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Cachorrinhas resgatadas doentes e sem pelo ganham roupinhas para se aquecer

Foto: RSPCA/Solent News
Foto: RSPCA/Solent News

Animais usando roupinhas quentes com motivos de Natal são sempre uma alegria, sejam vacas ou galinhas. Mas às vezes um suéter festivo está fazendo mais do que apenas maximizar a fofura de um animal.

Dois filhotes de cachorro carecas, Holly e Ivy, foram encontrados jogados na beira de uma estrada no condado de Surrey, Inglaterra, juntamente com a mãe deles, Mistletoe.

Os cães estavam congelando, infestados de parasitas e precisavam de cuidados urgentes. Eles foram levados para o abrigo Millbrook Animal Center, onde parte do tratamento incluiu o uso de roupinhas de Natal feitas especialmente para mantê-los aquecidos e aconchegados após a perda de pelos, que os tornou mais propensos a sentir frio.

Os filhotes tinham sarna, causada por pequenos ácaros microscópicos que se escondem sob a superfície da pele e põem ovos, o que os faz coçar e morder a pele, causando dor, irritação e perda de pelo.

Foto: RSPCA/Solent News
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Além de mantê-los lindos e quentinhos, os suéteres também ajudam a impedir que os cães coçam a pele. Liz Wood, vice-gerente do abrigo Millbrook Animal Center que acolheu os cães disse: “Esses pobres cachorrinhos foram jogados ao lado da estrada como lixo, é muito triste isso”.

“Eles sofrem de um tipo de sarna severa e são praticamente carecas, o que significa que eles ficaram ainda mais vulneráveis ao frio e à chuva”.

“Felizmente, alguém os viu e pediu ajuda, assim conseguimos resgatá-los e trazê-los para um local quente e seco rapidamente. Agora eles ficarão conosco durante o período de Natal enquanto cuidamos deles para que recuperem completamente a saúde”.

Foto: RSPCA/Solent News
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Segundo os funcionário do abrigo, mamãe Mistletoe está indo bem, mas os filhotes ainda têm um longo caminho a percorrer e levará algum tempo para que seus pelos voltem a crescer. “As pobres Holly e Ivy perderam muito pelo, então estamos tendo que mantê-las confortáveis e quentes em blusas especiais de Natal”.

Holly e Ivy não estarão prontas para adoção até o Ano Novo, pois precisam de tratamento adicional antes de poderem ser colocadas em lares amorosos. Enquanto isso, o abrigo está pedindo doações para cobrir o custo dos cuidados com esses filhotes e todos os outros animais que a RSPCA (ONG de proteção animal) cuida. As informações são do METRO UK.

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Poluição pode ser uma das causas do encalhe de baleias

A baleia jubarte encalhada desde a última quinta-feira (24) na Baía de Sepetiba, no Rio de Janeiro, conseguiu voltar ao mar no sábado (26).  Também na quinta-feira, outra baleia foi liberta após passar 24h presa na Praia Rosa, em Búzios. Já a baleia encalhada na Ilha Grande, apesar dos esforços, não resistiu. Foram três casos em menos de uma semana no litoral carioca.

Baleia jubarte que encalhou na Baía de Sepetiba foi devolvida ao mar (Foto: Kátia Silva)

Especialistas levantam várias possibilidades que podem explicar os frequentes encalhes de baleias, que passam pelo litoral do Rio em direção à Antártica, após se reproduzirem em Abrolhos, na Bahia.

“A população de jubartes que frequenta a costa brasileira era de dois mil indivíduos entre as décadas de 1980 e 1990. Atualmente, é estimada em 17 mil. Quanto maior o número de indivíduos, maior a probabilidade de encalhes”, explicou o biólogo Leonardo Flach, do Instituto Boto Cinza e da Associação Noel Rosa.

De acordo com o biólogo, além do aumento no número de baleias, há outras razões que podem ocasionar os encalhes, dentre elas os atropelamentos por embarcações, a baixa de imunidade e consequente desorientação, provocada pela poluição das águas, colisões com artefatos de pesca e menor disponibilidade do krill – conjunto de invertebrados que lembram o camarão, considerado o arroz com feijão das baleias.

