Notícias

Secretaria de Saúde define medidas para impedir morte de cães com leishmaniose

Erno Harzheim é o secretário municipal de Saúde de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, que definiu nesta terça-feira (23), as medidas de segurança que devem ser tomadas para conter a proliferação da Leishmaniose Visceral Canina, evitando a condenação de cães à morte.

Tutora acaricia cão em Porto Alegre
Medidas irão impedir que cães sejam mortos de forma paliativa para acabar com contaminação da doença (Foto: Reprodução / G1)

Harzheim afirma que a secretaria não pode assumir a responsabilidade pelos cães que contraíram a doença. Disse também que somente o tratamento da doença nos animais infectados não vai impedir que haja o avanço da doença, que em Porto Alegre já matou três pessoas.

Ele afirmou que os tutores ou entidades responsáveis pelo animal infectado devem isolar e tratar o animal. O secretário definiu também outras medidas a seres tomadas como: o animal deve receber acompanhamento médico veterinário privado, chipagem do animal, coleira repelente, manutenção do tratamento, manter os cães a pelo menos 500 metros de distância de áreas de mata nativa e apresentação de exames a cada quatro meses.

A Coordenadoria Geral de Vigilância em Saúde será a responsável por fiscalizar o cumprimento das normas.

A questão gerou muita polêmica e discussão por parte de grupos de defesa animal, após a Prefeitura anunciar de que iria contratar uma clínica para matar os cães infectados. A Prefeitura acabou suspendendo as mortes e organizou reuniões com representantes de entidades protetoras para definir medidas de controle do surto da doença na região.

Os pontos passarão ainda por entidades de defesa animal que farão montarão um plano de aplicação das medidas.

“Os cães fazem parte de um seguimento do processo. Não transmite a doença, mas o cão infectado é reservatório. Existem três formas, uma muito clara e determinada até pelo Ministério da Saúde, que é promover a morte do cão, mas a gente, aberto ao diálogo, elencou uma série de requisitos”, disse o secretário.

Contaminação

A Leishmaniose Visceral Canina é causada por um protozoário, transmitido pelo mosquito-palha que contamina cães e seres humanos. Se o mosquito picar um animal infectado e depois picar outro animal ou um ser humano, ele irá transmitir a doença.

 

​Read More
Notícias

Após manifestação, prefeitura suspende sacrifício de cães com leishmaniose em Porto Alegre (RS)

Por Sophia Portes | Redação ANDA (Agência de Notícias de Direitos Animais)

Manifestantes protestaram contra a morte de cães (Foto: Reprodução / RBS TV)

Ativistas e protetores dos animais fizeram uma manifestação neste domingo (07) contra a morte de 14 cães com suspeita de leishmaniose visceral canina, uma doença infecciosa causada por parasitas. A ação ocorreu em frente a uma clínica veterinária em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. Após decretar emergência epidemiológica por conta da doença, a prefeitura informou em nota que cancelou o processo e vai avaliar novas alternativas.

A revoltada dos protetores foi causada pelo fato da prefeitura ter contratado uma clínica veterinária para matar animais com suspeita de infecção. A Secretaria Municipal da Saúde publicou no Diário Oficial de Porto Alegre na última terça-feira (02), uma dispensa de licitação, para contratar a clínica para matar até 300 cães soropositivos para a leishmaniose.

Prefeitura publicou uma dispensa de licitação de contratação da clínica (Foto: Reprodução / Dopa)

Organizações Não-Governamentais de proteção de defesa animal criticaram veemente a ação da prefeitura. A deputada estadual Regina Becker Fortunati (REDE), que é defensora da causa animal e ex-secretária dos direitos animais, criticou a necessidade da medida cruel durante entrevista dada ao G1. De acordo com ela, o teste que é realizado no laboratório gaúcho Lacen pode gerar resultados falsos.

“De posse desse resultado, que não é conclusivo, eles se acharam no direito de, de forma intimadora, pretensiosa e grosseira, retirar os cães das casas das pessoas. E nesse caso, esses animais estavam sendo levados para serem mortos ”, afirma ela ao G1.

Ainda de acordo com a deputada, o único local no país que gera resultados específicos para a detecção da doença é a Fundação Osvaldo Cruz (Fiocruz), no Rio de Janeiro.

A morte dos animais foi suspensa pela prefeitura, que irá avaliar as alternativas de outras entidades (Foto: Reprodução / RBS TV)

A Secretaria Municipal de Saúde divulgou em nota que após duas pessoas morrerem por leishmaniose na cidade, a Vigilância em Saúde começou um processo de conscientização sobre o risco de contaminação na região.

Mas, felizmente, após a pressão imposta pelos grupos de ajuda animal, o processo foi suspenso. “A gente conseguiu barrar essa situação agora, mas não tenho dúvida que a intenção era começar com esses 14 cães e a cada semana ir executando outros”, afirma a deputada.

Em nota, a Secretaria disse que suspendeu temporariamente “quaisquer tipos de procedimentos em cães com leishmaniose” e que outras possibilidades estão sendo estudadas para conter a doença. Uma reunião acontecerá nesta segunda-feira (08), com o secretário Erno Harzheim e representantes das entidades, para discutir a questão.

