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Cidade na Sibéria conhecida por frio intenso registra calor de 38 graus

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A cidade de Verkhoyansk, na Sibéria, registrou temperaturas em torno de 38 graus celsius no último final de semana. Situado na região ártica da Sibéria, o município é conhecido pelo frio intenso e costuma exibir medições abaixo de zero.

Embora a temperatura alta ainda não tenha sido confirmada por órgãos oficiais, essa teria sido a maior onda de calor da história já registrada na região.

Em 1933, na cidade de Verkhoyansk, onde vivem pouco mais de mil pessoas, a temperatura negativa chegou a 76 graus celsius abaixo de zero, o que mostra a relação entre o calor atual na região e as mudanças climáticas.

“Esta temperatura era esperada para ser atingida em 2100, daqui 80 anos”, escreveu o meteorologista Jeff Berardelli, da emissora CBS, no Twitter. Segundo ele, Miami, uma cidade dos Estados Unidos acostumada com o calor, só registrou temperatura acima de 37 graus celsius uma única vez.

As alterações causadas pela mudança climática não foram vistas apenas na Sibéria. A Rússia também registrou temperaturas atípicas em Moscou, onde os termômetros marcaram 5,6 graus celsius em 18 de dezembro de 2019 – temperatura mais alta registrada em dezembro no local desde 1886.

Especialista em climatologia, Vladimir Semyonov afirmou à agência de notícias RIA Novosti que as temperaturas aumentaram 4 graus celsius nos últimos 30 anos, o que, segundo ele, é um aumento muito grande.

Antes mesmo da onda de calor chegar à cidade de Verkhoyansk, cientistas alertaram sobre o aumento alarmante das temperaturas e disseram ao jornal The Guardian que esse fenômeno pode ter relação com os incêndios florestais, o derramamento de óleo e com traças que comem árvores.

O recorde anterior de temperatura na Rússia era de 25 graus celsius, batido pelo município de Verkhoyansk.


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Jovens acionam a Justiça para obrigar 33 países a limitar emissões de carbono

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Seis jovens portugueses, alguns deles menores de 18 anos, acionaram a Justiça em prol da preservação do meio ambiente. A ação judicial, em tramitação no Tribunal Europeu dos Direitos do Homem, pretende obrigar 33 países a limitar as emissões de carbono e a cumprir o que foi estabelecido pelo Acordo de Paris.

Os jovens contam com o apoio da Global Legal Action Network (GLAN), entidade sem fins lucrativos que se coloca como responsável por “buscar ações legais inovadoras para desafiar atores poderosos envolvidos em violações de direitos humanos e injustiça sistêmica”.

Diretor jurídico da GLAN, Gerry Liston explicou ao jornal Euronews que a ação judicial movida pelo grupo reforça as resoluções tomadas no Acordo de Paris. Segundo ele, os jovens têm estatuto de vítima reconhecido pela Convenção Europeia dos Direitos do Homem por sofrerem com o impacto das mudanças climáticas.

Através das redes sociais, a entidade passou a divulgar uma campanha de financiamento coletivo para respaldar a ação judicial. “Seis jovens entraram com um processo no Tribunal Europeu de Direitos Humanos contra 33 países, para forçá-los a agir na crise climática. Agora enfrentaremos 33 equipes jurídicas com bons recursos. Para continuar esta luta, precisamos da sua doação”, escreveu a GLAN. As doações estão sendo arrecadadas através do site Crowd Justice.

Os países que podem ser obrigados a limitar suas emissões de carbono, caso o pedido do grupo seja acatado pela Justiça, são: Suíça, Noruega, Rússia, Turquia, Ucrânia, União Europeia e Reino Unido.

Acordo de Paris

O Acordo de Paris foi aprovado em 12 de dezembro de 2015 durante a COP21, em Paris, na França. O objetivo do tratado é reduzir a emissão de gases de efeito estufa a partir de 2020.

Com foco no desenvolvimento sustentável, o acordo prevê a contenção do aquecimento global abaixo de 2 ºC, preferencialmente em 1,5 ºC, e foi criado para pressionar os países signatários a responder a esse desafio de preservação ambiental.


