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Lei que proíbe carruagens com cavalos em Montreal entra em vigor

Cavalos canadenses | Foto: B. Simpson/Government of P.E.I.
Cavalos canadenses | Foto: B. Simpson/Government of P.E.I.

É o fim da exploração para King e Maximus, Marilyn e Maya, e o restante dos cavalos gentis que vivem em um antigo estábulo no bairro de Griffintown, em Montreal, no Canadá.

Em 31 de dezembro, eles ficaram presos a carruagens pela última vez, onde passaram suas vidas puxando os veículos pelas ruas de paralelepípedos da cidade.

Desde 1º de janeiro, a cidade proibiu visitas guiadas a cavalo, citando uma preocupação crescente com o bem-estar dos animais e uma série de incidentes graves envolvendo os cavalos que geraram uma onda de indignação, revolta e preocupação nos cidadãos.

Ativistas consideram uma vitória pelos direitos animais a libertação dos cavalos sofredores. Já para os carroceiros e motoristas de carruagens turísticas, acostumados a explorar, os animais a notícia não foi bem recebida.

Eles negam veementemente que os animais sejam maltratados, porém apenas o fato de viver escravizado, sendo explorado entre arreios, chicotes, cordas já é uma forma de maus-tratos intrínseca a atividade.

Mas para os defensores dos direitos animais, incluindo a atual administração municipal, felizmente as carruagens, conhecidas como caleches, pertencem definitivamente ao passado da cidade.

“Com as ondas de calor no verão, as mudanças climáticas, o frio extremo no inverno, a construção e o número de veículos na estrada, temos uma séria questão sobre a segurança dos animais”, o representante do conselho da cidade, Sterling Downey, disse.
Ele apontou para uma série de incidentes nos últimos anos, incluindo uma colisão entre um cavalo e um carro e um cavalo que foi ao chão depois de escorregar em uma grade de metal. Em 2018, um cavalo caiu e morreu no meio de uma visita guiada.

Downey insistiu que o governo fez todo o possível para facilitar a transição, inclusive com um aviso prévio de um ano inteiro. Eles trabalharam com o departamento de trabalho da província para ajudar os motoristas de caleche a encontrar outra ocupação e se ofereceram para pagar aos proprietários de carroças mil dólares por cavalo para aposentar os animais.

Explorados e vistos como inferiores por sua sociedade especista (doutrina que coloca o homem como superior a todas as demais espécies do planeta e por isso livre para dispor delas como bem entender), os animais padecem vítimas do egoísmo e ambição humana, privados de sua liberdade e até de seu direito à vida.

Cada pequena vitória é um tijolo na construção de um caminho rumo a uma sociedade mais justa, compassiva e ética. Para todas as formas de vida.

Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


 

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O gato Baloo sendo segurado por sua dona. Um repórter estende seu microfone.
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Gato é transportado mais de 1200 km pelo correio por acidente

Após ser enviado acidentalmente para Montreal, Baloo, o gato, retorna para sua família. A Society for the Prevention of Cruelty to Animals (SPCA) o levou de volta para casa. A viagem de volta durou 17 horas.

O gato Baloo sendo segurado por sua dona. Um repórter estende seu microfone.
O gato Baloo de volta aos braços de sua dona. Foto: SPCA Montreal

Sua tutora, Jaqueline Lake, achou estranho que um dos pacotes pesava 4 quilos a mais, mas achou que fosse algum problema com os aros de pneu que estava transportando.

A família ficou procurando pelo Baloo por quatro dias. “Ele não fez nenhum barulho,” disse Lake. “Eu estava realmente começando a perder a esperança de que ele voltaria. Ele é um gatinho muito dócil, mas é muito curioso e gosta de coisas.”

A empresa transportadora ligou para a SPCA local quando encontrou Baloo, e a organização conseguiu localizar seus proprietários. “Eles não poderiam estar mais aliviados, surpresos, emocionados, havia muitas emoções durante o telefonema com eles”, disse Anita Kapuscinska, diretora de comunicações da SPCA em Montreal.

Ela disse que é “eternamente grata” à SPCA e a rede de voluntários da Freedom Drivers por terem trazido o Baloo de volta para casa.

