de mais pessoas e também de policiais honestos para ajudá-los”, acrescenta.

Uma vez que um elefante é morto e tem partes de seu corpo arrancadas, os caçadores passarão os “produtos” para o primeiro de uma série de intermediários, que buscarão uma das diversas rotas para atravessar a longa fronteira de Myanmar com a China e a Tailândia.

A principal rota de tráfico para o comércio de animais selvagens vai de Mandalay até Lashio e atravessa a China. Mais ao Sul, existem pelo menos quatro cruzamentos de fronteira na Tailândia que são utilizados pelos traficantes de animais selvagens.

Os produtos feitos com animais selvagens destinados ao mercado chinês também são traficados para a cidade fronteiriça de Mong La onde desde presas de elefantes até escamas de pangolins são comercializadas.

Investigações da rede de monitoramento do comércio de animais selvagens TRAFFIC, do World Wildlife Fund e da Universidade Oxford Brookes descobriram evidências de que os chifres de rinoceronte têm sido vendidos livremente em Mong La.

Os elefantes estão em perigo em toda a Ásia, sendo que restavam cerca de 40 mil a 50 mil indivíduos em 2003, abaixo de mais de 100 mil no início do século XX, segundo a Lista Vermelha da União para Conservação da Natureza (que contém informações oficiais sobre espécies ameaçadas em todo o mundo).

Depois da Índia, Myanmar possui a maior população de elefantes asiáticos, com cerca de 1400 elefantes selvagens e seis mil elefantes criados em cativeiro.

 

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Destaques, Notícias

Macacos e morcegos são queimados e mutilados para serem vendidos em mercado

Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

Foto: AFP/Getty Images

Macacos têm sido agressivamente caçados por suas carnes na Indonésia.

Autoridades e ativistas têm intensificado os esforços para persuadir os moradores da ilha de Sulawesi a pararem de consumir os macacos criticamente ameaçados, uma das muitas criaturas “exóticas” que fazem parte da dieta da comunidade indígena local.

A espécie, cujo nome científico é Macaca nigra, é parte de uma série de animais selvagens “exóticos” encontrados em toda a Indonésia, incluindo tigres e orangotangos, que enfrentam uma série de ameaças devido à caça e à destruição de seu habitat.

Foto: AFP/Getty Images

“Em outras regiões, algumas espécies de macacos enfrentam a extinção por causa da redução do habitat. Porém, aqui o habitat está ficando menor e as pessoas estão comendo os macacos”, explicou a Yunita Siwi de Selamatkan Yaki, uma fundação que faz campanhas para proteger os primatas.

A carne do macaco é apreciada pelo povo étnico Minahasan, um grupo em grande parte cristão no país com muitos muçulmanos, que não mostra nenhum incômodo em ingerir animais “exóticos”, ao contrário das comunidades islâmicas da Indonésia.

Em um mercado na cidade de Tomohon, um estômago e animais queimados e mutilados estavam em oferta.
Macacos de crista negra estavam à venda ao lado de morcegos e cães carbonizados.

Foto: AFP/Getty Images

Os macacos e alguns outros animais comercializados no mercado são protegidos pela lei indonésia e, em 2016, oficiais invadiram o local, provocando violentos confrontos com os fornecedores.

Entretanto, o comércio de animais ainda estava em ascensão durante uma recente visita. Algumas agências de viagens locais até mesmo ofereceram passeios para viajantes.

A demanda pela carne levou os caçadores de Minahasan a percorrerem grandes distâncias em busca dos macacos, indo até partes remotas da ilha.

Foto: AFP/Getty Images

Em quatro décadas, a população de macacas nigra em seu habitat natural em Sulawesi caiu mais de 80% de estimados 300 indivíduos por quilômetro quadrado em 1980 para apenas 45 por quilômetro quadrado em 2011, dizem os pesquisadores.

A União Internacional para a Conservação da Natureza classifica o macaco como criticamente ameaçado.
Além de estar em risco por seu status como uma iguaria local, o habitat natural do macaco tem sido destruído pela expansão de assentamentos e terras agrícolas.

Como a população caiu, ativistas e a agência local de proteção da vida selvagem começaram a fazer uma campanha para salvá-los.

Os ativistas colocaram tendas nos mercados locais para explicar que os macacos estão protegidos pela lei, enquanto outdoors foram colocados em cima de estradas para alertar as pessoas sobre a possibilidade de enfrentar uma pena de prisão de cinco anos caso cacem os animais.

Foto: AFP/Getty Images

ONGs e o governo local têm incentivado as escolas a incluir aulas de proteção de animais, incluindo sobre a Macaca nigra, nos currículos.

Ativistas também falaram para as igrejas na área aconselharem os padres a informarem que os seres humanos devem proteger a Terra e animais ameaçados como os macacos, disse a ativista Siwi.

Eles também têm destacado o papel fundamental dos macacos na proteção da biodiversidade.

Foto: AFP/Getty Images

Os macacos dispersam sementes e estimulam o crescimento de algumas árvores, de acordo com Stephan Lentey, da ONG Macaca Nigra Project.

Os ativistas advertem que a demanda pela carne traz ainda mais pressão sobre os animais ameaçados.
A caça dos animais para a alimentação “é o último prego no caixão para uma população em declínio”, disse Simon Purser do centro de resgate de animais selvagens de Tasikoki, localizado em Sulawesi.

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