Destaques, Notícias

Dia das Mães: exploradas para consumo, fêmeas têm direito à maternidade roubado

Pixabay/272447

A maternidade não é uma condição exclusiva dos humanos. Animais explorados para consumo também se reproduzem e constroem famílias. O laço de afeto existente entre uma mulher e seu bebê não é diferente do carinho que um animal sente por seu filhote.

Os comportamentos de cada mãe com seu filho, tratando-se de famílias compostas por humanos ou animais, se diferenciam, mas o amor sempre existe. Por isso, neste Dia das Mães, a reflexão que fica é: por que a sociedade passa por cima desse afeto, condenando milhares de animais ao sofrimento ao separar famílias apenas para fabricar produtos repletos de crueldade, como carnes, leite, ovos e derivados?

Vídeos de vacas sendo separadas de seus filhotes deixam claro o sofrimento psicológico ao qual esses animais são submetidos. Imagens obtidas durante investigação feita pela Mercy For Animals mostram uma porca em uma fazenda cooperada da Aurora, em Xanxerê, Santa Catarina, em completo desespero ao ver seu filhote ser castrado sem anestesia, suportando forte dor (leia mais sobre esse caso clicando aqui). Esses registros também são mais uma prova do amor e do sofrimento vivenciado pelas mães no mundo animal.

E o que impede esses mães de viverem vidas dignas e felizes ao lado de seus filhotes é justamente a barreira que os humanos construíram. Um muro foi criado pelas pessoas para que elas possam impedir a si mesmas de ver a realidade dos animais. Essa obstrução existe para que quem consome produtos de origem animal consiga seguir fingindo que não há sofrimento, dor, matança, exploração e tortura por trás de um pedaço de carne ou de um copo de leite, por exemplo.

Pixabay/Filinecek

Essa barreira, no entanto, afasta o ser humano do melhor que ele pode ser. Retira dele a compaixão, a empatia e o afeto por seres inocentes, que não fazem mal algum a ninguém e que querem viver, mas não podem desfrutar dessa vontade porque terminam sempre nos matadouros.

Uma porca rolando na lama, uma égua pastando tranquilamente, filhotes de uma porca mamando na mãe, animais correndo e brincando livremente, pintinhos se aconchegando nas galinhas. Cenas como essas, que poderiam ser mais comuns se a exploração animal não existisse, demonstram o desejo que um desses seres tem de viver. Por que, então, os humanos seguem impedindo-os?

Opções vegetais para a alimentação humana existem aos montes. Além disso, são mais saudáveis do que os produtos de origem animal. Comidas saborosas, nutritivas, que dão prazer ao serem consumidas, tanto pelo sabor, quanto pela certeza de que quem as consome está nutrindo seu corpo com vida, sem explorar e matar inocentes. Desde vegetais como batatas, brócolis, grão de bico, arroz e feijão, até pratos veganos mais elaborados, como pizzas, bolos, tortas, salgadinhos, pastéis, milkshakes com leites vegetais, entre tantos outros, vendidos em lojas ou facilmente feitos em casa, com receitas disponibilizadas na internet.

Pixabay/Marmax

Com tantas possibilidades, por que, então, tantos preferem continuar separando mães de seus filhos? Por que nesta quarentena de combate ao coronavírus, essas pessoas lamentam a separação forçada de suas mães, que os impede de sentar à mesa juntos neste domingo (10), no qual o Dia das Mães é celebrado, e ao mesmo tempo se alimentam de produtos que impedem mães do mundo animal de exercer a maternidade? Qual é a vantagem de trocar produtos vegetais por carnes, queijos, ovos e mel? O paladar não pode ser a resposta, já que alimentos de origem vegetal também são gostosos. A saúde, tampouco, já que estudos revelaram a relação clara entre o consumo de produtos de origem animal e diversas doenças, inclusive o câncer. A defesa ao meio ambiente, menos ainda, já que a agropecuária devasta a natureza.