“Eu não tinha dinheiro para viajar até Montreal para pegar meu gato de volta, mas ele voltou para nós. Eu não tive que pagar nada. Foi incrível que eles fizeram isso por nós”, disse Lake.

O gato Baloo, de costas para a câmera.
Foto: SPCA Montreal

Sua filha Victoria estava saltitando enquanto esperava pelo seu amado gato. “Eu disse à minha mãe: ‘Por que você enviou meu gato pelo correio?'” “Ele provavelmente estava dormindo e escapou para conseguir comida. Ele se esconde muito.”

“Ele poderia ter tido um final muito pior, então estamos muito aliviados por ele estar bem”, disse Kapuscinska.

A SPCA aconselha verificar os pacotes antes de enviá-los, pois os gatos adoram caixas e outros espaços fechados. E também sugere que buzine antes de acionar o motor do carro, já que algum animal pode ter encontrado ali um lugar quente para passar a noite.

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Montreal suspende lei que proíbe tutela de pit bulls

Divulgação

Em setembro de 2016, Montreal votou a favor de um retrocesso para a causa animal e aprovou um projeto de lei que proibia a tutela de cães da raça pit bull na cidade. Os conselheiros municipais justificaram a legislação afirmando que a raça era perigosa e um verdadeiro perigo à população.

A partir daquele dia, muitas coisas mudaram para estes cães, aqueles que tinham um lar, tiveram de ser mantidos sob condições rigorosas, mas tiveram seu direito à vida garantido, mas os cães que viviam em abrigos públicos aguardando por adoção foram condenados à morte.

A chacina imposta a estes animais fomentou uma intensa reação popular com alcance internacional. A Sociedade de Montreal para a Prevenção da Crueldade aos Animais mobilizou uma campanha pedindo a revogação da lei afirmando que ela contribui para a marginalização de cães baseada apenas em um preconceito infundado e sem dados estatísticos comprovados.

Felizmente os apelos sensibilizaram a prefeita recém-eleita Valérie Plante, que rapidamente corrigiu esse equívoco e suspendeu a lei que bania pit bulls. A atitude da prefeita foi muito elogiada e deu a Montreal a chance de mostrar como a cidade é acolhedora e amigas de todos os animais.

Lamentavelmente pit bulls ainda são erroneamente associados à agressividade e à violência, um estigma falso derivado da incompreensão de que o comportamento de qualquer animal deve ser avaliado dentro de um contexto tendo em consideração a forma como são criados por seus tutores.

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SPCA encerra abrigo em Montreal para não ter que induzir mortes de pit bulls

Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

Foto: Reversed Rescue
Foto: Reversed Rescue

Cães que não têm outro lugar para ir muitas vezes acabam em um abrigo. Porém, no final de março de 2017, muitos podem não ter essa sorte em Montreal, no Canadá.

Diante da possibilidade de provocar a morte induzida de centenas de cães apenas devido à sua aparência, a SPCA de Montreal decidiu encerrar seus serviços de abrigo na cidade.

A decisão surge na esteira do movimento da região de proibir cães pit bulls e impor condições duras aos tutores atuais, uma lei que, embora tenha sido oficialmente aprovada pelo conselho da cidade em outubro, atualmente está sendo contestada no tribunal.

“Esta não foi uma decisão fácil. Isto é algo que temos discutido internamente com nossa equipe de operações e com nossos diretores para tentar descobrir o que podemos fazer para os cães e para os animais que servimos”, disse Anita Kapuscinska, gerente de comunicações da SPCA de Montreal.

A organização diz que foi confrontada com duas opções, sendo que uma parecia apenas um pouco menos impossível do que a outra.
“Poderíamos ter continuado e começado a agir de acordo com a lei, induzindo a morte dos cães ou poderíamos nos recusar a fazê-lo”, disse Kapuscinska.

Foto: One Last Chance Animal Rescue Team
Foto: One Last Chance Animal Rescue Team

Segundo a organização, a proibição, que entra em vigor no dia 31 de março, torna impossível determinar o que exatamente é um pit bull.

“Todos os veterinários concordam que não há uma maneira clara de identificar qual cão seria abrangido por esta lei. Estamos tentando descobrir quais dos nossos cães serão atingidos e não temos ideia. São definitivamente centenas de cães”, completou.

