Notícias

Musicoterapia é feita em cães, gatos e outros animais

notas-musicaismusicoterapia

A musicoterapia, feita em cães, gatos e outros animais, utiliza o poder vibratório das ondas sonoras de uma sequência musical emitida entre 5 e 100 hertz de frequência para ativar as ondas cerebrais. “Nos níveis mais baixos, as ondas deixam os animais mais alertas, enquanto nos mais altos eles entram em estado de relaxamento e sono profundo”, afirma a especialista em terapias chinesas Nadja Rocha.

Os instrumentos e as notas musicais estimulam o cérebro a liberar hormônios responsáveis pela sensação de prazer (como a serotonina), equilibrando o organismo. A música escolhida depende da patologia a ser tratada. “Em geral, uso músicas clássicas, como as do compositor Mozart para tratar doenças ligadas ao fígado e à vesícula biliar, e Bach para outras associadas ao estômago”, explica.

Fonte: Revista Meu Pet

​Read More
Artigos

Inteligência e emoções nos animais: musicoterapia

Embora limitado à fisiologia e anatomia de cada ser, todo integrante vivo em nosso meio ambiente possui uma energia vital que promove sua existência.

Neste sentido, um animal, seja ele cão, gato, tigre ou outro, está limitado às formas impostas de acordo com sua constituição física, para demonstrar suas emoções. Para tal, utiliza-se dos recursos que dispõe, seja o ronronar, o abanar da cauda, etc…

Sabemos muito pouco utilizar, como humanos, nosso cérebro. Ou seja, grande parte dele ainda é por nós pouco explorada.

A mídia, a cultura, os dogmas e paradigmas convencionais, normalmente nos norteiam como pensar, agir, aceitar e conceber a nós mesmos…

Além disto, dentro destas potencialidades pouco exploradas de nosso cérebro existem aquelas que são mitificadas como algo sobrenatural, voltado ao cunho religioso, como no caso das percepções e percepções extra sensoriais.

Se pouco utilizamos e conhecemos nosso cérebro, e portanto assim inferindo que este parco pensar nos norteia, como negar que os animais não possuam emoções e inteligência, se pouco somos estimulados por todas as formas de comunicação comuns a pesquisar à este respeito?

Pouco sabemos sobre nós mesmos, e aumentar este conhecimento sobre nós e tudo que nos cerca, envolve termos que desmistificar uma série de conceitos impostos em nós, pela sociedade, seja motivado pelo controle ou falta de conhecimento profundo sobre a vida.

Portanto, para aceitá-los, devemos preparar nosso território interno.

Antes disto, discordar do que não sabemos seria demonstrarmos como qualidade “negativa” uma atitude arrogantemente pretensiosa, (que na verdade seria ignorância) seja em que âmbito da questão fôr.

Alma, espírito, energia vital, não importa. O que importa é que temos uma força sutil que nos mantém vivos, nós e todos os outros seres viventes na natureza em que co-habitamos, e que é capaz de alterar inclusive nosso DNA, como já discorrido por exemplo, no artigo sobre DNA e emoções de Gregg Braden.

Esta força ainda é um mistério, mas sua potência é capaz de profundas modificações dentro de cada ser…

Por outro lado, como que para enxergarmos a luz, deva existir a sombra, existem pessoas dedicadas a entender estes mistérios pouco discutidos, na tentativa gradualmente bem sucedida de abrir uma porta em nossa janela cerebral, ou simbolicamente nossa alma, para que possamos crescer e compreender muito mais do universo e nós mesmos.

Assim foi Edward Bach e seus florais, Hahnemann e a homeopatia, Mikao Usui e o reiki, a medicina tradicional chinesa e seus princípios taoístas, Vivaldi, Mozart, Beethoven, com suas músicas de propriedades catárticas da alma, e muitos outros…

Dentro destas variantes terapêuticas, nos Florais de Bach, o campo magnético da flor, dotado de virtudes, contagia o campo magnético do ser humano/animal que absorve somente as vibrações que necessita, transformando pensamentos, emoções e sentimentos negativos em positivos.

No caso da musicoterapia, ela “permite o desenvolvimento de um processo terapêutico, mobilizando reações biopsicossociais no indivíduo com o propósito de minimizar seus problemas específicos e facilitar sua integração/reintegração no ambiente social normal”. Barcellos (apud BRUSCIA, 2000, p. 274)  “A idéia de que a música afeta a saúde e o bem-estar das pessoas já era conhecida por Aristóteles e Platão. Somente na segunda metade do século 20, porém, os médicos conseguiram estabelecer uma relação entre a música e a recuperação de seus pacientes”.

