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Atriz Sophia Loren é presenteada com casaco de pele sintética e sustentável

Atriz Sophia Loren | Foto: Reprodução Pixabay

A mundialmente famosa atriz italiana Sophia Loren ainda utiliza roupas de pele de animais. Pensando na conscientização da estrela, a estilista Stella McCartney a presenteou com um casaco feito de pele artificial de base biológica, o KOBA, da marca ECOPEL, em comemoração ao 86º aniversário do ícone do cinema.

O projeto de McCartney teve como parceiro também a People for the Ethical Treatment of Animals – PETA (Pessoas pelo Tratamento Ético com os Animais, tradução livre) para enviar a roupa, com ambas as partes esperando que isso seja uma inspiração para Loren não utilizar pele de animais, e seguir os passos de fashionistas italianas como Anna Dello Russo, que não utilizam mais o material.

‘Violento e fora de moda’

A vice-presidente de programas internacionais da PETA, Mimi Bekhechi, explica que o comercio de peles é fruto de muita violência, e que pessoas como Sophia não deveriam utilizá-lo.

E comenta o presente: “Esperamos que este lindo presente a inspire a se juntar aos 90% dos italianos que, depois de ver como raposas e outros animais são espancados, eletrocutados, gaseados e até mesmo esfolados vivos por causa de sua pele, estão rejeitando de todo o coração a indústria.”

Além disso, Bekhechi também acrescentou, que nomes italianos influentes na moda – Armani, Prada, Versace, Furla, Gucci e Elisabetta Franchi –, não utilizam mais peles em suas coleções.

Casaco de pele biológica, KOBA, produzido pela ECOPEL | Foto: Reprodução

 Fazenda de peles e a Covid-19

Atualmente, é recorrente o número de vezes em que fazendas de extração de peles, ou fazendas pecuárias ganham destaque nos jornais mundo afora. Isso se dá por que os casos de Covid-19 tendem a se espelhar com enorme facilidade entre animais doentes em fazendas de peles e pecuária.

“Além de serem extremamente cruéis, os cientistas agora alertam que as fazendas de peles também podem se tornar reservatórios para futuras pandemias, já que o risco à saúde pública levou ao fechamento de fazendas de extração de pele em várias partes do mundo”, finaliza PETA.

Hoje, na Itália, a organização está concentrada em pedir ao primeiro ministro do país, para que feche fazenda de extração de peles de visons.


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Cadeira de rodas feita por impressora 3D devolve movimentos à cadela paraplégica

Lola teve sua vida transformada graças à cadeira de rodas (Foto: Cláudia Bacchi e Michelly Oda)

Uma cadela paraplégica voltou a andar após ganhar uma cadeira de rodas feita por uma impressora 3D. Um simples objeto transformou a vida da cadela, que antes precisava se arrastar para se locomover.

Lola foi abandonada em uma casa vazia em Montes Claros (MG). Resgatada pela protetora de animais Cláudia Bacchi, ela passou a receber os cuidados necessários. A suspeita é de que a paraplegia tenha sido causada por um trauma grave, gerado por uma agressão ou um atropelamento, por exemplo.

“Como os exames constataram que Lola não poderia voltar a andar, eu, que já acompanhava histórias de outros animais especiais na internet, vi um concurso para três cadeirinhas na página ‘Cão de Rodinhas” e decidi inscrevê-la. Até então, nunca tinha ouvido falar em impressão 3D”, contou Cláudia ao G1.

A cadela, então, ganhou o concurso. Com a vitória, veio a cadeirinha, doada por uma startup do Paraná de propriedade do ex-bancário Renato Ramos e de sua esposa, a técnica em mecânica e médica veterinária Nathalia Ramos.

“Quando começamos a pensar no projeto, a ideia era uma empresa que ajudasse as pessoas e que fosse voltada para o futuro”, disse Renato.

Segundo ele, as cadeiras são feitas de plásticos flexíveis de alta resistência, que são derretidos e formam camadas, permitindo que o objeto tenha três dimensões.

Renato e Nathalia (Foto: Renato Ramos / Arquivo Pessoal)

Desde 2018, várias próteses – usadas quando há a perda de um membro – e órteses – destinadas a casos em que existe uma deficiência ou o membro não funciona – foram confeccionadas pelo casal. As cadeirinhas, no entanto, não são destinadas apenas aos cães – embora já tenham devolvido a locomoção para muitos deles. Isso porque os produtos já ajudaram também a macaca Leucena e a patinha Princesa.