A lei municipal torna ilegal tutelar qualquer cão que a cidade considere um pit bull – vagamente definido como terriers Staffordshire americanos, terriers Staffordshire bull, pit bull terriers americanos ou qualquer mistura dessas raças.

O prefeito de Montreal, Denis Coderre, citou a segurança pública como a razão por trás da lei. Durante o verão, uma mulher foi atacada e morta por um cão, erroneamente identificado como um pit bull.”Uma cidade tem o direito de decidir como melhor protegê-lo cidadãos em seu território “, disse Coderre a repórteres em outubro.

Além disso, a lei estabelece que os atuais tutores de pit bulls têm até o final de março para fornecer à cidade uma verificação de antecedentes criminais e pagar US$ 150 por uma licença especial. Seu cão terá que ser esterilizado, vacinado, microchipado e usar uma focinheira quando estiver em público.

Tudo se resume a uma guerra contra os cães em Montreal que a SPCA decidiu não apoiar.

Foto: Reversed Rescue
Foto: Reversed Rescue

A partir de 31 de março, a organização não irá mais trabalhar com cães abandonados ou aceitar aqueles rejeitados por suas famílias. Mas ainda está oferecendo seus outros serviços para cães e gatos – esterilização de baixo custo, bem como ajuda para esquilos feridos, aves, felinos selvagens e outros animais.

Seu departamento de investigação contra crueldade animal também permanecerá inalterado. Alguns cães do tipo pit bulls encontraram espaço fora dos abrigos de Montreal antes da aprovação da lei e precisam encontrar regiões que não reforçam uma proibição contra uma raça específica.

“A resposta que estamos recebendo é ótima. Esta não é uma solução em longo prazo. Vamos ficar sem lugares para colocar esses cães”, declarou Kapuscinska.

O mais importante, diz o grupo, é não fechar as portas nos outros municípios com os quais trabalha em Montreal. O grupo ainda está conversando com os legisladores na esperança de encontrar uma solução para o que parece ser uma crise iminente.

Entretanto, essa solução não inclui matar animais com base em sua aparência.“Fomos confrontados com uma situação de aplicação da lei que não faz sentido….e, finalmente, ter que induzir a morte dos cães é algo que nossa organização não pode fazer”, esclareceu Kapuscinska ao The Dodo.

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Lei que proíbe guarda de pit bulls entra em vigor em Montreal

Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

One Last Chance Rescue
Foto: One Last Chance Rescue

O Tribunal de Apelação de Quebec, no Canadá, indeferiu uma liminar que restringe certas partes do regulamento de controle de animais de Montreal.

Isso significa que os pit bulls em Montreal devem ser amordaçados, colocados em uma trela curta e só poderão ser cuidados por um adulto. Além disso, os tutores têm até o final deste mês para registrar os pit bulls na cidade.

A batalha judicial começou em setembro quando a cidade de Montreal alterou sua lei municipal de controle de animais para, entre outras medidas, restringir pit bulls e outros cães considerados perigosos.

A nova lei permite que os pit bulls existentes permaneçam em Montreal desde que sejam registrados até 31 de dezembro, mas os pit bulls que chegaram após 27 de setembro são proibidos na região.

A SPCA Montreal emitiu uma declaração dizendo que continuará a lutar contra a lei municipal. “Embora a luta não tenha terminado, estamos extremamente decepcionados com a decisão de hoje e particularmente preocupados por não poder continuar à procura de casas adotivas em Montreal para todos os nossos cães sadios”, escreveu Alanna Devine, da SPCA.

O conselheiro de Project Montreal, Sterling Downey, que constantemente manifestou sua oposição à lei municipal, não ficou consternado com a decisão do tribunal. “O julgamento feito hoje não faz nada para mudar o fato de que a lei de controle de animais da cidade é inaplicável e não fará nada para reduzir o número de mordidas”, disse.

Os defensores da lei disse que o objetivo é reduzir a gravidade das mordidas por cães.