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Ação humana é responsável por 96% das extinções de animais em 126 mil anos

Mamutes foram extintos há mais de 5 mil anos (Reprodução/Shutterstock)

Um estudo concluiu que 96% das extinções de animais nos últimos 126 mil anos foram causadas por humanos. Outras 558 espécies podem desaparecer até o final deste século.

As descobertas contradizem pesquisas anteriores que apontavam as mudanças climáticas como causadoras da maior parte das extinções da pré-história, especialmente no que se refere aos animais de grande porte, como rinocerontes-lanudos e mamutes, extintos há aproximadamente 12 mil anos.

Investigadora da Universidade de Gotemburgo e co-autora do estudo, Daniele Silvestro informou ao portal Telegraph que não foram encontradas provas de extinções causadas pelo clima nos últimos 126 mil anos.

Restos mortais de mamutes preservados em museu russo (© Andrei TkachyovTASS via Getty Images)

“Ao invés disso, descobrimos que o impacto humano explica 96% de todas as extinções de mamíferos nesse período”, disse Silvestro.

O estudo concluiu que a chegada dos humanos à Austrália, há cerca de 65 mil anos, e à América, há 24 mil anos, elevou o número de animais extintos, assim como aconteceu em Madagáscar e nas Caraíbas.

Publicado na revista científica Science Advances, a pesquisa mostra que consequências da ação humana, incluindo as mudanças climáticas, colocaram inúmeras espécies em risco.


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Mudanças climáticas causadas pela ação humana podem adoecer as pessoas

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As mudanças climáticas podem intensificar o verão nos próximos anos a ponto de gerar problemas de saúde nas pessoas, tornando esse período do ano insuportável. Causadores da devastação ambiental que gera as mudanças climáticas, os humanos podem começar a colher os frutos de suas ações desastrosas.

Estudos divulgados pela BBC News indicam que o aumento no nível de calor durante o verão pode fazer das ações cotidianas, como o trabalho ao ar livre, verdadeiras ameaças à vida humana.

Milhões de pessoas, especialmente nos países em desenvolvimento – o que inclui o Brasil -, poderão sofrer o chamado “estresse térmico”, que ocorre quando o corpo não consegue se esfriar adequadamente, gerando desmaios, desorientação, cãibras e até falhas nos intestinos e nos rins.

O estresse térmico acontece por conta do excesso de imunidade no ar, que prejudica a evaporação do suor através da pele humana – principal técnica do organismo para eliminar o calor excessivo.

“Nós, humanos, evoluímos para viver em uma faixa específica de temperaturas, por isso é claro que, se continuarmos a fazer com que as temperaturas subam em todo o mundo, mais cedo ou mais tarde as partes mais quentes do mundo poderão começar a ver condições simplesmente quentes demais para nós”, afirmou à BBC Richard Betts, professor do UK Met Office (serviço nacional de meteorologia do Reino Unido).

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Até 1,2 bilhão de pessoas podem ser afetadas pelo estresse térmico em todo o mundo até 2100 – número quatro vezes maior do que o registrado atualmente.

Geradas por diversos fatores associados às ações humanas, as mudanças climáticas têm ligação íntima com a agropecuária, que intensifica o problema ao devastar a natureza através do desmatamento; da contaminação da água e do solo por meio dos dejetos dos animais; da emissão de gases de efeito estufa através das flatulências dos animais; e também por meio do desperdício excessivo de água na fabricação dos produtos de origem animal. Para não colaborar com esse desastre de enormes proporções, a ANDA orienta seus leitores a adotarem o veganismo.


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Burguer King diz defender a natureza enquanto vende produtos que a devastam

(AP Foto/Jeff Chiu, Archivo)

O Burguer King iniciou uma campanha que supostamente tem o objetivo de defender o meio ambiente. Na prática, no entanto, a realidade é outra. A rede de “fast-food” alega que pretende reduzir as emissões de gás metano liberados pelas vacas em aproximadamente 33% ao alterar a dieta desses animais.

Essa ação, no entanto, é uma ínfima gota em um oceano de devastação ambiental. Além da redução do gás ser pequena, o Burguer King seguirá colaborando com a destruição da natureza ao explorar animais para consumo.