“Mas podem existir outros motivos que, às vezes, a gente nem consegue imaginar”, disse.

A bióloga Kátia Silva, integrante do Instituto Boto Cinza, lembrou em entrevista ao O Globo que a curiosidade também é um fator que pode levar às baleias a ficarem presas nas praias. “A Baía de Sepetiba não faz parte da rota das jubartes. A grande maioria não usa o local como trajeto, mas algumas optam por passar por lá. Pode ser apenas para ver o que há ali ou para aproveitar a área abrigada, sem sol e grande (com cerca de 540 quilômetros quadrados) para descansar, relaxar”, concluiu.

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Pesquisa revela os "motivos" que levam tutores a abandonar animais

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Embora seja difícil crer que uma pessoa possa abandonar seu animal, essa realidade ocorre com mais frequência do que se imagina e pelos motivos mais fúteis. É o que indica a pesquisa “Paixão por Bichos de Estimação” produzida pelo Ibope e o Instituto Waltham.

Nela, as estatísticas mais impressionantes configuram a falta de empatia com os animais domésticos. Nos dados, apenas 41% dos tutores afirmam que levariam o animal junto, caso tivessem que se mudar. Mais da metade dos entrevistados, portanto, afirmou que deixaria o animalzinho para trás ao trocar de casa.

Além disso, 14% dos brasileiros que já tiveram um cão ou gato justificaram a separação por causa da mudança de endereço, sendo que grande parte dessas famílias teria condições de adequar o animal à mudança, mas se negaram.

Outros 14% justificam o abandono alegando motivos facilmente contornáveis, alguns deles como: não ter tempo para cuidar como gostaria; porque o comportamento era inadequado; porque o filho nasceu; porque era muito caro. Entre os que já tiveram animais e não tem mais, 67% dos entrevistados responderam que o animal morreu, 5% que foi envenenado e 2% que foi roubado.

Ricardo Dias, que é professor na Faculdade de Medicina Veterinária da Universidade de São Paulo (USP) e colaborador da pesquisa “Paixão por Bichos de Estimação”, afirma que o abandono ocorre com animais de todas as idades e por falta de planejamento.

“As pessoas são motivadas pela paixão na hora de adquirir os animais, mas qualquer alteração na estrutura da família faz com que eles sejam abandonados. Afinal, para a maioria das pessoas, eles não são prioridade. O certo é: não pense mil vezes antes de ter um animal, pense dez mil vezes”

Outro problema recorrente que favorece o abandono é a negligência com a castração que, apesar de ser feita sem dor e não causar nenhuma alteração no comportamento dos animais, não é uma preocupação da maioria dos tutores.

A pesquisa indicou que 42% dos tutores de cães e gatos no Brasil não castram seus animais. Tal irresponsabilidade se dá por desinformação, desinteresse ou falta de recursos. Essa falta de consciência pode gerar fatores como abandono e maus-tratos e uma proliferação descuidada desses animais.

“Não tem nenhum dado nacional, regional ou municipal do número de animais abandonados. É uma população que apesar de existir ninguém dá a devida atenção porque exige um grande esforço e técnicas específicas”, explica o professor.

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Para a advogada e protetora de animais Ana Paula Vasconcelos as desculpas dos tutores são as mais variadas possíveis. “A pessoa adota ou compra um animal pequeno e quando começa a crescer demais abandona ou quer manter amarrado. Compra um animal por impulso, por ser pequeno e fofo e se esquece que junto vem o trabalho com a sujeira, gastos, noites sem dormir”, diz.

Outros abandonos que acontecem com frequência de acordo com a advogada, que já resgatou mais de 20 animais só em 2016, são os causados por separações, nas quais nenhuma das partes quer ficar com o animal e também se os animais ficam velhos e doentes. “Peguei recentemente um caso que em razão do animal estar cego a família não o queria mais. Era um yorkshire com quase 12 anos”, relata.