Logo, conclui-se que não há qualquer vantagem ou justificativa. Não existe motivo para perpetuar o sofrimento animal, enquanto se destrói a natureza e adoece a si mesmo. Por isso, neste Dias das Mães, fica o pedido: deixe de ser o responsável por uma dor que você não gostaria de sentir, que você não desejaria para a sua mãe, mas que acomete milhares de fêmeas exploradas pela indústria.

Pixabay/771141

Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


​Read More
Notícias

Vídeo mostra momento em que cachorro pressente terremoto

Foto: Reprodução

Imagens gravadas pela câmera de vigilância do interior de uma residência em Utah, nos Estados Unidos, mostram o exato momento em que um cachorrinho sente que um terremoto de magnitude 5,7 estava prestes a ocorrer no estado.

Na filmagem, vemos o cãozinho chamado Bear acordar e ficar alerta como se estivesse sentindo ou ouvindo algo. Ele começa a olhar ansioso para os lados e alguns segundos depois os móveis e paredes da residência começam a tremer. No vídeo é possível ver ao fundo os tutores do cachorro correndo e Bear indo em direção a eles em busca de segurança.

O terremoto de magnitude 5,7 acabou com a energia do estado, afetando cerca de 73.000 residências e empresas que também já estavam sofrendo os efeitos da pandemia do coronavírus.

Segundo especialistas, animais conseguem antecipar efeitos causados por desastres naturais antes de nós seres humanos e dessa forma começam a se comportar de maneiras diferentes, demonstrando estarem mais alertas, atentos ou assustados com algo o que serve para nos manter alertas de que alguma coisa está prestes a acontecer.

Confira abaixo o vídeo do momento em que o cãozinho pressente o terremoto:


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


 

​Read More
Videos, Videos [Destaque]

O mundo animal de Bibi

A AMPARA Animal – Associação das Mulheres Protetoras dos Animais Rejeitados e Abandonados – lançou no mês de outubro um desenho animado sobre proteção animal. “O mundo animal de Bibi” desperta a conscientização nas crianças de forma divertida. Vale a pena assistir com seu(sua) filho(a).

​Read More
Notícias

Por que a língua do gato é tão áspera?

Não há nada melhor que o carinho do seu animal, não é mesmo? A felicidade ao te encontrar, o ronronar, as lambidas…  e com esse carinho todo, já pararam para se perguntar por que seu bichano tem a língua tão áspera?

porque-a-lingua-do-gato-e-aspera
Foto: Divulgação

A língua dos gatos é extremamente áspera pois possui “espinhos” voltados para dentro, feitos de queratina, o mesmo material que forma nossas unhas. Eles funcionam como um pente nos pelos do animal, permitindo a higiene.

O pênis dos gatos também possui espinhos voltados para baixo com cerca de 1mm de comprimento que estimulam a ovulação na fêmea. Possivelmente é a causa dos ruídos altos (e muitas vezes assustadores) que os animais emitem durante a copulação.

Fonte: Hype Cience

​Read More
Notícias

Mostra de artes em Ribeirão Preto (SP) foca mundo animal

Técnico prepara a mostra; ao fundo, obra de Ana Egreja (Foto: Matheus Urenha / A Cidade)

O que nomes como Tarsila do Amaral, Brecheret, Candido Portinari, Iberê Camargo, Marcello Grassmann, Siron Franco, Ana Paula Oliveira e Ana Elisa Egreja têm em comum? Além de representarem várias gerações das artes plásticas nacionais, em algum momento de suas carreiras retrataram em suas obras criaturas da fauna doméstica ou selvagem.

Dos animais das selvas tropicais de Tarsila e Siron Franco, passando pelos vira-latas de Portinari e pelas criaturas oníricas de Grassmann até os simpáticos cães domésticos da jovem Ana Egreja, tem de tudo na exposição aberta neste final de semana na Galeria Marcelo Guarnieri.