Os efeitos nocivos da agropecuária não se restringem aos gases liberados pelos animais e se estendem aos seus dejetos, que poluem o solo e a água; ao desmate de grandes extensões territoriais, colocando florestas abaixo para dar origem a pasto para criar os animais; e ao desperdício excessivo de água – para se ter ideia, são necessários 16 mil litros do líquido para, ao final da cadeia produtiva, fabricar um único quilo de carne, segundo pesquisa da organização Water Footprint.

Nas redes sociais, o Burguer King explicou que as flatulências e arrotos produzidos pelas vacas contribuem para as mudanças climáticas e que, por isso, “estamos trabalhando para mudar a dieta de nossas vacas adicionando capim-limão”.

Agropecuária é uma das principais responsáveis pelo desmate de florestas (Foto: Reuters)

“À medida que as vacas digerem sua ração, elas produzem muito metano. Esse gás de efeito estufa é liberado toda vez que as vacas arrotam e peidam o gás metano. O metano é considerado um dos principais contribuintes para o aquecimento global, tornando-o uma área-chave para buscarmos a meta do Acordo de Paris de 2016, de limitar o aquecimento global a bem abaixo de 2 °C e buscar esforços para limitá-lo a 1,5 ºC”, escreveu a rede de fast-food em publicação no Twitter.

Exploração animal

Além de usar a questão dos gases produzidos pelos animais como uma espécie de cortina de fumaça para esconder o real problema ambiental da agropecuária, que não pode ser combatido senão pela extinção da prática de explorar animais para consumo, o Burguer King comete um equívoco, do ponto de vista ético, não só ao utilizar um discurso superficial e contraditório, mas também ao escolher perpetuar o sofrimento animal.

Os animais são parte integrante da natureza – assim como, nós, humanos, também somos. Isso revela não só a importância de preservar o meio ambiente para proteger toda forma de vida, mas também a necessidade de respeitar os animais para produzir um discurso coerente de defesa ambiental.

Não é possível defender o meio ambiente e, ao mesmo tempo, condenar animais a uma vida miserável. Não há coerência em uma rede de fast-food se dizer preocupada com o planeta enquanto não só o destrói através da agropecuária, como tira vidas de animais.


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Jornalismo cultural, Notícias

Mesmo com a covid-19, níveis de CO2 chegaram ao pico em maio

O mês passado foi o maio mais quente já registrado, e os níveis de dióxido de carbono também atingiram um novo pico (Foto: Shutterstock)

O mês passado foi o maio mais quente já registrado, e os níveis de dióxido de carbono também atingiram um novo pico mesmo com a desaceleração econômica em decorrência da pandemia de covid-19. 

As informações foram confirmadas pela Organização Meteorológica Mundial (OMM) no início do mês (5), em um apelo para os Estados-membros renovarem seus esforços no enfrentamento às ameaças climáticas.

“Governos irão investir em recuperação e existe uma oportunidade de enfrentar o clima como parte do programa de recuperação”, disse o secretário-geral da OMM, Petteri Taalas.

Ele afirmou que, se esse curso de ação for tomado, “existe uma oportunidade de começar a diminuir a curva (de emissões) nos próximos cinco anos”.

O apelo coincidiu com o Dia Mundial do Meio Ambiente, comemorado anualmente no dia 5 de junho, e com um aviso de que temperaturas mais altas e maiores concentrações de gases de efeito estufa terão um grande impacto na biodiversidade, no desenvolvimento socioeconômico e no bem-estar humano.

Ecoando o apelo de que é hora de voltar a crescer de forma mais ecológica e reconstruir melhor as pessoas e o planeta, o secretário-geral da ONU, António Guterres, disse que a natureza estava “nos enviando uma mensagem clara: estamos prejudicando o mundo natural – em nosso próprio detrimento. A degradação do habitat e a perda de biodiversidade estão se acelerando”, disse.

Clima e o novo coronavírus

“A ruptura climática está piorando. Incêndios, inundações, secas e tempestades estão mais frequentes e prejudiciais”, afirmou Guterres.

“Os oceanos estão aquecendo e acidificando, destruindo os ecossistemas dos corais. E agora, um novo coronavírus enfurecido está minando a saúde e os meios de subsistência. Para cuidar da humanidade, precisamos cuidar da natureza”, completou.

Qualquer desaceleração industrial e econômica em decorrência da covid-19 não substitui uma ação coordenada e sustentada para reduzir as emissões de gases de efeito estufa, explicou Taalas.