No final da Segunda Guerra Mundial, músicos foram chamados para tocar em hospitais como forma de auxiliar o tratamento dos feridos. Como a experiência surtiu resultados positivos, as autoridades médicas dos Estados Unidos decidiram habilitar profissionais para utilizar criteriosamente a música como terapia. O primeiro curso de musicoterapia foi criado em 1944, na Universidade Estadual de Michigan”.

Segundo Alexandre Rossi, formado pela Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos da USP, em seu livro Adestramento Inteligente, os “cães são animais inteligentes que possuem habilidade de resolver problemas mentalmente, podendo analisar situações e imaginar meios de manipulá-las ou controlá-las”. “Infelizmente, grande parte das pessoas acredita que os cães reagem a estímulos externos como se fossem robôs, e os tratam de acordo com essa idéia. Essas pessoas são facilmente manipuladas pelos próprios cães, pois não desenvolvem a capacidade de imaginar o que seu animal pode estar pensando”.

“Poucas são as espécies que variam tanto em forma, tamanho e aptidões como a dos cães. Devido a essa grande diversidade, torna-se difícil a comparação dos órgãos sensoriais entre cães e humanos. Uma comparação mais detalhada deve levar em conta cada raça, já que existem grandes diferenças entre elas”.

Pegando o gancho da música, aliado às emoções e inteligência animal, cheguei a alguns estudos sobre a musicoterapia em animais, dentre eles uma monografia de Érik Y. Takabatake, para graduação do curso de Musicoterapia, a qual cito alguns trechos abaixo.

A doença física causada por uma emoção não responde de imediato a antibióticos ou a drogas químicas e também resiste a outras formas de cura do nível físico. Isso acontece porque o mal é um sintoma e não a doença em si” (STEIN, 1998, p. 250).

Diana Stein (1998, p.249 – A cura natural para cães e gatos) afirma que um animal com uma doença física poderá apresentar sintomas mentais e emocionais.

Coloca que, “quando a doença é curada nos aspectos físicos, mas não no aspecto mental-emocional, ela poderá reaparecer ou transformar-se em outra doença”. Se um animal que tem uma boa saúde física ficar estressado, raivoso, depressivo ou traumatizado, as emoções podem fluir pelo corpo e se transformar em uma doença física. […] os sentimentos emocionais são os fatores principais na produção tanto da doença quanto do bem-estar […]”.

R.Moraillon (2006 – Enciclopédia do cão) afirma que: “Os estudos sobre as doenças animais mostram que algumas delas são muito semelhantes às doenças humanas tanto pelos seus sintomas quanto pelas suas causas.”

Até aqui já podemos constatar que não só os animais possuem emoções como inteligência superior ao nosso parco entendimento, guiado pelo que nos é apresentado através de nossa cultura seletiva.

De acordo com Swenson e Reece (1996 – Fisiologia dos animais domésticos), todos os animais domésticos são capazes de ouvir os sons do meio ambiente, independente de cada sistema auditivo, seja de mamíferos, de aves etc. Nos mamíferos a audição é conhecida como a mais desenvolvida dentre a dos vários animais, percebendo uma ampla faixa de freqüências sonoras compreendidas por aproximadamente 10 oitavas. De modo geral, esta audição consiste em perceber através de sensores auditivos a informação acústica do ambiente e transformar em impulsos nervosos que são transmitidos para o Sistema Nervoso Central, onde será decodificado. ³

Segundo Beaver (2001 – Comportamento Canino, Um guia para veterinários) – nos cães, a capacidade de distinguir os timbres depende da freqüência e da intensidade. A variação auditiva está entre 200Hz a 15000Hz para se ter uma máxima ou melhor audição, comparando com o homem que está entre 1000Hz e 4000Hz.

Agora sim, unindo conhecimento com a música em sua forma terapêutica:

Para a Federação Mundial de Musicoterapia, (“World Federation of Music Therapy” – BRUSCIA, 2000, p. 286 – Definindo Musicoterapia):

“Musicoterapia é a utilização da música e/ou dos elementos musicais (som, ritmo, melodia e harmonia) pelo musicoterapeuta e pelo cliente ou grupo, em um processo estruturado para facilitar e promover a comunicação, o relacionamento, a aprendizagem, a mobilização, a expressão e a organização (física, emocional, mental, social e cognitiva) para desenvolver potenciais e desenvolver e recuperar funções de indivíduo de forma que ele possa alcançar melhor integração intra e interpessoal e conseqüentemente uma melhor qualidade de vida”.