Foto: Matheus Urenha / A Cidade

Com o singelo título ‘Animal’, a mostra conta com pinturas, desenhos, esculturas, fotografias e instalações de modernistas, concretistas e contemporâneos. “O que despertou minha vontade de editar a mostra foi quando optei pela aquisição de uma pintura da [desenhista] Djanira [da Mota e Silva], em que o centro é uma figura de um cachorro, e uma escultura de Brecheret: dois cavalos com os corpos fundidos”, explica o galerista e curador da exposição, Marcelo Guarnieri.

Marcelo afirma que a maior parte das obras pertence ao acervo particular da galeria e que não foi tão difícil fazer a seleção.

O galerista percebeu que parte dos trabalhos, que inclui também coleções particulares, apresentava esta vertente voltada ao mundo animal. “Foi então praticamente uma questão de seleção e criação de alguns núcleos da mostra em que ficasse evidente desde o caráter da representação da beleza animal até aspectos da transmutação homem versus animal”, argumenta, destacando a escultura ‘Bicho’, de Lygia Clark.

A mostra segue uma linha do tempo. Começa com modernistas como Tarsila do Amaral, Vicente do Rego Monteiro e Brecheret, segue pela geração do pós-guerra com Marcelo Grassmann, Ivan Serpa e Lygia Clark, passa por um ‘núcleo dos anos 1980’ com Cristina Canale, Cleido Vasconcelos e Silvia Velludo e termina com contemporâneos como Ana Elisa Egreja e Rodrigo Braga.

Serviço
Exposição ‘Animal’

Até o dia 13 de setembro na Galeria Marcelo Guarnieri (Rua São José, 1.497, Ribeirão Preto, SP)
Visitação de segunda a sexta, das 10h às 18h; sábados das 10h às 14h
Entrada gratuita
Informações: (16) 3625-1216

Fonte: Jornal A Cidade

​Read More
Notícias

Anticongelante é segredo de animais que sobrevivem ao frio

Enquanto a temperatura despenca ao ponto mais baixo do ano, aqueles de nós que vivem em latitudes mais altas se recolhem a abrigos aconchegantes. Podemos simpatizar com os esquilos e passarinhos, sujeitos ao frio abaixo de zero que varre o mundo exterior, e deixar-lhes comida, mas não pensamos muito em criaturas menores e menos fofinhas: por exemplo os insetos e aranhas que habitam quintais e bosques durante o verão. Eles ressurgirão na primavera, o que significa que, de alguma forma, sobrevivem ao frio intenso. Mas como o fazem, se não contam com a proteção de pelos ou penas?

A ameaça à vida nas baixas temperaturas não é o frio, mas o gelo. Já que células e corpos se compõem primordialmente de água, o gelo pode ser letal porque sua formação perturba o equilíbrio entre os fluidos externos e internos das células, o que resulta em encolhimento celular e dano irreversível a tecidos.

Os insetos desenvolveram múltiplas maneiras de evitar congelamento. Uma estratégia é escapar de vez ao inverno. Borboletas como a monarca migram para o sul. Uma ótima solução, mas a capacidade é rara. A maioria dos insetos permanece em seu habitat de origem, e precisa encontrar outra forma de evitar congelamento. Eles fogem ao gelo rastejando para buracos ou fendas por sob a cobertura de neve ou linha de congelamento, ou, como algumas larvas de insetos, hibernam nos fundos de lagos que não se congelem de todo.

Mas muitos insetos e outros animais se defendem contra a exposição direta a temperaturas abaixo de zero por meio da engenhosidade bioquímica, ou seja, produzem anticongelantes.

O primeiro anticongelante de origem animal foi identificado décadas atrás no plasma sanguíneo de peixes da Antártida, por Arthur DeVries, hoje na Universidade do Illinois, e seus colegas. Os mares antárticos são muito frios, com temperaturas da ordem de menos dois graus. A água é salgada o suficiente para que se mantenha líquida a alguns graus abaixo da temperatura de congelamento da água fresca.