Isso se dá porque gases como o dióxido de carbono e metano duram na atmosfera por centenas de anos, então qualquer tipo de medida a curto prazo, como a quarentena, não trará benefícios de longo prazo.

Saiba mais sobre como a interferência humana no meio ambiente favorece o coronavírus – clique aqui e aqui. 


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Maior branqueamento de corais da história preocupa pesquisadores no RN

Foto: Natalia Roos/Arquivo Pessoal

O processo de branqueamento dos recifes de corais na região de Rio do Fogo, no Rio Grande do Norte, registrado nos últimos meses, foi o maior da história. A mudança dos tons dos corais de terrosos para branco tem preocupado os pesquisadores.

“Registros anteriores, de 2010, mostraram que 70% da área monitorada tinha sido afetada. Hoje constatamos um impacto superior a 80%”, contou ao G1 o biólogo e pesquisador Guilherme Longo.

O branqueamento dos corais, de acordo com o especialista, ocorre por conta do aumento da temperatura da água. O que preocupa os pesquisadores, porém, é a frequência e a intensidade das ondas de calor.

“Essas ondas são fenômenos naturais que podem acontecer por vários motivos, como a intensificação da corrente quente ou pela alteração das correntes marítimas. O problema é que antes isso acontecia duas ou três vezes por década e agora ocorre praticamente todos os anos”, explicou.

“Percebemos uma magnitude impressionante no processo de branqueamento e um dos maiores indicadores foi uma espécie que costuma ser extremamente resistente, mas também branqueou”, completou.

A esperança é que as condições naturais sejam retomadas. Mas, para isso, é preciso que a onda de calor se dissipe. Segundo o pesquisador, não há muito o que fazer além de minimizar impactos que podem ser controlados. Dentre eles, a poluição dos recifes, o turismo e a pesca. “Quando a gente consegue regular esses impactos, deixamos os corais na melhor condição possível para lidar com fenômenos globais”, disse.

Foto: Natalia Roos/Arquivo Pessoal

“É muito preocupante, mas não consideramos que seja o fim. Vamos acompanhar de perto para entender quais corais vão se recuperar, afinal, cada espécie tem uma capacidade diferente de recuperação”, explicou.

O branqueamento é o processo de expulsão de algas por parte dos corais. Mas isso não ocorre sem razão. Os corais abrigam migroalgas de maneira natural e, além de fazer fotossíntese, elas fornecem nutrientes para esses animais.

“Parte da nutrição vem da alga e a outra parte da captura de pequenos animais e partículas da água. São essas as duas fontes de alimento dos corais”, explicou Guilherme. “Quanto maior a temperatura da água, mais vezes as microalgas se multiplicam no corais, fazendo mais fotossíntese, o que gera uma produção intensa de oxigênio. Isso começa a incomodar o coral que, para não se prejudicar, expulsa as algas. Dessa forma, ele perde basicamente metade da nutrição”, completou.

Essa expulsão altera a coloração dos corais, o que explica o nome desse processo ser branqueamento. “A cor do coral depende da densidade das microalgas. Quando ele perde as algas, o tecido, que é super fino, fica transparente e expõe o esqueleto”, disse.

Foto: Natalia Roos/Arquivo Pessoal

O branqueamento, no entanto, não mata o animal, mas o deixa mais suscetível à morte. “Branqueamento não é sinônimo de morte, mas claramente prejudica o animal, que fica susceptível a doenças, sensível a infecções e aos agentes patogênicos e dependente da captura de animais para não morrer de fome”, afirmou.

“O branqueamento dos corais funciona como uma febre: é um sintoma de que algo está errado, mas que se a situação mudar, ele se recupera. Portanto, é reversível”, acrescentou.

Segundo Guilherme, é importante manter a saúde dos corais. “Essas espécies têm função importante em estruturar o recife. Se você perde essa complexidade e deixa o ambiente homogêneo, os peixes podem ser prejudicados, perdendo abrigo e alimento”, disse.

“Pense nos recifes como cidades: os corais são construções. A ausência deles interfere nos serviços oferecidos, afetando diversas camadas como o turismo, por exemplo”, comparou o pesquisador.

Foto: Divulgação/De Olho nos Corais

Estudo

Junto de outros pesquisadores de várias universidades brasileiras, Guilherme traçou o histórico dos animais marinhos para buscar respostas sobre a recuperação e a perspectiva para conservação dos corais do Brasil.