A SPCA tem contestado a lei no tribunal e como um primeiro passo pediu, e foi atendida, uma injunção para  parar as previsões específicas do estatuto sobre pit bulls. Porém, Montreal contestou a liminar e o Tribunal de Apelações concordou que a liminar não era necessária.

Em sua decisão, os juízes François Pelletier, Manon Savard e Jean-François Emond examinaram as razões fornecidas pela equipe jurídica da SPCA  para justificar a suspensão imediata do estatuto.

A organização de proteção animal argumentou que a cidade de Montreal não tinha o poder legal de regular animais, que a proibição de novos pit bulls violava a Lei de Bem-estar Animal de Quebec e que a definição de pit bull era vaga e violava a Carta de Direitos e Liberdades.

Porém, os juízes do Tribunal de Apelação determinaram que o Tribunal Inferior cometeu um erro ao concordar com a SPCA em várias questões, informou a CTV News.

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Lei que proíbe pit bulls em Montreal é suspensa por tempo indeterminado

Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

Reprodução/World Animal News
Reprodução/World Animal News

A lei de Montreal (Canadá) que estabelece a proibição de pit bulls na cidade foi suspensa por tempo indeterminado.

Na última quarta-feira (5), o juiz do Tribunal Superior de Justiça de Quebec, Louis Gouin acatou o pedido da Sociedade para a Prevenção da Crueldade Contra os Animais de Montreal para suspender a lei municipal sobre a guarda de pit bulls, aprovada na última semana.

A lei proíbe a tutela de mais pit bulls e exige que os tutores atuais solicitem autorizações especiais para cuidar dos cães, apresentem antecedentes criminais e mantenham os pit bulls com coleiras e focinheiras em áreas externas.

A SPCA estava extremamente preocupada com a lei extremamente discriminatória em relação aos cães cuja imagem é erroneamente atrelada à violência. De acordo com o World Animal News, o grupo de proteção animal explicou que a lei poderia provocar a morte induzida de centenas de animais.

Sophie Gaillard, advogada da SPCA, disse que a decisão é “uma grande vitória, mas a luta está longe de terminar.”

“Graças a pesquisas científicas, sabemos que o comportamento não está relacionado com a aparência física. O que leva os cães a desenvolverem um comportamento agressivo não é sua raça, mas sim a forma como são tratados, se estão esterilizados ou não, como são treinados”, completou Gaillard.

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Juiz suspende lei que proíbe guarda de pit bulls em Montreal

Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

Foto: Todd Heisler
Foto: Todd Heisler

O juiz da Suprema Corte de Quebec Louis Gouin suspendeu a recém-aprovada lei de tutorar pit bulls em Montreal, no Canadá. Gouin informou que irá decidir se a suspensão deve ser prorrogada em breve.

O juiz poderá permitir a continuidade da proibição de pit bulls em Montreal enquanto os recursos apresentados contra a proibição continuarem em andamento nos tribunais ao longo dos próximos anos. Ele também pode suspender partes específicas da lei até que as questões legais sejam resolvidas.

Antes mesmo de ouvir os argumentos contra a proibição, apresentados pelo SPCA de Montreal, e os argumentos a favor, expostos pelo procurador da cidade René Cadieux, Gouin apresentou suas objeções à lei municipal aprovada em 28 de Setembro.

Ao fazer isso, Gouin mostra que desconsiderou a extrema ignorância da lei contra os animais que são equivocadamente considerados perigosos e condenados pelo preconceito dos seres humanos.

O SPCA de Montreal alega que, além da proibição de pit bulls na cidade ser inadequada, a região não tem autoridade para proibir cachorros que não são “abandonados” ou considerados”perigosos” por já terem atacado alguém, informou o portal Animals 24-7.

A lei municipal de Montreal foi escrita e aprovada pelo partido do prefeito Denis Coderre, porém sofreu oposição unânime do partido minoritário Project Montreal Party.

 

 

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Montreal pode aprovar lei que irá matar milhares de pit bulls

Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

ONE LAST CHANCE RESCUE
One Last Chance Rescue

Faltam poucos dias para Montreal, Canadá, votar na lei que vai proibir a circulação de qualquer cachorro parecido com um pit bull – e matar milhares deles. O prefeito da cidade, Denis Coderre afirma que o banimento é de interesse da segurança pública, mas não aborda o fato de que os cães não nasceram perigosos, foram os tutores que os criaram dessa forma.