“As cadeirinhas são personalizadas e customizadas, essa da Lola demora de 15 a 45 dias para ser entregue. Após esse período, ainda fazemos o monitoramento para verificar se é necessário fazer algum ajuste”, explicou Renato.

“Trabalhamos para conscientizar que esse tipo de deficiência não deve ser usado como algo para tirar a vida de um animal. Pensamos que um animal especial traz algo ainda mais especial para a vida de quem cuida deles, por isso, costumo dizer que os animais especiais são destinados a tutores especiais”, completou.

A médica veterinária Priscila Cesar Caldas concorda com o ex-bancário. Ela e a veterinária Rayana Soares Ribeiro, que são sócias em uma clínica, ofereceram lar temporário para Lola no estabelecimento. Segundo Priscila, a cadeira de rodas permite que os animais realizem ações essenciais para seu bem-estar, como passeios, e evitam que eles sofram lesões ao se arrastarem pelo chão.

A veterinária Priscila deu lar temporário para Lola em sua clínica (Foto: Priscila Caldas / Arquivo Pessoal)

Além disso, a profissional explicou que, “assim como nós, os animais sentem o efeito e o trauma causado pela perda da mobilidade, que também afeta o lado psicológico deles”.

Após adquirir uma cadeira de rodas para animais, é preciso, segundo Priscila, realizar “o monitoramento do tempo que os animais ficam na cadeirinha e um trabalho de fisioterapia, de adaptação aos poucos, até o animalzinho conseguir ficar por mais tempo.”

Animais especiais

Além de resgatar Lola, a protetora Cláudia Bacchi é tutora de um cachorro cego. Bebê, como é chamado, é um dos seis cães tutelados por ela.

“Ganhei Bebê de uma amiga, quando perdi a minha companheirinha fiel, que já tinha 21 anos. A vida inteira, eu gostei de animais, herdei isso do meu pai. Trabalhei por 30 anos na saúde pública, aposentei e comecei a me dedicar mais aos animais”, relatou.

Lola e Bebê no colo de Cláudia (Foto: Cláudia Bacchi / Arquivo Pessoal)

Após dar a Lola os cuidados dos quais ela necessitava, Cláudia decidiu aumentar sua família, adotando a cadela.

“Se é difícil que um animal com as patinhas normais seja adotado, imagine um especial. Quero mostrar que esses animaizinhos têm a possibilidade de serem inclusos na sociedade, que podem ter um lar e que vivem maravilhosamente bem”, concluiu.


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Campanha mostra como adotar um cachorro pode mudar a vida de uma pessoa

Adotar um cachorro traz alegria para a vida das pessoas e pode transformar a realidade de uma família


Uma campanha da marca de ração Pedigree mostra como a vida de uma pessoa pode se transformar após adotar um cachorro.

Ter um cão na família traz mais felicidade para o dia a dia das pessoas e, segundo a campanha, o convívio com esses animais acalma e relaxa os tutores, além de fazer com que eles se movimentem mais, o que permite que adoeçam menos.

Divulgação
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Ao adotar um cão, a pessoa também passa a conhecer outras pessoas que adotaram animais e, assim, faz novos amigos. Além disso, os cuidados que os cães demandam, como a alimentação, fazem os tutores criarem uma estrutura que os ajuda a organizar melhor a rotina. As informações são do portal Hypeness.

A campanha, que foi lançada no final de 2018, também incentiva as pessoas a adotar animais ao invés de comprá-los, para não colaborar com um comércio cruel que objetifica seres vivos, e para ajudar a reduzir o número de animais abandonados.

A ação da Pedigree se baseia na ideia de que humanos e animais criam laços. E isso foi comprovado por um estudo feito pela Universidade Azabu, do Japão, e publicado na revista Science. Segundo os pesquisadores, o vínculo entre tutores e animais se constrói a partir de um processo hormonal ativado quando eles se olham. Essa ligação, de acordo com o estudo, é semelhante ao elo entre mãe e filho.

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Cão e tutores partem da cidade grande para a imensidão dos mares

Por Janaína Fernandes – Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

Casal de jovens desiste de vida na cidade para viver em um veleiro | Foto: Divulgação

Longe de prédios, fumaça, buzinas, transito e confusão, Beto e Thais estavam em busca de paz e tranquilidade, e por esse motivo, resolveram ter uma vida diferente, uma vida sob um veleiro na companhia de Google, o cão Golden Retriever tutelado pelo casal.Inspirados em jovens casais que também tem fugido da selva de pedra, o casal fez as malas no final de 2015 para viajar o mundo sem data para voltar.