“Nosso objetivo é entender se os recifes do Brasil estão prontos para mudanças no clima e fenômenos globais. Para isso reconstruímos o passado dos corais, há 150 anos, com pesquisas em museus e entrevistas com pescadores. Também analisamos as vertentes do futuro, utilizando modelos matemáticos e simulações em laboratório”, explicou.

Além disso, os especialistas monitoram as espécies. “Analisamos colônias específicas com frequência e fazemos vídeos bem detalhados que depois, no laboratório, se transformam em um modelo tridimensional. É como se fosse uma tomografia da colônia que nos permite quantificar com precisão a saúde do coral”, acrescentou.

Foto: Divulgação/De Olho nos Corais

Os pesquisadores também criaram um projeto por meio do qual moradores e turistas podem fotografar os corais e divulgar as imagens nas redes sociais. “A costa brasileira é muito extensa e os estudos não devem se limitar à área de monitoramento, por isso criamos um projeto de ciência cidadã chamado ‘De olho nos corais’, disponibilizado no Instagram”, contou.

“Dessa forma conseguimos analisar a saúde dos corais em outras regiões e garantimos um monitoramento amplo”, comentou.

Para Guilherme, a participação da comunidade é essencial. “O envolvimento das pessoas nessa causa é importantíssimo e nesse sentido o turismo se faz peça fundamental. Além de fomentar a economia local e incentivar projetos de pesquisa, as pessoas têm a chance de conhecer esse ecossistema e a fragilidade dele”, disse. “Esse conhecimento gera uma mudança no comportamento das pessoas. É o famoso conhecer para conservar”, concluiu.


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Foto de focas em cima de gelo flutuante gera debate sobre mudanças climáticas

Nature TTL Photographer of the Year 2020/Florian Ledoux

Uma foto de focas descansando em cima de um gelo flutuante deu origem a um debate a respeito do efeito das mudanças climáticas sobre a natureza. A imagem, feita com um drone pelo renomado fotógrafo francês Florian Ledoux, foi premiada na edição 2020 do Nature TTL Photographer of the Year 2020.

Fotógrafos de todo o mundo foram premiados na competição em três categorias: Paisagem, Vida Selvagem e Macro. Mais de 7 mil imagens foram analisadas.

“Para mim, é muito importante mostrar o estado das regiões ártica e antártica, e ter uma imagem de lá ganhando esse prêmio é uma exposição importante. É importante que qualquer pessoa inspirada nesse estilo de imagem de drone entenda a importância da vida selvagem e seja ética em sua abordagem. Garanta que seu drone não assuste animais”, afirmou Ledoux.

A camada de gelo do Ártico nunca esteve tão perto de desaparecer. Previsões indicam que ela pode sumir por completo em 5 anos, destruindo o habitat de diversos animais e colocando a existência dele em risco. As informações, divulgadas pelo portal Hypeness, integram um relatório publicado em 2019 pelo National Snow and Ice Data Center (NSIDC), órgão dos Estados Unidos que estuda regiões polares.


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Jornalismo cultural, Notícias

Brasileiro é referência mundial em mudanças climáticas

No início da década de 1980, muito antes do Al Gore tocar no assunto quando lançou aquele documentário com um viés um tanto quanto reducionista sobre as causas do aquecimento global, o cientista brasileiro Carlos Nobre já estudava e escrevia sobre as mudanças climáticas.

Nobel da Paz e desmatamento na Amazônia

Se você pesquisar sobre modelos climáticos, você vai encontrar o nome dele como um dos pioneiros. Em 2007, ele foi um dos copremiados com o Nobel da Paz pelo seu trabalho em prol de um mundo mais sustentável, de mais respeito pelo meio ambiente.

Em 2018, Carlos Nobre denunciou que o desmatamento na região amazônica já havia chegado a um milhão de quilômetros quadrados e que tipo de impacto isso desencadeou e ainda desencadearia (Fotos: Acervo Shutterstock/Inpe)

Em 2018, atraiu mais uma vez atenção internacional quando publicou o artigo científico “Amazon Tipping Point” em parceria com o biólogo Thomas Lovejoy, que também é ambientalista e trabalha na Amazônia há mais de 50 anos.