“Estamos falando de um grande número de mortes completamente desnecessárias, de cachorros que podem ser adotados rapidamente”, Alanna Devine, diretora de defesa animal no Montreal SPCA, diz.

Ainda mais alarmante, Devine diz que as leis são tão vagamente formuladas, e é difícil saber a gravidade do dano que isso pode causar.

“Não faz sentido algum. Eu tenho experiência jurídica e leio as leis milhares de vezes e não consigo entender o que isso irá acarretar.” complementou ela.

Apesar de uma maré de críticas dos defensores dos animais em todo o mundo, a proibição deve ser aprovada pelo conselho da cidade ainda este mês.“Ainda estamos encorajando as pessoas a chegarem nos funcionários eleitos, mas é uma batalha difícil.” diz Devine.

TYE FRIIS/REVERSED RESCUE
Tye Friis/Reversed Rescue

Depois de 26 de setembro, tutorar um cachorro parecido com um pit bull, vai ser complicado. Atuais tutores terão até março do próximo ano para conseguiram uma autorização especial para cuidar dos animais concedida apenas de uma verificação de antecedentes criminais. O cachorro terá que ser esterilizado, vacinado e ter um microchip no seu corpo.

Tutores também terão que manter os cães amordaçados e com coleiras quando saírem em público. E, claro, há uma taxa de US$150.

“Há muitos moradores de rua e habitantes de baixa renda em Montreal, que simplesmente não serão capazes de arcar com todos os critérios necessários a fim de obter a autorização especial. Os cachorros serão apreendidos e terão a morte induzida.” afirma Devine.

O Montreal SPCA, que administra abrigos e serviços para animais em 12 distritos, ameaçou cancelar seu contrato com a cidade se a proibição fosse aprovada.

Ser forçado a matar cachorros que facilmente seriam adotados, com base em um rótulo, não condiz com uma organização fundada sobre o tratamento humano dos animais e educação pública. “Isso vai contra os princípios fundamentais da nossa organização” diz Devine.

ONE LAST CHANCE RESCUE
One Last Chance Rescue

Porém, Montreal é apenas a primeira região de uma sequência dominó. Os líderes regionais também estão cogitando a proibição de pit bulls.

“A legislação regional, não tenho certeza o que inclui, mas com base no que vi, é que há algum componente de raça específica na legislação, que pode ou não ser especifico para cães do tipo pit bull,” explica Devine. “ Eles devem dar a resposta esta semana ou na outra, mas sinto que vão esperar para ver o que acontece em Montreal antes de anunciar” acrescentou.

Por isso é tão crucial que todos que amam animais façam suas vozes serem ouvidas. Mesmo se você não mora na cidade, ainda há muito a se fazer.Assine a petição aqui.

Nota da Redação: Há muitos anos, os pit bulls são tratados injustamente pela sociedade e associados a um comportamento agressivo. Os pit bulls são como todos os outros cães e, quando recebem amor, demonstram companheirismo e ternura. Esse preconceito pode resultar na morte de milhares de cães, que são vítimas da crueldade e ignorância dos homens.

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Pit bulls são vítimas da ignorância e proibidos em cidade canadense

Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

Reprodução/WorldAnimalNews
Reprodução/WorldAnimalNews

A cidade de Montreal, no Canadá, irá proibir a guarda de pit bulls. Uma lei recém-anunciada permitirá que os tutores dos cães da raça mantenham seus companheiros desde que passem por uma verificação de antecedentes criminais. Este absurdo é mais uma demonstração do preconceito enfrentado pelos cães.

Os cães devem estar sempre com uma coleira curta, de no máximo 1,25 metros, exceto quando estiverem em área delimitadas por cercas com pelo menos dois metros de altura. Os tutores também devem colocar uma focinheira nos pit bulls que estiverem ao ar livre.

A lei estabelece que todos os cães da cidade sejam microchipados e esterilizados até 2019. O prefeito Denis Coderre alegou que os novos regulamentos foram projetados para garantir a segurança do público e ao mesmo tempo respeitar os direitos de cães e tutores “que se comportam bem”.