Com a chegada do final do ano, a preocupação dos protetores de animais só aumenta. Ana Paula diz que essa é uma das épocas em que mais há registros de abandonos. Isso ocorre, por incrível que pareça, porque os tutores querem viajar e simplesmente jogam os animais na rua. “Há algumas semanas um policial militar morador do Gama soltou um casal de huskies na rua. Os vizinhos foram devolver e ele ficou bravo, pois disse que não queria mais e pronto.”

A denúncia tem papel importante nessa questão. A Lei de Crimes Ambientais (9608/98) prevê penalidades – demasiadamente brandas, infelizmente – para crimes relacionados a abandono e maus-tratos de animais.

A pena pelo crime pode ir de três meses a um ano de detenção, além de multa a partir de R$ 500. Além disso, o Artigo 164 do Código Penal prevê o crime de abandono de animais para aqueles que deixarem animais em propriedade alheia ou na rua.

Quer ajudar? Você pode adotar um animal abandonado ou colaborar com abrigos do DF.
Projeto São Francisco
adocaosaofrancisco@gmail.com
Instagram: @adocaosaofrancisco
Facebook

Abrigo Flora e Fauna
abrigofloraefauna@gmail.com
Orcilene: (61) 9842-5461

Sociedade Humanitária Brasileira (SHB)
shb.protecaoanimal@gmail.com
contato@shb.org.br
www.facebook.com/SHBAnimal
Alice: (61) 98144-3794

Projeto Acalanto
Lucimar: (61) 99107-6989

Proanima
116 Norte, Bloco I, loja 47 Subsolo, Asa Norte
Telefone: (61) 3333-0000

Augusto Abrigo
Facebook

Fonte: Metrópoles

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Sete motivos científicos para adotar um gato

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Ter um gato como animal doméstico pode gerar algum trabalho, mas muito pequeno comparado aos benefícios que os animais podem trazer para sua vida. 17 milhões de brasileiros convivem com gatos, e se você não é um deles, talvez você mude de ideia e adote um animalzinho após ler alguns motivos:

1 – Gatos reduzem o risco de doença cardíaca
Cães e gatos tem o poder de diminuir os níveis de estresse de seus donos. Um estudo publicado pelo Journal of Vascular and Interventional Neurology, indicou que o risco de morte por doenças cardíacas, incluindo AVC são consideravelmente menores em pessoas que tem gatos.

2 – Gatos podem ajudar crianças com autismo
Pesquisadores da Universidade de Missouri, descobriram através de estudos, que crianças com autismo melhoram consideravelmente sua interação social após conviver com animais domésticos, especialmente os gatos, que de acordo com os pais, estabeleceram fortes ligações com os filhos.

3 – O ronronar dos gatos ajuda a curar ossos, tendões e músculos
De acordo com a pesquisa publicada no National Library of Medicine, o ronronar dos gatos além de demonstrar que o animal está feliz, possui uma frequência de vibrações capaz de cura terapêutica em músculos e ossos humanos.

4 – Ajuda a encontrar o amor
O pesquisador Dr. June Nicolls confirmou em sua pesquisa, que animais domésticos podem contribuir para atrair mulheres. 90% das mulheres pesquisadas revelaram se sentir mais atraídas por homens que tem gatos.

5 – Reduz problemas alérgicos e infecções respiratórias
Foi revelado pelo estudo publicado pelo Pediatrics, que o convívio com cães e gatos no primeiro ano de vida, contribui significativamente com o sistema imunológico dos bebês, especialmente contra doenças respiratórias.

6 – Gatos contribuem para uma melhor saúde mental
A Cats Protection realizou uma pesquisa na qual foi revelado que gatos oferecem um impacto positivo no bem-estar de pessoas com problemas de saúde mental.

7 – Vídeos de gatos te alegram
A Indiana University Bloomington realizou uma pesquisa com 7 mil pessoas, no qual foi constatado que vídeos de gatos aumentam a energia dos espectadores, além de aumentar emoções positivas e diminuir as negativas.