No trabalho, os dois denunciaram que o desmatamento na região amazônica já havia chegado a um milhão de quilômetros quadrados e que tipo de impacto isso desencadeou e ainda desencadearia.

Eles enfatizaram que, para além do desmatamento, outro fator que tem impactado muito no ciclo hidrológico amazônico é o uso indiscriminado do fogo por agropecuaristas durante períodos secos, visando a formação de lavouras e pastagens.

Esse fato antecipou o ápice dos incêndios florestais denunciados em 2019, quando o Brasil atraiu atenção internacional pelas queimadas na Amazônia – com direito a Leonardo DiCaprio outros famosos chamando a atenção para essa triste realidade.

Estudos sobre o clima iniciados nos anos 1970

Como cientista, Carlos Nobre dedicou sua trajetória profissional iniciada nos anos 1970 aos estudos sobre o clima. Traz também no currículo um doutorado em meteorologia pelo MIT, e hoje é uma das mais importantes referências internacionais quando o assunto é mudanças climáticas.

Inclusive é reconhecido em diferentes partes do mundo quando o assunto é mudanças climáticas – seja EUA, Suécia, Japão, etc.

No entanto, ainda assim você encontra negacionistas do aquecimento global, das mudanças climáticas, que não são capazes de citar nenhum nome muito relevante no contexto da ciência que defenda tal posição.

Só resta frisar que alguém não acreditar nas mudanças climáticas não significa que elas não existem, mas que talvez esse alguém esteja buscando referências no lugar errado.


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Mudanças climáticas estão alterando o período de hibernação dos ursos

No começo do ano os ursos ainda deveriam estar dormindo, no entanto, vários deles foram vistos em várias partes do mundo

Ursos estão terminando a hibernação mais cedo. Foto Skeeze/Pixabay

As mudanças climáticas estão causando perigosas alterações na vida dos animais. Nas áreas mais geladas, ursos polares foram vistos enterrando presas para economizar alimento – um hábito só registrado com ursos pardos que, devido à proximidade com outros animais da mesma espécie e sequestradores de alimentos como corvos, se vêem obrigados a esconder a comida.

Agora as alterações estão ocorrendo com os próprios ursos pardos e negros. Na Rússia, Finlândia, Canadá e EUA estão sendo registrados avistamentos de ursos que, em condições normais ainda deveriam estar hibernando nessa época do ano. O sono profundo ajuda esses animais a economizar energia e, assim, sobreviverem ao inverno sem ter que comer muito. Mas o aumento das temperaturas está provocando mudanças de hábitos em diversas espécies.

A Europa, por exemplo, teve o inverno mais quente de todos os tempos e os EUA tiveram temperaturas mais altas que o normal para os meses de dezembro e janeiro. Em entrevista à BBC News, o especialista em vida selvagem Alan Wright disse que o retorno precoce da hibernação não é bom para os ursos ou seres humanos.

Ursos pardos precisam hibernar no tempo certo para poder encontrar alimento ao saírem de suas tocas. Foto Steppinstars/Pixabay

“O grande problema dos ursos é a disponibilidade de alimentos.  Eles vão procurá-lo e não haverá muito por aí – porque muitas plantas e animais menores podem não estar lá para alimentá-los. Os ursos precisam de comida rapidamente depois de sair da hibernação, porque em breve estará na época de reprodução”, explica.

Ele salienta que “muitos filhotes” nascerão com pais que não serão fortes o suficiente para alimentá-los “com o tipo certo de comida” e, dessa forma, podem não sobreviver na primavera.

Outro problema seria os ursos procurem alimentos junto dos humanos: “Normalmente, um urso não quer se envolver com a humanidade, apenas quer fazer suas próprias coisas, mas se não houver comida suficiente, eles procurarão mais longe – o que significa se aproximar dos humanos. Você ouve ursos tentando arrombar carros em algumas áreas”.

Alan diz na reportagem que isso só acontece se os ursos ficarem “realmente desesperados” diante da fome e da necessidade de alimentar seus filhotes. A partir disso, conflitos entre ursos e humanos são praticamente certos. “Eu não gostaria que as pessoas tivessem muito medo dos ursos saindo da hibernação. Acho que devemos entender por que eles estão fazendo isso e o tipo de situação que enfrentam. É assustador, mas também muito triste e desesperador para eles”, conclui.