Woodford também relata o caso de um filhote de Golden Retriever que entrou em coma depois de uma séria operação e não tinha expectativa de vida.
Tocaram então, o CD “Baby-Go-To-Sleep” com a esperança de que isso poderia ajudar. No terceiro dia, o filhote tinha acordado.

Originalmente conhecido como o CD “Baby-Go-To-Sleep”, tem nos arranjos da música o ritmo dos batimentos cardíacos real dos humanos como princípio básico do relaxamento. Essas músicas foram chamadas por Woodford de “Canine Lullabies”.

Segundo Camu (2006 – Beautiful music can relax animals), a tendência dos animais de absorverem o estresse emocional e as doenças dos humanos com quem convivem, os distúrbios mentais e emocionais trazidos pela dor, solidão, abandono, abuso ou traumas, podem ser aliviados ou eliminados tocando-se músicas.

Para David Reinecker (Music for dogs), a música clássica tem sido usada para aliviar o estresse e melhorar o bem estar. Verifica-se que a música clássica traz benefícios de cura para os cães. Eles passam mais tempo em estado relaxado quando expostos à música clássica, descansam mais, latem menos, e ficam mais calmos quando chegam visitas.

Como se pode perceber, existem inúmeros estudos e pesquisas voltados para as percepções mais sutis dos organismos vitais.

Concluindo, podemos sim, agora com mais profundidade no assunto avaliar positivamente que a música e todas as variantes que trabalham com esta energia vital emotiva dos seres viventes, são capazes de colaborar para o bem estar e saúde de todos nós.

Abaixo segue algumas citações de musicas e as fontes de referência, base a qual pôde nortear grande parte desta composição dissertativa, constando em seu conteúdo o estudo de caso em cães com depressão, bem como todas as referências bibliográficas pertinentes e valiosas para aprofundamento.

Tipos Musicais

Influências tonificantes:

Grande marcha da Tannhauser de R. Wagner; Overture de Rienzi de R. Wagner; Abertura do concerto n° 1 de Tchaikovsky; Sinfonia n° 5 de Dvorak; Judeus, extraído da Morte e Vida de Gounod; ato n° V da ópera Fausto de Gounod; Minueto de Boccherini; Aida de Verdi, entre outras.

Influências exaltantes:Daphnis et Cloé de Ravel; In Paradisum, final do Requiem op. 48 de Fauré; Lês Creatures de Prométhée de Beethoven; Serenata de Toselli; Adágio em sol m de Albioni.

Influências relaxantes:Lago dos Cisnes de Tchaikowsky; Largo extraído da Xerxes de Haendel; Serenata de Schubert; Hino ao Sol de Rimski-Korsakov; Sonho de Amor de Lizt; Liebeslied de Krasiler; Fantasia e Fuga em sol m de Bach.

Influências apaziguadoras:

Canto Indu de Rimski-Korsakov; o Cisne de Saint-Saens; Cavaleria Rusticana de Mascagni; Ave Maria de Schubert; Requiem de Fauré; Reverie de Schubert; Ária da 3a suite de Bach.

Estes são alguns exemplos de música com funções determinadas. Outras podem ser acrescentadas, e usadas mediante o gosto de cada um. everíamos tomar mais tempo para estudar a boa música antes de cairmos doentes. (Revista Mocidade No. 244 – Ano XX – No. 4 – Casa Publicadora Brasileira -S. Paulo- Abril de 1978)

Safih Querbért

Fonte: Veterinários no Divã 

​Read More
Notícias

Musicoterapia e animais

A história da música pode ser muito, muito antiga. Recentemente, foram encontrados na Eslovênia instrumentos musicais, flautas feitas de ossos perfurados, com a data provável de 52 mil anos atrás.

Mas, se depender de biomusicólogos, a história da música pode retroceder até, pelo menos, há 60 milhões de anos, quando as primeiras baleias apareceram nos oceanos: eles partem do princípio de que esses mamíferos (e outros) também criam o que chamamos de música.

O som, há milênios, vem sendo utilizado nos processos terapêuticos Os iogues já utilizavam-no nos mantras: com os mantras, sons e ultrassons são vocalizados.
Foi descoberto no Egito, em 1889, um papiro de cerca de 4.500 anos atrás, que revelava a aplicação de um sistema de sons e de músicas, tanto instrumentais quanto vocais, no tratamento de problemas emocionais e de algumas doenças.

