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Abrigo para animais no ABC recebe pinguins resgatados no litoral de SP

Pinguins viajaram de Ubatuba até Santo André (Foto: David Rego Jr./Divulgação)
Pinguins viajaram de Ubatuba até Santo André (Foto: David Rego Jr./Divulgação)

Seis pinguins são os mais novos moradores da Sabina Escola Parque do Conhecimento, que fica em Santo André, no ABC, e tem uma área especialmente desenvolvida para eles, com 110 m². Os novos moradores chegaram nesta quarta-feira (20), após viajarem 226 km do Instituto Argonauta, em Ubatuba, no litoral de São Paulo, até a nova casa.

Segundo Silvia Sanchez, coordenadora da escola, os pinguins estão bem de saúde e iriam passar por um processo de adaptação ao ambiente, inclusive para conhecer os outros 17 pinguins que já moram no local há mais tempo. “É mais uma questão de território, para eles não disputarem”, detalhou a coordenadora. 

Após serem reabilitados, animais ficarão abrigados em área de 110 m² (Foto: David Rego Jr./Divulgação)
Após serem reabilitados, animais ficarão abrigados em área de 110 m² (Foto: David Rego Jr./Divulgação)

Os animais se perderam durante o movimento migratório, quando saem do frio da Patagônia e vêm para a costa brasileira. De acordo com Silvia, 600 pinguins se perderam do grupo e só 60 sobreviveram.

“Eles são muito novinhos, têm entre 1 e 2 anos, e se perdem justamente por causa da inexperiência”, disse Silvia. A intenção da escola, conta a coordenadora, é devolver os pinguins ao habitat da espécie, na Patagônia. “Queremos humanizá-los o menos possível para que eles possam voltar à natureza em breve”.

Fonte: G1

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Espécies deixam o fundo do oceano e ocupam a costa de diversos países

Foto: site Isto É
Foto: site Isto É

A cena atípica aconteceu num final de tarde em Oceanside, praia de San Diego, na Califórnia. Banhistas saíram amedrontados do mar. Mergulhadores profissionais nadaram fortemente para alcançar a areia – e estampavam no rosto assombro e preocupação. Surfistas recuaram de um momento para outro. “Estava sobre a prancha quando percebi a movimentação das pessoas. Mergulhei e vi uma criatura marinha de quase dois metros de comprimento”, diz o americano John Guilmette. Ele se deparou, naquela abafada tarde, com uma lula gigante que pesa cerca de 45 quilos, pertence à espécie Humboldt e ataca o que encontra pela frente.

Segundo biólogos dos EUA, mais de duas mil Humboldt foram vistas na costa da Califórnia na semana passada, e a surpresa está no fato de que elas viviam, até então, nas profundezas do oceano Pacífico. Também nas Ilhas Balneares e em diversos pontos do litoral da Catalunha a cena se repetiu: a medusa caravela-portuguesa, cujo veneno é um dos mais letais que se conhece, apavorou os banhistas. Na costa norte da Austrália, os “monstros” também se fizeram presentes sob a forma da água-viva “vespa do mar”. Mas há mais: no Japão uma quantidade incalculável de águas-vivas gigantes se espalhou pela água. Cabe a questão: por que esse fenômeno? Biólogos marinhos são unânimes: ele é fruto do desequilíbrio ambiental.

“Estamos sendo invadidos por um número gigantesco de águas-vivas. São mais de 300 milhões delas e esse movimento migratório prova que o oceano está doente. Elas estão à procura de alimento”, diz o biólogo e oceanógrafo japonês Shinichi Eu, da Universidade de Hiroshima. A água-viva gigante que está atacando os pescadores no Estreito de Tsushima chega a medir dois metros de diâmetro e pesa cerca de 200 quilos. A indústria pesqueira japonesa estima que o ataque causará um prejuízo de US$ 320 milhões.

Na mesma situação, e com alto risco de morte, estão os australianos que habitam áreas costeiras. Lá há o avanço da água-viva vespa do mar. Ela é linda. E agressiva. A ação de seu veneno é tão rápida e potente que a vítima não tem tempo de nadar para a praia, morre no mar. Quem mergulha na Grande Barreira de Corais australiana, um dos cartões-postais do país, sabe da existência de um pequenino “monstro” de 12 centímetros de comprimento chamado polvo de anéis azuis. Inversamente proporcional ao seu tamanho é a potência de seu veneno: aniquila 20 homens.

O fato é que a morte de muitos corais, devido à acidez do mar, quebrou a cadeia alimentar – desapareceram caranguejos e camarões e, com isso, o polvo de anéis azuis aproxima-se cada vez mais da costa para suprir suas necessidades. O governo da Austrália acaba de montar um plano de emergência tentando proteger os banhistas.

MIGRAÇÃO : A falta de nutrientes causada pela acidez dos oceanos obriga os animais a mudar de hábitat.

Na paradisíaca Península Ibérica o ataque em massa da caravela-portuguesa atraiu pesquisadores de toda a comunidade científica europeia. “O aquecimento global é a esfera maior. Em uma de suas camadas está o desequilíbrio ambiental”, diz o analista geográfico da Universidade de Alicante Jorge Olcina. “Fizemos diversos estudos e comprovamos que há uma série de desequilíbrios no ecossistema do mar. Isso se traduz na proliferação de medusas que estão invadindo praias da Catalunha.” Foi o mesmo fenômeno que se deu na Califórnia. Milhares de lulas com mais de um metro de comprimento, dotadas de cortantes tentáculos, invadiram as águas de San Diego. “Todos ficaram assustados por nadar lado a lado com um monstro das profundezas.

Nossas máscaras foram envolvidas por tentáculos”, diz o biólogo marinho americano John Hyde. Ele acrescenta que essa espécie de lula é conhecida como “diabo vermelho” e que seu comportamento se alterou: “Sempre viveram em águas profundas da América Central, mas agora passaram a invadir o sul da Califórnia. Temos de prestar atenção a esses sinais da natureza.” Em outras palavras, o sinal dado por esse movimento migratório é o da falta de alimentos e do declínio no número de predadores naturais.

Fonte: Isto É

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