“Na Carta de Direitos e Liberdades, a segurança é também é um direito, por isso estamos trabalhando para garantir a segurança do nosso povo”, disse ele.

Já os serviços de proteção animal alertaram as autoridades que seria quase impossível impor estas restrições que não interferem na segurança pública. Além disso, especialistas declararam que a proibição da guarda dos cães com base na verificação de antecedentes criminais dos tutores é ilegal.

Reprodução/WorldAnimalNews
Reprodução/WorldAnimalNews

A menos que uma solicitação seja feita para tutorar um pit bull sob uma licença especial até o dia 31 de dezembro deste ano, será ilegal tutorar terriers americanos Staffordshire, terriers bull Staffordshire, terriers pit bull americanos e qualquer descendente de alguma destas raças ou um cão com características físicas semelhantes a elas.

As pessoas que se aplicarem para as licenças de guarda devem apresentar comprovante de que não possuem registo criminal, de que o cão foi esterilizado, microchipado e vacinado contra a raiva.

Alanna Devine, diretora de defesa animal da Sociedade para Prevenção da Crueldade Contra Animais (SPCA) de Montreal, disse que a nova lei pode fazer com que muitos cães sejam colocados  em abrigos sem qualquer justificativa válida. Ela enfatizou que vários estudos mostram que não há qualquer correlação entre certas raças de cães e agressividade.

“Quem vai decidir quais cães serão proibidos e como isto será decidido? Não faço ideia”, completou ela.

O não cumprimento das novas regras podem resultar na revogação da licença de guarda e na morte induzida dos cães. Se houver qualquer indício de que o cão pode matar alguém ou outro animal, o pit bull será considerado perigoso e terá a morte induzida.

Segundo o World Animal News, a lei estabelece que os tutores devem esterilizar e colocar microchip nos cães até 31 de dezembro de 2019. Aqueles que não cumprirem os regulamentos receberão multas que podem variar de US$ 300 a US$ 750 caso a infração seja relacionada à “segurança pública”.

Nota da Redação: Há muitos anos, os pit bulls são tratados injustamente pela sociedade que associa erroneamente estes cães à agressividade. Os pit bulls são como todos os outros cães e quando recebem amor, demonstram companheirismo e ternura. Este preconceito causa um grande sofrimento aos animais que são vítimas de maus-tratos, abandonados e têm a morte induzida.  Lamentavelmente, esta lei agrava ainda mais este cenário que pune os animais injustamente.

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Carruagem elétrica pode por fim à exploração animal em Montreal, Canadá

Redação ANDA/ Agência de Notícias de Direitos Animais

Reprodução / Facebook
Reprodução / Facebook

Uma linda e tradicional carruagem circula pelas ruas de Montreal, na província de Quebec, no Canadá. Ela chama a atenção por onde passa por sua particularidade: não é puxada por nenhum animal, é elétrica, limpa e sustentável.

Jacques Prud’homme, responsável pela inovação na cidade, traja roupa de época e fala sobre seu veiculo azul e amarelo. “A carruagem funciona com o mesmo principio de um carrinho de golfe, o motor fica localizado próximo às rodas traseiras e funciona por até oito horas”, diz ao Le Journal de Montreal.

Quando questionado sobre o motivo para substituir um veículo de tração animal, tradicional na cidade, por um carro elétrico, ele comenta sobre a exploração de animais usados em tração. “Após uma série de quedas e acidentes, além de uma série de denúncias de abusos, carruagens com animais estão com má reputação”, afirma.

Cortesia: Annabelle Blais
Cortesia: Annabelle Blais

A novidade trouxe opiniões controversas e contam com a resistência de parte da população e de cocheiros que são a favor na perpetuação da exploração de cavalos para passeios turísticos.

Aprovada por ativistas dos direitos animais, uma petição foi criada para que todos os veículos de tração animal sejam substituídos pela versão elétrica. A ideia apresentada por Jacques Prud’homme, poupa animais, mantém a cidade limpa, reduz a poluição auditiva, previne acidentes, é limpa, sustentável e coloca a cidade no mapa do reconhecimento pelos direitos animais e do avanço.