Fonte: One News

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Cachorro chorão: saiba como identificar o motivo e resolver o problema

Além da solidão, da exposição ao vento frio, da dor e da fome, há muitos cães que choram por pura manha  (Foto: Getty Images)
Além da solidão, da exposição ao vento frio, da dor e da fome, há muitos cães que choram por pura manha
(Foto: Getty Images)

Quem tem um cão em casa já conhece bem o som do choro de seus animais, que aparece em diversas ocasiões e pelos mais variados motivos. Quando o cachorro em questão é um filhote, os episódios de choro são ainda mais frequentes; no entanto, mesmo sendo considerado algo comum, o pranto dos animais caninos não deve ser ignorado – já que, além de ser um chamado por atenção, também pode indicar a existência de problemas com a saúde e o psicológico do animal.

No caso dos filhotes, o choro é mais normal por uma série de fatores; que incluem desde a mudança do animal para um ambiente desconhecido até o seu sentimento de solidão por ter sido separado de sua mãe e seus irmãos. Entretanto, isso não significa que os filhotes não chorem por dor, frio ou fome; e todas essas possibilidades devem ser descartadas antes de deduzir que o animal chora por um trauma de separação.

Nos cães mais velhos, o ato de chorar também pode ser desencadeado por mudanças bruscas de ambiente ou cotidiano, e um animal que passa muito tempo só pode, ainda, desenvolver sérios problemas como a depressão – portanto, nunca é demais ressaltar que, se você quer um bicho de estimação em casa, deve ter tempo suficiente para lhe dar atenção e carinhos.

Além da solidão, da exposição ao vento frio, da dor e da fome, há muitos cães que choram por pura “manha” (assim como as crianças), chamando a atenção de seus tutores apenas para receber alguns carinhos. Esse tipo de choro deve ser encarado de uma maneira bem diferente das demais e, por isso, é importante certificar-se que o pranto do seu cão não é sinal de algum problema ou doença antes de colocar técnicas de resolução em prática.

Para evitar o choro dos cachorros, o ponto principal é identificar de onde ele vem. Nos casos de separação, dar um pouco de carinho ao animal e deixar algum objeto importante (como uma camiseta com seu cheiro ou um bichinho de pelúcia) com ele como forma de companhia pode ser uma boa pedida – já que o animal se sentirá menos só e o choro cessará.

Manter os animais bem alimentados e hidratados, além de abrigados do frio e do vento, também pode evitar muitas sessões de choradeira. No entanto, nos casos de manha, a atitude deve ser outra e; por mais difícil que possa parecer, ignorar o cachorro por algum tempo é a melhor opção para ensiná-lo e fazer com que ele pare de chorar.

Embora a ideia possa ser estranha em um primeiro momento, é importante lembrar que, quando um tutor corre para o seu cão com carinhos toda vez que ele chora, o animal entende que essa é a melhor maneira de chamar sua atenção – usando deste “truque” todas as vezes que quiser algo. No entanto, quando o tutor ignora a manha do cão, indo até ele somente nos momentos em que ele para de chorar, a situação muda de figura; e o animal entende que é por meio do bom comportamento que receberá a maior atenção.

Fonte: Terra

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Dez motivos para levar os cachorros ao veterinário

Por Natalia Cesana  (da Redação)

Foto: Reprodução/Cesar's Way

Você sabe quando um problema de saúde do seu cachorro é uma ameaça à vida dele e exija atenção imediata de um veterinário?

Veja a compilação das emergências mais comuns atendidas pelos veterinários:

1. Trauma

Se o cachorro sofreu algum tipo de trauma, como queda, ferimento por arma de fogo, atropelamento ou briga com outro cachorro, é necessário levá-lo ao veterinário imediatamente. Mesmo que o cachorro pareça bem, ainda é importante fazer um check-up porque, às vezes, as lesões decorrentes de um evento traumático, como ruptura de pulmão, hérnia diafragmática ou hemorragia interna, não manifestam sintomas de uma hora para outra.

Se a ida ao veterinário demorar, mordidas mais profundas, mesmo que não aparentem, podem virar sérias infecções.

