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Baleias-azuis são vistas na Antártida pela primeira vez em 40 anos

As baleias-azuis, que haviam desaparecido da Antártida por conta da caça, foram vistas na região pela primeira vez em 40 anos. Os animais foram descobertos por pesquisadores do British Antarctic Survey (BAS) na Ilha Geórgia do Sul.

Fotos: Getty Images

A região perdeu 97% da população de baleias jubarte, azul e francas do sul por conta da caça. No entanto, desde que a moratória internacional da caça às baleias foi firmada, em 1982, esforços de conservação foram executados, permitindo a sobrevivência das espécies.

Em 2018, pesquisadores registraram a presença de apenas uma baleia-azul na região. Neste ano, foram mais de 55, além de mais de 20 mil jubarte e dezenas de francas do sul.

Fotos: Getty Images

“Para uma espécie tão rara, como a baleia-azul, esse é um número sem precedentes de avistamentos e sugere que as águas da Antártida permanecem um importante local de alimentação para essas espécies raras e pouco conhecidas”, disse a BAS, em comunicado.

O sucesso dos esforços de conservação foi comemorado pela bióloga de baleias do BAS, Jennifer Jackson. “Após três anos de pesquisas, estamos emocionados ao ver tantas baleias visitando a Geórgia do Sul para se alimentar novamente”, concluiu.

Fotos: Getty Images
Fotos: Getty Images

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Fim de moratória de pesca ameaça sobrevivência do boto-rosa da Amazônia

Ambientalistas e pesquisadores pedem que a moratória seja renovada para que os botos sejam protegidos


O fim da moratória legal à pesca da piracatinga preocupa ambientalistas que devido à ameaça à sobrevivência do boto-rosa da Amazônia. O mamífero é morto por pescadores que usam seu corpo como isca para o peixe piracatinga.

A moratória teve fim no mês passado. Ambientalistas e pesquisadores pedem que ela seja renovada, uma delas é a bióloga Vera da Silva, que trabalha no Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) e luta pela preservação dos botos há 25 anos.

Bióloga Vera da Silva examina um boto-rosa (Bruno Kelly/Reuters)

“Eu até hoje não canso, eu sou encantada cada dia por esses animais. São animais fascinantes”, disse Vera. As informações são da agência Reuters.

A equipe da bióloga captura esses animais para examiná-los, medi-los e marcá-los. Ao final desse processo, que visa protegê-los, eles são soltos novamente na Reserva de Desenvolvimento Sustentável de Mamirauá.

“Hoje nós capturamos esses animais e a gente ficou ouvindo a mãe chamando o filhote e o filhote chamando pela mãe numa relação super forte que existe até que ele se torne independente, depois de 2 ou 3 anos de vida”, contou.

A reserva Mamirauá tem 11 mil quilômetros quadrados de floresta tropical e é administrada pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente do Amazonas.

Após a captura, os botos são levados para um centro de pesquisa flutuante na reserva, onde são coletadas amostras de sangue desses animais e leite das mães para que testes sejam feitos.

Vera teme que esses animais sejam extintos, como aconteceu com o boto chinês de Yangtzé em 2006 por conta da pesca e da poluição.

“Não queremos que os botos se tornem só uma lenda aqui da Amazônia”, disse a bióloga.


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Japão inicia temporada anual de caça aos golfinhos

Foto: AFP
Foto: AFP

Encurralados pelos barcos pesqueiros os animais são covardemente assassinados por sua carne ou capturados para serem vendidos para aquários e parques temáticos


Por: Eliane Arakaki

Na caçada, que ocorre todos os anos, os animais são levados para uma enseada onde são encurralados e a maioria é morta (por carne) com facas em águas rasas.

Outros golfinhos capturados são vendidos para aquários e parques marinhos, segundo a BBC.

A caçada do Taiji é realizada há décadas e ganhou atenção global quando foi tema do documentário vencedor do Oscar The Cove em 2009.

O país também retomou este ano a captura de baleias com fins lucrativos, desafiando as críticas internacionais.

A caça do Taiji deste ano começou no domingo, mas de acordo com a mídia japonesa, os barcos retornaram sem golfinhos.