Enquanto muitas pessoas optam por viver em hostels, Kombis ou sob bicicletas, Beto e Thais escolheram vida a bordo por acreditarem que um veleiro é auto-sustentável, e o modelo utilizado por eles, o “Shogun” (um veleiro Peterson de 33 pés), possui espaço suficiente para eles e Google. Além disso, um dos grandes motivos para a escolha foi o amor por praias: “Nós queríamos uma casa móvel, com quintal infinito. Eu amo praia e o Google ama nadar. O Beto desde pequeno adora consertar coisas e tecnologia. Um Veleiro tem coisas para consertar todo dia e construído sob muita tecnologia”, conta Thais.

A programação para a mudança iniciou cedo. Em Janeiro de 2016, começaram a procurar o barco, depoiso curso de vela e em Abril, compraram o Veleiro Shogun. Arrais em Junho e por fim, algumas reformas e vários finais de semana a bordo no resto do ano. Para desapegar de vez dos bens materiais, Thais e Beto venderam tudo o que possuíam até o fim do mesmo ano, e o dinheiro serviu para garantir o início da vida no mar.

Beto Toledo, 35 anos, era diretor geral de mídia, trabalhando há 9 anos na VML, a melhor agência digital do Brasil segundo a avaliação dos clientes na pesquisa do grupo consultores. Para não causar problemas, Beto planejou sua saída em 3 meses.Já a Thais Cañadó, 25 anos e designer de moda na Scarfme, conseguiu se organizar para ficar até a troca da coleção se desligando um mês antes da viagem.

De acordo com o casal, a viagem parte de Santos (SP), com destino ao Caribe, Austrália e Europa. Em seguida, irão velejar pela costa, com paradas em Ilha Bela, Ubatuba, Angra e Paraty. Para registrar a aventura, Beto e Thais publicarão uma vez por semana, um vídeo no canal “Sailing Around The World” do YouTube, mostrando o dia a dia da vida a bordo.

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Destaques, Notícias

Mulher abandona carreira empresarial para construir um santuário de animais

Por Bruna Araújo (da Redação)

Foto: Divulgação / One Green Planet
Foto: Divulgação / One Green Planet

Quando Laurelee Blanchard conheceu o sofrimento vivido pelos animais explorados pelo agroindústria, toda sua vida mudou. Enquanto a maioria das pessoas que têm acesso ao mesmo tipo de informação tornam-se veganas, Laurelee não achou suficiente apenas parar de consumir produtos de origem animal e deu um passo além. As informações são do One Green Planet.

Em 1999, ela abandonou uma carreira de sucesso no setor imobiliário para se dedicar a resgatar e dar um nova vida a animais explorados e vítimas de maus-tratos. Ela mergulhou no movimento abolicionista e usou suas habilidades e determinação para criar uma mudança real. Com isso em mente, ela tornou-se diretora de comunicações da FARM (Movimento pelos Direitos dos Animais Explorados na Agricultura) e também trabalhou como consultora em campanhas da Farm Sanctuary. Mesmo trabalhando ativamente na causa, Laurelee acreditou que poderia fazer ainda mais e gastou todas as suas economias para fundar o Leilani Farm Sanctuary, em 2008. Desde então, Laurelee se dedica e dar uma nova chance para animais explorados em fazendas, e oferece um programa interativo e educacional para conscientizar crianças sobre a importância da compaixão e do respeito pelos animais.

O Santuário

Leilani Farm Sanctuary é um refúgio localizado em Haiku, no Havaí, EUA, e hoje é o lar de 200 animais resgatados. Lá podem ser encontrados galinhas, burros, cães, patos, gatos, coelhos, gansos, porcos e tartarugas.

Embora para alguns, abandonar uma carreira e investir todo seu dinheiro em um santuário animal possa parecer uma atitude drástica, para Laurelee foi apenas uma decisão natural: “Dar um propósito para a minha vida me dá a sensação de estar utilizando, da melhor forma possível, meu tempo na Terra. Dedicar minha vida a ajudar os animais é minha maneira de tentar minimizar todo horror a que milhares de animais são submetidos a cada dia e a cada minuto”, afirma.