Muitas vezes o tutor não presenciou o acidente, mas se o cachorro estiver mancando, aparentando ter alguma dor ou não estiver se comportando de modo normal, então é melhor levá-lo ao veterinário.

2. Dificuldades para respirar

A dispneia, ou dificuldade para respirar, pode se manifestar das seguintes formas: asfixia, chiados, respiração fraca e rouca ou ainda com uma parada respiratória.

Ela pode ser causada por um corpo estranho na garganta, uma reação alérgica ou por doenças cardíacas e pulmonares.
Se o cachorro tiver engolido alguma coisa, é importante que o tutor não tente removê-lo sozinho, pois o objeto pode ir mais fundo, obstruindo completamente as vias áreas.

Problemas respiratórios quase sempre indicam problemas graves de saúde, por isso não é recomendado esperar mais tempo para tomar alguma medida.

3. Problemas neurológicos

Os sintomas dos problemas neurológicos são: desorientação, falta de coordenação, letargia, apatia e coma. Um cão saudável é brilhante e está sempre alerta. Qualquer mudança acentuada no estado mental do animal exige atenção veterinária imediata. Letargia e fraqueza são sinais que não podem ser ignorados porque podem indicar uma doença mais séria.

Às vezes, as desordens neurológicas não afetam a atividade mental do cachorro (por exemplo, a perda do uso dos membros posteriores pode ser decorrente da ruptura de um disco vertebral). Por isso, essas desordens necessitam de atenção veterinária imediata para que o resultado seja o melhor possível.

4. Convulsões

Convulsões também são consideradas uma desordem neurológica, mas são tão freqüentes em cães que merecem um tópico próprio. Os sinais associados à convulsão incluem agitação e tremores incontroláveis, perda da consciência, fraqueza nas pernas e perda do controle intestinal e urinário.

A causa mais comum das convulsões é a epilepsia. Se o cachorro for assim diagnóstico, o tutor deve saber que nem toda convulsão será um caso de emergência. Se o animal tiver múltiplas convulsões em menos de 24 horas ou se uma crise durar mais que alguns minutos, o cachorro precisa ser levado ao veterinário imediatamente.

O ideal é conversar com o veterinário sobre como gerenciar a epilepsia e observar. Outras causas incluem hipoglicemia em filhotes, insulinoma em cães mais idosos e toxicidades.

5. Exposição a substância tóxica

Se o tutor encontrar veneno de rato mastigado ou algum saco de fertilizante rasgado e suspeitar que o cachorro tenha tido contato com essas substâncias tóxicas, o ideal é ligar imediatamente para o veterinário. Ele poderá aconselhar o tutor a induzir o animal ao vômito, a monitorá-lo para saber se a toxina ingerida será inócua ou ainda poderá pedir que procure um hospital veterinário.

Mantenha sempre uma garrafa de peróxido de hidrogênio em casa, caso o veterinário recomende a indução do vômito.

6. Vômito e diarreia

Estes são dois problemas comuns em cachorros e podem ser sinais de uma doença maior ou, na maioria dos casos, problemas gástricos que podem ser resolvidos em 24 horas.

Se o cachorro aparenta estar bem e a comida ingerida fica retida no estômago no período de quatro a seis horas, verifique se ele tem água suficiente para se manter hidratado.

Se desenvolver sinais clínicos como letargia, fraqueza ou dor, então é necessário levá-lo ao veterinário. O mesmo acontecerá caso o vômito ou a diarreia permaneça por mais de um dia ou se tiver sinais de sangue.

Se o cachorro tiver algum problema crônico, como diabetes, e começar a vomitar, então é recomendado esperar 24 horas e depois procurar um veterinário o mais rápido possível.

7. Abdômen distendido ou dor abdominal

A distensão abdominal pode ser acompanhada de vômitos secos, náusea, fraqueza, colapso e dificuldades respiratórias. Pode ser causada por ar preso no estômago, que provoca desconforto no animal. Esta condição é conhecida como dilatação-vólvulo gástrica, ou comumente também chamado de inchaço, e ocorre em cães de grande porte.