Segundo o grupo ambientalista The Dolphin Project, cinco golfinhos de Risso foram mortos na segunda-feira.

Foi criada uma cota geral da temporada que permite que mais de 1.700 animais sejam mortos ou capturados.

Ambientalistas dizem que a caça é extremamente cruel e os golfinhos podem levar até 30 minutos para morrer por asfixia ou afogamento.

No entanto, o pescador de Taiji diz que a subsistência da comunidade depende do comércio.

A temporada de caça aos golfinhos deve durar cerca de seis meses.

A demanda por carne de golfinho e baleia tem diminuído nos últimos anos e ambos foram encontrados com níveis insalubres de mercúrio.

Os animais capturados vivos e vendidos em parques marinhos têm um preço muito mais alto do que a carne, mas há uma pressão crescente nos parques para que não comprem golfinhos capturados em Taiji.

O Japão já foi criticado este ano por retomar a caça comercial de baleias depois que deixou a Comissão Internacional da Baleia (IWC).

Os navios baleeiros comerciais deixaram o porto em 1º de julho deste ano e as primeiras baleias já foram mortas e vendidas.

Sob uma moratória da CBI, a caça às baleias havia sido efetivamente proibida desde 1986.

O Japão, porém, nunca havia parado completamente de caçar baleias – está conduzindo o que disse serem “missões de pesquisa” que matam centenas de animais a cada ano.

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EUA planeja financiar experimentos cruéis que cultivam órgãos humanos em animais

Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

Reprodução/DailyMail
Reprodução/DailyMail

O governo dos Estados Unidos planeja levantar uma moratória para financiar experimentos cruéis que usam células-tronco humanas para criar embriões animais parcialmente humanos. A técnica promove o cultivo de órgãos humanos dentro de animais, explorando seus corpos para, supostamente, realizar transplantes em humanos.

Os Instituto Nacional de Saúde (NIH) revelou uma nova política para permitir que cientistas consigam financiamento federal para produzir estes embriões híbridos, conhecidos como quimeras, sob certas condições cuidadosamente monitoradas, informa o Daily Mail.

O NIH impôs uma moratória sobre o financiamento destes experimentos em setembro, porque eles levantam preocupações éticas entre vários cientistas.

“Com os recentes avanços de tecnologias de células-tronco e de gene, um número crescente de pesquisadores está interessado em cultivar tecidos e órgãos humanos em animais por meio da introdução de células humanas pluripotentes em embriões de animais precoces” escreveu em um post Carrie Wolinetz, diretora associada do NIH para política científica, anunciando a decisão.

Existe um grande receio de que cientistas, inadvertidamente, criem animais com cérebros parcialmente humanos e até mesmo com alguma forma de consciência ou habilidades de pensamento humanos.

Outra preocupação é o desenvolvimento de animais com esperma e óvulos humano que produziria embriões humanos ou fetos dentro de animais ou criaturas híbridas.

A política iria levantar uma moratória sobre experiências de financiamento envolvendo outras espécies.

Agora a população tem 30 dias para comentar a nova política proposta. O NIH pode iniciar projetos de financiamento logo no início de 2017.

Apesar da moratória, os cientistas já começaram a cultivar órgãos humanos dentro de porcos sob o argumento de solucionar a escassez mundial de órgãos para transplantes.

Os embriões híbridos conhecidos como quimeras parecem um embrião de um porco normal, mas um dos seus órgãos – o pâncreas – será feito totalmente a partir de células humanas.

As quimeras poderão se desenvolver nas porcas por 28 dias e os animais terão a gravidez interrompida e o tecido removido para análise.

Peter Stevenson do grupo Compassion in World Farming, disse à BBC: “Eu estou nervoso sobre o início de um novo tipo de tortura animal. Vamos incentivar mais pessoas a doarem órgãos ao invés de investir nessa ideia repulsiva”.

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Organizações em defesa dos animais temem que Chile apoie caça às baleias

Por Raquel Soldera (da Redação)

Organizações em defesa dos animais pediram ao governo chileno para manter-se contra a caça de baleias, temendo que as autoridades cedam à pressão externa sobre a eliminação da moratória na caça.