Após o procedimento ser suspenso, os animais voltaram para a Unidade de Medicina Veterinária da Seda, onde estão sob supervisão de especialistas.

​Read More
Notícias

Surto de cinomose já matou mais de 1,5 mil cães em Oiapoque (AP)

Surto de cinomose
Universidade importou vacinas para evitar proliferação de casos na cidade | Foto: Reprodução/Rede Amazônica

Um aumento nos casos de cinomose provocou a morte de pelo menos 1,5 mil cães nos últimos 40 dias na cidade de Oiapoque, a 590 quilômetros de Macapá. As informações são do médico veterinário Arnaldo Ballarini, pesquisador da Universidade Federal do Amapá (Unifap).

A doença, que não atinge o homem, é fatal para os animais. O vírus teria vitimado pelo menos 50% da população canina da cidade, de acordo com o médico. Uma campanha de vacinação foi iniciada em Oiapoque com vacinas importadas dos Estados Unidos para reduzir os índices.

“Nunca tinha visto nos meus 40 anos de profissão, uma mortandade tão grande de cães como estou vendo aqui em Oiapoque. Estamos passando por uma epidemia muito grande de cinomose e pegou praticamente todos os bairros”, completa Ballarini, que ainda apura a origem do vírus que transmite a doença na cidade. A vacinação é a principal forma de evitar os casos.

Após o animal estar contaminado é necessário o uso de medicamentos para controlar os sintomas da infecção, que incluem vômito, diarreia, emagrecimento, falta de apetite e desânimo. O período de chuvas na cidade e a concentração de muitos animais em um mesmo local pode ter sido uma das causas da proliferação rápida da cinomose.

A doença tem atingido tanto os cães adotados quanto os animais abandonados. Cães com cinomose também foram encontrados em distritos de Oiapoque, como em Vila Vitória.

Fonte: G1

​Read More
Notícias

Negada soltura para acusado de mandar matar cães em Bom Jesus (RS)

(Imagem meramente ilustrativa)
(Imagem meramente ilustrativa)

A 4ª Câmara Criminal do TJRS, em sessão realizada nesta quinta-feira (12/2), negou pedido de habeas corpus a Rafael Oliveira Silveira, preso desde 17 de dezembro de 2014, pela prática de extermínio de animais.

Caso

Na época dos fatos, o réu (Vereador) ocupava o cargo de Secretário Municipal de Desenvolvimento. Segundo a denúncia do MP, que foi aceita pela Justiça no dia 14/1, ele teria ordenado que servidores da Prefeitura distribuíssem durante a madrugada carne com estricnina em diversos locais da cidade, provocando a morte de 120 animais, entre cães e gatos.

Julgamento

O relator do processo foi o Desembargador Newton Brasil de Leão, que afirmou que o abalo à ordem pública é incontroverso. Não apenas por conta do meio cruel utilizado para exterminar os animais, mas devido à ação ter sido decorrente de uma ordem institucional, ou seja, do Secretário de Desenvolvimento Municipal.

O réu também teria alegado que sua participação no fato foi de menor importância. No entanto, o magistrado não acatou o argumento.

Diversamente do alegado pelo paciente, dar ordem para os demais praticarem o extermínio de animais não é participação de menor importância, muito pelo contrário, faz incidir causa agravante, porque, na condição de chefia, instigou servidores sujeitos à sua autoridade a executar atos sabidamente ilegais e por meio cruel, afirmou o relator.

Por unanimidade, o habeas corpus foi negado. Também participaram do julgamento os Desembargadores Ivan Leomar Bruxel e Rogério Gesta Leal.

Habeas Corpus nº 70063142665

Processo nº 21400008306 (Comarca de Bom Jesus)

Fonte: TJRS

​Read More
Notícias

Em Maceió, AL, promotor diz que mortes de cães têm atribuições civis, e não criminais

Cães vítimas de envenenamento na quarta-feira, 12 (Foto: Reprodução)
Cães vítimas de envenenamento na quarta-feira, 12 (Foto: Reprodução)

Com o tema Crueldade Nunca Mais, o Projeto Acolher, ONG de proteção a animais em situação de desamparo, localizado no conjunto Village Campestre, realizou no domingo (16) na praia de Ponta-Verde, na área fechada pela Prefeitura para lazer, manifestação de protesto pelos setes cães vítimas de envenenamento na quarta-feira (12), dos quais cinco morreram e dois foram salvos e já estão de volta a sua sede. O promotor Alberto Fonseca informou que o caso tem atribuições civis e não criminal.

Os animais foram vítimas de envenenamento por criminosos ainda desconhecidos pela polícia e instituição de proteção animal, ao ingerirem restos de alimento contendo a substância ‘aldicarb’, inseticida de agricultura para o controle de pragas e roedores, vendido ilegalmente com o nome de “chumbinho”. O prejuízo com as despesas de veterinário, medicações e internações dos cães na clínica veterinária situada no bairro da Serraria foi de R$ 1.600,00, não pagos por falta de verbas da ONG, que pede ajuda à população para saldar a dívida.