Pode representar uma ameaça à vida se não for tratada rapidamente. Outras razões para a distensão abdominal são: distensão de líquido (ascite) decorrente de doenças cardíacas e hemorragia interna provocada pela ruptura de algum órgão.

8. Problemas oculares

Doenças nos olhos dos cachorros têm uma tendência a piorar mais rapidamente que em outras áreas do corpo. Esse problema pode se transformar na perda da visão ou até mesmo na cegueira se não for tratado, especialmente nos casos de glaucoma.

Os sinais de que há alguma anormalidade são: vermelhidão nos olhos, secreção, inchaço, lacrimejamento em excesso e estrabismo. Mesmo que aparente ser apenas um corpo estranho ou arranhão superficial na córnea, o cachorro deve ser levado ao veterinário para que o caso não se agrave.

9. Problemas urinários

Se o cachorro não estiver urinando, o tutor deve levá-lo ao veterinário o quanto antes. Mesmo sendo um problema mais comum em gatos, obstruções urinárias também podem ocorrer em cachorros e são um risco para a vida.

Se o tutor notar sangue ou alguma dificuldade para urinar, pode ser que seja uma infecção urinária ou algum cálculo, que pode bloquear o canal se não for tratado.

10. Emergências no parto

Se a cachorra entrar em trabalho de parto e demorar mais que quatro horas para que o primeiro filhote nasça, ou tente parir por mais de meia hora sem sucesso ou ocorra um intervalo de mais de duas horas entre o nascimento de um filhote e outro, ela pode estar tendo uma distócia. Neste caso, o veterinário deve ser imediatamente consultado.

Esta lista não é definitiva, é apenas uma compilação das emergências mais comuns presenciadas por veterinários.  Se algo estiver acontecendo com o cachorro e o tutor não souber se é ou não um caso de emergência, um telefonema para o veterinário pode ajudar.

Por isso, tenha sempre à mão o número do consultório e o de uma clínica de emergências 24 horas. Como tutor, você sabe o que é o melhor para seu cachorro. Se suspeitar que algo está errado, não hesite em ligar nem tenha vergonha. Esta simples ação pode significar a diferença entre a vida e a morte.

As informações são do site Cesar’s Way.

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O carniceiro do Realengo e os animais

Esse caso do massacre de estudantes em Realengo nos traz horror, repulsa, tristeza. E algumas questões interessantes. Uma das chaves para entender o que levou esse rapaz chamado Wellington Menezes de Oliveira a fazer o que ele fez é sua confusa “carta-testamento”. Este trecho me atraiu especialmente a atenção:

“Eu deixei uma casa em Sepetiba da qual nenhum familiar precisa, existem instituições pobres, financiadas por pessoas generosas que cuidam de animais abandonados, eu quero que esse espaço onde eu passei meus últimos meses seja doado à uma dessas instituições, pois os animais são seres muito desprezados e precisam muito mais de proteção e carinho do que os seres humanos que possuem a vantagem de poder se comunicar, trabalhar para se sustentar, os animais não podem pedir comida ou trabalhar para se alimentarem…”

Todo mundo sabe que serial-killers costumam se revelar muito jovens, torturando e matando animais. Wellington não é um serial killer. É um “assassino em massa”, outra classificação criminal. E nos deixou esse parágrafo acima para confundir nossos julgamentos e análises mais simplistas.

Tirando a péssima redação desse parágrafo, eu poderia ter assinado embaixo. Provavelmente você também, leitor. Isso é altamente perturbador porque o cara que escreveu isso matou 13 crianças a sangue frio. E surge a questão: eu estou dando razão a um monstro? Minha opinião: sim. Assim como o mais iluminado de todos nós tem às vezes pensamentos maldosos e impulsos agressivos, Wellington guardava na sua mente confusa uma chama de bondade e compaixão.

Acho que todos nós que damos prioridade aos (outros) animais de vez em quando somos tomados por essa equivocada sensação de desprezo generalizado pelo ser humano. A cada horror que descobrimos que nossos semelhantes fazem aos animais, mais nos envergonhamos da raça humana como um todo. A nossa diferença com Wellington Menezes de Oliveira é que tentamos convencer os outros de nossa razão, e não invadimos escolas com duas pistolas na cintura.

