Cães-de-pradaria podem ser exterminados por plano cruel de governo americano (Foto: Shutterstock)
Notícias

Serviço Florestal dos EUA anuncia que vai matar milhares de cães-de-pradaria

O governo dos EUA está prestes a matar milhares de cães-de-pradaria para controlar ambiente de pastagens para agricultores. O Serviço Florestal dos EUA (USFS) anunciou que envenenaria até 100 colônias de cães-de-pradaria no decorrer de quase 2 mil acres de território em Little Missouri Grasslands, North Dakota.

Esses animais vivem há séculos nessa região, mas os fazendeiros utilizam a terra para pastagem de gado. O plano de envenenamento deve afetar milhares, de cães-de-pradaria, que são pequenas criaturas conhecidas por sua devoção à família. Além do mais, esses pequenos mamíferos já tiveram sua população dizimada em 95% nos últimos séculos.

Cães-de-pradaria podem ser exterminados por plano cruel de governo americano (Foto: Shutterstock)
Cães-de-pradaria podem ser exterminados por plano cruel de governo americano (Foto: Shutterstock)

As fontes naturais de alimento desses pequenos animais são gramíneas curtas e plantas que crescem nas pastagens, e é isso que as coloca em apuros, já que os fazendeiros querem usar essa mesma grama para alimentar seu gado.

Razões do extermínio

Alegando destruição, os pecuaristas dizem que os animais estão acabando com os campos nativos, porém não é o que dizem os especialistas. Lindsey Krank, cientista ambiental e diretora da Prairie Dog Coalition, que faz parte da Humane Society dos Estados Unidos (HSUS), explica que, na verdade, os cães-de-pradaria ajudam a manter as pradarias, e não destruí-las.

“Eles arejam e agitam o solo”, disse Krank em entrevista ao The Dodo. “Eles são pastadores nativos das pastagens norte-americanas. Sim, eles comem grama também, mas também desempenham seu papel em manter a pastagem saudável”.

A cientista também explicou que mais de 200 outras espécies de animais, incluindo aves, corujas, raposas e texugos, dependem dos cães-de-pradaria para sobreviver nas pradarias. “Muitos deles dependem de suas populações para uma fonte de alimento ou vivem em suas tocas para se abrigar”, disse Lindsey.

Um porta-voz dos Serviço Florestal explicou ao The Dodo  que o departamento precisava “ser sensível à preocupação pública pela invasão de cães-de-pradaria em terras administradas pelo Serviço Florestal, cumprindo assim a política de boa vizinhança”. Ainda explicou que os cães da pradaria precisavam ser removidos por razões de “saúde pública, produção agrícola, valores da terra e instalações em terras privadas”.

Cães-de-pradaria podem ser exterminados por plano cruel de governo americano (Foto: Shutterstock)
Cães-de-pradaria podem ser exterminados por plano cruel de governo americano (Foto: Shutterstock)

Visando exterminar os animais, os oficiais do governo usarão o rodenticida, uma substância venenosa que mata os cães da pradaria de forma lenta e dolorosa. “Pode levar dias para um cão-de-pradaria morrer pelo veneno, sangrando lentamente”, disse Lindsey. “Esta prática é cruel e desumana e foi proibida para uso em cães e gatos por décadas”.

Recorrência

Infelizmente, esta não é a primeira vez que o governo dos EUA matou cães-de-pradaria. Somente em 2016, o governo dos EUA matou mais de 14 mil cães-de-pradaria e destruiu mais de 68 mil tocas desses animais.

Em vez de envenenar cães da pradaria, a cientista defende formas mais éticas de remover os animais da terra e em torno de fazendas. Lindsey também apoia o uso de barreiras vegetativas pelo Serviço Florestal, para evitar que os cães da pradaria migrem para terras indesejadas. “Essa é uma ferramenta sólida que funcionou no passado”, disse Krank. “Acho que todos podemos concordar que preservar a vida selvagem e nossa herança natural é importante para os americanos ”, acrescentou a cientista, que preza pelo bem-estar dessa espécie animal que, como ela descreveu, “tem um lugar especial na natureza, como uma espécie-chave”.

​Read More
Destaques, Notícias

Cerca de 2 milhões de cães são mortos brutalmente por ano na Coreia do Sul

Por Raquel Soldera (da Redação)

Aproximadamente 5 mil cães são estrangulados, eletrocutados e espancados até a morte diariamente na Coreia do Sul. Por ano, são cerca de 2 milhões de cães brutalmente mortos. Tudo para manter a indústria da carne de cachorro no país.

Cães esperam pelo abate em um supermercado em Seul, na Coréia do Sul. (Foto: Anja Johnson/Pet Mag)
Cães esperam pelo abate em um supermercado em Seul, na Coreia do Sul. (Foto: Anja Johnson/Pet Mag)

O governo sul-coreano aceitou as Leis de Proteção Animal, que tornam a tortura um crime, mas essas leis nunca foram devidamente aplicadas no país. A indústria de carne de cachorro continua a prosperar e as autoridades são relutantes e indiferentes à sua proibição.

Embora seja proibido o anúncio nas principais ruas ou mesmo em idioma inglês, cerca de 6 mil restaurantes hoje servem carne de cachorro na Coreia do Sul. E não são fechados.

Apenas durante as Olimpíadas de Seul em 1988 e na Copa do Mundo de 2002, restaurantes que serviam carne de cachorro foram obrigados a fechar temporariamente, com medo da mídia internacional presente na Coreia do Sul.