Ativistas do Centro de Conservação de Cetáceos, Acoceanos e EcoAnimal entregaram nesta quarta-feira, 21, uma carta ao Ministério das Relações Exteriores, solicitando que reiterem a posição do governo chileno diante da negociação da Comissão Baleeira Internacional (CBI).

A comissão internacional visa eliminar a moratória e legitimar a caça de baleias no santuário de baleias do oceano austral.

A polícia impediu os ativistas de exporem um banner e fazerem uma manifestação no local.

A iniciativa do fim da moratória da caça às baleias será discutida na reunião da CBI, que será realizada de 15 a 21 de junho em Agadir, Marrocos, e pode gerar uma mudança na direção da entidade com a retomada da caça de baleias para a comercialização.

Priscila Escobar, ativista do Centro para a Conservação de Cetáceos, advertiu que o Chile não pode defender a mudança por fazer parte do “grupo de Buenos Aires”, que reúne países latino-americanos com o objetivo de preservação dos mamíferos aquáticos.

Juan Carlos Cárdenas, diretor da Acocéanos, advertiu sobre uma possível mudança na política definida pela ex-presidente Michelle Bachelet, que em 2008 decretou a proibição da caça às baleias na costa chilena, e alertou sobre os riscos de um possível acordo entre o Chile, os Estados Unidos e o Japão.

Na sua opinião, existe “um acordo para obter vantagens do ponto de vista comercial ou econômico no Japão, em troca do apoio político que o Chile pode dar na questão da caça às baleias”.

As organizações temem que os critérios comerciais e econômicos prevaleçam sobre as preocupações com o meio ambiente e a proteção das espécies.

Com informações de Spanish

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Ator Pierce Brosnan quer proibição global à caça às baleias

(da Redação)

Pierce Brosnan. Foto: sem crédito

O ator Pierce Brosnan, famoso por representar, entre  outros personagens, o agente 007, está fazendo uma campanha junto ao governo norte-americano para que o Estados Unidos tomem uma forte posição contra a caça às baleias.

Apaixonado pela preservação da vida marinha, dos oceanos e de outros animais, o ator irlândes está indignado com a covarde prática de países como o Japão, a Noruega e a Islândia.

Brosnan, que é contrário à atual moratória, defende uma política de não tolerância à caça, sob qualquer justificativa: “Eles (governo dos EUA) parecem ser a favor da liberação da caça às baleias de novo. Isso significa que eles podem ir lá e começar a matar baleias. Não há nenhuma justificativa para o assassinato dessas criaturas, disse Brosnan aos jornalistas.

E aconselhou: Se você quiser fazer alguma coisa parar com o extermínio de baleias, pegue o telefone e ligue para a Casa Branca.

Ele espera que seu novo filme, um documentário sobre a natureza e a vida marinha, incentive os jovens a lutar para salvar as baleias no mundo. “É por isso que este filme é tão importante e deve ser visto. Acho que vai inspirar muitos jovens a fazer coisas boas para o oceano e tod a vida que ele abriga. É por isso que estou tão apaixonado por esta produção”, explicou Brosnan.

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Comissão Baleeira Internacional prolonga por um ano suas negociações

Os 85 Estados membros da Comissão Baleeira Internacional (CBI), reunidos em Funchal (Portugal), decidiram prolongar por um ano as negociações sobre o futuro da organização, anunciou nesta quarta-feira (24) a porta-voz da organização, Jemma Miller.

Há vários anos a CBI está paralisada pela disputa entre os países caçadores de baleias e os países protetores da espécie, que exigem que se mantenha a proibição da pesca comercial, em vigor desde 1986.

Para sair do atoleiro, a CBI encarregou em 2008 a um “grupo de trabalho reduzido” a realização de avanços nos temas considerados mais urgentes, negociando um acordo interino para cinco anos.

Estas negociações não alcançaram um resultado satisfatório e a comissão decidiu intensificar seus esforços para concluir os acordos no mais tardar em 2010.

O Japão encabeça os países “pró-caça” e impugna a moratória de 1986, sendo que, apesar desta proibição, a frota baleeira japonesa captura cerca de 1.000 baleias por ano alegando “caça científica”.

Fonte: G1

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