Rufus e Barney curtem suas novas vidas (Foto: Divulgação / One Green Planet)
Rufus e Barney curtem suas novas vidas (Foto: Divulgação / One Green Planet)

Laurelee conta que no santuário se torna perceptível a tênue linha que separa os animais de nós. Quando os visitantes chegam ao Leilani Farm Sanctuary, são prontamente recebidos por Rufus, um grande galo vermelho, que foi explorado por seus tutores e depois abandonado na porta do santuário. Outro personagem muito conhecido é o porco Barney. Vítima de exploração e maus-tratos em torneios de montaria, Barney hoje vive confortavelmente e é um grande fã de carinhos na barriga.

O santuário também é o lar de vários coelhos – a maioria dos animais foram comprados na Páscoas para crianças e abandonados após o período de empolgação.

A maioria dos veados e cabras abrigados no santuário foram resgatados órfãos após suas mães serem mortas por caçadores. Os filhotes são cuidados e alimentados pessoalmente por Laurelee, que se tornou mãe adotiva dos animais. Mesmo adultos, os animais ainda seguem Laurelee em busca de carinho e atenção.

Voluntária alimenta coelhos (Foto: Divulgação / One Green Planet)
Voluntária alimenta coelhos (Foto: Divulgação / One Green Planet)

Não há a menor dúvida de que Laurelee mudou completamente a vida desses animais, mas curar e dar uma nova chance aos animais não é o único objetivo do Leilani Farm Sanctuary. O santuário também oferece programas para jovens em risco, pessoas com necessidades especiais e vítimas de violência doméstica.

Compaixão para curar pessoas e animais

A compaixão pode ser definida como um profundo sentimento de solidariedade em relação a um ser que está sofrendo. A maioria dos animais do Leilani Farm Sanctuary foram abusados, negligenciados ou resgatados após ficarem órfãos. Então, quando as crianças vindas de lares problemáticos interagem com esses animais, aprendem sobre coragem, perdão, confiança, força, empatia e bondade. As principais qualidades que compõem um ser humano compassivo.

“Ao aprender empatia e respeito por todos os seres vivos, as crianças podem quebrar o ciclo de violência e se tornarem protetores em lugar de agressores”, diz Laurelee. “Quando nós retransmitimos as histórias dos animais para crianças vítimas de violência isso as ajuda a se relacionarem com sua própria dor de forma mais saudável”.

Crianças aprendem sobre compaixão e esperança com os animais (Foto: Divulgação / One Green Planet)
Crianças aprendem sobre compaixão e esperança com os animais (Foto: Divulgação / One Green Planet)

Durante os passeios pelo santuário, Laurelee compartilha histórias de alguns dos animais resgatados de maus-tratos, abandono e da morte. As crianças conhecem histórias de animais que fugiram de matadouros ou resgatados antes de serem mortos para consumo e aprendem sobre empatia e construção de laços e relacionamentos.

“Os animais tornam-se modelos, ajudando as crianças a superarem seu passado e aprenderem a perdoar e acreditar em um futuro melhor”, diz Laurelee.

Ela acredita que após aprenderem a serem mais compassivos com os animais e com o próximo, essas crianças estão prontas para voltar para o mundo e enfrentar os obstáculos com mais equilíbrio e compreensão. Não é raro que após estabelecer uma forte ligação com os animais, muitos decidam tornar-se vegetarianos ou veganos.

“Os encontros promovidos pelo santuário mudam completamente a forma que os visitantes enxergam os outros seres vivos. O objetivo é que todos passem a considerar os animais como indivíduos dotados de personalidade e não uma simples refeição”, afirma Laurelee.

Agindo pelos animais

Laurelee Blanchard mostra a todos que, se você realmente se preocupa com um problema e coloca sua mente e recursos no sentido de resolvê-lo, você pode fazer qualquer coisa. Mas, é claro, isso não significa que você tenha que abandonar sua carreira para ajudar os animais.

“Há muitas formas de ajudar os animais diariamente, começando por tornar-se vegano. As pessoas que querem fazer a diferença pelos animais podem contribuir em uma infinidade de atividades como assinar petições, fazer denúncias, cobrar de políticos e compartilhar conteúdos da causa animal em redes sociais, fazer doações e muitas outras coisas que podem causar um enorme impacto positivo”, afirma Laurelee.

Você também pode ajudar Laurelee e a equipe do Leilani Farm Sanctuary. Para saber mais sobre esse incrível santuário e sua fundadora, confira o site Leilani Farm Sanctuary (em inglês) e a página no Facebook.

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