A vida dos cães na Coreia do Sul

httpv://www.youtube.com/watch?v=MmUbgvhqNTA

Este vídeo mostra imagens de cachorros na Coreia do Sul. Eles são confinados em fazendas de criação, onde recebem comida em quantidades que mal dão para se alimentarem, e ficam presos em espaços pequenos, onde não podem mover-se.

Muitos cães são criados para a indústria da carne, mas alguns são animais de estimação vendidos aos comerciantes de carne de cachorro. Muitos são transportados para mercados como o Moran, próximo de Seul.

A morte dos cães é lenta e dolorosa. São espancados, queimados e enforcados. Acredita-se que, se você torturar um cão antes de matá-lo, sua carne ficará mais saborosa, e aquele que a consumir terá mais virilidade.

A carne de cachorro é vendida abertamente, embora não seja recomendada aos comerciantes a venda da carne para estrangeiros. Mais de seis mil restaurantes na Coreia do Sul servem comida feita de carne de cachorro – sopas, guisados e bifes.

Isto acontece em pleno século 21, em um grande centro de negócios e tecnologia da Ásia.

Mulher escolhe pedaços de carne canina no mercado de Seul. (Foto: Anja Johnson/Pet Mag
Mulher escolhe pedaços de carne canina no mercado de Seul. (Foto: Anja Johnson/Pet Mag

Você pode ajudar a mudar a vida de milhões de cães

O apoio internacional contra a tortura e o consumo de carne de cachorro é o único caminho para pressionar o governo sul-coreano a realmente proteger os direitos animais e proibir a indústrias de carne de cachorro em todo o país.

Uma petição será apresentada ao governo coreano em Seul pela Korea Animal Rights Advocates, quando pelo menos 1 milhão de assinaturas forem coletadas.

Assine a petição clicando aqui.

Esta petição é diferente de todas as outras feitas em apoio aos cães coreanos por causa de seu alcance. Pessoas do mundo inteiro podem ver a página de “Stop Killing Dogs” em inglês, francês, espanhol, italiano, e em várias outras línguas, e entender que o consumo de carne de cachorro não é uma tradição antiga ou inofensiva e inevitável.

Com informações de United Dogs

​Read More
Destaques, Notícias

Matéria em jornal inglês critica conceito de ‘abate humanitário’

Por Lobo Pasolini   (da Redação)

O jornal de maior circulação na Inglaterra, Daily Mail, publicou ontem uma matéria descrevendo as condições infernais dos matadouros no país. Os ingleses têm como hábito pensar que seu país têm as melhores condições para animais no mundo e a matéria foi escrita com o intuito de desafiar esse mito de inocência.

Escrita pela jornalista vegana Liz Jones, a matéria usa como base um vídeo produzido pela organização de direitos animais, AnimalAid, que visitou três matadouros aleatoriamente e encontrou em todos os eles os mesmos ‘problemas’: morte lenta, crueldade intencional por parte dos funcionários e todo tipo de desacato das regras do suposto ‘abate humanitário’. São 40 horas de filmagem, mostrando mais de 1.500 animais sendo atordoados e mais de 1.000 sendo mortos.

Porcos e ovelhas são chutados, empurrados violentamente e, em alguns casos, arrastados para a sala de atordoamento, que estava repleta de animais em pânico. Em meio aos caos, os animais escorregam, caem e gritam. O equipamento elétrico utilizado para atordoar porcos e ovelhas frequentemente fazem contato por tempo insuficiente ou não passam pelo cérebro e, na verdade, libera não mais que uma dolorosa descarga elétrica. Com frequência, o sofrimento infligido, o terror experimentado pelos animais e a indiferença do operador deste equipamento são brutalmente aparentes.

“O que eu observei é o ambiente comum de um matadouro”, disse o veterinário Jason Aldiss, presidente da Veterinary Health Association em resposta ao vídeo.

A Animal Aid filmou:
– Porcos e ovelhas sendo cortados plenamente conscientes;
– Porcos, ovelhas e bezerros gritando e lutando para escapar;
– Porcos e ovelhas com doenças ou ferimentos sendo abatidos;
– Uma ovelha tão doente que não conseguia ficar de pé – ou possivelmente já morta – sendo levada ao abate em um carrinho de mão;
– Uma ovelha sendo atordoada e morta enquanto seus filhotes mamavam;
– Uma ovelha vendo seus filhotes serem mortos;
– Porcos caindo da linha [suspensa] de abate em poças de sangue e sendo arrastados para fora e pendurados novamente enquanto outros porcos assistiam a tudo;
– Um bezerro consciente (mal-atordoado) escorregando e caindo e o operador de equipamento de atordoamento ficando em frente ao animal para mantê-lo parado, entre outras cenas terríveis.

A jornalista pergunta: “Por que o governo protege as indústrias da carne e leite tão vigorosamente sendo que elas nunca foram tão insalubres? Se você está planejando um assado de carne hoje (prato típico do domingo inglês), então você é cúmplice do que está acontencendo.” Ela sugere que o leitor assista o vídeo que pode ser acessado aqui (contém imagens gráficas de violência e morte).

Nota da Redação: Abate humanitário é um oximoro (Engenhosa aliança de palavras ou frases contraditórias , como música calada). Não é possível matar e ser ‘humano’, um termo que alude ao melhor do espírito de nossa espécie. Matadouros são fábricas de morte que operam em alta velocidade, muitos são ilegais e os funcionários são mal treinados. Acreditar que eles são lugares onde os animais simplesmente ‘vão dormir’ sem dor é como acreditar em Papai Noel.

​Read More