Segundo a mitologia grega, era Asclépio, filho de Apolo, quem tratava seus doentes, fazendo-os ouvir cânticos considerados mágicos.

Para Platão, a música era o “remédio da alma” e, por sua vez, a alma se condicionava ao corpo, assim como o corpo pela ginástica.

Demócrito afirmava os efeitos curativos do som da flauta doce.

Hoje em dia já se sabe que, cientificamente, os sons produzem efeitos benéficos (e maléficos). A utilização de sons com fins terapêuticos é a musicoterapia.

A musicoterapia é a utilização da música ou de seus elementos (melodia, som, ritmo e harmonia), com o objetivo de promover mudanças positivas físicas, mentais, sociais e cognitivas em seres com problemas de saúde ou de comportamento.

A musicoterapia deve ser aplicada por musicoterapeuta qualificado. Qualquer tipo de música pode ser terapêutico.

Os sons também são usados com/nos animais: há experiências demonstrando que determinadas músicas aumentam a produção de leite em vacas leiteiras (o que é condenável), podem acalmar aves etc.

Pesquisadores da Universidade do Canadá desenvolveram um estudo sobre os benefícios da musicoterapia para os animais. Segundo eles, cães e gatos submetidos a sessões de música são mais dóceis e alegres do que os demais. Na Inglaterra, a musicoterapia para animais também não é novidade.

Segundo estudiosos, a música harmônica pode provocar oito efeitos positivos em animais (e humanos):

– antineurótico;
– antidistônico (relaxante);
– antiestresse;
– sonífero e tranquilizante;
– regulador psicossomático;
– analgésico e/ou anestésico;
– equilibrador do sistema cardiocirculatório;
– equilibrador do metabolismo profundo.

A música atinge diversos órgãos e sistemas dos animais: cérebro, pulmões, aparelho digestivo, sangue e sistema circulatório, pele e mucosas, músculos e sistema imunológico.

Na Universidade de Michigan (EUA), médicos pesquisadores descobriram que o som de harpa ocasiona efeito calmante e solos de violino podem eliminar certas dores. O Dr. E. Gall (médico) localizou no cérebro humano (que nada mais é do que um cérebro de mamífero), áreas capazes de gerar bloqueios aos estímulos dolorosos, provenientes das vias nervosas – tudo levando a crer que com os demais mamíferos também seja assim.

Os estímulos sonoros, segundo sua qualidade, podem produzir efeitos positivos ou negativos. As ondas sonoras são captadas pelo pavilhão auricular e chegam ao conduto auditivo e ao tímpano, cujas vibrações atingem o ouvido médio, onde são convertidas em impulsos nervosos. Esses impulsos chegam ao cérebro através do nervo óptico e ali são interpretados. Segundo a qualidade harmônica do som, são produzidos efeitos positivos ou negativos, benéficos ou não ao sistema psicobioenergético.

As fibras nervosas convertem o som captado em estímulo nervoso. O encadeamento de estímulos produz efeitos no organismo de humanos, animais e plantas. A música calma, harmônica, determina um efeito analgésico ou anestésico. O efeito oposto ocorre com sons estridentes, muito fortes, desarmônicos, que criam hiperestimulação das células nervosas e estresse nos neurônios.

Alguns autores recomendados por sua música, com efeitos benéficos: Mozart (efeito antidepressivo), Beethoven (estimula sentimentos superiores, intensos), Bach (estimula a introspecção, efeito repousante), Vivaldi (efeito relaxante), música barroca, música renascentista etc. Os sons da Natureza (chuva, vento, mar, rio etc.) também são terapêuticos, pois, tendo uma vibração constante, proporcionam bem-estar e relaxamento.

Música terapêutica é considerada um gênero musical e pode ser encontrada em catálogos de CDs.

Músicas perturbadoras: músicas de ritmo muito marcado, como o samba, ou dissonantes, como o rock, não são indicadas para os animais. Sons muito altos podem assustá-los. O compositor clássico Wagner não é aconselhável para animais, pois sua música estressa e hiperestimula.

Portanto, cuidado ao escolher a música que você e seu pet vão ouvir!

Coloque músicas relaxantes (como as de Mozart) adequadas às circunstâncias – isto é, se for hora de o animal dormir etc.

Prefira músicas calmas e harmônicas. Não coloque o som muito alto (os animais escutam muito melhor que nós, e para eles pode ser insuportável), evite hard rock e rap. A exposição constante à música caótica e confusa altera a estrutura do cérebro de humanos e animais.

Já há, em lojas especializadas, CDs com músicas indicadas e orientadas para os bichinhos!

​Read More