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Você é o Repórter

Pesquisa mapeia o que pensam os protetores dos animais

Katia Okumura Oliveira
koliveira@centralnacionalunimed.com.br

“Desde criança eu já gostava dos animais.” É o que dizem 65% dos protetores dos animais que responderam a pesquisa desenvolvida para meu mestrado em Comunicação e Semiótica pela PUC-SP. O questionário utilizado teve como base o modelo de John M. Kistler, em seu livro “People Promoting and People Opposing Animal Rights. In Their Own Words”. Lá o pesquisador entrevistou 44 pessoas, entre aquelas que são a favor e as que são contra aos movimentos de defesa dos animais.

Para o meu trabalho, ouvi 48 brasileiros selecionados por meio de grupos de discussões na Internet e que são ativos em seus propósitos de defender os animais. Os argumentos se assemelham:

“Em primeiro lugar, eu sempre amei os animais, desde que eu era criança.”

“Adoto animais de rua desde criança, mas em 2002, comecei a organizar um grupo. Em Maceió não havia nenhum trabalho organizado, apenas protetores solitários.”

“Sempre amei animais, sempre tive galinhas, patos, porquinhos da índia, coelhos. Eles, na verdade, sempre foram meus reais e grandes amigos. Tive uma infância e uma adolescência de muita solidão, então, eles eram meus grandes amigos.”

“Desde pequena sempre amei os animais e, junto com minha mãe, recolhia bichos de rua.”

“Eu sempre gostei de animais e desde pequeno tive cachorro, cuidava de pássaros doentes etc.”

O perfil dos protetores

Das 48 pessoas entrevistadas, 51% estão no Estado de São Paulo e 16% no Rio de Janeiro. Os demais se dividem, na ordem, entre Minas Gerais, Estados Unidos, Rio Grande do Sul, Alagoas, Bahia, Distrito Federal, Espírito Santo e Santa Catarina. A idade média é de 41 anos. Aposentados, estudantes, funcionários públicos, professores, advogados e jornalistas são os principais atores nesta causa.

Atuação

A grande maioria pratica trabalhos voluntários na área. Apenas 7% declaram que atualmente não desenvolvem nenhuma atividade, embora sejam fiéis à defesa dos animais. Pouco mais da metade, 52%, estão dentro de ONGs; 6% apenas contribuem com algum grupo e 10% se autodenominam independentes, isto é, atuam sozinhos.

Quando questionados sobre os motivos que os levaram a se envolver com a proteção dos animais, destaca-se o fato de sempre terem gostado dos bichos, resposta dada por praticamente 65% da amostra, o que denota influência do ambiente familiar. A compaixão pelos animais que vivem na rua vem em segundo lugar, com 42% das citações.

“Às vezes, vejo um cão chegar apenas com um problema na pata ou atropelado. Ninguém quer dar uma chance de vida ao animal e se fala logo na eutanásia. É mais fácil para as pessoas eliminarem o animal do que passar o tempo todo cuidando.”

“Dedico-me a arranjar um lar para os que foram abandonados por seus ‘tutores’ ou aqueles que sofreram maus-tratos. Porque são criaturas indefesas que não têm como pedir ajuda.”

As respostas foram bem diluídas, com destaque para Nina Rosa, do Instituto Nina Rosa, com quatro menções, e a própria mãe, com três. Entre os famosos, as menções vão para Gandhi e Paul McCartney, com quatro menções cada um, e Brigitte Bardot, que foi citada três vezes. Algumas respostas:

“Acima deles, eu admiro pessoas anônimas, como Nice, da Ama, que cuida deles incondicionalmente. Eles nunca aparecem no Jornal Nacional. Fazem desinteressadamente o papel de protetor dos animais.”