O diagnóstico histopatológico (biopsia) e toxicológico estão sendo feitos com a patologista veterinária Flávia Jabour em uma clínica na Ponta-Verde, e irão demorar mais 15 dias para sair o resultado do laudo final.

O Ministério Público Estadual de Alagoas (MPE/AL), através do promotor coordenador do núcleo de meio-ambiente, Alberto Fonseca, informou que sua pasta tem atribuições civis e não criminal, pois o caso ocorrido é de maus-tratos aos animais de competência da esfera de delitos, devendo o delegado responsável pela região fazer um Termo Circunstancial de Ocorrência (TCO) pelo crime ser de menor potencial ofensivo.

Fonseca explica que, feito o TCO, é encaminhado ao juizado especial civil e criminal, onde o promotor atuante do bairro irá fazer suas investigações. “Infelizmente a legislação brasileira vê fatos como esses como crime de menor potencial ofensivo. O que o MP pode fazer é solicitar a investigação através da polícia judiciária. Lamentavelmente, o grupo que coordeno não pode fazer nada e nem participar do ato praticado” declarou.

A presidente do Projeto Acolher Naíne Teles esteve sexta-feira (14), por volta das 14hs, na 10aDelegacia de Polícia, situada no bairro Cidade Universitária, para fazer pela primeira vez, o Boletim de Ocorrência (BO) por crime ambiental. Segundo Naíme, “eu só quero que a polícia de Alagoas se movimente, apure esse delito com o rigor da lei e que o caso não fique no papel, pois meus animais correm ainda risco de vida, e pode haver novas tentativas de envenenamentos”, informou. Com relação aos fatos divulgados nos meios de comunicação que foram traficantes do bairro que deram veneno aos animais, Teles disse na página oficial de uma rede social que a história não existe, e não sabe de onde partiu.

O caso está sob a responsabilidade do delegado da Polícia Civil Guilherme Bezerra.

Fonte: Tribuna Hoje

​Read More
Notícias

Audiência discutirá denúncia sobre morte de cães na Ilha de Marajó (PA)

Foto: Reprodução/ Aragonei Bandeira
Foto: Reprodução/ Aragonei Bandeira

A Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável realiza amanhã (20) audiência pública para discutir denúncia sobre a captura e morte de 200 cães em situação de rua no município de Santa Cruz do Arari (PA), localizado na Ilha de Marajó. Segundo a denúncia, os cães teriam sido mortos após serem capturados por servidores municipais e enviados para a zona rural da cidade.

O caso foi denunciado no final de maio, quando o Ministério Público do Pará passou a apurar se houve maus-tratos contra animais; e se houve uso de dinheiro público na ação, o que caracterizaria improbidade administrativa.

“Entidades de defesa dos direitos dos animais coletaram mais de 100 mil assinaturas em abaixo-assinado que será encaminhado ao Ministério Público. O documento pede que os responsáveis pela morte dos animais sejam punidos”, disse o deputado Ricardo Tripoli (PSDB-SP), que solicitou a audiência.

Segundo informações divulgadas pela imprensa, o Ministério Público já constatou que o prefeito de Santa Cruz do Arari, Marcelo Pamplona (PT), é reincidente em ordenar a caça de cães. O prefeito teria reconhecido que fez a captura dos cachorros, mas negou que tivesse matado os animais. Os cães teriam sido levados para a zona rural porque estariam causando a proliferação de doenças na cidade.

Também sugeriram o debate os deputados Sarney Filho (PV-MA) e Antônio Roberto (PV-MG).

Foram convidados para a reunião:

– o prefeito de Santa Cruz do Arari, Marcelo Pamplona;
– um representante da Procuradoria-Geral da República;
– um representante da Procuradoria-Geral de Justiça do Ministério Público do Pará;
– o denunciante Aragonei dos Santos Bandeira.

A audiência será realizada às 10h30, no Plenário 8.

Fonte: O Repórter

​Read More
Notícias

Homem mantinha 75 cães mortos no freezer e mais de 100 vivos sob condições precárias

Tradução por Marcela Couto (da Redação)

Um morador de 57 anos da cidade de Dearborn, em Michigan, está sendo avaliado por um psiquiatra após 75 cães mortos terem sido encontrados em seu freezer.

A casa estava lotada até o teto de lixo, móveis velhos, entulho, ferramentas, jornais e fezes de animais.

A polícia, juntamente com grupos de resgate animal, trabalharam por três dias nas buscas para tentar localizar animais vivos no local.

Mais de 100 cães foram resgatados após serem encontrados presos em closets, geladeiras, paredes, móveis, televisões velhas e até no motor do carro que ficava na garagem.

Todos os cães são de raças pequenas – Chihuahuas e Jack Russel Terriers – algumas fêmeas estavam grávidas, e muitos sofriam de sérias doenças e deformações.

A polícia está trabalhando para formalizar acusações criminais contra o morador.

Fonte: Soo Today

​Read More