As abundantes partículas de gelo flutuando nessas águas representam risco para os peixes porque, caso ingeridas, podem iniciar formação de gelo nas tripas dos animais, com consequências devastadoras. A menos que algo impeça o crescimento dos cristais de gelo.

É isso que as proteínas anticongelantes dos peixes fazem. Os tecidos e corrente sanguínea de cerca de 120 espécies de peixes pertencentes à família dos Notothenioidei estão repletos de anticongelante. As proteínas têm uma estrutura incomum de repetição que permite que se conectem aos cristais de gelo e reduzam para menos três graus a temperatura em que os cristais de gelo crescem. Isso fica um pouco abaixo da temperatura mais baixa do Oceano Antártico, e cerca de dois graus acima da temperatura de congelamento do plasma sanguíneo de peixes que não produzem o anticongelante. Essa pequena margem de proteção tem consequências profundas. Os peixes produtores de anticongelante hoje dominam as águas antárticas.

A capacidade de sobreviver e prosperar em águas frígidas impressiona, mas os insetos sobrevivem a temperaturas muito mais baixas em terra. Alguns, como a pulga da neve, ficam ativos até no inverno e são vistos saltando sobre montes de neve em temperaturas de menos sete graus ou mais baixas. Na verdade, esses insetos não são pulgas, mas Collembolae, um inseto sem asas primitivo capaz de saltar por longas distâncias usando a cauda.

Laurie Graham e Peter Davies, da Universidade Queens, em Kingston, Canadá, isolaram as proteínas anticongelantes das pulgas de neve e descobriram que elas também constituem uma estrutura repetitiva simples que se aglutina ao gelo e impede que os cristais cresçam.

As proteínas anticongelantes das pulgas de neve diferem completamente das que foram isoladas em outros insetos, como o besouro vermelho, que apresenta proteínas anticongelantes por sua vez diferentes das encontradas nas Choristoneurae, uma espécie de lagarta. E todos os anticongelantes desses insetos diferem da espécie que impede o congelamento dos peixes antárticos. O anticongelante de cada espécie é uma invenção evolutiva separada.

Mas a inovação dos insetos vai além dos anticongelantes. Biólogos descobriram outra estratégia para enfrentar o frio extremo. Alguns insetos simplesmente toleram o congelamento.

Nas latitudes mais setentrionais, como o interior do Alasca, as temperaturas de inverno caem a menos 50 graus, e a neve e temperaturas abaixo de zero podem perdurar até maio. Nessas temperaturas extremas, a maioria dos insetos vira picolé. O besouro upis, do Alasca, por exemplo, congela em torno dos menos oito graus. Mas ainda assim pode sobreviver mesmo se exposto a temperaturas de menos 73 graus.

Para tolerar o congelamento, é crucial que os insetos minimizem os danos do congelamento e do degelo. Os insetos desenvolveram diversas substâncias protetoras. Quando o inverno se aproxima, muitos desses insetos produzem elevada concentração de glicerol e outras moléculas de álcool. Elas não previnem o congelamento, mas retardam a formação de gelo e permitem que os fluidos que cercam as células congelem de modo mais controlado, enquanto o conteúdo da célula não congela.

Para proteção máxima, alguns insetos árticos combinam materiais protetores e anticongelantes. De fato, um novo tipo de anticongelante foi recentemente descoberto no besouro upis. Ao contrário das proteínas anticongelantes de outros besouros, mariposas e pulgas de neve, o produto do upis é um complexo açúcar de alta eficiência.

A necessidade de evitar o congelamento de fato foi mãe de muitas invenções evolutivas. Essa nova descoberta torna mais provável que tenhamos truques químicos a aprender dos métodos de proteção contra o frio extremo usados por insetos.

E a questão não envolve apenas entomologia ártica esotérica. Um desafio persistente para a preservação de órgãos humanos é exatamente o problema que esses insetos resolveram – como congelar tecidos por um longo período e depois degelá-los sem dano. Equipes de pesquisa agora estão estudando como aplicar percepções ganhas no mundo animal às salas de cirurgia.

Fonte: Terra

​Read More