“A proteção é podre. Muita gente está aqui pensando mais nas vaidades do que nos animais. E tem aqueles que são ´protetores de internet´. Ficam na frente do PC repassando pedidos de socorro e xingando porque ninguém socorreu. Na verdade me inspiro muito naquilo que não devo fazer. Não tenho ninguém em especial.”

A oposição

Os opositores são muitos e bem diversificados. Os principais alvos de críticas são aqueles que se mostram indiferentes aos animais, mesmo diante de informações sobre maus-tratos. Os entrevistados falam que essas pessoas não gostam nem de ouvir o que eles têm a dizer. Em segundo lugar nas menções, aparece a indústria da carne. Nas palavras deles:

“As pessoas que obtêm grandes lucros através da pecuária. Utilizam vaquinhas e porquinhos felizes para vender a carne.”

“O uso de animais aumenta em razão dos benefícios econômicos que os exploradores conquistam e, também, por causa da anestesia moral nos consumidores, os quais consomem mais produtos de animais tratados de forma ´humanitária´.”

O objetivo maior com a defesa dos animais é educar e conscientizar a população sobre os animais e seus direitos. Também buscam por Leis mais rigorosas com punição para os que venham a agredir os bichos. Reforçando a questão que mais os preocupam, que são os animais abandonados, a castração em massa surge como um objetivo a ser alcançado, evitando que novos animais nasçam condenados a ficar nas ruas.

Neste contexto, eles buscam convencer, principalmente as pessoas mais próximas como amigos e familiares, incentivando a adoção de cães e gatos e condenando os pet shops que comercializam esses animais, entre outros. A estratégia para isso é, mais uma vez, a educação: leituras, palestras e divulgação de mensagens e imagens que atestem atos cruéis contra os animais. Petições, cartas e e-mails para políticos e imprensa também fazem parte dos artifícios que eles utilizam na tentativa de serem ouvidos. Em longo prazo, alguns esperam criar santuários para abrigar os animais encontrados nas ruas.

“A mídia deveria trabalhar mais esta questão assim como tantas outras. Divulgar a necessidade de adoção, da esterilização, a tutela responsável, enfim, atingir o maior número de pessoas que for possível. As pessoas precisam aprender a ter atitude e não esperar que uma força divina intervenha e faça algo. Rezar não salva ou enche barriga de ninguém.”

“As pessoas têm de perceber que animais são seres vivos, sentem dor, têm sentimentos, não têm como se defender do maior predador de todos que é o homem. Não tem mais desculpa, temos que parar de fingir e tentar protegê-los.”

“Esse movimento social de luta por direitos animais é algo que veio para ficar. É, acima de tudo, uma luta pela não-violência. Acredito que a violência é algo que se aprende. Infelizmente, aprendemos isso todos os dias quando comemos, vestimos e usamos outros seres que possuem interesses como nós. Reconhecer os direitos desses seres não é nada mais do que um dever ético.”

“É importante ressaltar que protetores dos animais não são pessoas que odeiam seres humanos, que querem o extermínio da espécie. Além de trabalhos voluntários pelos animais, também trabalho pelos direitos humanos. É possível conciliar a luta pelo fim de todas as injustiças do mundo, tanto para humanos quanto para animais. E existem diversas áreas que necessitam de trabalho voluntário e atuação. Se a pessoa quiser dedicar seu tempo por um mundo melhor, ao invés de criticar aqueles que já fazem alguma coisa, trabalho e atividades não faltam, tanto para humanos, quanto para animais e meio ambiente.”

Para eles, as pessoas devem se importar com a proteção dos animais, principalmente porque os animais também são seres vivos, que sofrem e sentem dor, e que há muita crueldade sendo praticadas contra eles. Alegam, ainda, aspectos éticos e pregam o fim da violência. Chegam a apontar que as pessoas que convivem bem com os animais têm um relacionamento melhor com outras pessoas.

De uma forma geral, pedem mais respeito e atenção aos animais. Neste aspecto, a educação e conscientização surgem como uma das principais dificuldades, uma vez que as pessoas têm dificuldades em ouvir o que eles têm a dizer.

Autoria da pesquisa: Katia Okumura Oliveira

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