 

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Carruagens podem ser totalmente proibidas em Montreal

Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

Reprodução/Care2
Reprodução/Care2

Durante séculos, as carruagens puxadas por cavalos foram uma parte cruel da história de Montreal.

Porém, a Associação Nacional de Direitos Animais (NARA) do Canadá decidiu fazer uma petição juntamente com o Care2 para tentar ajudar os animais e agora essa exploração pode ficar no passado.

Os cavalos eram forçados a puxar enormes carruagens em condições extremas de temperatura enquanto respiravam gases tóxicos e evitavam o tráfego. Após longos dias, os cavalos eram levados para pequenos estábulos sem áreas onde pudessem caminhar.

A petição recolheu cerca de 77 mil assinaturas e Montreal proibiu as carruagens puxadas por cavalos durante um ano. Durante este tempo, será reavaliado o modo como a cidade monitora o bem-estar dos cavalos.

O objetivo do Care2 e da Nara é que a prática seja totalmente proibida, mas esse deve ser considerado um grande passo na direção certa.

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Cavalos trabalham em situações precárias em Montreal

Elis Tanajura (da Redação)

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Foto: Sociedade de Prevenção da Crueldade contra os Animais (SPCA)

“A indústria de carruagens em Montreal é intrinsecamente desumana, insegura tanto para os cavalos quanto para as pessoas e mantém uma imagem terrível para a nossa cidade”, denunciou a Sociedade de Prevenção da Crueldade contra os Animais (SPCA).

De acordo com a organização, os cavalos são forçados a trabalhar nas áreas principais do centro da cidade. Como os animais passam dia todo no trânsito, com o tempo, a fumaça dos veículos pode causar problemas respiratórios. Além disso, os cavalos andam e trabalham em superfícies duras e irregulares, o que é prejudicial para suas pernas e seus cascos e pode levar a claudicação.

A maioria dos cavalos em Montreal, quando não estão presos a uma carruagem, vivem em estábulos apertados e pequenos, onde são permanentemente amarrados sem nenhum enriquecimento ambiental. Eles não têm oportunidade de sair ou se engajar em atividades de socialização e pastagem, o que é importante para os animais desta espécie. Os estábulos, onde a maioria destes cavalos vivem, são escuros e úmidos. Cavalos também foram documentados deitados sobre seus próprios resíduos por dias a fio.

Os cavalos são presas naturais e sua reação imediata após perceber uma ameaça é fugir, um fenômeno conhecido como “susto”. Os ruídos altos e a presença de turistas barulhentos, carros, ônibus e veículos de emergência na área central da cidade, onde os cavalos trabalham, tem feito com que eles se “assustem”, levando a acidentes que resultaram em ferimentos em passageiros, pedestres e cavalos .

Os cavalos também apresentam um incômodo para motoristas e pedestres que precisam transitar em torno dos cavalos lentos nas ruas congestionadas do centro da cidade.

Em outras cidades, segundo a organização, regulações mais rigorosas mostraram-se ineficientes para garantir que cavalos na indústria de carruagens não sejam sujeitos a condições desumanas. Cidades como Toronto, Pequim, Londres, Reno Santa Fé e Las Vegas acabaram com a indústria de carruagens e outras cidades ao redor do mundo, incluindo Nova York, vêm eliminando-a.

Para a associação, os perigos e tensões inerentes das ruas de Montreal, que têm um custo alto sobre a saúde e o bem-estar dos cavalos e, definitivamente, tornam a indústria insegura e desumana, não podem ser resolvidos com regulamentações. As normas atuais também têm se mostrado ineficientes, pois violações flagrantes são regularmente registradas (por exemplo, cavalos que trabalham quando a temperatura está acima de 30ºC, apesar de existir uma lei que proíbe isso).

Para pôr um fim à indústria de carruagens, a SPCA lançou uma petição. Saiba mais em no site da SPCA.

Nota da Redação: Manter os animais não-humanos em condições de trabalho inferiores e enjaulados em um regime escravizante é especista e eticamente incorreto. Não podemos aceitar essa prática, assim como todas as outras que tratam os animais apenas como mercadoria ou objeto de decoração. As leis precisam avançar e proibir qualquer forma de manutenção de animais em trabalhos desumanos.

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