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Destaques, Notícias

Família de ursos polares é capturada em fotos e vídeo encantadores

O fotógrafo canadense Brant Bady passou quatro dias em condições abaixo de zero para registrar os animais e ajudar na conservação da espécie

Eles correm, brincam de pega-pega, simulam lutas, se abraçam e mostram quanto uma família de ursos polares pode viver feliz sem a interferência destrutiva dos humanos. Foi o que o fotógrafo canadense Brant Bady tentou provar fazendo imagens encantadoras de uma família de ursos polares à beira do mar de Beaufort, no Alasca.

Ele passou quatro dias em condições abaixo de zero para conseguir imagens realmente memoráveis e postá-las em seu blog de viagem, onde salienta: “Se você é apaixonado por ursos polares como eu, ajude a ONG Polar Bear International a proteger esses animais”.

Além das belas fotos, Brant fez também um vídeo digno de um “Oscar” da Vida Selvagem. Os filhotes não economizaram cenas engraçadas e ternas, rolando na neve, escalando uns sobre os outros e aconchegando-se para se aquecerem. A afetuosa relação entre pais e filhos também foi ricamente documentada.

“Em uma viagem até o Círculo Polar Ártico para fotografar ursos polares, acabei fazendo 12 mil imagens em 3 dias e meio, e selecionei as 50 melhores para a galeria no meu blog. Também fiz um vídeo imperdível de fofuras!”, conta.

O fotógrafo narrou que viu 40 ursos no local escolhido para o trabalho e que se trata de uma região que perdeu bastante gelo marinho nos últimos anos por causa das mudanças climáticas. Ele aproveitou o dia 27 de Fevereiro – Dia Internacional do Urso Polar – para publicar mais fotos de seu rico material no blog.

Veja o encantador vídeo:

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De olho no planeta, Notícias

Mudanças climáticas favorecem enxames de gafanhotos na África

Os insetos dominaram plantações da África Oriental e agora se espalham pelo Congo

Os gafanhotos estão se reproduzindo em excesso por causa das mudanças climáticas. Foto Carola68/Pixabay

Como qualquer outro ser vivo, os gafanhotos também têm sua função ecológica no planeta, mas as mudanças climáticas estão contribuindo para a formação de grandes enxames desses insetos que têm dominado plantações de diversos países africanos – dizem os especialistas no assunto. Eles explicam que o aquecimento do Oceano Índico gera ciclones tropicais mais poderosos na região, o que favorece o rápido crescimento de vegetação fresca e também uma reprodução excessiva de gafanhotos.

A preocupação é grande porque os enxames estão ocorrendo em países onde a fome já faz parte do cotidiano de muitas pessoas que contam, muitas vezes, com mirradas plantações. Surtos de gafanhotos não aconteciam na região do Congo, por exemplo, desde 1944, ou seja, há 76 anos, segundo a Agência de Alimentos e Agricultura da ONU. Quênia, Somália e Uganda também estão enfrentando o pior enxame de gafanhotos dos últimos 70 anos.

A ONU disse que enxames também ocorreram em Madagascar, Djibuti, Eritreia e Tanzânia e chegaram recentemente ao Sudão do Sul, um país onde metade da população já enfrenta fome após anos de guerra civil.

Uma declaração conjunta do diretor-geral da FAO – Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura, Qu Dongyu, do chefe humanitário da ONU, Mark Lowcock, e do diretor executivo do Programa Mundial de Alimentos, David Beasley, definiu os enxames de gafanhotos como “um flagelo de proporções bíblicas” e “um lembrete gráfico e chocante da vulnerabilidade da região”.

Outro problema é o controle dos gafanhotos por meio de sprays que, dependendo de sua composição, podem contaminar e matar outros insetos, pássaros e pequenos anfíbios. O governo de Uganda, por exemplo, disse que está tentando conter um grande enxame usando bombas de spray manuais.

Segundo a ONU, gafanhotos do deserto, que é o caso desses que invadem a África, têm um ciclo de reprodução de três meses e os ovos estão sendo colocados em vastas áreas da Etiópia, Quênia e Somália. Esse é só mais um sinal visível e dramático do que está por vir graças a ação inconsequente dos humanos sobre o planeta.

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